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	<title>blogus &#187; Bike</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
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		<title>Rumo ao desconhecido</title>
		<link>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 17:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer novos lugares, explorar aquela região que você sempre sonhou. Você não precisa se limitar a tudo o que já foi trilhado e documentado, crie seus próprios roteiros ou explore aspectos diferentes de um lugar conhecido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era bem pequeno, sonhei que acampava no quintal dos meus pais numa noite de lua cheia. Ficava imaginando porque que eu era obrigado a sempre dormir na mesma cama, dentro da mesma casa. Como seria o mundo lá fora? Como seria dormir numa cama que não fosse a minha? Muitos anos mais tarde, descobri qual era essa sensação: <strong>liberdade</strong>. E desde então não resisti mais a tentação de sair por aí, dormindo no quintal do mundo com minha fiel barraca.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/DSCN1562.jpg" alt="Acampando em Paraty" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Minha casa de praia cada dia tem uma vista diferente</dd>
</dl>
</div>
<p>A dúvida inicial de todo aventureiro, muito antes de qualquer equipamento, é para onde ir. Quase sempre a resposta vem com amigos mais experientes, livros de roteiros ou na internet. Há coisa de uns dez anos ainda não tinha tanta gente discutindo isso na internet, eu não tinha tantos &#8220;amigos de aventura&#8221; e precisava definir um roteiro para realizar meu sonho de dormir coberto de estrelas. Olhei para trás no tempo e lembrei da mística <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranapiacaba">vilinha inglesa</a> no pé da Serra do Mar que eu havia conhecido em uma excursão da 3ª série. Então, com alguns equipamentos essenciais (mochila, barraca e saco de dormir) e um pouco de falta de juízo, <a href="/solo/">toquei subir a Serra do Quilombo</a>. Foi uma noite memorável, podendo ver as luzes do litoral de cima das montanhas.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/1DSC00004.jpg" alt="Vista da Serra do Mar à noite, com as luzes da cidade ao fundo" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Rumo a Mordor</dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando à minha infância, ao descer a Imigrantes de carro com meus pais, eu ficava curiosíssimo sobre as estradinhas paralelas que cortavam a rodovia. Ficava me perguntando para onde iam e como seriam.  Eu queria muito ter mais tempo de admirá-las do que uma rápida passagem de carro. Vinte anos mais tarde pude realizar este sonho. Desci <a href="http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp">de bicicleta a estrada de manutenção</a> do complexo Ecovias. Desci devagarzinho, fotografando e saboreando cada trechinho com o qual eu sonhei tanto em um dia estar. Portanto, a primeira opção de roteiro é aquela com a qual você sempre sonhou. Este roteiro pode ser a sua primeira viagem, ou levar mais de 20 anos para acontecer, como no caso da Ecovias. Mas pode ter certeza que é que mais vai te marcar.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/2IMG_2249.jpg" alt="Sarinha com sua fixa em frente à uma cachoeira à beira da estrada de manutenção do Complexo Ecovias" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muito mais divertido do que Imigrantes ou Anchieta de carro com os pais</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu confesso que não tenho paciência para ficar procurando trilhas na internet. Mas são ótimos locais para procurar roteiros, como o fórum <a href="http://www.mochileiros.com/">Mochileiros.com</a>. É um bom lugar para achar compania também, mas eu recomendo cuidado com seus <em>amigos das internets</em>. Não por ser perigoso, mas a chance de ficar amarrado a um mala por dias numa trilha é considerável. Uma excelente opção são os clubes de aventura, como o <a href="http://www.montanhismo.org.br/">CAP</a> (Centro Alpino Paulista) ou <a href="http://www.ceubrasil.org.br/">CEU</a> (Centro Excursionista Universitário). Sei que existem muitos outros, mas sinceramente não os conheço. São uma excelente opção para você conhecer gente muito bacana e experiente.</p>
<p>Considere que mesmo na maior parte dos lugares remotos há sempre alguma habitação. Se você não saltar de um helicóptero no meio da mata, mas sim chegar lá de busão ou por uma estradinha de terra, é muito provável que existam trilhas nas redondezas. Foi assim no caso de <a href="/morro-do-pinga/">Pindamonhangaba</a> e Ilha Bela, em que eu fui sem conhecer muito e ao chegar lá me informei com os moradores locais onde havia trilhas. Claro que eu fiz um trabalho prévio de comprar cartas topográficas, mapear a região através do Google Earth e colocar tudo no GPS: eu não estava à deriva. Caso essa viagem de exploração não der certo, não se frustre: o objetivo é <strong>ir</strong> e não <strong>chegar</strong>. Então, se você tem curiosidade sobre algum lugar, não se prenda: procure mais informações e meta as caras. E saiba que é bem provável que você tenha que voltar lá mais de uma vez.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/3DSCN2856.jpg" alt="Lex contemplando a vista das montanhas de Pinda" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Morro do Pinga: voltei nas duas vezes em que fui</dd>
</dl>
</div>
<p>Já que navegar é preciso, conhecer mapas é essencial. Para fazer seus próprios caminhos, você precisa saber as regras, portanto repito meu mantra: aprenda a ler cartas topográficas, usar bússola, se possível adquira um GPS e <a href="http://www.meuprimeirogps.com.br/">saiba usá-lo</a>. Sabendo os meandros da navegação, você poderá entrar e sair do mato a hora que quiser. É extremamente necessário, mas também não tenha pressa: é uma arte que requer experiência. E nada mais legal do que apontar um local no mapa e em seguida conhecê-lo ao vivo. Em tempos de Google Earth, essa pode ser uma opção para lá de divertida. <a href="/gps/">Tracklogs</a> procurados na internet são de grandessíssimo valor nessa hora.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/4SDC10449.jpg" alt="Lex consultando o GPS durante a caminhada" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Onde liga isso mesmo?</dd>
</dl>
</div>
<p>Finalmente, você pode fazer os roteiros clássicos: Chapada Diamantina, Ponta da Joatinga (em Paraty), Chapada dos Veadeiros, Serra do Órgãos, Pico do Itatiaia, Pico dos Marins, entre muitos outros. São lugares certamente espetaculares, mas eu não recomendo ir em épocas de alta temporada, como Natal, Revéillon ou Carnaval. Acabam ficando superpopulados, tornando um inferno achar um bom lugar para acampar, o que, somado ao barulho, tira a graça da estadia. Temos um país tão grande, com lugares tão belos e inexplorados, para que servir-se de mais do mesmo? Sem contar o prazer de conhecer o desconhecido e não gerar ainda mais impacto em uma área já muito visitada.</p>
<p>No que se refere aos roteiros clássicos, há opções que não acabam mais. Os <a href="http://www.kalapalo.com.br/">livrinhos do meu querido Guilherme Cavallari</a> são soberbos: os roteiros descritos de modo que basta um cronômetro para fazer todos os roteiros! Eu estive na <a href="https://picasaweb.google.com/blagus/SerraFina">Serra Fina</a> há pouco tempo e levei o livrinho. Deu uma baita ajuda!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/5DSCN1666.jpg" alt="Vista de dentro da mata para a Ponta da Juatinga em Paraty, Rio de Janeiro" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fora de temporada, tudo fica mais bonito</dd>
</dl>
</div>
<p>Por um tempo, eu fiquei bastante paranóico com relação à assaltos. Em Pindamonhangaba, peguei um ônibus de linha lotado, e percebi que eu chamava bastante atenção (ou seria mesmo paranoia?). Tinha certeza que aquele dia eu iria me despedir da minha mochila, mas dei sorte. Se você não conhece o local, não dê bandeira. Seja o mais discreto possível. E, é claro, dê preferência por locais menos urbanizados. Pode-se dizer que quanto menor a cidade, mais segura ela será. E acredito que é justamente esses lugares que devemos procurar para nossas aventuras. <span style="float: right;">▣</span></p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/6P1510559.jpg" alt="Edú Amador, Lex e Jô no trem" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A piada deve ter sido boa</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Uma mulher, uma bicicleta e uma estrada</title>
		<link>http://blog.blag.us/mulher-bicicleta-estrada/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/mulher-bicicleta-estrada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 14:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vê Mambrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajar de bike é uma das experiências mais libertadoras do mundo de aventura, principalmente se você for mulher. O melhor é que só é preciso de uma bicicleta e uma estrada para ter o mundo aos pés]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03758.jpg" alt="Verônica Mambrini" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Verônica Mambrini é a honorável revisora e colaboradora deste humilde blog. Quando não está entre seus livros e revistas, certamente estará pedalando em algum lugar por aí. E neste artigo ela conta toda essa sua relação de paixão intensa com a bicicleta</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>De pé, na porta de casa. A bicicleta está no meu lado, esperando paciente. A viagem já está acontecendo há tempos, na minha cabeça. Foi sonhada, desejada, planejada. E o momento em que eu penso: “é agora, não tem volta” é quando eu zero o odômetro: começou.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/IMG_0454.jpg" alt="Muita lama pela frente" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muita lama pela frente</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Eu vou de bike porque gosto do silêncio dela, capaz de cruzar grandes distâncias passando quase despercebida. A bike carrega tudo para mim e deixa as costas e a cabeça leves. Vou voando. Em cicloviagens, praticamente zera a barreira entre os sexos. O que conta não é a força, nem a capacidade de orientação espacial. É muito mais a cabeça equilibrada e a persistência, junto com o planejamento. Técnica, quase nada. Vale mais a paciência. Cicloviagem é enduro consigo mesmo, e pouca gente agüenta. Às vezes o mais treinado dos trilheiros erra o cálculo, dosa mal o esforço, não agüenta a bagagem, se impacienta com as muitas horas de pedal, sofre com dores do corpo mal acostumado.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/P1030187.jpg" alt="Pernas para quê te quero" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pernas para quê te quero</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>De bike, o tempo todo você calcula, ainda que intuitivamente. Precisa ter noção do tamanho da pernada do dia, do peso que vai carregar, do destino onde precisa chegar, quem vai ser o dono de bar com o ranguinho mais gostoso na janta, o pescador com peixe fresco e bom para você cozinhar seu jantar ou a hospedagem (seja mato, camping ou cama) onde vai repousar melhor e recuperar as energias para o dia seguinte. Essa bagagem psicológica é mais importante do que a física. Precisa internalizar essas medidas, deixá-las fluir naturalmente. O melhor da viagem é quando você já sabe o que tem que fazer sem pensar, e entrega a cabeça para sentir o vento, mergulhar no céu ou reparar nas pessoas e paisagens que vão ficando para trás.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03164.jpg" alt="Estrada de manutenção na Serra do Mar" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A paisagem fica para trás, a lembrança não</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Quando eu era criança, sonhava com aventura, de um gosto que nasceu de explorar quintais, trepar em árvores e ler livros. De “A Ilha Perdida”, de Robert Louis Stenvenson,<br />
a “Coração de Onça”, de Ofélia e Narbal Fontes com seus livros de aventura que são dezenas, centenas. Leituras de menino que eu vivia com toda a força: quase nenhum de meus heróis era mulher. Meu imaginário fervia com piratas, florestas, uivos de bichos na madrugada, roncos de cachoeira gelada no banho da manhã e aventureiros com mentes inquietas, improvisando soluções e aprendendo a salvar a si próprios.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03178.jpg" alt="Cubatão" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A gente nunca cresce; só mudam os brinquedos</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Já crescida, bicicleta foi paixão tardia, mas fulminante. Coisa que descobri há uns 3 ou 4 anos, e que amo cada vez mais. Por ser menina, tem umas certas dificuldades, a começar pela mecânica da bike, que é um mistério que aprendemos do zero. Vai ficando simples com o tempo, mas começar na vida adulta é quase aprender um novo idioma. Vai por mim: meninas quase nunca são incentivadas a desmontar e montar coisas, entender a lógica de engrenagens, saber consertar sozinha. E bicicleta é o exercício mais puro e intenso da autonomia.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC02421.jpg" alt="Lex adaptando um bagageiro na bicicleta" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vocês, meninos, cresceram fazendo isso</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Outra coisa complicada é não saber onde é seguro para você. Diferente de outras modalidades no mundo da aventura, em que existem o mato, você e Deus, a bicicleta é das estradas e das cidades – portanto, habitat dos homens. Não tenho medo de escuro, de solidão, de ladeira, de quilometragem. Mas tenho medo de topar com gente de má índole. Você nunca sabe com total certeza se há risco de estupro, de violências físicas, de agressões verbais, de extorsões. Mas só se combate esse medo caindo na estrada e tornando-a segura, quebrando estereótipos como o da mulher frágil com a força dos próprios punhos.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/SDC10526.jpg" alt="Estrada do Pico do Jaraguá" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Feminina: sempre; frágil: nem pensar</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>A bike é barco, casa móvel, cockpit – às vezes, é só uma bicicleta mesmo. O fato é que quem me conhece pensa logo nela, é quase uma metade que me torna centauro. Uma mulher de bicicleta, seja voltando do mercado ou partindo para uma viagem solitária, é uma cena tão sedutora que os olhares tortos pouco a pouco estão virando presentinhos, links de reportagens sobre bikes, livros, mimos. Tenho amigos que pedalam comigo (na cidade e na estrada), e muitos que nunca pedalaram se animaram até a experimentar. Acho que tenho muita sorte: nem meus acidentes fizeram as pessoas que me amam pedirem para eu deixar de bicicletar (e é fato: quem pedala, cai. E isso não é o fim do mundo).</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/NaPaulista.jpg" alt="Posando na av. Paulista" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Somos uma só</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Se você pegar sua bicicleta empoeirada na garagem, há grandes chances de ser mordida pelo mesmo bichinho que me pegou. Começa com uma ida à padaria e quando você se dá conta, começa a sonhar em cruzar o continente a pedal. Modalidades como as cicloviagens e os Audax (provas de longa distância que chegam a 1.200 km em que o que vale é completar, sem ranking de vencedores) são perfeitas para mulheres. Você começa no plano, bufa e xinga nas primeiras subidas, chora de raiva com a lerdeza de trocar os primeiros pneus, quebra a cabeça ajustando freios e câmbios, e segue pedalando, pedalando, até que olha para trás e vê que muito marmanjo não teve as manhas de continuar.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC00185.jpg" alt="Mario Amaya faz uma foto em Ilha Comprida" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ilha Comprida: cumprida</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<h3>Pequeno manual prático para aventureiras de bike:</h3>
<ul>
<li>Um grupo de amigos confiável é uma família que vai te preparar para o mundo. Procure-os: eles estão te esperando loucos pelas primeiras pedaladas juntos</li>
<li>Aprenda a se virar. Sempre aparece um cavalheiro gentil para fazer o serviço por você. Não deixe ele resolver seu problema, mas peça para aprender. Vale fazer cursos e workshops de mecânica de bike</li>
<li>Quase todas as recomendações para uma trip de aventura de mochila nas costas valem aqui: saiba primeiros socorros, organize equipamentos eficientes e esteja fisicamente preparado para carregá-los e saiba usar tudo que está levando</li>
<li>Tenha um plano B. Se possível, um plano C e um plano D. Além de garantir que você vai passar mais tempo curtindo do que resolvendo perrengues, a sensação de tranqüilidade melhora seu rendimento de forma visível</li>
<li>Existem motivos reais para ter medo e existem coisas que colocaram na nossa cabeça. Para entrar no mundo da aventura, uma moça precisa aprender a distingui-los e se preparar para enfrentá-los</li>
<li>Planeje e procure pessoas que fizeram viagens semelhantes. Troque ideias, peça informações. Nunca houve tantas ferramentas para colocar interessados em viagens de bicicleta em contato no Brasil, e acredite, há uma verdadeira multidão pedalando</li>
<li>Pedale em cada oportunidade disponível. Nem todo mundo pode usar a bike como meio de transporte, mas fica muito mais difícil acostumar o corpo se você só pedala de fins de semana. Hoje, eu posso passar cerca de 10 horas numa bike quase sem dores, e pedalo tranqüilamente no dia seguinte (isso sem treino! Apenas com meus 10 km diários de ida e volta do trabalho)</li>
<li>Uma das coisas mais gostosas das viagens de bike, e que nem sempre as trips de mochila te oferecem é a possibilidade de conhecer gente bacana. Há muitos Brasis escondidos no Brasil. Sair de bike é estar aberto a ouvi-las, e há uma grande chance de ser convidado para uma cervejinha ou café. Sem esse espírito de compartilhamento, nem saia de casa <span style="float:right;">▣</span></li>
</ul>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03778.jpg" alt="Brunch de bike em Pinheiros" width="500" height="401" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">E quando você menos esperar, a bike já fará parte da sua vida</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
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		<title>Dicas para cicloturismo</title>
		<link>http://blog.blag.us/dicas-para-cicloturismo/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/dicas-para-cicloturismo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Amaya foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a Ilha Comprida. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-01-abertura-DSC00194.jpg" alt="Mario Amaya" title="Mario Amaya" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1174" /><a href="http://marioav.blogspot.com/">Mario Amaya</a> foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a <a href="/ilha-comprida-de-bike/">Ilha Comprida</a>. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike</div>
<p>A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação e apreciação mais íntima dos lugares, mostrando muitas coisas que passam batidas em viagens de carro. Além disso, os cicloturistas são gente sociável, especial, legal, culta, divertida, bonita e simpática, que sabe apreciar os prazeres simples da vida &#8211; e também os complexos. </p>
<p>É claro que dizer isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu fazer viagens de bike <img src='http://blog.blag.us/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' />  Mas um sinal positivo de que a cultura está evoluindo é ser recebido numa cidade do interior com festinha, votos de boas-vindas e convite para beber junto, como aconteceu conosco recentemente. A explicação é simples: as pessoas adoram cicloviajantes porque eles simbolizam o espírito de liberdade, busca espiritual e aventura.</p>
<div id="attachment_1203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-DSC02560.jpg" alt="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" title="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1203" /><p class="wp-caption-text">Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca</p></div>
<p>O que nos traz ao assunto deste artigo. Aventura é boa, mas com moderação. Toda atividade especializada requer estudo e preparação, e pedalar por aí não é diferente. Não fique deslumbrado com as histórias heróicas de quem atravessou o continente inteiro com uma bicicleta velha sem pedais e sem um puto no bolso, contando só com a bondade alheia. Não vai ser o seu caso; é um caso especial. Não é o exemplo a seguir; você não precisa viver isso.</p>
<p>Ao falar de preparação, não digo especificamente da mecânica da bicicleta, assunto que sozinho pede muitos outros artigos. O tema aqui é um certo método e procedimento para fazer a viagem com o máximo de prazer e o mínimo de incômodo. No caso limite, esse saber fazer representa a diferença entre voltar a casa conforme o planejado e simplesmente não voltar. Perrengues sempre acontecem, mas uma coisa é um perrengue causado por um evento surpreendente e imprevisto, e outra coisa muito diferente é um perrengue causado por imprudência ou esquecimento. É na intenção de prevenir este segundo tipo de perrengue, e em certos casos, também um pouco do primeiro tipo, que existe esta série de dicas de viagem. Não precisa concordar e seguir todas elas, mas cada uma tem seu embasamento e precisa ao menos ser considerada.</p>
<div id="attachment_1175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-DSC00236.jpg" alt="Bem equipado para ir além" title="Bem equipado para ir além" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1175" /><p class="wp-caption-text">Bem equipado para ir além</p></div>
<h3>Segurança pessoal</h3>
<p>Sua segurança pessoal é o mais importante. Todo o resto deve curvar-se a esse princípio.</p>
<ul>
<li>Cada membro de um grupo de viagem deve ter suas próprias ferramentas, itens de segurança e provisões. Nada de filar coisas dos outros. Autonomia é segurança</li>
<li>Não se arrisque à toa. Pedalando em grupo, você precisa assumir muito menos riscos na pilotagem do que o que é normalmente confortável para você. Não é só para não se machucar, mas também para não estragar a viagem dos amigos. Assim como não é legal pedalar com alguém mal-humorado, não é legal pedalar com candidatos a suicida. Histórias fabulosas de capotes animalescos descendo a serra a milhão rendem histórias engraçadas para contar e alguma habilidade nova para pilotar, mas não compensam a aflição e o transtorno causados aos seus companheiros</li>
<li>Se você se comportar como moleque, não será convidado para a próxima viagem</li>
<li>Ande com algum dinheiro trocado. Não fique dependente do caixa eletrônico da próxima cidade que pode estar ainda bem longe. Coisas como travessias do mar em canoas demandam dinheiro na mão</li>
</ul>
<div id="attachment_1177" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-03-segurança-P1020220.jpg" alt="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" title="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1177" /><p class="wp-caption-text">Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança</p></div>
<h3>Suprimentos</h3>
<ul>
<li>Mesmo contando com a compra de mantimentos no caminho, leve comida de emergência sempre, e muito mais água do que você acha que vai beber. Se algo que deu errado tomar seu tempo e o supermercado da vila fechar, não tem perdão</li>
<li>Caramanhola serve para espantar cachorros. Água de beber mesmo vai no CamelBak (bolsa de hidratação), que tem capacidade muito maior. Compre o seu, em vez de ficar sem água no meio do percurso e beber a do companheiro</li>
<li>Sua salvação no final de um dia ruim pode estar num par de PowerBars insossas e um CamelBak de água morna pela metade. Não comer nada ao pedalar não traz a sensação esperada de fome, e sim uma sensação de cansaço, confusão e mau humor, que você simplesmente não associa à falta de nutrientes. Você sofre à toa e ainda põe a culpa na estrada, ou nos seus pobres companheiros que inventaram de pegar aquela subida</li>
<li>Desidratação não avisa quando está chegando, só depois. Por isso, beba água antes de chegar a sentir sede. Acostume-se a dar um gole a cada 10 minutos. Encha ao máximo o CamelBak e as garrafinhas em todas as paradas com água limpa</li>
</ul>
<div id="attachment_1178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-04-supri-P1020853.jpg" alt="Pausa para uma geladinha" title="Pausa para uma geladinha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1178" /><p class="wp-caption-text">Pausa para uma geladinha</p></div>
<h3>Vestuário</h3>
<ul>
<li>Use camisa de manga comprida nos dias de sol sem nuvens. Parece contraditório, mas isso é muito melhor para os braços, que são a parte que mais queima</li>
<li>Camisas cobertas de logos para quê? Você não é atleta, não precisa fazer propaganda de ninguém. Toda loja de bike vende camisas lisas, discretas e elegantes. Camiseta de futebol ou de corrida também servem</li>
<li>Camiseta de algodão, nunca. Encharca, não refresca, suja e fede. Camisetas sintéticas leves, além de não terem esses problemas, você pode lavar em qualquer pia de posto de gasolina e logo estará seca, ou pode sair usando ainda úmida nos dias mais quentes</li>
<li>Prefira usar uma bermuda de gente comum, mais discreta, por cima da bermuda acolchoada de ciclismo, que é confortável mas esquisita em paragens urbanas</li>
<li>Se for acampar, um truque legal contra os pernilongos é pedalar com uma calça de ciclismo comprida (legging) e não tirar para dormir. A barraca normalmente barra os bichos, também. Tem que saber armá-la rapidamente</li>
<li>Leve e use o protetor solar. Cuidado especial com a área atrás do pescoço, nariz e orelhas</li>
<li>Se o sol pegar forte, coloque a sua toalha por cima dos ombros e costas</li>
<li>Leve também um chapéu de aba larga, pois quando o sol frita sua cabeça e rosto por horas a fio, o capacete não é a melhor solução. O melhor chapéu é o de algodão com abas largas, que pode ser dobrado e guardado em qualquer lugar</li>
<li>Óculos escuros sempre. Para quem não usa óculos de grau, um transparente para tempo nublado bloqueia insetos e pedrinhas voando nos olhos</li>
<li>Para evitar assaduras, leve uma bisnaguinha de Chamois Butt&#8217;r, produto à venda em bike shops</li>
</ul>
<div id="attachment_1180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-05-vest-P1020222.jpg" alt="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" title="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" width="300" height="400" class="size-full wp-image-1180" /><p class="wp-caption-text">Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto</p></div>
<h3>Equipamento</h3>
<ul>
<li>Cicloturismo propriamente dito é feito com barraca, isolante, sleeping bag, saco estanque (à prova d&#8217;água), uma toalha do tipo esportivo que fica bem pequena dobrada, jogo de ferramentas de bike completo, lanterna de cabeça de LED, kit de primeiros socorros e um corta-vento impermeável num local acessível da tralha. Tudo isso vai amarrado com tensores elásticos (aranhas) na garupa e dentro do alforje</li>
<li>Não pretende pernoitar? Mesmo assim, ainda precisa do bagageiro, alforjes e saco estanque</li>
<li>O que vai no saco estanque: muda de roupa, os documentos, câmera, celular e todas as outras coisas que não podem molhar</li>
<li>Também é necessário levar um saco hermético ZipLoc contendo um frasco de sabonete líquido e outro de shampoo com condicionador, mais a escova e pasta de dentes, um barbeador simples e um espelhinho. Lenços úmidos ajudam numa parada para almoçar em que você não quer tomar banho na pia do restaurante antes de sentar à mesa</li>
</ul>
<div id="attachment_1185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1030132.jpg" alt="A tralha devidamente presa no bagageiro" title="A tralha devidamente presa no bagageiro" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1185" /><p class="wp-caption-text">A tralha devidamente presa no bagageiro</p></div>
<ul>
<li>Dentro de outro saco hermético vão as pilhas reserva para o farol, a lanterna e a luz de cabeça. Podem ser recarregáveis de NiMH ou alcalinas sem uso</li>
<li>Um saco comum de supermercado deve partir vazio para você colocar todo o lixo gerado durante o pedal, como embalagens de comida. Não deixe rastros que não sejam dos seus pneus</li>
<li>Mochila é para o CamelBak e no máximo um lanche etc. Tem que ser leve. Coisas pesadas &#8211; roupa, ferramentas, barraca &#8211; vão no alforje. Se contar apenas com a mochila, você vai se arrepender depressa, e bem antes disso os seus ombros e costas vão reclamar bastante</li>
<li>A toalha, o corta-vento impermeável e o saco estanque você acha em casas de camping e produtos para esportes de aventura</li>
<li>Aproveite e pegue também alguns mosquetões, aqueles anéis de alumínio que podem ser usados para tudo: prendedores, chaveiros etc.</li>
<li>Faça uma pedalada de teste do alforje antes da viagem. Sempre precisa ajustar a instalação para o calcanhar não bater, tiras soltas não enroscarem na roda etc. Ter que fazer isso em plena viagem é terrível. Se puder, faça um pedal antes da viagem com ele carregado, ainda que seja parcialmente, como treino</li>
<li>Furos de pneus são o incômodo mais comum em qualquer saída de bicicleta. A maioria dos furos pode ser evitada. Primeiramente, os pneus devem estar bem calibrados; quando fora da pressão recomendada, eles furam mais fácil. Segundamente, os pneus devem obrigatoriamente ser dotados da fita antifuro, uma espécie de manchão de plástico resistente que dá a volta em todo o pneu, protegendo a câmara. A eficácia da fita é extraordinária, não se percebe que está instalada ao rodar, e nem dá para reclamar do preço</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02516.jpg" alt="Cuidados extras com os pneus" title="Cuidados extras com os pneus" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1181" /><p class="wp-caption-text">Cuidados extras com os pneus</p></div>
<ul>
<li>Beira de estrada é fatal com sujeira perigosa, especialmente cacos de vidro e lascas de metal que você nem sequer enxerga quando está na bike. A mesma precaução vale na cidade</li>
<li>Na bolsa de ferramentas TEM que ter duas câmaras de ar zeradas para cada bicicleta, a fim de não obrigar a arriscar um remendo no escuro em local perigoso e embaixo de chuva, que é uma situação terrível, mas evitável</li>
<li>Também é indispensável um kit de reparo de pneus, vendido pronto nas bike shops, que consiste em remendos, cola, espátulas plásticas e uma lixa. Remendar furos toma bastante tempo, que você poderá não ter na ocasião. Por isso, o kit só será usado para consertar furos quando as câmaras reservas já estiverem em uso. Saiba como se aplica um remendo. Mais uma vez, não conte incondicionalmente com a ajuda do companheiro</li>
<li>Sua bomba de ar será do tipo miniatura, com um cilindro de alumínio estreito e não um de plástico largo, porque cansa menos e atinge pressões mais altas. O modelo da Topeak é caro mas impecável. Saiba &#8220;sentir&#8221; com os dedos quando a pressão do pneu está boa</li>
<li>Sabe abrir e fechar uma corrente de bicicleta? Hora de aprender. Não tem ainda a multiferramenta? Esperando o quê?</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02518.jpg" alt="Mantenha a corrente bem lubrificada" title="Mantenha a corrente bem lubrificada" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1182" /><p class="wp-caption-text">Mantenha a corrente bem lubrificada</p></div>
<ul>
<li>Leve um tubinho de lubrificante para a corrente. Você certamente vai precisar</li>
<li>Luzes de sinalização são obrigatórias. Motorista em estrada com neblina ou chuva simplesmente não enxerga a tempo um ciclista sem luz; pior ainda com chuva</li>
</ul>
<h3>Geografia</h3>
<ul>
<li>Estude bem o mapa antes da trip, aprenda os nomes dos lugares e as distâncias entre eles. Confira os locais bons para descansar. Tome nota da altitude a subir ou descer. Tudo isso é fácil de verificar no Google Maps ou Google Earth</li>
<li>Busque usar as estradas locais e secundárias em vez das rodovias movimentadas</li>
<li>Imprima um mapa da viagem a partir do Google Maps, ponha o papel dentro de um saco hermético ZipLoc e leve consigo. Ou então, se vai carregar a câmera digital na viagem, ponha dentro dela o mapa em JPEG &#8211; ou fotografe diretamente o monitor do PC</li>
<li>Durante a viagem, até certo ponto você pode substituir o diário escrito pela sua câmera, simplesmente fotografando o local onde está. A hora da captura fica gravada junto com a foto, o que é bem útil para o levantamento do trajeto posterior à viagem. Melhor ainda com um GPS para assinalar cada ponto</li>
<li>Até mesmo as leituras do odômetro da bike podem ser registradas em fotos, em vez de anotadas em papéis que a próxima chuva podem estragar</li>
<li>Leve uma bússola básica pequena, que pode até ser de chaveiro. Nem sempre vai dar para achar a direção pelas estrelas, e as bucólicas estradas interioranas dão muitas voltas e podem desorientar</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-07-geo-P1030187.jpg" alt="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" title="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1187" /><p class="wp-caption-text">Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente</p></div>
<h3>Rotina de viagem</h3>
<ul>
<li>Programa bom: acordar cedo, pegar a estrada às 8h, dar uma pausa entre 11h e 14h para almoçar evitando o pior do sol, voltar a pedalar até as 19h, escolher o local para dormir &#8211; pousada, acampamento etc.</li>
<li>Evite a todo custo ser pego pelo cair da noite, nem em local ermo nem em local transitado. Não pegue rodovia com a bike no escuro; nunca dá para contar com a boa visão nem com o bom senso dos motoristas, em particular à noite</li>
<li>Encher a cara na madruga não rola. Não é verdade que no dia seguinte vai dar para compensar</li>
<li>A chuva não vai parar você, mas vai tirar muita velocidade. Mais um motivo para não querer planejar cada perna da viagem comprida demais. Varia muito de acordo com a topografia do lugar, mas entre 40 km e 70 km por dia é suficiente para cobrir uma boa distância aproveitando o percurso</li>
<li>Tenha sempre um &#8220;plano B&#8221; para contornar a perda de tempo causada pelos imprevistos</li>
</ul>
<div id="attachment_1186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1040069.jpg" alt="Acampados com todo o conforto" title="Acampados com todo o conforto" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1186" /><p class="wp-caption-text">Acampados com todo o conforto</p></div>
<h3>Interação humana</h3>
<ul>
<li>O grupo não deve ter muita gente, ao menos se todos os membros não se conhecerem bem. Quanto menos gente, mais ágil e mais fácil de coordenar</li>
<li>O nível de esforço do pedal precisa ser compatível com todo mundo. Sempre há a chance de uma só pessoa ser mais lenta que as demais e isso vai causar paradas e atrasos além do planejado, irritando os mais rápidos. A pessoa mais lenta vai ficar constrangida, sentindo-se pressionada pelo grupo, e terminará desmotivada para futuras viagens</li>
<li>Problemas também acontecem com quem é mais rápido. Se a pessoa não estiver de acordo com seguir um ritmo mais relaxado que o seu, vai se entediar e se irritar. Mas ela tem que entender que cicloviagem não é treino nem competição</li>
<li>Em grupos grandes, a diferença de ritmo vira um fator de risco, devido à facilidade de os lentos e rápidos se desgarrarem uns dos outros. Quando alguém no meio ou atrás no grupo sofre um acidente ou falha mecânica, os que gostam de correr na frente só ficam sabendo depois e perdem a oportunidade de ajudar</li>
<li>Coisas como distâncias e horários devem ser combinadas entre todos de antemão e por consenso para evitar irritações durante a viagem. Cada um deve se comprometer com a agenda que todos estabeleceram</li>
<li>Evite ao máximo os atritos com motoristas na estrada. Dê passagem, mesmo que pela lei de trânsito eles devessem dar. Uma estrada estreita perdida num local completamente estranho, percorrida por motoristas que você nunca mais vai ver novamente, não é lugar para praticar ideologia</li>
<li>Manobre de forma previsível, permitindo sempre que o motorista perceba sua intenção</li>
<li>As pessoas do interior em geral gostam de ajudar os viajantes de bike. Puxe conversa, informe-se, aprenda dicas, troque histórias, faça amizades</li>
</ul>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-P1030199.jpg" alt="Lex Blagus e Joana Rocha" title="Lex Blagus e Joana Rocha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1176" /><p class="wp-caption-text">Lex Blagus e Joana Rocha</p></div>
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		</item>
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		<title>Ilha Comprida de bike</title>
		<link>http://blog.blag.us/ilha-comprida-de-bike/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 17:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem só de caminhada vive o Blagus, do blogus, que é blog do Blagus. Já fazia bike há alguns anos atrás, mas depois de ter a bicicleta roubada (na qual eu investi uns R$3 mil), fiquei desanimado com a atividade e não voltei mais, exceto dois passeios bem legais, e em um deles levei o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem só de caminhada vive o Blagus, do blogus, que é blog do Blagus. Já fazia bike há alguns anos atrás, mas depois de ter a bicicleta roubada (na qual eu investi uns R$3 mil), fiquei desanimado com a atividade e não voltei mais, exceto dois passeios bem legais, e em um deles levei o equipa e rapel para descer uma cachoeira.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046954830182354"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfluXbt9I/AAAAAAAAFCM/XI7iLsGADVs/s400/DSC00258.JPG" alt="Specialized Stumpjumper" width="300" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Specialized Stumpjumper • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046954830182354">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Mas com os cutucões, pontapés e empurrões da <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/">Mario Amaya</a> e <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Vê Mambrini</a> eu fui seduzido a voltar. E em grande estilo: o Mario me emprestaria sua lendária Specialized Stumpjumper. É uma mountain bike da década de 90, e eu fiquei impressionado com sua leveza. Basta assoprar um pouquinho para trás e ela anda sozinha. O cassete traseiro parece um reloginho, com um som muito característico ao ser girado.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047006266656082"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfot-2BVI/AAAAAAAAFCg/eDPw3AzkkrU/s400/DSC02518.jpg" alt="O cassete da Specilizaed Stumpjumper" width="400" height="267" />.</a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O cassete da Specilizaed Stumpjumper • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047006266656082">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<h3>Preparativos</h3>
<p>A proposta era irresistível: cruzar a Ilha Comprida (no litoral sul de São Paulo) partindo de Iguape e com chegada em Cananéia. Desta vez eu abdiquei de bolar roteiros e detalhes: o Mario tem larga experiência no assunto e é um exímio navegador, além de me entregar a Stumpjumper devidamente configurada. A Jô, como de costume, é a chef de cozinha e costuma bolar nossos cardápios. E a Vê sempre bota a maior pilha em tudo e questiona muitos detalhes de forma muito pertinente. Desta vez eu era o aprendiz,  cabia-me ouvir e obedecer (como se eu conseguisse fazer isso, haha).</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077006273/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2536/4077006273_fd3239d7ab.jpg" alt="Vê, Jô e Lex com as bikes carregadas" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vê, Jô e Lex com as bikes carregadas • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077006273/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Não diferente de uma viagem de trekking, também pensamos em acampamento e refeições independentes. Parte do cardápio foi pensada em comprar peixes direto dos pescadores do local. O equipamento que nos faltava eram somente os alforges (para quem não conhece, é a &#8220;mochila&#8221; da bicicleta). Fomos à <a href="http://www.decathlon.com/">Decathlon</a>, que tem boa variedade com bons preços e eu comprei uma bolsa de guidão, lanterna traseira e alguma outra tranqueirinha. A Joana havia comprado pela internet dois alforges bem interessantes, em formato redondo e com excelente capacidade de carga. Organizar os alforges não é tão paranóico quanto <a href="/carta-dos-leitores/">organizar uma mochila</a>, e a única dica é deixar as coisas que possivelmente serão necessárias durante a viagem mais à mão. Coisas como barraca, roupas e fogareiro podem ficar no fundão e coisas como ferramentas de manutenção, pilhas e capa de chuva por cima, acessíveis. Na Mundo Terra comprei um levíssimo tênis da Salomon e um legging novo (invejo as mulheres, essa é uma peça do vestuário extremamente confortável). A escolha do legging ao invés de uma bermuda de ciclismo se deu pelo fato que eu não queria ficar com 2/3 da perna queimados e a marca branca da bermuda nas coxas. Sem contar que o legging me deixou com cara de francês speedeiro* maluco.<br />
<small>* termo vulgar para os ciclistas de bicicletas Speed de competição</small></p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076305301/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm4.static.flickr.com/3527/4076305301_8f0ab95c67.jpg" alt="Lex parecendo um francês maluco" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex parecendo um francês maluco • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076305301/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>Busão</h3>
<p>Chegamos a rodoviária da Barra Funda no último segundo. Nem deu tempo de colocar uma calça convencional por cima para parecer menos estranho. Socamos as quatro bikes nos bagageiros do ônibus e elas encaixaram muito bem. Pensei que teria que desmontar a roda da frente, alforges, sei lá, mas não. Entramos no ônibus do jeito que estávamos: mochilinhas de hidratação, capacetes e luvas. O assistente da compania rodoviária ainda estava se contorcendo de rir com a cena.</p>
<p>Fomos numa sexta-feira, véspera de feriado prolongado e por isso a viagem foi razoavelmente demorada (em torno de quatro horas). Chegamos em Iguape, uma cidadezinha muito bonita e pitoresca, com fachadas do começo do século e um povo extremamente amável. Passamos em frente a um barzinho com três garotas que nos deram um sonoro &#8220;bem vindos à Iguape&#8221;. Achamos tão legal que demos a volta e fomos tomar umas cervejas com elas. O bate-papo foi muito agradável. Depois de encerrada a balada, fomos a mais um barzinho jantar porções espetaculares de camarão e ostras. Em seguida, achamos uma pousada excelente para passarmos a noite.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046316178762418"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfAjNEarI/AAAAAAAAE-c/A9P6d0KXnNM/s400/DSC00158.JPG" alt="Bikes estacionadas em frente ao barzinho" width="400" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bikes estacionadas em frente ao barzinho • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046316178762418">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<h3>Ride</h3>
<p>No sábado fez um belíssimo dia de sol. Aproveitamos para conhecer a Barra da Juréia, cujo caminho é uma bucólica estradinha muito bem asfaltada, com muitas curvas e ladeiras.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076303635/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2600/4076303635_b0994768f4.jpg" alt="Jô e Vê na bucólica estradinha rumo à Barra da Juréia" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Jô e Vê na bucólica estradinha rumo à Barra da Juréia • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076303635/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
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<p>Ao voltar da Barra da Juréia seguimos para a Ilha Comprida. Passamos pela ponte que liga o continente à ilha  e encontramos uma boa peixaria. Compramos uma deliciosa caldeirada e camarões para o jantar, que nossa chef preparou com couscous marroquino. Finalmente começamos a pedalar na Ilha Comprida, e que experiência maravilhosa. A areia é bastante dura e a praia muito larga. Daria para pousar um A380 com muita folga. O fim de tarde foi espetacular, com o sol no horizonte por um longo tempo.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4073157228/in/set-72157622602842181/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2495/4073157228_1fe2bd3215.jpg" alt="Lex, vê e Mario deixando seus rastros na areia" width="500" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, vê e Mario deixando seus rastros na areia • <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4073157228/in/set-72157622602842181/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> (esta foto) e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<p>Encontramos um lugar excepcional para acampar: um bosque de pinheiros, com uma sombra preguiçosa. O chão ao redor era coberto pelas finas folhas secas das árvores e isso fazia com que não entrasse areia na barraca, deixando o chão macio. A areia também era bastante dura e foi uma maravilha a fixação dos speks para estender as barracas. Certamente foi o lugar mais confortável e prático que eu já acampei.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046723924110738"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfYSLIrZI/AAAAAAAAFBA/PA-pHQ8hBKc/s400/DSC02490.jpg" alt="Acampamento no bosque" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Acampamento no bosque • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046723924110738">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<p>Sem a pressa nenhuma acordei no domingo. Sempre sou o mais preguiçoso e o último a acordar. Fizemos café da manhã e continuamos nossa jornada. Estávamos no meio do caminho. Durante nossa jornada vimos muitos peixes mortos (incluindo um pinguim e um golfinho) na praia e bastante lixo trazido pela corrente também. Mas esse é o único ponto ruim da viagem, a enorme praia é normalmente vazia e a maior parte dos trechos são limpos, sendo perfeita para cicloturismo. E a extensão da Ilha Comprida permite que esta travessia seja feita em um final de semana (que nem precisa ser prolongado).</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077760822/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2559/4077760822_5c3e7c8c93.jpg" alt="A noiva do Chucky" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A noiva do Chucky • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077760822/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
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<p>No final da tarde a melhor opção seria um camping. Antes de ir para lá compramos alguns peixes para a janta e tomamos umas cervejas no barzinho (que de pequeno não tinha nada) da praia. No camping havia uma árvore com uma tomada instalada em sua base e o chamamos de pé-de-luz. O Mario pôde carregar a bateria de sua câmera ali. Mais uma vez, nossa chef preparou uma comida espetacular: peixe ao molho de leite de côco, gengibre e curry e arroz com leite de côco.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047069997601666"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfsbZfE4I/AAAAAAAAFC0/9lFWOr3eSzQ/s400/DSC02542.jpg" alt="Camping com muita infraestrutura" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Camping com muita infraestrutura • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047069997601666">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<p>Na segunda-feira tivemos que pegar uma estradinha de areia fofa até a balsa que nos deixaria em Cananéia. Foram quatro quilômetros bastante sofridos, com um sol desértico e quase sombra alguma. Pelo menos foi possível ir pedalando, escolhendo os pontos de areia mais dura. Chegamos à balsa, como de costume chamando a atenção devido nossas bicicletas carregadas.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4078024008/in/set-72157622602842181/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2587/4078024008_bfc88c17d9.jpg" alt="Sol fortíssimo obrigou Mario se cobrir com a capa da bike, além do chapéu" width="500" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Sol fortíssimo obrigou Mario se cobrir com a capa da bike, além do chapéu • <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4078024008/in/set-72157622602842181/">esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> (esta foto) e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
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<p>Passamos um pouco da tarde em Cananéia, aguardando o ônibus que nos levaria de volta a São Paulo tomando mais cervejas e comendo petiscos marinhos. A viagem de volta foi bastante tranquila e ao chegar em São Paulo, na Barra Funda, Joana e eu ainda pedalamos carregados pelo minhocão até em casa.</p>
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<h5>Eu sou Peixe Grande</h5>
<p>É com grandessíssimo orgulho que ganhei o concurso <a href="http://www.peixegrande.com.br/">Peixe Grande</a> (anúnciado no <a href="/pequenas-grandes-dicas/">último post</a>), na categoria blogs do juri técnico. Foram 776 projetos inscritos. Mais uma vez quero agradecer todos meus queridos amigos e leitores que sempre me motivaram e inspiraram a execução deste trabalho do qual tenho tanto orgulho.</p>
<p><strong><em>Cheers!</em></strong></div>
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