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	<title>blogus &#187; Paranapiacaba</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
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		<title>Um dublê para cenas perigosas</title>
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		<comments>http://blog.blag.us/duble-para-cenas-perigosas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Paranapiacaba]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, amigos! A equipe da produtora Sala 21 está fazendo um filme que é uma mistura de documentário e ficção sobre um esquizofrênico e suas alucinações. É uma produção independente e seu roteiro foi criado tendo em mente a filmagem em Paranapiacaba. Por ser um local maravilhoso para as locações, de curta-metragem, o filme se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos!</p>
<p>A equipe da produtora Sala 21 está fazendo um filme que é uma mistura de documentário e ficção sobre um esquizofrênico e suas alucinações. É uma produção independente e seu roteiro foi criado tendo em mente a filmagem em Paranapiacaba. Por ser um local maravilhoso para as locações, de curta-metragem, o filme se tornou um média. &#8220;Há locação demais para roteiro de menos&#8221;, é o que o pessoal disse. O filme não tem nome definido ainda, e mesmo o nome provisório muda constantemente.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156844318351522"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SpvyKnJhYKI/AAAAAAAAEXM/4Gzefti_Mk8/s400/DSC00168.JPG" alt="Luz, câmera, ação !" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, câmera, ação ! • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156844318351522">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>De alguma forma o roteirista (que nem  sabe-se quem foi, dada a forma como ele são &#8220;sorteados&#8221;) sabia da existência da ferrovia abandonada. A diretora do filme recorreu a educadíssima MRS,  cuja assessoria de marketing não autorizou que a equipe passasse da primeira ponte durante as filmagens. Com a insistência digna de bons brasileiros, acharam um maluco na internet que tem um blog sobre a região e está sempre perambulando por lá (adivinha quem?). Com minha experiência tática convidaram-me para guiá-los até a casa de máquinas abandonada, para fazer as demais cenas. E de quebra me usar como dublê.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156756436426066"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SpvyFfw1nVI/AAAAAAAAEWw/OHe42Eq632c/s400/DSC00161.JPG" alt="Lex, Erik, Clemie e Ivan" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, Erik, Clemie e Ivan • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156756436426066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Com tudo devidamente combinado, na sexta-feira Joana e eu fomos para a conhecida vila. Encontramos com a equipe de filmagem, combinamos os detalhes de como seria o dia seguinte. A equipe toda é muuuito legal, um mais educado e simpático do que o outro. Eles até tinham uma produtora-coordenadora de arteterapia (seja lá isso o que for). Fomos dormir razoavelmente tarde.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376155363993323778"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spvw0cgiCQI/AAAAAAAAEQY/akSott-qxXo/s400/DSC00063.JPG" alt="locações exóticas logo na minha primeira cena" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Locações exóticas logo na minha primeira cena<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376155363993323778">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>No sábado entramos na ferrovia, pelos desvios que eu já conheço. A equipe: Joana (que foi para fotografar o &#8220;passeio&#8221;), a diretora Clemie, o diretor de fotografia Ivan e o assistente de produção Erik. Fizemos algumas cenas no túnel antes da ponte da Grota Funda e, naquele calor de rachar, eu tinha que usar um sobretudo de feltro megagrosso, uma calça jeans, coturno, camiseta de algodão e carregar uma mochila bem desconfortável. Mas vale tudo em nome da sétima arte!! Em seguida os levei à Casa de Máquinas. Todo mundo mandou muito bem na travessia das pontes.</p>
<p><!-- begin YouTube video --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dRzUMSM_HJg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/dRzUMSM_HJg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vou lhe colocar nos trilhos • <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dRzUMSM_HJg">ver este vídeo</a> • <a href="http://www.youtube.com/blagus">ver todos os vídeos</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end YouTube video --></p>
<p>Na casa de máquinas P4 fizemos várias tomadas e uma delas é meu personagem (oh!) atravessando a ponte. Pausa para lanches e logo mais, mais algumas cenas. Terminado o trabalho, no caminho de volta fui o cameraman da travessia na ponte!</p>
<p><!-- begin YouTube video --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LsLRwTD-vaY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/LsLRwTD-vaY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só faltou o monociclo e a sombrinha • <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LsLRwTD-vaY">ver este vídeo</a> • <a href="http://www.youtube.com/blagus">ver todos os vídeos</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end YouTube video --></p>
<p>Ao chegar na vila tomamos algumas cervejas, separamos os equipamentos e eles foram embora. Joana e eu passamos no bar da Zilda para comprar alguma coisa para jantar: nós voltaríamos à P4 para fazer rapel no domingo. Voltamos durante a noite, estava um tempo agradável. Pudemos ver uma turma descendo a trilha do Mogi, devido suas lanterninhas ziguezagueando no meio do mato. Armamos o acampamento dentro da casa de máquinas e fizemos a janta.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160159651759650"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv1LlumhiI/AAAAAAAAEoc/owch-h_auQM/s400/DSC00438.JPG" alt="Método inovador para abdominais" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Método inovador para abdominais • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160159651759650">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>No dia seguinte acordamos bem tarde, por volta do meio-dia (isso porque o sol batendo na barraca não nos deixava dormir) e brincamos um pouco nas duas pequenas vias de uns 10m que eu montei para a Joana treinar. O tempo começou a fechar e ficou muito tarde para eu montar a via grande de rapel, de 60m, no meio da ponte. Começou uma garoa fina, e uma neblina que não deixava ver um palmo à frente. Recolhemos o equipa, fechamos o mochilão e começamos a voltar. Era fim de tarde e começava a escurecer.</p>
<p><!-- begin Picasa vertical photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160625175241426"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv1mr8DItI/AAAAAAAAErc/r_hGvwohpoQ/s400/DSC00485.JPG" alt="O equipamento é seguro; quanto a ponte que eu tenho minhas dúvidas" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O equipamento é seguro; quanto à ponte que eu tenho minhas dúvidas • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160625175241426">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa vertical photo --></p>
<p>Já escuro, no meio de uma neblina que cegava, caminhávamos com mochilas idiotamente pesadas (carregar equipa de vertical não é fácil) quando vinha subindo a ferrovia uma turma de 11 pessoas. Comecei a conversar com o cara que estava guiando a galera e fiquei sabendo que era aquela turma da lanterninha no Mogi, da noite anterior. Pouco depois, gritos desesperados de socorro. Joana já havia avançado pela última ponte e eu, alguns poucos metros. Confirmei verbalmente com ela minha volta e que eu iria ver o que aconteceu. Larguei minha mochila e saí correndo em direção ao pedido de socorro. Passei correndo, sumindo na neblina, por aqueles que mal conseguiam voltar, dado o cansaço e a inexperiência. Chegando na beira de uma ponte, estava o povo desesperado falando que um amigo deles havia caído. Não dava para ver nada, todo mundo desesperado, falando alto. Gritei por silêncio e pedi calma.</p>
<p><!-- begin Image Shack photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://img246.imageshack.us/img246/1851/galerasubindopontesmall.jpg" alt="{{{PHOTO CAPTION}}}" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Galera subindo a ferrovia durante a neblina</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Image Shack photo --></p>
<p>Virei para o rapaz caído no meio da mata e lhe perguntei: &#8220;Alex, você está muito dolorido? Quanto tempo você consegue ficar aí?&#8221; e ele me respondeu que aguentava 30 minutos. Mais uma baderna se iniciou, e tive que novamente pôr ordem na casa: &#8220;Calma! E silêncio. Há tempo para planejarmos o resgate. Não adianta sair correndo, senão mais gente vai se machucar&#8221;. Desci pela lateral com cuidado, e ao me certificar que estava seguro, falei para o guia descer também. Fomos descendo devagar e achamos o Alex sentado, ainda agarrado na árvore, mas no nível do solo. Ele havia caído de uns 5 metros (só pude medir voltando lá no final de semana seguinge, com sol). Ele estava bem, sem nenhum hematoma, nada quebrado, até estava conseguindo ficar em pé. Só tinha um baita corte na cabeça. Avisei a todos que ele estava bem, só precisava de um band-aid; mais tarde no hospital, ele levou 8 pontos.</p>
<p><!-- begin Image Shack photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://img4.imageshack.us/img4/245/alexsorianohospitalsmal.jpg" alt="No hospital, 8 pontos. Mas sorrindo !" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">No hospital, 8 pontos. Mas sorrindo!</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Image Shack photo --></p>
<p>Eu ainda estava lá embaixo com ele e com o guia&#8230; O pessoal queria puxar o Alex para cima, mas tive que planejar de outra forma, mais coerente: pedi que com um facão abrissem a trilha lateral e se aproveitassem de uma antiga escada que havia no local, já coberta pela mata. Aberta a trilha, ajudamos o Alex a sair andando de seu local de aterrisagem. Ele foi devagar e se escorando até a Vila, mas andando por conta própria. Pelo escuro, logística e  agitação do momento, a Joana não fez nenhuma foto do ocorrido. Mais tarde, cheguei em casa moído pelo dia, minha mochila estava pesadíssima por causa do equipamento de vertical.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376159407110223394"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv0fySt9iI/AAAAAAAAEkU/4DVQvK5sqcM/s400/DSC00374.JPG" alt="Saída pela direita" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Saída pela direita • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376159407110223394">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>No final de semana seguinte, voltamos lá para fazer o rapel que não havíamos conseguido desta vez. Sábado o fizemos e no domingo os seguranças nos tiraram de lá. Mas isso é assunto para outro post&#8230;</p>
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		<title>Planejamento</title>
		<link>http://blog.blag.us/post-planejamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 01:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá caros amigos do esporte! Já faz um bom tempo que não publico nada aqui. Os poucos leitores ocasionais que eu tinha já devem ter se enchido o saco e nunca mais voltado. Sobra o um ou dois do RSS. Desde que eu comprei meu notebook tenho trabalhado que nem um maluco e acabei não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá caros amigos do esporte! Já faz um bom tempo que não publico nada aqui. Os poucos leitores ocasionais que eu tinha já devem ter se enchido o saco e nunca mais voltado. Sobra o um ou dois do RSS. Desde que eu comprei meu notebook tenho trabalhado que nem um maluco e acabei não conseguindo fazer nenhuma aventura.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://img403.imageshack.us/img403/4044/dsc02873lownc9.jpg" target="blank"><img src="http://img403.imageshack.us/img403/4044/dsc02873lownc9.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p>Mas a abstinência está falando mais alto: suadeira, tremedeira, calafrios: falta de adrenalina. E como é final do ano, é claro que estamos todos planejando nossa viagem de reveillón. O meu planejamento começa com uma pergunta muito simples, quase sempre direcionada ao meu chefe: quantos dias eu terei de folga ? A segunda pergunta é para meu planejamento financeiro: para onde eu posso ir ? Essas duas perguntas podem reduzir suas opções de Nepal ou Machu Picchu à Praia Grande. Uma vez definido calendário e orçamento, sobram duas opções: lugar novo ou algum velho conhecido. Muitas vezes eu opto por lugares conhecidos, pois cada um deles é um pequeno universo que eu tenho o prazer de conhecer melhor ainda a cada ida. Você já deve ter lido repetidas vezes eu falando sobre Paranapiacaba e Paraty. São os lugares que eu mais gosto e que menos corro o risco de errar. Quando minha agenda permite várias viagens no decorrer do ano, arrisco a conhecer lugares novos; caso negativo acabo indo para meus prediletos: são lugares seguros, em que não terei grandes surpresas, e será divertido da mesma forma. Este ano tudo indica que será a conhecida Ponta da Juatinga em Paraty.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://img227.imageshack.us/img227/3381/img2958gi0.jpg" target="blank"><img src="http://img227.imageshack.us/img227/3381/img2958gi0.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p>Para o caso de lugares novos, uma das tarefas mais comuns é aquela navegada na internet à caça de referências: como são e onde estão as trilhas, e o que quase sempre se encontra são mapinhas feitos à mão ou cansativas descrições em texto da aventura que você quer fazer. Há muito tempo eu procuro um único repositório de arquivos de GPS com as trilhas que gostaria de fazer, mas isso sempre foi muito escasso: boa parte do pessoal de aventura não é lá muito fã de tecnologia. Então o que acaba acontecendo é eu fazer uma prévia no Google Earth, e coloca-la em meu GPS. E no mundo real eu acabo fazendo a trilha prevista e montando meu pequeno acervo de GTMs e KMLs. Sendo um cara que trabalha com tecnologia ainda tenho esperanças de ver a biblioteca que falei acima se tornar realidade; enquanto isso não acontece vou fazendo a minha. E como estou fazendo força para deixar de ser um sujeito egoísta, vou compartilhar com vocês os tracklogs mais detalhados que tenho em mãos.</p>
<h3>Paranapiacaba</h3>
<p>Se você já leu meus outros posts deve estar cansado de ler sobre lá. Sem mais delongas: abaixo a compilação de todas as trilhas, ferrovias, pontes, túneis acampamentos e lagos desse místico lugar.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Paranapiacaba-build-19-most-complete.kml"><img src="http://img227.imageshack.us/img227/1953/geparanapiacabafm0.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Serra de Paranapiacaba | <a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Paranapiacaba-build-19-most-complete.kml">baixar arquivo em Google Earth</a></div>
<h3>Paraty</h3>
<p>A primeira vez que cheguei a uma de suas várias praiazinhas desertas, usei minha mente para fotografar o retrato mais belo que vi em minha vida: eu, com minha mochila na cabeça, tinha acabado de descer do barulhento barquinho que havia nos levado até lá. Eu estava com água até a altura do peito. Olhei para meu pé. Sim, olhei para meu pé, mesmo com água no peito. E em seguida olhei para o velho barquinho de pescador: ele flutuava na água cristalina e eu podia ver sua sombra na areia, como se ele estivesse levitando. Foi uma imagem tão surreal que por alguns momentos pensei estar sonhando (ou drogado). A praia, se chamava Praia do Sono, veja você. E com dois passos pude sair da água, pois era uma praia de tombo — e eu nunca tinha visto uma antes. Abaixo está descrito no arquivo do Google Earth todas as praiazinhas do lugar mais lindo do mundo: a ponta da Juatinga. Se você tiver uma semana livre, não deixe de trilhar por todas elas. E ainda, se puder, dormir sob a lua cheia no farol da ponta.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Juatinga-build-03f-changes-on-styles.kml"><img src="http://img509.imageshack.us/img509/6829/geparatijuatingahr9.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Ponta da Juatinga em Paraty | <a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Juatinga-build-03f-changes-on-styles.kml">baixar arquivo em Google Earth</a></div>
<h3>Ilhabela</h3>
<p>Foi lá que fiz meu record pessoal de solos: 8 dias sozinho, trilhando por toda a parte sul da ilha. Minha vontade era fazer a ilha toda, mas a parte norte é quase impossível pela falta de trilhas. Mas este projeto está anotado na minha lista de pendências. Este arquivo está muito bem detalhado pois lá mesmo num dia de saco cheio fiquei marcando no meu GPS todas as praias e morros. Apesar das belas praias, uma pequena decepção: algumas delas são idiotamente protegidas por caseiros truculentos e ricassos parvos, mas ainda assim vale o passeio.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Ilha-Bela-Complete-build-01-bounderies-roads-and-waypoints.kml"><img src="http://img408.imageshack.us/img408/2619/geilhabelaqm6.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Ilhabela no litoral norte de São Paulo | <a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Ilha-Bela-Complete-build-01-bounderies-roads-and-waypoints.kml">baixar arquivo em Google Earth</a></div>
<h3>Ecovias</h3>
<p>Quando criança, fazia muitas viagens de família descendo o complexo Anchieta-Imigrantes. E como toda criança, ficava vendo, maravilhado, aquele monte de túneis e a vista espetacular. E uma das coisas que eu via era uma série de pequenas estradinhas cruzando a rodovia principal. Ficava me questionando: de onde elas vem ? Para onde vão ? Como deve ser viajar por elas ? Desse desejo de infância aliada a espetacular tecnologia do Google Earth (conheci ele ainda na época do KeyHole) pude mapear todo o complexo, com cada uma dessas estradinhas que tanto aguçaram-me na infância. A idéia é trilhar por essas estradinhas e me parece que o melhor meio é de motocicleta. Este é um projeto não concluído que coloco à disposição de quem tiver a mesma curiosidade que eu.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Ecovias-build-03.kml"><img src="http://img354.imageshack.us/img354/4461/geecoviasdv4.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Complexo Anchieta-Imigrantes | <a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Ecovias-build-03.kml">baixar arquivo em Google Earth</a></div>
<h3>Checklist</h3>
<p>Como bom cabeça-de-vento que sou, não poderia deixar de ter uma lista com tudo o que tenho que levar para minhas viagens. Já faz alguns anos que criei o check list abaixo, e nele adicionei tudo o que faz parte do meu equipamento, e tudo o que faz parte do ritual de arrumar o mochilão. Não há dúvidas que nesta planilha há coisas demais; mas calma, não é para levar tudo ! Cada viagem pede que você analise o que será necessário. Quase sempre o imprimo para levar para o mercado também. Faça uma cópia para você e customize-a de acordo com a sua realidade; e claro, não deixe de me enviar uma cópia !</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Check-List-build-06-vertical.xls"><img src="http://img528.imageshack.us/img528/1600/checklistvs8.gif" border="0" alt="" /></a><br />
Check List | <a href="http://blog.blag.us/files/2009/08/Check-List-build-06-vertical.xls">baixar arquivo em Excel</a></div>
<p>Com este post espero ter contribuído para a sua viagem. Não deixe de compartilhar comigo suas experiência também !</p>
<p><em><strong>update: </strong>este post foi atualizado (os links antigos estavam quebrados) e com a versão mais recente de cada arquivo</em></p>
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		<title>Solo funiculista</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 03:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
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		<category><![CDATA[Paranapiacaba]]></category>
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		<description><![CDATA[É isso aí, caros amigos do esporte. Estamos aqui reunidos para mais uma aventura. Quem já viu mais de dois posts deste humilde blog sabe para onde fui: a ferrovia funicular abandonada na Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Cubatão. Desta vez, um solo de final de semana. Estação de Rio Grande da serra, sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É isso aí, caros amigos do esporte. Estamos aqui reunidos para mais uma aventura. Quem já viu mais de dois posts deste humilde blog sabe para onde fui: a ferrovia funicular abandonada na Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Cubatão. Desta vez, um solo de final de semana.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242307964055746" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkoQhY8MMI/AAAAAAAAArM/Kyv-33lqzKo/DSC00717.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Estação de Rio Grande da serra, sentido Paranapiacaba | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242307964055746" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242611890986450" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkoiNmxHdI/AAAAAAAAArU/OSAjNuCvPPg/DSC00731.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Foto tirada às escondidas. Cabine de seguranças que garantem que ninguém vai passar por ali (pelo menos em horário comercial) | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242611890986450" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243368064535746" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkpOOklzMI/AAAAAAAAArw/qCXJ_FHLHtk/DSC00743.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
&#8220;Pelas grades eu posso ver vocês&#8221;: aqui começa a trilha | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243368064535746" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>Tudo começou muito bem. Não faltou comprar quase nada pois final de semana passado cancelei esta viagem. Então, foi apenas o trabalho de comprar uma ou outra coisa e fechar o mochilão. Aliás, taí tarefa que leva tempo: numa viagem normal, entre chegar do mercado e fechar a mochila levo cinco horas, e na tarefa diária de organizar todos os cacarecos e colocá-los na mochila para seguir viagem, uma hora. Uma das minhas esperanças com um novo modelo de mochila cargueira da Deuter é diminuir este tempo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243885843148018" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkpsXcobPI/AAAAAAAAAsE/FZIKLSvLlIM/DSC00750.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Acredite, esta foto foi feita à meia-noite | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243885843148018" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213244086490837362" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkp4C6xMXI/AAAAAAAAAsM/Gotdh-i9GXo/DSC00752.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Vinte e quatro horas de trens | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213244086490837362" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>A vila de Paranapiacaba estava bastante movimentada para uma sexta-feira à noite, mas naquele final de semana houve uma convenção de bruxos, veja você o tipo de lugar onde costumo me aventurar. Movimento nesta vila não é algo bom para mim, visto que tenho que ser o mais discreto possível para os pseudoecologistas de plantão e os seguranças da ferrovia ativa não me proibirem de entrar na ferrovia. Por isso o início da aventura ali deve ser muito cedo, ou muito tarde. Acho estranho ver uma turma muuuito grande, cheia de mochilas e colchonetes e barracas sentada ali na igreja. Bom, pelo que expliquei anteriormente, não posso ficar dando bandeira para descobrir o que é. Se minha mochila fosse 20kg mais leve, não tivesse um isolante pendurado nem GPS ou sistema de hidratação, até poderia disfarçadamente saber o que aquele povo está tramando. Sigo meu caminho, entro nas obscuras vielas do vilarejo, logo logo me embrenho em alguma trilha e prontamente estou entrando na ferrovia. Pausa para lindas fotos ferroviárias.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248245624045394" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFktqI5Zf1I/AAAAAAAAAuM/4qF6V6GJnyk/DSC00788.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Sábado de sol, pé na trilha | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248245624045394" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248828079788290" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkuMCtq0QI/AAAAAAAAAug/2omuy-pQ7uU/DSC00793.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Quando criança, sonhava em atravessar um desses. Agora, tenho um monte deles | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248828079788290" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>É meia noite, lua cheia e está muito claro. Os meus queridos trenzinhos já passam a me fazer compania, logo abaixo. Aproveito para fazer mais fotos de longa exposição, que é impossível de dizer que foram feitas de madrugada. Alguns minutos mais tarde, chego a uma velha conhecida plataforma que se abre na trilha, um lugar onde fiquei preso por dois dias com a Kad por conta do mau tempo. É tão perto da vila que quase dá para ouvir a barulheira de lá. Mas tenho um grave problema: o córrego d&#8217;água que ficava a segundos de caminhada do acampamento estava seco, e o único lugar com água disponível ficou láááá atrás, na entrada da ferrovia, ao lado da vila. Largo o mochilão, pego o camel back e meu tupperware para me abaster, fazer a janta e ter o que beber durante a noite (às vezes erro no tempero e dá-lhe água durante a noite!). Lá vou eu ter que voltar tuuudo de novo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249398381849730" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkutPQRrII/AAAAAAAAAu0/zBhSMCpdNCs/DSC00807.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Substituí as barrinhas de ceral por frutas e torrone. Ótima escolha | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249398381849730" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249662764521682" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SFku8oKBGNI/AAAAAAAAAu8/gKad90yN_2E/DSC00813.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Acho que o teto precisa de uma reforma | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249662764521682" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>Abastecido de água e muito próximo ainda da vila, posso ver, do outro lado da mata, umas cinco lanterninhas ziguezagueando e uma baita galera conversando. Eu, à meia-noite, sozinho em um morro no meio do mato, e eles num declive fechado pela mata, nós separados pelo vale da ferrovia ativa, faz com que eu os veja e os escute como se estivessem a poucos metros de distância. Então ficaram claras duas coisas: aquela era a turma reunida na igreja. Essa mesma turma estava perdida, procurando a trilha do Mogi, ou tentando inventar uma nova trilha. Eles estavam indo em direção à ferrovia ativa, e se os seguranças da ferrovia chamaram a polícia somente para mim e para o Latuff, imagine para aquela galera toda! Se eles saíssem mesmo na via ativa poderiam se machucar seriamente ou atrapalhar meu passeio. Pela claridade da lua e para evitar algum segurança de plantão, andava com minha headlamp desligada. Pisquei minha lanterna algumas vezes e depois gritei sério, da escuridão:<br />
&#8220;Aqui não há trilha nenhuma. Voltem e façam a trilha original.&#8221;<br />
Lá, alguém tentou sussurrar:<br />
&#8220;Apaga a lanterna! Apaga a lanterna!&#8221; e alguém ralhou sem discrição nenhuma: &#8220;Agora não, que eu tô na descida!&#8221;<br />
As lanterninhas foram se apagando sequencialmente e a turma se aquietou. Voltei para minha caminhada de volta ao acampamento pensando &#8220;bando de amadores&#8221;. Armei o acampamento, cozinhei uma sopa que ficou uma porcaria e me enfiei na barraca. Desta vez levei minha Trilhas&amp;Rumos Bivac I e quando eu disse no último post que era uma barraca ruim, estava errado. Essa barraca é péssima. Não estica direito, amarrá-la é um suplício, apertada, teto baixo&#8230; fiquei imaginando se eu tivesse que armá-la durante a chuva: morreria de hipotermia ou afogado. Quem quiser comprar uma linda barraca solo, quase sem uso, dê seu lance.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213250516150764578" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkvuTRJxCI/AAAAAAAAAvY/rEqLxNXHVdg/DSC00830.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
É praticamente uma cozinha planejada. Observe que amarrei o fogareiro com tied-ups | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213250516150764578" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251065342298546" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SFkwORKnibI/AAAAAAAAAvs/u5X0VTEqxHU/DSC00834.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<strong>Atenção: </strong>olhe sempre o seu calçado e suas meias antes de calçá-los!!! | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251065342298546" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251582380485922" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkwsXSILSI/AAAAAAAAAv8/-WwQpfLdEvg/DSC00851.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Se você não gosta de aranhas, nem pense em ir para lá | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251582380485922" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>No dia seguinte, sete horas da manhã, quando finalmente consigo dormir (por causa da ventania que hora fazia um barulho que me acordava, hora era o vento dentro da barraca), acordo com berro:<br />
&#8220;Ô da barraca! Bom dia!&#8221;<br />
E não me dando ao trabalho de levantar nem de responder (deu um peso na consciência, mas eu estava esgotado de sono), olho pelo vão da Bivac aquela baita turma saindo do túnel que nem formiga do formigueiro. Por baixo contei umas dez pessoas (mais tarde fiquei sabendo que eram vinte). Fiquei olhando aquele povo atravessando a primeira ponte podre, uns agachados, outros andando, e mais uma vez bati a mão na testa: &#8220;bando de amadores, vão estragar meu passeio&#8221;. No mau humor em que estava acordei por volta das 11h reclamando que nem um velho ranzinha. &#8220;Droga, isso aqui virou passeio turístico, semana que vem vou trazer minha avó.&#8221; Estava de de mau humor também por causa da janta da noite anterior, que deu errado. Fiz uma sopa, mas esqueci o macarrão, o descascador de legumes, a concha, exagerei no curry, faltou óleo e sei lá mais porque ficou estranha. Descontei no omelete do dia seguinte: três ovos, champignon, presunto, tomate, orégano, cebola, bacon e ervas finas. Ficou tão gostoso que até me deu coragem de pegar a câmera e fazer algumas fotos. Também fiz um litro de suco de manga. O tempo estava começando a esquentar; estendi minha calça, meias e botas molhadas e logo logo elas começariam a secar. Só fiquei tentado a tacar fogo na barraca, mas teria que gastar a benzina que poderia me faltar para o dia seguinte.</p>
<p>Estava de volta a trilhar e não vou relatar esta parte. Assistam os vídeos e acompanhem a aventura  de perto:</p>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KLKp3ALDung" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/KLKp3ALDung"></embed></object><br />
Um ângulo diferente de um lugar que eu acampei 100 metros abaixo. Compartilhe a vertigem, compartilhe a vista | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KLKp3ALDung" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fqwC0EO99OU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/fqwC0EO99OU"></embed></object><br />
Sem dúvida o túnel mais bonito de uma série de 14 | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fqwC0EO99OU" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/a7-waCMCBoc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/a7-waCMCBoc"></embed></object><br />
É quase fim de tarde. Mais uma ponte. Dessa vez veja em detalhes o quão delicado é andar sobre dois trilhinhos podres | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=a7-waCMCBoc" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mUeRkmjL0m8" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/mUeRkmjL0m8"></embed></object><br />
No meio da ponte, uma queda. É aqui que eu quase vou para o vinagre. As pernas bambas quase me impedem de continuar | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mUeRkmjL0m8" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AA6O5oTokBc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/AA6O5oTokBc"></embed></object><br />
Ainda tenso, mostro novos ângulos das delicadas travessias que fariam um equilibrista do Cirque du Solei ficar com inveja | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AA6O5oTokBc" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<p>/&gt;</p>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-m4AX554kew" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/-m4AX554kew"></embed></object><br />
Um local que faz Bruxa de Blair se tornar desenho animado. E para melhorear, é onde vou passar a noite | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-m4AX554kew" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7RRIFenIRNo" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/7RRIFenIRNo"></embed></object><br />
Preparativos para passar a noite. Você já passou a noite num lugar mais sinistro do que esse? Duvido! | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7RRIFenIRNo" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/djxtyq0Y5LM" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/djxtyq0Y5LM"></embed></object><br />
Detalhes do acampamento da noite anterior e o café da manhã | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=djxtyq0Y5LM" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/P09CETv-U24" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/P09CETv-U24"></embed></object><br />
Pé ante pé, e sentindo a adrenalina nas veias, aproveito para mandar os recados, caso eu não sobreviva a isso | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=P09CETv-U24" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zd3S610c5_E" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/zd3S610c5_E"></embed></object><br />
Curta a paisagem, sinta a natureza em cima de mais uma ponte | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zd3S610c5_E" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<p>Domingo fez um dia feio. Estava chuvoso, e na parte da tarde, começou uma garoa fina. Em certo momento tive que guardar a câmera, colocar a capa-caramujo na mochila e vestir o anorak. Chego finalmente ao pátio de Cubatão debaixo de uma chuva que vai aumentando lentamente. Dessas que a gente sabe que quando ficar forte, não vai parar tão cedo. Então desencano da idéia de andar até  o Pátio Raiz da Serra para quem sabe descolar uma carona de trem de volta a Paranapiacaba. Quando estou debaixo do viaduto da rodovia Piaçaguera, vejo uma baita turma se abrigando da chuva. Todos pareciam estar de mochila e começo me aproximar, chamando a atenção de todos. Já perto, posso confirmar visualmente que é a tal turma que se aventurou na minha frente. Foi muito engraçado confessar a eles que eu era o cara no meio do mato à noite na sexta-feira, mas ao invés de serem ríspidos comigo, todos foram muito bem humorados e todos rimos à beça do susto que lhes preguei. Eles pensaram que eu era um segurança da ferrovia que os havia descoberto. Disseram-me que esperaram um tempão até irem para o túnel acampar. Conheci quem havia me dado o bom dia, e a turma era bem maior do que pensava, estavam em vinte (mas cinco já haviam partido). Muito educados e com o verdadeiro espírito de aventura, ofereceram-me gentilmente compartilhar de seu almoço &#8212; cujo aspecto estava muito bom, mas eu havia comido há pouquíssimo tempo &#8212; contaram-me suas histórias da descida, mostramos uns aos outros as fotos e vídeos que fizemos e compartilhamos as experiências. Todos muito simpáticos, tanto que voltamos juntos à São Paulo. Mas havia uma pergunta que me tinham feito e que eu não consegui explicar: <strong><em>por que fazer isso sozinho?</em></strong></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkxwtmDVEI/AAAAAAAAAwk/Tb_83QO_DGM/DSC00867.JPG?imgmax=640" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkx9Dg-mvI/AAAAAAAAAws/dNBxhJYQwsw/DSC00868.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Tarde chuvosa na chegada a Cubatão | <a href="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkxwtmDVEI/AAAAAAAAAwk/Tb_83QO_DGM/DSC00867.JPG?imgmax=640" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213252756600738882" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkxwtmDVEI/AAAAAAAAAwk/Tb_83QO_DGM/DSC00867.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Os funiculeiros | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213252756600738882" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213253494031210802" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkybovLWTI/AAAAAAAAAxA/RdA8tOsYkIM/DSC00872.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Uma turma espetacular | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213253494031210802" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
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		<title>Expedição na ferrovia funicular abandonada</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 03:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
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		<description><![CDATA[Dando seguimento ao treinamento da minha querida pupila Kad Carol, finalmente fizemos toda a ferrovia funicular abandonada, até Cubatão. Foram pelo menos 3 incursões (com Latuff, solo e com a Kad) até lá tendo que voltar. Pena que o mau tempo não ajudou muito e tivemos que correr. Mais uma vez, apresento os relatos escritos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando seguimento ao treinamento da minha querida pupila <a href="http://www.flickr.com/photos/27349799@N00/">Kad Carol</a>, finalmente fizemos toda a ferrovia funicular abandonada, até Cubatão. Foram pelo menos 3 incursões (com Latuff, solo e com a Kad) até lá tendo que voltar.  Pena que o mau tempo não ajudou muito e tivemos que correr. Mais uma vez, apresento os relatos escritos na própria trip, à mão, por Kad:</p>
<p><strong>30/04/2008</strong><br />
<span style="font-size: 25px;">“</span>Encontramo-nos na Livraria Cultura, eu com toda a sede do mundo, mesmo depois de só quatro dias da <a href="http://blagus.blogspot.com/2008/05/kad-carolina-kad-carolina-me-encontrou.html">nossa última trip</a>. Após o reencontro cheio de novidades e esperanças, andamos rumo ao mercado e o frio batia doído e gelado em nós. Sabíamos que o risco de estar um tanto mais frio em Paranapiacaba era um tanto grande. Tentamos prever o clima que nos esperava, mas se tratando daquele lugar isto era impossível. Arrumando as mochilas, o constante medo de perder o último trem de novo ou esquecer algum detalhe era grande. Enchemos as malas, saímos da casa do Lex às 23h40 (quase a mesma hora da outra vez) e chegando no meio do caminho já sabíamos que não conseguiríamos pegar o último trem.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201877424986706146" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SDDH9RF00OI/AAAAAAAAAI8/Koe5cbHzw0o/HPIM2250.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201877424986706146" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201880285434925826" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDKjxF00wI/AAAAAAAAANU/xw2RPZkmay8/HPIM2400.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Fomos em direção ao Terminal Pq. Dom Pedro, fazer a mesma via sacra da outra vez. Chegando lá, o rapaz do terminal disse que poderíamos pegar um ônibus até a Avenida do Estado para chegarmos mais rápido. Descemos no meio do caminho, mas o lugar era ermo e assustador, nenhum ônibus passou por nós; e o que passou, o paramos e perguntamos ao motorista como faríamos para chegar. Ele nos deu uma carona até o caminho mais próximo, andamos e decidimos pegar um táxi até o Sacomã, já estava perto. Chegando no Terminal, depois de certo tempo Lex se deu conta de que havia esquecido o par de bastões no táxi, bastões que haviam feito sucesso naquela noite (nos pararam para perguntar onde Lex iria esquiar&#8230; clássico!). Lex meio bravo demorou para se conformar com a perda, e eu estava torcendo para que ele não se chateasse justo no começo da trip. Tomamos um café e fomos esperar o ônibus que sairia as 2h10. Entramos no ônibus que estava lotado, todos olhavam para nós assustados, pensando onde iríamos uma hora daquelas. Passado o susto de todos, fomos conversando até Ribeirão Pires, escutando um sertanejo no bus, coisa de interior! Chegando em Ribeirão, combinamos com o taxista um preço até Paranapiacaba, ele também nos olhou meio desconfiado, mas aceitou nos levar, no caminho ele conversava bastante e falava sobre a constante &#8220;fog&#8221; de Paranapiacaba, só para variar disse que éramos corajosos por ir para lá aquela hora.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201879220283036178" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDJlxF00hI/AAAAAAAAALY/Mrj0bmJa3kU/HPIM2302.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878412829184386" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDI2xF00YI/AAAAAAAAAKM/cT2WXpJJTq0/HPIM2277.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDILBF00RI/AAAAAAAAAJU/5E70InOcCkc/HPIM2257.jpg?imgmax=640" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDIChF00PI/AAAAAAAAAJE/kH_KJOM-f1s/HPIM2251.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDILBF00RI/AAAAAAAAAJU/5E70InOcCkc/HPIM2257.jpg?imgmax=640" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Descemos com o coração a mil. O tempo em Paranapiacaba variava e começamos nossa jornada às 4h15. Passamos por uma ruela entre as casas, a luz de Paranapiacaba é linda à noite e misturada à neblina nos passou um clima de horror total. Os feixes de luz amarela cortando a neblina remetem a um cenário de filme à la Zé do Caixão.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201877742814286114" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDIPxF00SI/AAAAAAAAAJc/UFBAM0vXtP4/HPIM2261.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201877742814286114" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878580332908946" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDJAhF00ZI/AAAAAAAAAKU/NTHs-lCJ7Gc/HPIM2278.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878580332908946" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878687707091362" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDJGxF00aI/AAAAAAAAAKc/Jm0ymydhPps/HPIM2280.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878687707091362" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Chegamos na trilha, passamos o primeiro túnel inebriados. Era muito escuro mesmo com a head lamp, assustava um pouco. Decidimos subir o morro ao lado do final do túnel para ir até a trilha onde acamparíamos aquela madrugada, mas na subida não havia trilha, fomos passando e nos agarrando aos matos e arbustos, foi uma subida alucinante; a mochila extremamente pesada, o corpo cansado, quente e úmido aparentava se entregar a qualquer momento. Um misto de medo, emoção e desespero me acompanharam. A subida foi caótica pois a terra estava molhada e havia o risco de rolar morro abaixo com a mochila. Quando não mais agüentava, Lex me avisou que havia pisado em terra firme, fiquei extasiada e arrumei forças para terminar a subida. Achamos nosso ponto de acampamento perto de uma cachoeira, nessa hora já estava garoando forte, e nós dois cansados teríamos que arrumar nossa &#8220;casa&#8221; ainda. Lex cuidou da barraca e eu das mochilas, quando entramos na barraca já estava amanhecendo, conforme havíamos combinado eu tinha que fazer nosso &#8220;almo-janta&#8221;, e acabamos de comer com o dia claro (umas 6h30).</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201877661209907474" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDILBF00RI/AAAAAAAAAJU/5E70InOcCkc/HPIM2257.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201877661209907474" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878159426113890" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDIoBF00WI/AAAAAAAAAJ8/FVlZjcUCugU/HPIM2274.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<p><strong>01/02/2008</strong><br />
Acordamos acabados às 13h, e quando olhamos para fora, o tempo estava horroroso. Decidimos descansar nesse dia, fizemos uma omelete, o tempo estava lindo apesar da cerração. Estava escuro, garoando e uns 16ºC na hora em que eu estava escrevendo. Estava com minha head lamp e Lex dormia. De madrugada, quando eu me mexi no saco de dormir, Lex me disse para ficar calada e não me mexer, havia um gambá dentro da panela de comida, do lado de fora da barraca!</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878782196371890" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SDDJMRF00bI/AAAAAAAAAKo/5lGCTgO1kz4/HPIM2281.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878782196371890" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878984059834834" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDJYBF00dI/AAAAAAAAAK4/crsKe_QCAZU/HPIM2287.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201878984059834834" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201879430736433746" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDJyBF00lI/AAAAAAAAAL4/YYPzo51nEv4/HPIM2352.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201879430736433746" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p><strong>02/05/2008</strong><br />
Passamos o dia todo na barraca de novo por culpa do mau tempo que nos impedia de continuar a trip. Como não havia o que fazer, fui preparar um omelete no capricho, com direito a cebolinha, bacon e outros, mas um pequeno acidente me fez derrubar tudo no chão, minha havaiana queimou no fogareiro porque havíamos decidido a fazer um corta-vento (tragicômico!), depois de quase chorar pela grande perda, partimos para a pizza que também ficou deliciosa. Descansamos e conversamos quase o dia todo já que não havia o que fazer. Estava garoando muito e Lex estava dormindo na hora em que eu estava escrevendo no nosso diário, eu estava com uma sensação indescritível, um misto de felicidade, gratidão e confusão. Como havia dormido pouco, decidi descansar.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201880405694010146" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDKqxF00yI/AAAAAAAAANk/KrQ5FX_8Wow/HPIM2402.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201880405694010146" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201879800103621266" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDKHhF00pI/AAAAAAAAAMY/UXDAEYmnMdA/HPIM2362.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201879800103621266" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201886341338814130" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SDDQERF01rI/AAAAAAAAAU8/S60k-wfAf5g/HPIM2561.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201886341338814130" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Passamos o dia inteiro na barraca, a chuva não deu nenhuma trégua, estávamos receosos de acabar a benzina do fogareiro porque teríamos que ir embora mais cedo já que o tempo não melhorava também. Nesse dia acordamos com a barraca inundada, tivemos que fazer uma limpeza completa. Nesse dia, com a barraca limpinha (aquela altura já parecia nossa casa.. hehehe), deu para descansar e pensar na vida, ficamos a maior parte do tempo calados ou dormindo. Estava escuro na hora que eu escrevia e Lex (pra variar) dormia como uma criança. Quando ele acordou, eram umas 22h, estávamos profundamente entediados e um pouco estressados. Quando olhamos para fora, vimos que o tempo havia começado a melhorar. Felizes com a novidade, fomos para fora, levamos nossos sacos de dormir e fomos bivacar em uma parte estreita que dava uma vista noturna maravilhosa para Cubatão. Lex quase rolou morro abaixo (hehehe) mas demos um jeito e aquela seria a que considero uma das noites mais mágicas da minha vida, tudo era perfeito ali, aquele lugar, a situação, o som do vento, o céu estrelado e limpo, para mim era inacreditável estar passando por aquilo. Naquele momento para mim a terra parou e eu me senti a pessoa mais completa do mundo, eu estava ouvindo Moby e Prince no Mp3, o que me fez viajar mais longe ainda. Como estava muito frio, voltamos para a barraca, e dormimos.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201880702046753650" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDK8BF003I/AAAAAAAAAOM/vqIZVfZmAwM/HPIM2422.jpg?imgmax=640" alt="&lt;/p" /> </a><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201880702046753650" target="blank">&#8220;&#8221; border=&#8221;0&#8243;&gt;</a><br />
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<p><strong>03/05/2008</strong><br />
Quando acordamos estava um dia inacreditavelmente lindo, ficamos extremamente felizes, e como havia a possibilidade de seguirmos viagem e estávamos quase sem combustível, Lex decidiu ir até a vila comprar algum. Eu fiquei lá arrumando as mochilas e quando Lex voltou nos trouxe o maravilhoso querosene e duas coca-colas geladas. Isso nos deu ânimo e seguimos nosso caminho. Lex sofreu um pequeno acidente no morro que estávamos descendo, ficamos preocupados, mas ele conseguiu trilhar. Passadas algumas pontes extremamente podres (algumas com raízes em cima), achamos uma construção mais recente que serviria de abrigo para nós aquela noite (de sábado para domingo). O único detalhe foi que Lex não quis acampar dentro da construção, e sim em cima dela. Tive uma série de problemas com a subida, enquanto ele subia como uma lagartixa (uns 2,5 a 3m de parede). Passados os problemas, montamos acampamento e tivemos uma noção do que nos esperava aquela noite, chegamos na hora certa, vimos o anoitecer estáticos na barraca com aquela visão divina do vale à nossa frente. Lex fez uma comida deliciosa, jantamos cansados e olhando a noite perfeita. De madrugada acordamos com o barulho ensurdecedor do vento (mais parecia um tornado) e a sensação ali era de estar dentro de um balão em pleno voo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201887088663123746" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDQvxF01yI/AAAAAAAAAV0/1s1kqBqH3wU/HPIM2576.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201884193855165794" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SDDOHRF01WI/AAAAAAAAASM/QWEckf4atNo/HPIM2507.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<p><strong>04/05/2008</strong><br />
Amanheceu um dia lindo, fiquei um bom tempo olhando as montanhas enquanto Lex dormia, e quando fechei os olhos, ele me pediu a câmera e tirou uma das melhores fotos da minha vida. Arrumamos acampamento, continuamos a jornada do nosso último dia ali. Fomos curtindo a paisagem, transpassando caminhos de aranhas gigantescas, mais pontes podres (uma pior que a outra), achamos uma construção com uma caixa d´água, fomos explorar e descobrimos que alguém se abrigava ali, haviam diversas garrafas de pinga e umas mandíbulas de cachorro (canibal!), o local tinha uma parca cama, um fogão de lenha e um cacho de bananas, o que indicava que a pessoa iria voltar. Subimos na caixa d´água (6 a 7m); a escada estava podre e bamba, mas a vista era alucinante.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201885611194373650" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDPZxF01hI/AAAAAAAAATo/FIye5c9_hXI/HPIM2534.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201886173835089554" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDP6hF01pI/AAAAAAAAAUs/UOGPh0cIdYw/HPIM2558.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201892341408127218" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDVhhF02PI/AAAAAAAAAZs/Kl4WfqDeVlg/HPIM2665.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Descemos e fomos descobrir um pouco mais do local, Lex desceu uma escada de pedras e em seguida me chamou, o lugar era perdido no meio de um bambuzal, a luz do sol entrecortava as folhas. Quando cheguei no lugar descobri que tínhamos chegado ao ponto alto de nossa trip: o coração do sistema funicular da antiga estrada de ferro Santos-Jundiaí. Era uma casa de máquinas abandonada, tinha maquinários gigantescos que datavam de 1890, eu me senti no século passado, até a luz ali remetia ao passado, tudo era gigantesco, inacreditável e surpreendente, dava para sentir pessoas trabalhando ali, dava para escutar o barulho que as fornalhas deviam fazer. Perdemos um tempo ali, e quando subimos vimos que tínhamos que correr para chegar até Cubatão antes do anoitecer.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201892826739431730" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDV9xF02TI/AAAAAAAAAaM/iYlPHghri04/HPIM2671.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201892826&lt;/p&gt; &lt;p&gt;739431730" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201893226171390306" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDWVBF02WI/AAAAAAAAAak/KgjFrzgQM_o/HPIM2676.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201893767337269666" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDW0hF02aI/AAAAAAAAAbI/KE65GqYE8lE/HPIM2682.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Em certo ponto, nas últimas 2 ou 3 pontes, fomos pelas trilhas paralelas à ferrovia, não podíamos perder tempo. Pegamos trechos muito difíceis de mato alto e trilha fechada, alguns obstáculos e sem poder parar para respirar. A certo ponto começamos a ver luzes entre a mata, e vimos que tínhamos chegado ao pátio da MRS, eis que surgiram os barulhos da estrada e o GPS apontou que já tínhamos chegado. Começamos a respirar e relaxar.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201888823829911426" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDSUxF014I/AAAAAAAAAWo/_5e2FUM6Prs/HPIM2590.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201884597582091666" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SDDOexF01ZI/AAAAAAAAASo/RuykKIJQ_vQ/HPIM2517.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201894222603803106" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SDDXPBF02eI/AAAAAAAAAbo/wCbUiBz4zKI/HPIM2693.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Fomos até o pátio da MRS falar com os funcionários e eles nos avisaram da impossibilidade de pegar uma carona, mas mostraram-nos o ponto de ônibus em direção à rodoviária. Conforme fomos chegando à rodoviária, nos deparamos com um sério problema: eu estava sem cartão do banco, e nosso dinheirinho tinha quase acabado, as 2 passagens deram exatamente o que tínhamos, o ônibus saiu as 19h05. No ônibus conhecemos o carioca Gabriel, gente finíssima, nos despedimos dele no Jabaquara. Fomos em direção a máquina de coca-cola, mas aquela demoníaca não aceitou nossas moedinhas. Fomos em direção ao doce lar do Lex discutindo sobre quem seria o primeiro a tomar banho, depois de arrumar as coisas. Seminovos por culpa do banho, fomos matar a saudade da cidade no McDonald&#8217;s. Chegamos e desmaiamos, a segunda-feira já batia à porta. Segunda tomamos café na padoca, fomos em direção do metrô. Depois de tanto tempo com Lex, foi estranho deixá-lo. Nosso contato nesses dias foi extremo, nossa sintonia nos permitiu se aguentar dois dias enclausurados numa barraca 2&#215;2 olhando um para a cara do outro, às vezes sem falar nada, às vezes pensando, às vezes dormindo. Se fosse para dar errado um teria matado o outro (hehehe, bem que eu queria!). Aprendi muito nessa trip, sobre mim mesma, sobre o Lex, experimentei sensações indescritíveis, sentimentos desconhecidos que só aquele lugar e aquela situação poderiam oferecer. Se eu me arrependo? Só de não ter ido antes!!! <span style="font-size: 25px;">”</span></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201891632738523298" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SDDU4RF02KI/AAAAAAAAAZA/TKCcp_x6si8/HPIM2648.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201885911842084434" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SDDPrRF01lI/AAAAAAAAAUM/AccaD3lpdSw/HPIM2546.jpg?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ExpediONaFerroviaFunicularAbandonada/photo#5201884352768955762" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SDDOQhF01XI/AAAAAAAAASU/zHaHvKm7hJQ/HPIM2512.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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		<title>Kad Carolina</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2008 21:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Kad Carolina me encontrou no Flickr, se admirou com minhas aventuras e me contou de toda sua sede para fazer solos que nem os meus. Sobrava-lhe força de vontade e a faísca da coragem, mas lhe faltava técnica, experiência e equipamentos. Em nossas conversas ela se mostrou bastante capaz e eu resolvi apostar em seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/27349799@N00/">Kad Carolina</a> me encontrou no Flickr, se admirou com minhas aventuras e me contou de toda sua sede para fazer solos que nem os meus. Sobrava-lhe força de vontade e a faísca da coragem, mas lhe faltava técnica, experiência e equipamentos. Em nossas conversas ela se mostrou bastante capaz e eu resolvi apostar em seu treinamento. Aqui vai o relato da Kad, de nossa primeira aventura:</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503539600/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2343/2503539600_814d7621ca.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503772952/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3178/2503772952_10046f1218.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p><span style="font-size: 25px;">“</span>Nos encontramos às 21h, na frente do McDonald&#8217;s. Eu tinha ido fazer uma entrevista de emprego neste dia e marcamos de nos encontrar para conversar um pouco. Quando cheguei, Lex me deu três opções: 1) poderíamos ir a algum lugar qualquer; 2) comprar a cerveja no mercado e tomar em algum lugar ou; 3) ir até a casa dele e pegar o equipamento para ir trilhar no outro dia. É óbvio para quem me conhece que parti para a 3ª opção. Um dia antes havíamos começado a planejar a trip do feriado que viria na semana seguinte e eu já tava alucinada com os planos.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2502714933/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2196/2502714933_cb1820f4ce.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Passamos no mercado, compramos algumas coisas para o dia seguinte, corremos para organizar as coisas e terminamos só 23h20. O tempo estava correndo contra nós (ele sempre corre!), quando chegamos à Estação da Luz  já era 00h04. Perdemos o último trem para Rio Grande da Serra, mas por sorte conhecemos um casal muito legal, Patrícia e Fernando, que conhecia um outro caminho de ônibus, a única coisa que seria viável àquela hora. Pegamos o subway para o Terminal Pq. Dom Pedro. Só tinha um pequeno problema: eu estava vestida socialmente, de salto alto, e passaríamos pelo Glicério (mais famoso como &#8220;Boca do Lixo&#8221;), e não deu outra: Lex estava com o seu boot dentro da mala, ele o calçou e eu pus a papete dele (ficou ridículo), coloquei minha bolsa dentro da mala (eu parecia incrivelmente uma mocinha naquela noite). O Fernando estava alucinado por causa do lugar por onde passaríamos, pediu para que ficássemos calados para não chamar a atenção e nós dois nem aí (com medo, mas nem aí..). O lugar era horroroso, tinha até fogueira embaixo da ponte. Chegamos &#8220;vivos&#8221; ao terminal de ônibus e de lá teríamos que pegar outro ônibus até o Sacomã (via sacra). Descobrimos que o bus só saia as 2:10 da manhã e o jeito foi ir tomar um café e esperar, ainda era 1h20. Nesse tempo pudemos conhecer melhor o casal. No ônibus eles desmaiaram abraçados e nós ficamos escutando música e  conversando, a jornada foi longa. Chegamos em Ribeirão Pires umas 3h00, a cidade estava fantasmagórica e o clima estava gelado. Fernando nos perguntou se tínhamos dinheiro para pegar um táxi (eu tenho a impressão de que ele nos achou esquizofrênicos&#8230; hehehe). Descemos no centro de Rio Grande da Serra porque estávamos sem dinheiro para ir até em casa, andamos uns 3km e chegamos às 4h15 em casa. Eu fiz um café ultra-forte, coloquei um vinil do Pink Floyd e acendi um incenso&#8230; Lex ficou viajando e eu comecei a me preparar para partir. Pegamos correndo o ônibus das 6h, paramos na padaria, tomamos um café reforçado e enquanto esperávamos o ônibus para Paranapiacaba, Lex me deu umas aulinhas de navegação.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503499240/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2189/2503499240_d3991002f7.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Partimos cheios de sede pelo que nos esperava. Passamos em silêncio e agachados pela guarita da MRS, tudo era novo para mim, até o Lex. Eu mais parecia uma criança nadando numa piscina de sorvete. Passamos pelos trilhos e eu tava alucinada, chegando na primeira ponte eu gelei de medo, só consegui passar depois que Lex me deu a mão, o que naquela situação era quase suicídio, mas conseguimos. Do outro lado da ponte, quando olhei para trás, desacreditei no que tinha feito. Tiramos fotos alucinantes dentro dos túneis, passamos por várias pontes e achamos uma casa de máquinas subterrânea, descemos por uma escadinha podre, tudo era lindo, achamos um outro túnel de escoamento de água dentro do túnel, fomos desbravar, eu estava sem minha head lamp, o que dificultou para mim, eu só sentia os morcegos passando sobre minha cabeça.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503592064/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3128/2503592064_bb6b684d8c.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2502733619/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3289/2502733619_dbc863516a.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Continuamos caminhando, paramos dentro de um dos túneis para almoçar e descansar, enquanto Lex fazia o almoço eu fui desbravar as redondezas, achei uma construção não terminada, tinha uma vista linda no alto de um morro. Comemos a goroba do Lex (era gostosa!), ele tirou um cochilo ao som de Supreme Beings of Leasure enquanto eu colhia amoras. Apesar de tanto tempo sem dormir não sentia sono por causa da adrenalina.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503667422/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2206/2503667422_6f0cb0df93.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503686986/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2279/2503686986_117c026217.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503707902/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2016/2503707902_ce1a5fa87a.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2502858989/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2095/2502858989_d96f00d90c.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Depois de levantar acampamento, achamos uma trilha paralela à do trem, seguimos e achamos um rancho possivelmente habitado, seguimos e como não  chegamos a lugar algum voltamos para a trilha original. Quando chegamos na trilha, vimos que o sol estava começando a baixar. Decidimos voltar, passamos pela mesma ponte terrorista (desta vez sem mãos dadas) e começamos a correr quando vimos que o sol estava se pondo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2502904555/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2039/2502904555_e15dcd9b95.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2502896269/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2411/2502896269_90a9bd8815.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503729818/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3006/2503729818_f5e7acfb04.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>O trecho mais difícil foi subir um morro enorme sem pausa. A trilha era na mata e se ficasse escuro seria complicado voltar. No final da subida, Lex me deu uma trégua. Descansamos uns 5 minutos e continuamos, o resto foi mais tranqüilo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503758664/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2132/2503758664_110c6d87fe.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503763040/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2255/2503763040_7f39cdc820.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503769054/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3116/2503769054_2280eb1b8e.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Chegando na Vila, uma sensação inebriante de vitória e superação pairou sobre mim, chegamos na hora certa e assim que entramos no Bar da Zilda, já estava escuro. Comemoramos com duas coca-colas, descansamos um pouco e fomos rumo à minha casa. Chegando em casa, jantamos e Lex decidiu partir, pegou o ônibus às 22h e nos despedimos no frio gelado de Rio Grande da Serra depois de 26 horas juntos sem dormir, acabados mas felizes!<span style="font-size: 25px;">”</span></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503779538/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3102/2503779538_4472f91500.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503787500/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2127/2503787500_2e51f4c7da.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2503792862/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3103/2503792862_02308247e0.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
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		<title>Safari fotográfico ferroviário</title>
		<link>http://blog.blag.us/safari-fotografico-ferroviario/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 01:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Paranapiacaba]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Tendo desencontrado do sr. Ângelo para uma caminhada em trilhas desconhecidas na Serra de&#8230; bem, você já sabe onde, resolvi dar cabo desta situação. Eu tinha que conhecer aquela ferrovia abandonada, seus túneis e perigos. E, claro, fazer fotos de lindos leviatãs de ferro (ok, Latuff, essa fala é sua). ver esta foto &#124; ver álbum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tendo desencontrado do <a href="http://blagus.blogspot.com/2008/04/indo-paranapiacaba-sim-de-novo-falta-de.html">sr. Ângelo</a> para uma caminhada em trilhas desconhecidas na Serra de&#8230; bem, você já sabe onde, resolvi dar cabo desta situação. Eu tinha que conhecer aquela ferrovia abandonada, seus túneis e perigos. E, claro, fazer fotos de lindos leviatãs de ferro (ok, Latuff, essa fala é sua).</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412464728/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2228/2412464728_c463c3157d.jpg?v=0" border="0" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
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<p>Cheguei tarde lá, e entrei na mata por volta das 7h. Tinha que dar a volta, driblando portarias e cabines de vigia com seguranças que fazem de tudo para impedir o acesso à serra. Primeiro, por parte da administração de Paranapiacaba, para que não mais entrem na mata os farofeiros que a devastaram em passado recente; e segundo, da MRS, que já teve muita dor-de-cabeça com imbecis andando nos trilhos dos trens e sofrendo acidentes fatais. Não posso culpar os dois lados pelas restrições, mas ao mesmo tempo não vou limitar a minha aventura a um passeio de vovó com um guia tolo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412544402/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2035/2412544402_caffe73982.jpg?v=0" border="0" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
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<p>Tendo dado a volta e estando a uma distância segura dos vigias, posso iniciar o passeio. Encontro uma picada de asfalto para pessoas, não mais que meio metro de largura, logo à esquerda da ferrovia. É uma trilha muito bonita, permite fotografar as duas ferrovias e é um ótimo lugar para acampar com uma barraca pequena. A viagem segue bem, em alguns momentos até achei fácil demais. Se fosse daquele jeito até Cubatão seria perfeito. Mas nem tudo é perfeito.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412494646/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3022/2412494646_a9b8e387a0.jpg?v=0" border="0" alt="" width="500" height="375" /></a><br />
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<p>A trilhinha que eu seguia foi se tornando fechada, e em alguns momentos bastante difícil. Num ponto mais alto, tive que tomar cuidado para não sair rolando morro abaixo. E logo mais à frente, ela passou a não existir mais, pois a serra se tornou um pouco mais plana. Começo a caminhar pela ferrovia abandonada. O lugar está tão largado que o mato cresceu em volta dos trilhos e tudo o que sobrou foi uma pequena trilha entre eles. Os únicos lugares em que ainda dá para vê-los na íntegra é dentro dos túneis, onde quase não cresce nada por falta de sol. Achei muito triste como um esforço tão grande em ter criado aquela ferrovia, bem como seu valor histórico, foram jogados ao descaso. Mais uma vez: uma trilha linda de ser trilhada, simplesmente trancada a bala a visitação e jogada ao vento.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2411649711/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2252/2411649711_9be940ff0b.jpg?v=0" border="0" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
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<p>Pude ver construções abandonadas que deviam ser esplêndidas em suas épocas. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funicular">sistema funicular</a> é algo muito interessante e esta ferrovia é ponto-chave no crescimento de São Paulo e do Brasil na época cafeeira. Esse é um passeio de aventura pelo estado atual das coisas, mas bem que eu gostaria mais que fosse um passeio histórico de vovó. Nosso país é muito novo e por isso ainda não temos uma cultura de preservação de nossa história. Só daqui muito tempo iremos aprender com nossos erros.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412526354/" target="blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3293/2412526354_ae7c10beff.jpg?v=0" border="0" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
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<p>Enfim, com a mata fechando cada vez mais, tenho que sacar o facão para abrir a trilha. Em determinados momentos nem mais é possível determinar se estou no caminho certo ou não; o mato cresceu tanto que cobriu os trilhos e somente vez ou outra vejo um poste em meio a árvores que crescem, ou dou a sorte de encontrar uma ponte.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412554144/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2173/2412554144_2dbc747f1a.jpg?v=0" border="0" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
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<p>As pontes são um caso à parte, dou a sorte de estar vivo para contar essa história. Estão num estado de podridão tão grande, que o parco caminho para pedestres simplesmente não existe mais. Lembra-se da ponte do Indiana Jones? As de lá, acredite, são piores. Tive que caminhar cuidadosamente sobre os trilhos corretos (alguma seções já apodreceram por completo), que, em alguns momentos, nem tem mais o dormente embaixo. A altura dessas pontes varia ente 30 e 100 metros. Andar olhando para os trilhos e ver o deslocamento da mata abaixo em velocidade diferente causa tontura, e requer uma pausa a cada poucos metros. Imagine-se estar de pé em dois trilhos podres a 100 metros de altura, sem nenhum lugar para se agarrar caso aquilo desmorone sobre a mata, e você terá uma idéia do que é estar lá. Tive que atravessar umas quatro pontes dessas.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412562294/" target="blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2375/2412562294_89ac6c341a.jpg?v=0" border="0" alt="" width="500" height="375" /></a><br />
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<p>O mato cresce, e esse em sua grande maioria é composto de uma maldita espinheira que não se corta com meu facão (novinho, iniciei seu uso nesta jornada). Meu braço está vermelho e todo arranhado. Suor me escorre às bicas. Avanço muito lentamente. Em determinado momento, o mato está tão alto e tão impenetrável que preciso refletir sobre a continuidade. O GPS me diz que ainda é metade do caminho à Cubatão e o relógio aponta 13h. Finalmente chego a um ponto em que o mato me vence. Volto com uma dor no coração de não chegar a meu destino e de ver um lugar tão espetacular nesse estado deprimente. Por fora, sujo, rasgado, cansado, dolorido, queimado de sol, machucado, arranhado, mas por dentro novo. Novo por ter habitado no mundo real um lugar que habita os meus sonhos.</p>
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		<title>O coreano mais gente boa do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 01:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Indo à Paranapiacaba (sim, de novo, falta de dinheiro) para quem sabe desta vez terminar meu safári fotográfico ferroviário (esse parece ser o tema do ano), conheci o corano mais gente boa do mundo: o sr. Ângelo (claro que o nome dele em coreano não é esse, mas nem tentarei lembrar o nome dele). ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Indo à Paranapiacaba (sim, de novo, falta de dinheiro) para quem sabe desta vez terminar meu safári fotográfico ferroviário (esse parece ser o tema do ano), conheci o corano mais gente boa do mundo: o sr. Ângelo (claro que o nome dele em coreano não é esse, mas nem tentarei lembrar o nome dele).</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2412315082/" target="blank"><img title="Sr. Ângelo" src="http://farm4.static.flickr.com/3088/2412315082_a81d313654.jpg?v=0" border="0" alt="Sr. Ângelo" width="375" height="500" /></a><br />
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<p>Encontrei-o na Estação da Luz, às 4h da matina. Depois de um bate-papo inicial, ele ofereceu-se para trilhar junto, pois conhecia trilhas lá que ninguém mais conhecia. Claro que eu não podia rejeitar um convite desses e me aventurei na mata com ele.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2411493167/" target="blank"><img title="Cardápio de hoje: comida coreana" src="http://farm3.static.flickr.com/2188/2411493167_d7ab3e4425.jpg?v=0" border="0" alt="Cardápio de hoje: comida coreana" width="500" height="375" /></a><br />
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<p>Asiáticos são conhecidos por serem reservados. O sr. Ângelo me surpreendeu. Dividiu toda sua comida comigo e foi gentil a ponto de fazer almoço para nós &#8211; como eu tinha o objetivo de somente fotografar trens, não levei nada de comer, somente alguns sanduíches (que obviamente dividi em uma dessas pausas).</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2411480519/" target="blank"><img title="Pagando sapo" src="http://farm4.static.flickr.com/3265/2411480519_5332b2ce94.jpg?v=0" border="0" alt="Pagando sapo" width="500" height="375" /></a><br />
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<p>No final, combinamos de fazer mais uma trilha na próxima semana.</p>
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		<title>Mais aventuras na Serra de Paranapiacaba</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 18:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, o revéillon. Já virou tradição eu estar acampado em algum lugar longínquo na hora da virada. Quase sempre sem fogos, sem brilho, muitas vezes sem espumantes, e em tantas outras sem um bom abraço. Solitário? É, bastante. Incompreensível para muitas pessoas. Mas para mim é um momento que deve ser assim mesmo, de paz, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, o revéillon. Já virou tradição eu estar acampado em algum lugar longínquo na hora da virada. Quase sempre sem fogos, sem brilho, muitas vezes sem espumantes, e em tantas outras sem um bom abraço. Solitário? É, bastante. Incompreensível para muitas pessoas. Mas para mim é um momento que deve ser assim mesmo, de paz, de calma, de silêncio, de reflexão. E de boa aventura! Adrenalina circulando nas veias, estar isolado a mercê do próximo lance é minha comemoração. Iniciar uma nova volta ao sol fazendo o que eu mais gosto na vida é uma ótima forma de iniciá-la. Além disso, acampar me faz sentir um homem mais completo: tenho meu objetivo para cumprir no dia, à noite tenho que arrumar a casa, em alguns casos lavar a roupa, depois preparar a janta.</p>
<p><!-- DSC00162.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172257300/" target="blank"><img title="vista dentro da barraca, à noite" src="http://farm3.static.flickr.com/2006/2172257300_12414db598.jpg?v=0" border="0" alt="vista dentro da barraca, à noite" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172257300/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>E no dia seguinte lavar a louça,  limpar a casa, empacotar tudo e seguir novamente. Eu carrego tudo que preciso comigo, e aquilo é tudo que eu tenho para sobreviver. Sem carro do ano, status profissional, ambição, competitividade, reuniões e conflitos. Simplesmente sobreviver. E parece que estamos tão acostumados à complexidade de ser urbano que fazer isso nos parece tão impossível! Mas, respiremos fundo, joguemos o mochilão às costas e encaremos o desafio</p>
<p><!-- DSC00155.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172255264/" target="blank"><img title="Arrumando o equipamento antes da partida" src="http://farm3.static.flickr.com/2216/2172255264_39861565ba.jpg?v=0" border="0" alt="Arrumando o equipamento antes da partida" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172255264/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Dia 28 foi um dia agitado, fiz as últimas compras e desta vez por uma séria limitação financeira tive de ser, hum, minimalista. Quase sempre me entupo de barrinhas de cereal, mas dessa vez o curto orçamento me obrigou a ser mais limitante. O que não é de todo ruim, pois acaba-se descobrindo coisas interessantes, como por exemplo a sugestão de damasco sêco que minha querida amiga Maiaty sugeriu (ok, eu não gostei, mas isso é apenas meu gosto pessoal). Ou ainda que o fusili mais barato do mercado é uma porcaria. Que molho de tomate é tudo igual e compensa mil vezes mais comprar o barato extrato de tomate do que a mais cara Pomarola. Enfim, peguei metrô, trem (ah, a bela estação da Luz) e o ônibus à Paranapiacaba. O pouquinho que escrevi em meu diário foram as seguintes palavras:</p>
<p><em>&#8220;A tensão que se consta ao iniciar a jornada é muito menos sobre seus perigos; entre eles estão a ânsia de chegar logo; se algum item fora esquecido, como uma peneira &#8211; acabei de lembrar &#8211; mas é principalmente se estou seguindo o caminho certo. É tão estranho ter a liberdade de ir onde seu coração manda. Mas aí o trem começa a se mover e peregrinar pelas estações de seu trajeto, essas incertezas ficam para trás e tudo se torna mais calmo.</em></p>
<p><em>Me é de um prazer místico andar de trem. Só lamento profundamente que isso seja bem menos nobre e muito mais limitado no Brasil&#8221;</em></p>
<p>O problema de se fazer um solo é nunca ter tempo para nada! Há tanta coisa a ser feita que eu sempre acabo deixando o relato de lado. Estas palavras que você está lendo estou escrevendo cinco dias após a viagem (e eu espero que alguém vá ler isso aqui). Em tempo, cheguei à Paranapiacaba à noite, dei uma pequena avançada na mata e acampei por lá. No dia seguinte dei uma bela enrolada pois não sabia exatamente o que fazer da vida.</p>
<p><!-- DSC00167.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172260252/" target="blank"><img title="Acampamento pela manhã" src="http://farm3.static.flickr.com/2056/2172260252_02c5610944.jpg?v=0" border="0" alt="Acampamento pela manhã" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172260252/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>À tarde, &#8220;dei uma carona&#8221; para uma galera que estava a procura de uma cachoeira na mata. Os guiei até um ponto conhecido do Rio Moji e depois disso segui minha viagem: havia decidido subir o rio até sua nascente. A questão é que eu já sabia que sua nascente estaria em meio a cachoeiras no meio da mata e que me levaria até a ferrovia. Que eu iria passar debaixo de pontes altíssimas e ter um lindo visual. Rio acima, aqui vamos nós. Agora não seria mais uma simples trilha. Eu estava subindo o rio pelo próprio rio e não por uma trilha, e essa era uma tarefa nada fácil: subir nas pedras, atravessar lagos, machucar meus pés em fundos de pedra que não podia prever&#8230; um tanto perigoso para uma pessoa sozinha. E veio a chuva e com ela a promessa de escurecer o dia.</p>
<p>Armar acampamento debaixo de chuva não é a tarefa mais agradável do mundo. Você sabe que cada segundo a mais é mais água com a qual terá que dormir e arriscar-se à uma hipotermia e o trabalho de ter que esperar secar ou carregar um equipamento molhado (e muito mais pesado). E desta vez minha amaldiçoada Eureka não quis ajudar: a vareta quebrou, não tinha espaço suficiente para colocá-la, enfim, uma hora de briga pra levantar o acampamento. Me enfiei dentro da barraca com apenas meu saco impermeável de roupas secas, sleeping bag, isolante e os equipamentos eletrônicos. O resto, deixei do lado de fora, ainda dentro do mochilão, este devidamente protegido pela sua capa-caramujo.</p>
<p>Normalmente cozinho à noite, mas a minha Eureka não permite essa façanha: mancada do designer da tenda, mancada minha ao não percebr isso ao comprá-la (e não foi barata). Depois de um tempo consegui dormir, tomando o cuidado de não encostar o sleeping bag na poça d&#8217;água ao fundo da barraca. No meio do sono, numa dessas viradas de lado senti como se estivesse sobre um colchão d&#8217;água: a barraca estava praticamente flutuando sobre uma bela poça que se fez debaixo dela. A sensação de saber que você está molhado, sob chuva e sob a ameaça de perder o sono e ter uma possível hipotermia sozinho no meio da mata em que ninguém passa, a cinco dias de alguém notar que você teria sumido, não é lá muito agradável. E tentar dormir sob essa sensação é algo quase impossível. Coisa que eu só consegui, quando num determinado momento da madrugada (ou da manhã) senti que a chuva parou e que meu berço não flutuava mais.</p>
<p>No dia seguinte, um belo sol: ótima oportunidade para colocar tudo para secar sobre as quentes pedras, preparar a janta perdida na noite anterior e dar uns mergulhos no lindo lago logo acima. Eu já estava num ponto do rio a que ninguém tinha acesso. Então, desde a noite anterior, já não estava preocupado com roupas. Nadar nú é uma sensação deliciosa e acho que todo ser humano deve fazer um dia (banheira de motel não conta).</p>
<p><!-- DSC00188.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172261826/" target="blank"><img title="Mas que diabos é isso ?" src="http://farm3.static.flickr.com/2006/2172261826_f87f99f404.jpg?v=0" border="0" alt="Mas que diabos é isso ?" width="375" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172261826/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Ao alto e avante, sigo subindo o Rio Moji. E conforme vou evoluindo, ele vai se tornando cada vez mais vertical. Subo por rochas gigantescas, e vez ou outra faço uma pausa para um banho em alguma piscina natural. Em um de seus esperados encontros, tenho que virar à direita em um de seus afluentes para seguir seu curso original. Aí ele se fecha bem mais, tornando-se cada vez menor (a vantagem de subir um rio) e mais íngreme. Começo a ter que usar minhas técnicas de escalada e fazer maior uso dos meus bastões.</p>
<p><!-- DSC00190.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171472415/" target="blank"><img title="Subindo o rio com pontes e trens ao fundo" src="http://farm3.static.flickr.com/2206/2171472415_98670d047d.jpg?v=0" border="0" alt="Subindo o rio com pontes e trens ao fundo" width="375" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171472415/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Depois de alguma caminhada já podia avistar as duas pontes da ferrovia. Ao fundo vejo a <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2129101950/">ponte da discórdia</a> em que Latuff e eu voltamos na nossa <a href="http://blagus.blogspot.com/2007/12/aventuras-na-serra-de-paranapiacaba-h.html">última incursão à Paranapiacaba</a>.</p>
<p>A subida torna-se cada vez mais íngreme e perigosa. Escalar de mochilão carregado, e sem os referidos equipamentos para isso, não é lá muito seguro. Mas o ímpeto de conhecer as entranhas de um lugar que me persegue espiritualmente fala mais alto. Tenho que conquistar essse lugar, conhecer seus segredos, e assim poder me conhecer. Aventurar-me, perder-me, apaixonar-me. Tudo isso com a compania de lindos leviatãs de ferro.</p>
<p><!-- DSC00199.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171475507/" target="blank"><img title="Vista da Serra" src="http://farm3.static.flickr.com/2164/2171475507_ffa376762d.jpg?v=0" border="0" alt="Vista da Serra" width="500" height="375" /></a></p>
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<p><!-- DSC00197.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172264850/" target="blank"><img title="Composições passam a cada poucos minutos" src="http://farm3.static.flickr.com/2311/2172264850_c2b63e4598.jpg?v=0" border="0" alt="Composições passam a cada poucos minutos" width="375" height="500" /></a></p>
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<p>De insegura a escalada começa a ser tornar insana. Em certos trechos tenho que agarrar-me à precários arbustos, fendas nas rochas e confiar em apoios nada confiáveis. Tenho a impressão de estar chegando a um ponto em que não será mais possível progredir. E a neblina tomando conta da Serra, imitando o preâmbulo da chuva de ontem não me agrada. Pedra molhada é pedra inescalável. Tudo se fechou ao meu redor e agora eu estou escalando uma cachoeira confinada entre duas paredes. Paredes essas que levam a patamares que parecem muito confortáveis e que levam à ferrovia. Mas em nenhum lugar, como até pouco tempo parecia, existem acessos que levam a este piso superior.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://img228.imageshack.us/img228/4162/mapatu7.jpg" target="blank"><img title="Mapa do acampamento" src="http://img228.imageshack.us/img228/4162/mapatu7.th.jpg" border="0" alt="Mapa do acampamento" /></a></p>
<p><a href="http://img228.imageshack.us/img228/4162/mapatu7.jpg" target="blank">ver este mapa</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Acho uma pequena queda d&#8217;água, de apenas um metro e meio, que não me permite progredir. Caí dela três vezes e prefiro não me arriscar a quebrar algum osso neste lugar isolado. Neste andar há uma pedra muito inclinada, que tem o tamanho pouco maior que minha barraca e um espaço horizontal com algumas pedras em que posso cozinhar. Hoje é dia 31, o tempo está fechando, é bom descansar e posso não encontrar outro platô como esse no próximo piso. Decido passar meu revéillon aqui.</p>
<p><!-- DSC00211.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172278016/" target="blank"><img title="Pequena queda d'água intransponível" src="http://farm3.static.flickr.com/2413/2172278016_804608068b.jpg?v=0" border="0" alt="Pequena queda d'água intransponível" width="375" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172278016/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Nessas aventuras, você sabe que um dia vai ter que acampar em lugares inóspitos, desconfortáveis. Mas ter que acampar toscamente em cima de uma pedra inclinada, do lado esquerdo uma parede de 3 metros e do lado direito outra de 1 metro não é algo que quero fazer novamente. &#8220;Essa noite não posso me apoiar na parede da barraca&#8221;, fiquei me repetindo continuamente. Se eu me apoiasse na parede da barraca, iria despencar com ela de 3 metros, provavelmente quebrar algum osso (e na minha anatomia aerodinâmica isso não seria dificil) e, de quebra, ser asfixiado pela barraca. E se apoiasse no outro lado, sairia rolando pela pedra envolto em minha tenda amarela, cair no córrego e sabe-se lá mais o quê. Mas a chuva não chegou, ainda tenho luz do dia para cozinhar (não seria seguro andar sobre essa pedra somente de lanterna) e não quero me assustar tanto com essas previsões macabras (só o suficiente para eu me lembrar de não me virar à noite).</p>
<p><!-- DSC00209.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171486415/" target="blank"><img title="Delicadamente equilibrado sobre uma rocha. Cozinhar fora menos complicado" src="http://farm3.static.flickr.com/2388/2171486415_a2e7b89f44.jpg?v=0" border="0" alt="Delicadamente equilibrado sobre uma rocha. Cozinhar fora menos complicado" width="375" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171486415/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Jantei meu padrão de revéillon: feijoada! Apesar dos problemas que me cercavam, eu até que estava bem: ainda não havia chovido, meu acampamento estava [precariamente] armado, tinha água até o final de minha existência e comida para mais uns três dias: não precisava me arriscar a nada. Só ter calma e paciência. À meia noite acordei um pouquinho e dei uma olhada para fora da barraca: dava para ver alguns flashes no céu, vindos do longe. Tranquilamente sentando na frente do meu computador, como estou agora, custa-me enxergar o quão incômodo foi estar lá. Mas li tantas vezes sobre essas situações e compreendi como é impossível para certas pessoas não se desesperar. Me perguntava se teria que ser resgatado de helicóptero, de rapel pela ponte abandonada (onde eles iriam ancorar a corda naquela ponte podre?), já estava até armando planos de como contatar o mundo exterior para minha busca. Seria espetacular sair dali pendurado num helicóptero, mas insuportável a vergonha de ser resgatado (ah, meu orgulho do tamanho de um bonde). Mas me confortava saber que estava tudo bem, eu não passava nem frio nem fome nem estava machucado. Só precisava de uma corda esticada, uma fita e um cordim para fazer prussik e subir pela corda.</p>
<p><!-- DSC00213.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172279512/" target="blank"><img title="Nem os trens dava para ver na neblina" src="http://farm3.static.flickr.com/2108/2172279512_55317b2e9f.jpg?v=0" border="0" alt="Nem os trens dava para ver na neblina" width="500" height="375" /></a></p>
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<p>Virei costumeiramente durante a noite, mas em momento nenhum me apoiei nas paredes da tenda. Sobrevivi à minha própria casa esta noite. Bem depois de clarear, botei a cabeça para fora e vi primeiro dia de 2008, que não me pareceu muito agradável: uma neblina pouco menor que a do dia anterior, mas ainda assim fazia parecer que o mau tempo dominava. Já que eu não tinha muita opção, resolvi virar de lado e dormir mais até o tempo parecer um pouco melhor. Algumas horas mais tarde  resolvi levantar, e comer meu café da manhã (o padrão de todas as manhãs de todos meus acampamentos): pizza. Acho tão míope a visão que acampamento é sinônimo de Miojo: meu cardápio inclui sempre feijoada, fusili, risotos, legumes e pizzas. Aliás, sobre risotos, desta vez o orçamento não permitiu, mas num próximo eu vou comprar um risoto do fast-food italiano Spoleto. Nestes fast-foods de shopping a comida já vem quase sempre preparada em saquinhos, que é só aquecer. Basta negociar com eles a compra do prato predileto!</p>
<p>De volta ao acampamento, precisava saber se o tempo estava ruim somente onde eu estava ou no resto das geografias também (o microclima da Serra é diferente do clima do litoral e diferente do clima da planície também). Aproveitei a oportunidade para conhecer um pouco de radioamadorismo e conhecer o HT que o Latuff me emprestou. Como ele não tinha bateria, improvisei uma ligação com a bateria da <a href="http://www.dpreview.com/reviews/sonydscf717/" target="blank">minha câmera</a>. Depois de ouvir algumas várias conversas em um bom tempo de radio-scan, fiquei ligado num bate-papo de radioamadores. Eu não tinha potência para transmitir, e enquanto não fosse uma emergência não o queria fazê-lo (ainda não tenho licença para uso deste transceptor). Uma frase me deu o maior alívio: com um sotaque tipicamente do interior um dos senhores disse que ali no litoral estava um calor infernal de 31ºC. Ufa, não precisaria esperar mais um dia ali para o tempo melhorar. Mas, como cada problema ao seu devido tempo, eu tinha um novo conflito: tentar subir mais, descer ou pedir resgate? Vamos por partes: eu não estava machucado, tinha comida para mais 3 dias, água infindável: não era uma emergência. Desescalar é muito mais dificil que escalar, então subir me parece a melhor opção. Só que nessa tentativa, de subir aquela besta queda d&#8217;água de 1 metro e meio, mesmo sem nenhum peso às cosats, levei mais alguns tombos e fui vencido. Posso ser insistente, mas não devo ser idiota: não dava para subir. Então, só restou uma alternativa, estava que eu estava evitando de toda a forma: a temida descida. Eu havia subido quedas d&#8217;água de mais de 3 metros, com muito custo, arranhões e quase queda.</p>
<p><!-- DSC00205.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172272754/" target="blank"><img title="Desescalando" src="http://farm3.static.flickr.com/2005/2172272754_8b1340e129.jpg?v=0" border="0" alt="Desescalando" width="375" height="500" /></a></p>
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<p>Descendo com muito cuidado, planejando cada desescalada e descansando muito bem entre cada uma delas aos poucos fui revendo os passos que segui no dia anterior. Eram pelo menos 4 grandes quedas d&#8217;água, que variavam de 2 a 4 metros. Bem depois de ter deixado minha antiga morada para trás, pude ver que a neblina estava só na Serra mesmo e que agora havia um lindo dia de sol para caminhar. Saí das claustrofóbicas paredes, voltei para as pequenas quedas d&#8217;água, que agora eram uma brincadeira para descer, e finalmente cheguei àquele esperado encontro de afluente com o rio Moji. É um sentimento de tanta grandeza sair da trilha normal e enfrentar um rio, andar em meio a gigantes construções abandonadas. Sempre quis saber qual era a visão de uma pequena formiga ao caminhar pelas paisagens que para ela formavam as voltas de meu acampamento. É dentro deste sentimento tão ambíguo de grandeza e pequenes que eu me encontro quando ali estou.</p>
<p><!-- DSC00203.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171480631/" target="blank"><img title="Mim ser forte e ter cara de mau" src="http://farm3.static.flickr.com/2163/2171480631_f3d34b5eb8.jpg?v=0" border="0" alt="Mim ser forte e ter cara de mau" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171480631/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Agora a viagem tomou um rumo mais normal, voltando a descer o rio como já o fizera antes. Desci até encontrar o lago no qual já acampei algumas vezes, incluindo o revéillon de 2006. Que diferença foi ter espaço, horizontalidade e paz para poder fazer minha janta calmamente. Dormi olhando para o céu, sem a proteção de chuva da barraca, estava quente e uma noite agradável.</p>
<p><!-- DSC00223.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171501663/" target="blank"><img title="A gororoba está quase pronta" src="http://farm3.static.flickr.com/2409/2171501663_963f906dbe.jpg?v=0" border="0" alt="A gororoba está quase pronta" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171501663/" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/2008/" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Na manhã seguinte (do dia 2) estava ensaiando para acordar, quando peguei no sono de novo&#8230; então do lado de fora da barraca um homem muito parecido com meu pai estava olhando a barraca muito curiosamente, do lado de fora. Ele estava dando a volta em torno do acampamento, tentando compreender quem era esse maluco acampado sozinho lá. Me esforcei para ver se aquele homem era meu pai mesmo, me esforcei muito para olhar para o rosto dele&#8230; e este esforço se reverteu num susto que me fez acordar. Acordei olhando exatamente para o mesmo ângulo, cores e texturas da barraca do meu sonho, só que sem o homem lá. Lembro-me do &#8220;ah&#8221; de susto ao acordar. E de ter falado &#8220;caralho, como isso foi real&#8221;. Era como se apenas aquele homem tivesse desaparecido. Nunca tive algo tão surreal. Depois do susto me senti tão são quanto nunca senti&#8230; tive uma visão sozinho no meio do mato, sozinho por 4 dias e mantive a calma. Sou um sujeito muuuuito estável mesmo.</p>
<p><!-- DSC00228.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172295434/" target="blank"><img title="Logo após acordar de um sonho muito real" src="http://farm3.static.flickr.com/2278/2172295434_7f908dd2e4.jpg?v=0" border="0" alt="Logo após acordar de um sonho muito real" width="375" height="500" /></a></p>
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<p>Como minhas pizzas, tomo meu suco de manga, lavo louça, guardo a roupa seca, armo a mochila. Esse ritual deve levar umas 3 horas, todo dia. Sozinho é tudo mais dificil: mais equipamento, mais peso a carregar, mais tarefas a executar sozinho, mais atenção a ser dada a cada mínimo detalhe: quando você está sozinho não há muita margem para erro. A descida pelo rio até Cubatão é uma velha conhecida, mas desta vez com bastante tempo para aproveitar cada laguinho no meio do caminho: caminhar um pouco, mergulhar, que vida. Sou uma pessoa de muita, muita sorte mesmo. Poder viver para fazer isso. Lembrei-me da minha mãe me criticando por sofrer tanto, fazer tantas cicatrizes me enfiando no meio do mato com peso às costas e muitas vezes debaixo de chuva. Só estando lá no meio para poder compreender que o sofrimento (depois do devido treinamento) é ínfimo perto da grandiosidade de espírito a que se chega ali.</p>
<p><!-- DSC00224.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171503377/" target="blank"><img title="Uma das partes mais bonitas do rio Moji" src="http://farm3.static.flickr.com/2255/2171503377_ed662f96ac.jpg?v=0" border="0" alt="Uma das partes mais bonitas do rio Moji" width="500" height="375" /></a></p>
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<p>Chegando em Cubatão já até conheço a saída que leva à casa do seu João, um senhor que vive sozinho numa simples cabana ao pé da Serra. O conheci na última vez que desci o rio, fazendo um treinamento de sobrevivência, cujo vídeo está para ser editado e postado no YouTube há um tempão (mas isso é outra história). Tomei o delicioso café feito na lenha e bati um bom papo com seu João. Aprendi novas coisas sobre aquele lugar e rumei para o pátio de chegada das composições que passaram tantas vezes por mim em tantos acampamentos.</p>
<p>Tenho que me beliscar continuamente, pensando &#8220;eu estou aqui&#8221;, quando eu sinto que sou o personagem de algum comercial de TV que mostra coisas que você nunca vai fazer, mas representam sonhos que todo mundo tem, como&#8230; pegar carona num trem de carga. Quem nunca quis uma vez na vida se aventurar assim? Pois eu havia feito. Estava a bordo de uma locomotiva de volta a Paranapiacaba.</p>
<p><!-- DSC00229.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172296228/" target="blank"><img title="Quem nunca sonhou em viajar num trem de carga ?" src="http://farm3.static.flickr.com/2250/2172296228_6d3e6d7ea2.jpg?v=0" border="0" alt="Quem nunca sonhou em viajar num trem de carga ?" width="375" height="500" /></a></p>
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<p>Pude curtir e fotografar muito o caminho de volta, a bordo do meu querido leviatã de ferro. Passei sobre meu acampamento do revéillon, e que completude poder ter a vista que eu tanto fantasiei lá de baixo como seria.</p>
<p><!-- DSC00259.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2171512953/" target="blank"><img title="Outra vista do meu acampamento" src="http://farm3.static.flickr.com/2024/2171512953_c29d4b2517.jpg?v=0" border="0" alt="Outra vista do meu acampamento" width="500" height="375" /></a></p>
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<p>Ao chegar, desci disfarçadamente da locomotiva e voltei à vila. Aproveitei para fazer algumas fotos, tomar uma Coca-cola (ah, que prazer incrível) e comer algo que não tivesse sido feito por mim. Eu estava sujo, machucado, fedorento mas inteiramente rejuvenescido.<br />
<!-- DSC00259.JPG --></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172301308/" target="blank"><img title="Viajando de trem" src="http://farm3.static.flickr.com/2077/2172301308_81fde37b07.jpg?v=0" border="0" alt="Viajando de trem" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>Aventuras na Serra de Paranapiacaba</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 14:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Paranapiacaba]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo que estava marcando um safári fotográfico ferroviário com meu grande amigo Carlos Latuff. Além de palco de boa parte dos meus sonhos (sonho com caminhadas em Paranapiacaba pelo menos uma vez por mês), o lugar é simplesmente lindo. É lamentável que um governo corrupto, que não investe na óbvia solução ferroviária no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo que estava marcando um safári fotográfico ferroviário com meu grande amigo Carlos Latuff. Além de palco de boa parte dos meus sonhos (sonho com caminhadas em Paranapiacaba pelo menos uma vez por mês), o lugar é simplesmente lindo. É lamentável que um governo corrupto, que não investe na óbvia solução ferroviária no nosso país e uma empresa privada voltada somente aos lucros (MRS, nesse caso) fazem com que a maravilhosa Serra de Paranapiacaba acabe sendo um quintal cercado, protegido à bala.</p>
<p>Explico minha indignação: já tentei fazer a coisa como manda o figurino. Há alguns anos liguei na MRS, expliquei tudo tim-tim por tim-tim a eles, sobre a minha paixão por trens, fotografia e a exuberância da Serra, mas além da truculência do atendimento, foi vetada como insanidade minha vontade de participar de uma viagem lado-a-lado com o maquinista. Mas quem disse que isso é limitação? A tecnologia, cara-de-pau e espírito de aventura estão aí para isso.</p>
<p>Em tempo, o que queremos saber é da viagem e não vamos mais perder tempo.</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2129091464/" target="_blank"><img title="Estação da Luz, 4:00 da matina" src="http://1.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2ALA-wvouI/AAAAAAAAADg/I8WvHyQxE3A/s320/DSC03755.jpg" border="0" alt="Estação da Luz, 4:00 da matina" width="320" height="240" /></a><br />
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<p><span style="font-size:180%;">S</span>aímos às 3:30 da manhã de casa, na região da Paulista. O primeiro trem para Rio Grande da Serra parte às 4:00. O roteiro para chegar à Paranapiacaba é o seguinte:</p>
<p>1. Trem da estação da Luz à Rio Grande da Serra às 4:00</p>
<p>2. Ônibus de RGS à Paranapiacaba, cujo primeiro é às 4:30</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2129091750/" target="_blank"><img title="Estação de Rio Grande da Serra, 5 da matina" src="http://1.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2AL2-wvovI/AAAAAAAAADo/7rh2meXGdzk/s320/DSC03758.jpg" border="0" alt="Estação de Rio Grande da Serra, 5 da matina" width="320" height="240" /></a><br />
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<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2128320439/" target="_blank"><img title="Túneis perdidos em meio à mata" src="http://2.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2AREOwvowI/AAAAAAAAADw/laVTDvStzQs/s320/DSC03770.jpg" border="0" alt="Túneis perdidos em meio à mata" width="320" height="240" /></a><br />
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<p>Ainda na escuridão da madrugada, adentramos na mata. Eu conheço muito bem a cadeia de montanhas ali, já acampei e trilhei por toda a região. Além disso, nosso suporte tecnológico contava com:</p>
<p>1. GPS com demarcação dos pontos relevantes e da ferrovia vetoriada, carta topográfica do terreno e bússola<br />
2. Lanterna led movida à dínamo (dispensa pilhas)<br />
3. Câmeras fotográficas (minha Sony Cybershot F717 e a do Latuff, uma&#8230; xi, esqueci. Me passa qual é, Latuff)</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2129101950/" target="_blank"><img title="A ponte da discórdia" src="http://2.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2ATrOwvoxI/AAAAAAAAAD4/jZkYqLVCx_o/s320/DSC03778.jpg" border="0" alt="A ponte da discórdia" width="320" height="240" /></a><br />
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<p>Na Serra de Paranapiacaba existem duas linhas de trem, que descem a serra paralelamente: uma ativa, com sistema de cremalheira, e outra completamente abandonada, apodrecendo em meio à mata, ainda em sistema funicular. Nosso objetivo era explorar essa linha abandonada, pois afinal, a ativa é extremamente movimentada, e, é claro, de trânsito absolutamente proibido. Enfim, iniciamos a trilha, seguindo o velho trilho. Após o terceiro túnel, nos deparamos com uma ponte bastante extensa, o que gerou uma discussão polêmica com meu amigo: de um lado eu queria atravessar aquela ponte, com o máximo de cuidado e atenção, e do outro lado o Latuff, que além de não gostar muito de altura, acreditava ser perigosa demais para atravessá-la, pois esta poderia ruir com nosso peso.</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2128325945/" target="_blank"><img title="à esquerda, a ponte velha, e à direita a via ativa" src="http://3.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2AVIewvoyI/AAAAAAAAAEA/483U9Ld-Oks/s320/DSC03779.jpg" border="0" alt="à esquerda, a ponte velha, e à direita a via ativa" width="320" height="240" /></a><br />
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<p>Não chegando a um acordo, e com muito bate-boca (mas sem nunca abalar a amizade), a única solução foi descer até a linha ativa, atravessar a ponte desta linha e voltar ao trajeto original.</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2129104864/" target="_blank"><img title="Pegos em flagrante" src="http://4.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2AWIuwvozI/AAAAAAAAAEI/pg64tPyjjSM/s320/DSC03782.jpg" border="0" alt="Pegos em flagrante" width="320" height="240" /></a><br />
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<p>Assim que entramos na via ativa, uma composição nos surpreendeu: demos de cara com ela. E eles com certeza alertaram a torre sobre nossa presença.</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2128336373/" target="_blank"><img title="A corrida de volta" src="http://4.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2AhBuwvo1I/AAAAAAAAAEY/M9EGQIC7CAw/s320/DSC03791.jpg" border="0" alt="A corrida de volta" width="320" height="240" /></a><br />
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<p>O pensamento foi o seguinte: se nos escondermos, e a próxima composição não confirmar a nossa presença, eles talvez nos dêem sossego achando que somos algum trilheiro perdido na mata. Então nos escondemos no meio do mato, embora nosso esconderijo fosse um tanto precário: além da mata baixa, eu estava com uma camiseta azul e o Latuff com uma camiseta cinza-claro. Não são as roupas mais desejáveis para se esconder no mato. Sem contar a pequena clareira que fizemos ao nos enfiar no mato. Enfim, com a adrenalina a mil, esperando algum guarda descer em nossa busca, ou um auto de linha, ou uma composição deixando algum guarda ali&#8230; enfim, estávamos à mercê da sorte.</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2128338011/" target="_blank"><img title="Vista da Serra, pelo ponto mais alto. Cubatão ao fundo, encoberto pela serração" src="http://3.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2Am_ewvo2I/AAAAAAAAAEg/xlq1ZgaaQcM/s320/DSC03796.jpg" border="0" alt="Vista da Serra, pelo ponto mais alto. Cubatão ao fundo, encoberto pela serração" width="320" height="240" /></a><br />
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<p>Só podíamos aguardar no mais absoluto silêncio e imobilidade. E esperar com a adrenalina a mil, numa moita, sujeitos a cobras e escorpiões (embora essa fosse um possibilidade razoavelmente remota) não é algo lá muito confortável.</p>
<div style="font-size:11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2128339199/" target="_blank"><img title="&quot;Vamos atrás desses meliantes&quot;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rZuWhPEJ164/R2Annuwvo3I/AAAAAAAAAEo/bthyQKtGFN0/s320/DSC03798.jpg" border="0" alt="&quot;Vamos atrás desses meliantes&quot;" width="320" height="240" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2128339199/" target="_blank">ver esta foto</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/tags/09-12-2007/" target="_blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Mas saber que iríamos carregar aquela experiência pelo resto de nossas vidas não tinha preço. Enfim, continuamos ali até mais duas composições passarem. Em seguida, saímos de nosso esconderijo e seguimos a caminhada. Tínhamos que ficar atento às composições pois locomotivas elétricas são um tanto silenciosas e nos pegam de surpresa. A sorte é que existem pequenos túneis e micropontes para escoamento de água abaixo da ferrovia, então quando vinha uma composição nos enfiávamos lá embaixo esperando ela passar. De qualquer maneira, agora já não mais era possível continuar. Viriam nos buscar. No ponto em que estávamos não dava mais para entrar na mata, pois além de um declive muito acentuado, o rio Moji estava há uma distância razoável. Saímos correndo pela lateral de via ativa. Já não importava muito mais se mais alguma composição nos visse, o tempo que tínhamos era até alguém vir atrás de nós.</p>
<p>De volta à mata, pausa para descanso (afinal não estávamos mais na via, não tinha do que se preocupar). Subimos até o mirante e de lá, além da vista pudemos ver dois policiais da guarda municipal munidos de tronfa e um funcionário da ferrovia indo atrás de nós, serra abaixo. Depois da aventura fomos para a cidade comer alguma coisa e mais tarde voltamos para casa.</p>
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