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	<title>blogus &#187; Alimentação</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
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		<title>Comendo na trilha</title>
		<link>http://blog.blag.us/alimentacao/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/alimentacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 510px; height: 128px; text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-1283" style="margin: 0 5px 0 5px;" title="Joana Rocha" src="/files/2010/01/alimentação-00-DSC03537-small.jpg" alt="" width="120" height="120" />Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa</div>
<p>Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados neste blog. Com o planejamento alimentar não é diferente, já que o que você vai comer é que vai garantir a energia para seguir em frente sem sobrecarregar o corpo. Em viagens muito curtas, de horas ou no máximo de um dia, você pode se valer de sanduíches, biscoitos e quem sabe até dos famigerados miojos. Em viagens mais longas, no entanto, o cardápio necessita de mais critério, pois suas principais refeições serão o café da manhã e o jantar. Raramente há almoço, pois perde-se muito tempo montando toda a parafernália.</p>
<div id="attachment_1284" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1284" title="Café da manhã reforçado" src="/files/2010/01/alimentação-01-DSC08574.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Café da manhã reforçado</p></div>
<p>Com apenas duas refeições principais é preciso um maior reforço alimentar. Carboidratos para dentro então. Na cidade a porcentagem necessária deste nutriente, por refeição, é de 40% a 50%. Numa viagem de aventura esse percentual sobe para 70%. Se você é fã da dieta das proteínas, é bom mudar seus conceitos. Aliás, proteínas é que menos se ingere nessas viagens.</p>
<p>Quando comecei a trilhar, há uns anos, as opções disponíveis para trilhas eram poucas, resumindo-se a alguns enlatados e embutidos altamente gordurosos e de gosto muito ruim, limitando o cardápio a arroz e macarrão. Hoje, isso não é desculpa para se comer mal em trilhas. Muitas coisas que antes só havia em lata, hoje dá para encontrar em versões embaladas a vácuo, mais leves e que produzem menos lixo. E melhor: a qualidade desses produtos melhorou 100%. Exemplos: atum, embutidos, carnes prontas, legumes pré-cozidos e feijoadas. Com um pouco de criatividade dá para fazer verdadeiros banquetes no mato. <em>Duvida?</em></p>
<h3>O café da manhã</h3>
<p>Importantíssimo! É o que vai segurar a onda durante as muitas horas de caminhada pela frente.</p>
<p><strong>Pães:</strong> geralmente leva-se pão de forma ou francês. Esqueça-os! Ocupam muito volume e estragam muito rápido. Sugestão? Pão sírio é uma beleza. Pouco volumosos e levíssimos, duram muito mais tempo</p>
<div id="attachment_1285" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1285" title="Parecem quipás mas são pães sírios" src="/files/2010/01/alimentação-02-DSC08464.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Parecem quipás mas são pães sírios</p></div>
<p><strong>Pizza:</strong> creia, é muito bom. Leve as minis, dentro de potes redondos. A massa dura bastante tempo também. Faça-as com tomate seco, cogumelos secos ou em conserva, atum, presunto e o que mais sua imaginação deixar. Dá pra fazer pizza doce também, com Nutella, frutas secas, bananas, e amêndoa ralada. Muitas dessas coisas são encontradas facilmente em mercados municipais, feiras e ceasas. Vale a pena perder um tempo nesses lugares, pois os preços compensam</p>
<div id="attachment_1286" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1286" title="se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram" src="/files/2010/01/alimentação-03-SDC10372.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram</p></div>
<div id="attachment_1287" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1287" title="Pizza de chocolate, a especialidade da casa" src="/files/2010/01/alimentação-04-SDC10349.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pizza de chocolate, a especialidade da casa</p></div>
<div id="attachment_1288" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1288" title="Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza" src="/files/2010/01/alimentação-05-DSC07267.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza</p></div>
<p><strong>Queijo e presunto:</strong> o queijo tem mil e uma utilidades e boa durabilidade. Dá pra pôr no pão, na pizza, comer antes da janta com rodelas de salame e durante a trilha também se a pressão baixar e precisar de um salzinho. Presunto é legal, mas tem um problema: dura pouco. Por isso leve-os apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes, substitua-o por salame</p>
<p><strong>Ovos:</strong> são um pouco chatos de levar devido sua fragilidade, mas valem a pena pela felicidade que proporcionam através de omeletes e ovos mexidos no capricho. Dá para fazê-los com os mesmos ingredientes da pizza. Veja <a href="/potes/">uma sugestão</a> de como levá-los</p>
<div id="attachment_1289" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1289" title="ovos mexidos com pão sírio" src="/files/2010/01/alimentação-06-IMG_8569.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Ovos mexidos com pão sírio</p></div>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1290" title="Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pózinho e ao fundo massas de pizza" src="/files/2010/01/alimentação-07-SDC10244.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pozinho e ao fundo massas de pizza</p></div>
<p><strong>Café, leite e suco:</strong> eu gosto de levar sachês de cappuccino. São leves, práticos e gostosos, mas um pouco caros. Sugestão: faça uma mistura de café solúvel, leite em pó e açúcar e leve tudo num só pote. Em se tratando de suco, não tem como escapar dos pózinhos</p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1291" title="A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente" src="/files/2010/01/alimentação-08-DSC00850.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente</p></div>
<p><strong>Mandioca e banana-da-terra:</strong> são meus preferidos! A mandioca já é encontrada cozida e embalada a vácuo. Se tiver com o dinheiro curto, leve-as <em>in natura</em> mesmo, lembrando que com a casca ela dura um pouco mais. Além de comê-la no café, dá pra comer na janta também. Já a banana-da-terra, melhor consumir nos primeiros dias, por ser altamente perecível. E não esqueça da manteiga por cima!</p>
<h3>O jantar</h3>
<p>Tão importante quanto o café da manhã. Vai repôr a energia e os nutrientes perdidos durante o dia, livrando-o da fadiga e ajudando na recuperação física.</p>
<p><strong>Feijoada:</strong> por que não? Há alguns anos não se cogitava levá-la para uma trilha. Só havia as enlatadas, que eram altamente gordurosas. Um nojo! Mas hoje já existem as opções embaladas a vácuo, mais saudáveis e saborosas e mesmo as enlatadas melhoraram muito. Opção pá-pum! Arroz, farofa e legumes para acompanhar. Há também o feijão carioquinha e somente feijão preto, sem os ingredientes da feijuca</p>
<p><strong>Arroz:</strong> é o curinga da culinária de aventura. Sugestões:</p>
<ul>
<li>risoto de cogumelos secos</li>
<li>arroz com lentilha e calabresa (se for vegetariano, substitua a calabresa por legumes ou proteína de soja)</li>
<li>arroz com carne seca e calabresa</li>
<li>arroz com leite de coco</li>
<li>arroz com curry</li>
</ul>
<div id="attachment_1292" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1292" title="Arroz com lentilha e linguiça" src="/files/2010/01/alimentação-09-DSC02196.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Arroz com lentilha e linguiça</p></div>
<p><strong>Carnes:</strong> super desaconselháveis de levar pelo seu alto teor perecível. Mas se você não consegue viver sem, dá pra se virar muito bem com carne seca, calabresa, bacon ou carnes prontas em pacotes. O bacalhau é também uma opção, apesar de ainda não ter experimentado, já que o sal o conserva por bastante tempo</p>
<p><strong>Macarrão:</strong> idem arroz, use sua criatividade</p>
<p><strong>Couscous marroquino:</strong> grãos de semolina usados como base na alimentação no Marrocos. Substitui facilmente o arroz, bastando adicionar água quente e deixar de molho por 10 minutos. Com legumes e ingredientes como nozes, amêndoas e passas fica delicioso. Sirva-o com carne seca, calabresa ou com proteína de soja</p>
<p><strong>Purê de batatas em flocos:</strong> rápido, prático e fácil. Pode ser preparado com leite ou água</p>
<p><strong>Legumes:</strong> leve-os <em>in natura</em> apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes melhor levar enlatados ou embalados a vácuo</p>
<p><strong>Outros:</strong> há uma infinidade de outros ingredientes que podem ser levados para a trilha sem nenhum problema e que vão dar um gosto todo especial ao rango. Leite de coco e creme de leite em caixinha são bons exemplos</p>
<div id="attachment_1293" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1293" title="Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp" src="/files/2010/01/alimentação-10-P1030927.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp</p></div>
<h3>Antepastos</h3>
<p>Pequenas refeições rápidas servidas antes da janta, quando a fome está falando mais alto. É necessário para evitar que se queime a língua com a janta ou que se coma além da conta passando mal à noite</p>
<p><strong>Salame:</strong> embutido altamente durável. Mesmo depois de aberto dá para consumi-lo em até dois dias. Com queijo cortado em cubinhos é perfeito. Pode ser usado também em substituição ao presunto, que estraga muito rápido. Se tiver sorte e achar um limãozinho pelo caminho, vá com força!</p>
<div id="attachment_1294" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1294" title="Será que o dedo fará parte do cardápio?" src="/files/2010/01/alimentação-11-DSC02189.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Será que o dedo fará parte do cardápio?</p></div>
<h3>Contínuos</h3>
<p>Alimentos que servem de coadjunvantes na alimentação durante o dia. Evite chocolates e doces industrializados, eles demoram para liberar a glicose na corrente sanguínea, reduzindo o desempenho e contém muita gordura. Dê preferência as barrinhas de cereal sem chocolate, frutas secas ou <em>in natura</em> ou mesmo suplementos de carboidrato em gel. Se você é fã de doces e não consegue viver sem (e eu me incluo aí), deixe-os de sobremesa, para depois da janta</p>
<h3>Alimentos liofilizados</h3>
<p>São alimentos em que é retirada toda a sua água, mas mantendo todos os nutrientes necessários a uma boa alimentação. Até alguns anos atrás eram utilizados apenas por astronautas. Foram adotados também por aventureiros pela vantagem de serem extremamentes leves e terem uma durabilidade incrível. O ponto negativo: são extremamente caros. Mas se interessar, visite o <a href="http://www.liofoods.com.br/">site da LioFoods</a></p>
<h3>Algumas dicas</h3>
<ul>
<li>Café com leite: Para cada 100 gr de café solúvel, use 250 gr de leite em pó. A medida de açúcar é a mesma do café ou de acordo com seu gosto</li>
<li>Leve queijo e presunto já fatiados para o pão. Eles ficam molengas por causa do calor, dificultando o corte</li>
<li>Se for fazer arroz com lentilha, leve-os já misturados no mesmo pote, na proporção de 1 para 1</li>
<li>Não dessalgue a carne seca em casa, ela vai estragar. Experiência própria. No dia que for prepará-la, arme acampamento um pouco mais cedo e deixe a carne dessalgando por 1 ou 2 horas em água fria. Se tiver a mandioca, dá para improvisar um belo escondidinho</li>
<li>Ao utilizar cogumelos secos, hidrate-os antes em água quente, por uns 20 ou 30 minutos</li>
<li>Couscous marroquino: para cada copo de couscous use 1 de água. Misture um pouco de manteiga</li>
<li>Sabe aqueles saches de shoyo dos tele-china? Dá pra fazer um belo yakisoba com macarrão e legumes</li>
<li>Temperos são muito bem-vindos: curry, ervas desidratadas, açafrão, pimenta moída etc. Em feiras é muito fácil achar excelentes mix de temperos</li>
<li>Se o roteiro permitir, faça as refeições nas cidades ou vilas localizadas no caminho, ou compre ingredientes frescos como peixes e frutos do mar, para preparar a comida. Mas compre apenas o suficiente para a próxima refeição, para evitar desperdícios</li>
</ul>
<div id="attachment_1295" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1295" title="Eles ficaram de queixo caído ao saber qual seria a janta" src="/files/2010/01/alimentação-12-DSC02540.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Eles ficaram de queixo caído ao saber qual seria a janta</p></div>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1296" title="Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café" src="/files/2010/01/alimentação-13-DSC00074.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café</p></div>
<p>Com os ingredientes e dicas citados acima, dá para fazer delícias e esquecer de vez os miojos insossos. Só come mal em viagens de aventura e trilhas quem quer. Faça alguns testes em casa e adapte o cardápio conforme seu gosto. Como diz o ditado, <em>&#8220;o que não mata, engorda!&#8221;</em> <span style="float:right;">▣</span></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="padding: 5px; width: 510px; text-align: left;">
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</div>
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		<title>Dicas para cicloturismo</title>
		<link>http://blog.blag.us/dicas-para-cicloturismo/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
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		<description><![CDATA[Mario Amaya foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a Ilha Comprida. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-01-abertura-DSC00194.jpg" alt="Mario Amaya" title="Mario Amaya" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1174" /><a href="http://marioav.blogspot.com/">Mario Amaya</a> foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a <a href="/ilha-comprida-de-bike/">Ilha Comprida</a>. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike</div>
<p>A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação e apreciação mais íntima dos lugares, mostrando muitas coisas que passam batidas em viagens de carro. Além disso, os cicloturistas são gente sociável, especial, legal, culta, divertida, bonita e simpática, que sabe apreciar os prazeres simples da vida &#8211; e também os complexos. </p>
<p>É claro que dizer isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu fazer viagens de bike <img src='http://blog.blag.us/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' />  Mas um sinal positivo de que a cultura está evoluindo é ser recebido numa cidade do interior com festinha, votos de boas-vindas e convite para beber junto, como aconteceu conosco recentemente. A explicação é simples: as pessoas adoram cicloviajantes porque eles simbolizam o espírito de liberdade, busca espiritual e aventura.</p>
<div id="attachment_1203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-DSC02560.jpg" alt="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" title="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1203" /><p class="wp-caption-text">Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca</p></div>
<p>O que nos traz ao assunto deste artigo. Aventura é boa, mas com moderação. Toda atividade especializada requer estudo e preparação, e pedalar por aí não é diferente. Não fique deslumbrado com as histórias heróicas de quem atravessou o continente inteiro com uma bicicleta velha sem pedais e sem um puto no bolso, contando só com a bondade alheia. Não vai ser o seu caso; é um caso especial. Não é o exemplo a seguir; você não precisa viver isso.</p>
<p>Ao falar de preparação, não digo especificamente da mecânica da bicicleta, assunto que sozinho pede muitos outros artigos. O tema aqui é um certo método e procedimento para fazer a viagem com o máximo de prazer e o mínimo de incômodo. No caso limite, esse saber fazer representa a diferença entre voltar a casa conforme o planejado e simplesmente não voltar. Perrengues sempre acontecem, mas uma coisa é um perrengue causado por um evento surpreendente e imprevisto, e outra coisa muito diferente é um perrengue causado por imprudência ou esquecimento. É na intenção de prevenir este segundo tipo de perrengue, e em certos casos, também um pouco do primeiro tipo, que existe esta série de dicas de viagem. Não precisa concordar e seguir todas elas, mas cada uma tem seu embasamento e precisa ao menos ser considerada.</p>
<div id="attachment_1175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-DSC00236.jpg" alt="Bem equipado para ir além" title="Bem equipado para ir além" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1175" /><p class="wp-caption-text">Bem equipado para ir além</p></div>
<h3>Segurança pessoal</h3>
<p>Sua segurança pessoal é o mais importante. Todo o resto deve curvar-se a esse princípio.</p>
<ul>
<li>Cada membro de um grupo de viagem deve ter suas próprias ferramentas, itens de segurança e provisões. Nada de filar coisas dos outros. Autonomia é segurança</li>
<li>Não se arrisque à toa. Pedalando em grupo, você precisa assumir muito menos riscos na pilotagem do que o que é normalmente confortável para você. Não é só para não se machucar, mas também para não estragar a viagem dos amigos. Assim como não é legal pedalar com alguém mal-humorado, não é legal pedalar com candidatos a suicida. Histórias fabulosas de capotes animalescos descendo a serra a milhão rendem histórias engraçadas para contar e alguma habilidade nova para pilotar, mas não compensam a aflição e o transtorno causados aos seus companheiros</li>
<li>Se você se comportar como moleque, não será convidado para a próxima viagem</li>
<li>Ande com algum dinheiro trocado. Não fique dependente do caixa eletrônico da próxima cidade que pode estar ainda bem longe. Coisas como travessias do mar em canoas demandam dinheiro na mão</li>
</ul>
<div id="attachment_1177" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-03-segurança-P1020220.jpg" alt="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" title="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1177" /><p class="wp-caption-text">Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança</p></div>
<h3>Suprimentos</h3>
<ul>
<li>Mesmo contando com a compra de mantimentos no caminho, leve comida de emergência sempre, e muito mais água do que você acha que vai beber. Se algo que deu errado tomar seu tempo e o supermercado da vila fechar, não tem perdão</li>
<li>Caramanhola serve para espantar cachorros. Água de beber mesmo vai no CamelBak (bolsa de hidratação), que tem capacidade muito maior. Compre o seu, em vez de ficar sem água no meio do percurso e beber a do companheiro</li>
<li>Sua salvação no final de um dia ruim pode estar num par de PowerBars insossas e um CamelBak de água morna pela metade. Não comer nada ao pedalar não traz a sensação esperada de fome, e sim uma sensação de cansaço, confusão e mau humor, que você simplesmente não associa à falta de nutrientes. Você sofre à toa e ainda põe a culpa na estrada, ou nos seus pobres companheiros que inventaram de pegar aquela subida</li>
<li>Desidratação não avisa quando está chegando, só depois. Por isso, beba água antes de chegar a sentir sede. Acostume-se a dar um gole a cada 10 minutos. Encha ao máximo o CamelBak e as garrafinhas em todas as paradas com água limpa</li>
</ul>
<div id="attachment_1178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-04-supri-P1020853.jpg" alt="Pausa para uma geladinha" title="Pausa para uma geladinha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1178" /><p class="wp-caption-text">Pausa para uma geladinha</p></div>
<h3>Vestuário</h3>
<ul>
<li>Use camisa de manga comprida nos dias de sol sem nuvens. Parece contraditório, mas isso é muito melhor para os braços, que são a parte que mais queima</li>
<li>Camisas cobertas de logos para quê? Você não é atleta, não precisa fazer propaganda de ninguém. Toda loja de bike vende camisas lisas, discretas e elegantes. Camiseta de futebol ou de corrida também servem</li>
<li>Camiseta de algodão, nunca. Encharca, não refresca, suja e fede. Camisetas sintéticas leves, além de não terem esses problemas, você pode lavar em qualquer pia de posto de gasolina e logo estará seca, ou pode sair usando ainda úmida nos dias mais quentes</li>
<li>Prefira usar uma bermuda de gente comum, mais discreta, por cima da bermuda acolchoada de ciclismo, que é confortável mas esquisita em paragens urbanas</li>
<li>Se for acampar, um truque legal contra os pernilongos é pedalar com uma calça de ciclismo comprida (legging) e não tirar para dormir. A barraca normalmente barra os bichos, também. Tem que saber armá-la rapidamente</li>
<li>Leve e use o protetor solar. Cuidado especial com a área atrás do pescoço, nariz e orelhas</li>
<li>Se o sol pegar forte, coloque a sua toalha por cima dos ombros e costas</li>
<li>Leve também um chapéu de aba larga, pois quando o sol frita sua cabeça e rosto por horas a fio, o capacete não é a melhor solução. O melhor chapéu é o de algodão com abas largas, que pode ser dobrado e guardado em qualquer lugar</li>
<li>Óculos escuros sempre. Para quem não usa óculos de grau, um transparente para tempo nublado bloqueia insetos e pedrinhas voando nos olhos</li>
<li>Para evitar assaduras, leve uma bisnaguinha de Chamois Butt&#8217;r, produto à venda em bike shops</li>
</ul>
<div id="attachment_1180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-05-vest-P1020222.jpg" alt="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" title="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" width="300" height="400" class="size-full wp-image-1180" /><p class="wp-caption-text">Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto</p></div>
<h3>Equipamento</h3>
<ul>
<li>Cicloturismo propriamente dito é feito com barraca, isolante, sleeping bag, saco estanque (à prova d&#8217;água), uma toalha do tipo esportivo que fica bem pequena dobrada, jogo de ferramentas de bike completo, lanterna de cabeça de LED, kit de primeiros socorros e um corta-vento impermeável num local acessível da tralha. Tudo isso vai amarrado com tensores elásticos (aranhas) na garupa e dentro do alforje</li>
<li>Não pretende pernoitar? Mesmo assim, ainda precisa do bagageiro, alforjes e saco estanque</li>
<li>O que vai no saco estanque: muda de roupa, os documentos, câmera, celular e todas as outras coisas que não podem molhar</li>
<li>Também é necessário levar um saco hermético ZipLoc contendo um frasco de sabonete líquido e outro de shampoo com condicionador, mais a escova e pasta de dentes, um barbeador simples e um espelhinho. Lenços úmidos ajudam numa parada para almoçar em que você não quer tomar banho na pia do restaurante antes de sentar à mesa</li>
</ul>
<div id="attachment_1185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1030132.jpg" alt="A tralha devidamente presa no bagageiro" title="A tralha devidamente presa no bagageiro" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1185" /><p class="wp-caption-text">A tralha devidamente presa no bagageiro</p></div>
<ul>
<li>Dentro de outro saco hermético vão as pilhas reserva para o farol, a lanterna e a luz de cabeça. Podem ser recarregáveis de NiMH ou alcalinas sem uso</li>
<li>Um saco comum de supermercado deve partir vazio para você colocar todo o lixo gerado durante o pedal, como embalagens de comida. Não deixe rastros que não sejam dos seus pneus</li>
<li>Mochila é para o CamelBak e no máximo um lanche etc. Tem que ser leve. Coisas pesadas &#8211; roupa, ferramentas, barraca &#8211; vão no alforje. Se contar apenas com a mochila, você vai se arrepender depressa, e bem antes disso os seus ombros e costas vão reclamar bastante</li>
<li>A toalha, o corta-vento impermeável e o saco estanque você acha em casas de camping e produtos para esportes de aventura</li>
<li>Aproveite e pegue também alguns mosquetões, aqueles anéis de alumínio que podem ser usados para tudo: prendedores, chaveiros etc.</li>
<li>Faça uma pedalada de teste do alforje antes da viagem. Sempre precisa ajustar a instalação para o calcanhar não bater, tiras soltas não enroscarem na roda etc. Ter que fazer isso em plena viagem é terrível. Se puder, faça um pedal antes da viagem com ele carregado, ainda que seja parcialmente, como treino</li>
<li>Furos de pneus são o incômodo mais comum em qualquer saída de bicicleta. A maioria dos furos pode ser evitada. Primeiramente, os pneus devem estar bem calibrados; quando fora da pressão recomendada, eles furam mais fácil. Segundamente, os pneus devem obrigatoriamente ser dotados da fita antifuro, uma espécie de manchão de plástico resistente que dá a volta em todo o pneu, protegendo a câmara. A eficácia da fita é extraordinária, não se percebe que está instalada ao rodar, e nem dá para reclamar do preço</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02516.jpg" alt="Cuidados extras com os pneus" title="Cuidados extras com os pneus" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1181" /><p class="wp-caption-text">Cuidados extras com os pneus</p></div>
<ul>
<li>Beira de estrada é fatal com sujeira perigosa, especialmente cacos de vidro e lascas de metal que você nem sequer enxerga quando está na bike. A mesma precaução vale na cidade</li>
<li>Na bolsa de ferramentas TEM que ter duas câmaras de ar zeradas para cada bicicleta, a fim de não obrigar a arriscar um remendo no escuro em local perigoso e embaixo de chuva, que é uma situação terrível, mas evitável</li>
<li>Também é indispensável um kit de reparo de pneus, vendido pronto nas bike shops, que consiste em remendos, cola, espátulas plásticas e uma lixa. Remendar furos toma bastante tempo, que você poderá não ter na ocasião. Por isso, o kit só será usado para consertar furos quando as câmaras reservas já estiverem em uso. Saiba como se aplica um remendo. Mais uma vez, não conte incondicionalmente com a ajuda do companheiro</li>
<li>Sua bomba de ar será do tipo miniatura, com um cilindro de alumínio estreito e não um de plástico largo, porque cansa menos e atinge pressões mais altas. O modelo da Topeak é caro mas impecável. Saiba &#8220;sentir&#8221; com os dedos quando a pressão do pneu está boa</li>
<li>Sabe abrir e fechar uma corrente de bicicleta? Hora de aprender. Não tem ainda a multiferramenta? Esperando o quê?</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02518.jpg" alt="Mantenha a corrente bem lubrificada" title="Mantenha a corrente bem lubrificada" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1182" /><p class="wp-caption-text">Mantenha a corrente bem lubrificada</p></div>
<ul>
<li>Leve um tubinho de lubrificante para a corrente. Você certamente vai precisar</li>
<li>Luzes de sinalização são obrigatórias. Motorista em estrada com neblina ou chuva simplesmente não enxerga a tempo um ciclista sem luz; pior ainda com chuva</li>
</ul>
<h3>Geografia</h3>
<ul>
<li>Estude bem o mapa antes da trip, aprenda os nomes dos lugares e as distâncias entre eles. Confira os locais bons para descansar. Tome nota da altitude a subir ou descer. Tudo isso é fácil de verificar no Google Maps ou Google Earth</li>
<li>Busque usar as estradas locais e secundárias em vez das rodovias movimentadas</li>
<li>Imprima um mapa da viagem a partir do Google Maps, ponha o papel dentro de um saco hermético ZipLoc e leve consigo. Ou então, se vai carregar a câmera digital na viagem, ponha dentro dela o mapa em JPEG &#8211; ou fotografe diretamente o monitor do PC</li>
<li>Durante a viagem, até certo ponto você pode substituir o diário escrito pela sua câmera, simplesmente fotografando o local onde está. A hora da captura fica gravada junto com a foto, o que é bem útil para o levantamento do trajeto posterior à viagem. Melhor ainda com um GPS para assinalar cada ponto</li>
<li>Até mesmo as leituras do odômetro da bike podem ser registradas em fotos, em vez de anotadas em papéis que a próxima chuva podem estragar</li>
<li>Leve uma bússola básica pequena, que pode até ser de chaveiro. Nem sempre vai dar para achar a direção pelas estrelas, e as bucólicas estradas interioranas dão muitas voltas e podem desorientar</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-07-geo-P1030187.jpg" alt="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" title="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1187" /><p class="wp-caption-text">Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente</p></div>
<h3>Rotina de viagem</h3>
<ul>
<li>Programa bom: acordar cedo, pegar a estrada às 8h, dar uma pausa entre 11h e 14h para almoçar evitando o pior do sol, voltar a pedalar até as 19h, escolher o local para dormir &#8211; pousada, acampamento etc.</li>
<li>Evite a todo custo ser pego pelo cair da noite, nem em local ermo nem em local transitado. Não pegue rodovia com a bike no escuro; nunca dá para contar com a boa visão nem com o bom senso dos motoristas, em particular à noite</li>
<li>Encher a cara na madruga não rola. Não é verdade que no dia seguinte vai dar para compensar</li>
<li>A chuva não vai parar você, mas vai tirar muita velocidade. Mais um motivo para não querer planejar cada perna da viagem comprida demais. Varia muito de acordo com a topografia do lugar, mas entre 40 km e 70 km por dia é suficiente para cobrir uma boa distância aproveitando o percurso</li>
<li>Tenha sempre um &#8220;plano B&#8221; para contornar a perda de tempo causada pelos imprevistos</li>
</ul>
<div id="attachment_1186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1040069.jpg" alt="Acampados com todo o conforto" title="Acampados com todo o conforto" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1186" /><p class="wp-caption-text">Acampados com todo o conforto</p></div>
<h3>Interação humana</h3>
<ul>
<li>O grupo não deve ter muita gente, ao menos se todos os membros não se conhecerem bem. Quanto menos gente, mais ágil e mais fácil de coordenar</li>
<li>O nível de esforço do pedal precisa ser compatível com todo mundo. Sempre há a chance de uma só pessoa ser mais lenta que as demais e isso vai causar paradas e atrasos além do planejado, irritando os mais rápidos. A pessoa mais lenta vai ficar constrangida, sentindo-se pressionada pelo grupo, e terminará desmotivada para futuras viagens</li>
<li>Problemas também acontecem com quem é mais rápido. Se a pessoa não estiver de acordo com seguir um ritmo mais relaxado que o seu, vai se entediar e se irritar. Mas ela tem que entender que cicloviagem não é treino nem competição</li>
<li>Em grupos grandes, a diferença de ritmo vira um fator de risco, devido à facilidade de os lentos e rápidos se desgarrarem uns dos outros. Quando alguém no meio ou atrás no grupo sofre um acidente ou falha mecânica, os que gostam de correr na frente só ficam sabendo depois e perdem a oportunidade de ajudar</li>
<li>Coisas como distâncias e horários devem ser combinadas entre todos de antemão e por consenso para evitar irritações durante a viagem. Cada um deve se comprometer com a agenda que todos estabeleceram</li>
<li>Evite ao máximo os atritos com motoristas na estrada. Dê passagem, mesmo que pela lei de trânsito eles devessem dar. Uma estrada estreita perdida num local completamente estranho, percorrida por motoristas que você nunca mais vai ver novamente, não é lugar para praticar ideologia</li>
<li>Manobre de forma previsível, permitindo sempre que o motorista perceba sua intenção</li>
<li>As pessoas do interior em geral gostam de ajudar os viajantes de bike. Puxe conversa, informe-se, aprenda dicas, troque histórias, faça amizades</li>
</ul>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-P1030199.jpg" alt="Lex Blagus e Joana Rocha" title="Lex Blagus e Joana Rocha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1176" /><p class="wp-caption-text">Lex Blagus e Joana Rocha</p></div>
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		<title>Trilheiro Pé-de-Frango</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 12:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, profissionais do esporte! Hoje vou delinear o perfil do trilheiro pé-de-frango, aquele sujeito que vai sem nenhum preparo para trilha, com fé na gambiarra e a certeza de que dá-se um jeitinho na hora. Você já deve ter visto em suas andanças por aí: aquele sujeito de calça jeans, havaianas, fumando um banza e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, profissionais do esporte!</p>
<p>Hoje vou delinear o perfil do trilheiro pé-de-frango, aquele sujeito que vai sem nenhum preparo para trilha, com fé na gambiarra e a certeza de que dá-se um jeitinho na hora. Você já deve ter visto em suas andanças por aí: aquele sujeito de calça jeans, havaianas, fumando um banza e com as panelas penduradas do lado de fora da mochila. É aquela figurinha que você pensa: &#8220;puta merda, não quero estar nem perto quando esse maluco sair andando por aí. Certamente ele vai se matar e quem sabe matar alguém junto&#8221;.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 260px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-01.jpg" alt="" width="250" height="334" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A hora do rush</dd>
</dl>
</div>
<h3>Mochila</h3>
<p>O símbolo maior do pé-de-frango são as tranqueiras penduradas na mochila: panelas, barraca, saco de dormir, chaveiro, lanterna e a onipresente canequinha. Isso certamente tem alguma coisa a ver com a figura clássica do trilheiro, estereotipada em fotos ou ilustrações. Para surpresa geral da nação pé-de-frango, coisas penduradas só servem para desequilibrar o andarilho e principalmente para perder as coisas propriamente ditas. Quem sabe o rastro de objetos esquecidos não o ajude a achar o caminho de volta&#8230; (mas ainda acho que um mapa e uma bússola seriam mais confiáveis). Eu mesmo já achei uma barraca no meio da trilha, deixada lá por causa desse método clássico de transporte de objetos. Aliás, a primeira coisa ao comprar uma barraca é se desfazer da maldita malinha que a acompanha; nem sonhe em carregá-la na mão, como se fosse a coisa mais elegante do mundo. Lugar de barraca é dobrada em forma quadrada e no fundo da mochila. Ao caminhar, as mãos precisam ficar livres!</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-02.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Preparadíssimos para o Camping do Peixoto</dd>
</dl>
</div>
<p>Parte do equipamento pé-franguista é uma mochila da pior espécie. Ainda é comum ver modelos de 50 anos atrás, quadradas e com aquelas armações externas de cano de ferro, modelo militar, muito provavelmente herdada do avô, relíquia da Revolução de 1932. E eles ainda as defendem com unhas e dentes, elogiando a inovação do sistema de sustentação (como se isso fosse realmente novo). Quando o pé-de-frango não está carregando uma dessas, pode ter certeza que ele estará com uma mochila de escola, normalmente aquela Risca toda remendada (claro que as costuras foram feitas por uma costureira cega e bêbada). Item padrão nesta mochila: a alça estar amarrada porque a presilha plástica de ajuste quebrou-se há muito tempo. Nada disso é desculpa: dia desses eu vi uma mochila cargueira comprada no Carrefour: fiquei pasmo com a qualidade e detalhes técnicos.<br />
<!-- div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-03.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ele poderia ter alugado uma mula</dd>
</dl>
</div -->
Sacolinhas do supermercado, além de uma fonte espetacular de poluição, na cabeça do pé-de-frango só servem para enrolar o garfo e faca, mas nunca para o óbvio: estancar saco de dormir ou levar o lixo de volta. Gostaria de um dia pegar um sujeito desses, levar numa loja de aventura e mostrar um saco estanque, no melhor estilo Extreme Make Over.</p>
<h3>Roupas</h3>
<p>Mais um símbolo clássico é a surrada calça jeans. Como se não fosse um tremendo desconforto, a grossura deste tecido faz o pé-de-frango virar um galeto. Por outro lado, debaixo de uma chuva surpresa, são um convite a hipotermia. Calças de tactel por R$ 20 do camelô do Brás (algumas até são telescópicas) não deixam margem para a desculpa do preço. Eu mesmo já trilhei com essas calças baratas por muito tempo. Rasgou? Passe um silvertape que resolve.<br />
<!-- div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-04.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Se eu tivesse que carregar cobertor, de calça jeans e no meio do mato também não estaria com uma cara alegre</dd>
</dl>
</div -->
Havaianas fazem parte do kit amadorismo: dou o braço a torcer pelo fato que não geram bolhas no calcanhar (somente no calcanhar), mas rezo para alguém que anda assim arrebentar o dedo numa topada e aprender a usar um calçado adequado (não se preocupe, o dedo cicatriza).</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-05.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entenda de onde surgiu a expressão &#8220;pé-de-frango&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p>Coturnos, roupas e mochilas camufladas e qualquer equipamento militar são orgulho pé-franguense: isso provavelmente lhes remete a força, coragem e determinação (ou alguma pseudomensagem de motivação), mas são tão somente o resquício de uma época longínqua em que não existiam equipamentos próprios para acampamento recreativo e a única opção eram os equipamentos militares.<br />
<!-- REMOVED BY AUTHOR REQUEST div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-06.jpg" alt="" width="500" height="329" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Comandos em ação: pose de capa de LP dos anos 80</dd>
</dl>
</div -->
<h3>Durante a caminhada</h3>
<p>Carregar uma garrafa de 51, Velho Barreiro ou Jurubeba Leão no Norte não é comum somente entre os cortadores de cana e alguns profissinais da construção civil. Muitos aventureiros acham que trilha tem cara de boteco. Desculpa mais esfarrapada, impossível: &#8220;é para esquentar à noite&#8221;. Álcool só traz a sensação térmica, quando, na verdade, está tirando calor do corpo. Sem contar que 1 litro de bebida é 1 quilo a mais de peso a carregar (e nem estou contando a garrafa de vidro). Concordo que banza é um excelente relaxante muscular (só uso com fins terapêuticos e ortopédicos, que fique bem claro), desde que você não queira relaxar durante a caminhada. Se a erva é da boa, o resultado é previsível: você, burro de maconha, ficará horas tentando decidir se deve pegar a bifurcação pela esquerda ou pela direita. Mais um antecedente de desastre.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-07.jpg" alt="" width="500" height="332" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aposto que ele tá cantando Bob Marley</dd>
</dl>
</div>
<p>Mais uma clássica do amador é ir para a trilha com o mínimo de informações, normalmente com dicas pouco confiáveis de uma ou outra pessoa que disse que a entrada da trilha era mais ou menos por ali. &#8220;Chegando lá a gente pergunta&#8221;, como se no meio do mato tivesse um posto de informações turísticas. Aliás, sobre orientação é quase unânime: &#8220;a bússola aponta para o norte, então se eu levar uma eu estarei a salvo, certo?&#8221;. Errado. Bússola sem mapa não é nada, e bússola com mapa sem treinamento também não é nada. Eu entendo que orientação é um assunto demasiadamente técnico, chato, que requer estudo e treinamento, mas não tem jeito: se você cabulou as aulas de geografia porque a professora era uma mala, vai precisar estudar tudo de novo.<br />
<!-- div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-08.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Na mochilinha que peguei emprestado do meu filho não cabia a bússola&#8221;</dd>
</dl>
</div -->
Mais um comportamento comum é fazer uma trilha para a qual não se está preparado, e o que era para ser um passeio apenas sujo de lama torna-se o carregar de uma cruz em que a única coisa que interessa é o fim. É de se entender que nesse ponto o passeio torna-se sem sentido, certo? Observe os atletas profissionais: a superação não vem em um final de semana, mas sim com muito treino e objetivos curtos e pontuais. E ter equilíbrio também é muito importante; não adianta nada seu amigo estar com o físico em dia e te torturar em uma caminhada que você não aguentaria fazer nem em uma semana.<br />
<!-- REMOVED BY AUTHOR REQUEST div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 360px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-09.jpg" alt="" width="350" height="350" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não peça para ele agachar</dd>
</dl>
</div -->
Ainda na trilha, essa é uma que a mamãe deveria ter ensinado: papel higiênico é para ser enterrado junto com o ploft, na latrina previamente cavada para este fim. Importante &#8212; longe de fontes de água potáveis!</p>
<h3>Cozinhando</h3>
<p>O orgulho pé-de-frango é sem sombra de dúvida uma fogueira: o estalar crepitante do que sobrou das árvores cortadas no facão enferrujado, o olho lacrimejando em frente ao fogo, o ritual terapêutico de uma festa junina. Quase me lembra 2001, do Kubrik. Se tiver um violão então, melhor ainda (imagine carregar isso&#8230; há quem o faça). Gostaria que todas as árvores evoluíssem geneticamente e não mais pegassem fogo. Fogueiras são totalmente antiecológicas e extremamente perigosas, para quem as faz e para a mata. A maioria esmagadora dos incêndios florestais começou por causa de um trilheiro com aspirações pirotécnicas. Ressalva: numa praia pode ser uma boa idéia (somente se houver madeira seca à disposição por perto e somente se houver madeira seca à disposição por perto), desde que se limpe tudinho no dia seguinte. Temos hoje fogareiros baratíssimos, como as populares espiriteiras: muito mais limpo, seguro e prático (não acho a espiriteira segura, mas isso é assunto para outro post).</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-10.jpg" alt="" width="400" height="300" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Ói como tá quentinho, estou com lágrimas de alegria.<br />
Amanhã vamos deixar essa sujeirada toda aqui&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p>Claro que quem se dá o trabalho de cortar lenha, juntar pedrinhas e iniciar o fogo também não poderá deixar de carregar aquele caldeirão de bruxa, de 5 litros, com aquela alça perfeita para pendurar acima da fogueira. Ou panelas bem velhas e surradas, com Durepóxi tapando algum buraco. Fazem parte do kit musculação na trilha embalagens de vidro e latas (apesar de quase tudo hoje estar embalado em plástico e tetrapack, incluindo feijoada). Acampar com um pé-de-frango é certamente uma viagem no tempo. Para o passado, obviamente.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-12.jpg" alt="" width="500" height="374" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Olha um amador prestes a queimar a ponta de todos os dedinhos</dd>
</dl>
</div>
<p>Já que estamos falando da cozinha pé-de-frango, não podemos deixar de avacalhar com o cardápio: sempre será o inigualável, insubstituível, insosso e todo esfarelado (pela ação da mochila) Miojo. Quando esse tipo de aventureiro sumir da face da Terra, a Nissin vai declarar falência. Eu me pergunto que diabos este povo tem na cabeça para achar que só dá para cozinhar isso? Se você quer me irritar, fale qualquer variação de &#8220;Você faz trilha? Então você deve comer muito Miojo&#8221;. Arroz, lentilha, sopa de legumes, feijão, feijoada, lasanha (sim, lasanha), massas (spaghetti, fusilli, talharim etc.) e mais uma infinidade de opções estão em qualquer mercado, são baratas e fáceis de fazer. Miojo não é só injustificável como tem pouquíssimo valor nutricional (e não venha me dizer que é gostoso). Para o miojeiro, a única variação são os biscoitos para comer durante a trilha. Afinal, barrinha de ceral é &#8220;coisa de rico fresco&#8221;. E mesmo para as comidas de trilha,  ainda há opções baratas: frutas, doce de banana, balinhas, torrone (no trem da periferia custa uma pechincha). Para finalizar as refeições, não pode faltar lavar os pratos e panelas engordurados no rio, um crime ambiental digno de levar o meliante preso.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-13.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aposto que era o Miojo da Turma da Mônica</dd>
</dl>
</div>
<h3>Ao cair a noite</h3>
<p>Tenho certeza que as duas maiores invenções da tecnologia moderna para a aventura foram o GPS e o LED. Em se tratando de iluminação, eu ainda vejo incrédulo gente com aquelas lanterninhas de mão, com lâmpada amarelada. Fico achando que ele está carregando alguma extenção elétrica desde a cidade (afinal, lâmpadas de filamento são beberrões de energia). E há ainda quem diga que tem o sonho de comprar aquele farolete gigante movido a bateria (nessa hora procuro meu canivete para cortar meus pulsos de desgosto). Mais uma sem desculpas: uma lanterna de cabeça a LED pode custar por volta de R$20.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-14.jpg" alt="" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Observe a lanterninha Rayovac no bolso, o lampião pendurado e o cobertor de emergência. Eles estão mesmo numa emergência?</dd>
</dl>
</div>
<p>Com a lanterninha presa entre os dentes (ou mesmo aqueles lanternões de pilhas AA), é hora de armar a barraca. Quando o biscoiteiro não herdou aquela tenda de 5 lugares, feita especialmente para ir pescar de carro, ele certamente sonha com uma. Na mente delirante dessa categoria de aventureiros, a mata é como esses bosques dos filmes da Sessão da Tarde, cheio de espaço para acampar tranquilamente entre as árvores. Voltando à realidade: estamos nas florestas tropicais do Brasil, com mato por todos os lados, onde beira o impossível achar um quadradinho 2&#215;2 metros: barraca para camping selvagem tem que ser pequena. Independente de seu tamanho, barraca sempre apresenta um desafio intelectual na hora de montar. Cubo mágico é fichinha. E como a maioria não vem com um manual decente (nem mesmo as importadas mais caras têm um que seja satisfatório), ninguém se dá ao trabalho de entender porque vêm tanta cordinha e speks: &#8220;deve ser de reserva&#8230; nossa, como esses fabricantes são gente boa!&#8221;. Sob vento ou chuva, a tarefa de sair da barraca para arrumá-la torna um tormento aquela que era para ser uma noite de soninho gostoso.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-15.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Reze para São Pedro não mandar chuva</dd>
</dl>
</div>
<p>Na lista de chacotas não poderia faltar o cobertor. Isso me lembra o Lino, da turma do Charlie Brown, o garoto que carregava seu cobertorzinho azul para todo lado. No arsenal de bizarrices do pé-de-frango podem constar um dos itens: um cobertor volumoso e pesado, nunca protegido caso caia um toró (imagine o desastre) ou uma manta de camping feita com feltro, muito sem-vergonha, à venda na sessão de camping em alguns supermercados. Claro que isolante térmico é um item estranho e mal-compreendido, visto apenas em algumas fotos de expedições. E pasmem: tem gente que acredita no poder do colchonete.<br />
<!-- REMOVED BY AUTHOR REQUEST div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 417px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-16.jpg" alt="" width="407" height="322" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aprendemos no Manual do Escoteiro Mirim como acampar com o máximo conforto</dd>
</dl>
</div -->
<h3>Enfim&#8230;</h3>
<p>Eu sei que ter um bom equipamento custa caro, e me parte o coração que, num país tão trilhável quanto o Brasil, esses itens ainda sejam uma voadora no estômago de tão caros, e que os baratos sejam tão amadores. Mas fazer uma atividade outdoor, em que existe o risco de você nunca mais voltar para casa por causa da falta de uma lanterninha ou um casaco corta-vento, deveria fazer as pessoas repensarem o assunto, e também repensarem seus investimentos em equipamentos. Eu acredito plenamente que o aumento da procura por estes só tende a barateá-los a longo prazo. Eu sozinho não sou capaz de fazê-lo, mas se todos nós mudarmos nossa percepção, podemos fazer a diferença, e melhorar as condições para que todos possam se aventurar com pouca grana, mas com o mínimo de segurança.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2009/10/pe-de-frango-17.jpg" alt="" width="500" height="276" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Voltaremos ano que vem</dd>
</dl>
</div>
<p><em>Para quem não entendeu a brincadeira, não leve este artigo tão a sério. É claro que eu já fiz algumas das coisas descritas aqui. Meu objetivo é rir de nossos erros e mostrar com muito bom humor o que não fazer numa trilha e educar todas as pessoas a se divertirem com segurança.</em></p>
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		<title>Adventure Sports Fair 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você provavelmente perdeu a Adventure Sports Fair que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à Verônica Mambrini, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa. Não bata no vidro com força • ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente perdeu a <a href="http://www.adventurefair.com.br/">Adventure Sports Fair</a> que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrin</a>i, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQktnh8VMI/AAAAAAAAE14/MvQusaqaG8o/s400/DSC01159.JPG" alt="Não bata no vidro com força" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não bata no vidro com força • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Não pude ir na quinta-feira, mas na sexta-feira estava bem tranquilo. Seria o dia ideal para as entrevistas que deixei para o sábado e domingo. Mas cheguei um pouco tarde (afinal, além do blog também tenho meu trabalho) e só deu tempo de dar uma volta geral e mergulhar de garrafa no tanque de mergulho. Além do tanque de mergulho, também havia uma pista de snowboard (claro que eu levei um tombaço e quase derrubei o instrutor), tanque para teste de caiaque (preferi não arriscar), uma carreta-frigorífica com gelo da Patagônia para teste de cramponagem e parede de escalada.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQkpAAUbjI/AAAAAAAAE1c/Ce_8IX-PTrM/s400/DSC01111.JPG" alt="A foto do tombo eu não publico" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A foto do tombo eu não publico<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk-44fUtI/AAAAAAAAE3o/v3viLaN3gAQ/s400/DSC01308.JPG" alt="Matando saudades de escalar" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Matando saudades de escalar<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Eu esperava encontrar muito mais fabricantes conhecidos de equipamentos de aventura, assim como lojas. Neste aspecto, uma decepção. Dizem que a culpa é da crise; eu tenho minhas dúvidas. De qualquer modo, não deixou de ser bem divertido. Fiz questão de entrevistar alguns fabricantes e distribuidores e apresentar a vocês as novidades.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlXSiVK9I/AAAAAAAAE50/Tk9CWWMxIhE/s400/DSC01576.JPG" alt="A Patagônia é um pouco mais espaçosa" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A Patagônia é um pouco mais espaçosa<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>LioFoods</h3>
<p>Para a minha alegria, a empresa LioFoods/Berkka estava demonstrando sua linha de produtos liofilizados na feira. Se você não conhece liofilização, deveria: por um processo de sublimação, a água é completamente retirada dos alimentos, fazendo com que eles durem até 60 anos*! E este processo mantém todas as características nutricionais, bastando adicionar-lhes água para consumir. A gama de alimentos passíveis de liofilização é enorme: arroz, feijão, batata, carnes, aves, peixes, doces, sorvete&#8230; a imaginação é o limite. Mentira, tem uma limitação sim: frituras. Sem contar que é levíssimo: uma refeição completa pesa de 50 a 200 gramas. Ganhei algumas amostras e farei em breve um post completo sobre o assunto (e uma janta em casa). Ficou com água na boca? Dê uma olhada no caprichado <a href="http://www.liofoods.com.br/">website da LioFoods</a> e conheça a linha de alimentos, veja os preços e encomende sua próxima refeição.</p>
<p><small>* segundo testes de laboratório, mas mesmo um ou dois anos já é mais do que suficiente</small></p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlDKeRSdI/AAAAAAAAE4E/n_mQ_ZbMVUo/s400/DSC01338.JPG" alt="===PHOTO CAPTION===" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Mandioca, milho e ervilha • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>YouDoFirst</h3>
<p><a href="http://www.youdofirst.com/">Esta empresa</a> estava apresentando dois produtos interessantes: um cauterizador para picadas de insetos e um sistema de carregadores solares. Quanto ao cauterizador, imagine o seguinte: um magiclick de acender fogão. Ao ser picado por algum inseto que lhe cause desconforto, você aplica este pequeno &#8220;choquinho&#8221; na pele e o alívio vem na hora. Não tem contra-indicações, é bastante higiênico, leve, compacto e não usa pilhas. Seu nome é Zap-it, e seu preço estimado é de R$22,90, mas ainda não está oficialmente a venda.</p>
<p>Mas o grande barato desta empresa são seus carregadores solares. O modelo BeOn tem um preço bastante agressivo: R$ 120,00. Pesa somente 100g, tem uma bateria integrada, saída USB e tem um mosquete integrado, sendo ideal para pendurar na mochila cargueira e carregar alguma coisa enquanto você trilha. Sem contar que é &#8220;bunitinho&#8221;: amarelo e preto. Observe que ele foi projetado para carregar celulares (ou qualquer coisa que carregue no USB), mas eu não teria pudor em fazer um suporte de pilhas com um conector USB para carregá-las. Em minha entrevista, o gerente comercial disse que estavam cogitando com o departamento de engenharia essa possibilidade.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk7I4fzZI/AAAAAAAAE3Q/7svmKeCDWIg/s400/DSC01262.JPG" alt="O carregador solar que faltava: barato, leve e prático" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O carregador solar que faltava: barato, leve e prático<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Um produto que me chamou a atenção pelo seu preço foi o carregador graaande da BeOn, o <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968045730489522">modelo Expedition</a>. A eficiência deste carregador permite que você faça uma ligação de seu celular somente com a energia da célula. Este modelo custa em média R$650,00 (subtraia R$80 se você não quiser a maleta rígida que o acompanha). Assim como o Zap-it, este produto estava a venda somente na feira. Caso você tenha se interessado tanto quanto eu (esse carregador solar é meu próximo investimento), <a href="maito:info@youdofirst.com">entre em contato</a> com a YouDoFirst.</p>
<h3>Outex</h3>
<p>São as interessantíssimas bolsas-estanque para câmeras fotográficas que eu já conhecia há algum tempo e que estão na minha <a href="/marcas/">página de marcas</a>. Basicamente é uma bolsa de látex com um adaptador para a lente que permite fotografar nos ambientes mais hostis, como lama, chuva, areia, água do mar ou mesmo sob o leito de um rio. Tudo começou quando o cirurgião dentista José Carlos tentou fazer seus filhos pegarem gosto por fotografia: o que aconteceu é que eles viraram jipeiros e o bem-estar de suas câmeras se tornou um problema. Então o José inventou esse produto genial.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQklrZdvHI/AAAAAAAAE1E/tMEsprNdoEk/s400/DSC01092.JPG" alt="Blub, blub, blub... roupa de mergulho para câmeras fotográficas" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Blub, blub, blub&#8230; roupa de mergulho para câmeras fotográficas<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Observe que os 6 modelos de estanques são todos para câmeras DSLR, e servem para todos os modelos existentes desta categoria. Os preços variam de R$360 a R$600, e podem ser compradas no <a href="http://www.outex.com/">site da Outex</a>. Ha também alguns acessórios e outros modelos, como modelos com e sem grip de tripé, passa-cabo e uma capa de chuva (não-estanque) para fotojornalismo (leia-se: para aquelas objetivas enooormes).</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlKA9wZmI/AAAAAAAAE4o/46eNrwDMtPM/s400/DSC01402.JPG" alt="Visão geral de parte da feira" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Visão geral de parte da feira<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Já estou tentando escrever este post há duas semanas e não consegui terminar: ainda existem mais algumas novidades legais que eu vou publicar num próximo post.</p>
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		<title>Potes!</title>
		<link>http://blog.blag.us/potes/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 13:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine-se indo para a Serra do Mar. Ou Paraty. Ou Chapada Diamantina. Imagine também que você tenha planejado receitas improváveis lidas no blog do Blagus, como omelete ou pizzas. Ao final do dia, ao desmontar o mochilão você se depara com a tragédia: ovos quebrados, azeite derramado no sleeping bag e as massas de pizza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine-se indo para a Serra do Mar. Ou Paraty. Ou Chapada Diamantina. Imagine também que você tenha planejado receitas improváveis lidas no blog do Blagus, como <a href="javascript:setSkin(skin.bgs[31]);">omelete</a> ou <a href="javascript:setSkin(skin.bgs[29]);">pizzas</a>. Ao final do dia, ao desmontar o mochilão você se depara com a tragédia: ovos quebrados, azeite derramado no sleeping bag e as massas de pizza secas, quebradas ou tortas.</p>
<p><a href="/files/2009/08/DSCN0809.JPG"><img class="alignnone size-medium wp-image-141" title="ovosDerrubados" src="/files/2009/08/DSCN0809-332x500.jpg" alt="ovosDerrubados" width="332" height="500" /></a><br />
<small>Edu Amador derrubou todo o café da manhã em Pedra Bela | <a href="/files/2009/08/DSCN0809.JPG">ver foto</a></small></p>
<p>Pode parecer um tema simples, mas escolher boas embalagens faz uma diferença considerável. Potes menores, com uma geometria cuidadadosamente escolhida, não vão incomodar às costas, vão ocupar menos espaço e ajudar para que a mochila não fique toda torta. E, claro, também não vão abrir no meio da caminhada sem você perceber.</p>
<p>Enquanto não dá para comprar os potes de policarbonato da <a href="http://www.nalgene-outdoor.com/">Nalgene</a>, que não pegam cheiro nem sabor (ou seja: as melhores características do vidro com a leveza e resistência do plástico), vamos ficando com <a href="http://www.sanremo.com.br/">San Remo</a>, <a href="http://www.plasutil.com.br/">Plasútil</a> e <a href="http://www.coza.com.br/">Coza</a>. Mesmo assim, essas três últimas marcas oferecem excelentes opções (o dia que eles forem em policarbonato estaremos bem servidos!).</p>
<p><img src="http://www.nalgene-outdoor.com/store/images/2178-0032-12L.jpg" alt="" /></p>
<p>O que eu mais gosto é um para massas, da San Remo. É um pote de um litro, polivalente: inicialmente você pensaria em usá-lo para água. Para isso ele apenas requer o cuidado de ser muito bem fechado e de preferência que fique acomodado de pé, na mochila.</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00553-273x500.jpg" alt="" width="273" height="500" /></p>
<p>Um dos grandes baratos deste modelo é carregar ovos. Observe que eu só levo ovos se for sair à noite e fazer um omelete na manhã seguinte. Quem sabe num clima mais frio eles cheguem a durar umas 24 horas&#8230; mas no verão do Brasil eu não arrisco. Em tempo: corte fora a tampa de uma caixa de papelão para ovos. A parte que sobrar, corte ao meio de modo que consiga dobrá-la. Voilá!</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00556-500x202.jpg" alt="" width="500" height="202" /></p>
<p>Mas um dos grandes baratos deste potão é poder organizar meus pequenos potinhos de temperos dentro dele.</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00559-500x201.jpg" alt="" width="500" height="201" /></p>
<p>Esses pequenos potinhos da Plasútil são uma mão na roda! Como adoro temperos, em toda viagem levo curry, sal, sazón, manjerona e orégano. Além de duráveis também são muito confiáveis: não abrem sozinhos com facilidade, mas possuem um bem bolado chanfro para facilitar o uso de um dedo humano nesta tarefa.</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00561-500x240.jpg" alt="" width="500" height="240" /></p>
<p>O que deve ser considerado na compra de seus potes (que minha mãe insiste em chamar de Tupperware) é o seguinte:</p>
<p><strong>Aperte suas laterais!</strong> Ele será espremido dentro da mochila e sua tampa não pode saltar sozinha. Plástico é um material normalmente leve, mas observe se o modelo desejado não é muito rígido e consequentemente pesado demais. Ainda não conheço bem a marca Coza, mas merece atenção, veja abaixo:</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00562-500x319.jpg" alt="" width="500" height="319" /><br />
<small>Pode parecer simples à primeira vista, mas este modelo tem uma incrível resistência e sua tampa (além de transparente e bela) é impossível de abrir acidentalmente</small></p>
<p><strong>Não podem ser grandes:</strong> dê preferência aos menores possíveis e que sejam razoavelmente finos (assim eles serão colocados de pé). Potes redondos  não ficam bem alojados dentro da mochila; requerem que coisas como roupas sejam colocados a sua volta para que fiquem estáveis</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00568-500x361.jpg" alt="" width="500" height="361" /><br />
<small>mais da linha dos pequenos potes redondos da Plasútil. São minha paixão atual e nos quais carrego as pequenas bugigangas como mosquetes, isqueiro, anzol, apito, etc.</small></p>
<p><strong>Planeje: </strong>escolha o pote adequado para o conteúdo a ser carregado: a comida tem um formato específico, como massas de pizza, cebola, macarrão, pão? Planeje seu cardápio e lembre das miudezas que costuma carregar antes da aquisição de seus containers</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00566-500x450.jpg" alt="" width="500" height="450" /><br />
<small>Esta seria uma péssima escolha se ele não fosse perfeito para minhas onipresentes massa de mini-pizza</small></p>
<p><strong>Água: </strong>Leve em consideração a estanqueidade! Os potes não são apenas para proteção mecânica: lembre-se que na trilha você poderá pegar uma bela chuva ou cair dentro de um rio. Pequenas garrafas pet (como a de Coca-cola 600ml) são o recipiente ideal para arroz</p>
<p><img src="/files/2009/08/DSC00563-500x339.jpg" alt="" width="500" height="339" /><br />
<small>Os potes para máscara de mergulho tem uma excelente geometria: é onde carrego meu fogareiro e talheres</small></p>
<p>E não menos importante: <strong>pesquise</strong>! São itens baratos e de utilidade infindável. Sempre adicione um ou dois modelos em sua compra mensal de mercado.</p>
<p>E boas aventuras!</p>
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		<title>Paraty: em alto-mar</title>
		<link>http://blog.blag.us/paraty-em-alto-mar/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 00:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ponte]]></category>

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		<description><![CDATA[A principio, navegar de caiaque não tem segredos. Você está num barco simples com um remo, é fácil de concluir o que se deve fazer. Mas quando se tem mais de 50 quilos de equipamento e por volta de 20 quilômetros de percurso em alto-mar, com a possibilidade de chuva a coisa muda de figura. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A principio, navegar de caiaque não tem segredos. Você está num barco simples com um remo, é fácil de concluir o que se deve fazer. Mas quando se tem mais de 50 quilos de equipamento e por volta de 20 quilômetros de percurso em alto-mar, com a possibilidade de chuva a coisa muda de figura. Além do bom preparo físico, você precisa conhecer algumas coisinhas, como localização e um pouquinho sobre clima. Ter treinado algumas vezes antes numa represa calma é mais do que requerido. No que se refere a navegação, há um muuundo todo a ser descoberto: como ler uma carta nautica, saber o que é e como calcular a declinação magnética, e num mundo de tanta tecnologia um GPS se torna indispensável. E, ao contrário do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u395157.shtml">Padre Voador</a>, você precisa saber usa-lo, e muito bem. Saber nadar parece obvio, certo ?</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303210855562802" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDLsmu_jI/AAAAAAAABqM/JGZT_XbILh8/s576/DSC04008.JPG" alt="" border="0"></a><br />Carregando o barco para a partida&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303210855562802" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Um caiaque oceânico se difere em alguns aspectos; ele é sempre de modelo fechado, tem quilha, e normalmente bagageiros. Em nossa viagem alugamos um lindíssimo e premiadíssimo Opium Cabo Horn. É um barco comprido, e já ouvi relatos desse barco sendo mal usado e quebrando ao meio ao enfrentar uma onda agressiva. O bom preparo físico é requerido para poder virar o barco no ângulo certo na entrada de ondas mais altas. Sim, é um barato sentir o barco pular ao atravessar as ondas, mas a brincadeira tem limites. Quanto aos bagageiros, por mais fechados que eles pareçam ser, tudo, mas absolutamente tudo vai dentro de sacos-estanque. E por isso que os espetaculares sacos-estanque da <a href="http://www.montanaltda.com.br/">Montana</a> (ou <a href="http://www.seatosummit.com/">SeaToSummit</a>) são tão formidáveis. São extremamente leves e flexíveis. Mas também tem seu lado mal: furam facilmente. Para o equipamento fotográfico da Joana, uma câmera <a href="http://www.dpreview.com/reviews/sonydslra700/">Sony Alpha A700</a> e mais três lentes, compramos um estanque só para essa finalidade (e um só para a lente tele). Esse estanque ficou boiando no cockpit dela no primeiro dia, e ao chegar na primeira praia, surpresa: a camera estava sequinha. Nos cockpits do barco havia um bom espaço, e conosco levamos camel backs com água doce, barrinhas de ceral, câmeras, mapas, equipamento de mergulho (nadadeiras, snorkel, máscara) e outras bobagens. Também adaptei meu GPS e a bússola esférica (que ganhei da Cris) logo a minha frente para nunca perder o rumo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710299256094466" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4d6V-D_wI/AAAAAAAAB4c/WGxkOZBAkjs/s800/DSC04014.jpg" alt="" border="0"></a><br />Instalando a bússola e o GPS&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710299256094466" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>O primeiro dia em Paraty foi torturante. O mal tempo nos impedia de sair, chovia aleatoriamente e tínhamos que ficar olhando o Cabo Horn, sequinho dentro de sua garagem. Sem contar que o camping não era nada barato, R$25/dia por pessoa. Tédio também faz parte das maiores aventuras, e ter calma nessas horas é tão importante quanto nos momentos de agitação. Mas no dia seguinte finalmente partimos, com um tempo ainda nublado. E justamente nesse primeiro dia de remos que faríamos o trecho mais longo, e mais saltado para o alto-mar. E remamos para o infinito e adiante. Claro que em determinado momento a chuva veio. Remar sob chuva no mar, que experiência inesquecível. </p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303267720149442" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDPAcTucI/AAAAAAAABqc/p4aZQF2IUl8/s576/DSC02939.JPG" alt="" border="0"></a><br />Rema, rema, rema&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303267720149442" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Algumas horas mais tarde chegamos a primeira praia para descansar, retirar água do cockpit e ver se a chuva havia feito alguma vítima. Tudo na mais perfeita ordem, e a chuva ia e voltava em minutos. Trajes de neoprene são mesmo indispensáveis para esportes aquáticos. Seguimos nosso rumo, agora mais acostumados pelas primeiras horas e não muito tempo depois encontramos um restaurante a beira do saco do Mamanguá. O restaurante pertencia a viúva do seu Vivinho (que ironia). Pausa para um cervejinha geladinha e foi lá mesmo que passamos nossa primeira noite. E a segunda também, pelo mal tempo. Estavamos chateados, alugamos o barquinho por cinco dias e já havíamos perdido dois. Eu havia levado dois charutos cubanos, naquela noite fui fumar um bem longe, no escuro e na compania dos cachorros. Estava feliz e triste  ao mesmo tempo. Depois fui brincar um pouco com a camera e fazer algumas fotos em alta exposição.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303479455236754" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDbVN4wpI/AAAAAAAABrE/a7FXuuSfiEc/s800/DSC04044.JPG" alt="" border="0"></a><br />Restaurante do seu Vivinho&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303479455236754" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710683867066882" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4eQuwdsgI/AAAAAAAAB8A/FPdNWxIrBeY/s800/DSC04103.jpg" alt="" border="0"></a><br />Nossa árvore de Natal&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710683867066882" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No terceiro, mar de almirante e céu de brigadeiro (ou o contrário). Indo a Paraty Mirim para comprar alguns itens que claramente fariam falta mais tarde, até pudemos mergulhar um pocu. Paramos no meio do Saco do Mamanguá e pulei do caiaque, colocando nadadeiras, máscara e snorkel dentro da água. A Jô foi remando enquanto eu seguia o barco mergulhando. Paraty tem águas claríssimas e é incrível a sensação de estar levitando.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303750073489826" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDrFWTmaI/AAAAAAAABsI/c-dJc5YQ4n8/s576/DSC04146.JPG" alt="" border="0"></a><br />De volta para o mar&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303750073489826" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Mais tarde chegamos ao Restaurante da Ostra, do Dadico. Eles faziam uma caprichada porção de camarões, e Seu Dadico nos ofereceu um bom espaço para acampar. Resolvemos ficar lá mesmo e pedir mais uma porção dessa para nossa janta. A noite se iniciou o maior terror que já passei até hoje: fomos atacados pelos temíveis &#8220;porvinhas&#8221;. São borrachudos mínusculos<br />
que tem a inteligência de entrar por dentro do sobre-teto da barraca, passar facilmente pela tela e se juntar em dezenas, depois centenas e pouco mais milhares deles. Você pode ve-los se multiplicando bem na sua frente. São como Geremlins multiplicando-se após receberem uma gota de água. Dormir, impossível. Depois de mais de uma hora matando um-a-um, em menos de minutos eles multiplicavam-se novamente. Nem mesmo o tão elogiado repelente Exposis Extreme dava conta deles. Aliás, nem cócegas lhes fazia. Por volta das 4 ou 5 da manhã, não auentando mais ficar na barraca, fomos dormir numa casa em contrução logo a frente. Lá se foi uma noite pessimamente dormida.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304052879386610" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZID8tY25_I/AAAAAAAABtQ/2NF99ud2OZc/s800/DSC04270.JPG" alt="" border="0"></a><br />Restaurante da Ostra&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304052879386610" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No dia seguinte, quando fui acertar as contas com o seu Dadico, o cachorro dele, Pluto, me mordeu. Fiquei com um baita vermelhão na perna esquerda, e o coitado do seu Dadico, morrendo de vergonha. Seguimos nossa viagem adentro ao saco do Mamanguá com o nosso barco amarelinho o qual eu já tinha me apegado (e eu já me entristecia de pensar em devolve-lo). Chegando ao fundo do Mamanguá, entramos no rio Irió. Apesar do cheiro do mangue, aquele lugar é lindo. Milhares de caranguejos enooormes com suas pinças afiadas (era possível ouvir suas pinçadas !) fechavam o cacete pois era época de acasalamento. Haviam tantos caranguejos que até nos galhos acima do rio, lá estavam eles. Confesso que dava até medo, de tantos e tão grandes que haviam. Avançamos alguns poucos quilômetros pelo rio quando decidimos voltar. E no caminho de volta, o caiaque encalhou no mangue. Tive que descer do barco, me atolar até a cintura do que mais parecia uma fossa gigante e puxar o caiaque. Machuquei muito meu pé nos galhos submersos, e a cada passada subia ainda mais aquele cheiro&#8230; pelo menos eu sabia que era algo vegetal e mineral e que muito possivelmente devia fazer bem para a pele. Mas não foi uma tarefa nada fácil.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304614055703954" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEdX7t9ZI/AAAAAAAABvM/2pqV_SlKUSU/s800/DSC04414.JPG" alt="" border="0"></a><br />O rio Irió&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304614055703954" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304214046401298" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEGFyEYxI/AAAAAAAABuI/bdWJep5RqL0/s800/DSC04373.JPG" alt="" border="0"></a><br />Essa foto o mostra pouco menor que seu tamanho natural&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304214046401298" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Combinamos com o Paulo, o dono do caiaque, de entrega-lo na casa do Bebeti. Então, para lá fomos e achamos facilmente uma vez que eu havia marcado a localização no meu GPS. Como diria na música do Renato Russo: &#8220;lugar estranho com gente esquisita&#8230;&#8221; e aquela casa no meio do nada, com uma senhora muito idosa e não muito sociável e dois sujeitos saídos de um filme de terror adolescente (e um deles era o Bebeti). Mas não tinha jeito; tínhamos que acampar por lá pois não havia tempo para ir para Laranjeiras e nossas mochilas ainda estavam para ser entregues para nós. Então fomos arrumar nosso equipamento e o Bebeti e o amigo dele sentaram num banco do nosso lado. Acho que eles nunca viram tanto equipamento junto pois nos olhavam curiosamente, mas somente conversando entre eles. Mais um garoto apareceu por lá, e este bem mais sociável veio conversar conosco. Falávamos sobre a viagem, os porvinhas e o mangue.<br />&#8220;Já comeu caranguejo ?&#8221;, ele perguntou<br />&#8220;Não, tenho muita curiosidade&#8221;, respondi<br />&#8220;Então bóra caçar caranguejo no mangue !&#8221;<br />Não tive dúvida ! Peguei a câmera da Jô e fui pro meio do mangue, no fundo da casa caçar aqueles bichinhos que mais pareciam robozinhos. Não tive coragem de meter a mão na lama com medo de uma pinçada (afinal, já estava machucado demais), mas me prontifiquei a clicar a aventura. Encheram um saco enorme de caranguejos, que foram diretamente para a panela. Para quem nunca havia comido caranguejo, comi até demais. A Joana, que é baiana e cresceu comendo esses bichinhos, matou a saudade e esbaldou-se.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304256725641650" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEIkxl6bI/AAAAAAAABuQ/n2xS0hLF1io/s800/DSC04390.JPG" alt="" border="0"></a><br />Manguetown&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304256725641650" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304783784257890" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEnQOKKWI/AAAAAAAABvk/1nRQkSWwqv0/s800/DSC04433.JPG" alt="" border="0"></a><br />&#8220;Fui no mangue catar caranguejo e conversar com o urubú&#8230;&#8221;&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304783784257890" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304711550309156258" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4fDKgWxaI/AAAAAAAACbI/jd8GEry4HII/s800/DSC04452.jpg" alt="" border="0"></a><br />Não sobrou nada&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304711550309156258" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Estava um agradável fim de tarde, e estávamos cansados e com sono. Eu consegui dormir algumas horas até anoitecer. A noite, o inferno novamente. Porvinhas multiplicavam-se dentro da barraca. Morrendo de sono e mal humorados, vestimos calça, meia e camiseta e cobrimos a cabeça com toalha. Foi a única forma de dormir um pouco, porque o calor era insuportável. Foram duas noites com pouquíssimas horas de sono. Por via das dúvidas, o facão estava ao meu lado, desembaiado.
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304955862148978" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIExRQuZ3I/AAAAAAAABwE/QgdwefM6ImE/s800/DSC04459.JPG" alt="" border="0"></a><br />Cartão postal&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304955862148978" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No dia seguinte nossas mochilas chegaram. Com uma lágrima no olho despedi daquele formidável barquinho. Já sabia que iria sentir saudades dele e agora mesmo enquanto escrevo este artigo ainda sinto saudades. Me despedi do pessoal do Bebeti com alivio e um pouco de culpa pela minha desconfiança. Seguimos uma trilha tranquila até Laranjeiras. Já haviam passado cinco dias desde que chegamos a Paraty e eu ainda tinha onze dias</p>
<p> pela frente (Joana, apenas cinco).</p>
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		<title>Cartas dos leitores</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 19:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi um scrap de Orkut de um amigo que conheci na trilha funicular, o Luan: “viu p uma trilha solo d uns 3 dias&#8230; oq sugere p levar,tipow,sem peso e levando coisas eficazes!!? desd ja agradeçoo abrcs” Vamos lá: É bastante complexo responder assim, de bate pronto. Mas vou lhe passar algumas referências. Inicie lendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um scrap de Orkut de um amigo que conheci na trilha funicular, o Luan:</p>
<p><span style="font-size: 25px;">“</span><em>viu p uma trilha solo d uns 3 dias&#8230;<br />
oq sugere p levar,tipow,sem peso e levando coisas eficazes!!?</em></p>
<p><em>desd ja agradeçoo abrcs</em><span style="font-size: 25px;">”</span></p>
<p>Vamos lá:</p>
<p>É bastante complexo responder assim, de bate pronto. Mas vou lhe passar algumas referências. Inicie lendo <a href="http://blagus.blogspot.com/2008/05/uma-ou-duas-coisas-sobre-tcnicas-final.html">este meu post</a>.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2621533647/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3085/2621533647_000c7cc221.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
<img style="border-style:none;padding:0;margin:0;" src="http://img410.imageshack.us/img410/9951/advisesmallty2.gif" border="0" alt="" width="9" height="10" /> Atenção: <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2621533647/" target="_blank">abra esta imagem</a> e passe o mouse por cima para saber o que é cada item</div>
<p>Depois olhe as fotos que ilustram este post, não deixando de entrar em cada uma e passar o mouse em cima, pois cada item está explicado.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2621534683/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3290/2621534683_7ece2b36ca.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
<img style="border-style:none;padding:0;margin:0;" src="http://img410.imageshack.us/img410/9951/advisesmallty2.gif" border="0" alt="" width="9" height="10" /> Atenção: <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2621534683/" target="_blank">abra esta imagem</a> e passe o mouse por cima para saber o que é cada item</div>
<p><a href="/files/2009/08/Check-List-build-06-vertical.xls">Neste outro link</a> disponibilizei para você uma planilha que uso e atualizo a cada viagem há pelo menos 3 anos, com todos meus equipamentos e o todo o necessário para fazer, carregar e comprar</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172255264/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2216/2172255264_39861565ba.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
<img style="border-style:none;padding:0;margin:0;" src="http://img410.imageshack.us/img410/9951/advisesmallty2.gif" border="0" alt="" width="9" height="10" /> Atenção: <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172255264/" target="_blank">abra esta imagem</a> e passe o mouse por cima para saber o que é cada item</div>
<p>Mais: não deixe de ler &#8220;<a href="http://www.livrosdobeck.com/">O Livro de Aventura do Excursionista Decidido</a>&#8220;, do Sergio Beck. É um guia indispesável à todos aqueles aventureiros como nós, contém dicas excelentes. Se você ainda quiser se tornar um gourmet das selvas, do mesmo Sergio leia &#8220;O Livro de Cozinha do Excursionista Faminto&#8221;. Se você quiser saber onde encontrar esses livros posso ver nas lojas de aventura dos meus amigos se eles têm em estoque. São baratíssimos (droga, o primeiro livro que falei acabou ficando com uma ex-namorada). Eu ia falar de mais um, o &#8220;O Livro de Orientação do Excursionista Perdido&#8221;, mas é bom deixar para uma fase em que você começar a fazer trilhas mais complexas, que requeiram navegação. Mas deixe este anotado.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622359770/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3020/2622359770_72ede0cd8d.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
<img style="border-style:none;padding:0;margin:0;" src="http://img410.imageshack.us/img410/9951/advisesmallty2.gif" border="0" alt="" width="9" height="10" /> Atenção: <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622359770/" target="_blank">abra esta imagem</a> e passe o mouse por cima para saber o que é cada item</div>
<p>Para finalizar: o que levar depende de alguns fatores: para onde você quer ir; o que você já tem; e o que você pode comprar para esta viagem. Eu sempre comprei meu equipa aos pouquinhos, tentando sempre comprar um novo equipamento para cada viagem (confesso que ultimamente anda dificil fazer isso). É bom você organizar muito bem seu equipamento numa caixa, e em determinado momento organiza-lo no chão (como nas fotos que fiz acima) e analizar bem o que você tem para saber o que precisa. Meu Excel é uma lista gigante e abrangente para quase todo tipo de viagem, e é claro que você não precisa ter e muito menos levar todos os itens que tem ali. Uso aquela lista principalmente para ir ao mercado, onde eu faço um &#8220;X&#8221; no item que quero/preciso levar.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622362974/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3276/2622362974_83a9e88c81.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
<img style="border-style:none;padding:0;margin:0;" src="http://img410.imageshack.us/img410/9951/advisesmallty2.gif" border="0" alt="" width="9" height="10" /> Atenção: <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622362974/" target="_blank">abra esta imagem</a> e passe o mouse por cima para saber o que é cada item</div>
<p>Sobre o que você me perguntou no mercado aquele dia, continua de pé: podemos fazer algumas viagens em que eu lhe passe minha experiência (mas só depois do dia 5, adivinha porque, hehehehe). Se você preferir fazer solo, me conte seus planos e posso lhe dar uma ajuda focada na sua aventura.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622366354/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3068/2622366354_edb5185767.jpg?v=0" border="0" alt="" /></a><br />
<img style="border-style:none;padding:0;margin:0;" src="http://img410.imageshack.us/img410/9951/advisesmallty2.gif" border="0" alt="" width="9" height="10" /> Atenção: <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622366354/" target="_blank">abra esta imagem</a> e passe o mouse por cima para saber o que é cada item</div>
<p>Este post foi uma mera introdução ao assuto&#8230; continue com as dúvidas e vamos aprofundando o assuto<br />
fortes abraços !</p>
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		<title>Solo funiculista</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 03:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
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		<description><![CDATA[É isso aí, caros amigos do esporte. Estamos aqui reunidos para mais uma aventura. Quem já viu mais de dois posts deste humilde blog sabe para onde fui: a ferrovia funicular abandonada na Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Cubatão. Desta vez, um solo de final de semana. Estação de Rio Grande da serra, sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É isso aí, caros amigos do esporte. Estamos aqui reunidos para mais uma aventura. Quem já viu mais de dois posts deste humilde blog sabe para onde fui: a ferrovia funicular abandonada na Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Cubatão. Desta vez, um solo de final de semana.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242307964055746" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkoQhY8MMI/AAAAAAAAArM/Kyv-33lqzKo/DSC00717.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Estação de Rio Grande da serra, sentido Paranapiacaba | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242307964055746" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242611890986450" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkoiNmxHdI/AAAAAAAAArU/OSAjNuCvPPg/DSC00731.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Foto tirada às escondidas. Cabine de seguranças que garantem que ninguém vai passar por ali (pelo menos em horário comercial) | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213242611890986450" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243368064535746" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkpOOklzMI/AAAAAAAAArw/qCXJ_FHLHtk/DSC00743.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
&#8220;Pelas grades eu posso ver vocês&#8221;: aqui começa a trilha | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243368064535746" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>Tudo começou muito bem. Não faltou comprar quase nada pois final de semana passado cancelei esta viagem. Então, foi apenas o trabalho de comprar uma ou outra coisa e fechar o mochilão. Aliás, taí tarefa que leva tempo: numa viagem normal, entre chegar do mercado e fechar a mochila levo cinco horas, e na tarefa diária de organizar todos os cacarecos e colocá-los na mochila para seguir viagem, uma hora. Uma das minhas esperanças com um novo modelo de mochila cargueira da Deuter é diminuir este tempo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243885843148018" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkpsXcobPI/AAAAAAAAAsE/FZIKLSvLlIM/DSC00750.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Acredite, esta foto foi feita à meia-noite | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213243885843148018" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213244086490837362" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkp4C6xMXI/AAAAAAAAAsM/Gotdh-i9GXo/DSC00752.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Vinte e quatro horas de trens | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213244086490837362" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>A vila de Paranapiacaba estava bastante movimentada para uma sexta-feira à noite, mas naquele final de semana houve uma convenção de bruxos, veja você o tipo de lugar onde costumo me aventurar. Movimento nesta vila não é algo bom para mim, visto que tenho que ser o mais discreto possível para os pseudoecologistas de plantão e os seguranças da ferrovia ativa não me proibirem de entrar na ferrovia. Por isso o início da aventura ali deve ser muito cedo, ou muito tarde. Acho estranho ver uma turma muuuito grande, cheia de mochilas e colchonetes e barracas sentada ali na igreja. Bom, pelo que expliquei anteriormente, não posso ficar dando bandeira para descobrir o que é. Se minha mochila fosse 20kg mais leve, não tivesse um isolante pendurado nem GPS ou sistema de hidratação, até poderia disfarçadamente saber o que aquele povo está tramando. Sigo meu caminho, entro nas obscuras vielas do vilarejo, logo logo me embrenho em alguma trilha e prontamente estou entrando na ferrovia. Pausa para lindas fotos ferroviárias.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248245624045394" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFktqI5Zf1I/AAAAAAAAAuM/4qF6V6GJnyk/DSC00788.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Sábado de sol, pé na trilha | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248245624045394" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248828079788290" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkuMCtq0QI/AAAAAAAAAug/2omuy-pQ7uU/DSC00793.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Quando criança, sonhava em atravessar um desses. Agora, tenho um monte deles | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213248828079788290" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>É meia noite, lua cheia e está muito claro. Os meus queridos trenzinhos já passam a me fazer compania, logo abaixo. Aproveito para fazer mais fotos de longa exposição, que é impossível de dizer que foram feitas de madrugada. Alguns minutos mais tarde, chego a uma velha conhecida plataforma que se abre na trilha, um lugar onde fiquei preso por dois dias com a Kad por conta do mau tempo. É tão perto da vila que quase dá para ouvir a barulheira de lá. Mas tenho um grave problema: o córrego d&#8217;água que ficava a segundos de caminhada do acampamento estava seco, e o único lugar com água disponível ficou láááá atrás, na entrada da ferrovia, ao lado da vila. Largo o mochilão, pego o camel back e meu tupperware para me abaster, fazer a janta e ter o que beber durante a noite (às vezes erro no tempero e dá-lhe água durante a noite!). Lá vou eu ter que voltar tuuudo de novo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249398381849730" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkutPQRrII/AAAAAAAAAu0/zBhSMCpdNCs/DSC00807.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Substituí as barrinhas de ceral por frutas e torrone. Ótima escolha | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249398381849730" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249662764521682" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SFku8oKBGNI/AAAAAAAAAu8/gKad90yN_2E/DSC00813.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Acho que o teto precisa de uma reforma | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213249662764521682" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>Abastecido de água e muito próximo ainda da vila, posso ver, do outro lado da mata, umas cinco lanterninhas ziguezagueando e uma baita galera conversando. Eu, à meia-noite, sozinho em um morro no meio do mato, e eles num declive fechado pela mata, nós separados pelo vale da ferrovia ativa, faz com que eu os veja e os escute como se estivessem a poucos metros de distância. Então ficaram claras duas coisas: aquela era a turma reunida na igreja. Essa mesma turma estava perdida, procurando a trilha do Mogi, ou tentando inventar uma nova trilha. Eles estavam indo em direção à ferrovia ativa, e se os seguranças da ferrovia chamaram a polícia somente para mim e para o Latuff, imagine para aquela galera toda! Se eles saíssem mesmo na via ativa poderiam se machucar seriamente ou atrapalhar meu passeio. Pela claridade da lua e para evitar algum segurança de plantão, andava com minha headlamp desligada. Pisquei minha lanterna algumas vezes e depois gritei sério, da escuridão:<br />
&#8220;Aqui não há trilha nenhuma. Voltem e façam a trilha original.&#8221;<br />
Lá, alguém tentou sussurrar:<br />
&#8220;Apaga a lanterna! Apaga a lanterna!&#8221; e alguém ralhou sem discrição nenhuma: &#8220;Agora não, que eu tô na descida!&#8221;<br />
As lanterninhas foram se apagando sequencialmente e a turma se aquietou. Voltei para minha caminhada de volta ao acampamento pensando &#8220;bando de amadores&#8221;. Armei o acampamento, cozinhei uma sopa que ficou uma porcaria e me enfiei na barraca. Desta vez levei minha Trilhas&amp;Rumos Bivac I e quando eu disse no último post que era uma barraca ruim, estava errado. Essa barraca é péssima. Não estica direito, amarrá-la é um suplício, apertada, teto baixo&#8230; fiquei imaginando se eu tivesse que armá-la durante a chuva: morreria de hipotermia ou afogado. Quem quiser comprar uma linda barraca solo, quase sem uso, dê seu lance.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213250516150764578" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkvuTRJxCI/AAAAAAAAAvY/rEqLxNXHVdg/DSC00830.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
É praticamente uma cozinha planejada. Observe que amarrei o fogareiro com tied-ups | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213250516150764578" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251065342298546" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SFkwORKnibI/AAAAAAAAAvs/u5X0VTEqxHU/DSC00834.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
<strong>Atenção: </strong>olhe sempre o seu calçado e suas meias antes de calçá-los!!! | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251065342298546" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251582380485922" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkwsXSILSI/AAAAAAAAAv8/-WwQpfLdEvg/DSC00851.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Se você não gosta de aranhas, nem pense em ir para lá | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213251582380485922" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<p>No dia seguinte, sete horas da manhã, quando finalmente consigo dormir (por causa da ventania que hora fazia um barulho que me acordava, hora era o vento dentro da barraca), acordo com berro:<br />
&#8220;Ô da barraca! Bom dia!&#8221;<br />
E não me dando ao trabalho de levantar nem de responder (deu um peso na consciência, mas eu estava esgotado de sono), olho pelo vão da Bivac aquela baita turma saindo do túnel que nem formiga do formigueiro. Por baixo contei umas dez pessoas (mais tarde fiquei sabendo que eram vinte). Fiquei olhando aquele povo atravessando a primeira ponte podre, uns agachados, outros andando, e mais uma vez bati a mão na testa: &#8220;bando de amadores, vão estragar meu passeio&#8221;. No mau humor em que estava acordei por volta das 11h reclamando que nem um velho ranzinha. &#8220;Droga, isso aqui virou passeio turístico, semana que vem vou trazer minha avó.&#8221; Estava de de mau humor também por causa da janta da noite anterior, que deu errado. Fiz uma sopa, mas esqueci o macarrão, o descascador de legumes, a concha, exagerei no curry, faltou óleo e sei lá mais porque ficou estranha. Descontei no omelete do dia seguinte: três ovos, champignon, presunto, tomate, orégano, cebola, bacon e ervas finas. Ficou tão gostoso que até me deu coragem de pegar a câmera e fazer algumas fotos. Também fiz um litro de suco de manga. O tempo estava começando a esquentar; estendi minha calça, meias e botas molhadas e logo logo elas começariam a secar. Só fiquei tentado a tacar fogo na barraca, mas teria que gastar a benzina que poderia me faltar para o dia seguinte.</p>
<p>Estava de volta a trilhar e não vou relatar esta parte. Assistam os vídeos e acompanhem a aventura  de perto:</p>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KLKp3ALDung" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/KLKp3ALDung"></embed></object><br />
Um ângulo diferente de um lugar que eu acampei 100 metros abaixo. Compartilhe a vertigem, compartilhe a vista | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KLKp3ALDung" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fqwC0EO99OU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/fqwC0EO99OU"></embed></object><br />
Sem dúvida o túnel mais bonito de uma série de 14 | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fqwC0EO99OU" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/a7-waCMCBoc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/a7-waCMCBoc"></embed></object><br />
É quase fim de tarde. Mais uma ponte. Dessa vez veja em detalhes o quão delicado é andar sobre dois trilhinhos podres | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=a7-waCMCBoc" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mUeRkmjL0m8" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/mUeRkmjL0m8"></embed></object><br />
No meio da ponte, uma queda. É aqui que eu quase vou para o vinagre. As pernas bambas quase me impedem de continuar | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mUeRkmjL0m8" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AA6O5oTokBc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/AA6O5oTokBc"></embed></object><br />
Ainda tenso, mostro novos ângulos das delicadas travessias que fariam um equilibrista do Cirque du Solei ficar com inveja | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AA6O5oTokBc" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<p>/&gt;</p>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-m4AX554kew" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/-m4AX554kew"></embed></object><br />
Um local que faz Bruxa de Blair se tornar desenho animado. E para melhorear, é onde vou passar a noite | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-m4AX554kew" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7RRIFenIRNo" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/7RRIFenIRNo"></embed></object><br />
Preparativos para passar a noite. Você já passou a noite num lugar mais sinistro do que esse? Duvido! | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7RRIFenIRNo" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/djxtyq0Y5LM" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/djxtyq0Y5LM"></embed></object><br />
Detalhes do acampamento da noite anterior e o café da manhã | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=djxtyq0Y5LM" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/P09CETv-U24" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/P09CETv-U24"></embed></object><br />
Pé ante pé, e sentindo a adrenalina nas veias, aproveito para mandar os recados, caso eu não sobreviva a isso | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=P09CETv-U24" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zd3S610c5_E" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/zd3S610c5_E"></embed></object><br />
Curta a paisagem, sinta a natureza em cima de mais uma ponte | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zd3S610c5_E" target="blank">ver este vídeo</a> | <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=012696E17A55F87C" target="blank">ver todos os vídeos</a></div>
<p>Domingo fez um dia feio. Estava chuvoso, e na parte da tarde, começou uma garoa fina. Em certo momento tive que guardar a câmera, colocar a capa-caramujo na mochila e vestir o anorak. Chego finalmente ao pátio de Cubatão debaixo de uma chuva que vai aumentando lentamente. Dessas que a gente sabe que quando ficar forte, não vai parar tão cedo. Então desencano da idéia de andar até  o Pátio Raiz da Serra para quem sabe descolar uma carona de trem de volta a Paranapiacaba. Quando estou debaixo do viaduto da rodovia Piaçaguera, vejo uma baita turma se abrigando da chuva. Todos pareciam estar de mochila e começo me aproximar, chamando a atenção de todos. Já perto, posso confirmar visualmente que é a tal turma que se aventurou na minha frente. Foi muito engraçado confessar a eles que eu era o cara no meio do mato à noite na sexta-feira, mas ao invés de serem ríspidos comigo, todos foram muito bem humorados e todos rimos à beça do susto que lhes preguei. Eles pensaram que eu era um segurança da ferrovia que os havia descoberto. Disseram-me que esperaram um tempão até irem para o túnel acampar. Conheci quem havia me dado o bom dia, e a turma era bem maior do que pensava, estavam em vinte (mas cinco já haviam partido). Muito educados e com o verdadeiro espírito de aventura, ofereceram-me gentilmente compartilhar de seu almoço &#8212; cujo aspecto estava muito bom, mas eu havia comido há pouquíssimo tempo &#8212; contaram-me suas histórias da descida, mostramos uns aos outros as fotos e vídeos que fizemos e compartilhamos as experiências. Todos muito simpáticos, tanto que voltamos juntos à São Paulo. Mas havia uma pergunta que me tinham feito e que eu não consegui explicar: <strong><em>por que fazer isso sozinho?</em></strong></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkxwtmDVEI/AAAAAAAAAwk/Tb_83QO_DGM/DSC00867.JPG?imgmax=640" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SFkx9Dg-mvI/AAAAAAAAAws/dNBxhJYQwsw/DSC00868.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Tarde chuvosa na chegada a Cubatão | <a href="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkxwtmDVEI/AAAAAAAAAwk/Tb_83QO_DGM/DSC00867.JPG?imgmax=640" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213252756600738882" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkxwtmDVEI/AAAAAAAAAwk/Tb_83QO_DGM/DSC00867.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Os funiculeiros | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213252756600738882" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213253494031210802" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SFkybovLWTI/AAAAAAAAAxA/RdA8tOsYkIM/DSC00872.JPG?imgmax=640" border="0" alt="" /></a><br />
Uma turma espetacular | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7/photo#5213253494031210802" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba7" target="blank">ver todas as fotos</a></div>
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		<title>Uma ou duas coisas sobre técnicas</title>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 23:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Final de semana passado foi a 3ª da série de aventuras de treinamento da Kad. Desta vez descemos o rio Mogi. O objetivo era subir de volta à Paranapiacaba pela ferrovia funicular, mas não deu tempo. E não deu tempo não porque se apertássemos o passo não seria factível; apenas tornaria nossa aventura uma corrida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Final de semana passado foi a 3ª da série de aventuras de treinamento da <a href="http://www.flickr.com/photos/27349799@N00/" target="_blank">Kad</a>. Desta vez descemos o rio Mogi. O objetivo era subir de volta à Paranapiacaba pela ferrovia funicular, mas não deu tempo. E não deu tempo não porque se apertássemos o passo não seria factível; apenas tornaria nossa aventura uma corrida e não algo mais. <em>Ir é mais importante que chegar</em>, ou, <em>o meio é o fim</em>. Confesso que fiquei com sede, pois seria muito bom fazer o roteiro completo. Anotei num canto do meu caderninho “<em>dinheiro, documentos, chaves de casa, nada disso é mais necessário aqui</em>”. Por que pressa e competição seriam? Os motivos que me ligam ao agreste não são superação de limites nem fisiculturismo, é tão somente a paz interior. É visitar e viver as aventuras que criei em minha mente. É voltar a ser criança novamente.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206369646938728338" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEC9m_8op5I/AAAAAAAAAlI/8w-Vkf_GW2k/DSC00198.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206733001171970322" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEIIE_8oqRI/AAAAAAAAAoo/x7R5upnUzjM/HPIM3056.jpg?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Desta vez, vou me abster dos comentários das belezas perdidas no meio do mato e das vezes que me encontrei lá. Vou apenas matar algumas curiosidades que algumas pessoas têm com relação às técnicas que uso. Quem sabe isso possa estimular você a fazer sua aventura.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366133655479250" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEC6af8oo9I/AAAAAAAAAdY/HWGFQaMzGX8/DSC00004.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206733542337849698" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEIIkf8oqWI/AAAAAAAAApQ/bvxJ1wwRBR0/HPIM3064.jpg?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<h3>Comida</h3>
<p>Aprendi a cozinhar em trilha. A primeira vez que comi de verdade numa trilha eu fiquei maravilhado com o fato de estar comendo melhor lá do que na minha própria casa. Em Paraty, acampado numa praia deserta com experientes amigos (um deles era sócio de uma famosa loja de aventura), havia comido um saboroso arroz Tio João com ervas finas, cozinhado dentro do saquinho, acompanhado de uma belíssima feijoada. Desde então, faço jus àquela comida tão gostosa. Para isso gastei uma nota preta num fogareiro sueco <a href="http://www.primus.se/" target="_blank">Primus Multifuel</a>. Ele funciona com benzina, gasolina, querosene, diesel, água benta e força do pensamento. É muito versátil pois não requer aqueles cartuchos de gás que ocupam um espação. É totalmente desmontável e caso necessário pode ser consertado em campo, com duas ferramentinhas que vêm com ele. Ele acende na chuva, no vento, neve, tempestade ou furacão. Dia desses fiz uma adaptação nele e mandei para o pessoal da Primus quem sabe botar minha idéia em produção.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206367095728153858" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEC7Sf8opQI/AAAAAAAAAf0/HEKcl34G1A4/DSC00075.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366936814363842" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SEC7JP8opMI/AAAAAAAAAfU/7sahdGzu9d8/DSC00059.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366936814363842" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p><strong>Janta</strong><br />
- Depois de caminhar o dia inteiro, você está morrendo de fome. É indispensável levar um antepasto senão você vai queimar a língua ou comer a comida crua. Salame tem se mostrado muito bom. Ainda não consegui pensar em alguma alternativa tão prática e barata<br />
- Feijoada é um grande clássico e indispensável nos revéillons. Já passei vários revéillons acampado solo comendo essa comida deliciosa. Sempre adiciono algum tempero para dar um sabor especial e ultimamente tenho usado noz-moscada. Para minha alegria, agora está sendo embalada em sacos a vácuo, milhares de vezes melhor do que a enlatada<br />
- Arroz com ervas: copiado do Tio João, o preparo com sazón, sal, manjerona/manjericão, curry (é o ingrediente principal), cebola, alho, orégano, cheiro verde, cebolinha, salsa. A maioria dos temperos levo desidratado e por muito tempo levei tudo isso já misturado e testado em casa. Não tem jeito, arroz para mim tem que ser o Tio João parboilizado. Dica: leve-o em uma garrafa pet de 600ml, ocupa menos espaço e é uma embalagem muito confiável<br />
- Sopa de legumes: fiz nessa última incursão com a Kad. Cenoura, batatas e a água com o mesmo tempero de ervas do arroz<br />
- Fusilli: o famoso macarrão parafusinho. O molho pode ser em pó, mas isso iria requerer leite em pó. Levava as latinhas de Tarantella da Arisco, mas hoje a embalagem em sacos a vácuo da Predileta tem se mostrado melhor. Sazón e ervas em sua água dão um sabor especial<br />
- Risoto com shitake: o shitake desidratado se comportou muito mal na minha trip no mesmo roteiro do rio Mogi com o Edú, ou eu não soube hidratá-lo direito. Foi um prato decepcionante, mas que eu adoro fazer em casa com shitakes em conserva. Mas, por outro lado, já levei muito champignon para colocar no fusilli ou no arroz. Uma maravilha, ainda mais se você deixar ele curtindo o dia todo dentro do mochilão numa bem temperada conserva. Ainda não o fiz, mas estou louco para levar o risoto do Espoleto. Dentro dos restaurantes, eles ficam guardados em saquinhos a vácuo. Basta negociar essa compra diferenciada e comer no acampamento comida de restaurante de shopping center.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206368770765399762" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEC8z_8optI/AAAAAAAAAjk/L-_XeuAXW7I/DSC00173.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206368770765399762" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p><strong>Para o café da manhã:</strong></p>
<p>- Omelete: com bacon, champignon, presunto, queijo, e o que mais você quiser. Carregar ovos no mochilão sem quebrá-los é uma arte. No meu caso, achei um tupperware comprido, que falhou na primeira vez e na segunda se mostrou excelente.<br />
- Pizza: levo aquelas massas prontas, de tamanho pequeno, que se adequam ao tamanho de minha panela. É um ótimo item, que se bem guardado dura muitos dias. Certa vez com arame de cerca e numa outra com arame de cabide, forjei uma grelha do tamanho de minha panela. Coloco a pizza sobre ela, encho a panela de água até onde der e faço a pizza no vapor. Hidrata a massa, que fica muito macia e não tem o fundo esturricado. Faço pizzas de peperoni, calabresa, tomate seco, champignon. E o grande barato: as pizzas de chocolate. Costumo levar o Hershey&#8217;s, que derrete melhor, mas na expedição da ferrovia funicular levamos um pote de Nutella, que a Kad achou barato numa lojinha. Ficou uma delicia. Para a próxima expedição: pizza de chocolate com morangos ou banana<br />
- Café: já levei leite em pó e achocolatado e ficaram muito bons. Certa vez levei leite de soja em pó sabor baunilha, fui ao delírio. A Kad não dispensa um bom café, só que neste caso só dá para ser o solúvel. Conheci um trilheiro que levava a cafeteirinha italiana dele. Num dia de frio, ter alguns saquinhos de chá mate pode dar um belo alívio. Na Joatinga, em Parati, levei Froot Loops (o cereal colorido do tucano da Kellog&#8217;s) para a semana inteira, adoro esse cereal. Evito biscoitos por eles sempre acabam esfarelando (e confesso que tenho preconceito com qualquer coisa que pareça comida de amador). Certa vez com minha ex-mulher levamos muitas daquelas manteiginhas e geleiazinhas. Lembro que fizemos um café da manhã caprichado na Pedra Bela, em Atibaia. Naquela época eu também gostava muito de pão sírio, mas acabei abandonando-o em favor das pizzas no vapor.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366683411293330" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEC66f8opJI/AAAAAAAAAe8/R5tNj9217uk/DSC00055.JPG?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366683411293330" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366640461620354" target="blank"></a><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366640461620354" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEC63_8opII/AAAAAAAAAe0/qVOa8q59Zu0/DSC00054.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366640461620354" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p><strong>Contínuos</strong><br />
A princípio, não se almoça em trilha. Você não vai parar no meio do mato, desmontar pelo menos metade da sua mochila e gastar umas 2 horas preciosas cozinhando e descansando. Você guarda todo este esforço e tempo para a janta. Por isso, você tem refeições leves, às vezes para comer enquanto anda. Neste aspecto, as barrinhas de cereal são o supra-sumo desta categoria. Mas tempos bicudos já me obrigaram a improvisar, e descobri coisas interessantes:<br />
- Barrinhas de cereal: já tentei fazer, e apesar do gosto ter ficado bom, foi um desastre. Não acertei o ponto e como elas não endureceram, acabei comento de colher mesmo, lá em Paraty. Tava bom, mas nada prático<br />
- Frutas: nunca tive o hábito de comê-las, mas estou cedendo a este costume. Nesta última viagem levamos frutas desidratadas, que num experimento tentamos fazer no forno de casa. Não ficaram perfeitas mas a versão 2 promete. As vítimas foram maçãs e pêras. Levamos goiabas inteiras também. Pelo menos essas três frutas, desidratadas ou não já, estão escaladas para minha próxima jornada. Já tentei damasco seco, dica de uma amiga muito querida, mas infelizmente não me dei muito bem com eles<br />
- Torrone e cajuzinho são meus prediletos. Sempre anseio por um orçamento decente para poder levá-los. Quase ia me esquecendo daquele bastãozinho de carne Jack Sticky, não é ruim não</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366185195086834" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEC6df8oo_I/AAAAAAAAAdo/BhFn80L8GGE/DSC00023.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366185195086834" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366434303190082" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEC6r_8opEI/AAAAAAAAAeU/Iqendq_ydBE/DSC00048.JPG?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366434303190082" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Comida em trilha é assunto tão complexo e interessante que o Sergio Beck escreveu livro chamado <em>O guia de cozinha para o excursionista faminto</em>. De lá tirei vááárias ideias e, se este assunto lhe interessou, este livrinho é indispensável.</p>
<h3>Acampamento</h3>
<p>Hoje tenho 3 barracas: uma iglú, e duas solo. A <a href="http://www.barracascapri.com.br/produtos.php?cat=barracas&amp;id=33" target="_blank">iglú</a> é para três pessoas, de uma marca quase desconhecida, Capri. Foi minha primeira barraca e a comprei no antigo Extra, que era o antigo Mappin do centro da cidade, parcelada no cartão de crédito de uma namorada antiga. E essa namorada nunca chegou a entrar nesta barraca, veja você. Essa igluzinha aguentou incontáveis ventanias, chuva intensa, acampou nos mais diferentes lugares e sempre foi uma excelente companheira. Não tenho apego a coisas materiais, mas sim às experiências que essas coisas materiais vivenciam comigo e por isso tenho o maior carinho e respeito por esta igluzinha. Ela me pede para ser aposentada, mas sempre postergo seu descanso. Pensei que minha segunda barraca, uma <a href="http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=189" target="_blank">Bivak II  da Trilhas e Rumos</a> (solo) tomaria seu lugar, mas essa se mostrou péssima. É ruim de armar, não é auto-sustentável, parece um caixão. Usei-a somente duas vezes e ela fica parada aqui em casa. A última é uma <a href="http://www.eurekatent.com/p-22-solitaire.aspx" target="_blank">Eureka! Solitaire</a>, uma marca americana pioneira e a barraca (solo também) foi um fiasco: teve a vareta quebrada várias vezes (parece até que veio podre) e é impossível cozinhar com ela na chuva. Ela foi bem mais usada que a Bivak II, por ser mais leve e por eu ter pago uma nota nela. É muito bonita sim, mas já me tirou do sério algumas vezes. Não teria sido possível acampar com nenhuma das outras duas naquela <a href="http://blagus.blogspot.com/2008/01/mais-aventuras-na-serra-de.html" target="_blank">pedra da cachoeira no revéillon</a> deste ano, então ela ainda tem algumas qualidades. Não é auto-sustentável mas é bem fácil de armar e é confortável dentro dela. Se eu achar uma solução para sua vareta, ainda pode ser usada mais algumas vezes, desde que a previsão do tempo não fale em chuva. Meu atual sonho de consumo é uma <a href="http://www.msrgear.com/tents/hubbahp.asp" target="_blank">MSR Hubba HP</a>. Dicas: na minha concepção, existem 2 tipos de barracas: as de camping e as de aventura. As de camping, são essas barracas enooormes, com avanços e espaço de sobra. Precisam ser carregadas por uma romaria de pessoas ou usadas naqueles campings que você vai de carro. Essas não me interessam. As barracas de aventura podem medir no máximo 2&#215;2 porque será quase impossível você achar um espaço maior do que esse para acampar (ok, menos na praia). E são leves para que você possa levar tudo mais o que precisa levar. Barracas de aventura têm de ser feitas de tecidos de última geração, para dar isolamento térmico e impermeabilidade. Devem ser para no máximo 2 pessoas, pois viagens de aventura devem ser restritas. Devem ser projetadas para você pode cozinhar mesmo na chuva (já passei fome por causa da minha Eureka Solitaire, <a href="http://blagus.blogspot.com/search?updated-max=2008-04-13T22%3A30%3A00-03%3A00&amp;max-results=1" target="_blank">comentei isso em um post</a>) e para espetá-las em lugares inóspitos. Devem ser de montagem rápida, que possa ser feita debaixo de chuva em poucos minutos.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206368590376773234" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEC8pf8opnI/AAAAAAAAAi0/idQs8JOv-Sk/DSC00152%20%28corrected%29.jpg?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206368702045922994" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEC8v_8oprI/AAAAAAAAAjU/XIk2zfL_V2s/DSC00160.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Sobre estar acampado: eu gosto de sempre desmontar a mochila inteirinha e reorganizar tudo dentro da barraca, todos os dias. Tenho o lado certinho das coisas: à minha esquerda vão todos os itens de cozinha, na cabeça as roupas (para virarem travesseiro), à direita itens de higiene e equipamentos gerais. Essa ordem é sempre seguida para que eu possa localizar as coisas no escuro, ou mais rapidamente. Se é um lugar isolado (e normalmente é), não me preocupo em deixar o que precisa ficar do lado de fora, como bota, bastões, camel back, fogareiro, panelas. Se é debaixo de chuva, só fica lá fora o que já está encharcado. E as panelas para facilitar a limpeza na manhã seguinte.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206369479435003746" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SEC9dP8op2I/AAAAAAAAAkw/CFVw1NK3cRs/DSC00186.JPG?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
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<h3>Equipamentos</h3>
<p>Minha <strong>lanterna</strong> de cabeça eu mesmo fiz, pois tenho conhecimentos de eletrônica. Ela utiliza cinco leds grandes, uma bateria de telefone celular e um dínamo a manivela para carregá-la. Depois deste invento, adeus às pilhas. Só são necessárias mesmo para o GPS, até eu fazer o mesmo dinâmo carregar pilhas comuns. Está na lista de tarefas. Projetei esta lanterna para funcionar debaixo d&#8217;água, mas não testei isso ainda. Na chuva ela se comportou bem. Acho que um dos inventos mais importantes na eletrônica para os aventureiros, depois do GPS, foi com certeza o led de alta intensidade. Eu já usava-os quando esssas lanternas comerciais nem sonhavam em existir, e conseguia dias de iluminação com as mesmas pilhas. Para quem já usou lanterna à lâmpada, e hoje usa os leds, sabe da benção que são.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206369921816635378" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEC92_8op_I/AAAAAAAAAl8/Uc5ZZsePXvc/DSC00213.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<p>Meu <strong>GPS</strong> é um <a href="https://buy.garmin.com/shop/shop.do?pID=154" target="_blank">Garmin eTrex Venture</a>, é meu xodó. Que aparelhinho fascinante. Ele sozinho daria um post (ou livro) inteiro, por isso nem vou entrar em muitos detalhes. O que você precisa saber é: se você quer se aventurar que nem gente grande, precisa de um aparelho desses. Nas palavras do Latuff: “com um aparelho desses, você entra e sai do mato a hora que quiser”.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206366979764036818" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SEC7Lv8opNI/AAAAAAAAAfc/IkS39gHLTws/DSC00061.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
PS.: a foto acima não é do meu GPS, e sim do PSP do meu amigo Hanter. Nesta viagem fizemos uma sessão de cinema à noite<br />
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<p><strong>Bastões</strong>: a pergunta das pessoas que me vêem passando é sempre a mesma: “você vai esquiar ?” Os bastões, que são quase idênticos àqueles usados em esqui na neve, são aparatos que te dão enorme performance na caminhada, e eu até arriscaria dizer que são um item de segurança. Quantas vezes não deixei de levar um tombaço com o mochilão porque uma bastonada correta me salvou. E a perceptível performace que dá botar os braços para “andar”. Você vira um quadrúpede e cansa menos as pernas. Pena que na minha <a href="http://blagus.blogspot.com/2008/05/expedio-na-ferrovia-funicular.html#links" target="_blank">incursão na ferrovia funicular</a>, esqueci meu par de bastões dentro do táxi. Ah, dica: compre os mais baratinhos. Já tive vários bastões caros e esse é um item frágil, que não costuma durar muito tempo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206367555289654642" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SEC7tP8opXI/AAAAAAAAAgw/nGvDM4aW_W4/DSC00092.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<p><strong>Mochilão</strong>: assim como tenho várias barracas, já tive incontáveis mochilas. Mas minha paixão mesmo é minha <a href="http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=130" target="_blank">Crampon 77</a>, da Trilhas &amp; Rumos. Ela sempre esteve comigo, e tem a mesma experiência de vida que a igluzinha. Já carreguei nela incontáveis toneladas: na época que pulava da ponte socava mais de 200 metros de corda e vááárias cadeirinhas e ferragens para vertical. Com o tempo, ela foi abrindo um rasgo vertical que a Kad teve a bondade de costurar para esta nossa última viagem. Agora ela está novinha de novo. Mochila é um item crucial de conforto, capacidade de carga e recursos técnicos, por isso deve ser comprada com critério. Acho que, da Trilhas e Rumos, essa é a única mochila que eu compraria, e fico muito feliz que na época fiz a compra certa &#8212; afinal, tive a assessoria de alguém mais experiente que eu. Meu sonho de consumo hoje é uma <a href="http://www.deuterusa.com/products/productDetail.php?packID=aircontact75+10&amp;sub=trekking&amp;tert=aircontact" target="_blank">Deuter AirContact 75+10</a></p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapia%3C/p%3E%0A%3Cp%3Ecaba6/photo#5206732846553147634" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/blagus/SEIH7_8oqPI/AAAAAAAAAoY/ehZK8NRK2zw/HPIM3052.jpg?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206368216714618402" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SEC8Tv8opiI/AAAAAAAAAiM/0HA59kh1xbU/DSC00137.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<p><strong>Câmera</strong>: sou fotógrafo e exijo uma câmera que me permita os controles que preciso para uma boa foto. Ter controle sobre abertura, exposição, foco, branco são coisas das quais não abro mão. Hoje tenho uma <a href="http://www.dpreview.com/reviews/sonydscf717/" target="_blank">Sony Cybershoot F717</a>, que comprei usada e quebrada. Consertei-a e ela tem me dado muitas alegrias (quando não empaca). Meu sonho de consumo é qualquer DSLR moderna, Nikon ou Canon. A Sony A100 também é uma boa pedida. As memórias de minhas prmeiras aventuras começam a ficar embaçadas em minha mente; é preciso ter belos registros do que foi feito; nada de fotos fora de foco ou compreensão. Assim como estou usando este blog para registrar os fatos, a câmera é usada para registrar os momentos.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206370115090163810" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/blagus/SEC-CP8oqGI/AAAAAAAAAm0/hpbtz09xB2w/DSC00236.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206369900341798882" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/blagus/SEC91v8op-I/AAAAAAAAAl0/ZqosAQVN8r8/DSC00211.JPG?imgmax=720" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206369900341798882" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Sou bastante criterioso na aquisição dos meus equipamentos de aventura. Imagino que cada item que carrego faz parte de minha sobrevivência no agreste. É um bastão que evita eu quebrar uma perna, uma lanterna de cabeça que ilumina uma cobra, um fogareiro que mata-me a fome, uma barraca que livra-me da hipotermia, o GPS que me tira da mata. Em cada item eu deposito a minha vida, por isso acabo sendo muito criterioso na escolha de novos brinquedos. Algumas marcas eu respeito muito, pois sinto que fazem seus produtos com essa filosofia. Até hoje uso o saco-estanque em que veio minha camiseta da Track&amp;Field ou sacos de meia da Adventure Gears. Minha Crampom me acompanha por tantos anos porque foi feita para durar. Queria que outras marcas de outros produtos do cotidiano pensassem tanto em seus consumidores com os fabricantes de equipamentos de aventura.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206732666164521170" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/blagus/SEIHxf8oqNI/AAAAAAAAAoE/LmUI9Vtj8y8/HPIM3048.jpg?imgmax=800" border="0" alt="" /></a><br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6/photo#5206732666164521170" target="blank">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba6" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>É, o post ficou bem maior do que pensei e não cobriu quase nada de tudo o que eu queria falar. Mas acho que desmistifiquei um pouco da minha vida no campo mostrando que não é tão sofrida assim. O que levo, acima de tudo, é conforto e segurança. Porque, afinal de contas, não é por estar no meio do mato que eu preciso sofrer.</p>
<p>“<em>Nós nunca crescemos; a única coisa que muda são os preços dos nossos brinquedos</em>”</p>
<div style="font-size: 11px;">PS.: agradeço aos meus queridos amigos inscritos no RSS (e os leitores recorrentes não-inscritos!) que acompanham minhas aventuras. Com a ajuda de vocês tento sempre fazer um post mais interessante que o anterior</div>
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