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	<title>blogus &#187; Ponte</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
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		<title>Um dublê para cenas perigosas</title>
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		<comments>http://blog.blag.us/duble-para-cenas-perigosas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
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		<category><![CDATA[Paranapiacaba]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá, amigos! A equipe da produtora Sala 21 está fazendo um filme que é uma mistura de documentário e ficção sobre um esquizofrênico e suas alucinações. É uma produção independente e seu roteiro foi criado tendo em mente a filmagem em Paranapiacaba. Por ser um local maravilhoso para as locações, de curta-metragem, o filme se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos!</p>
<p>A equipe da produtora Sala 21 está fazendo um filme que é uma mistura de documentário e ficção sobre um esquizofrênico e suas alucinações. É uma produção independente e seu roteiro foi criado tendo em mente a filmagem em Paranapiacaba. Por ser um local maravilhoso para as locações, de curta-metragem, o filme se tornou um média. &#8220;Há locação demais para roteiro de menos&#8221;, é o que o pessoal disse. O filme não tem nome definido ainda, e mesmo o nome provisório muda constantemente.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156844318351522"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SpvyKnJhYKI/AAAAAAAAEXM/4Gzefti_Mk8/s400/DSC00168.JPG" alt="Luz, câmera, ação !" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, câmera, ação ! • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156844318351522">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>De alguma forma o roteirista (que nem  sabe-se quem foi, dada a forma como ele são &#8220;sorteados&#8221;) sabia da existência da ferrovia abandonada. A diretora do filme recorreu a educadíssima MRS,  cuja assessoria de marketing não autorizou que a equipe passasse da primeira ponte durante as filmagens. Com a insistência digna de bons brasileiros, acharam um maluco na internet que tem um blog sobre a região e está sempre perambulando por lá (adivinha quem?). Com minha experiência tática convidaram-me para guiá-los até a casa de máquinas abandonada, para fazer as demais cenas. E de quebra me usar como dublê.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156756436426066"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SpvyFfw1nVI/AAAAAAAAEWw/OHe42Eq632c/s400/DSC00161.JPG" alt="Lex, Erik, Clemie e Ivan" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, Erik, Clemie e Ivan • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156756436426066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Com tudo devidamente combinado, na sexta-feira Joana e eu fomos para a conhecida vila. Encontramos com a equipe de filmagem, combinamos os detalhes de como seria o dia seguinte. A equipe toda é muuuito legal, um mais educado e simpático do que o outro. Eles até tinham uma produtora-coordenadora de arteterapia (seja lá isso o que for). Fomos dormir razoavelmente tarde.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376155363993323778"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spvw0cgiCQI/AAAAAAAAEQY/akSott-qxXo/s400/DSC00063.JPG" alt="locações exóticas logo na minha primeira cena" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Locações exóticas logo na minha primeira cena<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376155363993323778">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>No sábado entramos na ferrovia, pelos desvios que eu já conheço. A equipe: Joana (que foi para fotografar o &#8220;passeio&#8221;), a diretora Clemie, o diretor de fotografia Ivan e o assistente de produção Erik. Fizemos algumas cenas no túnel antes da ponte da Grota Funda e, naquele calor de rachar, eu tinha que usar um sobretudo de feltro megagrosso, uma calça jeans, coturno, camiseta de algodão e carregar uma mochila bem desconfortável. Mas vale tudo em nome da sétima arte!! Em seguida os levei à Casa de Máquinas. Todo mundo mandou muito bem na travessia das pontes.</p>
<p><!-- begin YouTube video --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dRzUMSM_HJg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/dRzUMSM_HJg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vou lhe colocar nos trilhos • <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dRzUMSM_HJg">ver este vídeo</a> • <a href="http://www.youtube.com/blagus">ver todos os vídeos</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end YouTube video --></p>
<p>Na casa de máquinas P4 fizemos várias tomadas e uma delas é meu personagem (oh!) atravessando a ponte. Pausa para lanches e logo mais, mais algumas cenas. Terminado o trabalho, no caminho de volta fui o cameraman da travessia na ponte!</p>
<p><!-- begin YouTube video --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LsLRwTD-vaY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/LsLRwTD-vaY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só faltou o monociclo e a sombrinha • <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LsLRwTD-vaY">ver este vídeo</a> • <a href="http://www.youtube.com/blagus">ver todos os vídeos</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end YouTube video --></p>
<p>Ao chegar na vila tomamos algumas cervejas, separamos os equipamentos e eles foram embora. Joana e eu passamos no bar da Zilda para comprar alguma coisa para jantar: nós voltaríamos à P4 para fazer rapel no domingo. Voltamos durante a noite, estava um tempo agradável. Pudemos ver uma turma descendo a trilha do Mogi, devido suas lanterninhas ziguezagueando no meio do mato. Armamos o acampamento dentro da casa de máquinas e fizemos a janta.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160159651759650"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv1LlumhiI/AAAAAAAAEoc/owch-h_auQM/s400/DSC00438.JPG" alt="Método inovador para abdominais" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Método inovador para abdominais • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160159651759650">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>No dia seguinte acordamos bem tarde, por volta do meio-dia (isso porque o sol batendo na barraca não nos deixava dormir) e brincamos um pouco nas duas pequenas vias de uns 10m que eu montei para a Joana treinar. O tempo começou a fechar e ficou muito tarde para eu montar a via grande de rapel, de 60m, no meio da ponte. Começou uma garoa fina, e uma neblina que não deixava ver um palmo à frente. Recolhemos o equipa, fechamos o mochilão e começamos a voltar. Era fim de tarde e começava a escurecer.</p>
<p><!-- begin Picasa vertical photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160625175241426"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv1mr8DItI/AAAAAAAAErc/r_hGvwohpoQ/s400/DSC00485.JPG" alt="O equipamento é seguro; quanto a ponte que eu tenho minhas dúvidas" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O equipamento é seguro; quanto à ponte que eu tenho minhas dúvidas • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160625175241426">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa vertical photo --></p>
<p>Já escuro, no meio de uma neblina que cegava, caminhávamos com mochilas idiotamente pesadas (carregar equipa de vertical não é fácil) quando vinha subindo a ferrovia uma turma de 11 pessoas. Comecei a conversar com o cara que estava guiando a galera e fiquei sabendo que era aquela turma da lanterninha no Mogi, da noite anterior. Pouco depois, gritos desesperados de socorro. Joana já havia avançado pela última ponte e eu, alguns poucos metros. Confirmei verbalmente com ela minha volta e que eu iria ver o que aconteceu. Larguei minha mochila e saí correndo em direção ao pedido de socorro. Passei correndo, sumindo na neblina, por aqueles que mal conseguiam voltar, dado o cansaço e a inexperiência. Chegando na beira de uma ponte, estava o povo desesperado falando que um amigo deles havia caído. Não dava para ver nada, todo mundo desesperado, falando alto. Gritei por silêncio e pedi calma.</p>
<p><!-- begin Image Shack photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://img246.imageshack.us/img246/1851/galerasubindopontesmall.jpg" alt="{{{PHOTO CAPTION}}}" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Galera subindo a ferrovia durante a neblina</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Image Shack photo --></p>
<p>Virei para o rapaz caído no meio da mata e lhe perguntei: &#8220;Alex, você está muito dolorido? Quanto tempo você consegue ficar aí?&#8221; e ele me respondeu que aguentava 30 minutos. Mais uma baderna se iniciou, e tive que novamente pôr ordem na casa: &#8220;Calma! E silêncio. Há tempo para planejarmos o resgate. Não adianta sair correndo, senão mais gente vai se machucar&#8221;. Desci pela lateral com cuidado, e ao me certificar que estava seguro, falei para o guia descer também. Fomos descendo devagar e achamos o Alex sentado, ainda agarrado na árvore, mas no nível do solo. Ele havia caído de uns 5 metros (só pude medir voltando lá no final de semana seguinge, com sol). Ele estava bem, sem nenhum hematoma, nada quebrado, até estava conseguindo ficar em pé. Só tinha um baita corte na cabeça. Avisei a todos que ele estava bem, só precisava de um band-aid; mais tarde no hospital, ele levou 8 pontos.</p>
<p><!-- begin Image Shack photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://img4.imageshack.us/img4/245/alexsorianohospitalsmal.jpg" alt="No hospital, 8 pontos. Mas sorrindo !" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">No hospital, 8 pontos. Mas sorrindo!</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Image Shack photo --></p>
<p>Eu ainda estava lá embaixo com ele e com o guia&#8230; O pessoal queria puxar o Alex para cima, mas tive que planejar de outra forma, mais coerente: pedi que com um facão abrissem a trilha lateral e se aproveitassem de uma antiga escada que havia no local, já coberta pela mata. Aberta a trilha, ajudamos o Alex a sair andando de seu local de aterrisagem. Ele foi devagar e se escorando até a Vila, mas andando por conta própria. Pelo escuro, logística e  agitação do momento, a Joana não fez nenhuma foto do ocorrido. Mais tarde, cheguei em casa moído pelo dia, minha mochila estava pesadíssima por causa do equipamento de vertical.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376159407110223394"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv0fySt9iI/AAAAAAAAEkU/4DVQvK5sqcM/s400/DSC00374.JPG" alt="Saída pela direita" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Saída pela direita • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376159407110223394">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>No final de semana seguinte, voltamos lá para fazer o rapel que não havíamos conseguido desta vez. Sábado o fizemos e no domingo os seguranças nos tiraram de lá. Mas isso é assunto para outro post&#8230;</p>
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		<title>Vida de ponte</title>
		<link>http://blog.blag.us/vida-de-ponte/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 18:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre 2001 e 2004 eu passava meus finais de semana no famoso viaduto da av. dr. Arnaldo sobre a av. Sumaré aqui em Sampa City. Para quem não conhece, o viaduto fica sobre uma estação de metrô (Sumaré) e tem generosos 30 metros de altura. O metrô passa logo abaixo dela e é muito bonita. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 2001 e 2004 eu passava meus finais de semana no famoso <a href="http://maps.google.com.br/maps?cd=1&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.551036,-46.677504&#038;split=0&#038;t=h&#038;z=20">viaduto da av. dr. Arnaldo sobre a av. Sumaré</a> aqui em Sampa City. Para quem não conhece, o viaduto fica sobre uma estação de metrô (Sumaré) e tem generosos 30 metros de altura. O metrô passa logo abaixo dela e é muito bonita.</p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="/files/2010/03/Vida-de-Ponte-Viaduto-DSC00305.jpg" alt="" border="0"><br />Viaduto da av. dr. Arnaldo visto da av. Sumaré</div>
<p>O que era mais legal desse viaduto é que ele era palco dos esportistas radicais: todo mundo fazia rapel nele. Era só chegar com a sua corda e equipamentos, ancorar e descer. Ainda é muito comum ouvir pessoas que desceram ali. A técnica de longe mais executada ali é o rapel e isso era tema de incontáveis discussões e os escaladores torciam o nariz para o movimento dos &#8220;rapeleiros&#8221;. Outra técnica que algumas pessoas de conhecimento técnico mais elevado faziam era a tirolesa. E uma pequena &#8220;elite&#8221; fazia o rope jump.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aCryBJvi3X8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/aCryBJvi3X8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>O rope jump é muito parecido com o Bungee Jump, só que a diferença é que você salta com a corda esticada e faz um pêndulo gigante. Assustador ? Divertidíssimo ! Eu sempre ia na sexta-feira a noite e depois de certa hora todos estacionavam o carro em frente a minha ancoragem. Aquele lugar lotava ! Certas noites não havia local para ancorar. Sempre gostei muito das técnicas verticais e estudei muito para aprender a montar o meu rope jump. E comecei a pesquisar novas técnicas de ancoragem rápida e proteção mais eficiente do meu equipamento. Eu já preparava meu sistema para salto de uma até quatro pessoas e bolei sistemas de auto-resgate quando fui esquecido pelos amigos, ficando pendurado lá um tempão debaixo de chuva.</p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="http://img268.imageshack.us/img268/3307/imagem002t.jpg" alt="" border="0"><br />No parapeito do viaduto pronto para saltar</div>
<p>Tenho incontáveis histórias (das mais engraçadas às mais cabeludas) mas a que eu quero lembrar neste post foi aquele que ficou sendo por muito tempo o record mundial, o 11 mandamentos. Pulamos do viaduto, simultaneamente em 11 pessoas. Tudo começou quando o Fernando, Rafael e Band ficavam me contando do record deles, em oito. Então comecei a organizar junto com o pessoal do Sem Limite o novo recorde. Juntei meu equipa com o do David e contei com a ajuda incálculável do meu grande mestre Yoda, o Fernando. O que era para ser um rope de 10, na última hora foram 11. Ele chegou, se plugou junto de nós e coordenou o momento do pulo.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OsFJ7KXHQik&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OsFJ7KXHQik&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="http://img370.imageshack.us/img370/8711/dsc00332.jpg" alt="" border="0"><br />Os 11 Mandamentos</div>
<p>A ponte ficou por muito tempo &#8220;fechada&#8221; devido a serie de acidentes no rapel por rapeleiros irresponsáveis. Andei sondando o viaduto há pouco tempo e parece estar passível de voltar a saltar de lá. Estou atualizando meu equipamento e espero em poucos meses voltar a sentir a sensação de gravidade zero. Termino este post com o adrenadíssimo tributo ao Dan Osman, criador do Rope Jump.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9kBy4Op2niw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/9kBy4Op2niw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Aventure-se</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 15:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Caving]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

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		<description><![CDATA[Por uma tarde, um fim-de-semana ou seis meses, libertar-se do stress e das vicissitudes da vida quotidiana. Tal como no seu computador, prima simplesmente na tecla Escape&#8230; Num dado momento todos temos necessidade de uma pausa, um break. Para recuperarmos, reencontrar a serenidade, viver um momento em familia, entre amigos ou uma aventura envolvente no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por uma tarde, um fim-de-semana ou seis meses, libertar-se do stress e das vicissitudes da vida quotidiana. Tal como no seu computador, prima simplesmente na tecla Escape&#8230; Num dado momento todos temos necessidade de uma pausa, um break. Para recuperarmos, reencontrar a serenidade, viver um momento em familia, entre amigos ou uma aventura envolvente no fim do mundo&#8230;<br />Cada um a sua maneira, cada um o seu estilo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="http://img200.imageshack.us/img200/7774/dscn0672r.jpg" alt="" border="0"><br />via Obelix na pedreira Dib em Mairiporã, 5a</div>
<p>Hoje, amanhã, para um fim-de-semana de escalada, um big wall no Paquistão ou um randonnée na Etiópia, não hesite: prime na tecla <b>escape</b>.</p>
<p><i>transcrito do catálogo de esporte Petzl 2009</i></p>
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		<title>Paraty: em alto-mar</title>
		<link>http://blog.blag.us/paraty-em-alto-mar/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 00:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A principio, navegar de caiaque não tem segredos. Você está num barco simples com um remo, é fácil de concluir o que se deve fazer. Mas quando se tem mais de 50 quilos de equipamento e por volta de 20 quilômetros de percurso em alto-mar, com a possibilidade de chuva a coisa muda de figura. Além do bom preparo físico, você precisa conhecer algumas coisinhas, como localização e um pouquinho sobre clima. Ter treinado algumas vezes antes numa represa calma é mais do que requerido. No que se refere a navegação, há um muuundo todo a ser descoberto: como ler uma carta nautica, saber o que é e como calcular a declinação magnética, e num mundo de tanta tecnologia um GPS se torna indispensável. E, ao contrário do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u395157.shtml">Padre Voador</a>, você precisa saber usa-lo, e muito bem. Saber nadar parece obvio, certo ?</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303210855562802" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDLsmu_jI/AAAAAAAABqM/JGZT_XbILh8/s576/DSC04008.JPG" alt="" border="0"></a><br />Carregando o barco para a partida&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303210855562802" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Um caiaque oceânico se difere em alguns aspectos; ele é sempre de modelo fechado, tem quilha, e normalmente bagageiros. Em nossa viagem alugamos um lindíssimo e premiadíssimo Opium Cabo Horn. É um barco comprido, e já ouvi relatos desse barco sendo mal usado e quebrando ao meio ao enfrentar uma onda agressiva. O bom preparo físico é requerido para poder virar o barco no ângulo certo na entrada de ondas mais altas. Sim, é um barato sentir o barco pular ao atravessar as ondas, mas a brincadeira tem limites. Quanto aos bagageiros, por mais fechados que eles pareçam ser, tudo, mas absolutamente tudo vai dentro de sacos-estanque. E por isso que os espetaculares sacos-estanque da <a href="http://www.montanaltda.com.br/">Montana</a> (ou <a href="http://www.seatosummit.com/">SeaToSummit</a>) são tão formidáveis. São extremamente leves e flexíveis. Mas também tem seu lado mal: furam facilmente. Para o equipamento fotográfico da Joana, uma câmera <a href="http://www.dpreview.com/reviews/sonydslra700/">Sony Alpha A700</a> e mais três lentes, compramos um estanque só para essa finalidade (e um só para a lente tele). Esse estanque ficou boiando no cockpit dela no primeiro dia, e ao chegar na primeira praia, surpresa: a camera estava sequinha. Nos cockpits do barco havia um bom espaço, e conosco levamos camel backs com água doce, barrinhas de ceral, câmeras, mapas, equipamento de mergulho (nadadeiras, snorkel, máscara) e outras bobagens. Também adaptei meu GPS e a bússola esférica (que ganhei da Cris) logo a minha frente para nunca perder o rumo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710299256094466" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4d6V-D_wI/AAAAAAAAB4c/WGxkOZBAkjs/s800/DSC04014.jpg" alt="" border="0"></a><br />Instalando a bússola e o GPS&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710299256094466" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>O primeiro dia em Paraty foi torturante. O mal tempo nos impedia de sair, chovia aleatoriamente e tínhamos que ficar olhando o Cabo Horn, sequinho dentro de sua garagem. Sem contar que o camping não era nada barato, R$25/dia por pessoa. Tédio também faz parte das maiores aventuras, e ter calma nessas horas é tão importante quanto nos momentos de agitação. Mas no dia seguinte finalmente partimos, com um tempo ainda nublado. E justamente nesse primeiro dia de remos que faríamos o trecho mais longo, e mais saltado para o alto-mar. E remamos para o infinito e adiante. Claro que em determinado momento a chuva veio. Remar sob chuva no mar, que experiência inesquecível. </p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303267720149442" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDPAcTucI/AAAAAAAABqc/p4aZQF2IUl8/s576/DSC02939.JPG" alt="" border="0"></a><br />Rema, rema, rema&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303267720149442" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Algumas horas mais tarde chegamos a primeira praia para descansar, retirar água do cockpit e ver se a chuva havia feito alguma vítima. Tudo na mais perfeita ordem, e a chuva ia e voltava em minutos. Trajes de neoprene são mesmo indispensáveis para esportes aquáticos. Seguimos nosso rumo, agora mais acostumados pelas primeiras horas e não muito tempo depois encontramos um restaurante a beira do saco do Mamanguá. O restaurante pertencia a viúva do seu Vivinho (que ironia). Pausa para um cervejinha geladinha e foi lá mesmo que passamos nossa primeira noite. E a segunda também, pelo mal tempo. Estavamos chateados, alugamos o barquinho por cinco dias e já havíamos perdido dois. Eu havia levado dois charutos cubanos, naquela noite fui fumar um bem longe, no escuro e na compania dos cachorros. Estava feliz e triste  ao mesmo tempo. Depois fui brincar um pouco com a camera e fazer algumas fotos em alta exposição.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303479455236754" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDbVN4wpI/AAAAAAAABrE/a7FXuuSfiEc/s800/DSC04044.JPG" alt="" border="0"></a><br />Restaurante do seu Vivinho&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303479455236754" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710683867066882" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4eQuwdsgI/AAAAAAAAB8A/FPdNWxIrBeY/s800/DSC04103.jpg" alt="" border="0"></a><br />Nossa árvore de Natal&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710683867066882" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No terceiro, mar de almirante e céu de brigadeiro (ou o contrário). Indo a Paraty Mirim para comprar alguns itens que claramente fariam falta mais tarde, até pudemos mergulhar um pocu. Paramos no meio do Saco do Mamanguá e pulei do caiaque, colocando nadadeiras, máscara e snorkel dentro da água. A Jô foi remando enquanto eu seguia o barco mergulhando. Paraty tem águas claríssimas e é incrível a sensação de estar levitando.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303750073489826" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDrFWTmaI/AAAAAAAABsI/c-dJc5YQ4n8/s576/DSC04146.JPG" alt="" border="0"></a><br />De volta para o mar&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303750073489826" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Mais tarde chegamos ao Restaurante da Ostra, do Dadico. Eles faziam uma caprichada porção de camarões, e Seu Dadico nos ofereceu um bom espaço para acampar. Resolvemos ficar lá mesmo e pedir mais uma porção dessa para nossa janta. A noite se iniciou o maior terror que já passei até hoje: fomos atacados pelos temíveis &#8220;porvinhas&#8221;. São borrachudos mínusculos<br />
que tem a inteligência de entrar por dentro do sobre-teto da barraca, passar facilmente pela tela e se juntar em dezenas, depois centenas e pouco mais milhares deles. Você pode ve-los se multiplicando bem na sua frente. São como Geremlins multiplicando-se após receberem uma gota de água. Dormir, impossível. Depois de mais de uma hora matando um-a-um, em menos de minutos eles multiplicavam-se novamente. Nem mesmo o tão elogiado repelente Exposis Extreme dava conta deles. Aliás, nem cócegas lhes fazia. Por volta das 4 ou 5 da manhã, não auentando mais ficar na barraca, fomos dormir numa casa em contrução logo a frente. Lá se foi uma noite pessimamente dormida.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304052879386610" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZID8tY25_I/AAAAAAAABtQ/2NF99ud2OZc/s800/DSC04270.JPG" alt="" border="0"></a><br />Restaurante da Ostra&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304052879386610" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No dia seguinte, quando fui acertar as contas com o seu Dadico, o cachorro dele, Pluto, me mordeu. Fiquei com um baita vermelhão na perna esquerda, e o coitado do seu Dadico, morrendo de vergonha. Seguimos nossa viagem adentro ao saco do Mamanguá com o nosso barco amarelinho o qual eu já tinha me apegado (e eu já me entristecia de pensar em devolve-lo). Chegando ao fundo do Mamanguá, entramos no rio Irió. Apesar do cheiro do mangue, aquele lugar é lindo. Milhares de caranguejos enooormes com suas pinças afiadas (era possível ouvir suas pinçadas !) fechavam o cacete pois era época de acasalamento. Haviam tantos caranguejos que até nos galhos acima do rio, lá estavam eles. Confesso que dava até medo, de tantos e tão grandes que haviam. Avançamos alguns poucos quilômetros pelo rio quando decidimos voltar. E no caminho de volta, o caiaque encalhou no mangue. Tive que descer do barco, me atolar até a cintura do que mais parecia uma fossa gigante e puxar o caiaque. Machuquei muito meu pé nos galhos submersos, e a cada passada subia ainda mais aquele cheiro&#8230; pelo menos eu sabia que era algo vegetal e mineral e que muito possivelmente devia fazer bem para a pele. Mas não foi uma tarefa nada fácil.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304614055703954" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEdX7t9ZI/AAAAAAAABvM/2pqV_SlKUSU/s800/DSC04414.JPG" alt="" border="0"></a><br />O rio Irió&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304614055703954" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304214046401298" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEGFyEYxI/AAAAAAAABuI/bdWJep5RqL0/s800/DSC04373.JPG" alt="" border="0"></a><br />Essa foto o mostra pouco menor que seu tamanho natural&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304214046401298" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Combinamos com o Paulo, o dono do caiaque, de entrega-lo na casa do Bebeti. Então, para lá fomos e achamos facilmente uma vez que eu havia marcado a localização no meu GPS. Como diria na música do Renato Russo: &#8220;lugar estranho com gente esquisita&#8230;&#8221; e aquela casa no meio do nada, com uma senhora muito idosa e não muito sociável e dois sujeitos saídos de um filme de terror adolescente (e um deles era o Bebeti). Mas não tinha jeito; tínhamos que acampar por lá pois não havia tempo para ir para Laranjeiras e nossas mochilas ainda estavam para ser entregues para nós. Então fomos arrumar nosso equipamento e o Bebeti e o amigo dele sentaram num banco do nosso lado. Acho que eles nunca viram tanto equipamento junto pois nos olhavam curiosamente, mas somente conversando entre eles. Mais um garoto apareceu por lá, e este bem mais sociável veio conversar conosco. Falávamos sobre a viagem, os porvinhas e o mangue.<br />&#8220;Já comeu caranguejo ?&#8221;, ele perguntou<br />&#8220;Não, tenho muita curiosidade&#8221;, respondi<br />&#8220;Então bóra caçar caranguejo no mangue !&#8221;<br />Não tive dúvida ! Peguei a câmera da Jô e fui pro meio do mangue, no fundo da casa caçar aqueles bichinhos que mais pareciam robozinhos. Não tive coragem de meter a mão na lama com medo de uma pinçada (afinal, já estava machucado demais), mas me prontifiquei a clicar a aventura. Encheram um saco enorme de caranguejos, que foram diretamente para a panela. Para quem nunca havia comido caranguejo, comi até demais. A Joana, que é baiana e cresceu comendo esses bichinhos, matou a saudade e esbaldou-se.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304256725641650" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEIkxl6bI/AAAAAAAABuQ/n2xS0hLF1io/s800/DSC04390.JPG" alt="" border="0"></a><br />Manguetown&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304256725641650" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304783784257890" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEnQOKKWI/AAAAAAAABvk/1nRQkSWwqv0/s800/DSC04433.JPG" alt="" border="0"></a><br />&#8220;Fui no mangue catar caranguejo e conversar com o urubú&#8230;&#8221;&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304783784257890" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304711550309156258" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4fDKgWxaI/AAAAAAAACbI/jd8GEry4HII/s800/DSC04452.jpg" alt="" border="0"></a><br />Não sobrou nada&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304711550309156258" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Estava um agradável fim de tarde, e estávamos cansados e com sono. Eu consegui dormir algumas horas até anoitecer. A noite, o inferno novamente. Porvinhas multiplicavam-se dentro da barraca. Morrendo de sono e mal humorados, vestimos calça, meia e camiseta e cobrimos a cabeça com toalha. Foi a única forma de dormir um pouco, porque o calor era insuportável. Foram duas noites com pouquíssimas horas de sono. Por via das dúvidas, o facão estava ao meu lado, desembaiado.
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304955862148978" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIExRQuZ3I/AAAAAAAABwE/QgdwefM6ImE/s800/DSC04459.JPG" alt="" border="0"></a><br />Cartão postal&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304955862148978" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No dia seguinte nossas mochilas chegaram. Com uma lágrima no olho despedi daquele formidável barquinho. Já sabia que iria sentir saudades dele e agora mesmo enquanto escrevo este artigo ainda sinto saudades. Me despedi do pessoal do Bebeti com alivio e um pouco de culpa pela minha desconfiança. Seguimos uma trilha tranquila até Laranjeiras. Já haviam passado cinco dias desde que chegamos a Paraty e eu ainda tinha onze dias</p>
<p> pela frente (Joana, apenas cinco).</p>
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