Trilheiro Pé-de-Frango

por Lex em 09/Oct/2009, sob Técnicas. Revisado por: Vê Mambrini.

Olá, profissionais do esporte!

Hoje vou delinear o perfil do trilheiro pé-de-frango, aquele sujeito que vai sem nenhum preparo para trilha, com fé na gambiarra e a certeza de que dá-se um jeitinho na hora. Você já deve ter visto em suas andanças por aí: aquele sujeito de calça jeans, havaianas, fumando um banza e com as panelas penduradas do lado de fora da mochila. É aquela figurinha que você pensa: “puta merda, não quero estar nem perto quando esse maluco sair andando por aí. Certamente ele vai se matar e quem sabe matar alguém junto”.

A hora do rush

Mochila

O símbolo maior do pé-de-frango são as tranqueiras penduradas na mochila: panelas, barraca, saco de dormir, chaveiro, lanterna e a onipresente canequinha. Isso certamente tem alguma coisa a ver com a figura clássica do trilheiro, estereotipada em fotos ou ilustrações. Para surpresa geral da nação pé-de-frango, coisas penduradas só servem para desequilibrar o andarilho e principalmente para perder as coisas propriamente ditas. Quem sabe o rastro de objetos esquecidos não o ajude a achar o caminho de volta… (mas ainda acho que um mapa e uma bússola seriam mais confiáveis). Eu mesmo já achei uma barraca no meio da trilha, deixada lá por causa desse método clássico de transporte de objetos. Aliás, a primeira coisa ao comprar uma barraca é se desfazer da maldita malinha que a acompanha; nem sonhe em carregá-la na mão, como se fosse a coisa mais elegante do mundo. Lugar de barraca é dobrada em forma quadrada e no fundo da mochila. Ao caminhar, as mãos precisam ficar livres!

Preparadíssimos para o Camping do Peixoto

Parte do equipamento pé-franguista é uma mochila da pior espécie. Ainda é comum ver modelos de 50 anos atrás, quadradas e com aquelas armações externas de cano de ferro, modelo militar, muito provavelmente herdada do avô, relíquia da Revolução de 1932. E eles ainda as defendem com unhas e dentes, elogiando a inovação do sistema de sustentação (como se isso fosse realmente novo). Quando o pé-de-frango não está carregando uma dessas, pode ter certeza que ele estará com uma mochila de escola, normalmente aquela Risca toda remendada (claro que as costuras foram feitas por uma costureira cega e bêbada). Item padrão nesta mochila: a alça estar amarrada porque a presilha plástica de ajuste quebrou-se há muito tempo. Nada disso é desculpa: dia desses eu vi uma mochila cargueira comprada no Carrefour: fiquei pasmo com a qualidade e detalhes técnicos.
Sacolinhas do supermercado, além de uma fonte espetacular de poluição, na cabeça do pé-de-frango só servem para enrolar o garfo e faca, mas nunca para o óbvio: estancar saco de dormir ou levar o lixo de volta. Gostaria de um dia pegar um sujeito desses, levar numa loja de aventura e mostrar um saco estanque, no melhor estilo Extreme Make Over.

Roupas

Mais um símbolo clássico é a surrada calça jeans. Como se não fosse um tremendo desconforto, a grossura deste tecido faz o pé-de-frango virar um galeto. Por outro lado, debaixo de uma chuva surpresa, são um convite a hipotermia. Calças de tactel por R$ 20 do camelô do Brás (algumas até são telescópicas) não deixam margem para a desculpa do preço. Eu mesmo já trilhei com essas calças baratas por muito tempo. Rasgou? Passe um silvertape que resolve.
Havaianas fazem parte do kit amadorismo: dou o braço a torcer pelo fato que não geram bolhas no calcanhar (somente no calcanhar), mas rezo para alguém que anda assim arrebentar o dedo numa topada e aprender a usar um calçado adequado (não se preocupe, o dedo cicatriza).

Entenda de onde surgiu a expressão “pé-de-frango”

Coturnos, roupas e mochilas camufladas e qualquer equipamento militar são orgulho pé-franguense: isso provavelmente lhes remete a força, coragem e determinação (ou alguma pseudomensagem de motivação), mas são tão somente o resquício de uma época longínqua em que não existiam equipamentos próprios para acampamento recreativo e a única opção eram os equipamentos militares.

Comandos em ação: pose de capa de LP dos anos 80

Durante a caminhada

Carregar uma garrafa de 51, Velho Barreiro ou Jurubeba Leão no Norte não é comum somente entre os cortadores de cana e alguns profissinais da construção civil. Muitos aventureiros acham que trilha tem cara de boteco. Desculpa mais esfarrapada, impossível: “é para esquentar à noite”. Álcool só traz a sensação térmica, quando, na verdade, está tirando calor do corpo. Sem contar que 1 litro de bebida é 1 quilo a mais de peso a carregar (e nem estou contando a garrafa de vidro). Concordo que banza é um excelente relaxante muscular (só uso com fins terapêuticos e ortopédicos, que fique bem claro), desde que você não queira relaxar durante a caminhada. Se a erva é da boa, o resultado é previsível: você, burro de maconha, ficará horas tentando decidir se deve pegar a bifurcação pela esquerda ou pela direita. Mais um antecedente de desastre.

Aposto que ele tá cantando Bob Marley

Mais uma clássica do amador é ir para a trilha com o mínimo de informações, normalmente com dicas pouco confiáveis de uma ou outra pessoa que disse que a entrada da trilha era mais ou menos por ali. “Chegando lá a gente pergunta”, como se no meio do mato tivesse um posto de informações turísticas. Aliás, sobre orientação é quase unânime: “a bússola aponta para o norte, então se eu levar uma eu estarei a salvo, certo?”. Errado. Bússola sem mapa não é nada, e bússola com mapa sem treinamento também não é nada. Eu entendo que orientação é um assunto demasiadamente técnico, chato, que requer estudo e treinamento, mas não tem jeito: se você cabulou as aulas de geografia porque a professora era uma mala, vai precisar estudar tudo de novo.
Mais um comportamento comum é fazer uma trilha para a qual não se está preparado, e o que era para ser um passeio apenas sujo de lama torna-se o carregar de uma cruz em que a única coisa que interessa é o fim. É de se entender que nesse ponto o passeio torna-se sem sentido, certo? Observe os atletas profissionais: a superação não vem em um final de semana, mas sim com muito treino e objetivos curtos e pontuais. E ter equilíbrio também é muito importante; não adianta nada seu amigo estar com o físico em dia e te torturar em uma caminhada que você não aguentaria fazer nem em uma semana.

Não peça para ele agachar

Ainda na trilha, essa é uma que a mamãe deveria ter ensinado: papel higiênico é para ser enterrado junto com o ploft, na latrina previamente cavada para este fim. Importante — longe de fontes de água potáveis!

Cozinhando

O orgulho pé-de-frango é sem sombra de dúvida uma fogueira: o estalar crepitante do que sobrou das árvores cortadas no facão enferrujado, o olho lacrimejando em frente ao fogo, o ritual terapêutico de uma festa junina. Quase me lembra 2001, do Kubrik. Se tiver um violão então, melhor ainda (imagine carregar isso… há quem o faça). Gostaria que todas as árvores evoluíssem geneticamente e não mais pegassem fogo. Fogueiras são totalmente antiecológicas e extremamente perigosas, para quem as faz e para a mata. A maioria esmagadora dos incêndios florestais começou por causa de um trilheiro com aspirações pirotécnicas. Ressalva: numa praia pode ser uma boa idéia (somente se houver madeira seca à disposição por perto e somente se houver madeira seca à disposição por perto), desde que se limpe tudinho no dia seguinte. Temos hoje fogareiros baratíssimos, como as populares espiriteiras: muito mais limpo, seguro e prático (não acho a espiriteira segura, mas isso é assunto para outro post).

“Ói como tá quentinho, estou com lágrimas de alegria.
Amanhã vamos deixar essa sujeirada toda aqui”

Claro que quem se dá o trabalho de cortar lenha, juntar pedrinhas e iniciar o fogo também não poderá deixar de carregar aquele caldeirão de bruxa, de 5 litros, com aquela alça perfeita para pendurar acima da fogueira. Ou panelas bem velhas e surradas, com Durepóxi tapando algum buraco. Fazem parte do kit musculação na trilha embalagens de vidro e latas (apesar de quase tudo hoje estar embalado em plástico e tetrapack, incluindo feijoada). Acampar com um pé-de-frango é certamente uma viagem no tempo. Para o passado, obviamente.

Olha um amador prestes a queimar a ponta de todos os dedinhos

Já que estamos falando da cozinha pé-de-frango, não podemos deixar de avacalhar com o cardápio: sempre será o inigualável, insubstituível, insosso e todo esfarelado (pela ação da mochila) Miojo. Quando esse tipo de aventureiro sumir da face da Terra, a Nissin vai declarar falência. Eu me pergunto que diabos este povo tem na cabeça para achar que só dá para cozinhar isso? Se você quer me irritar, fale qualquer variação de “Você faz trilha? Então você deve comer muito Miojo”. Arroz, lentilha, sopa de legumes, feijão, feijoada, lasanha (sim, lasanha), massas (spaghetti, fusilli, talharim etc.) e mais uma infinidade de opções estão em qualquer mercado, são baratas e fáceis de fazer. Miojo não é só injustificável como tem pouquíssimo valor nutricional (e não venha me dizer que é gostoso). Para o miojeiro, a única variação são os biscoitos para comer durante a trilha. Afinal, barrinha de ceral é “coisa de rico fresco”. E mesmo para as comidas de trilha,  ainda há opções baratas: frutas, doce de banana, balinhas, torrone (no trem da periferia custa uma pechincha). Para finalizar as refeições, não pode faltar lavar os pratos e panelas engordurados no rio, um crime ambiental digno de levar o meliante preso.

Aposto que era o Miojo da Turma da Mônica

Ao cair a noite

Tenho certeza que as duas maiores invenções da tecnologia moderna para a aventura foram o GPS e o LED. Em se tratando de iluminação, eu ainda vejo incrédulo gente com aquelas lanterninhas de mão, com lâmpada amarelada. Fico achando que ele está carregando alguma extenção elétrica desde a cidade (afinal, lâmpadas de filamento são beberrões de energia). E há ainda quem diga que tem o sonho de comprar aquele farolete gigante movido a bateria (nessa hora procuro meu canivete para cortar meus pulsos de desgosto). Mais uma sem desculpas: uma lanterna de cabeça a LED pode custar por volta de R$20.

Observe a lanterninha Rayovac no bolso, o lampião pendurado e o cobertor de emergência. Eles estão mesmo numa emergência?

Com a lanterninha presa entre os dentes (ou mesmo aqueles lanternões de pilhas AA), é hora de armar a barraca. Quando o biscoiteiro não herdou aquela tenda de 5 lugares, feita especialmente para ir pescar de carro, ele certamente sonha com uma. Na mente delirante dessa categoria de aventureiros, a mata é como esses bosques dos filmes da Sessão da Tarde, cheio de espaço para acampar tranquilamente entre as árvores. Voltando à realidade: estamos nas florestas tropicais do Brasil, com mato por todos os lados, onde beira o impossível achar um quadradinho 2×2 metros: barraca para camping selvagem tem que ser pequena. Independente de seu tamanho, barraca sempre apresenta um desafio intelectual na hora de montar. Cubo mágico é fichinha. E como a maioria não vem com um manual decente (nem mesmo as importadas mais caras têm um que seja satisfatório), ninguém se dá ao trabalho de entender porque vêm tanta cordinha e speks: “deve ser de reserva… nossa, como esses fabricantes são gente boa!”. Sob vento ou chuva, a tarefa de sair da barraca para arrumá-la torna um tormento aquela que era para ser uma noite de soninho gostoso.

Reze para São Pedro não mandar chuva

Na lista de chacotas não poderia faltar o cobertor. Isso me lembra o Lino, da turma do Charlie Brown, o garoto que carregava seu cobertorzinho azul para todo lado. No arsenal de bizarrices do pé-de-frango podem constar um dos itens: um cobertor volumoso e pesado, nunca protegido caso caia um toró (imagine o desastre) ou uma manta de camping feita com feltro, muito sem-vergonha, à venda na sessão de camping em alguns supermercados. Claro que isolante térmico é um item estranho e mal-compreendido, visto apenas em algumas fotos de expedições. E pasmem: tem gente que acredita no poder do colchonete.

Aprendemos no Manual do Escoteiro Mirim como acampar com o máximo conforto

Enfim…

Eu sei que ter um bom equipamento custa caro, e me parte o coração que, num país tão trilhável quanto o Brasil, esses itens ainda sejam uma voadora no estômago de tão caros, e que os baratos sejam tão amadores. Mas fazer uma atividade outdoor, em que existe o risco de você nunca mais voltar para casa por causa da falta de uma lanterninha ou um casaco corta-vento, deveria fazer as pessoas repensarem o assunto, e também repensarem seus investimentos em equipamentos. Eu acredito plenamente que o aumento da procura por estes só tende a barateá-los a longo prazo. Eu sozinho não sou capaz de fazê-lo, mas se todos nós mudarmos nossa percepção, podemos fazer a diferença, e melhorar as condições para que todos possam se aventurar com pouca grana, mas com o mínimo de segurança.

Voltaremos ano que vem

Para quem não entendeu a brincadeira, não leve este artigo tão a sério. É claro que eu já fiz algumas das coisas descritas aqui. Meu objetivo é rir de nossos erros e mostrar com muito bom humor o que não fazer numa trilha e educar todas as pessoas a se divertirem com segurança.

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51 comentários neste post

  • Tuca

    nossa Lex…qta coisa que ja fiz e quase repito na proxima viagem..rsrsrsrs
    Valew..

    Abços
    Tuca

  • Amador

    Lex meu brother… estou com dor no abdomen de tanto rir deste post…
    Parabens, você está se superando a cada post… muito bom mesmo…

    Abs
    Edu

    • Lex

      Eu devo confessar que enquanto ia escrevendo também ia dando risada… é tanta coisa absurda que a gente vê por aí…
      muito obrigado !!!
      abraços

  • Carlos

    Excelenteeeeeeeee…
    So faltou alguns classicos como o poncho de saco de lixo, a loninha azul com varetas feitas de cabo de vasoura(barraca xique).
    Olha acho que no início todos fazemos algumas destas…. miojo eu não passei por esta fase rssrsrs.. mas a famosa sardinha com torrada me acompanha até hoje. Ou no caso xique: atum..rsrsrs

    Mas acho que todos aprendem e o povo aprende algum dia.Para isso temos os blogs ai falando sobre acampamento e mostrando nossos equipamentos..e principalmente dando dicas.

    Parabens pelo post excelente vou enviar por email para alguns amigos serem convertidos

    • Lex

      Esses são clááássicos da aventura que a gente vê por aí ! Claro que eu escrevi este post também por experiência própria (mas não a parte do Miojo), e uma das fotos é de uma viagem que eu fiz (mas não conto qual é). Sua torrada com sardinha me parece altamente desculpável ! Como eu escrevi na ressalva abaixo, o post é para aprendermos com nossos erros e dando risada. abraços

  • Mario Amaya

    O que me chama mais a atenção é sempre a mania louca de amarrar um zilhar de coisas por fora da mochila, criando fardos monstruosos. Não sei se é por ter vindo de outro background (viagens de turismo + bicicleta), nunca tive sequer a impressão de que montar esses fardos seria de alguma forma mais válido do que encaixar tudo dentro de uma mochila do tamanho certo. Mas o que fica de todos os tópicos é a necessidade de abrir os olhos e realmente enxergar o que existe em termos de equipamentos especializados, em vez de se fiar em preconceitos herdados e na “fé na gambiarra”. O cara do olho fechado nem sempre é o sujeito que carrega o cobertor na mão; é também o inocente curioso na estação de trem que, a fim de puxar papo, pergunta se está carregando muito Miojo e se o bastão é para esquiar.

    • Lex

      Bem, ninguém tem a obrigação de saber (nem de ter) tudo na primeira(s) viagem e “noção” é algo muuuito delicado. Mas as repercussões deste artigo têm sido legais, e em algumas conversas via e-mail ou IM algumas pessoas tem me feito várias perguntas sobre o que fazer e como. Açiás, o objetivo deste blog é justamente este: disseminar o conhecimento

  • Jeff

    Meu, estou me afogando em lágrimas de tanto rir!!!

    Excelente post! E claro, assim como você, também já incorri em muitos desses “pecadilhos”, mas acho que você esqueceu de citar um… Tem o pessoal que leva aqueles “radinhos” de pilha e, no meio da trilha fica tentando captar alguma estação… Tôsco, mas existe.

    Abção

    • Lex

      Cara, com o material que vocês estão adicionando, eu poderia criar outro post ou duplicar este !!!
      Mas é claro que eu também já fiz minhas pé-franguisses… mas não tão tosco quando as fotos que achei por aí

      abração !

  • Esdras

    Pôxa Lex! Minha calça preferida é camuflada!
    Pelo menos no pecado do miojo eu não caí pois detesto aquela merda.
    A minha maior franguisse é não ter trocado a minha barraca de acampar to topo do Everest(acho que até lá da pra suar), totalmente preta.

    Excelente
    Abraço
    Esdras

    • Lex

      Caramba, barraca preta pode te matar cozido !
      Não há problema em ter uma calça camuflada, mas note que no exército o objetivo da camuflagem é não ser visto; mas na caminhada recreativa você precisa ser achado.

      abraços !

  • douglas

    meu ja fiz cara loucura kkkk q sodeus duvida mas meus parabens pela materia….. e eu falou pq ja vi muitas pessoas levarem lanternas de luz amareladas q sao de filamentos e quando vai ficando fraquinhas pegarem um novo carrego e jogaren na propria trilha se saber q isso e uma das maiores covardias com a natureza e mais uma coisa de levar oleo e depois de fazer a comida lavar no proprio rio eu ja fiz muito isso mas fico pençando nas tuas palavras e na umiude gostaria de saber oa vc faz???
    abraços e meus parabens

    • Lex

      Então Douglas, a matéria foi de pura avacalhação mas a idéia é chamar a atenção mesmo. Sobre as pilhas, eu sempre levei e principalmente trouxe de volta as usadas para casa. Quando possível, uso pilhas recarregáveis e um dinâmo para carrega-las, assim não levo peso a mais na mochila (falei sobre isso num outro post). Sobre o óleo, eu simplesmente não levo (só um azeitezinho para comer na pizza). Sempre penso nos meus cardápios sem gordura. Outra coisa importante é preparar uma refeição que dê exatamente para a quantodade de pessoas do acampamento (e todas tem que ter em mente que não pode sobrar nada !). Caso aconteça o pecado de sobrar, cavo um buraco num lugar fora de suspeita e enterro o que sobrou. Para lavar as panelas, a técnica é descrita em todos os manuais de baixo impacto ambiental: leve a água até a panela, lave-a, e jogue a água longe do rio. Tento lavar a panela com o mínimo de água possível, e faz tempo que não as lavo com detergente, é só na bucha (Scoth Bright) mesmo.

      Espero ter respondido sua questão, qualquer coisa, me mande mais mensagens que ficarei feliz em explicar.
      abraços e obrigado !

  • Mario Nery

    Ahhhh!! Eu acho que todos já tivemos o nosso momento pé-franguista! Eu já fiz muita trilha de calça camuflada e coturno, mas coisas penduradas na mochila e equipamentos enormes e inúteis não rolam! Ri bastante com o texto, lembrei de muitos casos que já vi por aí. Abração.

    • Lex

      É isso aí, Mario, é lóóógico que já fiz minhas pé-franguices e aqui nos comentários já confessei alguma coisa. Mas umas pessoas tem mais bom senso, e outras não… o texto é para chamar a atenção mesmo

  • Maria Mendes

    Simplesmente de puro mal gosto sair fuçando a vida das pessoas. Achei que o dono deste site exagerou, pois imagine a vida dessas pessoas que não estam sabendo que suas fotos foram postadas.

    • Lex

      Eu realmente acabei com vida dessas pessoas, me sinto um vilão da novela das 6. Aqui vai a ressalva que escrevi no final do artigo: “para quem não entendeu a brincadeira, não leve este artigo tão a sério. É claro que eu já fiz algumas das coisas descritas aqui. Meu objetivo é rir de nossos erros e seguir adiante.”.

  • Tuca

    putz Lex…

    Que pessoal sem espirito esportivo……eu devia ter mandado antes minhas fotos..rsrsrs…eu nem ia ficar bravo de ser o exemplo de um pé-de-frango bem ORIGINAL….kkkkk

    Abrços
    TUCA

    • Lex

      Tuca, eu já esperava reações negativas, mas pessoas como você que mesmo se identificando com as chacotas entenderam o espírito da brincadeira, fazem minha vida mais feliz.

      abraços

  • Gabriel

    hahahahahah, cara, ri muito! principalmente com a foto do maluco pegando a latinha de feijão, pois minutos antes de entrar no seu blog eu visite o blog dele! coincidência muito grande!

    (sim, não estou no Marumbi, isso será devidamente explicado no meu relato de viagem… espere e verás!)

    • Lex

      Olá Gabriel,
      Pelos comentário está todo mundo rindo muito, inclusive eu, hehehehe.
      aguardo seu relato, abraços

  • Mauro

    No meu tempo chamávamos esse tipo de “pata-tenra”…
    Mas confesso que já fiz algumas dessas aí :) Especialmente jeans em trilha com rio… Mas dê um desconto. Eram os anos 80 e tactel naquela época só importado e caro :-P

    • Lex

      Descontadíssimo ! Naquele tempo não havia absolutamente nada aqui no Brasil… e mesmo hoje, o que temos ainda é caro.

  • Jorge

    Cara…
    Seu post é muito bom. Todos já fizemos algumas prezepadas destas. Nada como a experiência e a troca de informações com outros particantes de treking para, a cad trilha, estarmos melhor preparados. É importante frisar q para se estar bem equipado leva-se tempo, afinal não dá prá entrar na loja e comprar todos os equipamentos de uma vez … só um cabaço prá fazer isso. Então apelar para soluções mais baratas é muito comum, já q todo mundo se inicia aos poucos nesse mundo, fazendo trilha após trilha.
    Eu mesmo estou na 8a. foto, de costas e devidamente equipado (sou o cara de chapéu creme e blusa branca)e apesar de praticar a alguns anos, ainda hoje compro equipamentos q ainda não tenho.
    Só toma cuidado ao colocar fotos de pessoas sem autorização, principalmente aquelas onde elas são facilmente identificadas. Eu levei tudo na brincadeira, mas alguns q estão com a cara estampada no seu blog podem não gostar disso.
    Abraço

    • Lex

      Olá Jorge !

      Suas consideração são muito pertinentes ! Não tem só a questão de comprar o equipa, mas também saber usa-lo. Já comprei muita coisa que parecia promissora mas acabei largando depois de um tempo. Nem tenho o que acrescentar, seu comentário é hermético.

      Fico muito feliz que você tenha entrado no espírito da brincadeira, pois por uma questão de tempo (e de preguiça também, confesso), eu acabei não pedindo as devidas autorizações. Não imaginei que esse post teria tanta repercussão e em minha inocência acreditava que todos iriam entrar no espírito da brincadeira como você.

      obrigado pelas considerações,
      fortes abraços e boas aventuras !

  • Jorge

    Pois é Lex…
    Para evitar ter bugigangas pegando pó em casa é q só compro aquilo q eu senti falta na ultima trilha …
    As coisas repercutem muito rápido nesse mundo virtual … positiva ou negativamente. Eu mesmo fiquei sabendo do seu blog devido a este post… se bem q nesse caso foi bom, pois ele já foi pro favoritos e agora passarei a acompanhá-lo..
    Abraço

    • Lex

      Nada como um post polêmico para levantar as estatísticas de acesso, hehehehe. Mas o próximo post será bem comportadinho, como os anteriores, prometo !

      Sobre as coisas pegando pó, é que eu já comprei tanta coisa que não durou muito: lanternas de cabeça, incontáveis. Facas, até hoje não tive uma decente. Bússola é um item delicado também. E outras que foram legais na época, mas depois eu mudei para algo melhor: usava aquele colchão de ar de piscina como um confortável e barato isolante térmico, depois troquei meu isolante de EVA por um Therm-a-rest. Minha nova barraca aposentou as anteriores. Sempre estou tentando evoluir o equipamento, e agora começo aos poucos diminuir a quantidade destes. Quero chegar a um ponto de poucos equipamentos de muita qualidade. Mas é inexorável um ponto em que você acumula mais de uma mochila, mais de uma barraca, mas é claro que (como você falou anteriormente) isso leva tempo.

      obrigado e abraços !

  • @#*p*!

    Refletindo o comentario do Jorge, que levou numa boa e disse que algumas pessoas não iam gostar de ver as suas fotos. Eu mesmo não gostei de ter a minha foto neste blog, pois não foi certo o dono desse blog colocar sem autorização.
    A atitude de colocar fotos sem autorização é estar denegrindo a imagem de uma pessoa. Acredito que muitos nem saibam que suas fotos foram postadas.
    Infelizmente a pessoa que colocou a foto deveria perguntar se poderia pegar a foto e não ficar entrando no Orkut para pegar as fotos e difamar a minha imagem. Peço que retirem a foto que estou na ponte e na Trilha do Ouro (com a mochila nas costas).

    • Lex

      Olá @#*p*! Só confirmando as fotos: é a 3a e 4a foto ? Se for estas as fotos me avise pois eu retiro as fotos na hora.

  • Airton Oliveira

    Realmente, muitos ignoram que a mochila deve ter apens 1/3 do peso do corpo, e alguns acessorios são impressionantes, devemos ter conforto e buscar-lo com produtos de ultima geração sempre que possível!!! parabéns, que florestas sejam salvas com essas dicas, Maranata!!!!

    • Lex

      Então, Airton, “de última geração” tem que ser “sempre que possível” mesmo, pois é caro pra dedéu. Para quem está começando, tem que ser coisas simples e baratas, mas não os crimes que a gente vê por aí.

  • Paulo Nogueira

    Bacana… ri bastante e recordei de um tempo não muito distante… rsrsrs
    Quem gosta, praticando chega lá!

  • André Guilles

    Concordo com quase tudo, mas eu fico muito mais sexy com minha calça camuflada. hahahahhahahah
    Abração!

  • BikeUrbanity

    Ô Lex, quando você for assaltado em uma de suas trilhas “maravilhosas” e ficar só de cueca, e por ventura encontrar um desses “pés de frango” e se por acaso você estiver com aquela baita fome eu espero que ele(s) lhe ofereçam só o minhocoçu para você engolir.

    • Lex

      Eba! O primeiro troll do blog!
      Agora, conhenhamos, se for para fazer piada, faça direito: minhocuçú não me parece uma boa comparação de falo grande, mas quem sabe seja a única que você tem.

  • Joana

    É nisso que dá a falta de argumentos inteligentes e construtivos: trollices, idiotices e babaquices imbecis e infantis. Isso demonstra o quão pequena pode ser a mente do ser humano que prefere ficar na ignorância a aprender com os erros e ainda se gaba, se achando super-herói!

    • Lex

      Bem, o tempo passa e este post continua sendo polêmico. O interessante é observar que ninguém fica indiferente. Ou ama, ou odeia.

  • Bruzunga

    Aí paga pau de bandido, já deu o cú pro PCC hoje ou prefere o CV?

  • Bruzunga

    Esse meu comentário é foi pro tonto do Bike Urbanity (bobão americanizado). Não entendi pq foi pro final da lista. Abraços.

    • Lex

      O sistema de respostas a comentários não organiza muito bem as mensagens, o meu só aparece certo porque eu faço pelo painel de gerenciamento. Quanto ao BikeUrbanity… bem, é um caso perdido…

  • Thiago

    Eu achei o site mto bom , anotei muitas dicas …
    e agora vendo esse “tópico”. vc foi mto pobre de espirito ao fazer esse ´”TÓPICO”….
    VC SE ACHOU AGORA … ODIEI VC …
    SE VC ESTIVESSE NA MINHA FRENTE QUEM CORTARIA SEUS PULSOS SERIA EU SEU BURGUEM FILHA DA PUTA …
    SOU PRINCIPIANTE ,PORÉM NUNCA FIZ ISSO COM VC JUGA “PÉ DE FRANGO” …

  • Paulo Nogueira

    kkkkkkkk
    agora descambou a coisa…

    • Lex

      Desde que eu publiquei o post… não importa, quem riu, gargalhou a valer. Quem não gostou, mandou uma mensagem agressiva e deixou de ler o blog. De qualquer forma, saí na vantagem.

  • Moaci Judson

    Muito bom! engraçado e ao mesmo tempo faz reflertimos sobre muita coisa!

  • Speedy

    Esse post é épico, toda vez que eu entro no seu blog sempre leio ele para dar boas risadas das fotos e dos comentários que o pessoal fez.
    ASuhasdhashdahsa

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