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	<title>blogus &#187; Trekking</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Jan 2012 16:23:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O sonho da casa própria</title>
		<link>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você quer virar um caramujo, carregando a casa às costas, aqui estão os quesitos necessários para a escolha da sua barraca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quê casa de campo se com a barraca você pode ter uma vista diferente a cada dia ? Estar com ela às costas é sinal de mais pura liberdade, ou, na pior das hipóteses, de uma noite de sonho sequinho e  confortável. Mas assim como é difícil escolher entre uma kitnet na Cohab e um loft no Jardins, a escolha da tenda não é tarefa tão fácil quanto parece.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/01-DSC04476.jpg" alt="Vista do fundo do Saco do mamanguá em Paraty" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Casa de campo com uma vista diferente a cada dia</dd>
</dl>
</div>
<h3>Rede de intrigas</h3>
<p>Com a <a href="/akampando/">rede</a> você tem menos peso, volume e trabalho, mas a barraca pode te proteger melhor do frio, vento e chuva e ainda há aquela sensação gostosa de estar dormindo mais protegido. Eu costumo levar em consideração os seguintes pontos para escolher a barraca ao invés da rede, com base no destino de viagem:</p>
<ul>
<li>Inexistem árvores no local, como ambientes de montanha ou cerrado</li>
<li>Haverão mais pessoas de rede, diminuindo a quantidade de árvores disponíveis no local de acampamento</li>
<li>Possibilidade de vendaval, agravado por chuva lateral</li>
<li>Frio! Muito frio!</li>
<li>Lugares superpovoados em que não é confiável deixar seus pertences pendurados num canto ou esparramados no chão. Mas vamos sempre evitar esses lugares, certo?</li>
</ul>
<h3>Chutando o pau da barraca</h3>
<h3 class="excerpt">considerações para compra</h3>
<p>O primeiro fator a ser considerado (além do preço, é claro) é o <strong>tamanho</strong> da sua futura morada. Recomendo barracas de no máximo 3 lugares; acima dessa quantidade de pessoas, dividam seu acampamento em várias tendas. O tipo mais comum de barraca é a iglú, e este modelo tem excelente geometria: são altas, de paredes quase verticais e são muito confortáveis, possibilitando sentar-se dentro delas. Mas este conforto tem um contraponto que é a <strong>aerodinâmica</strong> comprometida. Portanto, considere se você vai usa-la em ambientes que ventam muito. Tentar dormir sendo quase levado pelo vendaval é uma experiência nada agradável (mas muito empolgante!). A <strong>geometria</strong> vai indicar o quão aerodinâmica é. Cada dia surgem no mercado modelos com desenhos mais modernos e acredito que as iglús um dia farão parte do passado, assim como hoje em dia ninguém mais usa as lendárias canadenses, em forma de V invertido. Os materiais evoluem rapidamente e quando a relação de peso e resistência das varetas não for mais um problema, veremos modelos bem mais inteligentes à disposição.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/02-DSC08280.jpg" alt="Uma fila de pequenas barracas no meio do mato" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma barraca enorme não caberia, mas várias pequenas cabem</dd>
</dl>
</div>
<p>Quanto a sua estrutura, existem basicamente dois tipos: as auto-portantes e as esticáveis. Se ao colocar as varetas a barraca fica em pé sozinha, e até permite ser deslocada de lugar, então ela é autoportante. Mas, se por outro lado, a barraca precisa ter seus speks fincados com certa pressão no solo de modo a estica-la e assim têla de pé, então você tem um modelo de armar à mão. As autoportantes são muito mais práticas, mas as esticáveis costumam ser mais leves. A maioria das autoportantes o é somente para a estrutura interna e a capa externa precisa ser esticada com speks. Se puder, compre uma barraca totalmente autoportante, em que a capa externa se encaixa nas pontas das varetas, deixando a tenda completamente portátil. Nem sonhe em comprar aquelas malditas barracas que armam em dois segundos; eu poderia escrever um artigo do tamanho desse falando de suas desvantagens.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/03-DSC02547.jpg" alt="Barraca Azteq Nepal montada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ótimo modelo de esticar: Azteq Nepal</dd>
</dl>
</div>
<p>A área que a barraca ocupa no chão é chamada de <strong title="pegada">footprint</strong>. A barraca normalmente é composta por duas camadas: a proteção interna, de um tecido fino ou tela e a capa externa, impermeável para proteger do orvalho e chuva. Entre essas duas camadas há um espaçamento, portanto o interior da barraca é quase sempre menor que o footprint. Essa relação vai dizer o quão eficiente ela é em termos de uso de espaço. Alguns modelos para climas quentes, bem mais leves, usam apenas uma lona: escolha estes modelos somente se você acampar em lugares quentes e com índice pluviométrico baixo.</p>
<p>O isolamento térmico e à chuva depende essencialmente do quão bem montada e esticada. Portanto, repita comigo: <em>&#8220;eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre&#8221;</em>. Quanto ao isolamento térmico, costumam ser divididas em 2 categorias: 3 estações e 4 estações. Adivinhe qual é a estação que o primeiro modelo não comporta, e escolha o modelo mais adequado as suas necessidades.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/04-DSC02070.jpg" alt="Barraca molhada de chuva" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Diga-me como monta sua barraca e te direi se terá uma noite de sono tranquila</dd>
</dl>
</div>
<p>Algo que não pode ser ignorado é o avancê ou vestíbulo. É a parte de lona externa que avança além da parte interna, criando um espaço para deixar equipamentos, como mochilas molhadas e botas sujas e que também será usado para cozinhar debaixo de chuva. Você conseguirá cozinhar de dentro da barraca sem se molhar? E com conforto? E a chama do fogareiro não vai gerar um incêndio ao ser aceso? Tenho <a href="https://lh6.googleusercontent.com/-a6Xq6DaTDbg/TBqW6O_nT6I/AAAAAAAAG80/FmhudYZDZSY/s640/DSC00220.JPG">uma barraca</a> que já me fez passar fome por não permitir cozinhar debaixo de um pé d&#8217;água, foi frustrante.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/05-DSC04103.jpg" alt="Cozinhando sob o avanço" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só torça para não ser chuva de vento</dd>
</dl>
</div>
<p>Na loja em que você vai conhecer sua futura morada, monte-a por conta própria, com alguma (mas não muita) ajuda do vendedor. Procure contabilizar o tempo e a dificuldade de montagem, isso será muito importante num dia de chuva, frio ou cansaço. Entre, deite dentro dela, feche o zíper, vire-se, fique em várias posições: deitado com a cabeça de todos lados possíveis e sentado, na posição de cozinhar. Ter um monte de bolsos e fitas para pendurar seus badulaques é sempre vantagem e não acrescenta peso algum.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/06-P1000524.jpg" alt="Equipamentos pendurados pelo teto da barraca" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A favela está montada</dd>
</dl>
</div>
<p>Observe a qualidade das varetas e prefira as de alumínio ao invés das fibra de vidro. Estas últimas costumam rachar com o tempo, embora as de alumínio requerem cuidado extra para não amassar. Por fim, evite cores escuras. Escolha entre azul, verde, cinza (todos em tonalidades claras), laranja e amarelo.</p>
<h3>Com a barraca armada</h3>
<h3 class="excerpt">técnicas de uma casa itinerante</h3>
<p>Lave sua barraca somente se ela estiver nojentamente suja, e para isso o melhor mesmo é faze-lo delicadamente no tanque com água morna e sabão neutro. Confesso: mandei à lavanderia  certa vez e claro que foi a maior estupidez; hoje em dia não lavo minhas barracas. A terra que fica na parte em contato com o chão, num dia de calor e sol, irá se soltar com algumas palmadas. Caso você seja muito preciosista, pode comprar uma lona mais fina e barata e usa-la como footprint. Eu gosto da lona sobressalente para pôr logo à frente da porta, que servirá de tapete para a roda de amigos enquanto se faz a janta num bate-papo descontraído. Assim, todos poderão ficar descalços sem levar sujeira para dentro de casa ao entrar. Na manhã seguinte levante a barraca ainda armada, mas sem a capa externa e com a porta para baixo; sacuda-a energeticamente e a sujeira toda (e mais alguns grampos de cabelo, pilhas perdidas e moedas) vão cair, deixando-a limpinha para o próximo acampamento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/07-P1000472.jpg" alt="Barraca em pé para limpeza" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">É apenas para limpeza, não tente acampar assim</dd>
</dl>
</div>
<p>Enquanto a noite caia você distraidamente deixou a porta aberta enquanto fraternizava com seus amigos na lona azul do lado de fora e milhares de borrachudos sanguinolentos entraram no conforto do seu lar sem ser convidados. Ao tentar dormir aquele maldito zum-zum-zum te deixa louco e você começa a tentar a matança desses hereges, mas percebe que eles são imortais: repelente não os mata, as palmas só fazem barulho e cobrir-se com o saco de dormir na cabeça o sufoca. Que inferno de noite. Somente uma técnica poderá salva-lo: a técnica Jackson Pollock. Faça dela um jogo com seu companheiro: com polegares a postos e headlamps carregadas, espere-os ficarem quietos na parede branquinha. Pressione o polegar contra o maldito na parede e arraste-o alguns centímetros. A risca vermelha de sangue vai provar o ponto marcado. Vocês poderão contabilizar os pontos por borrachudo assassinado e volume de sangue espalhado. Aproveite a brincadeira para redecorar o interior de sua casa.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/08-DSC00345.jpg" alt="Rapaha Fanti dormindo tranquilamente de portas abertas" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amanhã ele vai acordar parecendo que está com catapora</dd>
</dl>
</div>
<p>Exceto em clicloviagens (e olhe lá), aquelas malditas maletas que acompanham o produto são totalmente desnecessárias. Me explico: a melhor geometria para guarda-las é dobrada em forma quadrada (sobreteto mais parte interna) no fundo da <a href="/infografico-mochila/">mochila</a>, dando-lhe um base plana para que fique em pé sozinha. As varetas vão em pé no corpo do mochilão. Insistir em coloca-la na sua sacolinha como veio de fábrica e amarra-la em qualquer lugar da cargueira é um pedido de sofrimento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/09b-IMG_0852.jpg" alt="Lex pensando como vai guardar a barraca já desmontada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Como guarda-la? Dobrada, oras!</dd>
</dl>
</div>
<p>Pena que todos os manuais que as acompanham sejam tão toscos e com regras impossíveis de cumprir. Uma delas é de nunca guardar a barraca molhada. A outra, de nunca cozinhar dentro dela. Oras, se você foi obrigado a desmontar o acampamento sob toró torrencial, como não guarda-la molhada? Se você está numa montanha alta, o frio lá fora é de congelar o esqueleto e você está morrendo de fome, como não cozinhar dentro de casa? Já que a gente precisa fazer essas bobagens, vamos fazer do melhor jeito possível. Evite isso como o diabo que foge da cruz, pois é realmente perigoso: imagine se a barraca pega fogo com você dentro ou morrer sufocado pela falta de oxigênio (bem, pelo menos será uma morte bem tranquila). Mas, se realmente não for possível evitar, faça o seguinte: abra o máximo possível a porta para ventilar (ou para sair correndo em caso de acidente). Amarre a base do fogareiro numa frigideira, fundo de panela ou alguma outra coisa plana e não-combustível. Sugiro sempre ter no equipamento fitas tire-up (enforca-gato ou hellerman, como preferir) para este fim. O maior perigo está na hora de ligar, pois é quando o fogareiro expele a maior chama. Procure liga-lo do lado de fora, e depois traga-o de volta com a chama estabilizada. Se o temporal for tão feio que nem isso é possível, mantenha uma panela grande (e vazia) por perto para tampar a chama alta caso necessário. Toda distância possível de sacos de dormir, isolante, paredes e teto, roupas ou qualquer outra coisa. E escolha a parte mais plana e estável do chão para isso. Ter a mão uma toalha molhada me parece boa idéia em caso de emergência. Técnica permitida apenas para fogareiros a gás e pressurizados, nunca-jamais para espiriteiras. Boa sorte!</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/10-DSC00162.jpg" alt="Vista de dentro da barraca num dia chuvoso" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Terá que cozinhar dentro da baraca? Atenção as instruções de segurança e boa sorte</dd>
</dl>
</div>
<p>A barraca é a nossa casa fora de casa. É um equipamento durável e que vai te acompanhar em várias aventuras, será presença garantida em suas fotos e memórias. É o símbolo máximo do campismo e servirá como um templo para deslumbrar-se como a vida lá fora é tão mais gostosa e verdadeira<span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>O primeiro a gente nunca esquece</title>
		<link>http://blog.blag.us/primeiros-equipas/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/primeiros-equipas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando você finalmente levanta seu traseiro gordo do sofá e decide sair para acampar, descobre que não tem equipamento para fazer isso. Este é um pequeno guia para você comprar seu primeiro kit de aventura sem precisar vender um rim para pagar a fatura do cartão de crédito]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esporte barato é futebol, vôlei ou basquete. O único equipamento especializado necessário é uma bola. Acampar com o mínimo de conforto e segurança requer um investimento inicial que, quando feito sem cuidado, lhe obriga a se prostituir para pagar a conta. Eu me empolgo a valer falando sobre as últimas novidades da PrincetonTec ou da SeaToSummit, mas, para ser realista, é muito difícil ter essas marcas como primeiro equipa — a não ser que você more <em>nos estrangêro</em>. Há também o agravante de quem está começando não tem certeza se realmente vai querer transformar isso numa atividade recorrente, e pode abandonar essa vida de mateiro sem aviso prévio.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_01e_DSC02898.jpg" alt="Lex Blagus subindo uma cachoeira" width="500" height="404" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Tudo indica que ele vai voltar mais vezes</dd>
</dl>
</div>
<p>Com o passar do tempo você vai substituindo seus equipas, quer seja por desgaste ou porque quer algo melhorzinho. Então, faça o planejamento de compras em duas ondas: a primeira, com itens de valor mais barato comprados ao mesmo tempo; e a segunda composta de marcas superiores, comprados com mais critério e mais tempo, substituindo a primeira onda aos poucos. A não ser que você seja o tio Patinhas beira o impossível ter do bom e do melhor na primeira trilha. Equipas de valor acima de R$ 500 eu recomendo comprar lá fora; o mercado brasileiro precisa de estímulo, mas simplesmente não dá para pagar três a cinco vezes mais caro só por isso. Comprar qualquer coisa barata requer atenção, porque há muita <a href="http://www.nautika.com.br/files2/Image/fit/omega_g.jpg">porcaria</a> à disposição. Garimpar é necessário, mas também é necessário saber reconhecer um bom equipamento.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_02a_DSC04073.jpg" alt="equipamentos pendurados em uma árvore" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Árvore de Natal</dd>
</dl>
</div>
<h3>Mochilão</h3>
<p>Não vou entrar nos detalhes técnicos pois <a href="/infografico-mochila/">já escrevi sobre o assunto</a>, além de um ótimo post do <a href="http://trekking.marionery.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/">Trekking Brasil</a>. Fazendo uma pesquisa para lhe indicar algo bacana, não tive escapatória: uma mochila minimamente boa custa em torno de R$ 400. É o equipa mas caro de nossa listinha. Escolhi modelos de 70 litros, grandes o suficiente para levar toooodos os equipamentos: atuais e futuros. Há quem ache isso um exagero, se for este o caso, procure por modelos menores, em torno de 60 litros.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_03c_DSC01346.jpg" alt="Celso e sua mochila" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A cara feia é por causa do preço</dd>
</dl>
</div>
<h3>Barraca</h3>
<p>As modelos iglú são as mais populares, portanto invista neste modelo. Barracas possuem uma gama muito variada de preços e quase sempre seu valor está atrelado à sua qualidade. Desnecessário comparar muito: compre o que seu bolso permitir (sem ser muito pão-duro); algo entre R$ 200 e R$ 300. <em>Pelamordideus</em> não compre <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">aquelas barracas gigantes</a> para 4 pessoas que mais parecem uma tenda de circo: camping selvagem é lugar de minimalismo. E aproveite para exercitar seu <a href="/infografico-barraca/">senso de organização</a> quando for usa-la.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_04a02_DSC07207.jpg" alt="Jô e Kad próximo a barraca da Speedy" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Igluzinha com banda larga</dd>
</dl>
</div>
<h3>Sleeping bag</h3>
<p>&#8230;ou saco de dormir é o equipa que vai lhe garantir uma noite de sono quentinha e confortável. Este equipamento vem com a especificação de temperaturas para o qual ele é recomendado (conforto, médio e extremo) e cada fabricante tem seu método de medição. Não caia na tentação de comprar aqueles colchonetes de supermercado (exceto se você for para um lugar muito quente). O modelo a ser comprado depende de alguns aspectos:</p>
<ul>
<li>das temperaturas médias dos lugares a serem visitados: montanhas são bem mais frias que praias</li>
<li>se você é homem ou mulher, calorento ou friorento, gordo ou magro</li>
</ul>
<p>O preço vai depender do modelo escolhido; sacos de dormir com maior isolação custam mais caro (e são mais volumosos). Algo bastate interessante é que a maioria possui zíper de lado específico, permitindo que você compre outro de mesmo modelo com zíper do lado oposto de modo a junta-los e então poder dormir de conchinha com sua compania mais querida.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_05c_DSC01265.jpg" alt="Celso e Kad deitados dentro de seus sleeping bags jogando dominó" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma partida de dominó num dia preguiçoso</dd>
</dl>
</div>
<h3>Isolante térmico</h3>
<p>Um pouco de ciência: o sleeping bag é quentinho porque é recheado de fibras ocas. Quando você usa o sleep, os microtubos sob a pressão do peso do seu corpo sem comprimem e por consequência deixam de bloquear o frio do chão. Em resumo: você passa um puta frio se não usar o isolante térmico entre o saco de dormir e o piso da barraca. Isso vale para as <a href="/akampando/">redes</a> também. Existem dois tipos de isolantes: os de EVA e os infláveis, sendo que a primeira categoria são baratíssimos, até R$ 30. É barato mas é importante, <em>porra</em>.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_06d_DSC00343.jpg" alt="Jô posando para foto exibindo sua mochila e respectivo isolante" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Isolante sempre à vista no teto da mochila</dd>
</dl>
</div>
<h3>Fogareiro e cozinha</h3>
<p>Barato meeesmo são as espiriteiras, aqueles fogareiros à álcool dos quais eu não gosto pois parecem muito perigosos. E então temos os fogareiros à cartucho de gás, bastante práticos mas às vezes bem chatos de encontrar à venda (tanto o fogareiro quanto o cartucho). Existem dois tipos de cartucho: de furar e de rosca. Compre o seu fogareiro pesquisando antes qual tipo encontra-se com maior facilidade na sua região. Os preços variam de R$ 50 a R$ 100. Sugiro pedir para alguém trazer dos <em>estrangêro</em> ou comprar no e-bay um lendário <a href="http://www.msrcorp.com">MSR</a> ou <a href="http://www.primus.se/">Primus</a> multi-combustível; é um salto gritante de qualidade e praticidade frente aos fogareiros a cartucho de gás.</p>
<p>Para panelas, compre modelos pequenos e baratos das lojas de um real (são bem mais leves) e corte fora os cabos (deixe apenas uma pequena ponta). Para os pratos, compre de plástico, a <a href="http://www.coza.com.br/">Coza</a> tem modelos muito bonitos e fácil de encontrar em supermercados. Cada trilheiro monta sua cozinha baseado em sua experiência culinária: mini-ralador, descascador de legumes, peneira para escorrer macarrão são alguns itens que podem fazer parte do seu equipamento. E <a href="/potes/">potes</a>, muitos <a href="/potes/">potes plásticos</a>!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_07a_DSC04029.jpg" alt="Cozinha do acampamaneto preparando um omelete, exibindo um pé no canto da foto" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cozinhando com os pés</dd>
</dl>
</div>
<h3>Headlamp</h3>
<p>Diferente da curva de preços das barracas e similar ao que acontece aos fogareiros, entre as headlamps boas e as não-tão-boas há um abismo de preços. Lanternas de cabeça xing-ling custam em média R$ 30 e bons modelos custam em torno de R$ 300. Inexistem modelos intermediários; pelo menos nada que valha a pena. Compre a xing-ling e reze para não chover!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_08d_DSC00090.jpg" alt="Edú, Jô, Vê e Mario apontando headlamps uns para os outros" width="500" height="326" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Luzes para todos os lados</dd>
</dl>
</div>
<h3>Roupas</h3>
<p>Se você não vê mal algum em pagar R$ 150 numa boa calça técnica, R$ 80 numa camiseta dry e R$ 200 numa blusa, então faça uma visita a uma loja de aventura. Saiba que leitores do blogus tem descontinho camarada na <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a> Consolação. Mas se você prefere algo mais, hum, <em>básico</em>, não se desespere: calça de tactel que vira bermuda de qualquer camelô do Brás, camiseta dry da <a href="http://www.liquido.net.br/">Líquido</a> e alguma boa blusa de frio dão conta do recado. Uma blusa corta-chuva barata é bem difícil de achar, portanto compre uma boa capa de chuva e seja feliz. Procure investir num bom calçado, neste aspecto a marca <a href="http://www.bullterrier.com.br/">Bull Terrier</a> tem um ótimo custo-benefício.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_09f_DSC02083.jpg" alt="Edú exibindo seu casaco corta-chuva laranja" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O homem varal</dd>
</dl>
</div>
<h3>E muito, muito mais&#8230;</h3>
<p>Bastões de trekking, GPS, bússola de mapa, bolsa de hidratação, saco estanque, travesseiro inflável, facão, toalha técnica, tigelas&#8230; a lista não tem fim. Tenha em mente que quanto melhor seu equipamento, mais longe você poderá ir e com mais conforto.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_10a_DSC01378.jpg" alt="Equipamentos de aventura espalhados" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">De tudo um pouco</dd>
</dl>
</div>
<h3>Orçamento</h3>
<p>Uma pequena simulação de quanto você vai gastar com sua brincadeira.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 560px;">
<dt class="wp-caption-dt"><iframe src="https://docs.google.com/spreadsheet/pub?key=0AqqLB2znnYfOdExrOTZrYkYyRF9oT0FOWmQwNHFFVmc&amp;single=true&amp;gid=0&amp;output=html" width="550" height="275"></iframe></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: justify;"><a href="https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AqqLB2znnYfOdExrOTZrYkYyRF9oT0FOWmQwNHFFVmc&amp;hl=en_US">Abrir planilha no Google Docs</a><br /><img title="Atenção!" src="/files/2010/11/alertTransparent_E0DED9.gif" alt="alerta" width="11" height="11" /> Atenção: preços referentes à pesquisa feita em setembro de 2011. Preços e modelos sofrerão mudanças no decorrer do tempo. Utilize apenas como referência</dd>
</dl>
</div>
<p>A viagem não começa quando você coloca o pé na trilha. Ela começa muito antes, quando ao pegar o equipamento da prateleira da loja você imagina-se usando-o no mundo lá fora. Afinal de contas, <strong><em>a gente nunca cresce, a única coisa que muda é o preço dos brinquedos.</em></strong><span style="float: right;">▣</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>As árveres somos nozes</title>
		<link>http://blog.blag.us/nos/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 22:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pequeno manual sobre os poucos nós usados nas trilhas, para que você não seja chamado de "nócego"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As árveres somos nozes e o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uSaf28eS7d4">jardineiro é Jesus</a>. Porque, afinal, dizem que só Jesus salva, mas acho que na maioria dos casos Ctrl+S também salva. E sempre que estamos na vida louca, digo, na vida outdoor, precisamos nos amarrar. Ou amarrar algo. Ou até mesmo alguém. Para que você não dê ponto sem nó, uma guia muito simples dos nós que eu mais uso no meu cotidiano mateiro.</p>
<h3>Com a corda toda</h3>
<p>Vou cortar seu barato um pouco para poder dizer que nem tudo é corda. Temos o cabo, o cordim, a fita tubular e finalmente, a corda. A fita tubular nada mais é do que uma fita chata, quase como um cinto de segurança. Ela é extremamente útil para prender a rede na árvore, pois não a &#8220;machuca&#8221;. O cabo é composto de uma alma e uma capa protetora a sua volta (muito parecido com nós), e o pessoal de vela lhe dirá que corda serve para enforcamento, enquanto o cabo serve para o barco. No mato? Tanto faz. Você quase não vai usar nem um e nem outro, porque o que importa é o cordim, que nada mais é do que uma cordinha fina, uma corda para varal.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/01-DSC09907.jpg" alt="três diferentes tipos de elementos de amarração" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">da esquerda para a direita: corda, fita e cordim</dd>
</dl>
</div>
<p>Torço o nariz (que não é nada pequeno) para quem sempre leva um rolo de corda para o mato. Acho que fica muito bem para posar para a foto, mas tenho minhas dúvidas se é realmente eficiente. Se você não consegue fazer sua trilha na horizontal, então está na hora de aprender todas as artimanhas de uma atividade chamada cannoying, que significa a exploração de leitos de rios e suas quedas d&#8217;água.</p>
<h3>Nozes</h3>
<p>Tenho esperança da seção de comentários deste post pipocar com referências de nós que eu não vou falar aqui. É porque com o exposto abaixo já faço 25% do que eu preciso, e para os 75% restantes eu uso silvertape, presilha plástica e grampo de fotografia. MacGyver concordaria comigo.</p>
<p>Tenho algumas regras básicas para nós:</p>
<ul>
<li>Ele deve estar esticamente agradável: uma amarração não deve ser um monte de nós aleatórios emaranhados um em cima do outro, e suas voltas devem ser simétricas</li>
<li>Ele deve ser relativamente fácil de ser solto intencionalmente, mas impossível de soltar-se sozinho</li>
<li>Se você sabe um nó para uma determinada finalidade, saber outro nó para a mesma finalidade acrescenta pouco. Conheça poucos mas relevantes e aprenda a usá-los em conjunto</li>
</ul>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/02-DSC099081.jpg" alt="um nó simétrico e esteticamente agradável" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">o nó tem que estar bonito!</dd>
</dl>
</div>
<h4>Oito</h4>
<p>O nó mais comum da escalada é usado de duas formas básicas: uma para fazer um ilhós na ponta de um cordim e a outra para amarrar firmemente alguma alça à mostra</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/03-oito1.jpg" alt="o nó oito" width="1337" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">o nó oito</dd>
</dl>
</div>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/04-oito1.jpg" alt="o nó oito para amarrar algo" width="2339" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">o nó oito para amarrar algo</dd>
</dl>
</div>
<h4>Pescador</h4>
<p>Tão simples quanto eficiente, você já deve tê-lo usado para prender um colar artesanal naquela sua viagem a Trindade</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/05-pescador1.jpg" alt="nó pescador" width="2005" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">nó pescador</dd>
</dl>
</div>
<h4>Prussik</h4>
<p>É um nó auto-blocante, e para quem não o conhece, mágico. Ele é tão confiável que na escalada é usado para subir pela corda. E eu já confiei minha vida neste nó incontáveis vezes.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/06-prussik1.jpg" alt="nó prussik" width="4507" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">nó prussik</dd>
</dl>
</div>
<p>Use-o para esticar tirantes em compania com o nó oito. Imprescindível para a tarp</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/07-DSC099371.jpg" alt="prussik para esticar tarp" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">prussik para esticar tarp</dd>
</dl>
</div>
<h4>Aselha</h4>
<p>O famoso nó-cego serve apenas para fazer um elo na fita tubular, que é ótima para lacear árvores. Use-o apenas para esta função pois é um nó quase impossível de ser desfeito, para as demais aplicações use o nó oito. Lembre-se de, ao usá-lo em alguma árvore, dar pelo menos duas voltas para que ele não escorregue</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/08-aselha1.jpg" alt="nó aselha" width="1003" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">nó aselha</dd>
</dl>
</div>
<h4>Presilha</h4>
<p>Eu sei que não é um nó. É que eu vejo tanta gente se perdendo para montá-lo que eu não poderia deixar de colocar aqui. Eu gosto de andar com um rolinho de fita tubular ou elástico chato e algumas dessas presilhas na mochila porque eles sempre se fazem úteis: para pendurar bolsa de hidratação (Camelbak), para amarrar panelas, para compactar saco de dormir</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/09-presilha1.jpg" alt="como montar a presilha" width="1003" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">como montar a presilha</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu espero que você tenha se amarrado neste post. Mas não se prenda tanto à ele e procure os nós que você julgar mais úteis, como a <a href="http://www.google.com/images?q=N%C3%B3+volta+do+fiel&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;source=og&amp;sa=N&amp;hl=en&amp;tab=wi&amp;biw=1270&amp;bih=666">volta do fiél</a> ou o <a href="http://www.google.com/images?q=N%C3%B3+Lais+de+guia&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;source=og&amp;sa=N&amp;hl=en&amp;tab=wi&amp;biw=1270&amp;bih=666">lais de guia</a>. <span style="”float: right;">▣</span></p>
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		<title>Rumo ao desconhecido</title>
		<link>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 17:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer novos lugares, explorar aquela região que você sempre sonhou. Você não precisa se limitar a tudo o que já foi trilhado e documentado, crie seus próprios roteiros ou explore aspectos diferentes de um lugar conhecido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era bem pequeno, sonhei que acampava no quintal dos meus pais numa noite de lua cheia. Ficava imaginando porque que eu era obrigado a sempre dormir na mesma cama, dentro da mesma casa. Como seria o mundo lá fora? Como seria dormir numa cama que não fosse a minha? Muitos anos mais tarde, descobri qual era essa sensação: <strong>liberdade</strong>. E desde então não resisti mais a tentação de sair por aí, dormindo no quintal do mundo com minha fiel barraca.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/DSCN1562.jpg" alt="Acampando em Paraty" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Minha casa de praia cada dia tem uma vista diferente</dd>
</dl>
</div>
<p>A dúvida inicial de todo aventureiro, muito antes de qualquer equipamento, é para onde ir. Quase sempre a resposta vem com amigos mais experientes, livros de roteiros ou na internet. Há coisa de uns dez anos ainda não tinha tanta gente discutindo isso na internet, eu não tinha tantos &#8220;amigos de aventura&#8221; e precisava definir um roteiro para realizar meu sonho de dormir coberto de estrelas. Olhei para trás no tempo e lembrei da mística <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranapiacaba">vilinha inglesa</a> no pé da Serra do Mar que eu havia conhecido em uma excursão da 3ª série. Então, com alguns equipamentos essenciais (mochila, barraca e saco de dormir) e um pouco de falta de juízo, <a href="/solo/">toquei subir a Serra do Quilombo</a>. Foi uma noite memorável, podendo ver as luzes do litoral de cima das montanhas.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/1DSC00004.jpg" alt="Vista da Serra do Mar à noite, com as luzes da cidade ao fundo" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Rumo a Mordor</dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando à minha infância, ao descer a Imigrantes de carro com meus pais, eu ficava curiosíssimo sobre as estradinhas paralelas que cortavam a rodovia. Ficava me perguntando para onde iam e como seriam.  Eu queria muito ter mais tempo de admirá-las do que uma rápida passagem de carro. Vinte anos mais tarde pude realizar este sonho. Desci <a href="http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp">de bicicleta a estrada de manutenção</a> do complexo Ecovias. Desci devagarzinho, fotografando e saboreando cada trechinho com o qual eu sonhei tanto em um dia estar. Portanto, a primeira opção de roteiro é aquela com a qual você sempre sonhou. Este roteiro pode ser a sua primeira viagem, ou levar mais de 20 anos para acontecer, como no caso da Ecovias. Mas pode ter certeza que é que mais vai te marcar.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/2IMG_2249.jpg" alt="Sarinha com sua fixa em frente à uma cachoeira à beira da estrada de manutenção do Complexo Ecovias" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muito mais divertido do que Imigrantes ou Anchieta de carro com os pais</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu confesso que não tenho paciência para ficar procurando trilhas na internet. Mas são ótimos locais para procurar roteiros, como o fórum <a href="http://www.mochileiros.com/">Mochileiros.com</a>. É um bom lugar para achar compania também, mas eu recomendo cuidado com seus <em>amigos das internets</em>. Não por ser perigoso, mas a chance de ficar amarrado a um mala por dias numa trilha é considerável. Uma excelente opção são os clubes de aventura, como o <a href="http://www.montanhismo.org.br/">CAP</a> (Centro Alpino Paulista) ou <a href="http://www.ceubrasil.org.br/">CEU</a> (Centro Excursionista Universitário). Sei que existem muitos outros, mas sinceramente não os conheço. São uma excelente opção para você conhecer gente muito bacana e experiente.</p>
<p>Considere que mesmo na maior parte dos lugares remotos há sempre alguma habitação. Se você não saltar de um helicóptero no meio da mata, mas sim chegar lá de busão ou por uma estradinha de terra, é muito provável que existam trilhas nas redondezas. Foi assim no caso de <a href="/morro-do-pinga/">Pindamonhangaba</a> e Ilha Bela, em que eu fui sem conhecer muito e ao chegar lá me informei com os moradores locais onde havia trilhas. Claro que eu fiz um trabalho prévio de comprar cartas topográficas, mapear a região através do Google Earth e colocar tudo no GPS: eu não estava à deriva. Caso essa viagem de exploração não der certo, não se frustre: o objetivo é <strong>ir</strong> e não <strong>chegar</strong>. Então, se você tem curiosidade sobre algum lugar, não se prenda: procure mais informações e meta as caras. E saiba que é bem provável que você tenha que voltar lá mais de uma vez.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/3DSCN2856.jpg" alt="Lex contemplando a vista das montanhas de Pinda" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Morro do Pinga: voltei nas duas vezes em que fui</dd>
</dl>
</div>
<p>Já que navegar é preciso, conhecer mapas é essencial. Para fazer seus próprios caminhos, você precisa saber as regras, portanto repito meu mantra: aprenda a ler cartas topográficas, usar bússola, se possível adquira um GPS e <a href="http://www.meuprimeirogps.com.br/">saiba usá-lo</a>. Sabendo os meandros da navegação, você poderá entrar e sair do mato a hora que quiser. É extremamente necessário, mas também não tenha pressa: é uma arte que requer experiência. E nada mais legal do que apontar um local no mapa e em seguida conhecê-lo ao vivo. Em tempos de Google Earth, essa pode ser uma opção para lá de divertida. <a href="/gps/">Tracklogs</a> procurados na internet são de grandessíssimo valor nessa hora.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/4SDC10449.jpg" alt="Lex consultando o GPS durante a caminhada" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Onde liga isso mesmo?</dd>
</dl>
</div>
<p>Finalmente, você pode fazer os roteiros clássicos: Chapada Diamantina, Ponta da Joatinga (em Paraty), Chapada dos Veadeiros, Serra do Órgãos, Pico do Itatiaia, Pico dos Marins, entre muitos outros. São lugares certamente espetaculares, mas eu não recomendo ir em épocas de alta temporada, como Natal, Revéillon ou Carnaval. Acabam ficando superpopulados, tornando um inferno achar um bom lugar para acampar, o que, somado ao barulho, tira a graça da estadia. Temos um país tão grande, com lugares tão belos e inexplorados, para que servir-se de mais do mesmo? Sem contar o prazer de conhecer o desconhecido e não gerar ainda mais impacto em uma área já muito visitada.</p>
<p>No que se refere aos roteiros clássicos, há opções que não acabam mais. Os <a href="http://www.kalapalo.com.br/">livrinhos do meu querido Guilherme Cavallari</a> são soberbos: os roteiros descritos de modo que basta um cronômetro para fazer todos os roteiros! Eu estive na <a href="https://picasaweb.google.com/blagus/SerraFina">Serra Fina</a> há pouco tempo e levei o livrinho. Deu uma baita ajuda!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/5DSCN1666.jpg" alt="Vista de dentro da mata para a Ponta da Juatinga em Paraty, Rio de Janeiro" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fora de temporada, tudo fica mais bonito</dd>
</dl>
</div>
<p>Por um tempo, eu fiquei bastante paranóico com relação à assaltos. Em Pindamonhangaba, peguei um ônibus de linha lotado, e percebi que eu chamava bastante atenção (ou seria mesmo paranoia?). Tinha certeza que aquele dia eu iria me despedir da minha mochila, mas dei sorte. Se você não conhece o local, não dê bandeira. Seja o mais discreto possível. E, é claro, dê preferência por locais menos urbanizados. Pode-se dizer que quanto menor a cidade, mais segura ela será. E acredito que é justamente esses lugares que devemos procurar para nossas aventuras. <span style="float: right;">▣</span></p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/6P1510559.jpg" alt="Edú Amador, Lex e Jô no trem" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A piada deve ter sido boa</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Tome nota!</title>
		<link>http://blog.blag.us/tome-nota/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 14:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Um post sobre planejamento e notas: a utilidade de colocar uma lousa perto dos equipamentos, como utilizar o Excel para organizar suas viagens e porque andar sempre com um caderno de notas na mochila]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou um completo cabeça-de-vento. Esqueço aniversário dos meus pais, o nome da pessoa com a qual estou conversando, a senha do cartão do banco. Para compensar, sou extremamente <a href="http://blog.blag.us/infografico-barraca/">organizado</a> e <a href="http://blog.blag.us/infografico-mochila/">metódico</a>. É isso que faz minha vida possível. Anotar tudo faz parte desse estilo de vida; mais ainda, saber como anotar. Nas viagens de aventura, certas coisas não dá para esquecer: perceber que você está sem combustível no fogareiro na hora da janta não deve ser uma experiência nada agradável. Ou ter que faltar um dia no trabalho porque você não planejou o cronograma corretamete. Ou&#8230; que mais? Droga, esqueci.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfkfMC95-I/AAAAAAAAIsU/q4p0gdEJfZg/s400/DSC00165_1.jpg" alt="Lex fazendo notas em seu caderinho, em frente a barraca" width="400" height="172" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Anotando, antes que eu me esqueça</dd>
</dl>
</div>
<p>Existem basicamente dois tipos de notas que faço: um é <strong>antes</strong> da viagem e outro é <strong>durante</strong>. Antes é o planejamento com suas datas, orçamentos e calendários. Durante são notas pontuais, como o contato daquele casal super bacana que o hospedou em sua casa ou daquela pessoa pra lá de interessante que você conheceu no busão.</p>
<p>Onde são feitas as anotações também é relevante, e tenho três mídias: Excel, lousa e diário de viagem. Em cada uma delas, há formas diferentes de anotar as coisas.</p>
<h3>Excel</h3>
<p>Soberbo para fazer o planejamento financeiro de uma viagem, especialmente se tem muita gente envolvida e todos vão dividir os gastos somados. Além disso, costumo planejar a viagem com meus amigos em listas via e-mail, e uma planilha do <a href="https://docs.google.com/">Google Docs</a> pode ser ideal para que todos a visualizem e manipulem de forma colaborativa.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646028086604226"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhs58OccI/AAAAAAAAIq0/BQJg7ih5wjg/s400/Planejamento%20anivers%C3%A1rio%20no%20mato%20%2804%20Card%C3%A1pio%29.jpg" alt="Cópia de tela do Microsoft Excel" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Planejamento financeiro • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646028086604226">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Em se tratando de viagens com muitas pessoas, se alguém depende do equipamento de outro integrante do grupo, a planilha também pode ser bastante útil.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645987917494562"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhqkTKeSI/AAAAAAAAIqo/Kgu2_n3EG5c/s400/Planejamento%20anivers%C3%A1rio%20no%20mato%20%2801%20Coletivo%29.jpg" alt="Cópia de tela de planilha do Microsoft Excel" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Distribuindo equipas entre a galera<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645987917494562">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Muitas vezes também coloco um calendário com a agenda de o que fazer em que dia. Entram itens como: primeiro e último dia de férias, compras de mercado, que dias vocês vão passar por onde e até mesmo se alguém sai da viagem antes porque tem menos dias de folga. Eventualmente o cardápio também entra nessa planilha.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646070819317186"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhvZIf5cI/AAAAAAAAIrA/dntw15ca6b0/s400/Planejamento%20Trip%20Costa%20da%20Juatinga%20Reveill%C3%B3n%202009.jpg" alt="Cópia de tela do Microsoft Excel" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Que dia vamos fazer o quê<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646070819317186">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Considero a planilha a ferramenta principal de planejamento e, no dia de fechamento de mochila, a imprimo e a levo junto no meu diário.</p>
<h3>Lousa</h3>
<p>O dia do fechamento da mochila é um dia todo especial: não faço hora extra no trabalho e durante o evento a casa fica de pernas para o ar. Todos envolvidos na viagem estão presentes com seus equipamentos, sempre aparece alguma coisa para resolver de última hora (normalmente um reparo), e não dá para beber muito porque senão a mochila nunca vai fechar. É tão cansativo quanto divertido. Muitas vezes você vai tirar da embalagem algum equipamento recém-adquirido, e é tão excitante quanto abrir os presentes que Papai Noel deixava na árvore quando éramos pequenos.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhc6u8CHI/AAAAAAAAIps/GqhgX3b1Mwg/s400/DSC03958.jpg" alt="Vê Mambrini abraçando seu novo presente, um isolante inflável" width="267" height="400" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Feliz dia do Equipamento Novo!</dd>
</dl>
</div>
<p>E é neste dia comemorativo — se eu fosse prefeito, decretaria feriado pessoal — que as merdas mais tendem a acontecer, e para evitar isso adquiri uma lousa. Nela vou anotando todos os itens que não posso esquecer: alguma coisa que está na geladeira e que devo colocar na mochila antes de sair, lugares para os quais eu preciso ligar, algum item que faltou comprar, tarefas como subir o tracklog no GPS, pegar as pilhas e baterias que estão carregando etc. Essa lousa fica pendurada até a hora de sair para a viagem.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOgQR5s-PZI/AAAAAAAAItA/OSkvE56_At4/s400/IMG_0566.jpg" alt="Lousa com notas pendurada na estante da sala" width="400" height="267" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A cachaça está no topo da lista</dd>
</dl>
</div>
<p>Padronize os símbolos! Costumo fazer um quadradinho para colocar um <em>check</em> para algo que foi feito ou um <em>xis</em> para algo que não vai rolar. Um símbolo padrão usado em eletrônica é o alerta <img src="/files/2010/11/alertTransparent_E0DED9.gif" alt="" width="11" height="11" /> e é usado para indicar coisas que requerem atenção redobrada. Para viagens mais simples,  que não requerem a elaborada planilha descrita acima, faço o calendário e cardápio nesta lousa. Comecei com uma lousinha pequenininha, de 60cm × 40cm e há pouco tempo fiz um upgrade: 120cm × 70cm, que é o tamanho que eu recomendo, <em>if you got room</em>.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOgfGVvTidI/AAAAAAAAItI/43iAeZWOC8A/s400/DSC06677.JPG" alt="Lousa com notas" width="400" height="267" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Com uma lousa maior, as viagens podem ser mais longas</dd>
</dl>
</div>
<h3>Diário de viagem</h3>
<p>É simplesmente um caderninho, comprado nas melhores lojas do ramo. Os chatos de plantão dirão que deve ser um <a href="http://www.moleskine.com/">Moleskine</a>. Bem, o dinheiro é seu. Eu uso um <del datetime="2011-08-31T20:56:32+00:00">bloco Tilibra 20cm × 15cm de folhas brancas, que tem durado bastante</del> caderninho da <a href="http://www.ciceropapelaria.com.br/">Cícero</a> que tem sido perfeito. Pode ser quadriculado ou pautado, mas escolha com carinho e lembre-se que ele também é um equipamento e vai carregar todas suas memórias, notas e cagadas. Indispensável: use um <a href="http://is.gd/hrMtD">map case</a> ou um saco estanque adequado para ele. O estanque do meu diário também acumula dinheiro, RG, caneta e bússola e fica sempre no teto da mochila, de acesso tão fácil que posso pegá-lo com o mochilão às costas.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 307px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645797892449506"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhfgZqZOI/AAAAAAAAIp4/sBsFY9oD56w/s400/Di%C3%A1rio%2002.jpg" alt="Foto do diário de viagem" width="297" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lembranças como essa me fazem estar sempre com o caderninho na mochila<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645797892449506">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>O principal uso do diário de viagem é durante&#8230; a viagem. E lá você vai anotar:</p>
<ul>
<li><strong>Calendário:</strong> é o planejamento de datas descrito acima, de que dias você vai fazer o quê (quem sabe até comer o quê), o que é essencial para consulta depois de alguns dias de viagem em que você já perdeu a noção de tempo;
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645916445937026"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhmaDBDYI/AAAAAAAAIqU/082cDBwaC4s/s400/Di%C3%A1rio%2008.jpg" alt="Foto do diário de viagem" width="400" height="297" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Depois de uns dias na mata, você já nem sabe mais qual é a data atual • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645916445937026">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</li>
<li><strong>O que sobrou e o que faltou:</strong> uma lista para você lamentar a falta de queijo ralado no macarrão ou a folha de louro na feijoada. Que a Nutella na barrinha de cereal tava da hora e deve ter mais na próxima trip;</li>
<li><strong>Contatos:</strong> para anotar o telefone daquela gata. Ou para os contatos do casal super simpático que lhe ofereceu uma cama limpinha num dia inóspito. Da galera super bacana com a qual você conversou por horas a fio no camping à noite. E também para rasgar uma folha escrita com os seus contatos para todos eles;</li>
<li><strong>Pensamentos:</strong> ao viajar anote as lembranças do algodão doce ao ver as nuvens do céu e que o barro ressecado da represa tem a mesma forma de um vitral. Registre esses raros momentos que a vida parece mais poética;</li>
<li><strong>Idéias malucas:</strong> nada como ficar preso dentro da barraca num dia de chuva para povoar seu cérebro de ideias absurdas. Se você gosta de desenhar pode criar uma história em quadrinhos, bolar produtos mirabolantes ou escrever cartas imaginárias;
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 307px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645782052968978"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhelZPGhI/AAAAAAAAIp0/6lgN5tScslg/s400/Di%C3%A1rio%2001.jpg" alt="Foto do diário de viagem" width="297" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ideias malucas num dia de chuva<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645782052968978">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</li>
</ul>
<p>O diário de viagem também requer alguns grampos de fotografia com os quais você vai anexar as passagens de ônibus e avião de viagens passadas, e a planilha que você imprimiu antes da viagem. Eu gosto de anexar minhas cartas topográficas a ele também. Na Chapada Diamantina foi importantíssimo o timeline de planejamento logístico que estava anexado nele.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645769928449154"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhd4OhnII/AAAAAAAAIpw/X6ID7Dxmlbc/s400/Timeline%20Chapada%20build%2001%20%28original%20size%29.jpg" alt="Folha de papel com o roteiro anotado" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ônibus, avião, táxi, barco, cipó: não daria para guardar na cabeça tanto translado<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645769928449154">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>E guarde tudo, sempre. Salve os arquivos no seu HD, tire foto das anotações na lousa. Depois de algum tempo você vai se divertir à beça com o seu diário de viagem, especialmente aquele com muitas páginas semirrasgadas e cheias de anexos engraçados. A viagem não é somente aquelas fotos bacanudas que você fez e as risadas que você garantiu com os bons amigos de aventura. É também tudo aquilo com o qual você sonhou, planejou, realizou e guardou em suas memórias.</p>
<p><em>e antes que eu me esqueça&#8230;</em><br />
<strong><em>boas aventuras!</em></strong></p>
<h2>Update</h2>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <a href="http://www.ciceropapelaria.com.br/"><img class="size-full" src="/files/2011/08/cicero2.jpg" alt="Caderninho de notas Cícero" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align:justify;">Se você quer algo estiloso sem ter que vender um rim por um Moleskine compre um charmosíssimo <a href="http://www.ciceropapelaria.com.br/">Cícero</a> por um preço bastante honesto. Este é o modelo que estou usando atualmente, de tamanho compacto para caber na pochete e me obrigar a tomar notas <b><i>sempre</i></b></dd>
</dl>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Akampando</title>
		<link>http://blog.blag.us/akampando/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/akampando/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 12:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixe a barraca em casa e durma numa confortável rede. Todas as vantagens, desvantagens e dicas para essa forma diferenciada de acampar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas que frescura é essa de escrever acampando com <strong>k</strong>? Bem, é que neste post eu vou falar do conjunto de rede <a href="http://www.kampa.com.br/">Kampa</a>, item que substituiu com honras as minhas barracas solo. Claro que este post não vale somente para esta marca de rede, mas qualquer uma de material sintético e com um toldo para chuva que possa ser utilizada em viagens de aventura. Tá sem grana? Tá bom, pode usar uma rede convencional de algodão com um toldo <em>prástico</em> por cima que também serve. Mas não reclame do peso depois (e nem que foi chamado de <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">pé-de-frango</a>)&#8230;</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04046.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="500" height="333" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" mce_src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Se você é brasileiro, sabe muito bem como uma rede funciona. Um apoio de cada um dos dois lados numa distância adequada, e <em>voilá</em>, você já pode ter um sono tranquilo. Mas no mundo outdoor precisamos de alguns acessórios, como um toldo para o caso de chuva e um mosquiteiro para lugares com muitos insetos. E o kit Kampa tem todos eles. O único acessório que eu não gostei foram os ganchos: é bem melhor comprar uma fita tubular de escalada e um par de mosquetes. Se você for seguir este conselho, compre uma fita um pouco comprida, pois nem sempre você acha uma distância ideal entre os pontos de apoio. Outra customização que eu fiz foi no toldo, cujo nome é Tarp Oca: troquei todos os cordõeszinhos originais por elásticos tubulares de 2mm, pois funcionam muito melhor.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402"><img class="size-full" src="/files/2010/11/02-SDC10279.jpg" alt="Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>No mato, é muuuito mais simples do que a barraca. Com esta última você precisa ficar &#8220;pescando&#8221; uma boa clareira para acampar. E precisa pensar no tamanho do chão da sua barraca também. Lugares inclinados, ou com chão de pedras, nem pensar. Mas com a rede, seus problemas acabaram! Qualquer cantinho com duas árvores equidistantes é o suficiente para você poder acampar tranquilamente. Bem, é mais confortável ter um chão liso e uma pequena clareira, especialmente para fazer o jantar, mas se você gosta de se enfiar no meio do mato sem ter certeza de onde vai passar a noite, é o equipamento certo. Por outro lado, é o equipamento errado se você vai para um lugar desprovido de árvores, como topo de montanhas.</p>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" mce_src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10266.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Mais uma vantagem: seu peso e volume. Como não há varetas, você só tem que carregar os elegantes pacotinhos que a rede, tarp e mosqueteiro (cujo nome é Bug Stop) formam, com um bolso especificamente costurado neles próprios para este fim. O conforto é incomparável (leia o box no final desta página).</p>
<p>Ao contrário do que você pode estar pensando, é necessário continuar levando seu isolante térmico. Ao deitar sobre o saco de dormir, você comprime suas fibras de enchimento e estas perdem sua isolação térmica. Já passei bastante frio achando que não precisaria dele. Se for um destes novos modelos a ar, que pode ser esvaziado e dobrado, menos volume ainda na sua mochila. O da Azteq pode aparecer no mercado com um preço sedutor, mas descola logo nos primeiro uso. O da <a href="http://www.decathlon.com.br/BR/colchao-inflavel-a200-light-50722017/">Decathlon</a> foi uma excelente aquisição. Se você puder comprar um <a href="http://cascadedesigns.com/therm-a-rest/mattresses/category">Therm-a-rest</a>, conquistará minha admiração.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082"><img class="size-full" src="/files/2010/11/04-SDC10252.jpg" alt="Lex deitado confortavelmente em sua rede" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Se liga no pézinho do lado de fora  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Montar uma barraca debaixo de chuva é uma operação detestável. A barraca ficará toda molhada, e arrastar o equipa para dentro piora a situação. Com a Kampa essa atividade é um pouco menos traumática: monte primeiramente a Tarp Oca, e terá uma área coberta para terminar de montar todo o acampamento, protegido do toró. A rede ficará sequinha. Quer dizer, se você montar algo errado ou pegar uma chuva de vento pode se dar mal. Na Chapada Diamantina passamos alguns perrengues por conta disso, numa noite tivemos que acordar e fazer uma gambiarra com os cobertores de emergência e silvertape. No dia seguinte, o Celso, que teve seu sono interrompido porque sua rede estava encharcada, me acordou xingando o projetista da Tarp. Enquanto isso, eu dormia todo encolhido porque metade da minha rede molhou. Kampa, por favor aumente o tamanho da Tarp!!!</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098"><img class="size-full" src="/files/2010/11/05-DSC01331.jpg" alt="Celso arrumando o equipamento debaixo da Tarp Oca" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Celso não estava com cara de muitos amigos naquela manhã após a chuva<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Aproveite e compre uma lona plástica para colocar no chão, pois, ao contrário de uma barraca, não há espaço para guardar o equipamento. Essa lona vai te ajudar a organizar tudo, trazer maior conforto e segurança para cozinhar a noite e também facilitar o fechamento da mochila na manhã seguinte, especialmente em lugares cujo chão é de pedras. Escolha uma lona com ilhóses nas beiradas, porque você também poderá amarrar num galho com cordins um pacotão contendo todas as tranqueiras, para evitar que algum bicho ousado roube algo (já aconteceu comigo, mais de uma vez).</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-IMG_0952.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Droga, onde foi parar o isqueiro?<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" mce_src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ainda procuro pelo gambá que roubou minhas barrinhas de cereal<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Em teoria, as redes suportam até 150 kg. Se você quer dormir com a namorada(o), e se a soma de vocês dois é acima disso, pode ser um problema. Bem, o Palmieri, meu querido amigo criador da rede, disse que nunca recebeu para manutenção uma rede que estourou por excesso de peso, e que é bem improvável que ela arrebente. Outra observação é onde você vai montar a rede: escolha árvores parrudas, com mais de 30cm de circunferência. Árvores mais finas vão entortar e você vai encostar no chão. Um fato chato é ter que ficar testando se a rede está numa altura adequada. Às vezes é necessário esticá-la tanto que ela fica na altura do peito, e subir nela pode se tornar uma cena hilariante. Máquinas fotográficas à postas nessses momentos. Quanto a Tarp, eu gosto de esticá-la sobre um varal feito de cordim resistente, isso me permite pendurar coisas como pote de água ou headlamp no teto com o auxílio de mosquetinhos simples. Se você souber nós, especialmente o prussik ou marchard, vai se dar bem.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370"><img class="size-full" src="/files/2010/11/07-IMG_0913.jpg" alt="Equipamento pendurado na cordinha do toldo" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Está com sede ou quer a headlamp? Basta esticar a mão<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Falando de pendurar, eu testei essa rede em altura: 30 metros, na pedreira abandonada onde eu escalo em Mairiporã, o famoso Dib. Adaptei o fogareiro para funcionar com segurança e pude fazer uma simulação de big-wall, que é uma técnica de escalada de grandes paredes, em que se leva mais de um dia para completar a escalada. Rapelei, instalei a Kampa com a ajuda de cordas e protegida por um teto de pedra. Cozinhei ali mesmo, e no dia seguinte desci. Dormi pouco porque não conseguia me conter de felicidade de estar deitado confortavelmente, pendurado ali no alto de uma montanha, e também para ver se tudo continuava no lugar. Pena que não tenho fotos disso, mas pretendo fazer mais vezes.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01116.jpg" alt="Celso em sua rede na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" mce_src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" alt="Redes balançando na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Existem dois modelos de rede, a rede Adventure e a rede Joy. Esta última é um lançamento recente e eu ainda não pude testá-la, mas gostei das mudanças. O conjunto Kampa é vendida nas melhores casas do ramo, e seus preços são os seguintes:<br />
• <strong>Rede Adventure</strong> <em>(que ilustra este post)</em>: <strong>R$84</strong><br />
• <strong>Rede Joy</strong> <em>(aparentemente a melhor opção)</em>: <strong>R$74</strong><br />
• <strong>Tarp Oca</strong> <em>(indispensável)</em>: <strong>R$174</strong><br />
• <strong>Bug Stop</strong> <em>(somente se onde você for insetos forem um </em><em>problema</em><em>)</em>: <strong>R$93</strong><br />
<em style="margin-left: 10px;">(fonte: <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a>)</em></p>
<p>O conjunto Kampa roubou a cena das barracas e cada vez que a uso, gosto mais (apesar do perregue na Chapada Diamantina). É leve, prática, confortável. Dê uma chance à ela também e você vai mudar sua forma de acampar.</p>
<p><strong><em>Boas aventuras!</em></strong></p>
<div>
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: left;"> <strong><em>Sobre a rede de dormir&#8230;</em></strong></p>
<p>A primeira citação nominal em português da rede de dormir foi feita em 27 de abril de 1500 pelo escrivão da frota portuguesa, Pedro Vaz de Caminha, na ocasião em que o Brasil foi descoberto. Segundo consta em seus relatos, os índios dormiam sobre redes altas, atadas pelas extremidades. De acordo com os registros recolhidos até hoje, as redes possuem o copyright sul-americano.</p>
<p>O nome “rede” foi dado pelos portugueses. Os índios a chamavam de “ini”.</p>
<p>“A cama obriga-nos a tomar o seu costume, ajeitando-nos nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos, repete, dócil e macia, a forma do nosso corpo. A cama é dura, parada definitiva. A rede é acolhedora, compreensiva, ondulante, acompanhando, morna e brandamente, todos os caprichos da nossa fadiga e as novidades imprevistas do nosso sossego. Desloca-se, incessantemente renovada, à solicitação física do cansaço. A rede colabora com a movimentação dos sonhos. Entre ela e a cama há a distância da solidariedade à resignação”</p>
<p><em>Luis da Camara Cascudo, Rede de Dormir: uma Pesquisa Etnográfica.</em><br />
<em>2ª ed. São Paulo: Global, 2003</em><span style="float: right; margin-right: 10px;"><em>(via site da <a href="http://www.kampa.com.br/pt/pt_prod_redejoy.asp">Kampa</a>)</em></span></p>
</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Quando a gente esquece</title>
		<link>http://blog.blag.us/quando-a-gente-esquece/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/quando-a-gente-esquece/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 12:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Equipamento bom é aquele que a gente nem lembra que existe: uma mochila que está nas costas, mas sem pesar, um boot que não dói o pé. Sem contar as roupas técnicas. Esse é o motivo de gastarmos tanto tempo e dinheiro com bons equipamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é um bom equipa para você? Certamente é aquele que está sempre contigo nas aventuras, debaixo de chuva ou de sol. É especialmente aquele que está contigo desde que começou a trilhar, há um bom tempo atrás. Há pouco tempo eu &#8220;virei&#8221; todo meu equipa de aventura: com a aquisição da minha nova mochila e barraca nenhum equipamento com que eu me aventuro hoje é aquele mesmo que começou comigo. E no caso destes dois primeiros, eu deixei de usá-los com um aperto no coração. Dobrei carinhosamente a barraca (toda manchada de sangue dos borrachudos assassinados nas paredes), e a mochila eu vou mandar costurar e finalmente pendurá-la na <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/5179344598/">lojinha</a>.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/1-01240035.jpg" alt="Lex e Topan voltando de trilha em Paranapiacaba com suas velhas mochilas" width="333" height="500" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Equipas velhos são como amigos de looonga data </dd>
</dl>
</div>
<p>Nenhum dos meus primeiros itens era de uma marca top. De quase ninguém é. A barraca era uma chinesa distribuída pela Capri e a mochila, uma Trilhas&amp;Rumos. Eles duraram mais de 10 anos! Nesse período eu tive tantos outros equipamentos que nem me arriscaria a contar: headlamps, bastões de caminhada, meias, roupas, camel backs, pratos, isolantes, panelas&#8230; eu fico me perguntando porque alguns duram tanto tempo a mais. Simplesmente não há resposta, acho que é tentativa e erro mesmo. Tive uma headlamp a dínamo que durou exatamente 4 horas: foi o tempo de eu sair com ela da loja, chegar ao meu destino e em 5 minutos uma chuvinha tola a matou afogada. Muitos equipas nem cogito em reclamar para o vendedor, afinal, foi mau uso meu. E assim vou experimentando e descobrindo o que é bom e o que é ruim.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/2-Paranapiacaba_01_021.jpg" alt="Lex e muitos bastões na trilha" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Bastões? Já tive muitos </dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando a minha antiga mochila, com as devidas costuras e updates ela fica pronta para outra. Mas porque eu a troquei? Durante a caminhada, a barrigueira já gasta não tinha a mesma maciez de antes, machucava com grandes cargas. O acolchoado das costas, idem. A barraca, toda vez em que dormia nela ficava com vergonha de mim mesmo de tantas marcas de sangue espalhadas pela parede, e algumas goteiras em dias de chuva mais forte. Dou risada quando lembro de mim sozinho recortando e colando com silvertape sacolinhas de mercado para conter uma goteira (depois daquele dia fiz uma reforma com impermeabilizante). Um bom equipa passa despercebido, seu uso deve ser sempre confortável e ele deve cumprir invisivelmente a função para qual foi projetado. <strong>Você deve esquecer que ele existe</strong>.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/3-Paranapiacaba_01_024.jpg" alt="Lex consertando o boot da Vê com silvertape" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Acha exagero o rolo de silvertape? Ele pode salvar sua trip </dd>
</dl>
</div>
<p>Claro que isso vale para os equipas novos também. E um que passou a sua vida inteira me incomodando foi um maldito boot da Salomon. Até hoje não sei se ele é mesmo uma merda ou se eu escolhi o modelo errado (sei que ele era para montanha gelada). Também era apertado, porque o boot que tinha antes (um BullTerrier, muito confortável) laceou a valer, até demais, e eu queria um boot na medida certa. Então, anote: bons boots de caminhada não laceiam. Depois de quatro horas de subida no Pico do Corcovado em Ubatuba, com o Snake de um amigo (no tamanho certo), fiquei surpreso ao perceber que pela primeira vez eu apenas me preocupava em continuar andando e não sobreviver à dor insuportável nos meus pés. Comprei um snakão para mim e na Chapada Diamantina tive uma performance que nunca tive antes.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/4-DSC01342.jpg" alt="Vista da Chapada Diamantina" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Como diria Capitão Nascimento: “senta a bota nessa porra” </dd>
</dl>
</div>
<p>E com um boot maldito que foi o Salomon, nem me deu vontade de testar o excelente par de <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/2010/05/tecnologias-em-meias-conheca-lorpen/">meias Lorpen</a> que recebi do pessoal gente finésima da ProAtiva. Finalmente coloquei a Lorpen junto com o snakão e fui muito, mas muito feliz. Mario Nery já fez um excelente <a href="http://trekking.marionery.com/review-das-meias-lorpen/">review técnico desta meia</a> e nem vou entrar em detalhes. Vou dizer minha impressão: eu não notei sua existência. Mas ela ajudou a notar todas as outras meias e boots que usei no passado e dei risada do masoquismo que me submeti. A forma como a meia envolve seu pé nos lugares certos, aliada ao excelente boot, me fizeram andar 18 quilômetros em apenas 6 horas, em trilha difícil, com muitas subidas e descidas, e é claro, com o mochilão carregado às costas. A sua eficiência está comprovada na prática.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/5-DSC03839.jpg" alt="As inacreditáveis meias Lorpen" width="500" height="287" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> As inacreditáveis meias Lorpen </dd>
</dl>
</div>
<p>Uma das últimas coisas que adquiri para o meu portfólio foram roupas técnicas. São itens caros e, convenhamos, não parece que compensa gastar nelas como uma lanterna ou um bastão de caminhada. &#8220;Roupa é apenas roupa&#8221;, eu pensava e tenho certeza que muita gente também. Errado. As calças de tactel que comprava nos camelôs do Brás foram minha primeira certeza que uma boa roupa técnica poderia valer a pena. É que pagar R$200 numa peça não me agradava muito. Hoje eu posso dizer que está tudo mais barato, mas há 5 ou 10 anos atrás, era coisa para poucos. As camisetas de crepe de poliamida que só havia por R$100 na Track&amp;Field e hoje a compro por R$20 na Líquido. Sempre invejei quando via alguém com uma calça da By, sabia que ao ter uma estaria vestido a caráter para a minha atividade. E estaria com uma roupa que me daria uma liberdade muito maior de movimentos ou teria uma durabilidade acima da média. Enquanto isso não acontecia, sofria com calças cargo de lona grossa (para aguentar a impiedosa ferrovia) ou passava situações ridículas em lojas de academia procurando um legging para escalar (aliás, a diferença incomparável é que o legging masculino tem um cordãozinho na cintura).</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/6-DSC00100.jpg" alt="Lex tomando água num córrego com sua antiga calça e boot" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Calça de lona e boot Salomon: não sentirei saudades </dd>
</dl>
</div>
<p>Sendo caro ou barato, industrial ou caseiro, famoso ou desconhecido, seu equipamento (roupas inclusas) deve te deixar à vontade para chegar onde você quiser chegar. E, é claro, voltar. No percurso de descoberta deles você terá algumas surpresas, esteja pronto para elas (leia-se: &#8220;leve silvertape&#8221;). E não se irrite quando um boot abrir o solado, ou uma mochila estourar, o velho ditado em aventura muitas vezes é lembrado: &#8220;o barato pode sair caro&#8221;. Não estamos falando necessariamente de preço. Estamos falando de ser um cliente pentelho nas lojas, testar bem antes de sair de casa, olhar todos os detalhes e principalmente comparar a concorrência. Salvo em algumas poucas lojas, nunca acreditar no vendedor. E quando você menos esperar, terá uma pequena lojinha de equipamentos particular <span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>Como organizar a mochila</title>
		<link>http://blog.blag.us/infografico-mochila/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do blogus com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (PDF ou Jpeg), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo pôster de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do <em>blogus</em> com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">PDF</a> ou <a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Jpeg</a>), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo <em>pôster de mulher pelada em borracharia</em>. Mas, se você quer mais dicas sobre esta nobre arte, revelada a poucos iniciados em cultos mágicos secretos dos sherpas das montanhas azuis, não deixe de ler o resto do artigo.</p>
<p><a name="#infografico"></a><br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Olhar o infográfico como imagem</a> (para visualizar aqui no blog)<br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">Baixar o infográfico em formato PDF</a> (em alta resolução no Acrobat Reader, para impressão)</p>
<div id="attachment_1344" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg"><img class="size-full wp-image-1344" title="O tão esperado infográfico" src="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06-preview.jpg" alt="" width="500" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">O tão esperado infográfico</p></div>
<h3>Escolhendo a mochila</h3>
<p>Uma boa mochila cargueira é um equipa que dá gosto de adquirir porque costuma durar muuuito tempo. A minha Trilhas e Rumos Crampon 77 é o meu item mais antigo e está beirando os oito anos, mas com corpinho de dois. Já passou por uma cirurgia de redução de buracos e um botox para uma esticada nas linhas de expressão. Então, compre uma mochila decente (leia-se: gaste um pouco mais, seu pão-duro) porque no caso de uma escolha errada você terá que aturá-la por muito tempo (não soa <em>mesmo</em> como um casamento?).</p>
<p>Dê preferência por aquelas que tem muitas divisões e recursos técnicos (como acessos frontais, suporte à CamelBak, tampa telescópica, bolsos retráteis), mas que seja especialmente confortável. Sistemas de armação rígida são obrigatórios. Barrigueiras muito bem acolchoadas também. Dê preferência a uma que tenha muitos ajustes para vocês ficarem mais coladinhos um no outro.</p>
<div id="attachment_1341" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1341" title="Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum" src="/files/2010/01/mochila-DSC08565.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum</p></div>
<p>As marcas que recomendo são <a href="http://www.thenorthface.com.br/">The North Face</a>, <a href="http://www.deuter.com.br/">Deuter</a>, <a href="http://www.ospreypacks.com/">Osprey</a>, <a href="http://www.salewa.com/">Salewa</a> e <a href="http://www.curtlo.com.br/">Curtlo</a>. Não gosto das Trilhas e Rumos, mas na <a href="http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=130">Crampon Tech 77</a> (e somente na Crampon Tech 77) eles fizeram um excelente trabalho e eu acho que é essa a melhor relação custo/benefício. Explore cada mínimo detalhe da sua mochila, olhe como funciona cada zíper, descubra todos os compartimentos, saiba que lado da cama ela dorme, pergunte seu filme predileto. Ao chegar em casa, encha-a de coisas volumosas e pesadas (sacos de arroz, cobertores grossos, garrafas pet cheias de água) e peça ajuda de um universitário para fazer os devidos ajustes. Se você quer ser um bom aventureiro, prepare-se para ser tachado de louco.</p>
<div id="attachment_1337" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-1337" title="Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela" src="/files/2010/01/mochila-DSC00123.jpg" alt="" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela</p></div>
<h3>Distribuição de peso</h3>
<p>A cerimônia de fechamento de mochila é um ritual nobre, que deve ser feito com critério e uma boa dose de nóias com organização. Faça-o um ou dois dias antes de sair para viajar, e se a trip tiver mais de 2 dias de duração, pode ter certeza que esta dança levará mais de 3 horas. Eu levo 5 horas, contadas a partir da hora de chegada do mercado, com os itens recém-comprados que vão no backpack, <em>como dizem os americanos</em>. Siga o infográfico e seja feliz. E não esqueça de usar sacos estanques em tudo que não pode molhar: roupas e saco de dormir, principalmente.</p>
<div id="attachment_1338" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1338" title="Não deixe sua mochila te castigar" src="/files/2010/01/mochila-DSC00953.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Não deixe sua mochila te castigar</p></div>
<h3>Pacotinho</h3>
<p>A mochila deve se comportar como um anão de jardim: deve ficar em pé sozinha. O maior segredo é colocar a barraca dobrada em forma quadrada ou retangular no fundo da mochila. Feito isso e estando descalço, comece a cômica cena de adentrar na mochila, e pisotear a barraca no fundo para ela ir assentando. Comece a preencher a mochila pelo seu corpo principal, deixando as bolsas laterais e superiores por último.</p>
<p>Aqui você percebe como é importante ter todos os itens que serão adicionados à ela muito bem distribuídos em uma mesa de modo que facilite sua decisão de qual será o próximo item a entrar. E conforme for adicionando as coisas, sacuda a mochila para assentar o conteúdo. Não tenha dó: pode bater a valer, ela nega, mas gosta. Só espero que você não more um apartamento cujo vizinho de baixo seja reclamão. Preencha todos os mínimos espaços vazios encaixando tudo bonitinho, e o mais importante: não deixe nenhuma ponta do que quer que seja. Certa vez, em Paraty, tive que esmurrar uma quina de panela que me incomodava nas costas. Depois disso, a sua tampa nunca mais se encaixou. E foi também depois deste episódio que eu passei a usar pratos rasos e colocá-los de pé em forma de escudo na parte que vai às costas. Conforto garantido. Se ao final sua mochila ficar em pé sozinha, parabéns. Caso contrário, tire tudo de dentro e comece novamente. No último fim de ano fui obrigado a fazer isso num dia de pressa: a mochila ficou péssima e perdi o dobro do tempo refazendo tudo.</p>
<div id="attachment_1339" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1339" title="Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho" src="/files/2010/01/mochila-DSC02873.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho</p></div>
<h3>Praticidade</h3>
<p>Tenha uma lista mental de qual item você irá precisar com mais frequência (headlamp, barrinha de cereal, CamelBak, GPS, casaco corta-chuva etc.). Estes serão os últimos a entrar e ficarão alojados nos bolsos lateriais e tampas superiores. Itens pendurados? <strong>Nem pensar</strong>! No máximo o boot de caminhada (enquanto você viaja confortavelmente de chinelão ou papete), mas prenda-o com alguns mosquetes, não confie nunca na fita de aperto sozinha.</p>
<div id="attachment_1340" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1340" title="Se for para pegar algo, que seja rápido" src="/files/2010/01/mochila-DSC07858.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Se for para pegar algo, que seja rápido</p></div>
<p>Se você já tem a sua fiel companheira, este artigo tem como objetivo apimentar a relação de vocês dois. Se você ainda não tem, procure uma agora mesmo! Ela está por aí no mundo, procurando por você também. Vocês viverão momentos felizes juntos e também passarão por algum perrengue. Mas não vão se desgrudar um segundo.</p>
<p><strong><em>Ótimas aventuras!</em></strong></p>
<p><strong><em>update:</em></strong> um ótimo post do Trekking Brasil sobre os <a href="http://trekking.marionery.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/">detalhes técnicos</a> de nossas queridas companheiras</p>
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		<title>Comendo na trilha</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 510px; height: 128px; text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-1283" style="margin: 0 5px 0 5px;" title="Joana Rocha" src="/files/2010/01/alimentação-00-DSC03537-small.jpg" alt="" width="120" height="120" />Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa</div>
<p>Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados neste blog. Com o planejamento alimentar não é diferente, já que o que você vai comer é que vai garantir a energia para seguir em frente sem sobrecarregar o corpo. Em viagens muito curtas, de horas ou no máximo de um dia, você pode se valer de sanduíches, biscoitos e quem sabe até dos famigerados miojos. Em viagens mais longas, no entanto, o cardápio necessita de mais critério, pois suas principais refeições serão o café da manhã e o jantar. Raramente há almoço, pois perde-se muito tempo montando toda a parafernália.</p>
<div id="attachment_1284" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1284" title="Café da manhã reforçado" src="/files/2010/01/alimentação-01-DSC08574.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Café da manhã reforçado</p></div>
<p>Com apenas duas refeições principais é preciso um maior reforço alimentar. Carboidratos para dentro então. Na cidade a porcentagem necessária deste nutriente, por refeição, é de 40% a 50%. Numa viagem de aventura esse percentual sobe para 70%. Se você é fã da dieta das proteínas, é bom mudar seus conceitos. Aliás, proteínas é que menos se ingere nessas viagens.</p>
<p>Quando comecei a trilhar, há uns anos, as opções disponíveis para trilhas eram poucas, resumindo-se a alguns enlatados e embutidos altamente gordurosos e de gosto muito ruim, limitando o cardápio a arroz e macarrão. Hoje, isso não é desculpa para se comer mal em trilhas. Muitas coisas que antes só havia em lata, hoje dá para encontrar em versões embaladas a vácuo, mais leves e que produzem menos lixo. E melhor: a qualidade desses produtos melhorou 100%. Exemplos: atum, embutidos, carnes prontas, legumes pré-cozidos e feijoadas. Com um pouco de criatividade dá para fazer verdadeiros banquetes no mato. <em>Duvida?</em></p>
<h3>O café da manhã</h3>
<p>Importantíssimo! É o que vai segurar a onda durante as muitas horas de caminhada pela frente.</p>
<p><strong>Pães:</strong> geralmente leva-se pão de forma ou francês. Esqueça-os! Ocupam muito volume e estragam muito rápido. Sugestão? Pão sírio é uma beleza. Pouco volumosos e levíssimos, duram muito mais tempo</p>
<div id="attachment_1285" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1285" title="Parecem quipás mas são pães sírios" src="/files/2010/01/alimentação-02-DSC08464.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Parecem quipás mas são pães sírios</p></div>
<p><strong>Pizza:</strong> creia, é muito bom. Leve as minis, dentro de potes redondos. A massa dura bastante tempo também. Faça-as com tomate seco, cogumelos secos ou em conserva, atum, presunto e o que mais sua imaginação deixar. Dá pra fazer pizza doce também, com Nutella, frutas secas, bananas, e amêndoa ralada. Muitas dessas coisas são encontradas facilmente em mercados municipais, feiras e ceasas. Vale a pena perder um tempo nesses lugares, pois os preços compensam</p>
<div id="attachment_1286" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1286" title="se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram" src="/files/2010/01/alimentação-03-SDC10372.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram</p></div>
<div id="attachment_1287" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1287" title="Pizza de chocolate, a especialidade da casa" src="/files/2010/01/alimentação-04-SDC10349.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pizza de chocolate, a especialidade da casa</p></div>
<div id="attachment_1288" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1288" title="Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza" src="/files/2010/01/alimentação-05-DSC07267.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza</p></div>
<p><strong>Queijo e presunto:</strong> o queijo tem mil e uma utilidades e boa durabilidade. Dá pra pôr no pão, na pizza, comer antes da janta com rodelas de salame e durante a trilha também se a pressão baixar e precisar de um salzinho. Presunto é legal, mas tem um problema: dura pouco. Por isso leve-os apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes, substitua-o por salame</p>
<p><strong>Ovos:</strong> são um pouco chatos de levar devido sua fragilidade, mas valem a pena pela felicidade que proporcionam através de omeletes e ovos mexidos no capricho. Dá para fazê-los com os mesmos ingredientes da pizza. Veja <a href="/potes/">uma sugestão</a> de como levá-los</p>
<div id="attachment_1289" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1289" title="ovos mexidos com pão sírio" src="/files/2010/01/alimentação-06-IMG_8569.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Ovos mexidos com pão sírio</p></div>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1290" title="Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pózinho e ao fundo massas de pizza" src="/files/2010/01/alimentação-07-SDC10244.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pozinho e ao fundo massas de pizza</p></div>
<p><strong>Café, leite e suco:</strong> eu gosto de levar sachês de cappuccino. São leves, práticos e gostosos, mas um pouco caros. Sugestão: faça uma mistura de café solúvel, leite em pó e açúcar e leve tudo num só pote. Em se tratando de suco, não tem como escapar dos pózinhos</p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1291" title="A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente" src="/files/2010/01/alimentação-08-DSC00850.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente</p></div>
<p><strong>Mandioca e banana-da-terra:</strong> são meus preferidos! A mandioca já é encontrada cozida e embalada a vácuo. Se tiver com o dinheiro curto, leve-as <em>in natura</em> mesmo, lembrando que com a casca ela dura um pouco mais. Além de comê-la no café, dá pra comer na janta também. Já a banana-da-terra, melhor consumir nos primeiros dias, por ser altamente perecível. E não esqueça da manteiga por cima!</p>
<h3>O jantar</h3>
<p>Tão importante quanto o café da manhã. Vai repôr a energia e os nutrientes perdidos durante o dia, livrando-o da fadiga e ajudando na recuperação física.</p>
<p><strong>Feijoada:</strong> por que não? Há alguns anos não se cogitava levá-la para uma trilha. Só havia as enlatadas, que eram altamente gordurosas. Um nojo! Mas hoje já existem as opções embaladas a vácuo, mais saudáveis e saborosas e mesmo as enlatadas melhoraram muito. Opção pá-pum! Arroz, farofa e legumes para acompanhar. Há também o feijão carioquinha e somente feijão preto, sem os ingredientes da feijuca</p>
<p><strong>Arroz:</strong> é o curinga da culinária de aventura. Sugestões:</p>
<ul>
<li>risoto de cogumelos secos</li>
<li>arroz com lentilha e calabresa (se for vegetariano, substitua a calabresa por legumes ou proteína de soja)</li>
<li>arroz com carne seca e calabresa</li>
<li>arroz com leite de coco</li>
<li>arroz com curry</li>
</ul>
<div id="attachment_1292" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1292" title="Arroz com lentilha e linguiça" src="/files/2010/01/alimentação-09-DSC02196.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Arroz com lentilha e linguiça</p></div>
<p><strong>Carnes:</strong> super desaconselháveis de levar pelo seu alto teor perecível. Mas se você não consegue viver sem, dá pra se virar muito bem com carne seca, calabresa, bacon ou carnes prontas em pacotes. O bacalhau é também uma opção, apesar de ainda não ter experimentado, já que o sal o conserva por bastante tempo</p>
<p><strong>Macarrão:</strong> idem arroz, use sua criatividade</p>
<p><strong>Couscous marroquino:</strong> grãos de semolina usados como base na alimentação no Marrocos. Substitui facilmente o arroz, bastando adicionar água quente e deixar de molho por 10 minutos. Com legumes e ingredientes como nozes, amêndoas e passas fica delicioso. Sirva-o com carne seca, calabresa ou com proteína de soja</p>
<p><strong>Purê de batatas em flocos:</strong> rápido, prático e fácil. Pode ser preparado com leite ou água</p>
<p><strong>Legumes:</strong> leve-os <em>in natura</em> apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes melhor levar enlatados ou embalados a vácuo</p>
<p><strong>Outros:</strong> há uma infinidade de outros ingredientes que podem ser levados para a trilha sem nenhum problema e que vão dar um gosto todo especial ao rango. Leite de coco e creme de leite em caixinha são bons exemplos</p>
<div id="attachment_1293" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1293" title="Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp" src="/files/2010/01/alimentação-10-P1030927.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp</p></div>
<h3>Antepastos</h3>
<p>Pequenas refeições rápidas servidas antes da janta, quando a fome está falando mais alto. É necessário para evitar que se queime a língua com a janta ou que se coma além da conta passando mal à noite</p>
<p><strong>Salame:</strong> embutido altamente durável. Mesmo depois de aberto dá para consumi-lo em até dois dias. Com queijo cortado em cubinhos é perfeito. Pode ser usado também em substituição ao presunto, que estraga muito rápido. Se tiver sorte e achar um limãozinho pelo caminho, vá com força!</p>
<div id="attachment_1294" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1294" title="Será que o dedo fará parte do cardápio?" src="/files/2010/01/alimentação-11-DSC02189.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Será que o dedo fará parte do cardápio?</p></div>
<h3>Contínuos</h3>
<p>Alimentos que servem de coadjunvantes na alimentação durante o dia. Evite chocolates e doces industrializados, eles demoram para liberar a glicose na corrente sanguínea, reduzindo o desempenho e contém muita gordura. Dê preferência as barrinhas de cereal sem chocolate, frutas secas ou <em>in natura</em> ou mesmo suplementos de carboidrato em gel. Se você é fã de doces e não consegue viver sem (e eu me incluo aí), deixe-os de sobremesa, para depois da janta</p>
<h3>Alimentos liofilizados</h3>
<p>São alimentos em que é retirada toda a sua água, mas mantendo todos os nutrientes necessários a uma boa alimentação. Até alguns anos atrás eram utilizados apenas por astronautas. Foram adotados também por aventureiros pela vantagem de serem extremamentes leves e terem uma durabilidade incrível. O ponto negativo: são extremamente caros. Mas se interessar, visite o <a href="http://www.liofoods.com.br/">site da LioFoods</a></p>
<h3>Algumas dicas</h3>
<ul>
<li>Café com leite: Para cada 100 gr de café solúvel, use 250 gr de leite em pó. A medida de açúcar é a mesma do café ou de acordo com seu gosto</li>
<li>Leve queijo e presunto já fatiados para o pão. Eles ficam molengas por causa do calor, dificultando o corte</li>
<li>Se for fazer arroz com lentilha, leve-os já misturados no mesmo pote, na proporção de 1 para 1</li>
<li>Não dessalgue a carne seca em casa, ela vai estragar. Experiência própria. No dia que for prepará-la, arme acampamento um pouco mais cedo e deixe a carne dessalgando por 1 ou 2 horas em água fria. Se tiver a mandioca, dá para improvisar um belo escondidinho</li>
<li>Ao utilizar cogumelos secos, hidrate-os antes em água quente, por uns 20 ou 30 minutos</li>
<li>Couscous marroquino: para cada copo de couscous use 1 de água. Misture um pouco de manteiga</li>
<li>Sabe aqueles saches de shoyo dos tele-china? Dá pra fazer um belo yakisoba com macarrão e legumes</li>
<li>Temperos são muito bem-vindos: curry, ervas desidratadas, açafrão, pimenta moída etc. Em feiras é muito fácil achar excelentes mix de temperos</li>
<li>Se o roteiro permitir, faça as refeições nas cidades ou vilas localizadas no caminho, ou compre ingredientes frescos como peixes e frutos do mar, para preparar a comida. Mas compre apenas o suficiente para a próxima refeição, para evitar desperdícios</li>
</ul>
<div id="attachment_1295" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1295" title="Eles ficaram de queixo caído ao saber qual seria a janta" src="/files/2010/01/alimentação-12-DSC02540.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Eles ficaram de queixo caído ao saber qual seria a janta</p></div>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1296" title="Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café" src="/files/2010/01/alimentação-13-DSC00074.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café</p></div>
<p>Com os ingredientes e dicas citados acima, dá para fazer delícias e esquecer de vez os miojos insossos. Só come mal em viagens de aventura e trilhas quem quer. Faça alguns testes em casa e adapte o cardápio conforme seu gosto. Como diz o ditado, <em>&#8220;o que não mata, engorda!&#8221;</em> <span style="float:right;">▣</span></p>
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</div>
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		<title>Princeton Tec Apex</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 04:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Caving]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, amigos da aventura! Espero que o final de ano de vocês tenha sido tão bom quanto o meu, cheio de aventuras. Vai fazer quase um mês que eu não publico nada devido a essas correrias de fim-de-ano (para quem não aproveitou bem, o carnaval está chegando). No fim de 2009 fiz duas aquisições interessantíssimas: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos da aventura!</p>
<p>Espero que o final de ano de vocês tenha sido tão bom quanto o meu, cheio de aventuras. Vai fazer quase um mês que eu não publico nada devido a essas correrias de fim-de-ano (para quem não aproveitou bem, o carnaval está chegando). No fim de 2009 fiz duas aquisições interessantíssimas: um <a href="https://buy.garmin.com/shop/shop.do?cID=145&amp;pID=8703">GPS Garmin eTrex Vista HCx</a> e uma headlamp <a href="http://www.princetontec.com/?q=node/67">Princeton Tec Apex</a>. O GPS me deixou tonto com a quantidade de recursos, daria facilmente uma semana de curso (ou um livro bem grosso). Mas hoje vou focar na nova headlamp, pois ela me surpreendeu.</p>
<div id="attachment_1263" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1263" src="/files/2010/01/Apex-Recesso.jpg" alt="Meu solo de fim de ano na compania da rede Kampa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Meu solo de fim de ano na compania da rede Kampa</p></div>
<p>Antes de mais nada, não estou ganhando nada pelos elogios que eu vou fazer aqui! Ela é mesmo o estado-da-arte em lanternas de cabeça e certamente não há melhor no mundo. E já começa logo na sua estética. Entre toda camuflada, preta e uma laranja, claro que optei por esta última. Quando acesa, fica mais interessante ainda. O seu azimute (o ângulo que ela pode ser posicionada) é muito bom. Em caminhada, ela aponta corretamente para frente e, na cozinha do acampamento, ela aponta direitinho para baixo. Normalmente, as lanternas de cabeça incomodam um pouco os olhos, porque os LEDs na testa geram muito contraste por estar próximos ao olho, mas com esta lanterna isso magicamente não acontece.</p>
<div id="attachment_1257" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1257" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-02.jpg" alt="Não basta ser boa, tem que ser bela" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Não basta ser boa, tem que ser bela</p></div>
<p>Ela possui um cabulosíssimo MaxBright LED e 4 LEDs 5mm de alto brilho. Esses 4 LEDs parecem os LEDs convencionais vistos por aí, mas eles são realmente mais fortes. A Apex possui dois botões inteligentemente situados na parte inferior, o que também faz muita gente se confundir ao usá-la pela primeira vez. Os botões foram projetados para serem acionados com o polegar, enquanto segura-se a lanterna com o indicador, e possuem texturas diferentes para diferenciar suas funções, caso você se esqueça que lado executa qual função. À esquerda, liga-se o LED central de alta potência, alternando em forte e fraco. Não aponte esta luz para seus amigos: ela é muito forte e cega por alguns segundos. Eu ainda não consigo me conformar com a força deste LED, que ilumina para lá de 100 metros à frente. À direita, o acionamento dos quatro LEDS de alto brilho, em três estágios: forte, fraco e piscando. O Edu Amador também tem uma Apex e quando ligamos as duas em modo pisca descobrimos algo muito interessante: dois modelos idênticos, ligadas juntas não piscam na mesma frequência, as piscadas são aleatórias. Isso significa que elas foram projetadas para que, com três lanternas piscando, você consiga ter uma luz constante, no caso de pilhas fraca. É impressionante a atenção aos detalhes que esses engenheiros da Princeton Tec tiveram.</p>
<div id="attachment_1252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1252" src="/files/2010/01/Apex-Blagus-01.jpg" alt="Ceia de Natal a luz de velas e headlamps" width="500" height="334" /><p class="wp-caption-text">Ceia de Natal a luz de velas e headlamps</p></div>
<p>Ainda no que se refere a autonomia, quando as pilhas estão para acabar, a luz pisca rapidamente duas vezes. E logo um minuto depois ela pisca novamente (caso você não tenha percebido). Eu até tentei usar a energia até acabar, mas não consegui. Tive mais uma hora de autonomia depois do aviso. Mas você não precisa esperar o aviso, ela possui um pequeno LED de três cores em sua parte frontal que indica o tempo todo (mesmo quando desligada) o estado das pilhas: verde, amarelo e vermelho, em piscadas muito rápidas, o que foi a única coisa que não gostei: ele pisca tão rápido que não dá para distinguir qual é a cor do LED (até que o vermelho dá para ver, mas entre verde e amarelo não). Este LED piscando ajuda muito a acha-la no escuro (você também pode pensar que entrou um vaga-lume na barraca). Os quatro LEDs podem ficar ligados por horas a fio, não consegui esgotar as pilhas com eles. Estou sem pilhas recarregáveis, mas quando comprá-las terei a coragem de usá-la até esgotar. A intensidade do brilho é sempre constante, ao contrário de todas as lanternas do mercado que vão perdendo o brilho conforme as pilhas gastam.</p>
<div id="attachment_1259" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1259" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-04.jpg" alt="Ótimo azimute e um dissipador generoso" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Ótimo azimute e um dissipador generoso</p></div>
<p>Mas, espere, não ligue ainda: a Apex é estanque fator IPX7. O IP (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IP_Code">International Protection Rating</a>) é um índice internacional que indica o nível de proteção contra poeira e água de alguns aparelhos. A definição X7 indica que ela suporta ser submergida a menos de um metro de profundidade por volta de meia hora. Convenhamos que não vamos mergulhar com ela, isso é mais do que suficiente para fazer uma caverna molhada. Chuvas, então? Pode ficar tranquilo. Normalmente uso apenas duas fitas elásticas nas lanternas, mas por ser alimentada por 4 pilhas AA que ficam posicionadas na parte traseira, a fita superior se faz necessária (e me faz sentir que estou vestindo uma tanga na cabeça). Caso você precise trocar as pilhas, o compartilhamento delas é fechado por um fecho de girar (que possui uma estratégica fenda), e as presilhas de ajuste dos elásticos foram projetados com abas para ajudar na abertura.</p>
<div id="attachment_1254" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1254" src="/files/2010/01/Apex-Blagus-03.jpg" alt="O Edu garante: pode tentar afoga-la" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">O Edu garante: pode tentar afogá-la</p></div>
<p>No que se refere à segurança, temos alguns itens interessantes: o LED de 3 watts é bastante potente e tem um dissipador de calor dedicado ao seu resfriamento (você pode percebê-lo esquentar um pouco durante o uso, o que é muito normal). Além disso, há um sensor de temperatura que abaixa a luminosidade automaticamente caso o dissipador não esteja dando conta do recado. A parte das pilhas (que também é selada) possui uma espécie de catalisador para evitar explosões com pilhas que vazam gases tóxicos (já li que isso aconteceu com lanternas da Petzl).</p>
<div id="attachment_1261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1261" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-06.jpg" alt="Trocando as pilhas" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Trocando as pilhas</p></div>
<p>Claro que tudo isso tem um preço, e a Apex é certamente uma das lanternas mais caras do mercado. O preço médio dela é R$500, mas quando eu penso em quanto já gastei em lanternas de cabeça vejo que este investimento valeu a pena. Porque esta é uma lanterna pra <strong>macho</strong> <span style="float:right;">▣</span></p>
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