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	<title>blogus &#187; Camping</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
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		<title>Como organizar a mochila</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Camping]]></category>
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		<description><![CDATA[Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do blogus com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (PDF ou Jpeg), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo pôster de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do <em>blogus</em> com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">PDF</a> ou <a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Jpeg</a>), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo <em>pôster de mulher pelada em borracharia</em>. Mas, se você quer mais dicas sobre esta nobre arte, revelada a poucos iniciados em cultos mágicos secretos dos sherpas das montanhas azuis, não deixe de ler o resto do artigo.</p>
<p><a name="#infografico"></a><br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Olhar o infográfico como imagem</a> (para visualizar aqui no blog)<br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">Baixar o infográfico em formato PDF</a> (em alta resolução no Acrobat Reader, para impressão)</p>
<div id="attachment_1344" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg"><img class="size-full wp-image-1344" title="O tão esperado infográfico" src="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06-preview.jpg" alt="" width="500" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">O tão esperado infográfico</p></div>
<h3>Escolhendo a mochila</h3>
<p>Uma boa mochila cargueira é um equipa que dá gosto de adquirir porque costuma durar muuuito tempo. A minha Trilhas e Rumos Crampon 77 é o meu item mais antigo e está beirando os oito anos, mas com corpinho de dois. Já passou por uma cirurgia de redução de buracos e um botox para uma esticada nas linhas de expressão. Então, compre uma mochila decente (leia-se: gaste um pouco mais, seu pão-duro) porque no caso de uma escolha errada você terá que aturá-la por muito tempo (não soa <em>mesmo</em> como um casamento?).</p>
<p>Dê preferência por aquelas que tem muitas divisões e recursos técnicos (como acessos frontais, suporte à CamelBak, tampa telescópica, bolsos retráteis), mas que seja especialmente confortável. Sistemas de armação rígida são obrigatórios. Barrigueiras muito bem acolchoadas também. Dê preferência a uma que tenha muitos ajustes para vocês ficarem mais coladinhos um no outro.</p>
<div id="attachment_1341" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1341" title="Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum" src="/files/2010/01/mochila-DSC08565.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum</p></div>
<p>As marcas que recomendo são <a href="http://www.thenorthface.com.br/">The North Face</a>, <a href="http://www.deuter.com.br/">Deuter</a>, <a href="http://www.ospreypacks.com/">Osprey</a>, <a href="http://www.salewa.com/">Salewa</a> e <a href="http://www.curtlo.com.br/">Curtlo</a>. Não gosto das Trilhas e Rumos, mas na <a href="http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=130">Crampon Tech 77</a> (e somente na Crampon Tech 77) eles fizeram um excelente trabalho e eu acho que é essa a melhor relação custo/benefício. Explore cada mínimo detalhe da sua mochila, olhe como funciona cada zíper, descubra todos os compartimentos, saiba que lado da cama ela dorme, pergunte seu filme predileto. Ao chegar em casa, encha-a de coisas volumosas e pesadas (sacos de arroz, cobertores grossos, garrafas pet cheias de água) e peça ajuda de um universitário para fazer os devidos ajustes. Se você quer ser um bom aventureiro, prepare-se para ser tachado de louco.</p>
<div id="attachment_1337" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-1337" title="Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela" src="/files/2010/01/mochila-DSC00123.jpg" alt="" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela</p></div>
<h3>Distribuição de peso</h3>
<p>A cerimônia de fechamento de mochila é um ritual nobre, que deve ser feito com critério e uma boa dose de nóias com organização. Faça-o um ou dois dias antes de sair para viajar, e se a trip tiver mais de 2 dias de duração, pode ter certeza que esta dança levará mais de 3 horas. Eu levo 5 horas, contadas a partir da hora de chegada do mercado, com os itens recém-comprados que vão no backpack, <em>como dizem os americanos</em>. Siga o infográfico e seja feliz. E não esqueça de usar sacos estanques em tudo que não pode molhar: roupas e saco de dormir, principalmente.</p>
<div id="attachment_1338" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1338" title="Não deixe sua mochila te castigar" src="/files/2010/01/mochila-DSC00953.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Não deixe sua mochila te castigar</p></div>
<h3>Pacotinho</h3>
<p>A mochila deve se comportar como um anão de jardim: deve ficar em pé sozinha. O maior segredo é colocar a barraca dobrada em forma quadrada ou retangular no fundo da mochila. Feito isso e estando descalço, comece a cômica cena de adentrar na mochila, e pisotear a barraca no fundo para ela ir assentando. Comece a preencher a mochila pelo seu corpo principal, deixando as bolsas laterais e superiores por último.</p>
<p>Aqui você percebe como é importante ter todos os itens que serão adicionados à ela muito bem distribuídos em uma mesa de modo que facilite sua decisão de qual será o próximo item a entrar. E conforme for adicionando as coisas, sacuda a mochila para assentar o conteúdo. Não tenha dó: pode bater a valer, ela nega, mas gosta. Só espero que você não more um apartamento cujo vizinho de baixo seja reclamão. Preencha todos os mínimos espaços vazios encaixando tudo bonitinho, e o mais importante: não deixe nenhuma ponta do que quer que seja. Certa vez, em Paraty, tive que esmurrar uma quina de panela que me incomodava nas costas. Depois disso, a sua tampa nunca mais se encaixou. E foi também depois deste episódio que eu passei a usar pratos rasos e colocá-los de pé em forma de escudo na parte que vai às costas. Conforto garantido. Se ao final sua mochila ficar em pé sozinha, parabéns. Caso contrário, tire tudo de dentro e comece novamente. No último fim de ano fui obrigado a fazer isso num dia de pressa: a mochila ficou péssima e perdi o dobro do tempo refazendo tudo.</p>
<div id="attachment_1339" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1339" title="Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho" src="/files/2010/01/mochila-DSC02873.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho</p></div>
<h3>Praticidade</h3>
<p>Tenha uma lista mental de qual item você irá precisar com mais frequência (headlamp, barrinha de cereal, CamelBak, GPS, casaco corta-chuva etc.). Estes serão os últimos a entrar e ficarão alojados nos bolsos lateriais e tampas superiores. Itens pendurados? <strong>Nem pensar</strong>! No máximo o boot de caminhada (enquanto você viaja confortavelmente de chinelão ou papete), mas prenda-o com alguns mosquetes, não confie nunca na fita de aperto sozinha.</p>
<div id="attachment_1340" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1340" title="Se for para pegar algo, que seja rápido" src="/files/2010/01/mochila-DSC07858.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Se for para pegar algo, que seja rápido</p></div>
<p>Se você já tem a sua fiel companheira, este artigo tem como objetivo apimentar a relação de vocês dois. Se você ainda não tem, procure uma agora mesmo! Ela está por aí no mundo, procurando por você também. Vocês viverão momentos felizes juntos e também passarão por algum perrengue. Mas não vão se desgrudar um segundo.</p>
<p><strong><em>Ótimas aventuras!</em></strong></p>
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		<title>Comendo na trilha</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 510px; height: 128px; text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-1283" style="margin: 0 5px 0 5px;" title="Joana Rocha" src="/files/2010/01/alimentação-00-DSC03537-small.jpg" alt="" width="120" height="120" />Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa</div>
<p>Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados neste blog. Com o planejamento alimentar não é diferente, já que o que você vai comer é que vai garantir a energia para seguir em frente sem sobrecarregar o corpo. Em viagens muito curtas, de horas ou no máximo de um dia, você pode se valer de sanduíches, biscoitos e quem sabe até dos famigerados miojos. Em viagens mais longas, no entanto, o cardápio necessita de mais critério, pois suas principais refeições serão o café da manhã e o jantar. Raramente há almoço, pois perde-se muito tempo montando toda a parafernália.</p>
<div id="attachment_1284" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1284" title="Café da manhã reforçado" src="/files/2010/01/alimentação-01-DSC08574.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Café da manhã reforçado</p></div>
<p>Com apenas duas refeições principais é preciso um maior reforço alimentar. Carboidratos para dentro então. Na cidade a porcentagem necessária deste nutriente, por refeição, é de 40% a 50%. Numa viagem de aventura esse percentual sobe para 70%. Se você é fã da dieta das proteínas, é bom mudar seus conceitos. Aliás, proteínas é que menos se ingere nessas viagens.</p>
<p>Quando comecei a trilhar, há uns anos, as opções disponíveis para trilhas eram poucas, resumindo-se a alguns enlatados e embutidos altamente gordurosos e de gosto muito ruim, limitando o cardápio a arroz e macarrão. Hoje, isso não é desculpa para se comer mal em trilhas. Muitas coisas que antes só havia em lata, hoje dá para encontrar em versões embaladas a vácuo, mais leves e que produzem menos lixo. E melhor: a qualidade desses produtos melhorou 100%. Exemplos: atum, embutidos, carnes prontas, legumes pré-cozidos e feijoadas. Com um pouco de criatividade dá para fazer verdadeiros banquetes no mato. <em>Duvida?</em></p>
<h3>O café da manhã</h3>
<p>Importantíssimo! É o que vai segurar a onda durante as muitas horas de caminhada pela frente.</p>
<p><strong>Pães:</strong> geralmente leva-se pão de forma ou francês. Esqueça-os! Ocupam muito volume e estragam muito rápido. Sugestão? Pão sírio é uma beleza. Pouco volumosos e levíssimos, duram muito mais tempo</p>
<div id="attachment_1285" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1285" title="Parecem quipás mas são pães sírios" src="/files/2010/01/alimentação-02-DSC08464.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Parecem quipás mas são pães sírios</p></div>
<p><strong>Pizza:</strong> creia, é muito bom. Leve as minis, dentro de potes redondos. A massa dura bastante tempo também. Faça-as com tomate seco, cogumelos secos ou em conserva, atum, presunto e o que mais sua imaginação deixar. Dá pra fazer pizza doce também, com Nutella, frutas secas, bananas, e amêndoa ralada. Muitas dessas coisas são encontradas facilmente em mercados municipais, feiras e ceasas. Vale a pena perder um tempo nesses lugares, pois os preços compensam</p>
<div id="attachment_1286" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1286" title="se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram" src="/files/2010/01/alimentação-03-SDC10372.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram</p></div>
<div id="attachment_1287" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1287" title="Pizza de chocolate, a especialidade da casa" src="/files/2010/01/alimentação-04-SDC10349.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pizza de chocolate, a especialidade da casa</p></div>
<div id="attachment_1288" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1288" title="Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza" src="/files/2010/01/alimentação-05-DSC07267.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza</p></div>
<p><strong>Queijo e presunto:</strong> o queijo tem mil e uma utilidades e boa durabilidade. Dá pra pôr no pão, na pizza, comer antes da janta com rodelas de salame e durante a trilha também se a pressão baixar e precisar de um salzinho. Presunto é legal, mas tem um problema: dura pouco. Por isso leve-os apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes, substitua-o por salame</p>
<p><strong>Ovos:</strong> são um pouco chatos de levar devido sua fragilidade, mas valem a pena pela felicidade que proporcionam através de omeletes e ovos mexidos no capricho. Dá para fazê-los com os mesmos ingredientes da pizza. Veja <a href="/potes/">uma sugestão</a> de como levá-los</p>
<div id="attachment_1289" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1289" title="ovos mexidos com pão sírio" src="/files/2010/01/alimentação-06-IMG_8569.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Ovos mexidos com pão sírio</p></div>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1290" title="Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pózinho e ao fundo massas de pizza" src="/files/2010/01/alimentação-07-SDC10244.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pozinho e ao fundo massas de pizza</p></div>
<p><strong>Café, leite e suco:</strong> eu gosto de levar sachês de cappuccino. São leves, práticos e gostosos, mas um pouco caros. Sugestão: faça uma mistura de café solúvel, leite em pó e açúcar e leve tudo num só pote. Em se tratando de suco, não tem como escapar dos pózinhos</p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1291" title="A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente" src="/files/2010/01/alimentação-08-DSC00850.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente</p></div>
<p><strong>Mandioca e banana-da-terra:</strong> são meus preferidos! A mandioca já é encontrada cozida e embalada a vácuo. Se tiver com o dinheiro curto, leve-as <em>in natura</em> mesmo, lembrando que com a casca ela dura um pouco mais. Além de comê-la no café, dá pra comer na janta também. Já a banana-da-terra, melhor consumir nos primeiros dias, por ser altamente perecível. E não esqueça da manteiga por cima!</p>
<h3>O jantar</h3>
<p>Tão importante quanto o café da manhã. Vai repôr a energia e os nutrientes perdidos durante o dia, livrando-o da fadiga e ajudando na recuperação física.</p>
<p><strong>Feijoada:</strong> por que não? Há alguns anos não se cogitava levá-la para uma trilha. Só havia as enlatadas, que eram altamente gordurosas. Um nojo! Mas hoje já existem as opções embaladas a vácuo, mais saudáveis e saborosas e mesmo as enlatadas melhoraram muito. Opção pá-pum! Arroz, farofa e legumes para acompanhar. Há também o feijão carioquinha e somente feijão preto, sem os ingredientes da feijuca</p>
<p><strong>Arroz:</strong> é o curinga da culinária de aventura. Sugestões:</p>
<ul>
<li>risoto de cogumelos secos</li>
<li>arroz com lentilha e calabresa (se for vegetariano, substitua a calabresa por legumes ou proteína de soja)</li>
<li>arroz com carne seca e calabresa</li>
<li>arroz com leite de coco</li>
<li>arroz com curry</li>
</ul>
<div id="attachment_1292" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1292" title="Arroz com lentilha e linguiça" src="/files/2010/01/alimentação-09-DSC02196.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Arroz com lentilha e linguiça</p></div>
<p><strong>Carnes:</strong> super desaconselháveis de levar pelo seu alto teor perecível. Mas se você não consegue viver sem, dá pra se virar muito bem com carne seca, calabresa, bacon ou carnes prontas em pacotes. O bacalhau é também uma opção, apesar de ainda não ter experimentado, já que o sal o conserva por bastante tempo</p>
<p><strong>Macarrão:</strong> idem arroz, use sua criatividade</p>
<p><strong>Couscous marroquino:</strong> grãos de semolina usados como base na alimentação no Marrocos. Substitui facilmente o arroz, bastando adicionar água quente e deixar de molho por 10 minutos. Com legumes e ingredientes como nozes, amêndoas e passas fica delicioso. Sirva-o com carne seca, calabresa ou com proteína de soja</p>
<p><strong>Purê de batatas em flocos:</strong> rápido, prático e fácil. Pode ser preparado com leite ou água</p>
<p><strong>Legumes:</strong> leve-os <em>in natura</em> apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes melhor levar enlatados ou embalados a vácuo</p>
<p><strong>Outros:</strong> há uma infinidade de outros ingredientes que podem ser levados para a trilha sem nenhum problema e que vão dar um gosto todo especial ao rango. Leite de coco e creme de leite em caixinha são bons exemplos</p>
<div id="attachment_1293" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1293" title="Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp" src="/files/2010/01/alimentação-10-P1030927.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp</p></div>
<h3>Antepastos</h3>
<p>Pequenas refeições rápidas servidas antes da janta, quando a fome está falando mais alto. É necessário para evitar que se queime a língua com a janta ou que se coma além da conta passando mal à noite</p>
<p><strong>Salame:</strong> embutido altamente durável. Mesmo depois de aberto dá para consumi-lo em até dois dias. Com queijo cortado em cubinhos é perfeito. Pode ser usado também em substituição ao presunto, que estraga muito rápido. Se tiver sorte e achar um limãozinho pelo caminho, vá com força!</p>
<div id="attachment_1294" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1294" title="Será que o dedo fará parte do cardápio?" src="/files/2010/01/alimentação-11-DSC02189.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Será que o dedo fará parte do cardápio?</p></div>
<h3>Contínuos</h3>
<p>Alimentos que servem de coadjunvantes na alimentação durante o dia. Evite chocolates e doces industrializados, eles demoram para liberar a glicose na corrente sanguínea, reduzindo o desempenho e contém muita gordura. Dê preferência as barrinhas de cereal sem chocolate, frutas secas ou <em>in natura</em> ou mesmo suplementos de carboidrato em gel. Se você é fã de doces e não consegue viver sem (e eu me incluo aí), deixe-os de sobremesa, para depois da janta</p>
<h3>Alimentos liofilizados</h3>
<p>São alimentos em que é retirada toda a sua água, mas mantendo todos os nutrientes necessários a uma boa alimentação. Até alguns anos atrás eram utilizados apenas por astronautas. Foram adotados também por aventureiros pela vantagem de serem extremamentes leves e terem uma durabilidade incrível. O ponto negativo: são extremamente caros. Mas se interessar, visite o <a href="http://www.liofoods.com.br/">site da LioFoods</a></p>
<h3>Algumas dicas</h3>
<ul>
<li>Café com leite: Para cada 100 gr de café solúvel, use 250 gr de leite em pó. A medida de açúcar é a mesma do café ou de acordo com seu gosto</li>
<li>Leve queijo e presunto já fatiados para o pão. Eles ficam molengas por causa do calor, dificultando o corte</li>
<li>Se for fazer arroz com lentilha, leve-os já misturados no mesmo pote, na proporção de 1 para 1</li>
<li>Não dessalgue a carne seca em casa, ela vai estragar. Experiência própria. No dia que for prepará-la, arme acampamento um pouco mais cedo e deixe a carne dessalgando por 1 ou 2 horas em água fria. Se tiver a mandioca, dá para improvisar um belo escondidinho</li>
<li>Ao utilizar cogumelos secos, hidrate-os antes em água quente, por uns 20 ou 30 minutos</li>
<li>Couscous marroquino: para cada copo de couscous use 1 de água. Misture um pouco de manteiga</li>
<li>Sabe aqueles saches de shoyo dos tele-china? Dá pra fazer um belo yakisoba com macarrão e legumes</li>
<li>Temperos são muito bem-vindos: curry, ervas desidratadas, açafrão, pimenta moída etc. Em feiras é muito fácil achar excelentes mix de temperos</li>
<li>Se o roteiro permitir, faça as refeições nas cidades ou vilas localizadas no caminho, ou compre ingredientes frescos como peixes e frutos do mar, para preparar a comida. Mas compre apenas o suficiente para a próxima refeição, para evitar desperdícios</li>
</ul>
<div id="attachment_1295" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1295" title="Peixes fresquinhos comprados diretamente de pescadores" src="/files/2010/01/alimentação-12-DSC02540.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Peixes fresquinhos comprados diretamente de pescadores</p></div>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1296" title="Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café" src="/files/2010/01/alimentação-13-DSC00074.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café</p></div>
<p>Com os ingredientes e dicas citados acima, dá para fazer delícias e esquecer de vez os miojos insossos. Só come mal em viagens de aventura e trilhas quem quer. Faça alguns testes em casa e adapte o cardápio conforme seu gosto. Como diz o ditado, <em>&#8220;o que não mata, engorda!&#8221;</em></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="padding: 5px; width: 510px; text-align: left;">
<h3>Twitter</h3>
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</div>
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		<title>Equipamento</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 15:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá meus amigos! Nada mais coerente do que um post de o que colocar na mochila, afinal é fim de ano e todos vocês estão indo para o mato, certo? Certo!? Pois bem, peguei minhas fotos do Flickr e com o interessantíssimo recurso de notas pude marcar cada minímo detalhe do que levei nas viagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá meus amigos!<br />
Nada mais coerente do que um post de o que colocar na mochila, afinal é fim de ano e todos vocês estão indo para o mato, certo? <em><strong>Certo!?</strong></em> Pois bem, peguei minhas fotos do Flickr e com o interessantíssimo recurso de notas pude marcar cada minímo detalhe do que levei nas viagens no decorrer destes anos. Divirta-se!</p>
<h3>Equipamento 1</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2621533647&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="500" width="375"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2621533647/" title="Gear 01 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3085/2621533647_000c7cc221.jpg" width="375" height="500" alt="Gear 01"/></a></iframe>novembro de 2004</div>
<p>Foto feita no meu primeiro grande solo de 5 dias em Parati, RJ. Foi muito interessante ter criado todos estes detalhes porque vejo os absurdos que carregava. A minha inexperiência foi contrária: ao invés de carregar coisas de menos, carregava demais. Pelo menos nunca me faltou nada.</p>
<p>Erros: carregava muita comida. O pão sírio eu dei para um casal numa praia em que passei. Sobrou comida para mais 3 dias (o ideal é que sempre sobre para 1 dia). Não mais separo comida de diferentes dias em diferentes saquinhos, é ruim para aloca-los na mochila, além de serem completamete desnecessários para os enlatados (alegria: hoje em dia muita coisa deixou de ser enlatada). Não carrego mais os copos (tenho um tupperware excelente para isso). Também não carrego mais os talheres-canivete (além de pequenos e pesados, hoje em dia tenho uns de plástico muito leves e resistentes). Carreguei muita roupa para um lugar muito quente e no verão. O butano foi completamente desnecessário (o maçarico cheio deu conta tranquilamente). Atualmente, com minha lanterna a dinâmo não preciso mais carregar tanto peso em pilhas. Xampú, condicionador e detergente são poluentes, devem ser usados com critério. Carrego bem menos em embalagens minúsculas, e levo somente em lugares em que não vou tomar banho ou lavar a louça num rio ou lago.</p>
<p>Acertos: o biscoitiho japonês é uma delícia e há muito tempo não o levo. Minhas pilhas regarregáveis estão velhas, estou usando alcalinas (são caras e mais poluentes), preciso comprar umas 4 para o GPS. Os sacos Zip-lock são estanque, muito melhor que as sacolinhas de mercado (que são apenas amarráveis pela alça). Pode parecer inútil, mas até hoje o espelho-disco-de-HD é muito eficiente. Para um friorento, ter levado o traje de neoprene foi bom para ter dado um mergulho num lago gelado. </p>
<h3>Equipamento 2</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4194378839&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4194378839/" title="Gear 02 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2672/4194378839_8f6f397dc8.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 02"/></a></iframe>dezembro de 2004</div>
<p>Foto feita as pressas para a viagem à Pedra Grande (Atibaia). Fiz esta viagem com minha ex-mulher por isso há itens femininos e alguns duplicados. Fomos relativamente leves pois seria uma viagem de uns 3 dias, mas mesmo assim deixamos muita comida com um casal que conhecemos no local e que estavam completamente despreparados. Hoje praticamente não há latas na minha cozinha.</p>
<p>Já me livrei há algum tempo da terrível mochila verde, que apesar de ter feito parte de boas aventuras tinha um geometria horrível. Nesta viagem a apelidamos de máquina de lavar: tudo ficava solto dentro dela e ia centrifugando enquanto andava. Outra coisa interessante é que eu quase não tinha roupas especificamente para aventura (com excessão do thermodry) e usava coisas do meu guarda roupa cotidiano. O espelho feito de disco de HD, o meu fogareiro Primus e a mochila Crampon 77 estão presentes até hoje. </p>
<h3>Equipamento 3</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2172255264&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172255264/" title="Gear 03 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2216/2172255264_39861565ba.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 03"/></a></iframe>dezembro de 2007</div>
<p>Um salto no tempo desde a última foto, prestes a iniciar meu solo de 4 dias na Serra de Paranapiacaba. Desde que minha Nikon morreu no revillón de 2005, quase nenhuma de minhas aventuras teve registro fotográfico. Mas 3 anos mais tarde adquiri uma Sony Cybershot F717 e pude dar continuidade aos meus regitros. Comparando ao making-of anterior (Equipamento 02), você pode perceber muita diferença e novas tralhas. </p>
<h3>Equipamento 4</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 384px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2622359770&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="500" width="374"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622359770/" title="Gear 04 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3020/2622359770_72ede0cd8d.jpg" width="374" height="500" alt="Gear 04"/></a></iframe>maio de 2008</div>
<p>Trilha do Rio Moji com a Kad.</p>
<p>Acertos: com a Kad aprendi novos sabores na minha cozinha. Foi muito bom ter levado cebolinha, alho e bacon, assim como os ovos para o omelete (meu atual café da manhã padrão). Foi muito legal ter alguns incensos para deixar a barraca bem cheirosa (e seu peso e volume são irrisórios). O tupperware contendo uma embalagem de ovos adaptada se comportou muito bem. A comida foi bem planejada, deu certinho (lembrando que sobrou e deveria sobrar mais uma refeição para o caso de imprevistos)</p>
<p>Melhorias: a coitada da minha barraca iglusinha pede aposentadoria. Preciso urgente de uma ou duas calças para aventura. </p>
<h3>Equipamento 5</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2622362974&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622362974/" title="Gear 05 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3276/2622362974_83a9e88c81.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 05"/></a></iframe>junho de 2008</div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2622366354&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622366354/" title="Gear 05: detail by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3068/2622366354_edb5185767.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 05: detail"/></a></iframe>detalhes</div>
<p>Solo na ferrovia funicular abandonada, viagem de um final de semana.</p>
<p>Comparando com a primeira foto de equipamentos, hoje a margem de erro é muito menor. Carrego incomparavelmete menos peso e não sinto a falta de nada. Novos sabores na cozinha e nos contínuos, roupa na medida certa e poucos e bons equipamentos.</p>
<p>Me faltou os bastões de caminhada (que esqueci num taxi), uma barraca solo decente e uma calça boa. </p>
<h3>Equipamento 6</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4172099862&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="222" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4172099862/" title="Gear 06 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2520/4172099862_a88ff1e713.jpg" width="500" height="222" alt="Gear 06"/></a></iframe>novembro de 2009</div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4172100036&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="333" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4172100036/" title="Gear 06: food by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2621/4172100036_7499c874a7.jpg" width="500" height="333" alt="Gear 06: food"/></a></iframe>detalhes da comida</div>
<p>Trilha de aniversário com os amigos para o Rio Mogi.</p>
<p>Posso dizer que meu equipamento está completo e até me dou ao luxo de emprestar para os amigos quando estes não tem alguma coisa. A foto mostra duas barracas porque nesta trilha aconteceu exatamente essa situação: amigos &#8220;desbarracados&#8221; foram beneficiados pelos investimentos recentes. </p>
<p>Hoje em dia o peso carregado é mínimo e o equipamento é o mais adequado possível. Raramemente falta algo e o maior problema do passado foi sanado, que era sobrar coisas ou algumas delas não serem utilizadas. </p>
<p>Infelizmente esta foto não mostra as roupas técnicas nem os sacos estanque que servem para proteger os itens que não podem molhar. </p>
<h3>Equipamento 7</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4195179106&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="312" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4195179106/" title="Gear 07 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2584/4195179106_6783c8885a.jpg" width="500" height="312" alt="Gear 07"/></a></iframe>dezembro de 2009</div>
<p>Preparação para o solo no Vale da Morte. Consegui colocar à mostra o equipamento todo que será levado, sem excessões. Deu um trabalhão mas ficou legal.</p>
<p>Vou mais do que bem preparado para esta trilha: quase tudo vai dentro de um enorme saco estanque e isso significa que eu posso pular na água com mochila e tudo sem medo de molhar o equipa. O que não vai neste estanque vai em sacos estanques menores ou é a prova d&#8217;água.</p>
<p>Terei o orgulho de estreiar meu GPS novo e minha headlamp Apex (testados previamente). Também estou levando novas cartas topográficas em escala menor, o que me dará maior precisão na navegação (e esta é uma viagem exploratória). Quanto ao cardápio, será muito variado e não haverá repetição nenhum dia (valeu, <a href="http://sertra.blogspot.com/">Jô</a>!). </p>
<p>Algo interessante a se observar é a inexistência de uma barraca, levarei o conjunto Kampa que consiste numa rede e um toldo especial, feitos de um material que parece nylon de paraquedas. Já a usei anteriormente neste lugar e seus volumes e pesos são irrisórios comparado à uma barraca (por menor que esta seja). Basta achar duas árvores numa distância razoável e voilá! </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
Pelo que você pode ver, a foto acima é de ontem. Isso significa que estou saindo para viajar e só volto ano que vem! Ótimas aventuras neste final de ano e aventuras com mais emoção ainda em 2009! Obrigado pelo apoio e carinho de todos vocês!!
</div>
<h3 style="font-style: italic;">Update</h3>
<p>O meu querido amigo <a href="http://www.flickr.com/photos/jeffsupertramp/4253692700/">Jeff SuperTramp</a> também fez seu making of de equipamentos</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4253692700&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/jeffsupertramp/4253692700/" title="Montagem_mochila_jan_2010 by jeff supertramp, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4006/4253692700_736096bebe.jpg" width="500" height="375" alt="Montagem_mochila_jan_2010"/></a></iframe>Equipa do Jeff, em janeiro de 2010</div>
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		<item>
		<title>Dicas para cicloturismo</title>
		<link>http://blog.blag.us/dicas-para-cicloturismo/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/dicas-para-cicloturismo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Amaya foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a Ilha Comprida. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-01-abertura-DSC00194.jpg" alt="Mario Amaya" title="Mario Amaya" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1174" /><a href="http://marioav.blogspot.com/">Mario Amaya</a> foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a <a href="/ilha-comprida-de-bike/">Ilha Comprida</a>. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike</div>
<p>A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação e apreciação mais íntima dos lugares, mostrando muitas coisas que passam batidas em viagens de carro. Além disso, os cicloturistas são gente sociável, especial, legal, culta, divertida, bonita e simpática, que sabe apreciar os prazeres simples da vida &#8211; e também os complexos. </p>
<p>É claro que dizer isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu fazer viagens de bike <img src='http://blog.blag.us/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' />  Mas um sinal positivo de que a cultura está evoluindo é ser recebido numa cidade do interior com festinha, votos de boas-vindas e convite para beber junto, como aconteceu conosco recentemente. A explicação é simples: as pessoas adoram cicloviajantes porque eles simbolizam o espírito de liberdade, busca espiritual e aventura.</p>
<div id="attachment_1203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-DSC02560.jpg" alt="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" title="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1203" /><p class="wp-caption-text">Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca</p></div>
<p>O que nos traz ao assunto deste artigo. Aventura é boa, mas com moderação. Toda atividade especializada requer estudo e preparação, e pedalar por aí não é diferente. Não fique deslumbrado com as histórias heróicas de quem atravessou o continente inteiro com uma bicicleta velha sem pedais e sem um puto no bolso, contando só com a bondade alheia. Não vai ser o seu caso; é um caso especial. Não é o exemplo a seguir; você não precisa viver isso.</p>
<p>Ao falar de preparação, não digo especificamente da mecânica da bicicleta, assunto que sozinho pede muitos outros artigos. O tema aqui é um certo método e procedimento para fazer a viagem com o máximo de prazer e o mínimo de incômodo. No caso limite, esse saber fazer representa a diferença entre voltar a casa conforme o planejado e simplesmente não voltar. Perrengues sempre acontecem, mas uma coisa é um perrengue causado por um evento surpreendente e imprevisto, e outra coisa muito diferente é um perrengue causado por imprudência ou esquecimento. É na intenção de prevenir este segundo tipo de perrengue, e em certos casos, também um pouco do primeiro tipo, que existe esta série de dicas de viagem. Não precisa concordar e seguir todas elas, mas cada uma tem seu embasamento e precisa ao menos ser considerada.</p>
<div id="attachment_1175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-DSC00236.jpg" alt="Bem equipado para ir além" title="Bem equipado para ir além" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1175" /><p class="wp-caption-text">Bem equipado para ir além</p></div>
<h3>Segurança pessoal</h3>
<p>Sua segurança pessoal é o mais importante. Todo o resto deve curvar-se a esse princípio.</p>
<ul>
<li>Cada membro de um grupo de viagem deve ter suas próprias ferramentas, itens de segurança e provisões. Nada de filar coisas dos outros. Autonomia é segurança</li>
<li>Não se arrisque à toa. Pedalando em grupo, você precisa assumir muito menos riscos na pilotagem do que o que é normalmente confortável para você. Não é só para não se machucar, mas também para não estragar a viagem dos amigos. Assim como não é legal pedalar com alguém mal-humorado, não é legal pedalar com candidatos a suicida. Histórias fabulosas de capotes animalescos descendo a serra a milhão rendem histórias engraçadas para contar e alguma habilidade nova para pilotar, mas não compensam a aflição e o transtorno causados aos seus companheiros</li>
<li>Se você se comportar como moleque, não será convidado para a próxima viagem</li>
<li>Ande com algum dinheiro trocado. Não fique dependente do caixa eletrônico da próxima cidade que pode estar ainda bem longe. Coisas como travessias do mar em canoas demandam dinheiro na mão</li>
</ul>
<div id="attachment_1177" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-03-segurança-P1020220.jpg" alt="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" title="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1177" /><p class="wp-caption-text">Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança</p></div>
<h3>Suprimentos</h3>
<ul>
<li>Mesmo contando com a compra de mantimentos no caminho, leve comida de emergência sempre, e muito mais água do que você acha que vai beber. Se algo que deu errado tomar seu tempo e o supermercado da vila fechar, não tem perdão</li>
<li>Caramanhola serve para espantar cachorros. Água de beber mesmo vai no CamelBak (bolsa de hidratação), que tem capacidade muito maior. Compre o seu, em vez de ficar sem água no meio do percurso e beber a do companheiro</li>
<li>Sua salvação no final de um dia ruim pode estar num par de PowerBars insossas e um CamelBak de água morna pela metade. Não comer nada ao pedalar não traz a sensação esperada de fome, e sim uma sensação de cansaço, confusão e mau humor, que você simplesmente não associa à falta de nutrientes. Você sofre à toa e ainda põe a culpa na estrada, ou nos seus pobres companheiros que inventaram de pegar aquela subida</li>
<li>Desidratação não avisa quando está chegando, só depois. Por isso, beba água antes de chegar a sentir sede. Acostume-se a dar um gole a cada 10 minutos. Encha ao máximo o CamelBak e as garrafinhas em todas as paradas com água limpa</li>
</ul>
<div id="attachment_1178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-04-supri-P1020853.jpg" alt="Pausa para uma geladinha" title="Pausa para uma geladinha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1178" /><p class="wp-caption-text">Pausa para uma geladinha</p></div>
<h3>Vestuário</h3>
<ul>
<li>Use camisa de manga comprida nos dias de sol sem nuvens. Parece contraditório, mas isso é muito melhor para os braços, que são a parte que mais queima</li>
<li>Camisas cobertas de logos para quê? Você não é atleta, não precisa fazer propaganda de ninguém. Toda loja de bike vende camisas lisas, discretas e elegantes. Camiseta de futebol ou de corrida também servem</li>
<li>Camiseta de algodão, nunca. Encharca, não refresca, suja e fede. Camisetas sintéticas leves, além de não terem esses problemas, você pode lavar em qualquer pia de posto de gasolina e logo estará seca, ou pode sair usando ainda úmida nos dias mais quentes</li>
<li>Prefira usar uma bermuda de gente comum, mais discreta, por cima da bermuda acolchoada de ciclismo, que é confortável mas esquisita em paragens urbanas</li>
<li>Se for acampar, um truque legal contra os pernilongos é pedalar com uma calça de ciclismo comprida (legging) e não tirar para dormir. A barraca normalmente barra os bichos, também. Tem que saber armá-la rapidamente</li>
<li>Leve e use o protetor solar. Cuidado especial com a área atrás do pescoço, nariz e orelhas</li>
<li>Se o sol pegar forte, coloque a sua toalha por cima dos ombros e costas</li>
<li>Leve também um chapéu de aba larga, pois quando o sol frita sua cabeça e rosto por horas a fio, o capacete não é a melhor solução. O melhor chapéu é o de algodão com abas largas, que pode ser dobrado e guardado em qualquer lugar</li>
<li>Óculos escuros sempre. Para quem não usa óculos de grau, um transparente para tempo nublado bloqueia insetos e pedrinhas voando nos olhos</li>
<li>Para evitar assaduras, leve uma bisnaguinha de Chamois Butt&#8217;r, produto à venda em bike shops</li>
</ul>
<div id="attachment_1180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-05-vest-P1020222.jpg" alt="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" title="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" width="300" height="400" class="size-full wp-image-1180" /><p class="wp-caption-text">Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto</p></div>
<h3>Equipamento</h3>
<ul>
<li>Cicloturismo propriamente dito é feito com barraca, isolante, sleeping bag, saco estanque (à prova d&#8217;água), uma toalha do tipo esportivo que fica bem pequena dobrada, jogo de ferramentas de bike completo, lanterna de cabeça de LED, kit de primeiros socorros e um corta-vento impermeável num local acessível da tralha. Tudo isso vai amarrado com tensores elásticos (aranhas) na garupa e dentro do alforje</li>
<li>Não pretende pernoitar? Mesmo assim, ainda precisa do bagageiro, alforjes e saco estanque</li>
<li>O que vai no saco estanque: muda de roupa, os documentos, câmera, celular e todas as outras coisas que não podem molhar</li>
<li>Também é necessário levar um saco hermético ZipLoc contendo um frasco de sabonete líquido e outro de shampoo com condicionador, mais a escova e pasta de dentes, um barbeador simples e um espelhinho. Lenços úmidos ajudam numa parada para almoçar em que você não quer tomar banho na pia do restaurante antes de sentar à mesa</li>
</ul>
<div id="attachment_1185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1030132.jpg" alt="A tralha devidamente presa no bagageiro" title="A tralha devidamente presa no bagageiro" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1185" /><p class="wp-caption-text">A tralha devidamente presa no bagageiro</p></div>
<ul>
<li>Dentro de outro saco hermético vão as pilhas reserva para o farol, a lanterna e a luz de cabeça. Podem ser recarregáveis de NiMH ou alcalinas sem uso</li>
<li>Um saco comum de supermercado deve partir vazio para você colocar todo o lixo gerado durante o pedal, como embalagens de comida. Não deixe rastros que não sejam dos seus pneus</li>
<li>Mochila é para o CamelBak e no máximo um lanche etc. Tem que ser leve. Coisas pesadas &#8211; roupa, ferramentas, barraca &#8211; vão no alforje. Se contar apenas com a mochila, você vai se arrepender depressa, e bem antes disso os seus ombros e costas vão reclamar bastante</li>
<li>A toalha, o corta-vento impermeável e o saco estanque você acha em casas de camping e produtos para esportes de aventura</li>
<li>Aproveite e pegue também alguns mosquetões, aqueles anéis de alumínio que podem ser usados para tudo: prendedores, chaveiros etc.</li>
<li>Faça uma pedalada de teste do alforje antes da viagem. Sempre precisa ajustar a instalação para o calcanhar não bater, tiras soltas não enroscarem na roda etc. Ter que fazer isso em plena viagem é terrível. Se puder, faça um pedal antes da viagem com ele carregado, ainda que seja parcialmente, como treino</li>
<li>Furos de pneus são o incômodo mais comum em qualquer saída de bicicleta. A maioria dos furos pode ser evitada. Primeiramente, os pneus devem estar bem calibrados; quando fora da pressão recomendada, eles furam mais fácil. Segundamente, os pneus devem obrigatoriamente ser dotados da fita antifuro, uma espécie de manchão de plástico resistente que dá a volta em todo o pneu, protegendo a câmara. A eficácia da fita é extraordinária, não se percebe que está instalada ao rodar, e nem dá para reclamar do preço</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02516.jpg" alt="Cuidados extras com os pneus" title="Cuidados extras com os pneus" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1181" /><p class="wp-caption-text">Cuidados extras com os pneus</p></div>
<ul>
<li>Beira de estrada é fatal com sujeira perigosa, especialmente cacos de vidro e lascas de metal que você nem sequer enxerga quando está na bike. A mesma precaução vale na cidade</li>
<li>Na bolsa de ferramentas TEM que ter duas câmaras de ar zeradas para cada bicicleta, a fim de não obrigar a arriscar um remendo no escuro em local perigoso e embaixo de chuva, que é uma situação terrível, mas evitável</li>
<li>Também é indispensável um kit de reparo de pneus, vendido pronto nas bike shops, que consiste em remendos, cola, espátulas plásticas e uma lixa. Remendar furos toma bastante tempo, que você poderá não ter na ocasião. Por isso, o kit só será usado para consertar furos quando as câmaras reservas já estiverem em uso. Saiba como se aplica um remendo. Mais uma vez, não conte incondicionalmente com a ajuda do companheiro</li>
<li>Sua bomba de ar será do tipo miniatura, com um cilindro de alumínio estreito e não um de plástico largo, porque cansa menos e atinge pressões mais altas. O modelo da Topeak é caro mas impecável. Saiba &#8220;sentir&#8221; com os dedos quando a pressão do pneu está boa</li>
<li>Sabe abrir e fechar uma corrente de bicicleta? Hora de aprender. Não tem ainda a multiferramenta? Esperando o quê?</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02518.jpg" alt="Mantenha a corrente bem lubrificada" title="Mantenha a corrente bem lubrificada" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1182" /><p class="wp-caption-text">Mantenha a corrente bem lubrificada</p></div>
<ul>
<li>Leve um tubinho de lubrificante para a corrente. Você certamente vai precisar</li>
<li>Luzes de sinalização são obrigatórias. Motorista em estrada com neblina ou chuva simplesmente não enxerga a tempo um ciclista sem luz; pior ainda com chuva</li>
</ul>
<h3>Geografia</h3>
<ul>
<li>Estude bem o mapa antes da trip, aprenda os nomes dos lugares e as distâncias entre eles. Confira os locais bons para descansar. Tome nota da altitude a subir ou descer. Tudo isso é fácil de verificar no Google Maps ou Google Earth</li>
<li>Busque usar as estradas locais e secundárias em vez das rodovias movimentadas</li>
<li>Imprima um mapa da viagem a partir do Google Maps, ponha o papel dentro de um saco hermético ZipLoc e leve consigo. Ou então, se vai carregar a câmera digital na viagem, ponha dentro dela o mapa em JPEG &#8211; ou fotografe diretamente o monitor do PC</li>
<li>Durante a viagem, até certo ponto você pode substituir o diário escrito pela sua câmera, simplesmente fotografando o local onde está. A hora da captura fica gravada junto com a foto, o que é bem útil para o levantamento do trajeto posterior à viagem. Melhor ainda com um GPS para assinalar cada ponto</li>
<li>Até mesmo as leituras do odômetro da bike podem ser registradas em fotos, em vez de anotadas em papéis que a próxima chuva podem estragar</li>
<li>Leve uma bússola básica pequena, que pode até ser de chaveiro. Nem sempre vai dar para achar a direção pelas estrelas, e as bucólicas estradas interioranas dão muitas voltas e podem desorientar</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-07-geo-P1030187.jpg" alt="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" title="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1187" /><p class="wp-caption-text">Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente</p></div>
<h3>Rotina de viagem</h3>
<ul>
<li>Programa bom: acordar cedo, pegar a estrada às 8h, dar uma pausa entre 11h e 14h para almoçar evitando o pior do sol, voltar a pedalar até as 19h, escolher o local para dormir &#8211; pousada, acampamento etc.</li>
<li>Evite a todo custo ser pego pelo cair da noite, nem em local ermo nem em local transitado. Não pegue rodovia com a bike no escuro; nunca dá para contar com a boa visão nem com o bom senso dos motoristas, em particular à noite</li>
<li>Encher a cara na madruga não rola. Não é verdade que no dia seguinte vai dar para compensar</li>
<li>A chuva não vai parar você, mas vai tirar muita velocidade. Mais um motivo para não querer planejar cada perna da viagem comprida demais. Varia muito de acordo com a topografia do lugar, mas entre 40 km e 70 km por dia é suficiente para cobrir uma boa distância aproveitando o percurso</li>
<li>Tenha sempre um &#8220;plano B&#8221; para contornar a perda de tempo causada pelos imprevistos</li>
</ul>
<div id="attachment_1186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1040069.jpg" alt="Acampados com todo o conforto" title="Acampados com todo o conforto" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1186" /><p class="wp-caption-text">Acampados com todo o conforto</p></div>
<h3>Interação humana</h3>
<ul>
<li>O grupo não deve ter muita gente, ao menos se todos os membros não se conhecerem bem. Quanto menos gente, mais ágil e mais fácil de coordenar</li>
<li>O nível de esforço do pedal precisa ser compatível com todo mundo. Sempre há a chance de uma só pessoa ser mais lenta que as demais e isso vai causar paradas e atrasos além do planejado, irritando os mais rápidos. A pessoa mais lenta vai ficar constrangida, sentindo-se pressionada pelo grupo, e terminará desmotivada para futuras viagens</li>
<li>Problemas também acontecem com quem é mais rápido. Se a pessoa não estiver de acordo com seguir um ritmo mais relaxado que o seu, vai se entediar e se irritar. Mas ela tem que entender que cicloviagem não é treino nem competição</li>
<li>Em grupos grandes, a diferença de ritmo vira um fator de risco, devido à facilidade de os lentos e rápidos se desgarrarem uns dos outros. Quando alguém no meio ou atrás no grupo sofre um acidente ou falha mecânica, os que gostam de correr na frente só ficam sabendo depois e perdem a oportunidade de ajudar</li>
<li>Coisas como distâncias e horários devem ser combinadas entre todos de antemão e por consenso para evitar irritações durante a viagem. Cada um deve se comprometer com a agenda que todos estabeleceram</li>
<li>Evite ao máximo os atritos com motoristas na estrada. Dê passagem, mesmo que pela lei de trânsito eles devessem dar. Uma estrada estreita perdida num local completamente estranho, percorrida por motoristas que você nunca mais vai ver novamente, não é lugar para praticar ideologia</li>
<li>Manobre de forma previsível, permitindo sempre que o motorista perceba sua intenção</li>
<li>As pessoas do interior em geral gostam de ajudar os viajantes de bike. Puxe conversa, informe-se, aprenda dicas, troque histórias, faça amizades</li>
</ul>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-P1030199.jpg" alt="Lex Blagus e Joana Rocha" title="Lex Blagus e Joana Rocha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1176" /><p class="wp-caption-text">Lex Blagus e Joana Rocha</p></div>
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		<title>Solo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando comecei minhas trilhas eu simplesmente não tinha com quem ir ou a agenda dos meus amigos não batia com a minha. Não aceitava deixar de me aventurar por causa dos outros, então enfiei o mochilão as costas e saí trilhando por aí. Em qualquer manual de aventura, vai estar estampado em letra de forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comecei minhas trilhas eu simplesmente não tinha com quem ir ou a agenda dos meus amigos não batia com a minha. Não aceitava deixar de me aventurar por causa dos outros, então enfiei o mochilão as costas e saí trilhando por aí. Em qualquer manual de aventura, vai estar estampado em letra de forma &#8220;<span style="text-transform:uppercase;">nunca aventure-se sozinho</span>&#8220;, seguida de uma lista gigante de pontos positivos para se trilhar em grupo. Neste post vou na contramão. Direi as vantagens de &#8220;solar&#8221; e contarei a minha experiência sobre esse polêmico modo de excursionar da qual continuo sendo adepto.</p>
<h4>Segurança</h4>
<p>É a primeira coisa sobre a qual algumas pessoas perguntam e outras bradam contra. É comum nestas horas eu questionar o conceito de perigo, especialmente para que mora numa grande metrópole. No agreste temos um risco controlado: eu sei como uma cobra se comporta, eu só vou quebrar a perna se eu inventar de pular de um penhasco e só vou morrer afogado se eu me jogar num rio sem saber nadar. Pense bem, você está sozinho no meio do mato, vai mesmo ficar se arriscando? Você certamente será (muito) mais cuidadoso ao saber que, ao mínimo erro, poderá não voltar nunca mais para casa. Se você tem consciência dessa fragilidade, a viagem será paradoxalmente mais segura. Comece então com roteiros fáceis e não tenha  vergonha em voltar para casa sem cumprir o trajeto completo. Você precisa ter 200% de certeza que é capaz de fazer aquele roteiro. Já voltei várias vezes pensando que é bom estar vivo para tentar novamente. Aprendi isso nos livros de alta montanha que contam histórias de desastres com mortes por pura ambição. E não é gostoso explorar? Se seu roteiro não deu certo, a sua viagem certamente deu. O objetivo  tem que ser <em><strong>ir</strong></em>, e não <em><strong>chegar.</strong></em></p>
<div id="attachment_1109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1109" title="Acampado numa pedra em uma cachoeira" src="/files/2009/11/solo-01.jpg" alt="Acampado numa pedra em uma cachoeira" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Acampado numa pedra em uma cachoeira</p></div>
<h4>Solidão</h4>
<p>Além do fator segurança, algo que as pessoas me questionam bastante é sobre a solidão. Muitos já me disseram que não suportariam ficar só. É bem mais simples do que parece, pois há tanta coisa para se fazer! Na viagem solo você precisa se virar: armar o acampamento, cozinhar, lavar a louça, fazer café da manhã, fechar a mochila. Não tem moleza. E nisso também não sobra tempo para quase nada: meu maior arrependimento é quase nunca escrever em meu diário ou perder ótimas oportunidades de foto (confesso que uma camerazinha point-and-shoot às vezes faz falta). Muitas vezes você está com a agenda apertada ou cansado demais para essas atividades. Somente sobra tempo se o clima lhe impede de sair da barraca ou se você fez uma pausa estratégica de um dia a mais no meio de uma expedição maior.</p>
<div id="attachment_1110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1110" title="Milhares de coisas para fazer pela manhã" src="/files/2009/11/solo-02.jpg" alt="Milhares de coisas para fazer pela manhã" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Milhares de coisas para fazer pela manhã</p></div>
<p>Quando fiz meus primeiros solos, não estava acostumado a ficar tão só. Durante a caminhada eu elegia algum amigo ou a namorada que ficou em casa como compania imaginária, e bolava conversas pois não conseguiria ficar em silêncio. Achava que estava ficando louco, paranóico, mas com o tempo aprendi a ficar realmente sozinho. Hoje eu não converso com mais ninguém, a não ser comigo mesmo. Sei o que é estar só, e apesar do peso desta palavra não é algo ruim. Estar só é necessário. Nosso modo de vida impõe muita interação social; mas para estar em sintonia com as demais pessoas você precisa estar em sintonia consigo mesmo. E, para mim, só a imersão em uma viagem solo pode proporcionar isso.</p>
<div id="attachment_1116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1116" title="Uma das poucas vezes em que escrevi no meu diário" src="/files/2009/11/solo-08.jpg" alt="Uma das poucas vezes em que escrevi no meu diário" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Uma das poucas vezes em que escrevi no meu diário</p></div>
<h4>Interação</h4>
<p>O parágrafo acima foi escrito considerando um solo para um trilha isolada. Mas considerando-se os momentos em que há algum sinal de civilização, ou mesmo para as viagens solitárias em ambientes mais frequentados, a interação social é muito maior. Explico-me: quando sozinho você invariavelmente irá conversar mais com as pessoas ao redor, especialmente os habitantes locais. A necessidade de conversar é maior e isso abre algumas portas. Quando você está num grupo de pessoas nem sempre há essa oportunidade.</p>
<div id="attachment_1111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1111" title="Fazendo amizade com a criançada da comunidade de pescadores de uma praia isolada" src="/files/2009/11/solo-03.jpg" alt="Fazendo amizade com a criançada da comunidade de pescadores de uma praia isolada" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Fazendo amizade com a criançada da comunidade de pescadores de uma praia isolada</p></div>
<h4>Baixo impacto ambiental</h4>
<p>Essa é indiscutível: sozinho você quase não fará barulho, suas pegadas serão menores assim como a área de acampamento e vai gerar menos lixo. Só é necessário mais atenção pois é mais provável que um animal não te veja; então atenção redobrada.</p>
<h4>Imersão</h4>
<p>A experiência como um todo é amplificada. Você presta mais atenção em cada detalhe pois você precisa estar atento, afinal, você está sozinho. A noite prestará mais atenção nos barulhos da mata, ficará atento a pegadas de onça ou ao rastro de uma cobra. Lembre-se que corujas adoram pregar sustos, especialmente à noite.</p>
<div id="attachment_1112" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1112" title="Embrenhando-me na mata" src="/files/2009/11/solo-04.jpg" alt="Embrenhando-me na mata" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Embrenhando-me na mata</p></div>
<h4>Autoconhecimento</h4>
<p>Lá estava eu subindo uma trilha na Serra do Mar. Logo a frente, vi algo se mexendo e logo concluí que era uma pessoa me esperando. Parei, gelado. E a pessoa ali ao longe, mexendo-se e me aguardando. Eu queria correr, mas se eu o fizesse com trinta quilos de equipamentos nas costas certamente seria alcançado. Não podia largar  minha mochila com tanto equipamento comprado com sacrifício no meio do mato e sair correndo. Mesmo se eu o fizesse, ao chegar na civilização, como iria explicar? Que eu saí correndo de medo do meio do mato? Então decidi seguir em frente. Descobri que era um galho se mexendo. E olhando logo mais a frente, também parecia haver uma pessoa. E percebi que meu cérebro se dividia em dois: uma parte assustada, que transformava sombras abstratas em perigos e a outra que sabia que não fazia sentido nenhum ter uma pessoa me esperando ali, no meio da madrugada, no meio do mato. Pude compreender perfeitamente a mecânica de uma alucinação. E pouco tempo depois comecei a analisar as peças que parte de minha mente me pregava. Aprendi a distinguir os medos. Hoje essas alucinações não acontecem mais, às vezes sinto saudades, era divertido.</p>
<p>Percebi também que o cansaço físico atrapalha as decisões. Ao esforçar demais o corpo, fica-se irritado e seu poder de decisão é prejudicado. Saber disso foi muito útil em Paraty, em que um simples descanso de 15 minutos me permitiu ler meu mapa e tomar uma decisão acertada que me tirou de um lugar onde não havia água para passar a noite. Conhecer-se muito bem é uma excelente ferramenta de sobrevivência.</p>
<div id="attachment_1113" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1113" title="Pausa para descansar e comer uma fruta" src="/files/2009/11/solo-05.jpg" alt="Pausa para descansar e comer uma fruta" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pausa para descansar e comer uma fruta</p></div>
<h4>Introspecção</h4>
<p>Se você é uma pessoa espiritualizada, certamente ficará mais. Essa é uma atividade individual que só vai melhorar sua concentração. Os solos me ajudaram em meus sonhos lúcidos, mas só foi possível atingir o nível correto de relaxamento depois de muitas viagens.</p>
<div id="attachment_1114" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1114" title="Mais um reveillón que passei sozinho no mato" src="/files/2009/11/solo-06.jpg" alt="Mais um reveillón que passei sozinho no mato" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Mais um Revéillon que passei sozinho no mato</p></div>
<h3>Iniciando</h3>
<p>Essa não é uma atividade bem compreendida, então não espere apoio de ninguém. As pessoas com as quais irá conversar no caminho (ou mesmo antes da viagem) não vão compreendê-lo e (por uma razão muito nobre na concepção delas) irão fazer o possível para que não fique sozinho. Um amigo meu certa vez foi me buscar de carro no Dib. Não espere compreensão, apenas vá, se é o que seu coração manda. Converse sobre seus planos com alguém de confiança e deixe seu roteiro e planos de viagem com essa pessoa. Se possível faça checkpoints, em que em determinados momentos você mandará um sinal de ok (SMS é uma ótima ferramenta para manter sua privacidade). Claro que isso depende da disponibilidade de sinal.</p>
<div id="attachment_1115" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1115" title="Silêncio para contemplar a grandeza da natureza" src="/files/2009/11/solo-07.jpg" alt="Silêncio para contemplar a grandeza da natureza" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Silêncio para contemplar a grandeza da natureza</p></div>
<p>A afirmação que eu precisava encontrei em alguns poucos livros e os que mais me encorajaram foram sobre as viagens transoceânicas solo do Amyr Klink. Há pouco também li o livro da brasileira que atravessou o Atlântico sozinha num veleiro. Certamente há outros bons livros sobre essas histórias de coragem, determinação e planejamento correto.</p>
<p>Se você ainda não está preparado para uma viagem dessas, escolha um lugar bastante seguro que seja possível ir num dia e voltar no outro. No meu caso, há alguns anos atrás, ia na Pedreira abandonada do Dib em Mairiporã. Acampava lá e voltava no dia seguinte. Sem caminhada, sem carregar mochilas cheias de equipas e nem por muitos dias. Apenas um jantar num lugar mais longe. Também era excelente para testar meus equipamentos recém adquiridos: barraca, fogareiro, sleeping bag. Eu também costumava fazer isso para testar  a mim mesmo antes de uma viagem maior. Se algo desse errado, não seria uma questão de vida ou morte não dormir ou passar um pouco de fome por uma noite.</p>
<div id="attachment_1117" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1117" title="Mais uma deliciosa refeição no mato" src="/files/2009/11/solo-09.jpg" alt="Mais uma deliciosa refeição no mato" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Mais uma deliciosa refeição no mato</p></div>
<p>Se você não é tão antissocial quanto eu, poderá se prepapar para o solo nas suas viagens em grupo! Com um roteiro claramente definido, você pode sair com um dia (ou algumas horas) de antecedência aos seus amigos. Se algo lhe ocorrer, a ajuda chegará em breve.</p>
<p>Planejamento é mais do fundamental, é obrigatório. Quais são os principais itens necessários a um solo no mato?</p>
<h4>Navegação</h4>
<p>No meu primeiro solo, andava com um caderninho de notas e ia anotando todas as bifurcações e pontos relevantes em que passava. Como medida de contingência, num cantinho fora do alcance de visão de qualquer pessoa, fazia uma seta com pedrinhas para o lado escolhido. Caso eu perdesse meu caderninho de notas, teria um backup para fazer o caminho de volta. Sempre me indaguei como que as pessoas se perdem na mata, se para mim era tão natural observar e anotar tudo. Cheguei a conclusão que eram pessoas completamente despreparadas, que estão interessadas somente no barato da trilha sem prestar atenão no próprio caminho. Com isso, defendia mentalmente a segurança da caminhada solo.</p>
<div id="attachment_1118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1118" title="Solo no Morro do Pinga que eu nunca consegui concluir" src="/files/2009/11/solo-10.jpg" alt="Solo no Morro do Pinga que eu nunca consegui concluir" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Solo no Morro do Pinga que eu nunca consegui concluir</p></div>
<p>Logo no meu segundo solo passei a usar carta topográfica, bússola e GPS, estudados previamente em casa. Hoje eu sugiro ler o tão citado <a href="/leia-explore-aprenda/">livrinho de orientação do Sergio Beck</a> ou qualquer outro bom livro a respeito (que não fale somente de GPS, mas de navegação como um todo). Na época era tudo emprestado, mas hoje é bem mais barato adquirir um GPS e uma boa bússola. Tenha sempre a carta topográfica do local explorado e lembre-se que no meio da mata não há postos de informações turísticas e que você depende unicamente de&#8230; você mesmo!</p>
<h4>Equipamento</h4>
<p>O equipamento adequado é caro, mas é ele que vai permitir você ir mais longe. E, obviamente, adquirir qualquer equipa requer horas de estudo e alguns testes de campo. Já usei meus bastões de caminhada na cidade e fiz janta com meu fogareiro. Nunca use nada pela primeira vez na viagem!  Lembre-se que sua vida depende de uma headlamp, fogareiro ou isolante térmico. Seus equipas precisam ser os mais confiáveis possívels. Improvisação será necessária em algum momento, então não improvise com equipamentos que requerem confiabilidade. E leve alguns itens para manutenção, como silvertape, uma cordinha resistente e abraçadeiras plásticas.</p>
<div id="attachment_1119" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1119" title="Em Paraty, 5 dias de solo e record em excesso de peso" src="/files/2009/11/solo-11.jpg" alt="Em Paraty, 5 dias de solo e record em excesso de peso" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Em Paraty, 5 dias de solo e record em excesso de peso</p></div>
<p>Um recurso interessantíssimo que está na minha lista de aquisições é um localizador. É um aparelho com quatro botões: liga/desliga, ok, não-ok e socorro. Ele é um GPS com um transmissor via satélite que durante a jornada você vai mandando sinais de ok. Quem está acompanhando sua viagem remotamente poderá ver no Google Earth os pontos exatos pelos quais está passando e se você mandar um sinal de não-ok, essa pessoa poderá tomar atitudes previamente combinadas, sabendo exatamente sua localização. Recurso indispensável ao solista.</p>
<h4>Plano de contingência</h4>
<p>Sozinho na mata, não dá para chorar e pedir para sair. Se algo der errado, você terá que achar uma solução. Para cada decisão que você tomar, terá que pensar o que fazer se esta estiver incorreta. E nada de improvisações, o plano de contingência deve ser sólido. A técnica das pedrinhas citadas acima é um excelente exemplo.</p>
<div id="attachment_1121" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1121" title="Chuva lá fora e eu sequinho aqui dentro" src="/files/2009/11/solo-13.jpg" alt="Chuva lá fora e eu sequinho aqui dentro" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Chuva lá fora e eu sequinho aqui dentro</p></div>
<p>No meu último solo, tive que pular de uma cachoeira em um cânion de onde certamente não teria como voltar dado a altura de suas paredes. Eu ralhei comigo mesmo pois sabia que não havia contingência ali e eu teria que seguir em frente. Mas logo a frente havia outra cachoeira gigante (80 metros) que não era possível pular. Minha sorte foi saber navegação, me embrenhar na mata e conseguir voltar a base da primeira cachoeira. Foi sorte, não planejamento. Não cometa o mesmo erro.</p>
<p>Fique de olho em quanto de luz do dia ainda há disponível e 3 horas antes de escurecer comece a observar locais passíveis de acampamento e esteja com suas reservas de água cheias. Não se sinta incomodado em não atingir determinado ponto no dia desejado (como uma praia ou topo da montanha) e curta seu acampamento forçado, descanse. Já acampei desta forma inúmeras vezes e foi bem gostoso acordar no meio da mata fechada, devidamente descansado e apto a tomar boas decisões.</p>
<div id="attachment_1120" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1120" title="Acampamento forçado. Mas não tão forçado assim" src="/files/2009/11/solo-12.jpg" alt="Acampamento forçado. Mas não tão forçado assim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Acampamento forçado. Mas não tão forçado assim</p></div>
<h4>Serenidade</h4>
<p>Render-se ao desespero é o fim de tudo. Em um solo a situação é mecânica: simplesmente não dá. Lembre-se da história que contei acima, das sombras que pareciam uma pessoa. Sim, eu me borrei de medo, mas simplesmente não havia o que fazer. Fui obrigado a enfrentar a situação. E enfrentando esses pequenos desafios que eu pude me treinar para ser mais calmo.</p>
<p>Em caso de problemas, a primeira coisa que você precisa perguntar é &#8220;quanto tempo eu tenho disponível para tomar uma decisão?&#8221; Quanto mais tempo você tiver para ponderar, mais acertada será (mas não necessariamente correta). Dependendo da sua quantidade de tempo, você até pode sentar e comer uma barrinha de cereal para pensar sobre o assunto. Se você se enfiou numa situação em que você tem segundos para decidir, e saiu vivo, é hora de começar a prever melhor essas situações. Esbravejar e sair cortando a mata toda no facão não resolve nada, só prova que você é macho bagarai. As soluções quase sempre têm que ser intelectuais, pois esforço você já está fazendo carregando aquele monte de tralhas.</p>
<h3>Nível avançado</h3>
<p>Com a experiência a coisa fica divertida. Já não há mais tanta insegurança nas decisões tomadas, passa a ser natural estar sozinho e a noite você não fica paranóico com os barulhos da mata e dos animais silvestres ao seu redor. Planejará viagens mais longas e belas, com risco relativamente baixo e conseguirá aproveitar e até mesmo gostar de coisas que o aterrorizavam (como o barulho de uma árvore ao cair a noite). Aprenderá a ser honesto consigo mesmo e respeitar-se. E quando isso ocorrer, perceberá que passou a respeitar muito mais a tudo ao seu redor.</p>
<p><em>&#8220;Quando o homem está só diante da grandiosidade da natureza é que ele está verdadeiramente nú&#8221;</em></p>
<p><em><strong>Bons solos!</strong></em></p>
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		<title>Ilha Comprida de bike</title>
		<link>http://blog.blag.us/ilha-comprida-de-bike/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 17:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
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		<description><![CDATA[Nem só de caminhada vive o Blagus, do blogus, que é blog do Blagus. Já fazia bike há alguns anos atrás, mas depois de ter a bicicleta roubada (na qual eu investi uns R$3 mil), fiquei desanimado com a atividade e não voltei mais, exceto dois passeios bem legais, e em um deles levei o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem só de caminhada vive o Blagus, do blogus, que é blog do Blagus. Já fazia bike há alguns anos atrás, mas depois de ter a bicicleta roubada (na qual eu investi uns R$3 mil), fiquei desanimado com a atividade e não voltei mais, exceto dois passeios bem legais, e em um deles levei o equipa e rapel para descer uma cachoeira.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046954830182354"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfluXbt9I/AAAAAAAAFCM/XI7iLsGADVs/s400/DSC00258.JPG" alt="Specialized Stumpjumper" width="300" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Specialized Stumpjumper • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046954830182354">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Mas com os cutucões, pontapés e empurrões da <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/">Mario Amaya</a> e <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Vê Mambrini</a> eu fui seduzido a voltar. E em grande estilo: o Mario me emprestaria sua lendária Specialized Stumpjumper. É uma mountain bike da década de 90, e eu fiquei impressionado com sua leveza. Basta assoprar um pouquinho para trás e ela anda sozinha. O cassete traseiro parece um reloginho, com um som muito característico ao ser girado.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047006266656082"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfot-2BVI/AAAAAAAAFCg/eDPw3AzkkrU/s400/DSC02518.jpg" alt="O cassete da Specilizaed Stumpjumper" width="400" height="267" />.</a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O cassete da Specilizaed Stumpjumper • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047006266656082">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<h3>Preparativos</h3>
<p>A proposta era irresistível: cruzar a Ilha Comprida (no litoral sul de São Paulo) partindo de Iguape e com chegada em Cananéia. Desta vez eu abdiquei de bolar roteiros e detalhes: o Mario tem larga experiência no assunto e é um exímio navegador, além de me entregar a Stumpjumper devidamente configurada. A Jô, como de costume, é a chef de cozinha e costuma bolar nossos cardápios. E a Vê sempre bota a maior pilha em tudo e questiona muitos detalhes de forma muito pertinente. Desta vez eu era o aprendiz,  cabia-me ouvir e obedecer (como se eu conseguisse fazer isso, haha).</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077006273/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2536/4077006273_fd3239d7ab.jpg" alt="Vê, Jô e Lex com as bikes carregadas" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vê, Jô e Lex com as bikes carregadas • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077006273/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
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<p>Não diferente de uma viagem de trekking, também pensamos em acampamento e refeições independentes. Parte do cardápio foi pensada em comprar peixes direto dos pescadores do local. O equipamento que nos faltava eram somente os alforges (para quem não conhece, é a &#8220;mochila&#8221; da bicicleta). Fomos à <a href="http://www.decathlon.com/">Decathlon</a>, que tem boa variedade com bons preços e eu comprei uma bolsa de guidão, lanterna traseira e alguma outra tranqueirinha. A Joana havia comprado pela internet dois alforges bem interessantes, em formato redondo e com excelente capacidade de carga. Organizar os alforges não é tão paranóico quanto <a href="/carta-dos-leitores/">organizar uma mochila</a>, e a única dica é deixar as coisas que possivelmente serão necessárias durante a viagem mais à mão. Coisas como barraca, roupas e fogareiro podem ficar no fundão e coisas como ferramentas de manutenção, pilhas e capa de chuva por cima, acessíveis. Na Mundo Terra comprei um levíssimo tênis da Salomon e um legging novo (invejo as mulheres, essa é uma peça do vestuário extremamente confortável). A escolha do legging ao invés de uma bermuda de ciclismo se deu pelo fato que eu não queria ficar com 2/3 da perna queimados e a marca branca da bermuda nas coxas. Sem contar que o legging me deixou com cara de francês speedeiro* maluco.<br />
<small>* termo vulgar para os ciclistas de bicicletas Speed de competição</small></p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076305301/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm4.static.flickr.com/3527/4076305301_8f0ab95c67.jpg" alt="Lex parecendo um francês maluco" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex parecendo um francês maluco • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076305301/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
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<h3>Busão</h3>
<p>Chegamos a rodoviária da Barra Funda no último segundo. Nem deu tempo de colocar uma calça convencional por cima para parecer menos estranho. Socamos as quatro bikes nos bagageiros do ônibus e elas encaixaram muito bem. Pensei que teria que desmontar a roda da frente, alforges, sei lá, mas não. Entramos no ônibus do jeito que estávamos: mochilinhas de hidratação, capacetes e luvas. O assistente da compania rodoviária ainda estava se contorcendo de rir com a cena.</p>
<p>Fomos numa sexta-feira, véspera de feriado prolongado e por isso a viagem foi razoavelmente demorada (em torno de quatro horas). Chegamos em Iguape, uma cidadezinha muito bonita e pitoresca, com fachadas do começo do século e um povo extremamente amável. Passamos em frente a um barzinho com três garotas que nos deram um sonoro &#8220;bem vindos à Iguape&#8221;. Achamos tão legal que demos a volta e fomos tomar umas cervejas com elas. O bate-papo foi muito agradável. Depois de encerrada a balada, fomos a mais um barzinho jantar porções espetaculares de camarão e ostras. Em seguida, achamos uma pousada excelente para passarmos a noite.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046316178762418"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfAjNEarI/AAAAAAAAE-c/A9P6d0KXnNM/s400/DSC00158.JPG" alt="Bikes estacionadas em frente ao barzinho" width="400" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bikes estacionadas em frente ao barzinho • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046316178762418">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<h3>Ride</h3>
<p>No sábado fez um belíssimo dia de sol. Aproveitamos para conhecer a Barra da Juréia, cujo caminho é uma bucólica estradinha muito bem asfaltada, com muitas curvas e ladeiras.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076303635/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2600/4076303635_b0994768f4.jpg" alt="Jô e Vê na bucólica estradinha rumo à Barra da Juréia" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Jô e Vê na bucólica estradinha rumo à Barra da Juréia • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076303635/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
</dl>
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<p>Ao voltar da Barra da Juréia seguimos para a Ilha Comprida. Passamos pela ponte que liga o continente à ilha  e encontramos uma boa peixaria. Compramos uma deliciosa caldeirada e camarões para o jantar, que nossa chef preparou com couscous marroquino. Finalmente começamos a pedalar na Ilha Comprida, e que experiência maravilhosa. A areia é bastante dura e a praia muito larga. Daria para pousar um A380 com muita folga. O fim de tarde foi espetacular, com o sol no horizonte por um longo tempo.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4073157228/in/set-72157622602842181/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2495/4073157228_1fe2bd3215.jpg" alt="Lex, vê e Mario deixando seus rastros na areia" width="500" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, vê e Mario deixando seus rastros na areia • <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4073157228/in/set-72157622602842181/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> (esta foto) e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Encontramos um lugar excepcional para acampar: um bosque de pinheiros, com uma sombra preguiçosa. O chão ao redor era coberto pelas finas folhas secas das árvores e isso fazia com que não entrasse areia na barraca, deixando o chão macio. A areia também era bastante dura e foi uma maravilha a fixação dos speks para estender as barracas. Certamente foi o lugar mais confortável e prático que eu já acampei.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046723924110738"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfYSLIrZI/AAAAAAAAFBA/PA-pHQ8hBKc/s400/DSC02490.jpg" alt="Acampamento no bosque" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Acampamento no bosque • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046723924110738">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Sem a pressa nenhuma acordei no domingo. Sempre sou o mais preguiçoso e o último a acordar. Fizemos café da manhã e continuamos nossa jornada. Estávamos no meio do caminho. Durante nossa jornada vimos muitos peixes mortos (incluindo um pinguim e um golfinho) na praia e bastante lixo trazido pela corrente também. Mas esse é o único ponto ruim da viagem, a enorme praia é normalmente vazia e a maior parte dos trechos são limpos, sendo perfeita para cicloturismo. E a extensão da Ilha Comprida permite que esta travessia seja feita em um final de semana (que nem precisa ser prolongado).</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077760822/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2559/4077760822_5c3e7c8c93.jpg" alt="A noiva do Chucky" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A noiva do Chucky • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077760822/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
</dl>
</div>
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<p>No final da tarde a melhor opção seria um camping. Antes de ir para lá compramos alguns peixes para a janta e tomamos umas cervejas no barzinho (que de pequeno não tinha nada) da praia. No camping havia uma árvore com uma tomada instalada em sua base e o chamamos de pé-de-luz. O Mario pôde carregar a bateria de sua câmera ali. Mais uma vez, nossa chef preparou uma comida espetacular: peixe ao molho de leite de côco, gengibre e curry e arroz com leite de côco.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047069997601666"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfsbZfE4I/AAAAAAAAFC0/9lFWOr3eSzQ/s400/DSC02542.jpg" alt="Camping com muita infraestrutura" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Camping com muita infraestrutura • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047069997601666">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Na segunda-feira tivemos que pegar uma estradinha de areia fofa até a balsa que nos deixaria em Cananéia. Foram quatro quilômetros bastante sofridos, com um sol desértico e quase sombra alguma. Pelo menos foi possível ir pedalando, escolhendo os pontos de areia mais dura. Chegamos à balsa, como de costume chamando a atenção devido nossas bicicletas carregadas.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4078024008/in/set-72157622602842181/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2587/4078024008_bfc88c17d9.jpg" alt="Sol fortíssimo obrigou Mario se cobrir com a capa da bike, além do chapéu" width="500" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Sol fortíssimo obrigou Mario se cobrir com a capa da bike, além do chapéu • <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4078024008/in/set-72157622602842181/">esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> (esta foto) e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Passamos um pouco da tarde em Cananéia, aguardando o ônibus que nos levaria de volta a São Paulo tomando mais cervejas e comendo petiscos marinhos. A viagem de volta foi bastante tranquila e ao chegar em São Paulo, na Barra Funda, Joana e eu ainda pedalamos carregados pelo minhocão até em casa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<h3>Eu sou Peixe Grande</h3>
<p>É com grandessíssimo orgulho que ganhei o concurso <a href="http://www.peixegrande.com.br/">Peixe Grande</a> (anúnciado no <a href="/pequenas-grandes-dicas/">último post</a>), na categoria blogs do juri técnico. Foram 776 projetos inscritos. Mais uma vez quero agradecer todos meus queridos amigos e leitores que sempre me motivaram e inspiraram a execução deste trabalho do qual tenho tanto orgulho.</p>
<p><strong><em>Cheers!</em></strong></div>
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		<item>
		<title>Pequenas grandes dicas</title>
		<link>http://blog.blag.us/pequenas-grandes-dicas/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 13:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá meus amigos, Adoooro ver a cara de surpresa de qualquer pessoa que viaja comigo e fica pasma com o fato de que para absolutamente tudo tem uma pequena técnica para facilitar a vida. Algumas merecem posts completos, outras até infográficos, mas sobre algumas mais simples e dispersas eu vou escrever hoje. Diário Compre um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá meus amigos,</p>
<p>Adoooro ver a cara de surpresa de qualquer pessoa que viaja comigo e fica pasma com o fato de que para absolutamente tudo tem uma pequena técnica para facilitar a vida. Algumas merecem <a href="/potes/">posts completos</a>, outras até <a href="/infografico-barraca/">infográficos</a>, mas sobre algumas mais simples e dispersas eu vou escrever hoje.</p>
<dl>
<dt>Diário</dt>
<dd>Compre um caderninho de notas e um saco zip-lock. Este será seu diário de viagem a prova de chuva. Nele você vai anotar:</p>
<ul>
<li>As viagens que você fez: datas, lugares, com quem você foi. Poderá anotar um resumo do dia, os sentimentos e impressões. Poderá anotar também como chegar naquele local, direções de bifurcações, notas de pontos pelos quais passou que possam servir de referência para outras pessoas</li>
<li>O que sobrou e o que faltou, para que sua mochila não vá tão pesada ou para que você não se esqueça de nada na próxima vez</li>
<li>Os contatos dos amigos que fizer durante as viagens (deixe alguns dos seus cartõezinhos de visitas nele para facilitar a vida)</li>
</ul>
<p>Também tenho meu diário e foi a melhor coisa que já fiz. De vez em quando olho anotações antigas, ilustrações, pensamentos, idéias e receitas para matar saudades ou lembrar de algo. Se hoje eu trilho bem melhor do que ontem, esse caderninho foi parte essencial do processo.</p>
<div id="attachment_1037" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-full wp-image-1037" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_HPIM2374.jpg" alt="Kad relatando a viagem no diário" width="280" height="375" /><p class="wp-caption-text">Kad relatando a viagem no diário</p></div>
</dd>
<dt>Fazendo seu próprio repelente com citronela</dt>
<dd>Acha Off e Exposis caro? Vá ao centro de São Paulo, próximo ao PoupaTempo da praça da Sé e procure uma loja que vende essências. Compre um frasquinho de citronela e misture-a com água ou álcool. Voilá, repelente natural! Usei por muito tempo, mas agora estou proibido pois a <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a> não suporta mais o cheiro de banheiro que fica na mochila</p>
<div id="attachment_1027" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1027" title="Os borrachudos de Ilha Bela requerem repelente fluorescente" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_castelhanos-177.jpg" alt="Os borrachudos de Ilha Bela requerem repelente radioativo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Os borrachudos de Ilha Bela requerem repelente fluorescente</p></div>
</dd>
<dt>Kit motel de higiene pessoal</dt>
<dd>São bastante minimalistas, perfeitos para trilhar. Lembre-se apenas de não usar xampú nem sabonete em rios e lagos. Serve somente para o camping</dd>
<dt>Espelho</dt>
<dd>Desmonte um HD (disco rígido) velho e use seu disco. Leve e resistente, uso há anos. Além de manter sua vaidade (com o pente do kit motel acima) pode servir para sobrevivência</dd>
<dt>Macrofotografia</dt>
<dd>Se você quer fazer a foto de uma formiga, flor ou taturana, coloque uma lente de lupa na frente da câmera. Você acaba de fazer um adaptador macro improvisado</p>
<div id="attachment_1034" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1034" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC03794.JPG" alt="you can't touch this..." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">you can&#39;t touch this...</p></div>
</dd>
</dl>
<dl>
<dt>Cobertor de emergência</dt>
<dd>Nunca deixe de comprar um compacto e baratíssimo (R$12) cobertor de sobrevivência que pode salvar a sua vida em casos de emergência. São conhecidos casos de montanhistas experientes que morreram de hipotermia pela falta de um</dd>
<dt>Testar o fogareiro</dt>
<dd>Já pensou se ao final do dia ele não funcionar? O fogareiro deve ser sempre testado para evitar surpresas desagradáveis. Ainda mais no caso de espiriteiras em que você pode ter comprado sem querer aquele álcool de graduação menor que não pega fogo</dd>
<dt>Sacos estanque</dt>
<dd>Nunca deixe de colocar suas roupas e sleeping bag num saco estanque Montana ou SeaToSummit. Em caso de chuva forte ou se afundar sua mochila numa travessia por um rio você pode se dar mal, muito mal. Já aconteceu com um amigo meu, que ficou dois dias sem roupa e com o saco de dormir molhado com a barraca enxarcada debaixo de chuva torrencial</dd>
<dt>Pano</dt>
<dd>Leve nas suas viagens algumas flanelas Perfex. São ótimas para limpar as mãos enquanto se faz a janta (quase nunca você pode se dar ao luxo de ficar lavando as mãos) ou limpar o suor da testa durante a caminhada. São facílimas de lavar e secam rapidamente</dd>
<dt>Lenços mega-comprimidos</dt>
<dd>Essas inacreditáveis pastilhas transfoman-se num incrível lenço umedecido (e que seca rápido, caso queira usa-lo sêco) biodegradável. Suas aplicações são inimagináveis.</dd>
<dt>Chinelo</dt>
<dd>Nada como tirar o boot no final do dia. Carregue sempre seu chinelo (ou sandália) para ficar bem a vontade no acampamento</dd>
<dt>Silvertape e suas mil e uma utilidades, parte 1</dt>
<dd>A ideia de colocar silvertape em cima de uma pré-bolha (no pé) ou assadura por fricção (na virilha é o mais comum) pode parecer tola a primeira vista e sádica ao final do dia. Mas não é. Esparadrapo solta facilmente, e pelo suor da pele o silvertape fica facinho de se tirar no final do dia. Se você for muito peludo é que não tem muito jeito, nem com esperadrapo, band-aid ou durex (na pior das hipóteses, depile-se). Essa técnica já me livrou de futuras bolhas por muuuitas vezes, é muito utilizada por corredores de aventura e é bastante confortável.</dd>
<dt>Silvertape e suas mil e uma utilidades, parte 2</dt>
<dd>Para costurar uma roupa rasgada por um arbusto enxerido, coloque uma tira do lado de dentro e outra do mesmo tamanho do lado de fora. Se você for habilidoso e arredondar as pontas ele ficará lá por muuuuito tempo e vai dar um charme à sua peça. Lembre-se de que existem silver-tapes camuflados e coloridos. Já consertei um saco estanque usando esta técnica (o uso até hoje). Numa calça de tactel que eu tinha a &#8220;costura&#8221; durou mais de 2 anos sem precisar de reparos (acredite)</dd>
<dt>Abraçadeiras plásticas e suas mil e uma utilidades</dt>
<dd>As abraçadeiras plásticas podem lhe salvar a vida. Carregue-as sempre, em vários tamanhos. Em Parati fiz uma armação rígida para uma mochila que não a tinha com bambú e estas presilhas.</p>
<div id="attachment_1033" class="wp-caption aligncenter" style="width: 291px"><img class="size-full wp-image-1033" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00830.JPG" alt="fogareiro preso com abraçadeiras" width="281" height="375" /><p class="wp-caption-text">fogareiro preso com abraçadeiras</p></div>
</dd>
<dt>Grampo de fotografia e suas mil e uma utilidades</dt>
<dd>Mais uma maravilha do mundo moderno, o grampo de fotografia pode substituir um botão quebrado, um cinto que se soltou, serve de prendedor de roupa. Ao inserir a alça de um dentro do outro, você pode prender qualquer coisa uma a outra. Uso para pendurar lanterna no teto da barraca, saquinho de lixo suspenso do lado da barraca</p>
<div id="attachment_1035" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1035" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_HPIM2251.jpg" alt="grampo de fotografia para pendurar coisas" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">grampo de fotografia para pendurar coisas</p></div>
</dd>
<dt>Currico</dt>
<dd>Para viagens de caiaque, deixe uma linha de pesca pendurada com anzol e isca artificial amarrados ao cockpit e na água. Quem sabe não há um peixe no final do dia?</dd>
<dt>Incenso</dt>
<dd>Leve incenso para acender dentro da barraca, fica um cheirinho delicioso. Só cuidado para que suas cinzas não abram um furo chão. Pense bem onde apoiá-lo</p>
<div id="attachment_1039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1039" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_HPIM2411.jpg" alt="Não vá incendiar a barraca, sua besta" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Não vá incendiar a barraca, sua besta</p></div>
</dd>
<dt>Tesoura</dt>
<dd>Uma levinha mas com um bom corte pode ser extremamente útil: para abrir embalagens, cortar silvertape etc. Leve-a bem protegida, tente fazer uma bainha de silvertape, EVA ou isolante termo-retrátil</p>
<div id="attachment_1028" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1028" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00018-crop.jpg" alt="precisão absoluta no corte de cebolinha" width="500" height="396" /><p class="wp-caption-text">precisão absoluta no corte de cebolinha</p></div>
</dd>
</dl>
<dl>
<dt>Prendendo a barraca com pedras</dt>
<dd>Nunca vi uma barraca que viesse com um manual decente. Mesmo as minhas mais caras não vieram. Sobre aquela plaquetinha plástica com três furos pelos quais passa a cordinha de fixação serve para você retesar a cordinha e colocá-la em volta de uma pedra grande, caso não seja possível usar o spek</dd>
<dt>Duas meias</dt>
<dd>Para evitar bolhas use uma meia fina social debaixo da meia grossa de caminhada</dd>
<dt>Enrolando a meia e colocando na boca do boot</dt>
<dd>Ao tirar as meias no final do dia, enrole-as de modo que tampem a entrada de bichinhos no boot, se você gosta de deixá-los do lado de fora da barraca</p>
<div id="attachment_1030" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1030" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00058.JPG" alt="o boot faz parte do café da manhã" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">o boot faz parte do café da manhã</p></div>
</dd>
<dt>Lavar panelas com areia</dt>
<dd>Conheci um coreano maluco que dizia que a água da natureza limpava muito mais do que a água da cidade. É mais um ótimo motivo para não lavar suas panelas com detergente. Mas nem precisa se você está acampado na praia: areia é excelente para lavar a louça. Basta pegar um pouco dela com água e esfregar com as mãos que a sujeira sai todinha. Foi a única coisa que deixou meu fogareiro brilhando. Lembre-se de somente fazê-lo bem longe das fontes de água</p>
<div id="attachment_1029" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1029" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00032.JPG" alt="saindo para lavar panelas" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">saindo para lavar panelas</p></div>
</dd>
<dt>Limpando a barraca</dt>
<dd>Ao desmontar o acampamento pela manhã, pegue sua barraca sem o sobreteto, mas ainda montada e chacoalhe-a de cabeça para baixo com a porta aberta apontanda para o chão. Toda sujeira vai sair e ela estará limpinha para o dia seguinte. Esta dica é especialmente útil para barracas iglú auto-sustentáveis. Em casa, é uma boa limpá-la com um aspirador de pó</dd>
</dl>
<dl>
<dt>Secar o equipa</dt>
<dd>Para evitar que tudo apodreça, ao chegar em casa deixe seu equipa secando à sombra, especialmente a barraca, cujo chão sempre fica úmido</dd>
<dt>Deixe sleeping bag ao sol</dt>
<dd>Para tirar o cheiro de cachorro molhado</dd>
<dt>Guardar o saco de dormir aberto</dt>
<dd>Ele esquenta como um forno de microondas porque ele é feito de fibras ocas. Ao comprimi-lo (para carregar na mochila ou deixa-lo guardado) você está diminuindo sua vida útil. Já que nem sempre há espaço no mochilão para deixa-lo apenas dobrado sem pressão, dê uma chance a ele pelo menos em casa. E observe esta dica para não comprar um cujo vendedor guarda (muito) comprimido: você já está comprando um produto com vida útil reduzida</dd>
<dt>Limpar bastões sempre</dt>
<dd>O mecanismo dos bastões de caminhada é extremamente sensível a oxidação. Ao chegar em casa, desmonte-o e lubrifique o mecanismo com vaselina</dd>
</dl>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<h3>Tornando-se um Peixe Grande</h3>
<p>Para minha surpresa, este blog é um dos cinco finalistas do<a href="http://www.peixegrande.com.br/"> concurso Peixe Grande</a> promovido pela <a href="http://www.revistawebdesign.com.br">revista WebDesign</a>, na categoria<a href="http://www.peixegrande.com.br/insc/juritecnico_finalistas.asp"> <strong>blogs</strong> pelo <strong>juri técnico</strong></a>. Independente do resultado, que agradecer desde já a <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a> que sempre me apoiou e incentivou em tudo, a <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrini</a> sem a qual esse projeto não seria o mesmo, a <a href="http://www.flickr.com/photos/27349799@N00/">Kad</a> que faz parte de muitas das histórias contadas aqui e todos os grandes amigos que fiz e continuo fazendo no decorrer deste trabalho. Agradecimentos como este são sempre injustos e eu certamente estou deixando de citar alguém importante, mas&#8230; vocês são todos importantes. Vejo vocês no meu aniversário no mato.</div>
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		<title>Organizando a barraca e o acampamento</title>
		<link>http://blog.blag.us/infografico-barraca/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 18:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
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		<description><![CDATA[A psicopatologia mais legal do mundo é o transtorno-obsessivo-compulsivo (TOC). Se você já assistiu Monk sabe qual é: não pisar nas bordas, ter seu guarda-roupa organizado cromaticamente, ter um método certinho para cada coisa a se fazer. É a doença perfeita para profissionais de minha área, que é desenvolvimento de sistemas, em que tudo precisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A psicopatologia mais legal do mundo é o transtorno-obsessivo-compulsivo (TOC). Se você já assistiu Monk sabe qual é: não pisar nas bordas, ter seu guarda-roupa organizado cromaticamente, ter um método certinho para cada coisa a se fazer. É a doença perfeita para profissionais de minha área, que é desenvolvimento de sistemas, em que tudo precisa estar meticulosamente no lugar. E é claro que eu levei toda essa metodologia para a natureza.</p>
<div id="attachment_924" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-924" src="/files/2009/10/DSC04477-500x333.jpg" alt="organização ao extremo" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">organização ao extremo</p></div>
<p>Você já se pegou no meio da noite procurando a lanterna dentro da barraca? Ou não sabia onde estava o molho de tomate na hora da janta? Ser metódico e organizado é algo que facilita muito a vida. Baseado nisso (e na preguiça de escrever um artigo mais longo) que eu criei um infográfico sobre como organizar os equipamentos dentro da barraca e detalhes sobra a área do acampamento.</p>
<div id="attachment_922" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-922" src="/files/2009/10/DSC00160-500x375.jpg" alt="&quot;cadê meu ursinho ?&quot;" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">&quot;cadê meu ursinho ?&quot;</p></div>
<p>Confesso ter feito correndo, acredito que poderia ter muito mais dicas e detalhes. Mas estou na tentação de fazer uma série desses, afinal, uma imagem vale mil palavras, não ?</p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="/files/2009/10/Infográfico-Barraca.jpg"><img class="size-full" src="/files/2009/10/Infográfico-Barraca-500x352.jpg" alt="Infográfico: Organizando a barraca e o acampamento" width="500" height="352" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Infográfico: Organizando a barraca e o acampamento</a></dd>
</dl>
</div>
<p><a href="/files/2009/10/Infográfico-Barraca.jpg">Olhar o infográfico como imagem</a> (para visualizar aqui no blog)<br />
<a href="/files/2009/10/Infográfico-Barraca.pdf">Baixar o infográfico em formato PDF</a> (em alta resolução no Acrobat Reader, para imprimir e levar junto)</p>
<p><em>estes arquivos podem ser copiados, distribuídos e publicados em qualquer lugar, desde que mantendo meus créditos e com um <a href="http://blog.blag.us/">link para este blog</a></em></p>
<p>Espero ajudar na organização dos seus próximos acampamentos!<br />
abraços</p>
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		<title>Trilheiro Pé-de-Frango</title>
		<link>http://blog.blag.us/trilheiro-pe-de-frango/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 12:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, profissionais do esporte! Hoje vou delinear o perfil do trilheiro pé-de-frango, aquele sujeito que vai sem nenhum preparo para trilha, com fé na gambiarra e a certeza de que dá-se um jeitinho na hora. Você já deve ter visto em suas andanças por aí: aquele sujeito de calça jeans, havaianas, fumando um banza e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, profissionais do esporte!</p>
<p>Hoje vou delinear o perfil do trilheiro pé-de-frango, aquele sujeito que vai sem nenhum preparo para trilha, com fé na gambiarra e a certeza de que dá-se um jeitinho na hora. Você já deve ter visto em suas andanças por aí: aquele sujeito de calça jeans, havaianas, fumando um banza e com as panelas penduradas do lado de fora da mochila. É aquela figurinha que você pensa: &#8220;puta merda, não quero estar nem perto quando esse maluco sair andando por aí. Certamente ele vai se matar e quem sabe matar alguém junto&#8221;.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 260px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-01.jpg" alt="" width="250" height="334" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A hora do rush</dd>
</dl>
</div>
<h3>Mochila</h3>
<p>O símbolo maior do pé-de-frango são as tranqueiras penduradas na mochila: panelas, barraca, saco de dormir, chaveiro, lanterna e a onipresente canequinha. Isso certamente tem alguma coisa a ver com a figura clássica do trilheiro, estereotipada em fotos ou ilustrações. Para surpresa geral da nação pé-de-frango, coisas penduradas só servem para desequilibrar o andarilho e principalmente para perder as coisas propriamente ditas. Quem sabe o rastro de objetos esquecidos não o ajude a achar o caminho de volta&#8230; (mas ainda acho que um mapa e uma bússola seriam mais confiáveis). Eu mesmo já achei uma barraca no meio da trilha, deixada lá por causa desse método clássico de transporte de objetos. Aliás, a primeira coisa ao comprar uma barraca é se desfazer da maldita malinha que a acompanha; nem sonhe em carregá-la na mão, como se fosse a coisa mais elegante do mundo. Lugar de barraca é dobrada em forma quadrada e no fundo da mochila. Ao caminhar, as mãos precisam ficar livres!</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-02.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Preparadíssimos para o Camping do Peixoto</dd>
</dl>
</div>
<p>Parte do equipamento pé-franguista é uma mochila da pior espécie. Ainda é comum ver modelos de 50 anos atrás, quadradas e com aquelas armações externas de cano de ferro, modelo militar, muito provavelmente herdada do avô, relíquia da Revolução de 1932. E eles ainda as defendem com unhas e dentes, elogiando a inovação do sistema de sustentação (como se isso fosse realmente novo). Quando o pé-de-frango não está carregando uma dessas, pode ter certeza que ele estará com uma mochila de escola, normalmente aquela Risca toda remendada (claro que as costuras foram feitas por uma costureira cega e bêbada). Item padrão nesta mochila: a alça estar amarrada porque a presilha plástica de ajuste quebrou-se há muito tempo. Nada disso é desculpa: dia desses eu vi uma mochila cargueira comprada no Carrefour: fiquei pasmo com a qualidade e detalhes técnicos.<br />
<!-- div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-03.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ele poderia ter alugado uma mula</dd>
</dl>
</div -->
Sacolinhas do supermercado, além de uma fonte espetacular de poluição, na cabeça do pé-de-frango só servem para enrolar o garfo e faca, mas nunca para o óbvio: estancar saco de dormir ou levar o lixo de volta. Gostaria de um dia pegar um sujeito desses, levar numa loja de aventura e mostrar um saco estanque, no melhor estilo Extreme Make Over.</p>
<h3>Roupas</h3>
<p>Mais um símbolo clássico é a surrada calça jeans. Como se não fosse um tremendo desconforto, a grossura deste tecido faz o pé-de-frango virar um galeto. Por outro lado, debaixo de uma chuva surpresa, são um convite a hipotermia. Calças de tactel por R$ 20 do camelô do Brás (algumas até são telescópicas) não deixam margem para a desculpa do preço. Eu mesmo já trilhei com essas calças baratas por muito tempo. Rasgou? Passe um silvertape que resolve.<br />
<!-- div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-04.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Se eu tivesse que carregar cobertor, de calça jeans e no meio do mato também não estaria com uma cara alegre</dd>
</dl>
</div -->
Havaianas fazem parte do kit amadorismo: dou o braço a torcer pelo fato que não geram bolhas no calcanhar (somente no calcanhar), mas rezo para alguém que anda assim arrebentar o dedo numa topada e aprender a usar um calçado adequado (não se preocupe, o dedo cicatriza).</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-05.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entenda de onde surgiu a expressão &#8220;pé-de-frango&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p>Coturnos, roupas e mochilas camufladas e qualquer equipamento militar são orgulho pé-franguense: isso provavelmente lhes remete a força, coragem e determinação (ou alguma pseudomensagem de motivação), mas são tão somente o resquício de uma época longínqua em que não existiam equipamentos próprios para acampamento recreativo e a única opção eram os equipamentos militares.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-06.jpg" alt="" width="500" height="329" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Comandos em ação: pose de capa de LP dos anos 80</dd>
</dl>
</div>
<h3>Durante a caminhada</h3>
<p>Carregar uma garrafa de 51, Velho Barreiro ou Jurubeba Leão no Norte não é comum somente entre os cortadores de cana e alguns profissinais da construção civil. Muitos aventureiros acham que trilha tem cara de boteco. Desculpa mais esfarrapada, impossível: &#8220;é para esquentar à noite&#8221;. Álcool só traz a sensação térmica, quando, na verdade, está tirando calor do corpo. Sem contar que 1 litro de bebida é 1 quilo a mais de peso a carregar (e nem estou contando a garrafa de vidro). Concordo que banza é um excelente relaxante muscular (só uso com fins terapêuticos e ortopédicos, que fique bem claro), desde que você não queira relaxar durante a caminhada. Se a erva é da boa, o resultado é previsível: você, burro de maconha, ficará horas tentando decidir se deve pegar a bifurcação pela esquerda ou pela direita. Mais um antecedente de desastre.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-07.jpg" alt="" width="500" height="332" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aposto que ele tá cantando Bob Marley</dd>
</dl>
</div>
<p>Mais uma clássica do amador é ir para a trilha com o mínimo de informações, normalmente com dicas pouco confiáveis de uma ou outra pessoa que disse que a entrada da trilha era mais ou menos por ali. &#8220;Chegando lá a gente pergunta&#8221;, como se no meio do mato tivesse um posto de informações turísticas. Aliás, sobre orientação é quase unânime: &#8220;a bússola aponta para o norte, então se eu levar uma eu estarei a salvo, certo?&#8221;. Errado. Bússola sem mapa não é nada, e bússola com mapa sem treinamento também não é nada. Eu entendo que orientação é um assunto demasiadamente técnico, chato, que requer estudo e treinamento, mas não tem jeito: se você cabulou as aulas de geografia porque a professora era uma mala, vai precisar estudar tudo de novo.<br />
<!-- div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-08.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Na mochilinha que peguei emprestado do meu filho não cabia a bússola&#8221;</dd>
</dl>
</div -->
Mais um comportamento comum é fazer uma trilha para a qual não se está preparado, e o que era para ser um passeio apenas sujo de lama torna-se o carregar de uma cruz em que a única coisa que interessa é o fim. É de se entender que nesse ponto o passeio torna-se sem sentido, certo? Observe os atletas profissionais: a superação não vem em um final de semana, mas sim com muito treino e objetivos curtos e pontuais. E ter equilíbrio também é muito importante; não adianta nada seu amigo estar com o físico em dia e te torturar em uma caminhada que você não aguentaria fazer nem em uma semana.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 360px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-09.jpg" alt="" width="350" height="350" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não peça para ele agachar</dd>
</dl>
</div>
<p>Ainda na trilha, essa é uma que a mamãe deveria ter ensinado: papel higiênico é para ser enterrado junto com o ploft, na latrina previamente cavada para este fim. Importante &#8212; longe de fontes de água potáveis!</p>
<h3>Cozinhando</h3>
<p>O orgulho pé-de-frango é sem sombra de dúvida uma fogueira: o estalar crepitante do que sobrou das árvores cortadas no facão enferrujado, o olho lacrimejando em frente ao fogo, o ritual terapêutico de uma festa junina. Quase me lembra 2001, do Kubrik. Se tiver um violão então, melhor ainda (imagine carregar isso&#8230; há quem o faça). Gostaria que todas as árvores evoluíssem geneticamente e não mais pegassem fogo. Fogueiras são totalmente antiecológicas e extremamente perigosas, para quem as faz e para a mata. A maioria esmagadora dos incêndios florestais começou por causa de um trilheiro com aspirações pirotécnicas. Ressalva: numa praia pode ser uma boa idéia (somente se houver madeira seca à disposição por perto e somente se houver madeira seca à disposição por perto), desde que se limpe tudinho no dia seguinte. Temos hoje fogareiros baratíssimos, como as populares espiriteiras: muito mais limpo, seguro e prático (não acho a espiriteira segura, mas isso é assunto para outro post).</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-10.jpg" alt="" width="400" height="300" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Ói como tá quentinho, estou com lágrimas de alegria.<br />
Amanhã vamos deixar essa sujeirada toda aqui&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p>Claro que quem se dá o trabalho de cortar lenha, juntar pedrinhas e iniciar o fogo também não poderá deixar de carregar aquele caldeirão de bruxa, de 5 litros, com aquela alça perfeita para pendurar acima da fogueira. Ou panelas bem velhas e surradas, com Durepóxi tapando algum buraco. Fazem parte do kit musculação na trilha embalagens de vidro e latas (apesar de quase tudo hoje estar embalado em plástico e tetrapack, incluindo feijoada). Acampar com um pé-de-frango é certamente uma viagem no tempo. Para o passado, obviamente.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-12.jpg" alt="" width="500" height="374" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Olha um amador prestes a queimar a ponta de todos os dedinhos</dd>
</dl>
</div>
<p>Já que estamos falando da cozinha pé-de-frango, não podemos deixar de avacalhar com o cardápio: sempre será o inigualável, insubstituível, insosso e todo esfarelado (pela ação da mochila) Miojo. Quando esse tipo de aventureiro sumir da face da Terra, a Nissin vai declarar falência. Eu me pergunto que diabos este povo tem na cabeça para achar que só dá para cozinhar isso? Se você quer me irritar, fale qualquer variação de &#8220;Você faz trilha? Então você deve comer muito Miojo&#8221;. Arroz, lentilha, sopa de legumes, feijão, feijoada, lasanha (sim, lasanha), massas (spaghetti, fusilli, talharim etc.) e mais uma infinidade de opções estão em qualquer mercado, são baratas e fáceis de fazer. Miojo não é só injustificável como tem pouquíssimo valor nutricional (e não venha me dizer que é gostoso). Para o miojeiro, a única variação são os biscoitos para comer durante a trilha. Afinal, barrinha de ceral é &#8220;coisa de rico fresco&#8221;. E mesmo para as comidas de trilha,  ainda há opções baratas: frutas, doce de banana, balinhas, torrone (no trem da periferia custa uma pechincha). Para finalizar as refeições, não pode faltar lavar os pratos e panelas engordurados no rio, um crime ambiental digno de levar o meliante preso.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-13.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aposto que era o Miojo da Turma da Mônica</dd>
</dl>
</div>
<h3>Ao cair a noite</h3>
<p>Tenho certeza que as duas maiores invenções da tecnologia moderna para a aventura foram o GPS e o LED. Em se tratando de iluminação, eu ainda vejo incrédulo gente com aquelas lanterninhas de mão, com lâmpada amarelada. Fico achando que ele está carregando alguma extenção elétrica desde a cidade (afinal, lâmpadas de filamento são beberrões de energia). E há ainda quem diga que tem o sonho de comprar aquele farolete gigante movido a bateria (nessa hora procuro meu canivete para cortar meus pulsos de desgosto). Mais uma sem desculpas: uma lanterna de cabeça a LED pode custar por volta de R$20.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-14.jpg" alt="" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Observe a lanterninha Rayovac no bolso, o lampião pendurado e o cobertor de emergência. Eles estão mesmo numa emergência?</dd>
</dl>
</div>
<p>Com a lanterninha presa entre os dentes (ou mesmo aqueles lanternões de pilhas AA), é hora de armar a barraca. Quando o biscoiteiro não herdou aquela tenda de 5 lugares, feita especialmente para ir pescar de carro, ele certamente sonha com uma. Na mente delirante dessa categoria de aventureiros, a mata é como esses bosques dos filmes da Sessão da Tarde, cheio de espaço para acampar tranquilamente entre as árvores. Voltando à realidade: estamos nas florestas tropicais do Brasil, com mato por todos os lados, onde beira o impossível achar um quadradinho 2&#215;2 metros: barraca para camping selvagem tem que ser pequena. Independente de seu tamanho, barraca sempre apresenta um desafio intelectual na hora de montar. Cubo mágico é fichinha. E como a maioria não vem com um manual decente (nem mesmo as importadas mais caras têm um que seja satisfatório), ninguém se dá ao trabalho de entender porque vêm tanta cordinha e speks: &#8220;deve ser de reserva&#8230; nossa, como esses fabricantes são gente boa!&#8221;. Sob vento ou chuva, a tarefa de sair da barraca para arrumá-la torna um tormento aquela que era para ser uma noite de soninho gostoso.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-15.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Reze para São Pedro não mandar chuva</dd>
</dl>
</div>
<p>Na lista de chacotas não poderia faltar o cobertor. Isso me lembra o Lino, da turma do Charlie Brown, o garoto que carregava seu cobertorzinho azul para todo lado. No arsenal de bizarrices do pé-de-frango podem constar um dos itens: um cobertor volumoso e pesado, nunca protegido caso caia um toró (imagine o desastre) ou uma manta de camping feita com feltro, muito sem-vergonha, à venda na sessão de camping em alguns supermercados. Claro que isolante térmico é um item estranho e mal-compreendido, visto apenas em algumas fotos de expedições. E pasmem: tem gente que acredita no poder do colchonete.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 417px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-16.jpg" alt="" width="407" height="322" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aprendemos no Manual do Escoteiro Mirim como acampar com o máximo conforto</dd>
</dl>
</div>
<h3>Enfim&#8230;</h3>
<p>Eu sei que ter um bom equipamento custa caro, e me parte o coração que, num país tão trilhável quanto o Brasil, esses itens ainda sejam uma voadora no estômago de tão caros, e que os baratos sejam tão amadores. Mas fazer uma atividade outdoor, em que existe o risco de você nunca mais voltar para casa por causa da falta de uma lanterninha ou um casaco corta-vento, deveria fazer as pessoas repensarem o assunto, e também repensarem seus investimentos em equipamentos. Eu acredito plenamente que o aumento da procura por estes só tende a barateá-los a longo prazo. Eu sozinho não sou capaz de fazê-lo, mas se todos nós mudarmos nossa percepção, podemos fazer a diferença, e melhorar as condições para que todos possam se aventurar com pouca grana, mas com o mínimo de segurança.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-17.jpg" alt="" width="500" height="276" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Voltaremos ano que vem</dd>
</dl>
</div>
<p><em>Para quem não entendeu a brincadeira, não leve este artigo tão a sério. É claro que eu já fiz algumas das coisas descritas aqui. Meu objetivo é rir de nossos erros e mostrar com muito bom humor o que não fazer numa trilha e educar todas as pessoas a se divertirem com segurança.</em></p>
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		<title>Adventure Sports Fair 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
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		<description><![CDATA[Você provavelmente perdeu a Adventure Sports Fair que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à Verônica Mambrini, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa. Não bata no vidro com força • ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente perdeu a <a href="http://www.adventurefair.com.br/">Adventure Sports Fair</a> que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrin</a>i, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQktnh8VMI/AAAAAAAAE14/MvQusaqaG8o/s400/DSC01159.JPG" alt="Não bata no vidro com força" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não bata no vidro com força • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Não pude ir na quinta-feira, mas na sexta-feira estava bem tranquilo. Seria o dia ideal para as entrevistas que deixei para o sábado e domingo. Mas cheguei um pouco tarde (afinal, além do blog também tenho meu trabalho) e só deu tempo de dar uma volta geral e mergulhar de garrafa no tanque de mergulho. Além do tanque de mergulho, também havia uma pista de snowboard (claro que eu levei um tombaço e quase derrubei o instrutor), tanque para teste de caiaque (preferi não arriscar), uma carreta-frigorífica com gelo da Patagônia para teste de cramponagem e parede de escalada.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQkpAAUbjI/AAAAAAAAE1c/Ce_8IX-PTrM/s400/DSC01111.JPG" alt="A foto do tombo eu não publico" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A foto do tombo eu não publico<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk-44fUtI/AAAAAAAAE3o/v3viLaN3gAQ/s400/DSC01308.JPG" alt="Matando saudades de escalar" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Matando saudades de escalar<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Eu esperava encontrar muito mais fabricantes conhecidos de equipamentos de aventura, assim como lojas. Neste aspecto, uma decepção. Dizem que a culpa é da crise; eu tenho minhas dúvidas. De qualquer modo, não deixou de ser bem divertido. Fiz questão de entrevistar alguns fabricantes e distribuidores e apresentar a vocês as novidades.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlXSiVK9I/AAAAAAAAE50/Tk9CWWMxIhE/s400/DSC01576.JPG" alt="A Patagônia é um pouco mais espaçosa" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A Patagônia é um pouco mais espaçosa<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>LioFoods</h3>
<p>Para a minha alegria, a empresa LioFoods/Berkka estava demonstrando sua linha de produtos liofilizados na feira. Se você não conhece liofilização, deveria: por um processo de sublimação, a água é completamente retirada dos alimentos, fazendo com que eles durem até 60 anos*! E este processo mantém todas as características nutricionais, bastando adicionar-lhes água para consumir. A gama de alimentos passíveis de liofilização é enorme: arroz, feijão, batata, carnes, aves, peixes, doces, sorvete&#8230; a imaginação é o limite. Mentira, tem uma limitação sim: frituras. Sem contar que é levíssimo: uma refeição completa pesa de 50 a 200 gramas. Ganhei algumas amostras e farei em breve um post completo sobre o assunto (e uma janta em casa). Ficou com água na boca? Dê uma olhada no caprichado <a href="http://www.liofoods.com.br/">website da LioFoods</a> e conheça a linha de alimentos, veja os preços e encomende sua próxima refeição.</p>
<p><small>* segundo testes de laboratório, mas mesmo um ou dois anos já é mais do que suficiente</small></p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlDKeRSdI/AAAAAAAAE4E/n_mQ_ZbMVUo/s400/DSC01338.JPG" alt="===PHOTO CAPTION===" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Mandioca, milho e ervilha • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>YouDoFirst</h3>
<p><a href="http://www.youdofirst.com/">Esta empresa</a> estava apresentando dois produtos interessantes: um cauterizador para picadas de insetos e um sistema de carregadores solares. Quanto ao cauterizador, imagine o seguinte: um magiclick de acender fogão. Ao ser picado por algum inseto que lhe cause desconforto, você aplica este pequeno &#8220;choquinho&#8221; na pele e o alívio vem na hora. Não tem contra-indicações, é bastante higiênico, leve, compacto e não usa pilhas. Seu nome é Zap-it, e seu preço estimado é de R$22,90, mas ainda não está oficialmente a venda.</p>
<p>Mas o grande barato desta empresa são seus carregadores solares. O modelo BeOn tem um preço bastante agressivo: R$ 120,00. Pesa somente 100g, tem uma bateria integrada, saída USB e tem um mosquete integrado, sendo ideal para pendurar na mochila cargueira e carregar alguma coisa enquanto você trilha. Sem contar que é &#8220;bunitinho&#8221;: amarelo e preto. Observe que ele foi projetado para carregar celulares (ou qualquer coisa que carregue no USB), mas eu não teria pudor em fazer um suporte de pilhas com um conector USB para carregá-las. Em minha entrevista, o gerente comercial disse que estavam cogitando com o departamento de engenharia essa possibilidade.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk7I4fzZI/AAAAAAAAE3Q/7svmKeCDWIg/s400/DSC01262.JPG" alt="O carregador solar que faltava: barato, leve e prático" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O carregador solar que faltava: barato, leve e prático<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
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<p>Um produto que me chamou a atenção pelo seu preço foi o carregador graaande da BeOn, o <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968045730489522">modelo Expedition</a>. A eficiência deste carregador permite que você faça uma ligação de seu celular somente com a energia da célula. Este modelo custa em média R$650,00 (subtraia R$80 se você não quiser a maleta rígida que o acompanha). Assim como o Zap-it, este produto estava a venda somente na feira. Caso você tenha se interessado tanto quanto eu (esse carregador solar é meu próximo investimento), <a href="maito:info@youdofirst.com">entre em contato</a> com a YouDoFirst.</p>
<h3>Outex</h3>
<p>São as interessantíssimas bolsas-estanque para câmeras fotográficas que eu já conhecia há algum tempo e que estão na minha <a href="/marcas/">página de marcas</a>. Basicamente é uma bolsa de látex com um adaptador para a lente que permite fotografar nos ambientes mais hostis, como lama, chuva, areia, água do mar ou mesmo sob o leito de um rio. Tudo começou quando o cirurgião dentista José Carlos tentou fazer seus filhos pegarem gosto por fotografia: o que aconteceu é que eles viraram jipeiros e o bem-estar de suas câmeras se tornou um problema. Então o José inventou esse produto genial.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQklrZdvHI/AAAAAAAAE1E/tMEsprNdoEk/s400/DSC01092.JPG" alt="Blub, blub, blub... roupa de mergulho para câmeras fotográficas" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Blub, blub, blub&#8230; roupa de mergulho para câmeras fotográficas<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
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<p>Observe que os 6 modelos de estanques são todos para câmeras DSLR, e servem para todos os modelos existentes desta categoria. Os preços variam de R$360 a R$600, e podem ser compradas no <a href="http://www.outex.com/">site da Outex</a>. Ha também alguns acessórios e outros modelos, como modelos com e sem grip de tripé, passa-cabo e uma capa de chuva (não-estanque) para fotojornalismo (leia-se: para aquelas objetivas enooormes).</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlKA9wZmI/AAAAAAAAE4o/46eNrwDMtPM/s400/DSC01402.JPG" alt="Visão geral de parte da feira" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Visão geral de parte da feira<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
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</div>
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<p>Já estou tentando escrever este post há duas semanas e não consegui terminar: ainda existem mais algumas novidades legais que eu vou publicar num próximo post.</p>
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