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	<title>blogus &#187; técnicas</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Jan 2012 16:23:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O sonho da casa própria</title>
		<link>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você quer virar um caramujo, carregando a casa às costas, aqui estão os quesitos necessários para a escolha da sua barraca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quê casa de campo se com a barraca você pode ter uma vista diferente a cada dia ? Estar com ela às costas é sinal de mais pura liberdade, ou, na pior das hipóteses, de uma noite de sonho sequinho e  confortável. Mas assim como é difícil escolher entre uma kitnet na Cohab e um loft no Jardins, a escolha da tenda não é tarefa tão fácil quanto parece.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/01-DSC04476.jpg" alt="Vista do fundo do Saco do mamanguá em Paraty" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Casa de campo com uma vista diferente a cada dia</dd>
</dl>
</div>
<h3>Rede de intrigas</h3>
<p>Com a <a href="/akampando/">rede</a> você tem menos peso, volume e trabalho, mas a barraca pode te proteger melhor do frio, vento e chuva e ainda há aquela sensação gostosa de estar dormindo mais protegido. Eu costumo levar em consideração os seguintes pontos para escolher a barraca ao invés da rede, com base no destino de viagem:</p>
<ul>
<li>Inexistem árvores no local, como ambientes de montanha ou cerrado</li>
<li>Haverão mais pessoas de rede, diminuindo a quantidade de árvores disponíveis no local de acampamento</li>
<li>Possibilidade de vendaval, agravado por chuva lateral</li>
<li>Frio! Muito frio!</li>
<li>Lugares superpovoados em que não é confiável deixar seus pertences pendurados num canto ou esparramados no chão. Mas vamos sempre evitar esses lugares, certo?</li>
</ul>
<h3>Chutando o pau da barraca</h3>
<h3 class="excerpt">considerações para compra</h3>
<p>O primeiro fator a ser considerado (além do preço, é claro) é o <strong>tamanho</strong> da sua futura morada. Recomendo barracas de no máximo 3 lugares; acima dessa quantidade de pessoas, dividam seu acampamento em várias tendas. O tipo mais comum de barraca é a iglú, e este modelo tem excelente geometria: são altas, de paredes quase verticais e são muito confortáveis, possibilitando sentar-se dentro delas. Mas este conforto tem um contraponto que é a <strong>aerodinâmica</strong> comprometida. Portanto, considere se você vai usa-la em ambientes que ventam muito. Tentar dormir sendo quase levado pelo vendaval é uma experiência nada agradável (mas muito empolgante!). A <strong>geometria</strong> vai indicar o quão aerodinâmica é. Cada dia surgem no mercado modelos com desenhos mais modernos e acredito que as iglús um dia farão parte do passado, assim como hoje em dia ninguém mais usa as lendárias canadenses, em forma de V invertido. Os materiais evoluem rapidamente e quando a relação de peso e resistência das varetas não for mais um problema, veremos modelos bem mais inteligentes à disposição.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/02-DSC08280.jpg" alt="Uma fila de pequenas barracas no meio do mato" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma barraca enorme não caberia, mas várias pequenas cabem</dd>
</dl>
</div>
<p>Quanto a sua estrutura, existem basicamente dois tipos: as auto-portantes e as esticáveis. Se ao colocar as varetas a barraca fica em pé sozinha, e até permite ser deslocada de lugar, então ela é autoportante. Mas, se por outro lado, a barraca precisa ter seus speks fincados com certa pressão no solo de modo a estica-la e assim têla de pé, então você tem um modelo de armar à mão. As autoportantes são muito mais práticas, mas as esticáveis costumam ser mais leves. A maioria das autoportantes o é somente para a estrutura interna e a capa externa precisa ser esticada com speks. Se puder, compre uma barraca totalmente autoportante, em que a capa externa se encaixa nas pontas das varetas, deixando a tenda completamente portátil. Nem sonhe em comprar aquelas malditas barracas que armam em dois segundos; eu poderia escrever um artigo do tamanho desse falando de suas desvantagens.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/03-DSC02547.jpg" alt="Barraca Azteq Nepal montada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ótimo modelo de esticar: Azteq Nepal</dd>
</dl>
</div>
<p>A área que a barraca ocupa no chão é chamada de <strong title="pegada">footprint</strong>. A barraca normalmente é composta por duas camadas: a proteção interna, de um tecido fino ou tela e a capa externa, impermeável para proteger do orvalho e chuva. Entre essas duas camadas há um espaçamento, portanto o interior da barraca é quase sempre menor que o footprint. Essa relação vai dizer o quão eficiente ela é em termos de uso de espaço. Alguns modelos para climas quentes, bem mais leves, usam apenas uma lona: escolha estes modelos somente se você acampar em lugares quentes e com índice pluviométrico baixo.</p>
<p>O isolamento térmico e à chuva depende essencialmente do quão bem montada e esticada. Portanto, repita comigo: <em>&#8220;eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre&#8221;</em>. Quanto ao isolamento térmico, costumam ser divididas em 2 categorias: 3 estações e 4 estações. Adivinhe qual é a estação que o primeiro modelo não comporta, e escolha o modelo mais adequado as suas necessidades.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/04-DSC02070.jpg" alt="Barraca molhada de chuva" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Diga-me como monta sua barraca e te direi se terá uma noite de sono tranquila</dd>
</dl>
</div>
<p>Algo que não pode ser ignorado é o avancê ou vestíbulo. É a parte de lona externa que avança além da parte interna, criando um espaço para deixar equipamentos, como mochilas molhadas e botas sujas e que também será usado para cozinhar debaixo de chuva. Você conseguirá cozinhar de dentro da barraca sem se molhar? E com conforto? E a chama do fogareiro não vai gerar um incêndio ao ser aceso? Tenho <a href="https://lh6.googleusercontent.com/-a6Xq6DaTDbg/TBqW6O_nT6I/AAAAAAAAG80/FmhudYZDZSY/s640/DSC00220.JPG">uma barraca</a> que já me fez passar fome por não permitir cozinhar debaixo de um pé d&#8217;água, foi frustrante.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/05-DSC04103.jpg" alt="Cozinhando sob o avanço" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só torça para não ser chuva de vento</dd>
</dl>
</div>
<p>Na loja em que você vai conhecer sua futura morada, monte-a por conta própria, com alguma (mas não muita) ajuda do vendedor. Procure contabilizar o tempo e a dificuldade de montagem, isso será muito importante num dia de chuva, frio ou cansaço. Entre, deite dentro dela, feche o zíper, vire-se, fique em várias posições: deitado com a cabeça de todos lados possíveis e sentado, na posição de cozinhar. Ter um monte de bolsos e fitas para pendurar seus badulaques é sempre vantagem e não acrescenta peso algum.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/06-P1000524.jpg" alt="Equipamentos pendurados pelo teto da barraca" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A favela está montada</dd>
</dl>
</div>
<p>Observe a qualidade das varetas e prefira as de alumínio ao invés das fibra de vidro. Estas últimas costumam rachar com o tempo, embora as de alumínio requerem cuidado extra para não amassar. Por fim, evite cores escuras. Escolha entre azul, verde, cinza (todos em tonalidades claras), laranja e amarelo.</p>
<h3>Com a barraca armada</h3>
<h3 class="excerpt">técnicas de uma casa itinerante</h3>
<p>Lave sua barraca somente se ela estiver nojentamente suja, e para isso o melhor mesmo é faze-lo delicadamente no tanque com água morna e sabão neutro. Confesso: mandei à lavanderia  certa vez e claro que foi a maior estupidez; hoje em dia não lavo minhas barracas. A terra que fica na parte em contato com o chão, num dia de calor e sol, irá se soltar com algumas palmadas. Caso você seja muito preciosista, pode comprar uma lona mais fina e barata e usa-la como footprint. Eu gosto da lona sobressalente para pôr logo à frente da porta, que servirá de tapete para a roda de amigos enquanto se faz a janta num bate-papo descontraído. Assim, todos poderão ficar descalços sem levar sujeira para dentro de casa ao entrar. Na manhã seguinte levante a barraca ainda armada, mas sem a capa externa e com a porta para baixo; sacuda-a energeticamente e a sujeira toda (e mais alguns grampos de cabelo, pilhas perdidas e moedas) vão cair, deixando-a limpinha para o próximo acampamento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/07-P1000472.jpg" alt="Barraca em pé para limpeza" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">É apenas para limpeza, não tente acampar assim</dd>
</dl>
</div>
<p>Enquanto a noite caia você distraidamente deixou a porta aberta enquanto fraternizava com seus amigos na lona azul do lado de fora e milhares de borrachudos sanguinolentos entraram no conforto do seu lar sem ser convidados. Ao tentar dormir aquele maldito zum-zum-zum te deixa louco e você começa a tentar a matança desses hereges, mas percebe que eles são imortais: repelente não os mata, as palmas só fazem barulho e cobrir-se com o saco de dormir na cabeça o sufoca. Que inferno de noite. Somente uma técnica poderá salva-lo: a técnica Jackson Pollock. Faça dela um jogo com seu companheiro: com polegares a postos e headlamps carregadas, espere-os ficarem quietos na parede branquinha. Pressione o polegar contra o maldito na parede e arraste-o alguns centímetros. A risca vermelha de sangue vai provar o ponto marcado. Vocês poderão contabilizar os pontos por borrachudo assassinado e volume de sangue espalhado. Aproveite a brincadeira para redecorar o interior de sua casa.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/08-DSC00345.jpg" alt="Rapaha Fanti dormindo tranquilamente de portas abertas" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amanhã ele vai acordar parecendo que está com catapora</dd>
</dl>
</div>
<p>Exceto em clicloviagens (e olhe lá), aquelas malditas maletas que acompanham o produto são totalmente desnecessárias. Me explico: a melhor geometria para guarda-las é dobrada em forma quadrada (sobreteto mais parte interna) no fundo da <a href="/infografico-mochila/">mochila</a>, dando-lhe um base plana para que fique em pé sozinha. As varetas vão em pé no corpo do mochilão. Insistir em coloca-la na sua sacolinha como veio de fábrica e amarra-la em qualquer lugar da cargueira é um pedido de sofrimento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/09b-IMG_0852.jpg" alt="Lex pensando como vai guardar a barraca já desmontada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Como guarda-la? Dobrada, oras!</dd>
</dl>
</div>
<p>Pena que todos os manuais que as acompanham sejam tão toscos e com regras impossíveis de cumprir. Uma delas é de nunca guardar a barraca molhada. A outra, de nunca cozinhar dentro dela. Oras, se você foi obrigado a desmontar o acampamento sob toró torrencial, como não guarda-la molhada? Se você está numa montanha alta, o frio lá fora é de congelar o esqueleto e você está morrendo de fome, como não cozinhar dentro de casa? Já que a gente precisa fazer essas bobagens, vamos fazer do melhor jeito possível. Evite isso como o diabo que foge da cruz, pois é realmente perigoso: imagine se a barraca pega fogo com você dentro ou morrer sufocado pela falta de oxigênio (bem, pelo menos será uma morte bem tranquila). Mas, se realmente não for possível evitar, faça o seguinte: abra o máximo possível a porta para ventilar (ou para sair correndo em caso de acidente). Amarre a base do fogareiro numa frigideira, fundo de panela ou alguma outra coisa plana e não-combustível. Sugiro sempre ter no equipamento fitas tire-up (enforca-gato ou hellerman, como preferir) para este fim. O maior perigo está na hora de ligar, pois é quando o fogareiro expele a maior chama. Procure liga-lo do lado de fora, e depois traga-o de volta com a chama estabilizada. Se o temporal for tão feio que nem isso é possível, mantenha uma panela grande (e vazia) por perto para tampar a chama alta caso necessário. Toda distância possível de sacos de dormir, isolante, paredes e teto, roupas ou qualquer outra coisa. E escolha a parte mais plana e estável do chão para isso. Ter a mão uma toalha molhada me parece boa idéia em caso de emergência. Técnica permitida apenas para fogareiros a gás e pressurizados, nunca-jamais para espiriteiras. Boa sorte!</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/10-DSC00162.jpg" alt="Vista de dentro da barraca num dia chuvoso" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Terá que cozinhar dentro da baraca? Atenção as instruções de segurança e boa sorte</dd>
</dl>
</div>
<p>A barraca é a nossa casa fora de casa. É um equipamento durável e que vai te acompanhar em várias aventuras, será presença garantida em suas fotos e memórias. É o símbolo máximo do campismo e servirá como um templo para deslumbrar-se como a vida lá fora é tão mais gostosa e verdadeira<span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>As árveres somos nozes</title>
		<link>http://blog.blag.us/nos/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/nos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 22:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pequeno manual sobre os poucos nós usados nas trilhas, para que você não seja chamado de "nócego"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As árveres somos nozes e o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uSaf28eS7d4">jardineiro é Jesus</a>. Porque, afinal, dizem que só Jesus salva, mas acho que na maioria dos casos Ctrl+S também salva. E sempre que estamos na vida louca, digo, na vida outdoor, precisamos nos amarrar. Ou amarrar algo. Ou até mesmo alguém. Para que você não dê ponto sem nó, uma guia muito simples dos nós que eu mais uso no meu cotidiano mateiro.</p>
<h3>Com a corda toda</h3>
<p>Vou cortar seu barato um pouco para poder dizer que nem tudo é corda. Temos o cabo, o cordim, a fita tubular e finalmente, a corda. A fita tubular nada mais é do que uma fita chata, quase como um cinto de segurança. Ela é extremamente útil para prender a rede na árvore, pois não a &#8220;machuca&#8221;. O cabo é composto de uma alma e uma capa protetora a sua volta (muito parecido com nós), e o pessoal de vela lhe dirá que corda serve para enforcamento, enquanto o cabo serve para o barco. No mato? Tanto faz. Você quase não vai usar nem um e nem outro, porque o que importa é o cordim, que nada mais é do que uma cordinha fina, uma corda para varal.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/01-DSC09907.jpg" alt="três diferentes tipos de elementos de amarração" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">da esquerda para a direita: corda, fita e cordim</dd>
</dl>
</div>
<p>Torço o nariz (que não é nada pequeno) para quem sempre leva um rolo de corda para o mato. Acho que fica muito bem para posar para a foto, mas tenho minhas dúvidas se é realmente eficiente. Se você não consegue fazer sua trilha na horizontal, então está na hora de aprender todas as artimanhas de uma atividade chamada cannoying, que significa a exploração de leitos de rios e suas quedas d&#8217;água.</p>
<h3>Nozes</h3>
<p>Tenho esperança da seção de comentários deste post pipocar com referências de nós que eu não vou falar aqui. É porque com o exposto abaixo já faço 25% do que eu preciso, e para os 75% restantes eu uso silvertape, presilha plástica e grampo de fotografia. MacGyver concordaria comigo.</p>
<p>Tenho algumas regras básicas para nós:</p>
<ul>
<li>Ele deve estar esticamente agradável: uma amarração não deve ser um monte de nós aleatórios emaranhados um em cima do outro, e suas voltas devem ser simétricas</li>
<li>Ele deve ser relativamente fácil de ser solto intencionalmente, mas impossível de soltar-se sozinho</li>
<li>Se você sabe um nó para uma determinada finalidade, saber outro nó para a mesma finalidade acrescenta pouco. Conheça poucos mas relevantes e aprenda a usá-los em conjunto</li>
</ul>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/02-DSC099081.jpg" alt="um nó simétrico e esteticamente agradável" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">o nó tem que estar bonito!</dd>
</dl>
</div>
<h4>Oito</h4>
<p>O nó mais comum da escalada é usado de duas formas básicas: uma para fazer um ilhós na ponta de um cordim e a outra para amarrar firmemente alguma alça à mostra</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/03-oito1.jpg" alt="o nó oito" width="1337" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">o nó oito</dd>
</dl>
</div>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/04-oito1.jpg" alt="o nó oito para amarrar algo" width="2339" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">o nó oito para amarrar algo</dd>
</dl>
</div>
<h4>Pescador</h4>
<p>Tão simples quanto eficiente, você já deve tê-lo usado para prender um colar artesanal naquela sua viagem a Trindade</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/05-pescador1.jpg" alt="nó pescador" width="2005" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">nó pescador</dd>
</dl>
</div>
<h4>Prussik</h4>
<p>É um nó auto-blocante, e para quem não o conhece, mágico. Ele é tão confiável que na escalada é usado para subir pela corda. E eu já confiei minha vida neste nó incontáveis vezes.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/06-prussik1.jpg" alt="nó prussik" width="4507" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">nó prussik</dd>
</dl>
</div>
<p>Use-o para esticar tirantes em compania com o nó oito. Imprescindível para a tarp</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/07-DSC099371.jpg" alt="prussik para esticar tarp" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">prussik para esticar tarp</dd>
</dl>
</div>
<h4>Aselha</h4>
<p>O famoso nó-cego serve apenas para fazer um elo na fita tubular, que é ótima para lacear árvores. Use-o apenas para esta função pois é um nó quase impossível de ser desfeito, para as demais aplicações use o nó oito. Lembre-se de, ao usá-lo em alguma árvore, dar pelo menos duas voltas para que ele não escorregue</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/08-aselha1.jpg" alt="nó aselha" width="1003" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">nó aselha</dd>
</dl>
</div>
<h4>Presilha</h4>
<p>Eu sei que não é um nó. É que eu vejo tanta gente se perdendo para montá-lo que eu não poderia deixar de colocar aqui. Eu gosto de andar com um rolinho de fita tubular ou elástico chato e algumas dessas presilhas na mochila porque eles sempre se fazem úteis: para pendurar bolsa de hidratação (Camelbak), para amarrar panelas, para compactar saco de dormir</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 500px; overflow: auto;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/09-presilha1.jpg" alt="como montar a presilha" width="1003" height="502" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">como montar a presilha</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu espero que você tenha se amarrado neste post. Mas não se prenda tanto à ele e procure os nós que você julgar mais úteis, como a <a href="http://www.google.com/images?q=N%C3%B3+volta+do+fiel&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;source=og&amp;sa=N&amp;hl=en&amp;tab=wi&amp;biw=1270&amp;bih=666">volta do fiél</a> ou o <a href="http://www.google.com/images?q=N%C3%B3+Lais+de+guia&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;source=og&amp;sa=N&amp;hl=en&amp;tab=wi&amp;biw=1270&amp;bih=666">lais de guia</a>. <span style="”float: right;">▣</span></p>
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		<title>Rumo ao desconhecido</title>
		<link>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 17:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blag.us/?p=1660</guid>
		<description><![CDATA[Conhecer novos lugares, explorar aquela região que você sempre sonhou. Você não precisa se limitar a tudo o que já foi trilhado e documentado, crie seus próprios roteiros ou explore aspectos diferentes de um lugar conhecido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era bem pequeno, sonhei que acampava no quintal dos meus pais numa noite de lua cheia. Ficava imaginando porque que eu era obrigado a sempre dormir na mesma cama, dentro da mesma casa. Como seria o mundo lá fora? Como seria dormir numa cama que não fosse a minha? Muitos anos mais tarde, descobri qual era essa sensação: <strong>liberdade</strong>. E desde então não resisti mais a tentação de sair por aí, dormindo no quintal do mundo com minha fiel barraca.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/DSCN1562.jpg" alt="Acampando em Paraty" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Minha casa de praia cada dia tem uma vista diferente</dd>
</dl>
</div>
<p>A dúvida inicial de todo aventureiro, muito antes de qualquer equipamento, é para onde ir. Quase sempre a resposta vem com amigos mais experientes, livros de roteiros ou na internet. Há coisa de uns dez anos ainda não tinha tanta gente discutindo isso na internet, eu não tinha tantos &#8220;amigos de aventura&#8221; e precisava definir um roteiro para realizar meu sonho de dormir coberto de estrelas. Olhei para trás no tempo e lembrei da mística <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranapiacaba">vilinha inglesa</a> no pé da Serra do Mar que eu havia conhecido em uma excursão da 3ª série. Então, com alguns equipamentos essenciais (mochila, barraca e saco de dormir) e um pouco de falta de juízo, <a href="/solo/">toquei subir a Serra do Quilombo</a>. Foi uma noite memorável, podendo ver as luzes do litoral de cima das montanhas.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/1DSC00004.jpg" alt="Vista da Serra do Mar à noite, com as luzes da cidade ao fundo" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Rumo a Mordor</dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando à minha infância, ao descer a Imigrantes de carro com meus pais, eu ficava curiosíssimo sobre as estradinhas paralelas que cortavam a rodovia. Ficava me perguntando para onde iam e como seriam.  Eu queria muito ter mais tempo de admirá-las do que uma rápida passagem de carro. Vinte anos mais tarde pude realizar este sonho. Desci <a href="http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp">de bicicleta a estrada de manutenção</a> do complexo Ecovias. Desci devagarzinho, fotografando e saboreando cada trechinho com o qual eu sonhei tanto em um dia estar. Portanto, a primeira opção de roteiro é aquela com a qual você sempre sonhou. Este roteiro pode ser a sua primeira viagem, ou levar mais de 20 anos para acontecer, como no caso da Ecovias. Mas pode ter certeza que é que mais vai te marcar.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/2IMG_2249.jpg" alt="Sarinha com sua fixa em frente à uma cachoeira à beira da estrada de manutenção do Complexo Ecovias" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muito mais divertido do que Imigrantes ou Anchieta de carro com os pais</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu confesso que não tenho paciência para ficar procurando trilhas na internet. Mas são ótimos locais para procurar roteiros, como o fórum <a href="http://www.mochileiros.com/">Mochileiros.com</a>. É um bom lugar para achar compania também, mas eu recomendo cuidado com seus <em>amigos das internets</em>. Não por ser perigoso, mas a chance de ficar amarrado a um mala por dias numa trilha é considerável. Uma excelente opção são os clubes de aventura, como o <a href="http://www.montanhismo.org.br/">CAP</a> (Centro Alpino Paulista) ou <a href="http://www.ceubrasil.org.br/">CEU</a> (Centro Excursionista Universitário). Sei que existem muitos outros, mas sinceramente não os conheço. São uma excelente opção para você conhecer gente muito bacana e experiente.</p>
<p>Considere que mesmo na maior parte dos lugares remotos há sempre alguma habitação. Se você não saltar de um helicóptero no meio da mata, mas sim chegar lá de busão ou por uma estradinha de terra, é muito provável que existam trilhas nas redondezas. Foi assim no caso de <a href="/morro-do-pinga/">Pindamonhangaba</a> e Ilha Bela, em que eu fui sem conhecer muito e ao chegar lá me informei com os moradores locais onde havia trilhas. Claro que eu fiz um trabalho prévio de comprar cartas topográficas, mapear a região através do Google Earth e colocar tudo no GPS: eu não estava à deriva. Caso essa viagem de exploração não der certo, não se frustre: o objetivo é <strong>ir</strong> e não <strong>chegar</strong>. Então, se você tem curiosidade sobre algum lugar, não se prenda: procure mais informações e meta as caras. E saiba que é bem provável que você tenha que voltar lá mais de uma vez.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/3DSCN2856.jpg" alt="Lex contemplando a vista das montanhas de Pinda" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Morro do Pinga: voltei nas duas vezes em que fui</dd>
</dl>
</div>
<p>Já que navegar é preciso, conhecer mapas é essencial. Para fazer seus próprios caminhos, você precisa saber as regras, portanto repito meu mantra: aprenda a ler cartas topográficas, usar bússola, se possível adquira um GPS e <a href="http://www.meuprimeirogps.com.br/">saiba usá-lo</a>. Sabendo os meandros da navegação, você poderá entrar e sair do mato a hora que quiser. É extremamente necessário, mas também não tenha pressa: é uma arte que requer experiência. E nada mais legal do que apontar um local no mapa e em seguida conhecê-lo ao vivo. Em tempos de Google Earth, essa pode ser uma opção para lá de divertida. <a href="/gps/">Tracklogs</a> procurados na internet são de grandessíssimo valor nessa hora.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/4SDC10449.jpg" alt="Lex consultando o GPS durante a caminhada" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Onde liga isso mesmo?</dd>
</dl>
</div>
<p>Finalmente, você pode fazer os roteiros clássicos: Chapada Diamantina, Ponta da Joatinga (em Paraty), Chapada dos Veadeiros, Serra do Órgãos, Pico do Itatiaia, Pico dos Marins, entre muitos outros. São lugares certamente espetaculares, mas eu não recomendo ir em épocas de alta temporada, como Natal, Revéillon ou Carnaval. Acabam ficando superpopulados, tornando um inferno achar um bom lugar para acampar, o que, somado ao barulho, tira a graça da estadia. Temos um país tão grande, com lugares tão belos e inexplorados, para que servir-se de mais do mesmo? Sem contar o prazer de conhecer o desconhecido e não gerar ainda mais impacto em uma área já muito visitada.</p>
<p>No que se refere aos roteiros clássicos, há opções que não acabam mais. Os <a href="http://www.kalapalo.com.br/">livrinhos do meu querido Guilherme Cavallari</a> são soberbos: os roteiros descritos de modo que basta um cronômetro para fazer todos os roteiros! Eu estive na <a href="https://picasaweb.google.com/blagus/SerraFina">Serra Fina</a> há pouco tempo e levei o livrinho. Deu uma baita ajuda!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/5DSCN1666.jpg" alt="Vista de dentro da mata para a Ponta da Juatinga em Paraty, Rio de Janeiro" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fora de temporada, tudo fica mais bonito</dd>
</dl>
</div>
<p>Por um tempo, eu fiquei bastante paranóico com relação à assaltos. Em Pindamonhangaba, peguei um ônibus de linha lotado, e percebi que eu chamava bastante atenção (ou seria mesmo paranoia?). Tinha certeza que aquele dia eu iria me despedir da minha mochila, mas dei sorte. Se você não conhece o local, não dê bandeira. Seja o mais discreto possível. E, é claro, dê preferência por locais menos urbanizados. Pode-se dizer que quanto menor a cidade, mais segura ela será. E acredito que é justamente esses lugares que devemos procurar para nossas aventuras. <span style="float: right;">▣</span></p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/6P1510559.jpg" alt="Edú Amador, Lex e Jô no trem" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A piada deve ter sido boa</dd>
</dl>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Tome nota!</title>
		<link>http://blog.blag.us/tome-nota/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/tome-nota/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 14:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Um post sobre planejamento e notas: a utilidade de colocar uma lousa perto dos equipamentos, como utilizar o Excel para organizar suas viagens e porque andar sempre com um caderno de notas na mochila]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou um completo cabeça-de-vento. Esqueço aniversário dos meus pais, o nome da pessoa com a qual estou conversando, a senha do cartão do banco. Para compensar, sou extremamente <a href="http://blog.blag.us/infografico-barraca/">organizado</a> e <a href="http://blog.blag.us/infografico-mochila/">metódico</a>. É isso que faz minha vida possível. Anotar tudo faz parte desse estilo de vida; mais ainda, saber como anotar. Nas viagens de aventura, certas coisas não dá para esquecer: perceber que você está sem combustível no fogareiro na hora da janta não deve ser uma experiência nada agradável. Ou ter que faltar um dia no trabalho porque você não planejou o cronograma corretamete. Ou&#8230; que mais? Droga, esqueci.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfkfMC95-I/AAAAAAAAIsU/q4p0gdEJfZg/s400/DSC00165_1.jpg" alt="Lex fazendo notas em seu caderinho, em frente a barraca" width="400" height="172" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Anotando, antes que eu me esqueça</dd>
</dl>
</div>
<p>Existem basicamente dois tipos de notas que faço: um é <strong>antes</strong> da viagem e outro é <strong>durante</strong>. Antes é o planejamento com suas datas, orçamentos e calendários. Durante são notas pontuais, como o contato daquele casal super bacana que o hospedou em sua casa ou daquela pessoa pra lá de interessante que você conheceu no busão.</p>
<p>Onde são feitas as anotações também é relevante, e tenho três mídias: Excel, lousa e diário de viagem. Em cada uma delas, há formas diferentes de anotar as coisas.</p>
<h3>Excel</h3>
<p>Soberbo para fazer o planejamento financeiro de uma viagem, especialmente se tem muita gente envolvida e todos vão dividir os gastos somados. Além disso, costumo planejar a viagem com meus amigos em listas via e-mail, e uma planilha do <a href="https://docs.google.com/">Google Docs</a> pode ser ideal para que todos a visualizem e manipulem de forma colaborativa.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646028086604226"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhs58OccI/AAAAAAAAIq0/BQJg7ih5wjg/s400/Planejamento%20anivers%C3%A1rio%20no%20mato%20%2804%20Card%C3%A1pio%29.jpg" alt="Cópia de tela do Microsoft Excel" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Planejamento financeiro • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646028086604226">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Em se tratando de viagens com muitas pessoas, se alguém depende do equipamento de outro integrante do grupo, a planilha também pode ser bastante útil.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645987917494562"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhqkTKeSI/AAAAAAAAIqo/Kgu2_n3EG5c/s400/Planejamento%20anivers%C3%A1rio%20no%20mato%20%2801%20Coletivo%29.jpg" alt="Cópia de tela de planilha do Microsoft Excel" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Distribuindo equipas entre a galera<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645987917494562">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Muitas vezes também coloco um calendário com a agenda de o que fazer em que dia. Entram itens como: primeiro e último dia de férias, compras de mercado, que dias vocês vão passar por onde e até mesmo se alguém sai da viagem antes porque tem menos dias de folga. Eventualmente o cardápio também entra nessa planilha.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646070819317186"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhvZIf5cI/AAAAAAAAIrA/dntw15ca6b0/s400/Planejamento%20Trip%20Costa%20da%20Juatinga%20Reveill%C3%B3n%202009.jpg" alt="Cópia de tela do Microsoft Excel" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Que dia vamos fazer o quê<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541646070819317186">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Considero a planilha a ferramenta principal de planejamento e, no dia de fechamento de mochila, a imprimo e a levo junto no meu diário.</p>
<h3>Lousa</h3>
<p>O dia do fechamento da mochila é um dia todo especial: não faço hora extra no trabalho e durante o evento a casa fica de pernas para o ar. Todos envolvidos na viagem estão presentes com seus equipamentos, sempre aparece alguma coisa para resolver de última hora (normalmente um reparo), e não dá para beber muito porque senão a mochila nunca vai fechar. É tão cansativo quanto divertido. Muitas vezes você vai tirar da embalagem algum equipamento recém-adquirido, e é tão excitante quanto abrir os presentes que Papai Noel deixava na árvore quando éramos pequenos.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhc6u8CHI/AAAAAAAAIps/GqhgX3b1Mwg/s400/DSC03958.jpg" alt="Vê Mambrini abraçando seu novo presente, um isolante inflável" width="267" height="400" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Feliz dia do Equipamento Novo!</dd>
</dl>
</div>
<p>E é neste dia comemorativo — se eu fosse prefeito, decretaria feriado pessoal — que as merdas mais tendem a acontecer, e para evitar isso adquiri uma lousa. Nela vou anotando todos os itens que não posso esquecer: alguma coisa que está na geladeira e que devo colocar na mochila antes de sair, lugares para os quais eu preciso ligar, algum item que faltou comprar, tarefas como subir o tracklog no GPS, pegar as pilhas e baterias que estão carregando etc. Essa lousa fica pendurada até a hora de sair para a viagem.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOgQR5s-PZI/AAAAAAAAItA/OSkvE56_At4/s400/IMG_0566.jpg" alt="Lousa com notas pendurada na estante da sala" width="400" height="267" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A cachaça está no topo da lista</dd>
</dl>
</div>
<p>Padronize os símbolos! Costumo fazer um quadradinho para colocar um <em>check</em> para algo que foi feito ou um <em>xis</em> para algo que não vai rolar. Um símbolo padrão usado em eletrônica é o alerta <img src="/files/2010/11/alertTransparent_E0DED9.gif" alt="" width="11" height="11" /> e é usado para indicar coisas que requerem atenção redobrada. Para viagens mais simples,  que não requerem a elaborada planilha descrita acima, faço o calendário e cardápio nesta lousa. Comecei com uma lousinha pequenininha, de 60cm × 40cm e há pouco tempo fiz um upgrade: 120cm × 70cm, que é o tamanho que eu recomendo, <em>if you got room</em>.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOgfGVvTidI/AAAAAAAAItI/43iAeZWOC8A/s400/DSC06677.JPG" alt="Lousa com notas" width="400" height="267" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Com uma lousa maior, as viagens podem ser mais longas</dd>
</dl>
</div>
<h3>Diário de viagem</h3>
<p>É simplesmente um caderninho, comprado nas melhores lojas do ramo. Os chatos de plantão dirão que deve ser um <a href="http://www.moleskine.com/">Moleskine</a>. Bem, o dinheiro é seu. Eu uso um <del datetime="2011-08-31T20:56:32+00:00">bloco Tilibra 20cm × 15cm de folhas brancas, que tem durado bastante</del> caderninho da <a href="http://www.ciceropapelaria.com.br/">Cícero</a> que tem sido perfeito. Pode ser quadriculado ou pautado, mas escolha com carinho e lembre-se que ele também é um equipamento e vai carregar todas suas memórias, notas e cagadas. Indispensável: use um <a href="http://is.gd/hrMtD">map case</a> ou um saco estanque adequado para ele. O estanque do meu diário também acumula dinheiro, RG, caneta e bússola e fica sempre no teto da mochila, de acesso tão fácil que posso pegá-lo com o mochilão às costas.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 307px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645797892449506"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhfgZqZOI/AAAAAAAAIp4/sBsFY9oD56w/s400/Di%C3%A1rio%2002.jpg" alt="Foto do diário de viagem" width="297" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lembranças como essa me fazem estar sempre com o caderninho na mochila<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645797892449506">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>O principal uso do diário de viagem é durante&#8230; a viagem. E lá você vai anotar:</p>
<ul>
<li><strong>Calendário:</strong> é o planejamento de datas descrito acima, de que dias você vai fazer o quê (quem sabe até comer o quê), o que é essencial para consulta depois de alguns dias de viagem em que você já perdeu a noção de tempo;
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645916445937026"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhmaDBDYI/AAAAAAAAIqU/082cDBwaC4s/s400/Di%C3%A1rio%2008.jpg" alt="Foto do diário de viagem" width="400" height="297" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Depois de uns dias na mata, você já nem sabe mais qual é a data atual • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645916445937026">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</li>
<li><strong>O que sobrou e o que faltou:</strong> uma lista para você lamentar a falta de queijo ralado no macarrão ou a folha de louro na feijoada. Que a Nutella na barrinha de cereal tava da hora e deve ter mais na próxima trip;</li>
<li><strong>Contatos:</strong> para anotar o telefone daquela gata. Ou para os contatos do casal super simpático que lhe ofereceu uma cama limpinha num dia inóspito. Da galera super bacana com a qual você conversou por horas a fio no camping à noite. E também para rasgar uma folha escrita com os seus contatos para todos eles;</li>
<li><strong>Pensamentos:</strong> ao viajar anote as lembranças do algodão doce ao ver as nuvens do céu e que o barro ressecado da represa tem a mesma forma de um vitral. Registre esses raros momentos que a vida parece mais poética;</li>
<li><strong>Idéias malucas:</strong> nada como ficar preso dentro da barraca num dia de chuva para povoar seu cérebro de ideias absurdas. Se você gosta de desenhar pode criar uma história em quadrinhos, bolar produtos mirabolantes ou escrever cartas imaginárias;
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 307px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645782052968978"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhelZPGhI/AAAAAAAAIp0/6lgN5tScslg/s400/Di%C3%A1rio%2001.jpg" alt="Foto do diário de viagem" width="297" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ideias malucas num dia de chuva<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645782052968978">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</li>
</ul>
<p>O diário de viagem também requer alguns grampos de fotografia com os quais você vai anexar as passagens de ônibus e avião de viagens passadas, e a planilha que você imprimiu antes da viagem. Eu gosto de anexar minhas cartas topográficas a ele também. Na Chapada Diamantina foi importantíssimo o timeline de planejamento logístico que estava anexado nele.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645769928449154"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/TOfhd4OhnII/AAAAAAAAIpw/X6ID7Dxmlbc/s400/Timeline%20Chapada%20build%2001%20%28original%20size%29.jpg" alt="Folha de papel com o roteiro anotado" width="400" height="289" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ônibus, avião, táxi, barco, cipó: não daria para guardar na cabeça tanto translado<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota#5541645769928449154">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/TomeNota">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>E guarde tudo, sempre. Salve os arquivos no seu HD, tire foto das anotações na lousa. Depois de algum tempo você vai se divertir à beça com o seu diário de viagem, especialmente aquele com muitas páginas semirrasgadas e cheias de anexos engraçados. A viagem não é somente aquelas fotos bacanudas que você fez e as risadas que você garantiu com os bons amigos de aventura. É também tudo aquilo com o qual você sonhou, planejou, realizou e guardou em suas memórias.</p>
<p><em>e antes que eu me esqueça&#8230;</em><br />
<strong><em>boas aventuras!</em></strong></p>
<h2>Update</h2>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <a href="http://www.ciceropapelaria.com.br/"><img class="size-full" src="/files/2011/08/cicero2.jpg" alt="Caderninho de notas Cícero" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align:justify;">Se você quer algo estiloso sem ter que vender um rim por um Moleskine compre um charmosíssimo <a href="http://www.ciceropapelaria.com.br/">Cícero</a> por um preço bastante honesto. Este é o modelo que estou usando atualmente, de tamanho compacto para caber na pochete e me obrigar a tomar notas <b><i>sempre</i></b></dd>
</dl>
</div>
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		<title>Akampando</title>
		<link>http://blog.blag.us/akampando/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/akampando/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 12:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blag.us/?p=1465</guid>
		<description><![CDATA[Deixe a barraca em casa e durma numa confortável rede. Todas as vantagens, desvantagens e dicas para essa forma diferenciada de acampar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas que frescura é essa de escrever acampando com <strong>k</strong>? Bem, é que neste post eu vou falar do conjunto de rede <a href="http://www.kampa.com.br/">Kampa</a>, item que substituiu com honras as minhas barracas solo. Claro que este post não vale somente para esta marca de rede, mas qualquer uma de material sintético e com um toldo para chuva que possa ser utilizada em viagens de aventura. Tá sem grana? Tá bom, pode usar uma rede convencional de algodão com um toldo <em>prástico</em> por cima que também serve. Mas não reclame do peso depois (e nem que foi chamado de <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">pé-de-frango</a>)&#8230;</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04046.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="500" height="333" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" mce_src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Se você é brasileiro, sabe muito bem como uma rede funciona. Um apoio de cada um dos dois lados numa distância adequada, e <em>voilá</em>, você já pode ter um sono tranquilo. Mas no mundo outdoor precisamos de alguns acessórios, como um toldo para o caso de chuva e um mosquiteiro para lugares com muitos insetos. E o kit Kampa tem todos eles. O único acessório que eu não gostei foram os ganchos: é bem melhor comprar uma fita tubular de escalada e um par de mosquetes. Se você for seguir este conselho, compre uma fita um pouco comprida, pois nem sempre você acha uma distância ideal entre os pontos de apoio. Outra customização que eu fiz foi no toldo, cujo nome é Tarp Oca: troquei todos os cordõeszinhos originais por elásticos tubulares de 2mm, pois funcionam muito melhor.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402"><img class="size-full" src="/files/2010/11/02-SDC10279.jpg" alt="Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
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<p>No mato, é muuuito mais simples do que a barraca. Com esta última você precisa ficar &#8220;pescando&#8221; uma boa clareira para acampar. E precisa pensar no tamanho do chão da sua barraca também. Lugares inclinados, ou com chão de pedras, nem pensar. Mas com a rede, seus problemas acabaram! Qualquer cantinho com duas árvores equidistantes é o suficiente para você poder acampar tranquilamente. Bem, é mais confortável ter um chão liso e uma pequena clareira, especialmente para fazer o jantar, mas se você gosta de se enfiar no meio do mato sem ter certeza de onde vai passar a noite, é o equipamento certo. Por outro lado, é o equipamento errado se você vai para um lugar desprovido de árvores, como topo de montanhas.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" mce_src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10266.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Mais uma vantagem: seu peso e volume. Como não há varetas, você só tem que carregar os elegantes pacotinhos que a rede, tarp e mosqueteiro (cujo nome é Bug Stop) formam, com um bolso especificamente costurado neles próprios para este fim. O conforto é incomparável (leia o box no final desta página).</p>
<p>Ao contrário do que você pode estar pensando, é necessário continuar levando seu isolante térmico. Ao deitar sobre o saco de dormir, você comprime suas fibras de enchimento e estas perdem sua isolação térmica. Já passei bastante frio achando que não precisaria dele. Se for um destes novos modelos a ar, que pode ser esvaziado e dobrado, menos volume ainda na sua mochila. O da Azteq pode aparecer no mercado com um preço sedutor, mas descola logo nos primeiro uso. O da <a href="http://www.decathlon.com.br/BR/colchao-inflavel-a200-light-50722017/">Decathlon</a> foi uma excelente aquisição. Se você puder comprar um <a href="http://cascadedesigns.com/therm-a-rest/mattresses/category">Therm-a-rest</a>, conquistará minha admiração.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082"><img class="size-full" src="/files/2010/11/04-SDC10252.jpg" alt="Lex deitado confortavelmente em sua rede" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Se liga no pézinho do lado de fora  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Montar uma barraca debaixo de chuva é uma operação detestável. A barraca ficará toda molhada, e arrastar o equipa para dentro piora a situação. Com a Kampa essa atividade é um pouco menos traumática: monte primeiramente a Tarp Oca, e terá uma área coberta para terminar de montar todo o acampamento, protegido do toró. A rede ficará sequinha. Quer dizer, se você montar algo errado ou pegar uma chuva de vento pode se dar mal. Na Chapada Diamantina passamos alguns perrengues por conta disso, numa noite tivemos que acordar e fazer uma gambiarra com os cobertores de emergência e silvertape. No dia seguinte, o Celso, que teve seu sono interrompido porque sua rede estava encharcada, me acordou xingando o projetista da Tarp. Enquanto isso, eu dormia todo encolhido porque metade da minha rede molhou. Kampa, por favor aumente o tamanho da Tarp!!!</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098"><img class="size-full" src="/files/2010/11/05-DSC01331.jpg" alt="Celso arrumando o equipamento debaixo da Tarp Oca" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Celso não estava com cara de muitos amigos naquela manhã após a chuva<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Aproveite e compre uma lona plástica para colocar no chão, pois, ao contrário de uma barraca, não há espaço para guardar o equipamento. Essa lona vai te ajudar a organizar tudo, trazer maior conforto e segurança para cozinhar a noite e também facilitar o fechamento da mochila na manhã seguinte, especialmente em lugares cujo chão é de pedras. Escolha uma lona com ilhóses nas beiradas, porque você também poderá amarrar num galho com cordins um pacotão contendo todas as tranqueiras, para evitar que algum bicho ousado roube algo (já aconteceu comigo, mais de uma vez).</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-IMG_0952.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Droga, onde foi parar o isqueiro?<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" mce_src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ainda procuro pelo gambá que roubou minhas barrinhas de cereal<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
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<p>Em teoria, as redes suportam até 150 kg. Se você quer dormir com a namorada(o), e se a soma de vocês dois é acima disso, pode ser um problema. Bem, o Palmieri, meu querido amigo criador da rede, disse que nunca recebeu para manutenção uma rede que estourou por excesso de peso, e que é bem improvável que ela arrebente. Outra observação é onde você vai montar a rede: escolha árvores parrudas, com mais de 30cm de circunferência. Árvores mais finas vão entortar e você vai encostar no chão. Um fato chato é ter que ficar testando se a rede está numa altura adequada. Às vezes é necessário esticá-la tanto que ela fica na altura do peito, e subir nela pode se tornar uma cena hilariante. Máquinas fotográficas à postas nessses momentos. Quanto a Tarp, eu gosto de esticá-la sobre um varal feito de cordim resistente, isso me permite pendurar coisas como pote de água ou headlamp no teto com o auxílio de mosquetinhos simples. Se você souber nós, especialmente o prussik ou marchard, vai se dar bem.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370"><img class="size-full" src="/files/2010/11/07-IMG_0913.jpg" alt="Equipamento pendurado na cordinha do toldo" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Está com sede ou quer a headlamp? Basta esticar a mão<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Falando de pendurar, eu testei essa rede em altura: 30 metros, na pedreira abandonada onde eu escalo em Mairiporã, o famoso Dib. Adaptei o fogareiro para funcionar com segurança e pude fazer uma simulação de big-wall, que é uma técnica de escalada de grandes paredes, em que se leva mais de um dia para completar a escalada. Rapelei, instalei a Kampa com a ajuda de cordas e protegida por um teto de pedra. Cozinhei ali mesmo, e no dia seguinte desci. Dormi pouco porque não conseguia me conter de felicidade de estar deitado confortavelmente, pendurado ali no alto de uma montanha, e também para ver se tudo continuava no lugar. Pena que não tenho fotos disso, mas pretendo fazer mais vezes.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01116.jpg" alt="Celso em sua rede na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" mce_src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" alt="Redes balançando na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
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<p>Existem dois modelos de rede, a rede Adventure e a rede Joy. Esta última é um lançamento recente e eu ainda não pude testá-la, mas gostei das mudanças. O conjunto Kampa é vendida nas melhores casas do ramo, e seus preços são os seguintes:<br />
• <strong>Rede Adventure</strong> <em>(que ilustra este post)</em>: <strong>R$84</strong><br />
• <strong>Rede Joy</strong> <em>(aparentemente a melhor opção)</em>: <strong>R$74</strong><br />
• <strong>Tarp Oca</strong> <em>(indispensável)</em>: <strong>R$174</strong><br />
• <strong>Bug Stop</strong> <em>(somente se onde você for insetos forem um </em><em>problema</em><em>)</em>: <strong>R$93</strong><br />
<em style="margin-left: 10px;">(fonte: <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a>)</em></p>
<p>O conjunto Kampa roubou a cena das barracas e cada vez que a uso, gosto mais (apesar do perregue na Chapada Diamantina). É leve, prática, confortável. Dê uma chance à ela também e você vai mudar sua forma de acampar.</p>
<p><strong><em>Boas aventuras!</em></strong></p>
<div>
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: left;"> <strong><em>Sobre a rede de dormir&#8230;</em></strong></p>
<p>A primeira citação nominal em português da rede de dormir foi feita em 27 de abril de 1500 pelo escrivão da frota portuguesa, Pedro Vaz de Caminha, na ocasião em que o Brasil foi descoberto. Segundo consta em seus relatos, os índios dormiam sobre redes altas, atadas pelas extremidades. De acordo com os registros recolhidos até hoje, as redes possuem o copyright sul-americano.</p>
<p>O nome “rede” foi dado pelos portugueses. Os índios a chamavam de “ini”.</p>
<p>“A cama obriga-nos a tomar o seu costume, ajeitando-nos nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos, repete, dócil e macia, a forma do nosso corpo. A cama é dura, parada definitiva. A rede é acolhedora, compreensiva, ondulante, acompanhando, morna e brandamente, todos os caprichos da nossa fadiga e as novidades imprevistas do nosso sossego. Desloca-se, incessantemente renovada, à solicitação física do cansaço. A rede colabora com a movimentação dos sonhos. Entre ela e a cama há a distância da solidariedade à resignação”</p>
<p><em>Luis da Camara Cascudo, Rede de Dormir: uma Pesquisa Etnográfica.</em><br />
<em>2ª ed. São Paulo: Global, 2003</em><span style="float: right; margin-right: 10px;"><em>(via site da <a href="http://www.kampa.com.br/pt/pt_prod_redejoy.asp">Kampa</a>)</em></span></p>
</dd>
</dl>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma mulher, uma bicicleta e uma estrada</title>
		<link>http://blog.blag.us/mulher-bicicleta-estrada/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/mulher-bicicleta-estrada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 14:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vê Mambrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajar de bike é uma das experiências mais libertadoras do mundo de aventura, principalmente se você for mulher. O melhor é que só é preciso de uma bicicleta e uma estrada para ter o mundo aos pés]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03758.jpg" alt="Verônica Mambrini" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Verônica Mambrini é a honorável revisora e colaboradora deste humilde blog. Quando não está entre seus livros e revistas, certamente estará pedalando em algum lugar por aí. E neste artigo ela conta toda essa sua relação de paixão intensa com a bicicleta</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>De pé, na porta de casa. A bicicleta está no meu lado, esperando paciente. A viagem já está acontecendo há tempos, na minha cabeça. Foi sonhada, desejada, planejada. E o momento em que eu penso: “é agora, não tem volta” é quando eu zero o odômetro: começou.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/IMG_0454.jpg" alt="Muita lama pela frente" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muita lama pela frente</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Eu vou de bike porque gosto do silêncio dela, capaz de cruzar grandes distâncias passando quase despercebida. A bike carrega tudo para mim e deixa as costas e a cabeça leves. Vou voando. Em cicloviagens, praticamente zera a barreira entre os sexos. O que conta não é a força, nem a capacidade de orientação espacial. É muito mais a cabeça equilibrada e a persistência, junto com o planejamento. Técnica, quase nada. Vale mais a paciência. Cicloviagem é enduro consigo mesmo, e pouca gente agüenta. Às vezes o mais treinado dos trilheiros erra o cálculo, dosa mal o esforço, não agüenta a bagagem, se impacienta com as muitas horas de pedal, sofre com dores do corpo mal acostumado.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/P1030187.jpg" alt="Pernas para quê te quero" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pernas para quê te quero</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>De bike, o tempo todo você calcula, ainda que intuitivamente. Precisa ter noção do tamanho da pernada do dia, do peso que vai carregar, do destino onde precisa chegar, quem vai ser o dono de bar com o ranguinho mais gostoso na janta, o pescador com peixe fresco e bom para você cozinhar seu jantar ou a hospedagem (seja mato, camping ou cama) onde vai repousar melhor e recuperar as energias para o dia seguinte. Essa bagagem psicológica é mais importante do que a física. Precisa internalizar essas medidas, deixá-las fluir naturalmente. O melhor da viagem é quando você já sabe o que tem que fazer sem pensar, e entrega a cabeça para sentir o vento, mergulhar no céu ou reparar nas pessoas e paisagens que vão ficando para trás.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03164.jpg" alt="Estrada de manutenção na Serra do Mar" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A paisagem fica para trás, a lembrança não</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Quando eu era criança, sonhava com aventura, de um gosto que nasceu de explorar quintais, trepar em árvores e ler livros. De “A Ilha Perdida”, de Robert Louis Stenvenson,<br />
a “Coração de Onça”, de Ofélia e Narbal Fontes com seus livros de aventura que são dezenas, centenas. Leituras de menino que eu vivia com toda a força: quase nenhum de meus heróis era mulher. Meu imaginário fervia com piratas, florestas, uivos de bichos na madrugada, roncos de cachoeira gelada no banho da manhã e aventureiros com mentes inquietas, improvisando soluções e aprendendo a salvar a si próprios.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03178.jpg" alt="Cubatão" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A gente nunca cresce; só mudam os brinquedos</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Já crescida, bicicleta foi paixão tardia, mas fulminante. Coisa que descobri há uns 3 ou 4 anos, e que amo cada vez mais. Por ser menina, tem umas certas dificuldades, a começar pela mecânica da bike, que é um mistério que aprendemos do zero. Vai ficando simples com o tempo, mas começar na vida adulta é quase aprender um novo idioma. Vai por mim: meninas quase nunca são incentivadas a desmontar e montar coisas, entender a lógica de engrenagens, saber consertar sozinha. E bicicleta é o exercício mais puro e intenso da autonomia.</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC02421.jpg" alt="Lex adaptando um bagageiro na bicicleta" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vocês, meninos, cresceram fazendo isso</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Outra coisa complicada é não saber onde é seguro para você. Diferente de outras modalidades no mundo da aventura, em que existem o mato, você e Deus, a bicicleta é das estradas e das cidades – portanto, habitat dos homens. Não tenho medo de escuro, de solidão, de ladeira, de quilometragem. Mas tenho medo de topar com gente de má índole. Você nunca sabe com total certeza se há risco de estupro, de violências físicas, de agressões verbais, de extorsões. Mas só se combate esse medo caindo na estrada e tornando-a segura, quebrando estereótipos como o da mulher frágil com a força dos próprios punhos.</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/SDC10526.jpg" alt="Estrada do Pico do Jaraguá" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Feminina: sempre; frágil: nem pensar</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>A bike é barco, casa móvel, cockpit – às vezes, é só uma bicicleta mesmo. O fato é que quem me conhece pensa logo nela, é quase uma metade que me torna centauro. Uma mulher de bicicleta, seja voltando do mercado ou partindo para uma viagem solitária, é uma cena tão sedutora que os olhares tortos pouco a pouco estão virando presentinhos, links de reportagens sobre bikes, livros, mimos. Tenho amigos que pedalam comigo (na cidade e na estrada), e muitos que nunca pedalaram se animaram até a experimentar. Acho que tenho muita sorte: nem meus acidentes fizeram as pessoas que me amam pedirem para eu deixar de bicicletar (e é fato: quem pedala, cai. E isso não é o fim do mundo).</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/NaPaulista.jpg" alt="Posando na av. Paulista" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Somos uma só</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Se você pegar sua bicicleta empoeirada na garagem, há grandes chances de ser mordida pelo mesmo bichinho que me pegou. Começa com uma ida à padaria e quando você se dá conta, começa a sonhar em cruzar o continente a pedal. Modalidades como as cicloviagens e os Audax (provas de longa distância que chegam a 1.200 km em que o que vale é completar, sem ranking de vencedores) são perfeitas para mulheres. Você começa no plano, bufa e xinga nas primeiras subidas, chora de raiva com a lerdeza de trocar os primeiros pneus, quebra a cabeça ajustando freios e câmbios, e segue pedalando, pedalando, até que olha para trás e vê que muito marmanjo não teve as manhas de continuar.</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC00185.jpg" alt="Mario Amaya faz uma foto em Ilha Comprida" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ilha Comprida: cumprida</dd>
</dl>
</div>
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<h3>Pequeno manual prático para aventureiras de bike:</h3>
<ul>
<li>Um grupo de amigos confiável é uma família que vai te preparar para o mundo. Procure-os: eles estão te esperando loucos pelas primeiras pedaladas juntos</li>
<li>Aprenda a se virar. Sempre aparece um cavalheiro gentil para fazer o serviço por você. Não deixe ele resolver seu problema, mas peça para aprender. Vale fazer cursos e workshops de mecânica de bike</li>
<li>Quase todas as recomendações para uma trip de aventura de mochila nas costas valem aqui: saiba primeiros socorros, organize equipamentos eficientes e esteja fisicamente preparado para carregá-los e saiba usar tudo que está levando</li>
<li>Tenha um plano B. Se possível, um plano C e um plano D. Além de garantir que você vai passar mais tempo curtindo do que resolvendo perrengues, a sensação de tranqüilidade melhora seu rendimento de forma visível</li>
<li>Existem motivos reais para ter medo e existem coisas que colocaram na nossa cabeça. Para entrar no mundo da aventura, uma moça precisa aprender a distingui-los e se preparar para enfrentá-los</li>
<li>Planeje e procure pessoas que fizeram viagens semelhantes. Troque ideias, peça informações. Nunca houve tantas ferramentas para colocar interessados em viagens de bicicleta em contato no Brasil, e acredite, há uma verdadeira multidão pedalando</li>
<li>Pedale em cada oportunidade disponível. Nem todo mundo pode usar a bike como meio de transporte, mas fica muito mais difícil acostumar o corpo se você só pedala de fins de semana. Hoje, eu posso passar cerca de 10 horas numa bike quase sem dores, e pedalo tranqüilamente no dia seguinte (isso sem treino! Apenas com meus 10 km diários de ida e volta do trabalho)</li>
<li>Uma das coisas mais gostosas das viagens de bike, e que nem sempre as trips de mochila te oferecem é a possibilidade de conhecer gente bacana. Há muitos Brasis escondidos no Brasil. Sair de bike é estar aberto a ouvi-las, e há uma grande chance de ser convidado para uma cervejinha ou café. Sem esse espírito de compartilhamento, nem saia de casa <span style="float:right;">▣</span></li>
</ul>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03778.jpg" alt="Brunch de bike em Pinheiros" width="500" height="401" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">E quando você menos esperar, a bike já fará parte da sua vida</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Como organizar a mochila</title>
		<link>http://blog.blag.us/infografico-mochila/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/infografico-mochila/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do blogus com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (PDF ou Jpeg), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo pôster de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do <em>blogus</em> com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">PDF</a> ou <a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Jpeg</a>), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo <em>pôster de mulher pelada em borracharia</em>. Mas, se você quer mais dicas sobre esta nobre arte, revelada a poucos iniciados em cultos mágicos secretos dos sherpas das montanhas azuis, não deixe de ler o resto do artigo.</p>
<p><a name="#infografico"></a><br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Olhar o infográfico como imagem</a> (para visualizar aqui no blog)<br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">Baixar o infográfico em formato PDF</a> (em alta resolução no Acrobat Reader, para impressão)</p>
<div id="attachment_1344" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg"><img class="size-full wp-image-1344" title="O tão esperado infográfico" src="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06-preview.jpg" alt="" width="500" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">O tão esperado infográfico</p></div>
<h3>Escolhendo a mochila</h3>
<p>Uma boa mochila cargueira é um equipa que dá gosto de adquirir porque costuma durar muuuito tempo. A minha Trilhas e Rumos Crampon 77 é o meu item mais antigo e está beirando os oito anos, mas com corpinho de dois. Já passou por uma cirurgia de redução de buracos e um botox para uma esticada nas linhas de expressão. Então, compre uma mochila decente (leia-se: gaste um pouco mais, seu pão-duro) porque no caso de uma escolha errada você terá que aturá-la por muito tempo (não soa <em>mesmo</em> como um casamento?).</p>
<p>Dê preferência por aquelas que tem muitas divisões e recursos técnicos (como acessos frontais, suporte à CamelBak, tampa telescópica, bolsos retráteis), mas que seja especialmente confortável. Sistemas de armação rígida são obrigatórios. Barrigueiras muito bem acolchoadas também. Dê preferência a uma que tenha muitos ajustes para vocês ficarem mais coladinhos um no outro.</p>
<div id="attachment_1341" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1341" title="Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum" src="/files/2010/01/mochila-DSC08565.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum</p></div>
<p>As marcas que recomendo são <a href="http://www.thenorthface.com.br/">The North Face</a>, <a href="http://www.deuter.com.br/">Deuter</a>, <a href="http://www.ospreypacks.com/">Osprey</a>, <a href="http://www.salewa.com/">Salewa</a> e <a href="http://www.curtlo.com.br/">Curtlo</a>. Não gosto das Trilhas e Rumos, mas na <a href="http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=130">Crampon Tech 77</a> (e somente na Crampon Tech 77) eles fizeram um excelente trabalho e eu acho que é essa a melhor relação custo/benefício. Explore cada mínimo detalhe da sua mochila, olhe como funciona cada zíper, descubra todos os compartimentos, saiba que lado da cama ela dorme, pergunte seu filme predileto. Ao chegar em casa, encha-a de coisas volumosas e pesadas (sacos de arroz, cobertores grossos, garrafas pet cheias de água) e peça ajuda de um universitário para fazer os devidos ajustes. Se você quer ser um bom aventureiro, prepare-se para ser tachado de louco.</p>
<div id="attachment_1337" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-1337" title="Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela" src="/files/2010/01/mochila-DSC00123.jpg" alt="" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela</p></div>
<h3>Distribuição de peso</h3>
<p>A cerimônia de fechamento de mochila é um ritual nobre, que deve ser feito com critério e uma boa dose de nóias com organização. Faça-o um ou dois dias antes de sair para viajar, e se a trip tiver mais de 2 dias de duração, pode ter certeza que esta dança levará mais de 3 horas. Eu levo 5 horas, contadas a partir da hora de chegada do mercado, com os itens recém-comprados que vão no backpack, <em>como dizem os americanos</em>. Siga o infográfico e seja feliz. E não esqueça de usar sacos estanques em tudo que não pode molhar: roupas e saco de dormir, principalmente.</p>
<div id="attachment_1338" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1338" title="Não deixe sua mochila te castigar" src="/files/2010/01/mochila-DSC00953.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Não deixe sua mochila te castigar</p></div>
<h3>Pacotinho</h3>
<p>A mochila deve se comportar como um anão de jardim: deve ficar em pé sozinha. O maior segredo é colocar a barraca dobrada em forma quadrada ou retangular no fundo da mochila. Feito isso e estando descalço, comece a cômica cena de adentrar na mochila, e pisotear a barraca no fundo para ela ir assentando. Comece a preencher a mochila pelo seu corpo principal, deixando as bolsas laterais e superiores por último.</p>
<p>Aqui você percebe como é importante ter todos os itens que serão adicionados à ela muito bem distribuídos em uma mesa de modo que facilite sua decisão de qual será o próximo item a entrar. E conforme for adicionando as coisas, sacuda a mochila para assentar o conteúdo. Não tenha dó: pode bater a valer, ela nega, mas gosta. Só espero que você não more um apartamento cujo vizinho de baixo seja reclamão. Preencha todos os mínimos espaços vazios encaixando tudo bonitinho, e o mais importante: não deixe nenhuma ponta do que quer que seja. Certa vez, em Paraty, tive que esmurrar uma quina de panela que me incomodava nas costas. Depois disso, a sua tampa nunca mais se encaixou. E foi também depois deste episódio que eu passei a usar pratos rasos e colocá-los de pé em forma de escudo na parte que vai às costas. Conforto garantido. Se ao final sua mochila ficar em pé sozinha, parabéns. Caso contrário, tire tudo de dentro e comece novamente. No último fim de ano fui obrigado a fazer isso num dia de pressa: a mochila ficou péssima e perdi o dobro do tempo refazendo tudo.</p>
<div id="attachment_1339" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1339" title="Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho" src="/files/2010/01/mochila-DSC02873.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho</p></div>
<h3>Praticidade</h3>
<p>Tenha uma lista mental de qual item você irá precisar com mais frequência (headlamp, barrinha de cereal, CamelBak, GPS, casaco corta-chuva etc.). Estes serão os últimos a entrar e ficarão alojados nos bolsos lateriais e tampas superiores. Itens pendurados? <strong>Nem pensar</strong>! No máximo o boot de caminhada (enquanto você viaja confortavelmente de chinelão ou papete), mas prenda-o com alguns mosquetes, não confie nunca na fita de aperto sozinha.</p>
<div id="attachment_1340" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1340" title="Se for para pegar algo, que seja rápido" src="/files/2010/01/mochila-DSC07858.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Se for para pegar algo, que seja rápido</p></div>
<p>Se você já tem a sua fiel companheira, este artigo tem como objetivo apimentar a relação de vocês dois. Se você ainda não tem, procure uma agora mesmo! Ela está por aí no mundo, procurando por você também. Vocês viverão momentos felizes juntos e também passarão por algum perrengue. Mas não vão se desgrudar um segundo.</p>
<p><strong><em>Ótimas aventuras!</em></strong></p>
<p><strong><em>update:</em></strong> um ótimo post do Trekking Brasil sobre os <a href="http://trekking.marionery.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/">detalhes técnicos</a> de nossas queridas companheiras</p>
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		<title>Comendo na trilha</title>
		<link>http://blog.blag.us/alimentacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 510px; height: 128px; text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-1283" style="margin: 0 5px 0 5px;" title="Joana Rocha" src="/files/2010/01/alimentação-00-DSC03537-small.jpg" alt="" width="120" height="120" />Joana Rocha escreveu este artigo com base na sua larga experiência como gourmet aventureira. Também é presença garantida em quase todas minhas aventuras. Mesmo com todo o espaço do mundo para suas receitas no agreste sonha com uma cozinha maior em casa</div>
<p>Planejar uma viagem de aventura requer muitos cuidados estratégicos, muitos deles já abordados neste blog. Com o planejamento alimentar não é diferente, já que o que você vai comer é que vai garantir a energia para seguir em frente sem sobrecarregar o corpo. Em viagens muito curtas, de horas ou no máximo de um dia, você pode se valer de sanduíches, biscoitos e quem sabe até dos famigerados miojos. Em viagens mais longas, no entanto, o cardápio necessita de mais critério, pois suas principais refeições serão o café da manhã e o jantar. Raramente há almoço, pois perde-se muito tempo montando toda a parafernália.</p>
<div id="attachment_1284" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1284" title="Café da manhã reforçado" src="/files/2010/01/alimentação-01-DSC08574.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Café da manhã reforçado</p></div>
<p>Com apenas duas refeições principais é preciso um maior reforço alimentar. Carboidratos para dentro então. Na cidade a porcentagem necessária deste nutriente, por refeição, é de 40% a 50%. Numa viagem de aventura esse percentual sobe para 70%. Se você é fã da dieta das proteínas, é bom mudar seus conceitos. Aliás, proteínas é que menos se ingere nessas viagens.</p>
<p>Quando comecei a trilhar, há uns anos, as opções disponíveis para trilhas eram poucas, resumindo-se a alguns enlatados e embutidos altamente gordurosos e de gosto muito ruim, limitando o cardápio a arroz e macarrão. Hoje, isso não é desculpa para se comer mal em trilhas. Muitas coisas que antes só havia em lata, hoje dá para encontrar em versões embaladas a vácuo, mais leves e que produzem menos lixo. E melhor: a qualidade desses produtos melhorou 100%. Exemplos: atum, embutidos, carnes prontas, legumes pré-cozidos e feijoadas. Com um pouco de criatividade dá para fazer verdadeiros banquetes no mato. <em>Duvida?</em></p>
<h3>O café da manhã</h3>
<p>Importantíssimo! É o que vai segurar a onda durante as muitas horas de caminhada pela frente.</p>
<p><strong>Pães:</strong> geralmente leva-se pão de forma ou francês. Esqueça-os! Ocupam muito volume e estragam muito rápido. Sugestão? Pão sírio é uma beleza. Pouco volumosos e levíssimos, duram muito mais tempo</p>
<div id="attachment_1285" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1285" title="Parecem quipás mas são pães sírios" src="/files/2010/01/alimentação-02-DSC08464.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Parecem quipás mas são pães sírios</p></div>
<p><strong>Pizza:</strong> creia, é muito bom. Leve as minis, dentro de potes redondos. A massa dura bastante tempo também. Faça-as com tomate seco, cogumelos secos ou em conserva, atum, presunto e o que mais sua imaginação deixar. Dá pra fazer pizza doce também, com Nutella, frutas secas, bananas, e amêndoa ralada. Muitas dessas coisas são encontradas facilmente em mercados municipais, feiras e ceasas. Vale a pena perder um tempo nesses lugares, pois os preços compensam</p>
<div id="attachment_1286" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1286" title="se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram" src="/files/2010/01/alimentação-03-SDC10372.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Se você queria que a pizzaria entregasse no mato, seus problemas acabaram</p></div>
<div id="attachment_1287" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1287" title="Pizza de chocolate, a especialidade da casa" src="/files/2010/01/alimentação-04-SDC10349.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pizza de chocolate, a especialidade da casa</p></div>
<div id="attachment_1288" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1288" title="Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza" src="/files/2010/01/alimentação-05-DSC07267.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Tomates secos desidratados picadinhos para a próxima pizza</p></div>
<p><strong>Queijo e presunto:</strong> o queijo tem mil e uma utilidades e boa durabilidade. Dá pra pôr no pão, na pizza, comer antes da janta com rodelas de salame e durante a trilha também se a pressão baixar e precisar de um salzinho. Presunto é legal, mas tem um problema: dura pouco. Por isso leve-os apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes, substitua-o por salame</p>
<p><strong>Ovos:</strong> são um pouco chatos de levar devido sua fragilidade, mas valem a pena pela felicidade que proporcionam através de omeletes e ovos mexidos no capricho. Dá para fazê-los com os mesmos ingredientes da pizza. Veja <a href="/potes/">uma sugestão</a> de como levá-los</p>
<div id="attachment_1289" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1289" title="ovos mexidos com pão sírio" src="/files/2010/01/alimentação-06-IMG_8569.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Ovos mexidos com pão sírio</p></div>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1290" title="Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pózinho e ao fundo massas de pizza" src="/files/2010/01/alimentação-07-SDC10244.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Omelete inteiro no prato quebrado. Ao lado suco de pozinho e ao fundo massas de pizza</p></div>
<p><strong>Café, leite e suco:</strong> eu gosto de levar sachês de cappuccino. São leves, práticos e gostosos, mas um pouco caros. Sugestão: faça uma mistura de café solúvel, leite em pó e açúcar e leve tudo num só pote. Em se tratando de suco, não tem como escapar dos pózinhos</p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1291" title="A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente" src="/files/2010/01/alimentação-08-DSC00850.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">A gente também curte um pó: Edu preparando um suco fluorescente</p></div>
<p><strong>Mandioca e banana-da-terra:</strong> são meus preferidos! A mandioca já é encontrada cozida e embalada a vácuo. Se tiver com o dinheiro curto, leve-as <em>in natura</em> mesmo, lembrando que com a casca ela dura um pouco mais. Além de comê-la no café, dá pra comer na janta também. Já a banana-da-terra, melhor consumir nos primeiros dias, por ser altamente perecível. E não esqueça da manteiga por cima!</p>
<h3>O jantar</h3>
<p>Tão importante quanto o café da manhã. Vai repôr a energia e os nutrientes perdidos durante o dia, livrando-o da fadiga e ajudando na recuperação física.</p>
<p><strong>Feijoada:</strong> por que não? Há alguns anos não se cogitava levá-la para uma trilha. Só havia as enlatadas, que eram altamente gordurosas. Um nojo! Mas hoje já existem as opções embaladas a vácuo, mais saudáveis e saborosas e mesmo as enlatadas melhoraram muito. Opção pá-pum! Arroz, farofa e legumes para acompanhar. Há também o feijão carioquinha e somente feijão preto, sem os ingredientes da feijuca</p>
<p><strong>Arroz:</strong> é o curinga da culinária de aventura. Sugestões:</p>
<ul>
<li>risoto de cogumelos secos</li>
<li>arroz com lentilha e calabresa (se for vegetariano, substitua a calabresa por legumes ou proteína de soja)</li>
<li>arroz com carne seca e calabresa</li>
<li>arroz com leite de coco</li>
<li>arroz com curry</li>
</ul>
<div id="attachment_1292" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1292" title="Arroz com lentilha e linguiça" src="/files/2010/01/alimentação-09-DSC02196.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Arroz com lentilha e linguiça</p></div>
<p><strong>Carnes:</strong> super desaconselháveis de levar pelo seu alto teor perecível. Mas se você não consegue viver sem, dá pra se virar muito bem com carne seca, calabresa, bacon ou carnes prontas em pacotes. O bacalhau é também uma opção, apesar de ainda não ter experimentado, já que o sal o conserva por bastante tempo</p>
<p><strong>Macarrão:</strong> idem arroz, use sua criatividade</p>
<p><strong>Couscous marroquino:</strong> grãos de semolina usados como base na alimentação no Marrocos. Substitui facilmente o arroz, bastando adicionar água quente e deixar de molho por 10 minutos. Com legumes e ingredientes como nozes, amêndoas e passas fica delicioso. Sirva-o com carne seca, calabresa ou com proteína de soja</p>
<p><strong>Purê de batatas em flocos:</strong> rápido, prático e fácil. Pode ser preparado com leite ou água</p>
<p><strong>Legumes:</strong> leve-os <em>in natura</em> apenas para os dois primeiros dias. Para os seguintes melhor levar enlatados ou embalados a vácuo</p>
<p><strong>Outros:</strong> há uma infinidade de outros ingredientes que podem ser levados para a trilha sem nenhum problema e que vão dar um gosto todo especial ao rango. Leite de coco e creme de leite em caixinha são bons exemplos</p>
<div id="attachment_1293" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><img class="size-full wp-image-1293" title="Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp" src="/files/2010/01/alimentação-10-P1030927.jpg" alt="" width="267" height="400" /><p class="wp-caption-text">Arroz com leite de coco preparado à luz de headlamp</p></div>
<h3>Antepastos</h3>
<p>Pequenas refeições rápidas servidas antes da janta, quando a fome está falando mais alto. É necessário para evitar que se queime a língua com a janta ou que se coma além da conta passando mal à noite</p>
<p><strong>Salame:</strong> embutido altamente durável. Mesmo depois de aberto dá para consumi-lo em até dois dias. Com queijo cortado em cubinhos é perfeito. Pode ser usado também em substituição ao presunto, que estraga muito rápido. Se tiver sorte e achar um limãozinho pelo caminho, vá com força!</p>
<div id="attachment_1294" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1294" title="Será que o dedo fará parte do cardápio?" src="/files/2010/01/alimentação-11-DSC02189.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Será que o dedo fará parte do cardápio?</p></div>
<h3>Contínuos</h3>
<p>Alimentos que servem de coadjunvantes na alimentação durante o dia. Evite chocolates e doces industrializados, eles demoram para liberar a glicose na corrente sanguínea, reduzindo o desempenho e contém muita gordura. Dê preferência as barrinhas de cereal sem chocolate, frutas secas ou <em>in natura</em> ou mesmo suplementos de carboidrato em gel. Se você é fã de doces e não consegue viver sem (e eu me incluo aí), deixe-os de sobremesa, para depois da janta</p>
<h3>Alimentos liofilizados</h3>
<p>São alimentos em que é retirada toda a sua água, mas mantendo todos os nutrientes necessários a uma boa alimentação. Até alguns anos atrás eram utilizados apenas por astronautas. Foram adotados também por aventureiros pela vantagem de serem extremamentes leves e terem uma durabilidade incrível. O ponto negativo: são extremamente caros. Mas se interessar, visite o <a href="http://www.liofoods.com.br/">site da LioFoods</a></p>
<h3>Algumas dicas</h3>
<ul>
<li>Café com leite: Para cada 100 gr de café solúvel, use 250 gr de leite em pó. A medida de açúcar é a mesma do café ou de acordo com seu gosto</li>
<li>Leve queijo e presunto já fatiados para o pão. Eles ficam molengas por causa do calor, dificultando o corte</li>
<li>Se for fazer arroz com lentilha, leve-os já misturados no mesmo pote, na proporção de 1 para 1</li>
<li>Não dessalgue a carne seca em casa, ela vai estragar. Experiência própria. No dia que for prepará-la, arme acampamento um pouco mais cedo e deixe a carne dessalgando por 1 ou 2 horas em água fria. Se tiver a mandioca, dá para improvisar um belo escondidinho</li>
<li>Ao utilizar cogumelos secos, hidrate-os antes em água quente, por uns 20 ou 30 minutos</li>
<li>Couscous marroquino: para cada copo de couscous use 1 de água. Misture um pouco de manteiga</li>
<li>Sabe aqueles saches de shoyo dos tele-china? Dá pra fazer um belo yakisoba com macarrão e legumes</li>
<li>Temperos são muito bem-vindos: curry, ervas desidratadas, açafrão, pimenta moída etc. Em feiras é muito fácil achar excelentes mix de temperos</li>
<li>Se o roteiro permitir, faça as refeições nas cidades ou vilas localizadas no caminho, ou compre ingredientes frescos como peixes e frutos do mar, para preparar a comida. Mas compre apenas o suficiente para a próxima refeição, para evitar desperdícios</li>
</ul>
<div id="attachment_1295" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1295" title="Eles ficaram de queixo caído ao saber qual seria a janta" src="/files/2010/01/alimentação-12-DSC02540.jpg" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Eles ficaram de queixo caído ao saber qual seria a janta</p></div>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1296" title="Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café" src="/files/2010/01/alimentação-13-DSC00074.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Orégano, pimenta, chá, queijo ralado, curry e café</p></div>
<p>Com os ingredientes e dicas citados acima, dá para fazer delícias e esquecer de vez os miojos insossos. Só come mal em viagens de aventura e trilhas quem quer. Faça alguns testes em casa e adapte o cardápio conforme seu gosto. Como diz o ditado, <em>&#8220;o que não mata, engorda!&#8221;</em> <span style="float:right;">▣</span></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="padding: 5px; width: 510px; text-align: left;">
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</div>
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		<title>Dicas para cicloturismo</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Amaya foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a Ilha Comprida. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-01-abertura-DSC00194.jpg" alt="Mario Amaya" title="Mario Amaya" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1174" /><a href="http://marioav.blogspot.com/">Mario Amaya</a> foi com quem eu tive o prazer de pedalar na viagem para a <a href="/ilha-comprida-de-bike/">Ilha Comprida</a>. Ele contribui neste artigo com seus mais de 17 anos de experiência em mountain bike</div>
<p>A quantidade de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação e apreciação mais íntima dos lugares, mostrando muitas coisas que passam batidas em viagens de carro. Além disso, os cicloturistas são gente sociável, especial, legal, culta, divertida, bonita e simpática, que sabe apreciar os prazeres simples da vida &#8211; e também os complexos. </p>
<p>É claro que dizer isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu fazer viagens de bike <img src='http://blog.blag.us/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' />  Mas um sinal positivo de que a cultura está evoluindo é ser recebido numa cidade do interior com festinha, votos de boas-vindas e convite para beber junto, como aconteceu conosco recentemente. A explicação é simples: as pessoas adoram cicloviajantes porque eles simbolizam o espírito de liberdade, busca espiritual e aventura.</p>
<div id="attachment_1203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-DSC02560.jpg" alt="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" title="Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1203" /><p class="wp-caption-text">Vê pedalando sob um sol de rachar a cuca</p></div>
<p>O que nos traz ao assunto deste artigo. Aventura é boa, mas com moderação. Toda atividade especializada requer estudo e preparação, e pedalar por aí não é diferente. Não fique deslumbrado com as histórias heróicas de quem atravessou o continente inteiro com uma bicicleta velha sem pedais e sem um puto no bolso, contando só com a bondade alheia. Não vai ser o seu caso; é um caso especial. Não é o exemplo a seguir; você não precisa viver isso.</p>
<p>Ao falar de preparação, não digo especificamente da mecânica da bicicleta, assunto que sozinho pede muitos outros artigos. O tema aqui é um certo método e procedimento para fazer a viagem com o máximo de prazer e o mínimo de incômodo. No caso limite, esse saber fazer representa a diferença entre voltar a casa conforme o planejado e simplesmente não voltar. Perrengues sempre acontecem, mas uma coisa é um perrengue causado por um evento surpreendente e imprevisto, e outra coisa muito diferente é um perrengue causado por imprudência ou esquecimento. É na intenção de prevenir este segundo tipo de perrengue, e em certos casos, também um pouco do primeiro tipo, que existe esta série de dicas de viagem. Não precisa concordar e seguir todas elas, mas cada uma tem seu embasamento e precisa ao menos ser considerada.</p>
<div id="attachment_1175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-DSC00236.jpg" alt="Bem equipado para ir além" title="Bem equipado para ir além" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1175" /><p class="wp-caption-text">Bem equipado para ir além</p></div>
<h3>Segurança pessoal</h3>
<p>Sua segurança pessoal é o mais importante. Todo o resto deve curvar-se a esse princípio.</p>
<ul>
<li>Cada membro de um grupo de viagem deve ter suas próprias ferramentas, itens de segurança e provisões. Nada de filar coisas dos outros. Autonomia é segurança</li>
<li>Não se arrisque à toa. Pedalando em grupo, você precisa assumir muito menos riscos na pilotagem do que o que é normalmente confortável para você. Não é só para não se machucar, mas também para não estragar a viagem dos amigos. Assim como não é legal pedalar com alguém mal-humorado, não é legal pedalar com candidatos a suicida. Histórias fabulosas de capotes animalescos descendo a serra a milhão rendem histórias engraçadas para contar e alguma habilidade nova para pilotar, mas não compensam a aflição e o transtorno causados aos seus companheiros</li>
<li>Se você se comportar como moleque, não será convidado para a próxima viagem</li>
<li>Ande com algum dinheiro trocado. Não fique dependente do caixa eletrônico da próxima cidade que pode estar ainda bem longe. Coisas como travessias do mar em canoas demandam dinheiro na mão</li>
</ul>
<div id="attachment_1177" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-03-segurança-P1020220.jpg" alt="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" title="Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1177" /><p class="wp-caption-text">Cada um com seu equipamento e prezando pela segurança</p></div>
<h3>Suprimentos</h3>
<ul>
<li>Mesmo contando com a compra de mantimentos no caminho, leve comida de emergência sempre, e muito mais água do que você acha que vai beber. Se algo que deu errado tomar seu tempo e o supermercado da vila fechar, não tem perdão</li>
<li>Caramanhola serve para espantar cachorros. Água de beber mesmo vai no CamelBak (bolsa de hidratação), que tem capacidade muito maior. Compre o seu, em vez de ficar sem água no meio do percurso e beber a do companheiro</li>
<li>Sua salvação no final de um dia ruim pode estar num par de PowerBars insossas e um CamelBak de água morna pela metade. Não comer nada ao pedalar não traz a sensação esperada de fome, e sim uma sensação de cansaço, confusão e mau humor, que você simplesmente não associa à falta de nutrientes. Você sofre à toa e ainda põe a culpa na estrada, ou nos seus pobres companheiros que inventaram de pegar aquela subida</li>
<li>Desidratação não avisa quando está chegando, só depois. Por isso, beba água antes de chegar a sentir sede. Acostume-se a dar um gole a cada 10 minutos. Encha ao máximo o CamelBak e as garrafinhas em todas as paradas com água limpa</li>
</ul>
<div id="attachment_1178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-04-supri-P1020853.jpg" alt="Pausa para uma geladinha" title="Pausa para uma geladinha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1178" /><p class="wp-caption-text">Pausa para uma geladinha</p></div>
<h3>Vestuário</h3>
<ul>
<li>Use camisa de manga comprida nos dias de sol sem nuvens. Parece contraditório, mas isso é muito melhor para os braços, que são a parte que mais queima</li>
<li>Camisas cobertas de logos para quê? Você não é atleta, não precisa fazer propaganda de ninguém. Toda loja de bike vende camisas lisas, discretas e elegantes. Camiseta de futebol ou de corrida também servem</li>
<li>Camiseta de algodão, nunca. Encharca, não refresca, suja e fede. Camisetas sintéticas leves, além de não terem esses problemas, você pode lavar em qualquer pia de posto de gasolina e logo estará seca, ou pode sair usando ainda úmida nos dias mais quentes</li>
<li>Prefira usar uma bermuda de gente comum, mais discreta, por cima da bermuda acolchoada de ciclismo, que é confortável mas esquisita em paragens urbanas</li>
<li>Se for acampar, um truque legal contra os pernilongos é pedalar com uma calça de ciclismo comprida (legging) e não tirar para dormir. A barraca normalmente barra os bichos, também. Tem que saber armá-la rapidamente</li>
<li>Leve e use o protetor solar. Cuidado especial com a área atrás do pescoço, nariz e orelhas</li>
<li>Se o sol pegar forte, coloque a sua toalha por cima dos ombros e costas</li>
<li>Leve também um chapéu de aba larga, pois quando o sol frita sua cabeça e rosto por horas a fio, o capacete não é a melhor solução. O melhor chapéu é o de algodão com abas largas, que pode ser dobrado e guardado em qualquer lugar</li>
<li>Óculos escuros sempre. Para quem não usa óculos de grau, um transparente para tempo nublado bloqueia insetos e pedrinhas voando nos olhos</li>
<li>Para evitar assaduras, leve uma bisnaguinha de Chamois Butt&#8217;r, produto à venda em bike shops</li>
</ul>
<div id="attachment_1180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-05-vest-P1020222.jpg" alt="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" title="Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto" width="300" height="400" class="size-full wp-image-1180" /><p class="wp-caption-text">Camiseta dry-fit e legging de ciclismo: conforto</p></div>
<h3>Equipamento</h3>
<ul>
<li>Cicloturismo propriamente dito é feito com barraca, isolante, sleeping bag, saco estanque (à prova d&#8217;água), uma toalha do tipo esportivo que fica bem pequena dobrada, jogo de ferramentas de bike completo, lanterna de cabeça de LED, kit de primeiros socorros e um corta-vento impermeável num local acessível da tralha. Tudo isso vai amarrado com tensores elásticos (aranhas) na garupa e dentro do alforje</li>
<li>Não pretende pernoitar? Mesmo assim, ainda precisa do bagageiro, alforjes e saco estanque</li>
<li>O que vai no saco estanque: muda de roupa, os documentos, câmera, celular e todas as outras coisas que não podem molhar</li>
<li>Também é necessário levar um saco hermético ZipLoc contendo um frasco de sabonete líquido e outro de shampoo com condicionador, mais a escova e pasta de dentes, um barbeador simples e um espelhinho. Lenços úmidos ajudam numa parada para almoçar em que você não quer tomar banho na pia do restaurante antes de sentar à mesa</li>
</ul>
<div id="attachment_1185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1030132.jpg" alt="A tralha devidamente presa no bagageiro" title="A tralha devidamente presa no bagageiro" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1185" /><p class="wp-caption-text">A tralha devidamente presa no bagageiro</p></div>
<ul>
<li>Dentro de outro saco hermético vão as pilhas reserva para o farol, a lanterna e a luz de cabeça. Podem ser recarregáveis de NiMH ou alcalinas sem uso</li>
<li>Um saco comum de supermercado deve partir vazio para você colocar todo o lixo gerado durante o pedal, como embalagens de comida. Não deixe rastros que não sejam dos seus pneus</li>
<li>Mochila é para o CamelBak e no máximo um lanche etc. Tem que ser leve. Coisas pesadas &#8211; roupa, ferramentas, barraca &#8211; vão no alforje. Se contar apenas com a mochila, você vai se arrepender depressa, e bem antes disso os seus ombros e costas vão reclamar bastante</li>
<li>A toalha, o corta-vento impermeável e o saco estanque você acha em casas de camping e produtos para esportes de aventura</li>
<li>Aproveite e pegue também alguns mosquetões, aqueles anéis de alumínio que podem ser usados para tudo: prendedores, chaveiros etc.</li>
<li>Faça uma pedalada de teste do alforje antes da viagem. Sempre precisa ajustar a instalação para o calcanhar não bater, tiras soltas não enroscarem na roda etc. Ter que fazer isso em plena viagem é terrível. Se puder, faça um pedal antes da viagem com ele carregado, ainda que seja parcialmente, como treino</li>
<li>Furos de pneus são o incômodo mais comum em qualquer saída de bicicleta. A maioria dos furos pode ser evitada. Primeiramente, os pneus devem estar bem calibrados; quando fora da pressão recomendada, eles furam mais fácil. Segundamente, os pneus devem obrigatoriamente ser dotados da fita antifuro, uma espécie de manchão de plástico resistente que dá a volta em todo o pneu, protegendo a câmara. A eficácia da fita é extraordinária, não se percebe que está instalada ao rodar, e nem dá para reclamar do preço</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02516.jpg" alt="Cuidados extras com os pneus" title="Cuidados extras com os pneus" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1181" /><p class="wp-caption-text">Cuidados extras com os pneus</p></div>
<ul>
<li>Beira de estrada é fatal com sujeira perigosa, especialmente cacos de vidro e lascas de metal que você nem sequer enxerga quando está na bike. A mesma precaução vale na cidade</li>
<li>Na bolsa de ferramentas TEM que ter duas câmaras de ar zeradas para cada bicicleta, a fim de não obrigar a arriscar um remendo no escuro em local perigoso e embaixo de chuva, que é uma situação terrível, mas evitável</li>
<li>Também é indispensável um kit de reparo de pneus, vendido pronto nas bike shops, que consiste em remendos, cola, espátulas plásticas e uma lixa. Remendar furos toma bastante tempo, que você poderá não ter na ocasião. Por isso, o kit só será usado para consertar furos quando as câmaras reservas já estiverem em uso. Saiba como se aplica um remendo. Mais uma vez, não conte incondicionalmente com a ajuda do companheiro</li>
<li>Sua bomba de ar será do tipo miniatura, com um cilindro de alumínio estreito e não um de plástico largo, porque cansa menos e atinge pressões mais altas. O modelo da Topeak é caro mas impecável. Saiba &#8220;sentir&#8221; com os dedos quando a pressão do pneu está boa</li>
<li>Sabe abrir e fechar uma corrente de bicicleta? Hora de aprender. Não tem ainda a multiferramenta? Esperando o quê?</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-DSC02518.jpg" alt="Mantenha a corrente bem lubrificada" title="Mantenha a corrente bem lubrificada" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1182" /><p class="wp-caption-text">Mantenha a corrente bem lubrificada</p></div>
<ul>
<li>Leve um tubinho de lubrificante para a corrente. Você certamente vai precisar</li>
<li>Luzes de sinalização são obrigatórias. Motorista em estrada com neblina ou chuva simplesmente não enxerga a tempo um ciclista sem luz; pior ainda com chuva</li>
</ul>
<h3>Geografia</h3>
<ul>
<li>Estude bem o mapa antes da trip, aprenda os nomes dos lugares e as distâncias entre eles. Confira os locais bons para descansar. Tome nota da altitude a subir ou descer. Tudo isso é fácil de verificar no Google Maps ou Google Earth</li>
<li>Busque usar as estradas locais e secundárias em vez das rodovias movimentadas</li>
<li>Imprima um mapa da viagem a partir do Google Maps, ponha o papel dentro de um saco hermético ZipLoc e leve consigo. Ou então, se vai carregar a câmera digital na viagem, ponha dentro dela o mapa em JPEG &#8211; ou fotografe diretamente o monitor do PC</li>
<li>Durante a viagem, até certo ponto você pode substituir o diário escrito pela sua câmera, simplesmente fotografando o local onde está. A hora da captura fica gravada junto com a foto, o que é bem útil para o levantamento do trajeto posterior à viagem. Melhor ainda com um GPS para assinalar cada ponto</li>
<li>Até mesmo as leituras do odômetro da bike podem ser registradas em fotos, em vez de anotadas em papéis que a próxima chuva podem estragar</li>
<li>Leve uma bússola básica pequena, que pode até ser de chaveiro. Nem sempre vai dar para achar a direção pelas estrelas, e as bucólicas estradas interioranas dão muitas voltas e podem desorientar</li>
</ul>
<p><div id="attachment_1187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-07-geo-P1030187.jpg" alt="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" title="Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1187" /><p class="wp-caption-text">Uma bucólica estradinha para se pedalar tranquilamente</p></div>
<h3>Rotina de viagem</h3>
<ul>
<li>Programa bom: acordar cedo, pegar a estrada às 8h, dar uma pausa entre 11h e 14h para almoçar evitando o pior do sol, voltar a pedalar até as 19h, escolher o local para dormir &#8211; pousada, acampamento etc.</li>
<li>Evite a todo custo ser pego pelo cair da noite, nem em local ermo nem em local transitado. Não pegue rodovia com a bike no escuro; nunca dá para contar com a boa visão nem com o bom senso dos motoristas, em particular à noite</li>
<li>Encher a cara na madruga não rola. Não é verdade que no dia seguinte vai dar para compensar</li>
<li>A chuva não vai parar você, mas vai tirar muita velocidade. Mais um motivo para não querer planejar cada perna da viagem comprida demais. Varia muito de acordo com a topografia do lugar, mas entre 40 km e 70 km por dia é suficiente para cobrir uma boa distância aproveitando o percurso</li>
<li>Tenha sempre um &#8220;plano B&#8221; para contornar a perda de tempo causada pelos imprevistos</li>
</ul>
<div id="attachment_1186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-06-equipa-P1040069.jpg" alt="Acampados com todo o conforto" title="Acampados com todo o conforto" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1186" /><p class="wp-caption-text">Acampados com todo o conforto</p></div>
<h3>Interação humana</h3>
<ul>
<li>O grupo não deve ter muita gente, ao menos se todos os membros não se conhecerem bem. Quanto menos gente, mais ágil e mais fácil de coordenar</li>
<li>O nível de esforço do pedal precisa ser compatível com todo mundo. Sempre há a chance de uma só pessoa ser mais lenta que as demais e isso vai causar paradas e atrasos além do planejado, irritando os mais rápidos. A pessoa mais lenta vai ficar constrangida, sentindo-se pressionada pelo grupo, e terminará desmotivada para futuras viagens</li>
<li>Problemas também acontecem com quem é mais rápido. Se a pessoa não estiver de acordo com seguir um ritmo mais relaxado que o seu, vai se entediar e se irritar. Mas ela tem que entender que cicloviagem não é treino nem competição</li>
<li>Em grupos grandes, a diferença de ritmo vira um fator de risco, devido à facilidade de os lentos e rápidos se desgarrarem uns dos outros. Quando alguém no meio ou atrás no grupo sofre um acidente ou falha mecânica, os que gostam de correr na frente só ficam sabendo depois e perdem a oportunidade de ajudar</li>
<li>Coisas como distâncias e horários devem ser combinadas entre todos de antemão e por consenso para evitar irritações durante a viagem. Cada um deve se comprometer com a agenda que todos estabeleceram</li>
<li>Evite ao máximo os atritos com motoristas na estrada. Dê passagem, mesmo que pela lei de trânsito eles devessem dar. Uma estrada estreita perdida num local completamente estranho, percorrida por motoristas que você nunca mais vai ver novamente, não é lugar para praticar ideologia</li>
<li>Manobre de forma previsível, permitindo sempre que o motorista perceba sua intenção</li>
<li>As pessoas do interior em geral gostam de ajudar os viajantes de bike. Puxe conversa, informe-se, aprenda dicas, troque histórias, faça amizades</li>
</ul>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="/files/2009/12/ciclo-dicas-02-aproveitar-P1030199.jpg" alt="Lex Blagus e Joana Rocha" title="Lex Blagus e Joana Rocha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1176" /><p class="wp-caption-text">Lex Blagus e Joana Rocha</p></div>
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		<title>Solo</title>
		<link>http://blog.blag.us/solo/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando comecei minhas trilhas eu simplesmente não tinha com quem ir ou a agenda dos meus amigos não batia com a minha. Mesmo se nós encontrassemos boas oportunidades em sites como Fly.com, ou em algum outro lugar, não adiantaria pois a agenda continuaria não conciliando. Não aceitava deixar de me aventurar por causa dos outros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comecei minhas trilhas eu simplesmente não tinha com quem ir ou a agenda dos meus amigos não batia com a minha. Mesmo se nós encontrassemos boas oportunidades em sites como <a href="http://www.fly.com/">Fly.com</a>, ou em algum outro lugar, não adiantaria pois a agenda continuaria não conciliando. Não aceitava deixar de me aventurar por causa dos outros, então enfiei o mochilão as costas e saí trilhando por aí. Em qualquer manual de aventura, vai estar estampado em letra de forma &#8220;<span style="text-transform:uppercase;">nunca aventure-se sozinho</span>&#8220;, seguida de uma lista gigante de pontos positivos para se trilhar em grupo. Neste post vou na contramão. Direi as vantagens de &#8220;solar&#8221; e contarei a minha experiência sobre esse polêmico modo de excursionar da qual continuo sendo adepto.</p>
<h4>Segurança</h4>
<p>É a primeira coisa sobre a qual algumas pessoas perguntam e outras bradam contra. É comum nestas horas eu questionar o conceito de perigo, especialmente para que mora numa grande metrópole. No agreste temos um risco controlado: eu sei como uma cobra se comporta, eu só vou quebrar a perna se eu inventar de pular de um penhasco e só vou morrer afogado se eu me jogar num rio sem saber nadar. Pense bem, você está sozinho no meio do mato, vai mesmo ficar se arriscando? Você certamente será (muito) mais cuidadoso ao saber que, ao mínimo erro, poderá não voltar nunca mais para casa. Se você tem consciência dessa fragilidade, a viagem será paradoxalmente mais segura. Comece então com roteiros fáceis e não tenha  vergonha em voltar para casa sem cumprir o trajeto completo. Você precisa ter 200% de certeza que é capaz de fazer aquele roteiro. Já voltei várias vezes pensando que é bom estar vivo para tentar novamente. Aprendi isso nos livros de alta montanha que contam histórias de desastres com mortes por pura ambição. E não é gostoso explorar? Se seu roteiro não deu certo, a sua viagem certamente deu. O objetivo  tem que ser <em><strong>ir</strong></em>, e não <em><strong>chegar.</strong></em></p>
<div id="attachment_1109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1109" title="Acampado numa pedra em uma cachoeira" src="/files/2009/11/solo-01.jpg" alt="Acampado numa pedra em uma cachoeira" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Acampado numa pedra em uma cachoeira</p></div>
<h4>Solidão</h4>
<p>Além do fator segurança, algo que as pessoas me questionam bastante é sobre a solidão. Muitos já me disseram que não suportariam ficar só. É bem mais simples do que parece, pois há tanta coisa para se fazer! Na viagem solo você precisa se virar: armar o acampamento, cozinhar, lavar a louça, fazer café da manhã, fechar a mochila. Não tem moleza. E nisso também não sobra tempo para quase nada: meu maior arrependimento é quase nunca escrever em meu diário ou perder ótimas oportunidades de foto (confesso que uma camerazinha point-and-shoot às vezes faz falta). Muitas vezes você está com a agenda apertada ou cansado demais para essas atividades. Somente sobra tempo se o clima lhe impede de sair da barraca ou se você fez uma pausa estratégica de um dia a mais no meio de uma expedição maior.</p>
<div id="attachment_1110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1110" title="Milhares de coisas para fazer pela manhã" src="/files/2009/11/solo-02.jpg" alt="Milhares de coisas para fazer pela manhã" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Milhares de coisas para fazer pela manhã</p></div>
<p>Quando fiz meus primeiros solos, não estava acostumado a ficar tão só. Durante a caminhada eu elegia algum amigo ou a namorada que ficou em casa como compania imaginária, e bolava conversas pois não conseguiria ficar em silêncio. Achava que estava ficando louco, paranóico, mas com o tempo aprendi a ficar realmente sozinho. Hoje eu não converso com mais ninguém, a não ser comigo mesmo. Sei o que é estar só, e apesar do peso desta palavra não é algo ruim. Estar só é necessário. Nosso modo de vida impõe muita interação social; mas para estar em sintonia com as demais pessoas você precisa estar em sintonia consigo mesmo. E, para mim, só a imersão em uma viagem solo pode proporcionar isso.</p>
<div id="attachment_1116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1116" title="Uma das poucas vezes em que escrevi no meu diário" src="/files/2009/11/solo-08.jpg" alt="Uma das poucas vezes em que escrevi no meu diário" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Uma das poucas vezes em que escrevi no meu diário</p></div>
<h4>Interação</h4>
<p>O parágrafo acima foi escrito considerando um solo para um trilha isolada. Mas considerando-se os momentos em que há algum sinal de civilização, ou mesmo para as viagens solitárias em ambientes mais frequentados, a interação social é muito maior. Explico-me: quando sozinho você invariavelmente irá conversar mais com as pessoas ao redor, especialmente os habitantes locais. A necessidade de conversar é maior e isso abre algumas portas. Quando você está num grupo de pessoas nem sempre há essa oportunidade.</p>
<div id="attachment_1111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1111" title="Fazendo amizade com a criançada da comunidade de pescadores de uma praia isolada" src="/files/2009/11/solo-03.jpg" alt="Fazendo amizade com a criançada da comunidade de pescadores de uma praia isolada" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Fazendo amizade com a criançada da comunidade de pescadores de uma praia isolada</p></div>
<h4>Baixo impacto ambiental</h4>
<p>Essa é indiscutível: sozinho você quase não fará barulho, suas pegadas serão menores assim como a área de acampamento e vai gerar menos lixo. Só é necessário mais atenção pois é mais provável que um animal não te veja; então atenção redobrada.</p>
<h4>Imersão</h4>
<p>A experiência como um todo é amplificada. Você presta mais atenção em cada detalhe pois você precisa estar atento, afinal, você está sozinho. A noite prestará mais atenção nos barulhos da mata, ficará atento a pegadas de onça ou ao rastro de uma cobra. Lembre-se que corujas adoram pregar sustos, especialmente à noite.</p>
<div id="attachment_1112" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1112" title="Embrenhando-me na mata" src="/files/2009/11/solo-04.jpg" alt="Embrenhando-me na mata" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Embrenhando-me na mata</p></div>
<h4>Autoconhecimento</h4>
<p>Lá estava eu subindo uma trilha na Serra do Mar. Logo a frente, vi algo se mexendo e logo concluí que era uma pessoa me esperando. Parei, gelado. E a pessoa ali ao longe, mexendo-se e me aguardando. Eu queria correr, mas se eu o fizesse com trinta quilos de equipamentos nas costas certamente seria alcançado. Não podia largar  minha mochila com tanto equipamento comprado com sacrifício no meio do mato e sair correndo. Mesmo se eu o fizesse, ao chegar na civilização, como iria explicar? Que eu saí correndo de medo do meio do mato? Então decidi seguir em frente. Descobri que era um galho se mexendo. E olhando logo mais a frente, também parecia haver uma pessoa. E percebi que meu cérebro se dividia em dois: uma parte assustada, que transformava sombras abstratas em perigos e a outra que sabia que não fazia sentido nenhum ter uma pessoa me esperando ali, no meio da madrugada, no meio do mato. Pude compreender perfeitamente a mecânica de uma alucinação. E pouco tempo depois comecei a analisar as peças que parte de minha mente me pregava. Aprendi a distinguir os medos. Hoje essas alucinações não acontecem mais, às vezes sinto saudades, era divertido.</p>
<p>Percebi também que o cansaço físico atrapalha as decisões. Ao esforçar demais o corpo, fica-se irritado e seu poder de decisão é prejudicado. Saber disso foi muito útil em Paraty, em que um simples descanso de 15 minutos me permitiu ler meu mapa e tomar uma decisão acertada que me tirou de um lugar onde não havia água para passar a noite. Conhecer-se muito bem é uma excelente ferramenta de sobrevivência.</p>
<div id="attachment_1113" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1113" title="Pausa para descansar e comer uma fruta" src="/files/2009/11/solo-05.jpg" alt="Pausa para descansar e comer uma fruta" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pausa para descansar e comer uma fruta</p></div>
<h4>Introspecção</h4>
<p>Se você é uma pessoa espiritualizada, certamente ficará mais. Essa é uma atividade individual que só vai melhorar sua concentração. Os solos me ajudaram em meus sonhos lúcidos, mas só foi possível atingir o nível correto de relaxamento depois de muitas viagens.</p>
<div id="attachment_1114" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1114" title="Mais um reveillón que passei sozinho no mato" src="/files/2009/11/solo-06.jpg" alt="Mais um reveillón que passei sozinho no mato" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Mais um Revéillon que passei sozinho no mato</p></div>
<h3>Iniciando</h3>
<p>Essa não é uma atividade bem compreendida, então não espere apoio de ninguém. As pessoas com as quais irá conversar no caminho (ou mesmo antes da viagem) não vão compreendê-lo e (por uma razão muito nobre na concepção delas) irão fazer o possível para que não fique sozinho. Um amigo meu certa vez foi me buscar de carro no Dib. Não espere compreensão, apenas vá, se é o que seu coração manda. Converse sobre seus planos com alguém de confiança e deixe seu roteiro e planos de viagem com essa pessoa. Se possível faça checkpoints, em que em determinados momentos você mandará um sinal de ok (SMS é uma ótima ferramenta para manter sua privacidade). Claro que isso depende da disponibilidade de sinal.</p>
<div id="attachment_1115" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1115" title="Silêncio para contemplar a grandeza da natureza" src="/files/2009/11/solo-07.jpg" alt="Silêncio para contemplar a grandeza da natureza" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Silêncio para contemplar a grandeza da natureza</p></div>
<p>A afirmação que eu precisava encontrei em alguns poucos livros e os que mais me encorajaram foram sobre as viagens transoceânicas solo do Amyr Klink. Há pouco também li o livro da brasileira que atravessou o Atlântico sozinha num veleiro. Certamente há outros bons livros sobre essas histórias de coragem, determinação e planejamento correto.</p>
<p>Se você ainda não está preparado para uma viagem dessas, escolha um lugar bastante seguro que seja possível ir num dia e voltar no outro. No meu caso, há alguns anos atrás, ia na Pedreira abandonada do Dib em Mairiporã. Acampava lá e voltava no dia seguinte. Sem caminhada, sem carregar mochilas cheias de equipas e nem por muitos dias. Apenas um jantar num lugar mais longe. Também era excelente para testar meus equipamentos recém adquiridos: barraca, fogareiro, sleeping bag. Eu também costumava fazer isso para testar  a mim mesmo antes de uma viagem maior. Se algo desse errado, não seria uma questão de vida ou morte não dormir ou passar um pouco de fome por uma noite.</p>
<div id="attachment_1117" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1117" title="Mais uma deliciosa refeição no mato" src="/files/2009/11/solo-09.jpg" alt="Mais uma deliciosa refeição no mato" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Mais uma deliciosa refeição no mato</p></div>
<p>Se você não é tão antissocial quanto eu, poderá se prepapar para o solo nas suas viagens em grupo! Com um roteiro claramente definido, você pode sair com um dia (ou algumas horas) de antecedência aos seus amigos. Se algo lhe ocorrer, a ajuda chegará em breve.</p>
<p>Planejamento é mais do fundamental, é obrigatório. Quais são os principais itens necessários a um solo no mato?</p>
<h4>Navegação</h4>
<p>No meu primeiro solo, andava com um caderninho de notas e ia anotando todas as bifurcações e pontos relevantes em que passava. Como medida de contingência, num cantinho fora do alcance de visão de qualquer pessoa, fazia uma seta com pedrinhas para o lado escolhido. Caso eu perdesse meu caderninho de notas, teria um backup para fazer o caminho de volta. Sempre me indaguei como que as pessoas se perdem na mata, se para mim era tão natural observar e anotar tudo. Cheguei a conclusão que eram pessoas completamente despreparadas, que estão interessadas somente no barato da trilha sem prestar atenão no próprio caminho. Com isso, defendia mentalmente a segurança da caminhada solo.</p>
<div id="attachment_1118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1118" title="Solo no Morro do Pinga que eu nunca consegui concluir" src="/files/2009/11/solo-10.jpg" alt="Solo no Morro do Pinga que eu nunca consegui concluir" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Solo no Morro do Pinga que eu nunca consegui concluir</p></div>
<p>Logo no meu segundo solo passei a usar carta topográfica, bússola e GPS, estudados previamente em casa. Hoje eu sugiro ler o tão citado <a href="/leia-explore-aprenda/">livrinho de orientação do Sergio Beck</a> ou qualquer outro bom livro a respeito (que não fale somente de GPS, mas de navegação como um todo). Na época era tudo emprestado, mas hoje é bem mais barato adquirir um GPS e uma boa bússola. Tenha sempre a carta topográfica do local explorado e lembre-se que no meio da mata não há postos de informações turísticas e que você depende unicamente de&#8230; você mesmo!</p>
<h4>Equipamento</h4>
<p>O equipamento adequado é caro, mas é ele que vai permitir você ir mais longe. E, obviamente, adquirir qualquer equipa requer horas de estudo e alguns testes de campo. Já usei meus bastões de caminhada na cidade e fiz janta com meu fogareiro. Nunca use nada pela primeira vez na viagem!  Lembre-se que sua vida depende de uma headlamp, fogareiro ou isolante térmico. Seus equipas precisam ser os mais confiáveis possívels. Improvisação será necessária em algum momento, então não improvise com equipamentos que requerem confiabilidade. E leve alguns itens para manutenção, como silvertape, uma cordinha resistente e abraçadeiras plásticas.</p>
<div id="attachment_1119" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1119" title="Em Paraty, 5 dias de solo e record em excesso de peso" src="/files/2009/11/solo-11.jpg" alt="Em Paraty, 5 dias de solo e record em excesso de peso" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Em Paraty, 5 dias de solo e record em excesso de peso</p></div>
<p>Um recurso interessantíssimo que está na minha lista de aquisições é um localizador. É um aparelho com quatro botões: liga/desliga, ok, não-ok e socorro. Ele é um GPS com um transmissor via satélite que durante a jornada você vai mandando sinais de ok. Quem está acompanhando sua viagem remotamente poderá ver no Google Earth os pontos exatos pelos quais está passando e se você mandar um sinal de não-ok, essa pessoa poderá tomar atitudes previamente combinadas, sabendo exatamente sua localização. Recurso indispensável ao solista.</p>
<h4>Plano de contingência</h4>
<p>Sozinho na mata, não dá para chorar e pedir para sair. Se algo der errado, você terá que achar uma solução. Para cada decisão que você tomar, terá que pensar o que fazer se esta estiver incorreta. E nada de improvisações, o plano de contingência deve ser sólido. A técnica das pedrinhas citadas acima é um excelente exemplo.</p>
<div id="attachment_1121" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1121" title="Chuva lá fora e eu sequinho aqui dentro" src="/files/2009/11/solo-13.jpg" alt="Chuva lá fora e eu sequinho aqui dentro" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Chuva lá fora e eu sequinho aqui dentro</p></div>
<p>No meu último solo, tive que pular de uma cachoeira em um cânion de onde certamente não teria como voltar dado a altura de suas paredes. Eu ralhei comigo mesmo pois sabia que não havia contingência ali e eu teria que seguir em frente. Mas logo a frente havia outra cachoeira gigante (80 metros) que não era possível pular. Minha sorte foi saber navegação, me embrenhar na mata e conseguir voltar a base da primeira cachoeira. Foi sorte, não planejamento. Não cometa o mesmo erro.</p>
<p>Fique de olho em quanto de luz do dia ainda há disponível e 3 horas antes de escurecer comece a observar locais passíveis de acampamento e esteja com suas reservas de água cheias. Não se sinta incomodado em não atingir determinado ponto no dia desejado (como uma praia ou topo da montanha) e curta seu acampamento forçado, descanse. Já acampei desta forma inúmeras vezes e foi bem gostoso acordar no meio da mata fechada, devidamente descansado e apto a tomar boas decisões.</p>
<div id="attachment_1120" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1120" title="Acampamento forçado. Mas não tão forçado assim" src="/files/2009/11/solo-12.jpg" alt="Acampamento forçado. Mas não tão forçado assim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Acampamento forçado. Mas não tão forçado assim</p></div>
<h4>Serenidade</h4>
<p>Render-se ao desespero é o fim de tudo. Em um solo a situação é mecânica: simplesmente não dá. Lembre-se da história que contei acima, das sombras que pareciam uma pessoa. Sim, eu me borrei de medo, mas simplesmente não havia o que fazer. Fui obrigado a enfrentar a situação. E enfrentando esses pequenos desafios que eu pude me treinar para ser mais calmo.</p>
<p>Em caso de problemas, a primeira coisa que você precisa perguntar é &#8220;quanto tempo eu tenho disponível para tomar uma decisão?&#8221; Quanto mais tempo você tiver para ponderar, mais acertada será (mas não necessariamente correta). Dependendo da sua quantidade de tempo, você até pode sentar e comer uma barrinha de cereal para pensar sobre o assunto. Se você se enfiou numa situação em que você tem segundos para decidir, e saiu vivo, é hora de começar a prever melhor essas situações. Esbravejar e sair cortando a mata toda no facão não resolve nada, só prova que você é macho bagarai. As soluções quase sempre têm que ser intelectuais, pois esforço você já está fazendo carregando aquele monte de tralhas.</p>
<h3>Nível avançado</h3>
<p>Com a experiência a coisa fica divertida. Já não há mais tanta insegurança nas decisões tomadas, passa a ser natural estar sozinho e a noite você não fica paranóico com os barulhos da mata e dos animais silvestres ao seu redor. Planejará viagens mais longas e belas, com risco relativamente baixo e conseguirá aproveitar e até mesmo gostar de coisas que o aterrorizavam (como o barulho de uma árvore ao cair a noite). Aprenderá a ser honesto consigo mesmo e respeitar-se. E quando isso ocorrer, perceberá que passou a respeitar muito mais a tudo ao seu redor.</p>
<p><em>&#8220;Quando o homem está só diante da grandiosidade da natureza é que ele está verdadeiramente nú&#8221;</em></p>
<p><em><strong>Bons solos!</strong></em></p>
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