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	<title>blogus &#187; Marcas</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Jan 2012 16:23:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O sonho da casa própria</title>
		<link>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você quer virar um caramujo, carregando a casa às costas, aqui estão os quesitos necessários para a escolha da sua barraca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quê casa de campo se com a barraca você pode ter uma vista diferente a cada dia ? Estar com ela às costas é sinal de mais pura liberdade, ou, na pior das hipóteses, de uma noite de sonho sequinho e  confortável. Mas assim como é difícil escolher entre uma kitnet na Cohab e um loft no Jardins, a escolha da tenda não é tarefa tão fácil quanto parece.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/01-DSC04476.jpg" alt="Vista do fundo do Saco do mamanguá em Paraty" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Casa de campo com uma vista diferente a cada dia</dd>
</dl>
</div>
<h3>Rede de intrigas</h3>
<p>Com a <a href="/akampando/">rede</a> você tem menos peso, volume e trabalho, mas a barraca pode te proteger melhor do frio, vento e chuva e ainda há aquela sensação gostosa de estar dormindo mais protegido. Eu costumo levar em consideração os seguintes pontos para escolher a barraca ao invés da rede, com base no destino de viagem:</p>
<ul>
<li>Inexistem árvores no local, como ambientes de montanha ou cerrado</li>
<li>Haverão mais pessoas de rede, diminuindo a quantidade de árvores disponíveis no local de acampamento</li>
<li>Possibilidade de vendaval, agravado por chuva lateral</li>
<li>Frio! Muito frio!</li>
<li>Lugares superpovoados em que não é confiável deixar seus pertences pendurados num canto ou esparramados no chão. Mas vamos sempre evitar esses lugares, certo?</li>
</ul>
<h3>Chutando o pau da barraca</h3>
<h3 class="excerpt">considerações para compra</h3>
<p>O primeiro fator a ser considerado (além do preço, é claro) é o <strong>tamanho</strong> da sua futura morada. Recomendo barracas de no máximo 3 lugares; acima dessa quantidade de pessoas, dividam seu acampamento em várias tendas. O tipo mais comum de barraca é a iglú, e este modelo tem excelente geometria: são altas, de paredes quase verticais e são muito confortáveis, possibilitando sentar-se dentro delas. Mas este conforto tem um contraponto que é a <strong>aerodinâmica</strong> comprometida. Portanto, considere se você vai usa-la em ambientes que ventam muito. Tentar dormir sendo quase levado pelo vendaval é uma experiência nada agradável (mas muito empolgante!). A <strong>geometria</strong> vai indicar o quão aerodinâmica é. Cada dia surgem no mercado modelos com desenhos mais modernos e acredito que as iglús um dia farão parte do passado, assim como hoje em dia ninguém mais usa as lendárias canadenses, em forma de V invertido. Os materiais evoluem rapidamente e quando a relação de peso e resistência das varetas não for mais um problema, veremos modelos bem mais inteligentes à disposição.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/02-DSC08280.jpg" alt="Uma fila de pequenas barracas no meio do mato" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma barraca enorme não caberia, mas várias pequenas cabem</dd>
</dl>
</div>
<p>Quanto a sua estrutura, existem basicamente dois tipos: as auto-portantes e as esticáveis. Se ao colocar as varetas a barraca fica em pé sozinha, e até permite ser deslocada de lugar, então ela é autoportante. Mas, se por outro lado, a barraca precisa ter seus speks fincados com certa pressão no solo de modo a estica-la e assim têla de pé, então você tem um modelo de armar à mão. As autoportantes são muito mais práticas, mas as esticáveis costumam ser mais leves. A maioria das autoportantes o é somente para a estrutura interna e a capa externa precisa ser esticada com speks. Se puder, compre uma barraca totalmente autoportante, em que a capa externa se encaixa nas pontas das varetas, deixando a tenda completamente portátil. Nem sonhe em comprar aquelas malditas barracas que armam em dois segundos; eu poderia escrever um artigo do tamanho desse falando de suas desvantagens.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/03-DSC02547.jpg" alt="Barraca Azteq Nepal montada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ótimo modelo de esticar: Azteq Nepal</dd>
</dl>
</div>
<p>A área que a barraca ocupa no chão é chamada de <strong title="pegada">footprint</strong>. A barraca normalmente é composta por duas camadas: a proteção interna, de um tecido fino ou tela e a capa externa, impermeável para proteger do orvalho e chuva. Entre essas duas camadas há um espaçamento, portanto o interior da barraca é quase sempre menor que o footprint. Essa relação vai dizer o quão eficiente ela é em termos de uso de espaço. Alguns modelos para climas quentes, bem mais leves, usam apenas uma lona: escolha estes modelos somente se você acampar em lugares quentes e com índice pluviométrico baixo.</p>
<p>O isolamento térmico e à chuva depende essencialmente do quão bem montada e esticada. Portanto, repita comigo: <em>&#8220;eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre&#8221;</em>. Quanto ao isolamento térmico, costumam ser divididas em 2 categorias: 3 estações e 4 estações. Adivinhe qual é a estação que o primeiro modelo não comporta, e escolha o modelo mais adequado as suas necessidades.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/04-DSC02070.jpg" alt="Barraca molhada de chuva" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Diga-me como monta sua barraca e te direi se terá uma noite de sono tranquila</dd>
</dl>
</div>
<p>Algo que não pode ser ignorado é o avancê ou vestíbulo. É a parte de lona externa que avança além da parte interna, criando um espaço para deixar equipamentos, como mochilas molhadas e botas sujas e que também será usado para cozinhar debaixo de chuva. Você conseguirá cozinhar de dentro da barraca sem se molhar? E com conforto? E a chama do fogareiro não vai gerar um incêndio ao ser aceso? Tenho <a href="https://lh6.googleusercontent.com/-a6Xq6DaTDbg/TBqW6O_nT6I/AAAAAAAAG80/FmhudYZDZSY/s640/DSC00220.JPG">uma barraca</a> que já me fez passar fome por não permitir cozinhar debaixo de um pé d&#8217;água, foi frustrante.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/05-DSC04103.jpg" alt="Cozinhando sob o avanço" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só torça para não ser chuva de vento</dd>
</dl>
</div>
<p>Na loja em que você vai conhecer sua futura morada, monte-a por conta própria, com alguma (mas não muita) ajuda do vendedor. Procure contabilizar o tempo e a dificuldade de montagem, isso será muito importante num dia de chuva, frio ou cansaço. Entre, deite dentro dela, feche o zíper, vire-se, fique em várias posições: deitado com a cabeça de todos lados possíveis e sentado, na posição de cozinhar. Ter um monte de bolsos e fitas para pendurar seus badulaques é sempre vantagem e não acrescenta peso algum.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/06-P1000524.jpg" alt="Equipamentos pendurados pelo teto da barraca" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A favela está montada</dd>
</dl>
</div>
<p>Observe a qualidade das varetas e prefira as de alumínio ao invés das fibra de vidro. Estas últimas costumam rachar com o tempo, embora as de alumínio requerem cuidado extra para não amassar. Por fim, evite cores escuras. Escolha entre azul, verde, cinza (todos em tonalidades claras), laranja e amarelo.</p>
<h3>Com a barraca armada</h3>
<h3 class="excerpt">técnicas de uma casa itinerante</h3>
<p>Lave sua barraca somente se ela estiver nojentamente suja, e para isso o melhor mesmo é faze-lo delicadamente no tanque com água morna e sabão neutro. Confesso: mandei à lavanderia  certa vez e claro que foi a maior estupidez; hoje em dia não lavo minhas barracas. A terra que fica na parte em contato com o chão, num dia de calor e sol, irá se soltar com algumas palmadas. Caso você seja muito preciosista, pode comprar uma lona mais fina e barata e usa-la como footprint. Eu gosto da lona sobressalente para pôr logo à frente da porta, que servirá de tapete para a roda de amigos enquanto se faz a janta num bate-papo descontraído. Assim, todos poderão ficar descalços sem levar sujeira para dentro de casa ao entrar. Na manhã seguinte levante a barraca ainda armada, mas sem a capa externa e com a porta para baixo; sacuda-a energeticamente e a sujeira toda (e mais alguns grampos de cabelo, pilhas perdidas e moedas) vão cair, deixando-a limpinha para o próximo acampamento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/07-P1000472.jpg" alt="Barraca em pé para limpeza" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">É apenas para limpeza, não tente acampar assim</dd>
</dl>
</div>
<p>Enquanto a noite caia você distraidamente deixou a porta aberta enquanto fraternizava com seus amigos na lona azul do lado de fora e milhares de borrachudos sanguinolentos entraram no conforto do seu lar sem ser convidados. Ao tentar dormir aquele maldito zum-zum-zum te deixa louco e você começa a tentar a matança desses hereges, mas percebe que eles são imortais: repelente não os mata, as palmas só fazem barulho e cobrir-se com o saco de dormir na cabeça o sufoca. Que inferno de noite. Somente uma técnica poderá salva-lo: a técnica Jackson Pollock. Faça dela um jogo com seu companheiro: com polegares a postos e headlamps carregadas, espere-os ficarem quietos na parede branquinha. Pressione o polegar contra o maldito na parede e arraste-o alguns centímetros. A risca vermelha de sangue vai provar o ponto marcado. Vocês poderão contabilizar os pontos por borrachudo assassinado e volume de sangue espalhado. Aproveite a brincadeira para redecorar o interior de sua casa.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/08-DSC00345.jpg" alt="Rapaha Fanti dormindo tranquilamente de portas abertas" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amanhã ele vai acordar parecendo que está com catapora</dd>
</dl>
</div>
<p>Exceto em clicloviagens (e olhe lá), aquelas malditas maletas que acompanham o produto são totalmente desnecessárias. Me explico: a melhor geometria para guarda-las é dobrada em forma quadrada (sobreteto mais parte interna) no fundo da <a href="/infografico-mochila/">mochila</a>, dando-lhe um base plana para que fique em pé sozinha. As varetas vão em pé no corpo do mochilão. Insistir em coloca-la na sua sacolinha como veio de fábrica e amarra-la em qualquer lugar da cargueira é um pedido de sofrimento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/09b-IMG_0852.jpg" alt="Lex pensando como vai guardar a barraca já desmontada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Como guarda-la? Dobrada, oras!</dd>
</dl>
</div>
<p>Pena que todos os manuais que as acompanham sejam tão toscos e com regras impossíveis de cumprir. Uma delas é de nunca guardar a barraca molhada. A outra, de nunca cozinhar dentro dela. Oras, se você foi obrigado a desmontar o acampamento sob toró torrencial, como não guarda-la molhada? Se você está numa montanha alta, o frio lá fora é de congelar o esqueleto e você está morrendo de fome, como não cozinhar dentro de casa? Já que a gente precisa fazer essas bobagens, vamos fazer do melhor jeito possível. Evite isso como o diabo que foge da cruz, pois é realmente perigoso: imagine se a barraca pega fogo com você dentro ou morrer sufocado pela falta de oxigênio (bem, pelo menos será uma morte bem tranquila). Mas, se realmente não for possível evitar, faça o seguinte: abra o máximo possível a porta para ventilar (ou para sair correndo em caso de acidente). Amarre a base do fogareiro numa frigideira, fundo de panela ou alguma outra coisa plana e não-combustível. Sugiro sempre ter no equipamento fitas tire-up (enforca-gato ou hellerman, como preferir) para este fim. O maior perigo está na hora de ligar, pois é quando o fogareiro expele a maior chama. Procure liga-lo do lado de fora, e depois traga-o de volta com a chama estabilizada. Se o temporal for tão feio que nem isso é possível, mantenha uma panela grande (e vazia) por perto para tampar a chama alta caso necessário. Toda distância possível de sacos de dormir, isolante, paredes e teto, roupas ou qualquer outra coisa. E escolha a parte mais plana e estável do chão para isso. Ter a mão uma toalha molhada me parece boa idéia em caso de emergência. Técnica permitida apenas para fogareiros a gás e pressurizados, nunca-jamais para espiriteiras. Boa sorte!</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/10-DSC00162.jpg" alt="Vista de dentro da barraca num dia chuvoso" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Terá que cozinhar dentro da baraca? Atenção as instruções de segurança e boa sorte</dd>
</dl>
</div>
<p>A barraca é a nossa casa fora de casa. É um equipamento durável e que vai te acompanhar em várias aventuras, será presença garantida em suas fotos e memórias. É o símbolo máximo do campismo e servirá como um templo para deslumbrar-se como a vida lá fora é tão mais gostosa e verdadeira<span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>O primeiro a gente nunca esquece</title>
		<link>http://blog.blag.us/primeiros-equipas/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/primeiros-equipas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando você finalmente levanta seu traseiro gordo do sofá e decide sair para acampar, descobre que não tem equipamento para fazer isso. Este é um pequeno guia para você comprar seu primeiro kit de aventura sem precisar vender um rim para pagar a fatura do cartão de crédito]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esporte barato é futebol, vôlei ou basquete. O único equipamento especializado necessário é uma bola. Acampar com o mínimo de conforto e segurança requer um investimento inicial que, quando feito sem cuidado, lhe obriga a se prostituir para pagar a conta. Eu me empolgo a valer falando sobre as últimas novidades da PrincetonTec ou da SeaToSummit, mas, para ser realista, é muito difícil ter essas marcas como primeiro equipa — a não ser que você more <em>nos estrangêro</em>. Há também o agravante de quem está começando não tem certeza se realmente vai querer transformar isso numa atividade recorrente, e pode abandonar essa vida de mateiro sem aviso prévio.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_01e_DSC02898.jpg" alt="Lex Blagus subindo uma cachoeira" width="500" height="404" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Tudo indica que ele vai voltar mais vezes</dd>
</dl>
</div>
<p>Com o passar do tempo você vai substituindo seus equipas, quer seja por desgaste ou porque quer algo melhorzinho. Então, faça o planejamento de compras em duas ondas: a primeira, com itens de valor mais barato comprados ao mesmo tempo; e a segunda composta de marcas superiores, comprados com mais critério e mais tempo, substituindo a primeira onda aos poucos. A não ser que você seja o tio Patinhas beira o impossível ter do bom e do melhor na primeira trilha. Equipas de valor acima de R$ 500 eu recomendo comprar lá fora; o mercado brasileiro precisa de estímulo, mas simplesmente não dá para pagar três a cinco vezes mais caro só por isso. Comprar qualquer coisa barata requer atenção, porque há muita <a href="http://www.nautika.com.br/files2/Image/fit/omega_g.jpg">porcaria</a> à disposição. Garimpar é necessário, mas também é necessário saber reconhecer um bom equipamento.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_02a_DSC04073.jpg" alt="equipamentos pendurados em uma árvore" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Árvore de Natal</dd>
</dl>
</div>
<h3>Mochilão</h3>
<p>Não vou entrar nos detalhes técnicos pois <a href="/infografico-mochila/">já escrevi sobre o assunto</a>, além de um ótimo post do <a href="http://trekking.marionery.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/">Trekking Brasil</a>. Fazendo uma pesquisa para lhe indicar algo bacana, não tive escapatória: uma mochila minimamente boa custa em torno de R$ 400. É o equipa mas caro de nossa listinha. Escolhi modelos de 70 litros, grandes o suficiente para levar toooodos os equipamentos: atuais e futuros. Há quem ache isso um exagero, se for este o caso, procure por modelos menores, em torno de 60 litros.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_03c_DSC01346.jpg" alt="Celso e sua mochila" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A cara feia é por causa do preço</dd>
</dl>
</div>
<h3>Barraca</h3>
<p>As modelos iglú são as mais populares, portanto invista neste modelo. Barracas possuem uma gama muito variada de preços e quase sempre seu valor está atrelado à sua qualidade. Desnecessário comparar muito: compre o que seu bolso permitir (sem ser muito pão-duro); algo entre R$ 200 e R$ 300. <em>Pelamordideus</em> não compre <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">aquelas barracas gigantes</a> para 4 pessoas que mais parecem uma tenda de circo: camping selvagem é lugar de minimalismo. E aproveite para exercitar seu <a href="/infografico-barraca/">senso de organização</a> quando for usa-la.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_04a02_DSC07207.jpg" alt="Jô e Kad próximo a barraca da Speedy" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Igluzinha com banda larga</dd>
</dl>
</div>
<h3>Sleeping bag</h3>
<p>&#8230;ou saco de dormir é o equipa que vai lhe garantir uma noite de sono quentinha e confortável. Este equipamento vem com a especificação de temperaturas para o qual ele é recomendado (conforto, médio e extremo) e cada fabricante tem seu método de medição. Não caia na tentação de comprar aqueles colchonetes de supermercado (exceto se você for para um lugar muito quente). O modelo a ser comprado depende de alguns aspectos:</p>
<ul>
<li>das temperaturas médias dos lugares a serem visitados: montanhas são bem mais frias que praias</li>
<li>se você é homem ou mulher, calorento ou friorento, gordo ou magro</li>
</ul>
<p>O preço vai depender do modelo escolhido; sacos de dormir com maior isolação custam mais caro (e são mais volumosos). Algo bastate interessante é que a maioria possui zíper de lado específico, permitindo que você compre outro de mesmo modelo com zíper do lado oposto de modo a junta-los e então poder dormir de conchinha com sua compania mais querida.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_05c_DSC01265.jpg" alt="Celso e Kad deitados dentro de seus sleeping bags jogando dominó" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma partida de dominó num dia preguiçoso</dd>
</dl>
</div>
<h3>Isolante térmico</h3>
<p>Um pouco de ciência: o sleeping bag é quentinho porque é recheado de fibras ocas. Quando você usa o sleep, os microtubos sob a pressão do peso do seu corpo sem comprimem e por consequência deixam de bloquear o frio do chão. Em resumo: você passa um puta frio se não usar o isolante térmico entre o saco de dormir e o piso da barraca. Isso vale para as <a href="/akampando/">redes</a> também. Existem dois tipos de isolantes: os de EVA e os infláveis, sendo que a primeira categoria são baratíssimos, até R$ 30. É barato mas é importante, <em>porra</em>.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_06d_DSC00343.jpg" alt="Jô posando para foto exibindo sua mochila e respectivo isolante" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Isolante sempre à vista no teto da mochila</dd>
</dl>
</div>
<h3>Fogareiro e cozinha</h3>
<p>Barato meeesmo são as espiriteiras, aqueles fogareiros à álcool dos quais eu não gosto pois parecem muito perigosos. E então temos os fogareiros à cartucho de gás, bastante práticos mas às vezes bem chatos de encontrar à venda (tanto o fogareiro quanto o cartucho). Existem dois tipos de cartucho: de furar e de rosca. Compre o seu fogareiro pesquisando antes qual tipo encontra-se com maior facilidade na sua região. Os preços variam de R$ 50 a R$ 100. Sugiro pedir para alguém trazer dos <em>estrangêro</em> ou comprar no e-bay um lendário <a href="http://www.msrcorp.com">MSR</a> ou <a href="http://www.primus.se/">Primus</a> multi-combustível; é um salto gritante de qualidade e praticidade frente aos fogareiros a cartucho de gás.</p>
<p>Para panelas, compre modelos pequenos e baratos das lojas de um real (são bem mais leves) e corte fora os cabos (deixe apenas uma pequena ponta). Para os pratos, compre de plástico, a <a href="http://www.coza.com.br/">Coza</a> tem modelos muito bonitos e fácil de encontrar em supermercados. Cada trilheiro monta sua cozinha baseado em sua experiência culinária: mini-ralador, descascador de legumes, peneira para escorrer macarrão são alguns itens que podem fazer parte do seu equipamento. E <a href="/potes/">potes</a>, muitos <a href="/potes/">potes plásticos</a>!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_07a_DSC04029.jpg" alt="Cozinha do acampamaneto preparando um omelete, exibindo um pé no canto da foto" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cozinhando com os pés</dd>
</dl>
</div>
<h3>Headlamp</h3>
<p>Diferente da curva de preços das barracas e similar ao que acontece aos fogareiros, entre as headlamps boas e as não-tão-boas há um abismo de preços. Lanternas de cabeça xing-ling custam em média R$ 30 e bons modelos custam em torno de R$ 300. Inexistem modelos intermediários; pelo menos nada que valha a pena. Compre a xing-ling e reze para não chover!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_08d_DSC00090.jpg" alt="Edú, Jô, Vê e Mario apontando headlamps uns para os outros" width="500" height="326" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Luzes para todos os lados</dd>
</dl>
</div>
<h3>Roupas</h3>
<p>Se você não vê mal algum em pagar R$ 150 numa boa calça técnica, R$ 80 numa camiseta dry e R$ 200 numa blusa, então faça uma visita a uma loja de aventura. Saiba que leitores do blogus tem descontinho camarada na <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a> Consolação. Mas se você prefere algo mais, hum, <em>básico</em>, não se desespere: calça de tactel que vira bermuda de qualquer camelô do Brás, camiseta dry da <a href="http://www.liquido.net.br/">Líquido</a> e alguma boa blusa de frio dão conta do recado. Uma blusa corta-chuva barata é bem difícil de achar, portanto compre uma boa capa de chuva e seja feliz. Procure investir num bom calçado, neste aspecto a marca <a href="http://www.bullterrier.com.br/">Bull Terrier</a> tem um ótimo custo-benefício.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_09f_DSC02083.jpg" alt="Edú exibindo seu casaco corta-chuva laranja" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O homem varal</dd>
</dl>
</div>
<h3>E muito, muito mais&#8230;</h3>
<p>Bastões de trekking, GPS, bússola de mapa, bolsa de hidratação, saco estanque, travesseiro inflável, facão, toalha técnica, tigelas&#8230; a lista não tem fim. Tenha em mente que quanto melhor seu equipamento, mais longe você poderá ir e com mais conforto.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_10a_DSC01378.jpg" alt="Equipamentos de aventura espalhados" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">De tudo um pouco</dd>
</dl>
</div>
<h3>Orçamento</h3>
<p>Uma pequena simulação de quanto você vai gastar com sua brincadeira.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 560px;">
<dt class="wp-caption-dt"><iframe src="https://docs.google.com/spreadsheet/pub?key=0AqqLB2znnYfOdExrOTZrYkYyRF9oT0FOWmQwNHFFVmc&amp;single=true&amp;gid=0&amp;output=html" width="550" height="275"></iframe></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: justify;"><a href="https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AqqLB2znnYfOdExrOTZrYkYyRF9oT0FOWmQwNHFFVmc&amp;hl=en_US">Abrir planilha no Google Docs</a><br /><img title="Atenção!" src="/files/2010/11/alertTransparent_E0DED9.gif" alt="alerta" width="11" height="11" /> Atenção: preços referentes à pesquisa feita em setembro de 2011. Preços e modelos sofrerão mudanças no decorrer do tempo. Utilize apenas como referência</dd>
</dl>
</div>
<p>A viagem não começa quando você coloca o pé na trilha. Ela começa muito antes, quando ao pegar o equipamento da prateleira da loja você imagina-se usando-o no mundo lá fora. Afinal de contas, <strong><em>a gente nunca cresce, a única coisa que muda é o preço dos brinquedos.</em></strong><span style="float: right;">▣</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Pensamentos sobre pirataria</title>
		<link>http://blog.blag.us/sobre-pirataria/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/sobre-pirataria/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 13:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma caça às bruxas não vai resolver o problema; as empresas precisam nos entender e ir onde nós estamos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu não vou falar sobre nenhuma técnica mirabolante para acampar ou trilhar. Ou de alguma trip que eu fiz por aí. Ou de algum produto milagroso (tá, até vou um pouquinho). Mas eu tenho uma historinha para contar antes.</p>
<p>Já faz algum tempo que eu sei da existência do <a href="http://www.ebay.com">e-Bay</a>, mas nunca nem entrei porque sabia que isso começaria um processo que me levaria à falência. Até que um amigo de longa data apareceu lá em casa, e fã do eBay, me deu uma aula de como comprar lá. Claro que eu fiquei extremanente empolgado; afinal, um Petzl Grigri que está <a href="http://www.arcoeflecha.com.br/p-456-Descensor-Grigri-D-14-Petzl.html">R$503.50</a> aqui no Brasil, eu achei por cerca de R$150. Outra: perdi o giclê do meu fogareiro Primus Omni Fuel, cujos fabricante sueco e distribuidor nacional ignoraram meus e-mails sobre peças de reposição e kit de reparo.  Lá estava no e-Bay, pela bagatela de 20 doletas, com entrega aqui na terra da banana. Comprei na hora! Outra coisa legal é que a maioria dos vendedores aceita <a href="http://www.paypal.com/">PayPal</a>, o que eu acho muito mais seguro do que colocar o número de cartão de crédito para sabe-se lá quem.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-01.jpg" alt="" width="500" height="392" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entendeu para que serve este buraco na CPU?</dd>
</dl>
</div>
<p>Passa a euforia e depois de milhares de pesquisas de equipamentos que eu quero, finalmente coloquei a cabeça no lugar e fui pensar o que eu preciso para minhas viagens. Lembrei da genial <a href="http://www.vibramfivefingers.com">Vibram Five Fingers</a> que eu havia visto há alguns anos mas até agora não chegou por aqui. Lá vou eu para o e-Bay procurar meu sonhado equipa, e lá está ele, por um preço super sexy: US$ 71 com a entrega! Por curiosidade, dou uma passada no site da FiveFingers para saber o tamanho que preciso comprar e lá está um aviso em letras garrafais para ter muita atenção com cópias falsas. O item do e-Bay parece original, mas se as empresas oficiais já usam uma &#8220;foto meramente ilustrativa&#8221;, que dirá um pirata. Mando um e-mail para a Vibram, cuja resposta é desanimadora: o produto é falso. E me indicam o sites deles próprios para comprar o produto original. Ali o mesmo produto sai por US$125, sem contar a entrega (no e-Bay custa US$25). E, é claro: não há opção de entrega no Brasil e nem pagamento via PayPal.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-02.jpg" alt="" width="500" height="290" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A sonhada FiveFingers</dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando ao site da Vibram, há uma seção inteira dedicada as cópias falsas. Um os links é &#8220;We&#8217;re fighting back&#8221;, que eu reproduzo abaixo:</p>
<div>
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt" style="padding: 2px;"> <strong>Fighting counterfeiters. Protecting customers.</strong></p>
<p style="font-weight: normal;">Vibram FiveFingers® is committed to combating counterfeiters at every turn. We view attempts to deceive consumers and violate our intellectual property with the utmost concern. We will take aggressive legal action against anyone who is manufacturing, distributing, marketing, or selling counterfeit Vibram® products. We are working with the relevant authorities to shut down all fraudulent Web sellers of &#8220;FiveFingers,&#8221; including Web sites, online auction sites, etc. We will continue to coordinate with Customs officials worldwide to stop the proliferation of these counterfeits and eradicate their distribution.</p>
</dt>
<dd class="wp-caption-dd"></dd>
</dl>
</div>
<p>Não, Vibram, vocês não estão lutando contra. E nem nos protegendo. O máximo que vocês estão fazendo é correr atrás do prejuízo. Do seu prejuízo. Porque o pior prejuízo para o cliente final não é comprar uma cópia pirata e sim não ter produto algum. Para você lutar contra a pirataria, você precisa entendê-la, e para isso vamos analizar três motivos básicos de sua existência. E neste ponto já não estamos falando dos produtos da Vibram e sim de qualquer fabricante que tem os mesmos problemas e lamentavelmente as mesmas atitudes que não resolvem nada. Pirataria é um navio com fundo podre e os fabricantes acham que tapar cada furo com massa epóxi vai resolver o problema.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-03a.jpg" alt="" width="500" height="328" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Como aciona o freio mesmo?</dd>
</dl>
</div>
<p>O primeiro problema é de longe o <strong>preço</strong>. E neste quesito eu concordo que não há muito o que fazer, pois pesquisa e desenvolvimento de produtos custa caro (assim como empregar gente inteligente), patentes, leis trabalhistas, leis tributárias, e por aí vai. Mas eu acredito que muita gente gostaria de pagar um preço honesto por um bom produto, eu incluso.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-04.jpg" alt="" width="400" height="336" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">“Tupperware” sai mais caro</dd>
</dl>
</div>
<p>O segundo problema é <strong>disponibilidade</strong>. Um produto pirata eu encontro quase sempre próximo de mim, e eu posso testá-lo, ver como é. No caso da FiveFingers, o vendedor pirata do e-Bay me entrega no Brasil, e a Vibram não. Ou seja: um produto de pior qualidade tem uma rede de distribuição melhor do que um fabricante que está há 73 anos no mercado. Um canal da Vibram dentro do e-Bay é uma possível solução que poderia ser boa para ambas as empresas e para o consumidor final.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-05.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vai mêpêtrêis aí, chefia?</dd>
</dl>
</div>
<p>E o terceiro é <strong>burocracia</strong>. No site da Vibram eu tive que fazer um cadastro, criar uma senha, para só muito depois disso poder ver que não há entrega na minha região, com um site um tanto confuso, tendo que conferir isso em três diferentes sites: <a href="http://www.vibramfivefingers.com/">América do Norte</a>, <a href="http://www.vibramfivefingers.it/">Europa</a> e <a href="http://www.vibramfivefingers.cn/">China</a>. E os preços variam entre eles três! Na Amérca do Norte a KSO Trek custa US$ 125 e no site Europa, €149. Eu acredito que este produto é fabricado em um único lugar (China, como qualquer coisa), então como pode custar mais caro em uma geografia do que na outra, lembrando que esse preço não inclui frete? Na verdade, o modelo que eu quero é a Treksport, e este item não está sequer a venda no <em>e-commerce</em> América do Norte. Voltando à comparação com o site do e-Bay, eles não estão dando a mínima se eu estou na Guatemala ou na Bósnia: é international shipping.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-06.jpg" alt="" width="500" height="332" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Setor de e-commerce de algumas empresas</dd>
</dl>
</div>
<p>Portanto, não basta ter um ótimo produto, protegido por todas as leis de propriedade intelectual. Se ele não tem um modelo de negócios abrangente, e tão agressivo quanto a pirataria, não há processo judicial que resolva o problema. Fabricantes que saem numa caça às bruxas me parecem muito com crianças que choram para seus pais que a irmã puxou o cabelo: só querem saber de sua proteção sem oferecer nada em troca. A pirataria existe porque há um nicho de mercado, há um público de interesse e eles preenchem essa necessidade com eficiência. Ou seja: as empresas se afundaram no modelo que eles mesmos criaram, da lei de oferta e procura.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-07a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Procurou? Tá aqui</dd>
</dl>
</div>
<p>Em tempo: eu não gosto da idéia de comprar uma cópia, mas eu vou comprar a FiveFingers do e-Bay. Quando a Vibram e todas empresas com atitudes similares tiverem um modelo de negócio melhor do que os piratas, poderemos voltar a conversar.<span style="float: right;">▣</span></p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 348px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-07b.jpg" alt="" width="338" height="438" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entendeu?</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Akampando</title>
		<link>http://blog.blag.us/akampando/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/akampando/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 12:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixe a barraca em casa e durma numa confortável rede. Todas as vantagens, desvantagens e dicas para essa forma diferenciada de acampar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas que frescura é essa de escrever acampando com <strong>k</strong>? Bem, é que neste post eu vou falar do conjunto de rede <a href="http://www.kampa.com.br/">Kampa</a>, item que substituiu com honras as minhas barracas solo. Claro que este post não vale somente para esta marca de rede, mas qualquer uma de material sintético e com um toldo para chuva que possa ser utilizada em viagens de aventura. Tá sem grana? Tá bom, pode usar uma rede convencional de algodão com um toldo <em>prástico</em> por cima que também serve. Mas não reclame do peso depois (e nem que foi chamado de <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">pé-de-frango</a>)&#8230;</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04046.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="500" height="333" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" mce_src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Se você é brasileiro, sabe muito bem como uma rede funciona. Um apoio de cada um dos dois lados numa distância adequada, e <em>voilá</em>, você já pode ter um sono tranquilo. Mas no mundo outdoor precisamos de alguns acessórios, como um toldo para o caso de chuva e um mosquiteiro para lugares com muitos insetos. E o kit Kampa tem todos eles. O único acessório que eu não gostei foram os ganchos: é bem melhor comprar uma fita tubular de escalada e um par de mosquetes. Se você for seguir este conselho, compre uma fita um pouco comprida, pois nem sempre você acha uma distância ideal entre os pontos de apoio. Outra customização que eu fiz foi no toldo, cujo nome é Tarp Oca: troquei todos os cordõeszinhos originais por elásticos tubulares de 2mm, pois funcionam muito melhor.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402"><img class="size-full" src="/files/2010/11/02-SDC10279.jpg" alt="Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>No mato, é muuuito mais simples do que a barraca. Com esta última você precisa ficar &#8220;pescando&#8221; uma boa clareira para acampar. E precisa pensar no tamanho do chão da sua barraca também. Lugares inclinados, ou com chão de pedras, nem pensar. Mas com a rede, seus problemas acabaram! Qualquer cantinho com duas árvores equidistantes é o suficiente para você poder acampar tranquilamente. Bem, é mais confortável ter um chão liso e uma pequena clareira, especialmente para fazer o jantar, mas se você gosta de se enfiar no meio do mato sem ter certeza de onde vai passar a noite, é o equipamento certo. Por outro lado, é o equipamento errado se você vai para um lugar desprovido de árvores, como topo de montanhas.</p>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" mce_src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10266.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Mais uma vantagem: seu peso e volume. Como não há varetas, você só tem que carregar os elegantes pacotinhos que a rede, tarp e mosqueteiro (cujo nome é Bug Stop) formam, com um bolso especificamente costurado neles próprios para este fim. O conforto é incomparável (leia o box no final desta página).</p>
<p>Ao contrário do que você pode estar pensando, é necessário continuar levando seu isolante térmico. Ao deitar sobre o saco de dormir, você comprime suas fibras de enchimento e estas perdem sua isolação térmica. Já passei bastante frio achando que não precisaria dele. Se for um destes novos modelos a ar, que pode ser esvaziado e dobrado, menos volume ainda na sua mochila. O da Azteq pode aparecer no mercado com um preço sedutor, mas descola logo nos primeiro uso. O da <a href="http://www.decathlon.com.br/BR/colchao-inflavel-a200-light-50722017/">Decathlon</a> foi uma excelente aquisição. Se você puder comprar um <a href="http://cascadedesigns.com/therm-a-rest/mattresses/category">Therm-a-rest</a>, conquistará minha admiração.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082"><img class="size-full" src="/files/2010/11/04-SDC10252.jpg" alt="Lex deitado confortavelmente em sua rede" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Se liga no pézinho do lado de fora  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Montar uma barraca debaixo de chuva é uma operação detestável. A barraca ficará toda molhada, e arrastar o equipa para dentro piora a situação. Com a Kampa essa atividade é um pouco menos traumática: monte primeiramente a Tarp Oca, e terá uma área coberta para terminar de montar todo o acampamento, protegido do toró. A rede ficará sequinha. Quer dizer, se você montar algo errado ou pegar uma chuva de vento pode se dar mal. Na Chapada Diamantina passamos alguns perrengues por conta disso, numa noite tivemos que acordar e fazer uma gambiarra com os cobertores de emergência e silvertape. No dia seguinte, o Celso, que teve seu sono interrompido porque sua rede estava encharcada, me acordou xingando o projetista da Tarp. Enquanto isso, eu dormia todo encolhido porque metade da minha rede molhou. Kampa, por favor aumente o tamanho da Tarp!!!</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098"><img class="size-full" src="/files/2010/11/05-DSC01331.jpg" alt="Celso arrumando o equipamento debaixo da Tarp Oca" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Celso não estava com cara de muitos amigos naquela manhã após a chuva<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Aproveite e compre uma lona plástica para colocar no chão, pois, ao contrário de uma barraca, não há espaço para guardar o equipamento. Essa lona vai te ajudar a organizar tudo, trazer maior conforto e segurança para cozinhar a noite e também facilitar o fechamento da mochila na manhã seguinte, especialmente em lugares cujo chão é de pedras. Escolha uma lona com ilhóses nas beiradas, porque você também poderá amarrar num galho com cordins um pacotão contendo todas as tranqueiras, para evitar que algum bicho ousado roube algo (já aconteceu comigo, mais de uma vez).</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-IMG_0952.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Droga, onde foi parar o isqueiro?<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" mce_src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ainda procuro pelo gambá que roubou minhas barrinhas de cereal<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Em teoria, as redes suportam até 150 kg. Se você quer dormir com a namorada(o), e se a soma de vocês dois é acima disso, pode ser um problema. Bem, o Palmieri, meu querido amigo criador da rede, disse que nunca recebeu para manutenção uma rede que estourou por excesso de peso, e que é bem improvável que ela arrebente. Outra observação é onde você vai montar a rede: escolha árvores parrudas, com mais de 30cm de circunferência. Árvores mais finas vão entortar e você vai encostar no chão. Um fato chato é ter que ficar testando se a rede está numa altura adequada. Às vezes é necessário esticá-la tanto que ela fica na altura do peito, e subir nela pode se tornar uma cena hilariante. Máquinas fotográficas à postas nessses momentos. Quanto a Tarp, eu gosto de esticá-la sobre um varal feito de cordim resistente, isso me permite pendurar coisas como pote de água ou headlamp no teto com o auxílio de mosquetinhos simples. Se você souber nós, especialmente o prussik ou marchard, vai se dar bem.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370"><img class="size-full" src="/files/2010/11/07-IMG_0913.jpg" alt="Equipamento pendurado na cordinha do toldo" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Está com sede ou quer a headlamp? Basta esticar a mão<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Falando de pendurar, eu testei essa rede em altura: 30 metros, na pedreira abandonada onde eu escalo em Mairiporã, o famoso Dib. Adaptei o fogareiro para funcionar com segurança e pude fazer uma simulação de big-wall, que é uma técnica de escalada de grandes paredes, em que se leva mais de um dia para completar a escalada. Rapelei, instalei a Kampa com a ajuda de cordas e protegida por um teto de pedra. Cozinhei ali mesmo, e no dia seguinte desci. Dormi pouco porque não conseguia me conter de felicidade de estar deitado confortavelmente, pendurado ali no alto de uma montanha, e também para ver se tudo continuava no lugar. Pena que não tenho fotos disso, mas pretendo fazer mais vezes.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01116.jpg" alt="Celso em sua rede na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" mce_src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" alt="Redes balançando na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Existem dois modelos de rede, a rede Adventure e a rede Joy. Esta última é um lançamento recente e eu ainda não pude testá-la, mas gostei das mudanças. O conjunto Kampa é vendida nas melhores casas do ramo, e seus preços são os seguintes:<br />
• <strong>Rede Adventure</strong> <em>(que ilustra este post)</em>: <strong>R$84</strong><br />
• <strong>Rede Joy</strong> <em>(aparentemente a melhor opção)</em>: <strong>R$74</strong><br />
• <strong>Tarp Oca</strong> <em>(indispensável)</em>: <strong>R$174</strong><br />
• <strong>Bug Stop</strong> <em>(somente se onde você for insetos forem um </em><em>problema</em><em>)</em>: <strong>R$93</strong><br />
<em style="margin-left: 10px;">(fonte: <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a>)</em></p>
<p>O conjunto Kampa roubou a cena das barracas e cada vez que a uso, gosto mais (apesar do perregue na Chapada Diamantina). É leve, prática, confortável. Dê uma chance à ela também e você vai mudar sua forma de acampar.</p>
<p><strong><em>Boas aventuras!</em></strong></p>
<div>
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: left;"> <strong><em>Sobre a rede de dormir&#8230;</em></strong></p>
<p>A primeira citação nominal em português da rede de dormir foi feita em 27 de abril de 1500 pelo escrivão da frota portuguesa, Pedro Vaz de Caminha, na ocasião em que o Brasil foi descoberto. Segundo consta em seus relatos, os índios dormiam sobre redes altas, atadas pelas extremidades. De acordo com os registros recolhidos até hoje, as redes possuem o copyright sul-americano.</p>
<p>O nome “rede” foi dado pelos portugueses. Os índios a chamavam de “ini”.</p>
<p>“A cama obriga-nos a tomar o seu costume, ajeitando-nos nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos, repete, dócil e macia, a forma do nosso corpo. A cama é dura, parada definitiva. A rede é acolhedora, compreensiva, ondulante, acompanhando, morna e brandamente, todos os caprichos da nossa fadiga e as novidades imprevistas do nosso sossego. Desloca-se, incessantemente renovada, à solicitação física do cansaço. A rede colabora com a movimentação dos sonhos. Entre ela e a cama há a distância da solidariedade à resignação”</p>
<p><em>Luis da Camara Cascudo, Rede de Dormir: uma Pesquisa Etnográfica.</em><br />
<em>2ª ed. São Paulo: Global, 2003</em><span style="float: right; margin-right: 10px;"><em>(via site da <a href="http://www.kampa.com.br/pt/pt_prod_redejoy.asp">Kampa</a>)</em></span></p>
</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Princeton Tec Apex</title>
		<link>http://blog.blag.us/princetontec-apex/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 04:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Caving]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá, amigos da aventura! Espero que o final de ano de vocês tenha sido tão bom quanto o meu, cheio de aventuras. Vai fazer quase um mês que eu não publico nada devido a essas correrias de fim-de-ano (para quem não aproveitou bem, o carnaval está chegando). No fim de 2009 fiz duas aquisições interessantíssimas: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos da aventura!</p>
<p>Espero que o final de ano de vocês tenha sido tão bom quanto o meu, cheio de aventuras. Vai fazer quase um mês que eu não publico nada devido a essas correrias de fim-de-ano (para quem não aproveitou bem, o carnaval está chegando). No fim de 2009 fiz duas aquisições interessantíssimas: um <a href="https://buy.garmin.com/shop/shop.do?cID=145&amp;pID=8703">GPS Garmin eTrex Vista HCx</a> e uma headlamp <a href="http://www.princetontec.com/?q=node/67">Princeton Tec Apex</a>. O GPS me deixou tonto com a quantidade de recursos, daria facilmente uma semana de curso (ou um livro bem grosso). Mas hoje vou focar na nova headlamp, pois ela me surpreendeu.</p>
<div id="attachment_1263" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1263" src="/files/2010/01/Apex-Recesso.jpg" alt="Meu solo de fim de ano na compania da rede Kampa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Meu solo de fim de ano na compania da rede Kampa</p></div>
<p>Antes de mais nada, não estou ganhando nada pelos elogios que eu vou fazer aqui! Ela é mesmo o estado-da-arte em lanternas de cabeça e certamente não há melhor no mundo. E já começa logo na sua estética. Entre toda camuflada, preta e uma laranja, claro que optei por esta última. Quando acesa, fica mais interessante ainda. O seu azimute (o ângulo que ela pode ser posicionada) é muito bom. Em caminhada, ela aponta corretamente para frente e, na cozinha do acampamento, ela aponta direitinho para baixo. Normalmente, as lanternas de cabeça incomodam um pouco os olhos, porque os LEDs na testa geram muito contraste por estar próximos ao olho, mas com esta lanterna isso magicamente não acontece.</p>
<div id="attachment_1257" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1257" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-02.jpg" alt="Não basta ser boa, tem que ser bela" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Não basta ser boa, tem que ser bela</p></div>
<p>Ela possui um cabulosíssimo MaxBright LED e 4 LEDs 5mm de alto brilho. Esses 4 LEDs parecem os LEDs convencionais vistos por aí, mas eles são realmente mais fortes. A Apex possui dois botões inteligentemente situados na parte inferior, o que também faz muita gente se confundir ao usá-la pela primeira vez. Os botões foram projetados para serem acionados com o polegar, enquanto segura-se a lanterna com o indicador, e possuem texturas diferentes para diferenciar suas funções, caso você se esqueça que lado executa qual função. À esquerda, liga-se o LED central de alta potência, alternando em forte e fraco. Não aponte esta luz para seus amigos: ela é muito forte e cega por alguns segundos. Eu ainda não consigo me conformar com a força deste LED, que ilumina para lá de 100 metros à frente. À direita, o acionamento dos quatro LEDS de alto brilho, em três estágios: forte, fraco e piscando. O Edu Amador também tem uma Apex e quando ligamos as duas em modo pisca descobrimos algo muito interessante: dois modelos idênticos, ligadas juntas não piscam na mesma frequência, as piscadas são aleatórias. Isso significa que elas foram projetadas para que, com três lanternas piscando, você consiga ter uma luz constante, no caso de pilhas fraca. É impressionante a atenção aos detalhes que esses engenheiros da Princeton Tec tiveram.</p>
<div id="attachment_1252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1252" src="/files/2010/01/Apex-Blagus-01.jpg" alt="Ceia de Natal a luz de velas e headlamps" width="500" height="334" /><p class="wp-caption-text">Ceia de Natal a luz de velas e headlamps</p></div>
<p>Ainda no que se refere a autonomia, quando as pilhas estão para acabar, a luz pisca rapidamente duas vezes. E logo um minuto depois ela pisca novamente (caso você não tenha percebido). Eu até tentei usar a energia até acabar, mas não consegui. Tive mais uma hora de autonomia depois do aviso. Mas você não precisa esperar o aviso, ela possui um pequeno LED de três cores em sua parte frontal que indica o tempo todo (mesmo quando desligada) o estado das pilhas: verde, amarelo e vermelho, em piscadas muito rápidas, o que foi a única coisa que não gostei: ele pisca tão rápido que não dá para distinguir qual é a cor do LED (até que o vermelho dá para ver, mas entre verde e amarelo não). Este LED piscando ajuda muito a acha-la no escuro (você também pode pensar que entrou um vaga-lume na barraca). Os quatro LEDs podem ficar ligados por horas a fio, não consegui esgotar as pilhas com eles. Estou sem pilhas recarregáveis, mas quando comprá-las terei a coragem de usá-la até esgotar. A intensidade do brilho é sempre constante, ao contrário de todas as lanternas do mercado que vão perdendo o brilho conforme as pilhas gastam.</p>
<div id="attachment_1259" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1259" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-04.jpg" alt="Ótimo azimute e um dissipador generoso" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Ótimo azimute e um dissipador generoso</p></div>
<p>Mas, espere, não ligue ainda: a Apex é estanque fator IPX7. O IP (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IP_Code">International Protection Rating</a>) é um índice internacional que indica o nível de proteção contra poeira e água de alguns aparelhos. A definição X7 indica que ela suporta ser submergida a menos de um metro de profundidade por volta de meia hora. Convenhamos que não vamos mergulhar com ela, isso é mais do que suficiente para fazer uma caverna molhada. Chuvas, então? Pode ficar tranquilo. Normalmente uso apenas duas fitas elásticas nas lanternas, mas por ser alimentada por 4 pilhas AA que ficam posicionadas na parte traseira, a fita superior se faz necessária (e me faz sentir que estou vestindo uma tanga na cabeça). Caso você precise trocar as pilhas, o compartilhamento delas é fechado por um fecho de girar (que possui uma estratégica fenda), e as presilhas de ajuste dos elásticos foram projetados com abas para ajudar na abertura.</p>
<div id="attachment_1254" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1254" src="/files/2010/01/Apex-Blagus-03.jpg" alt="O Edu garante: pode tentar afoga-la" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">O Edu garante: pode tentar afogá-la</p></div>
<p>No que se refere à segurança, temos alguns itens interessantes: o LED de 3 watts é bastante potente e tem um dissipador de calor dedicado ao seu resfriamento (você pode percebê-lo esquentar um pouco durante o uso, o que é muito normal). Além disso, há um sensor de temperatura que abaixa a luminosidade automaticamente caso o dissipador não esteja dando conta do recado. A parte das pilhas (que também é selada) possui uma espécie de catalisador para evitar explosões com pilhas que vazam gases tóxicos (já li que isso aconteceu com lanternas da Petzl).</p>
<div id="attachment_1261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1261" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-06.jpg" alt="Trocando as pilhas" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Trocando as pilhas</p></div>
<p>Claro que tudo isso tem um preço, e a Apex é certamente uma das lanternas mais caras do mercado. O preço médio dela é R$500, mas quando eu penso em quanto já gastei em lanternas de cabeça vejo que este investimento valeu a pena. Porque esta é uma lanterna pra <strong>macho</strong> <span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>Adventure Sports Fair 2009</title>
		<link>http://blog.blag.us/adventure-sports-fair-2009/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você provavelmente perdeu a Adventure Sports Fair que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à Verônica Mambrini, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa. Não bata no vidro com força • ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente perdeu a <a href="http://www.adventurefair.com.br/">Adventure Sports Fair</a> que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrin</a>i, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQktnh8VMI/AAAAAAAAE14/MvQusaqaG8o/s400/DSC01159.JPG" alt="Não bata no vidro com força" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não bata no vidro com força • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Não pude ir na quinta-feira, mas na sexta-feira estava bem tranquilo. Seria o dia ideal para as entrevistas que deixei para o sábado e domingo. Mas cheguei um pouco tarde (afinal, além do blog também tenho meu trabalho) e só deu tempo de dar uma volta geral e mergulhar de garrafa no tanque de mergulho. Além do tanque de mergulho, também havia uma pista de snowboard (claro que eu levei um tombaço e quase derrubei o instrutor), tanque para teste de caiaque (preferi não arriscar), uma carreta-frigorífica com gelo da Patagônia para teste de cramponagem e parede de escalada.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQkpAAUbjI/AAAAAAAAE1c/Ce_8IX-PTrM/s400/DSC01111.JPG" alt="A foto do tombo eu não publico" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A foto do tombo eu não publico<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk-44fUtI/AAAAAAAAE3o/v3viLaN3gAQ/s400/DSC01308.JPG" alt="Matando saudades de escalar" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Matando saudades de escalar<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Eu esperava encontrar muito mais fabricantes conhecidos de equipamentos de aventura, assim como lojas. Neste aspecto, uma decepção. Dizem que a culpa é da crise; eu tenho minhas dúvidas. De qualquer modo, não deixou de ser bem divertido. Fiz questão de entrevistar alguns fabricantes e distribuidores e apresentar a vocês as novidades.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlXSiVK9I/AAAAAAAAE50/Tk9CWWMxIhE/s400/DSC01576.JPG" alt="A Patagônia é um pouco mais espaçosa" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A Patagônia é um pouco mais espaçosa<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<h3>LioFoods</h3>
<p>Para a minha alegria, a empresa LioFoods/Berkka estava demonstrando sua linha de produtos liofilizados na feira. Se você não conhece liofilização, deveria: por um processo de sublimação, a água é completamente retirada dos alimentos, fazendo com que eles durem até 60 anos*! E este processo mantém todas as características nutricionais, bastando adicionar-lhes água para consumir. A gama de alimentos passíveis de liofilização é enorme: arroz, feijão, batata, carnes, aves, peixes, doces, sorvete&#8230; a imaginação é o limite. Mentira, tem uma limitação sim: frituras. Sem contar que é levíssimo: uma refeição completa pesa de 50 a 200 gramas. Ganhei algumas amostras e farei em breve um post completo sobre o assunto (e uma janta em casa). Ficou com água na boca? Dê uma olhada no caprichado <a href="http://www.liofoods.com.br/">website da LioFoods</a> e conheça a linha de alimentos, veja os preços e encomende sua próxima refeição.</p>
<p><small>* segundo testes de laboratório, mas mesmo um ou dois anos já é mais do que suficiente</small></p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlDKeRSdI/AAAAAAAAE4E/n_mQ_ZbMVUo/s400/DSC01338.JPG" alt="===PHOTO CAPTION===" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Mandioca, milho e ervilha • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<h3>YouDoFirst</h3>
<p><a href="http://www.youdofirst.com/">Esta empresa</a> estava apresentando dois produtos interessantes: um cauterizador para picadas de insetos e um sistema de carregadores solares. Quanto ao cauterizador, imagine o seguinte: um magiclick de acender fogão. Ao ser picado por algum inseto que lhe cause desconforto, você aplica este pequeno &#8220;choquinho&#8221; na pele e o alívio vem na hora. Não tem contra-indicações, é bastante higiênico, leve, compacto e não usa pilhas. Seu nome é Zap-it, e seu preço estimado é de R$22,90, mas ainda não está oficialmente a venda.</p>
<p>Mas o grande barato desta empresa são seus carregadores solares. O modelo BeOn tem um preço bastante agressivo: R$ 120,00. Pesa somente 100g, tem uma bateria integrada, saída USB e tem um mosquete integrado, sendo ideal para pendurar na mochila cargueira e carregar alguma coisa enquanto você trilha. Sem contar que é &#8220;bunitinho&#8221;: amarelo e preto. Observe que ele foi projetado para carregar celulares (ou qualquer coisa que carregue no USB), mas eu não teria pudor em fazer um suporte de pilhas com um conector USB para carregá-las. Em minha entrevista, o gerente comercial disse que estavam cogitando com o departamento de engenharia essa possibilidade.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk7I4fzZI/AAAAAAAAE3Q/7svmKeCDWIg/s400/DSC01262.JPG" alt="O carregador solar que faltava: barato, leve e prático" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O carregador solar que faltava: barato, leve e prático<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Um produto que me chamou a atenção pelo seu preço foi o carregador graaande da BeOn, o <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968045730489522">modelo Expedition</a>. A eficiência deste carregador permite que você faça uma ligação de seu celular somente com a energia da célula. Este modelo custa em média R$650,00 (subtraia R$80 se você não quiser a maleta rígida que o acompanha). Assim como o Zap-it, este produto estava a venda somente na feira. Caso você tenha se interessado tanto quanto eu (esse carregador solar é meu próximo investimento), <a href="maito:info@youdofirst.com">entre em contato</a> com a YouDoFirst.</p>
<h3>Outex</h3>
<p>São as interessantíssimas bolsas-estanque para câmeras fotográficas que eu já conhecia há algum tempo e que estão na minha <a href="/marcas/">página de marcas</a>. Basicamente é uma bolsa de látex com um adaptador para a lente que permite fotografar nos ambientes mais hostis, como lama, chuva, areia, água do mar ou mesmo sob o leito de um rio. Tudo começou quando o cirurgião dentista José Carlos tentou fazer seus filhos pegarem gosto por fotografia: o que aconteceu é que eles viraram jipeiros e o bem-estar de suas câmeras se tornou um problema. Então o José inventou esse produto genial.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQklrZdvHI/AAAAAAAAE1E/tMEsprNdoEk/s400/DSC01092.JPG" alt="Blub, blub, blub... roupa de mergulho para câmeras fotográficas" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Blub, blub, blub&#8230; roupa de mergulho para câmeras fotográficas<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Observe que os 6 modelos de estanques são todos para câmeras DSLR, e servem para todos os modelos existentes desta categoria. Os preços variam de R$360 a R$600, e podem ser compradas no <a href="http://www.outex.com/">site da Outex</a>. Ha também alguns acessórios e outros modelos, como modelos com e sem grip de tripé, passa-cabo e uma capa de chuva (não-estanque) para fotojornalismo (leia-se: para aquelas objetivas enooormes).</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlKA9wZmI/AAAAAAAAE4o/46eNrwDMtPM/s400/DSC01402.JPG" alt="Visão geral de parte da feira" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Visão geral de parte da feira<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Já estou tentando escrever este post há duas semanas e não consegui terminar: ainda existem mais algumas novidades legais que eu vou publicar num próximo post.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Blogs, marcas e lojas</title>
		<link>http://blog.blag.us/blogs-marcas-e-lojas/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, Depois do post Leia, explore, aprenda achei que deveria criar páginas estáticas com links para as marcas e lojas de aventura que cataloguei naquele post. Além de faze-lo, explorei a internet em busca de blogs de aventura como este, que tem a intenção de lhe deixar babando de vontade de se aventurar por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores,</p>
<p>Depois do post <a href="/leia-explore-aprenda/">Leia, explore, aprenda</a> achei que deveria criar páginas estáticas com links para as marcas e lojas de aventura que cataloguei naquele post. Além de faze-lo, explorei a internet em busca de blogs de aventura como este, que tem a intenção de lhe deixar babando de vontade de se aventurar por aí</p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-737" title="photo-blagus-map" src="/files/2009/09/IMG_2957-500x375.jpg" alt="Explorando os mapas de Ilha Bela" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Explorando os mapas de Ilha Bela</p></div>
<p>Dividi em as páginas três categorias: <a href="/blogs/">blogs, sites e portais</a>, <a href="/marcas/">marcas</a> e <a href="/lojas/">lojas</a>. Os dois últimos vocês já conhecem, mas o primeiro é inédito. Ainda falta um sobre livros, mas só o farei quando minha biblioteca estiver mais completa</p>
<div id="attachment_744" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-744" title="photo-blagus-laptop-wine" src="/files/2009/09/DSC09950-edited-small-500x333.jpg" alt="Pela taça de vinho dá para entender porque a linguagem do blog é sempre informal" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Pela taça de vinho dá para entender porque a linguagem do blog é sempre informal</p></div>
<p>Essas páginas serão constantemente atualizadas, e sempre que houver alguma novidade avisarei no post seguinte</p>
<p>Boa leitura !</p>
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		<title>GPS</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 12:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
		<category><![CDATA[GPS]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Global Positioning System é uma dádiva da tecnologia. Por muitos anos foi muito caro e aventureiros bons em navegação torciam o nariz pois não queriam confiar suas vidas em um aparelhinho dependente de pilhas. Não tiro a razão deles&#8230; mas a tecnologia atual está tão confiável (e o melhor, barata) que eu acho o aparelhinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Global Positioning System é uma dádiva da tecnologia. Por muitos anos foi muito caro e aventureiros bons em navegação torciam o nariz pois não queriam confiar suas vidas em um aparelhinho dependente de pilhas. Não tiro a razão deles&#8230; mas a tecnologia atual está tão confiável (e o melhor, barata) que eu acho o aparelhinho indispensável. Mas ao ler este artigo, tenha uma coisa em mente: se você está acostumado com o GPS do seu carro, que lhe diz exatamente aonde ir, no agreste a coisa é bem diferente. Ele é uma ferramenta de localização valiosa, mas que não substitui o seu julgamento e a necessidade de muito treinamento.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_225" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-225" src="/files/2009/08/GPS-e-Cerveja.jpg" alt="GPS, bússola, mapa, celular e cerveja: qual item não deveria pertencer à cena ?" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">GPS, bússola, mapa, celular e cerveja: qual item não deveria pertencer à cena?</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">No momento em que escrevo este artigo, temos 30 satélites para o envio de sinal de GPS em funcionamento. Eles emitem um sinal aberto, que qualquer civil com um aparelho receptor pode decodificar. Traduzindo: o sistema é gratuito. O receptor de GPS recebe o sinal de vários satélites, e se pelo menos 3 deles estiverem em uma formação triangular, através de complexas equações aritméticas o aparelho irá calcular sua latitude e longitude (e se possível altitude) em nosso planeta. Não se iluda: é comum ficar sem sinal em um vale ou mata muito fechada.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_216" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-216 " title="Satélites do sistema de GPS" src="/files/2009/08/gps-3.jpg" alt="Os satélites do sistema de GPS em órbita" width="400" height="266" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Os satélites do sistema de GPS em órbita</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">O sistema entrou em atividade em 1978, inicialmente para uso militar, depois na aviação civil e finalmente para uso doméstico. Há alguns anos, a faixa doméstica era poluída com um ruído intencional, de modo a piorar a precisão (temia-se que o sistema fosse usado pelos inimigos dos EUA), mas isso já foi abolido. A precisão atual, que depende do receptor e do local onde se está é de um raio que pode variar entre 100 e 5 metros. Não muito tempo atrás, o receptor era um artigo caro, e normalmente usado para aplicações muito específicas (navegação no mar, resgate, grandes expedições&#8230;). Mesmo quando comprei meu receptor, no final de 2004, era um equipamento raro entre os aventureiros.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_234" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-234" src="/files/2009/08/Venture-e-eu-500x308.jpg" alt="meu onipresente Garmin eTrex Venture" width="500" height="308" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Meu onipresente Garmin eTrex Venture</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">Finalmente chegamos a 2009! Receptores de GPS &#8220;explodiram&#8221; no mercado, barateando seu custo devido a quantidade produzida. Mas os aparelhos que encontramos à disposição quase sempre são os automotivos: eles têm mapas de ruas, falam e não são à prova d&#8217;água. Nós, aventureiros, precisamos de receptores de GPS específicos para as nossas necessidades. Os receptores embutidos nos smartphones são uma excelente opção, desde que sejam usados com o software adequado. O meu eTrex Venture está velhinho e estou louco para aposentá-lo e em seu lugar colocar um iPhone da segunda ou (melhor ainda) terceira geração.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_231" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-231" src="/files/2009/08/iPhone-3GS-500x298.jpg" alt="iPhone 3GS: GPS, bússola, camera para fotos e vídeos, reproduz música, filmes, navega na internet, e também é um telefone celular. Apenas tenha cuidado: não é a prova d'água" width="500" height="298" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">iPhone 3GS: GPS, bússola, câmera para fotos e vídeos, reprodução de música e filmes, navegação na internet, e também é um telefone celular. Apenas tenha cuidado: não é a prova d&#8217;água</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">Qualquer que seja o escolhido, a parte chata (como em todo aparelho eletrônico) é a fonte de energia. Com boas pilhas alcalinas (costumo usar a Duracel Alcalina Ultra) ele dura entre 6 e 12 horas, ou seja, um ou dois dias de caminhada, com ele ligado o tempo todo. Em viagens de muitos dias o deixo ligado somente quando preciso consultar minha localização. Para um final de semana, gosto de deixá-lo ligado constantemente, capturando assim todo o caminho pelo qual estou trilhando para poder documentá-lo e disponibilizá-lo aqui no blog. Uma coisa legal que eu fiz foi um dínamo com o qual eu carrego as pilhas na manivela (tanta tecnologia e eu voltando aos tempos da manivela, quem diria). Em minha última viagem à Paraty, passei duas semanas com apenas 2 pilhinhas recarregáveis. Para os smartphones (principalmente o iPhone, cuja bateria não é removível), a única solução é um carregador solar: já via alguns modelos e gostei muito.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_240" class="wp-caption alignnone" style="width: 421px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-240" src="/files/2009/08/manivelando-411x500.jpg" alt="Entre manivelar 15 minutos por dia ou carregar 20 pilhas qual você escolheria ?" width="411" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entre manivelar 15 minutos por dia ou carregar 20 pilhas qual você escolheria?</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">Em se tratando do que é possível fazer com um GPS, vou comentar somente o básico, dados tantos recursos de tantos aparelhos diferentes. O principal é o receptor adquirir latitude, longitude, horário e se possível altitude. No caso do meu receptor, ele atualiza essas informações a cada um segundo. Se o aparelho fizesse unicamente isso já estaria excelente, mas pense no aparelho como um computador portátil. Neste caso eu posso guardar em sua memória os chamados &#8220;waypoints&#8221;, que são marcações de lugares.</p>
<div class="wp-caption alignnone">waypoint: <strong>Vila de Paranapiacaba</strong><br />
<strong>latitude:</strong> S23°46&#8217;44.16&#8243;<br />
<strong>logintude:</strong> W46°18&#8217;7.10&#8243;<br />
<strong>altitude:</strong> 812m<br />
<strong>hora da marcação:</strong> 31/08/2009 17:30</div>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><div id="attachment_381" class="wp-caption alignnone" style="width: 200px"><img class="size-full wp-image-381" src="/files/2009/08/waypoin-gmaps.gif" alt="Tela do Google Maps mostrando um waypoint" width="190" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tela do Google Maps mostrando um waypoint</p></div></td>
<td><div id="attachment_377" class="wp-caption alignnone" style="width: 195px"><img class="size-full wp-image-377" src="/files/2009/08/waypoint-eTrex.gif" alt="Tela de waypoints do GPS Garmin eTrex" width="185" height="331" /><p class="wp-caption-text">Tela de waypoints do GPS Garmin eTrex</p></div></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro recurso pra lá de útil são os tracklogs. Lembra-se que na sua infância havia aquela brincadeira de ligar os pontinhos na sequência numérica e o resultado era uma figura? Os tracklogs são basicamente isso, vários &#8220;waypoints&#8221; espaçados entre si que delineiam um caminho a ser percorrido.</p>
<div id="attachment_419" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-419" src="/files/2009/08/tracklog-trackMaker.gif" alt="Um tracklog no software GPS TrackMaker. Observe os pontinhos vermelhos que interligados delineiam o tracklog da ferrovia" width="550" height="410" /><p class="wp-caption-text">Um tracklog no software GPS TrackMaker. Observe os pontinhos vermelhos que interligados delineiam o tracklog da ferrovia </p></div>
<p>Lembrando que todo GPS tem uma conexão com o computador e, utilizando um software adequado para enviar e receber tando waypoints quanto tracklogs do receptor, temos algumas opções:</p>
<ol>
<li>Ir ao lugar com seu aparelho de GPS e gravar os waypoints e tracklogs: útil para você guardar as caminhadas que você andou fazendo por aí e distribuir para os amigos via e-mail ou web</li>
<li>Mapear seus próprios tracklogs no Google Earth e, com isso, poder visitar mais tarde lugares que você desejava mas não tinha maiores informações para aventurar-se. Já fiz isso algumas vezes em que não consegui adquirir o mapa do local</li>
<li>Baixar caminhos já percorridos, documentados e disponibilizados na internet. Há algum tempo não faço uma busca por sites que disponibilizam arquivos de GPS, mas já fiz muito isso. Aliás, faz parte do planejamento de qualquer viagem procurar arquivos de GPS que tenham trilhas, pontos de água, lugares para acampar etc&#8230;</li>
<li>Com um mapa: durante uma aventura, você pode achar um alvo a ser alcançado na carta topográfica e transferir suas coordenadas para o receptor, de modo que você possa seguir este waypoint</li>
<li>Também com um mapa: o contrário, ter um determinado ponto no aparelho (como sua localização atual) e olhar no mapa onde está. Isso é essencial durante uma caminhada pois como a memória e a tela do aparelho são limitadas, uma carta topográfica é essencial para se obter uma visão muito mais ampla do local (como topografia e acidentes naturais não documentados no receptor). Esse é o método que mais utilizo em minhas viagens</li>
</ol>
<p>Você percebe o mundo de possibilidades que se abre quando utilizamos todas essas tecnologias em conjunto? Pense na seguinte história:</p>
<p>Zé Matos é um cara experiente em trilhas. Ele foi para Ilha Grande, e com seu GPS marcou toda a sua viagem: tracklog completo, pontos onde acampou, lugares onde achou água e até casas de moradores locais. Como ele é um cara legal, ao chegar em casa fez o download desses dados de seu receptor e disponibilizou o arquivo na internet. Claudia Penas está começando suas trilhas e gostaria muito de conhecer a Ilha Grande, mas não sabe exatamente que caminho fazer, onde pode encontrar água e onde há uma boa clareira para acampar. Com a ajuda do arquivo disponibilizado pelo Zé Matos ela carrega seu GPS com os dados coletados pelo seu amigo e poderá fazer sua aventura com muito mais comodidade e segurança, e sem deixar de lado o aspecto aventura.</p>
<p>Os softwares que uso atualmente são o <a href="http://earth.google.com/">Google Earth</a> (que você já deve conhecer bem) e o <a href="http://www.gpstm.com/">GPS TrackMaker</a>. Através do Google Earth posso ter uma visualização real de como é a área a ser explorada. Muitas vezes acabo fazendo tracklogs e waypoints de referência de rios, praias, lagos, montanhas. Ou: importo para ele trilhas feitas por mim para eu poder ter uma ideia de onde passei e o que tem lá perto, para uma próxima incursão. Quanto mais você visita determinada área, mais detalhes você tem de lá, por isso é tão importante ir marcando bem esses pontos de interesse durante a sua viagem.</p>
<div id="attachment_425" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-425" title="Software: Google Earth" src="/files/2009/08/software-googleearth-500x302.jpg" alt="o Google Erth, mais uma maravilha do mundo moderno" width="500" height="302" /><p class="wp-caption-text">O Google Erth, mais uma maravilha do mundo moderno</p></div>
<p>Devido o fato que o Google Earth só &#8220;conversa&#8221; com receptor em sua versão paga, eu utilizo o GPS TrackMaker para conectar ao meu aparelho, baixando os dados registrados em sua memória ou enviando-lhe novos dados à véspera de alguma aventura. Através dele também faço alguns ajustes finos no arquivo gerado e importado do Google Earth, como a escolha de ícones que meu GPS consiga compreender.</p>
<div id="attachment_426" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-426" title="GPS TrackMaker" src="/files/2009/08/software-gpstrackmaker-500x302.gif" alt="GPS TrackMaker, software por muito tempo tido como o melhor para GPS, feito por um brasileiro" width="500" height="302" /><p class="wp-caption-text">GPS TrackMaker, software por muito tempo tido como o melhor para GPS, feito por um brasileiro</p></div>
<p>Ouvi dizer que o software (pago) <a href="http://www8.garmin.com/support/download_details.jsp?id=209">Garmin MapSource</a> (do mesmo fabricante do meu receptor) é muito bom, mas eu nunca o testei. Vale a pena conferir. Todo este trâmite entre o receptor de GPS, Google Earth, TrackMaker e carta topográfica não costuma dar muitos erros de precisão, mas tem que se tomar cuidado com algumas configurações, especialmente um tal de datum. Já tive erros de uns 100 metros entre mapeamento de Google Earth e confirmando com o GPS no local, ainda estou aprendendo como corrigir isso.</p>
<div id="attachment_428" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-428" src="/files/2009/08/IMG_2958-500x375.jpg" alt="Em Ilha Bela, procurando na carta topográfica alguma coisa interessante para explorar" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Em Ilha Bela, procurando na carta topográfica alguma coisa interessante para explorar</p></div>
<p>Geolocalização e tooodas as ferramentas com que contamos é um assunto extenso e complicado. Você pode perceber que eu falei das possibilidades desse fantástico aparelho sem entrar muitos detalhes técnicos e mesmo assim este post ficou gigante. Certamente isso daria um livro (razoavelmente grosso), e há alguns bons à disposição nas lojas de aventura. Com um aparelho de GPS e estando bem treinado em geolocalização você pode entrar e sair do mato a hora que quiser. Não precisará se preocupar tanto com guias, poderá conferir se está indo para o local desejado, e mesmo se não estiver, terá condições de voltar. Poderá ir muito mais longe e beneficiar mais pessoas ao compartilhar sua biblioteca de lugares.</p>
<p><em>P.S.: se você gostou deste post, no próximo artigo (que já está em edição) falarei sobre a mistura de fotografia com GPS</em></p>
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		<title>Potes!</title>
		<link>http://blog.blag.us/potes/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 13:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine-se indo para a Serra do Mar. Ou Paraty. Ou Chapada Diamantina. Imagine também que você tenha planejado receitas improváveis lidas no blog do Blagus, como omelete ou pizzas. Ao final do dia, ao desmontar o mochilão você se depara com a tragédia: ovos quebrados, azeite derramado no sleeping bag e as massas de pizza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine-se indo para a Serra do Mar. Ou Paraty. Ou Chapada Diamantina. Imagine também que você tenha planejado receitas improváveis lidas no blog do Blagus, como <a href="javascript:setSkin(skin.bgs[31]);">omelete</a> ou <a href="javascript:setSkin(skin.bgs[29]);">pizzas</a>. Ao final do dia, ao desmontar o mochilão você se depara com a tragédia: ovos quebrados, azeite derramado no sleeping bag e as massas de pizza secas, quebradas ou tortas.</p>
<p><a href="/files/2009/08/DSCN0809.JPG"><img class="alignnone size-medium wp-image-141" title="ovosDerrubados" src="/files/2009/08/DSCN0809-332x500.jpg" alt="ovosDerrubados" width="332" height="500" /></a><br />
<small>Edu Amador derrubou todo o café da manhã em Pedra Bela | <a href="/files/2009/08/DSCN0809.JPG">ver foto</a></small></p>
<p>Pode parecer um tema simples, mas escolher boas embalagens faz uma diferença considerável. Potes menores, com uma geometria cuidadadosamente escolhida, não vão incomodar às costas, vão ocupar menos espaço e ajudar para que a mochila não fique toda torta. E, claro, também não vão abrir no meio da caminhada sem você perceber.</p>
<p>Enquanto não dá para comprar os potes de policarbonato da <a href="http://www.nalgene-outdoor.com/">Nalgene</a>, que não pegam cheiro nem sabor (ou seja: as melhores características do vidro com a leveza e resistência do plástico), vamos ficando com <a href="http://www.sanremo.com.br/">San Remo</a>, <a href="http://www.plasutil.com.br/">Plasútil</a> e <a href="http://www.coza.com.br/">Coza</a>. Mesmo assim, essas três últimas marcas oferecem excelentes opções (o dia que eles forem em policarbonato estaremos bem servidos!).</p>
<p><img src="http://www.nalgene-outdoor.com/store/images/2178-0032-12L.jpg" alt="" /></p>
<p>O que eu mais gosto é um para massas, da San Remo. É um pote de um litro, polivalente: inicialmente você pensaria em usá-lo para água. Para isso ele apenas requer o cuidado de ser muito bem fechado e de preferência que fique acomodado de pé, na mochila.</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00553-273x500.jpg" alt="" width="273" height="500" /></p>
<p>Um dos grandes baratos deste modelo é carregar ovos. Observe que eu só levo ovos se for sair à noite e fazer um omelete na manhã seguinte. Quem sabe num clima mais frio eles cheguem a durar umas 24 horas&#8230; mas no verão do Brasil eu não arrisco. Em tempo: corte fora a tampa de uma caixa de papelão para ovos. A parte que sobrar, corte ao meio de modo que consiga dobrá-la. Voilá!</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00556-500x202.jpg" alt="" width="500" height="202" /></p>
<p>Mas um dos grandes baratos deste potão é poder organizar meus pequenos potinhos de temperos dentro dele.</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00559-500x201.jpg" alt="" width="500" height="201" /></p>
<p>Esses pequenos potinhos da Plasútil são uma mão na roda! Como adoro temperos, em toda viagem levo curry, sal, sazón, manjerona e orégano. Além de duráveis também são muito confiáveis: não abrem sozinhos com facilidade, mas possuem um bem bolado chanfro para facilitar o uso de um dedo humano nesta tarefa.</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00561-500x240.jpg" alt="" width="500" height="240" /></p>
<p>O que deve ser considerado na compra de seus potes (que minha mãe insiste em chamar de Tupperware) é o seguinte:</p>
<p><strong>Aperte suas laterais!</strong> Ele será espremido dentro da mochila e sua tampa não pode saltar sozinha. Plástico é um material normalmente leve, mas observe se o modelo desejado não é muito rígido e consequentemente pesado demais. Ainda não conheço bem a marca Coza, mas merece atenção, veja abaixo:</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00562-500x319.jpg" alt="" width="500" height="319" /><br />
<small>Pode parecer simples à primeira vista, mas este modelo tem uma incrível resistência e sua tampa (além de transparente e bela) é impossível de abrir acidentalmente</small></p>
<p><strong>Não podem ser grandes:</strong> dê preferência aos menores possíveis e que sejam razoavelmente finos (assim eles serão colocados de pé). Potes redondos  não ficam bem alojados dentro da mochila; requerem que coisas como roupas sejam colocados a sua volta para que fiquem estáveis</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00568-500x361.jpg" alt="" width="500" height="361" /><br />
<small>mais da linha dos pequenos potes redondos da Plasútil. São minha paixão atual e nos quais carrego as pequenas bugigangas como mosquetes, isqueiro, anzol, apito, etc.</small></p>
<p><strong>Planeje: </strong>escolha o pote adequado para o conteúdo a ser carregado: a comida tem um formato específico, como massas de pizza, cebola, macarrão, pão? Planeje seu cardápio e lembre das miudezas que costuma carregar antes da aquisição de seus containers</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00566-500x450.jpg" alt="" width="500" height="450" /><br />
<small>Esta seria uma péssima escolha se ele não fosse perfeito para minhas onipresentes massa de mini-pizza</small></p>
<p><strong>Água: </strong>Leve em consideração a estanqueidade! Os potes não são apenas para proteção mecânica: lembre-se que na trilha você poderá pegar uma bela chuva ou cair dentro de um rio. Pequenas garrafas pet (como a de Coca-cola 600ml) são o recipiente ideal para arroz</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00563-500x339.jpg" alt="" width="500" height="339" /><br />
<small>Os potes para máscara de mergulho tem uma excelente geometria: é onde carrego meu fogareiro e talheres</small></p>
<p>E não menos importante: <strong>pesquise</strong>! São itens baratos e de utilidade infindável. Sempre adicione um ou dois modelos em sua compra mensal de mercado.</p>
<p>E boas aventuras!</p>
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		<title>Leia, explore, aprenda</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 13:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estar com a mochila às costas trilhando em algum lugar ao longe, ou estar pendurado numa corda em um ambiente urbano ou natural é somente metade da aventura. A outra metade começou a muito tempo atrás, quando você estava tranquilamente em casa lendo livros, revistas e artigos online. Livros Além dos indispensáveis livros do Sergio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estar com a mochila às costas trilhando em algum lugar ao longe, ou estar pendurado numa corda em um ambiente urbano ou natural é somente metade da aventura. A outra metade começou a muito tempo atrás, quando você estava tranquilamente em casa lendo livros, revistas e artigos online.</p>
<h3>Livros</h3>
<p>Além dos indispensáveis livros do Sergio Beck dos quais eu tenho quase a coleção completa, também tenho o &#8220;Esportes de Aventura ao seu Alcance&#8221; (Editora Bei), e o &#8220;Manual de Trekking &amp; Aventura&#8221; (Editora Kalapalo), de Guilherme Cavallari.</p>
<p><img src="/files/2009/08/LivrosSergioBeck.jpg" alt="coleção de livros do Sergio Beck" width="500" height="249" /></p>
<p>Em se tratando de técnicas verticais, se tem algo que eu amo de paixão são os catálogos da Petzl. Vivo aporrinhando os vendedores das lojas de aventura (e a própria Petzl) para sempre me darem um catálogo do ano. Eu já tenho de quase todos os anos. Esse catálogo, além dos indispensáveis artigos técnicos, é ilustrado com maravilhosas fotos e temperado com um belo relato poético sobre o momento da foto.</p>
<p><img src="/files/2009/08/CatalogoPetzl.png" alt="foto da página do catálogo Petzl de aventura 2009" width="451" height="307" /></p>
<p>Aliás, eu adoro catálogos. Para mim são fontes excelentes de novidades e quando bem feitos, revelam detalhes importantes sobre novos produtos e seus usos. Perceba que eu tenho pouquíssimos livros e, sim, eu me envergonho disso. Nesta lista estou desconsiderando os romances, como os maravilhosos livros do John Krakauer. Os lugares ideais para achar-se bons livros de técnicas são as lojas de aventura (veja a lista abaixo).</p>
<h3>Online</h3>
<p>Fonte inesgotável de conhecimento, juntei ao longo de alguns anos os links das principais marcas de aventura. Não costumo ter blogs ou comunidades, se você tiver sugestões, são muito bem-vindas. Comento as características mais relevantes de cada item e minha experiência com eles.</p>
<h4>Marcas</h4>
<p><a href="http://www.adventuregears.com.br/">Adventure Gears</a>: fabricante de ótimas roupas de aventura. Meu thermodry desta marca está durando muitos anos</p>
<p><a href="http://www.austrialpin.at/">Austrialpin</a>: fabricante austríaco de equipamentos para escalada e vertical</p>
<p><a href="http://www.azteq.com.br/">Azteq</a>: importador de uma série de equipamentos para camping e trekking. As lanternas não são grande coisa, mas a barraca Nepal é meu próximo investimento</p>
<p><a href="http://www.bdel.com/">Black Diamond</a>: respeitável marca de equipamentos para vertical e expedições</p>
<p><a href="http://www.bdel.com/"><img src="/files/2009/08/BlackDiamond.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.brudden.com.br/">Bruden</a>: equipamentos náuticos e caiaques</p>
<p><a href="http://www.by.com.br/">By Roupas Esportivas</a>: excelente fabricante nacional de roupas outdoor</p>
<p><a href="http://www.camp.it/">Camp</a>: marca italiana de equipamentos de aventura</p>
<p><a href="http://www.barracascapri.com.br/">Capri</a>: fabricante ou importador de barracas de baixo custo. Apesar disso, tenho uma iglú deles que aguentou muitas aventuras</p>
<p><a href="http://www.coghlans.com/">Coghlans</a>: marca que vende uma série de pequenas e úteis bugigangas encarteladas. Sempre compro alguma coisa deles na véspera de alguma viagem</p>
<p><a href="http://www.conquistamontanhismo.com.br/">Conquista</a>: ótima fabricante nacional de mochilas, cadeirinhas e roupas</p>
<p><a href="http://www.curtlo.com.br/">Curtlo</a>: excelentes mochilas e diversos equipamentos para trekking. Uma das melhores marcas nacionais</p>
<p><a href="http://www.deuter.com/">Deuter</a>: na minha opinião as melhores mochilas do mundo, entre outros equipamentos para trekking. Meu sonho de consumo!</p>
<p><a href="http://www.deuter.com/"><img src="/files/2009/08/Deuter.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.eurekatent.com/">Eureka</a>: popular fabricante americana de barracas. Tenho uma Solitaire que tem qualidades e defeitos</p>
<p><a href="http://www.fenixlight.com/">Fenix Light</a>: headlamps sérias, com índice IPX8 de estanquicidade (ou seja, alta resistência a submersão)</p>
<p><a href="http://www.nautika.com.br/fit/">Náutica</a>: popular fabricante nacional de barracas e mochilas de baixo custo. Uma boa opção quando não se pode investir muito</p>
<p><a href="http://www.fixeclimbing.com/">Fixes</a>: fabricante de equipamentos para técnicas verticais. Tenho uma cadeirinha deles que acho muito boa</p>
<p><a href="http://www.garmin.com/">Garmin</a>: onipresente fabricante de GPS. Criador do onipresente eTrex, do qual sou um feliz dono</p>
<p><a href="http://www.kailash.com.br/">Kailash</a>: uma das melhores marcas nacionais de equipamento para trekking</p>
<p><a href="http://www.kampa.com.br/">Kampa</a>: fabricante de uma inigualável rede, perfeita para qualquer modalidade de caminhada. Dispensei minhas barracas solo para usar essa rede e seus acessórios</p>
<p><a href="http://www.kampa.com.br/"><img src="/files/2009/08/Kampa.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.kingcamp.com.cn/">King Camp</a>: fabricante chinês de equipamentos para camping e caminhada. Tenho algumas panelas que considero de bom custo-benefício</p>
<p><a href="http://www.kong.it/">Kong</a> fabricante italiano de equipamentos de vertival. Meu primeiro freio oito</p>
<p><a href="http://www.lafuma.com.br/">Lafuma</a> tem ótimas barracas e vestuário. Marca francesa (se não me engano)</p>
<p><a href="http://www.lowealpine.com/">Lowe Alpine</a>: popular fabricante americana de mochilas. É a Trilhas e Rumos americana</p>
<p><a href="http://www.lowepro.com/">LowePro</a>: acredito que seja a versão mais profissional da Lowe Alpine, com boas mochilas para fins específicos, como câmeras</p>
<p><a href="http://www.mammut.ch/">Mammut</a>: fabricante de equipamentos de vertical que respeito muito</p>
<p><a href="http://www.manaslu.com.br/">Manaslu</a>: ouvi dizer que são uma das melhores barracas do mundo, e é uma fabrica brasileira. São usadas até na Antartida. Somente sob encomenda</p>
<p><a href="http://www.manaslu.com.br/"><img src="/files/2009/08/Manaslu.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://marmot.com/">Marmot</a>: uma das melhores marcas de roupas e barracas do mundo</p>
<p><a href="http://www.montanaltda.com.br/">Montana</a>: acredito que seja o melhor fabricante nacional de equipamentos para cascading e caving, com ótimas mochilas e sacos estanque. Tenho alguns deles, são indispensáveis</p>
<p><a href="http://www.msrcorp.com/">Mountain Safety Research</a> (MSR): uma marca que respeito muito, mas acho que não está mais tão boa depois da compra pela Cascade Designs. Era o site de equipamentos de aventura mais belo que já vi. É o fabricante do onipresente Internationale, o fogareiro de alta montanha mais popular do mundo</p>
<p><a href="http://www.msrcorp.com/"><img src="/files/2009/08/MSR.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.nalgene-outdoor.com/">Nalgene</a>: garrafas em policarbonato que eu sou louco para comprar, mas são bem salgadas</p>
<p><a href="http://www.neropes.com/">New England Ropes</a>: as cordas mais respeitadas do mundo</p>
<p><a href="http://www.caiaquesopium.com.br/">Opium</a>: caiaques nacionais. Naveguei em um Cabo Horn (com o qual foram vencidas várias competições) por cinco dias e me apaixonei por ele</p>
<p><a href="http://www.ospreypacks.com/">Osprey Packs</a>: muito respeitado pelo europeus, um fabricante de mochilas customizadas</p>
<p><a href="http://www.outex.com/">Outex</a>: interessantes sacos-estanque para câmeras fotográficas</p>
<p><a href="http://www.petzl.com/">Petzl</a>: os espeleólogos Fernand Petzl e Pierre Chevaleir começaram a projetar, fabricar e vender os equipamentos criados por eles mesmos no final da década de 60. Assim nasceu a mais respeitada empresa do setor, cujos equipamentos são uma obra de arte</p>
<p><a href="http://www.plasmodia.com.br/">Plasmódia</a>: o fabricante da melhor corda fabricada no Brasil, na minha opinião: a P48F</p>
<p><a href="http://www.primus.se/">Primus</a>: lendário fabricante de fogareiros de alta montanha, que acompanhou a primeira subida ao Everest. Sou o feliz proprietário do um MultiFuel. Caro, mas para a vida toda</p>
<p><a href="http://www.princetontec.com/">Princeton Tec</a>: uma das melhores lanternas do mundo, IPX6</p>
<p><a href="http://www.princetontec.com/"><img src="/files/2009/08/PrincetonTec.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.rockempire.com/">Rock Empire</a>: fabricante de equipamentos de vertical, tenho um harnês deles que gosto muito</p>
<p><a href="http://www.salewa.com/">Salewa</a>: fabricante polivalente de vários itens de montanha. Não conheço a marca de perto, mas parece muito respeitável</p>
<p><a href="http://www.salomonsports.com/">Salomon</a>: boots nacionais para trekking. Boa marca, apesar de achar o meu Salomon duro demais</p>
<p><a href="http://www.sigg.ch/">Sigg</a>: popular fabricante de garrafas de alumínio, copiadas no mundo todo</p>
<p><a href="http://www.silva.se/">Silva</a>: pode não ser a mais bonita, mas certamente uma das melhores lanternas de cabeça</p>
<p><a href="http://www.singingrock.com/">Singing Rock</a>: equipamentos de vertical</p>
<p><a href="http://www.solobr.com/">Solo</a>: excelente fabricante nacional de roupas de aventura</p>
<p><a href="http://www.thenorthface.com/">The North Face</a>: fabricante de equipamentos para alta montanha (barracas e roupas) pela qual tenho verdadeiro fetiche. E para a minha alegria agora tem uma loja em São Paulo</p>
<p><a href="http://www.thenorthface.com/"><img src="/files/2009/08/TheNorthFace.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.thermarest.com/">Therm-a-rest</a>: inigualável isolante térmico, presente na bagagem de 99.9% dos aventureiros sérios. Para minha tristesa, perdi o meu clássico Ridgerest</p>
<p><a href="http://www.trilhaserumos.com.br/">Trilhas e Rumos</a>: popular fabricante nacional de mochilas e barracas entre outros itens. Uma marca de custo-benefício bom, uma excelente opção quando dinheiro é um problema. Sua mochila Crampon 77, da qual sou um feliz proprietário, é minha sugestão de cargueiras de baixo custo</p>
<p><a href="http://www.vibramfivefingers.com/">Vibram Five Fingers</a>: um genial conceito chamado &#8220;bare-footing&#8221;. Sonho com uma KSO</p>
<p><a href="http://www.vibramfivefingers.com/"><img src="/files/2009/08/VibranFiveFingers.jpg" alt="" /></a></p>
<h4>Lojas</h4>
<p><a href="http://www.mterra.com.br/">Mundo Terra</a>: o que dizer dos meus queridos amigos da loja Consolação? A Cris é um amor de pessoa e o Edú, uma enciclopédia de aventura. Essa é a opção primária para compra de equipamentos!</p>
<p><a href="http://www.casadepedra.com.br/">Casa de Pedra</a>: o gerente da loja do shopping Morumbi é meu grandessíssimo amigo Beto, com o qual já tive o privilégio de trilhar junto. Quer um equipamento de uma marca conceituada? É lá o lugar</p>
<p><a href="http://www.arcoeflecha.com.br/">Arco e Flecha</a>: conheci o dono dessa loja virtual quando ele ainda trabalhava sozinho na casa dele. Um cara mega gente-fina, que me mostrou fotos de sua expedição ao Nepal e mostrou inigualável conhecimento sobre equipamentos. Fico feliz de ver que ele conseguiu montar uma belíssima loja na Lapa</p>
<p><a href="http://www.casadomontanhista.com.br/">Casa do Montanhista</a>: por muito tempo foi minha loja predileta, quando eles ainda tinham uma loja física na alameda Campinas. Comprei muito equipamento lá e também levei muita gente comprar seu primeiro equipamento de vertical por lá</p>
<p><a href="http://www.emporioaventura.com.br/">Emporio Aventura</a>: uma boa loja que tinha preços indecentemente baixos quando estavam fechando sua loja física</p>
<p><a href="http://www.bluebeach.com.br/">Blue Beach</a>: tem a minha camiseta predileta de crepe de poliamida num preço bem honesto</p>
<p><a href="http://www.halfdome.com.br/">Half Dome</a>: a loja da elite dos escaladores. Equipamentos específicos de escalada é com eles</p>
<p><a href="http://www.penatrilha.com.br/">Pé na Trilha</a>: a conheço desde antes mesmo de sua inauguração e é uma loja esplêndida, com ótimas marcas</p>
<p><a href="http://www.tf.com.br/">Track &amp; Field</a>: tem roupas em lycra e malha que eu acho muito legais, mas de preço bem salgado também. Meu legging T&amp;R que uso para escalar está durando vários anos</p>
<p><a href="http://www.decathlon.com/">Decathlon</a>: representante da marca Quechua, é o supermercado de aventura que faltava. Seus preços são muito bons, mas a variedade em marcas, péssima</p>
<p>Com tantos adjetivos positivos para todos eles, é de se imaginar que este post é um <em>baita jabá</em>. Na verdade, não faz muito sentido catalogar aqui as marcas que não acho legais, e essas tem aos montes&#8230;</p>
<p>Eu espero que esse seja um guia de referência para suas próximas compras e em cada item você aprenda mais sobre a tecnologia atual dos equipamentos dos quais nossa vida depende.</p>
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