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	<title>blogus &#187; relatos</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
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		<title>Rumo ao desconhecido</title>
		<link>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/rumo-ao-desconhecido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 17:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer novos lugares, explorar aquela região que você sempre sonhou. Você não precisa se limitar a tudo o que já foi trilhado e documentado, crie seus próprios roteiros ou explore aspectos diferentes de um lugar conhecido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era bem pequeno, sonhei que acampava no quintal dos meus pais numa noite de lua cheia. Ficava imaginando porque que eu era obrigado a sempre dormir na mesma cama, dentro da mesma casa. Como seria o mundo lá fora? Como seria dormir numa cama que não fosse a minha? Muitos anos mais tarde, descobri qual era essa sensação: <strong>liberdade</strong>. E desde então não resisti mais a tentação de sair por aí, dormindo no quintal do mundo com minha fiel barraca.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/06/DSCN1562.jpg" alt="Acampando em Paraty" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Minha casa de praia cada dia tem uma vista diferente</dd>
</dl>
</div>
<p>A dúvida inicial de todo aventureiro, muito antes de qualquer equipamento, é para onde ir. Quase sempre a resposta vem com amigos mais experientes, livros de roteiros ou na internet. Há coisa de uns dez anos ainda não tinha tanta gente discutindo isso na internet, eu não tinha tantos &#8220;amigos de aventura&#8221; e precisava definir um roteiro para realizar meu sonho de dormir coberto de estrelas. Olhei para trás no tempo e lembrei da mística <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranapiacaba">vilinha inglesa</a> no pé da Serra do Mar que eu havia conhecido em uma excursão da 3ª série. Então, com alguns equipamentos essenciais (mochila, barraca e saco de dormir) e um pouco de falta de juízo, <a href="/solo/">toquei subir a Serra do Quilombo</a>. Foi uma noite memorável, podendo ver as luzes do litoral de cima das montanhas.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/1DSC00004.jpg" alt="Vista da Serra do Mar à noite, com as luzes da cidade ao fundo" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Rumo a Mordor</dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando à minha infância, ao descer a Imigrantes de carro com meus pais, eu ficava curiosíssimo sobre as estradinhas paralelas que cortavam a rodovia. Ficava me perguntando para onde iam e como seriam.  Eu queria muito ter mais tempo de admirá-las do que uma rápida passagem de carro. Vinte anos mais tarde pude realizar este sonho. Desci <a href="http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp">de bicicleta a estrada de manutenção</a> do complexo Ecovias. Desci devagarzinho, fotografando e saboreando cada trechinho com o qual eu sonhei tanto em um dia estar. Portanto, a primeira opção de roteiro é aquela com a qual você sempre sonhou. Este roteiro pode ser a sua primeira viagem, ou levar mais de 20 anos para acontecer, como no caso da Ecovias. Mas pode ter certeza que é que mais vai te marcar.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/2IMG_2249.jpg" alt="Sarinha com sua fixa em frente à uma cachoeira à beira da estrada de manutenção do Complexo Ecovias" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muito mais divertido do que Imigrantes ou Anchieta de carro com os pais</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu confesso que não tenho paciência para ficar procurando trilhas na internet. Mas são ótimos locais para procurar roteiros, como o fórum <a href="http://www.mochileiros.com/">Mochileiros.com</a>. É um bom lugar para achar compania também, mas eu recomendo cuidado com seus <em>amigos das internets</em>. Não por ser perigoso, mas a chance de ficar amarrado a um mala por dias numa trilha é considerável. Uma excelente opção são os clubes de aventura, como o <a href="http://www.montanhismo.org.br/">CAP</a> (Centro Alpino Paulista) ou <a href="http://www.ceubrasil.org.br/">CEU</a> (Centro Excursionista Universitário). Sei que existem muitos outros, mas sinceramente não os conheço. São uma excelente opção para você conhecer gente muito bacana e experiente.</p>
<p>Considere que mesmo na maior parte dos lugares remotos há sempre alguma habitação. Se você não saltar de um helicóptero no meio da mata, mas sim chegar lá de busão ou por uma estradinha de terra, é muito provável que existam trilhas nas redondezas. Foi assim no caso de <a href="/morro-do-pinga/">Pindamonhangaba</a> e Ilha Bela, em que eu fui sem conhecer muito e ao chegar lá me informei com os moradores locais onde havia trilhas. Claro que eu fiz um trabalho prévio de comprar cartas topográficas, mapear a região através do Google Earth e colocar tudo no GPS: eu não estava à deriva. Caso essa viagem de exploração não der certo, não se frustre: o objetivo é <strong>ir</strong> e não <strong>chegar</strong>. Então, se você tem curiosidade sobre algum lugar, não se prenda: procure mais informações e meta as caras. E saiba que é bem provável que você tenha que voltar lá mais de uma vez.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/3DSCN2856.jpg" alt="Lex contemplando a vista das montanhas de Pinda" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Morro do Pinga: voltei nas duas vezes em que fui</dd>
</dl>
</div>
<p>Já que navegar é preciso, conhecer mapas é essencial. Para fazer seus próprios caminhos, você precisa saber as regras, portanto repito meu mantra: aprenda a ler cartas topográficas, usar bússola, se possível adquira um GPS e <a href="http://www.meuprimeirogps.com.br/">saiba usá-lo</a>. Sabendo os meandros da navegação, você poderá entrar e sair do mato a hora que quiser. É extremamente necessário, mas também não tenha pressa: é uma arte que requer experiência. E nada mais legal do que apontar um local no mapa e em seguida conhecê-lo ao vivo. Em tempos de Google Earth, essa pode ser uma opção para lá de divertida. <a href="/gps/">Tracklogs</a> procurados na internet são de grandessíssimo valor nessa hora.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/4SDC10449.jpg" alt="Lex consultando o GPS durante a caminhada" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Onde liga isso mesmo?</dd>
</dl>
</div>
<p>Finalmente, você pode fazer os roteiros clássicos: Chapada Diamantina, Ponta da Joatinga (em Paraty), Chapada dos Veadeiros, Serra do Órgãos, Pico do Itatiaia, Pico dos Marins, entre muitos outros. São lugares certamente espetaculares, mas eu não recomendo ir em épocas de alta temporada, como Natal, Revéillon ou Carnaval. Acabam ficando superpopulados, tornando um inferno achar um bom lugar para acampar, o que, somado ao barulho, tira a graça da estadia. Temos um país tão grande, com lugares tão belos e inexplorados, para que servir-se de mais do mesmo? Sem contar o prazer de conhecer o desconhecido e não gerar ainda mais impacto em uma área já muito visitada.</p>
<p>No que se refere aos roteiros clássicos, há opções que não acabam mais. Os <a href="http://www.kalapalo.com.br/">livrinhos do meu querido Guilherme Cavallari</a> são soberbos: os roteiros descritos de modo que basta um cronômetro para fazer todos os roteiros! Eu estive na <a href="https://picasaweb.google.com/blagus/SerraFina">Serra Fina</a> há pouco tempo e levei o livrinho. Deu uma baita ajuda!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/5DSCN1666.jpg" alt="Vista de dentro da mata para a Ponta da Juatinga em Paraty, Rio de Janeiro" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fora de temporada, tudo fica mais bonito</dd>
</dl>
</div>
<p>Por um tempo, eu fiquei bastante paranóico com relação à assaltos. Em Pindamonhangaba, peguei um ônibus de linha lotado, e percebi que eu chamava bastante atenção (ou seria mesmo paranoia?). Tinha certeza que aquele dia eu iria me despedir da minha mochila, mas dei sorte. Se você não conhece o local, não dê bandeira. Seja o mais discreto possível. E, é claro, dê preferência por locais menos urbanizados. Pode-se dizer que quanto menor a cidade, mais segura ela será. E acredito que é justamente esses lugares que devemos procurar para nossas aventuras. <span style="float: right;">▣</span></p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/01/6P1510559.jpg" alt="Edú Amador, Lex e Jô no trem" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A piada deve ter sido boa</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Pensamentos sobre pirataria</title>
		<link>http://blog.blag.us/sobre-pirataria/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/sobre-pirataria/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 13:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma caça às bruxas não vai resolver o problema; as empresas precisam nos entender e ir onde nós estamos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu não vou falar sobre nenhuma técnica mirabolante para acampar ou trilhar. Ou de alguma trip que eu fiz por aí. Ou de algum produto milagroso (tá, até vou um pouquinho). Mas eu tenho uma historinha para contar antes.</p>
<p>Já faz algum tempo que eu sei da existência do <a href="http://www.ebay.com">e-Bay</a>, mas nunca nem entrei porque sabia que isso começaria um processo que me levaria à falência. Até que um amigo de longa data apareceu lá em casa, e fã do eBay, me deu uma aula de como comprar lá. Claro que eu fiquei extremanente empolgado; afinal, um Petzl Grigri que está <a href="http://www.arcoeflecha.com.br/p-456-Descensor-Grigri-D-14-Petzl.html">R$503.50</a> aqui no Brasil, eu achei por cerca de R$150. Outra: perdi o giclê do meu fogareiro Primus Omni Fuel, cujos fabricante sueco e distribuidor nacional ignoraram meus e-mails sobre peças de reposição e kit de reparo.  Lá estava no e-Bay, pela bagatela de 20 doletas, com entrega aqui na terra da banana. Comprei na hora! Outra coisa legal é que a maioria dos vendedores aceita <a href="http://www.paypal.com/">PayPal</a>, o que eu acho muito mais seguro do que colocar o número de cartão de crédito para sabe-se lá quem.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-01.jpg" alt="" width="500" height="392" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entendeu para que serve este buraco na CPU?</dd>
</dl>
</div>
<p>Passa a euforia e depois de milhares de pesquisas de equipamentos que eu quero, finalmente coloquei a cabeça no lugar e fui pensar o que eu preciso para minhas viagens. Lembrei da genial <a href="http://www.vibramfivefingers.com">Vibram Five Fingers</a> que eu havia visto há alguns anos mas até agora não chegou por aqui. Lá vou eu para o e-Bay procurar meu sonhado equipa, e lá está ele, por um preço super sexy: US$ 71 com a entrega! Por curiosidade, dou uma passada no site da FiveFingers para saber o tamanho que preciso comprar e lá está um aviso em letras garrafais para ter muita atenção com cópias falsas. O item do e-Bay parece original, mas se as empresas oficiais já usam uma &#8220;foto meramente ilustrativa&#8221;, que dirá um pirata. Mando um e-mail para a Vibram, cuja resposta é desanimadora: o produto é falso. E me indicam o sites deles próprios para comprar o produto original. Ali o mesmo produto sai por US$125, sem contar a entrega (no e-Bay custa US$25). E, é claro: não há opção de entrega no Brasil e nem pagamento via PayPal.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-02.jpg" alt="" width="500" height="290" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A sonhada FiveFingers</dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando ao site da Vibram, há uma seção inteira dedicada as cópias falsas. Um os links é &#8220;We&#8217;re fighting back&#8221;, que eu reproduzo abaixo:</p>
<div>
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt" style="padding: 2px;"> <strong>Fighting counterfeiters. Protecting customers.</strong></p>
<p style="font-weight: normal;">Vibram FiveFingers® is committed to combating counterfeiters at every turn. We view attempts to deceive consumers and violate our intellectual property with the utmost concern. We will take aggressive legal action against anyone who is manufacturing, distributing, marketing, or selling counterfeit Vibram® products. We are working with the relevant authorities to shut down all fraudulent Web sellers of &#8220;FiveFingers,&#8221; including Web sites, online auction sites, etc. We will continue to coordinate with Customs officials worldwide to stop the proliferation of these counterfeits and eradicate their distribution.</p>
</dt>
<dd class="wp-caption-dd"></dd>
</dl>
</div>
<p>Não, Vibram, vocês não estão lutando contra. E nem nos protegendo. O máximo que vocês estão fazendo é correr atrás do prejuízo. Do seu prejuízo. Porque o pior prejuízo para o cliente final não é comprar uma cópia pirata e sim não ter produto algum. Para você lutar contra a pirataria, você precisa entendê-la, e para isso vamos analizar três motivos básicos de sua existência. E neste ponto já não estamos falando dos produtos da Vibram e sim de qualquer fabricante que tem os mesmos problemas e lamentavelmente as mesmas atitudes que não resolvem nada. Pirataria é um navio com fundo podre e os fabricantes acham que tapar cada furo com massa epóxi vai resolver o problema.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-03a.jpg" alt="" width="500" height="328" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Como aciona o freio mesmo?</dd>
</dl>
</div>
<p>O primeiro problema é de longe o <strong>preço</strong>. E neste quesito eu concordo que não há muito o que fazer, pois pesquisa e desenvolvimento de produtos custa caro (assim como empregar gente inteligente), patentes, leis trabalhistas, leis tributárias, e por aí vai. Mas eu acredito que muita gente gostaria de pagar um preço honesto por um bom produto, eu incluso.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-04.jpg" alt="" width="400" height="336" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">“Tupperware” sai mais caro</dd>
</dl>
</div>
<p>O segundo problema é <strong>disponibilidade</strong>. Um produto pirata eu encontro quase sempre próximo de mim, e eu posso testá-lo, ver como é. No caso da FiveFingers, o vendedor pirata do e-Bay me entrega no Brasil, e a Vibram não. Ou seja: um produto de pior qualidade tem uma rede de distribuição melhor do que um fabricante que está há 73 anos no mercado. Um canal da Vibram dentro do e-Bay é uma possível solução que poderia ser boa para ambas as empresas e para o consumidor final.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-05.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vai mêpêtrêis aí, chefia?</dd>
</dl>
</div>
<p>E o terceiro é <strong>burocracia</strong>. No site da Vibram eu tive que fazer um cadastro, criar uma senha, para só muito depois disso poder ver que não há entrega na minha região, com um site um tanto confuso, tendo que conferir isso em três diferentes sites: <a href="http://www.vibramfivefingers.com/">América do Norte</a>, <a href="http://www.vibramfivefingers.it/">Europa</a> e <a href="http://www.vibramfivefingers.cn/">China</a>. E os preços variam entre eles três! Na Amérca do Norte a KSO Trek custa US$ 125 e no site Europa, €149. Eu acredito que este produto é fabricado em um único lugar (China, como qualquer coisa), então como pode custar mais caro em uma geografia do que na outra, lembrando que esse preço não inclui frete? Na verdade, o modelo que eu quero é a Treksport, e este item não está sequer a venda no <em>e-commerce</em> América do Norte. Voltando à comparação com o site do e-Bay, eles não estão dando a mínima se eu estou na Guatemala ou na Bósnia: é international shipping.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-06.jpg" alt="" width="500" height="332" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Setor de e-commerce de algumas empresas</dd>
</dl>
</div>
<p>Portanto, não basta ter um ótimo produto, protegido por todas as leis de propriedade intelectual. Se ele não tem um modelo de negócios abrangente, e tão agressivo quanto a pirataria, não há processo judicial que resolva o problema. Fabricantes que saem numa caça às bruxas me parecem muito com crianças que choram para seus pais que a irmã puxou o cabelo: só querem saber de sua proteção sem oferecer nada em troca. A pirataria existe porque há um nicho de mercado, há um público de interesse e eles preenchem essa necessidade com eficiência. Ou seja: as empresas se afundaram no modelo que eles mesmos criaram, da lei de oferta e procura.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-07a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Procurou? Tá aqui</dd>
</dl>
</div>
<p>Em tempo: eu não gosto da idéia de comprar uma cópia, mas eu vou comprar a FiveFingers do e-Bay. Quando a Vibram e todas empresas com atitudes similares tiverem um modelo de negócio melhor do que os piratas, poderemos voltar a conversar.<span style="float: right;">▣</span></p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 348px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/12/sobre-pirataria-07b.jpg" alt="" width="338" height="438" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Entendeu?</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Uma mulher, uma bicicleta e uma estrada</title>
		<link>http://blog.blag.us/mulher-bicicleta-estrada/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 14:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vê Mambrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajar de bike é uma das experiências mais libertadoras do mundo de aventura, principalmente se você for mulher. O melhor é que só é preciso de uma bicicleta e uma estrada para ter o mundo aos pés]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03758.jpg" alt="Verônica Mambrini" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Verônica Mambrini é a honorável revisora e colaboradora deste humilde blog. Quando não está entre seus livros e revistas, certamente estará pedalando em algum lugar por aí. E neste artigo ela conta toda essa sua relação de paixão intensa com a bicicleta</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>De pé, na porta de casa. A bicicleta está no meu lado, esperando paciente. A viagem já está acontecendo há tempos, na minha cabeça. Foi sonhada, desejada, planejada. E o momento em que eu penso: “é agora, não tem volta” é quando eu zero o odômetro: começou.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/IMG_0454.jpg" alt="Muita lama pela frente" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muita lama pela frente</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Eu vou de bike porque gosto do silêncio dela, capaz de cruzar grandes distâncias passando quase despercebida. A bike carrega tudo para mim e deixa as costas e a cabeça leves. Vou voando. Em cicloviagens, praticamente zera a barreira entre os sexos. O que conta não é a força, nem a capacidade de orientação espacial. É muito mais a cabeça equilibrada e a persistência, junto com o planejamento. Técnica, quase nada. Vale mais a paciência. Cicloviagem é enduro consigo mesmo, e pouca gente agüenta. Às vezes o mais treinado dos trilheiros erra o cálculo, dosa mal o esforço, não agüenta a bagagem, se impacienta com as muitas horas de pedal, sofre com dores do corpo mal acostumado.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/P1030187.jpg" alt="Pernas para quê te quero" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pernas para quê te quero</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>De bike, o tempo todo você calcula, ainda que intuitivamente. Precisa ter noção do tamanho da pernada do dia, do peso que vai carregar, do destino onde precisa chegar, quem vai ser o dono de bar com o ranguinho mais gostoso na janta, o pescador com peixe fresco e bom para você cozinhar seu jantar ou a hospedagem (seja mato, camping ou cama) onde vai repousar melhor e recuperar as energias para o dia seguinte. Essa bagagem psicológica é mais importante do que a física. Precisa internalizar essas medidas, deixá-las fluir naturalmente. O melhor da viagem é quando você já sabe o que tem que fazer sem pensar, e entrega a cabeça para sentir o vento, mergulhar no céu ou reparar nas pessoas e paisagens que vão ficando para trás.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03164.jpg" alt="Estrada de manutenção na Serra do Mar" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A paisagem fica para trás, a lembrança não</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Quando eu era criança, sonhava com aventura, de um gosto que nasceu de explorar quintais, trepar em árvores e ler livros. De “A Ilha Perdida”, de Robert Louis Stenvenson,<br />
a “Coração de Onça”, de Ofélia e Narbal Fontes com seus livros de aventura que são dezenas, centenas. Leituras de menino que eu vivia com toda a força: quase nenhum de meus heróis era mulher. Meu imaginário fervia com piratas, florestas, uivos de bichos na madrugada, roncos de cachoeira gelada no banho da manhã e aventureiros com mentes inquietas, improvisando soluções e aprendendo a salvar a si próprios.</p>
<p><!-- begin generic photo --></p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03178.jpg" alt="Cubatão" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A gente nunca cresce; só mudam os brinquedos</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Já crescida, bicicleta foi paixão tardia, mas fulminante. Coisa que descobri há uns 3 ou 4 anos, e que amo cada vez mais. Por ser menina, tem umas certas dificuldades, a começar pela mecânica da bike, que é um mistério que aprendemos do zero. Vai ficando simples com o tempo, mas começar na vida adulta é quase aprender um novo idioma. Vai por mim: meninas quase nunca são incentivadas a desmontar e montar coisas, entender a lógica de engrenagens, saber consertar sozinha. E bicicleta é o exercício mais puro e intenso da autonomia.</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC02421.jpg" alt="Lex adaptando um bagageiro na bicicleta" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vocês, meninos, cresceram fazendo isso</dd>
</dl>
</div>
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<p>Outra coisa complicada é não saber onde é seguro para você. Diferente de outras modalidades no mundo da aventura, em que existem o mato, você e Deus, a bicicleta é das estradas e das cidades – portanto, habitat dos homens. Não tenho medo de escuro, de solidão, de ladeira, de quilometragem. Mas tenho medo de topar com gente de má índole. Você nunca sabe com total certeza se há risco de estupro, de violências físicas, de agressões verbais, de extorsões. Mas só se combate esse medo caindo na estrada e tornando-a segura, quebrando estereótipos como o da mulher frágil com a força dos próprios punhos.</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/SDC10526.jpg" alt="Estrada do Pico do Jaraguá" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Feminina: sempre; frágil: nem pensar</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>A bike é barco, casa móvel, cockpit – às vezes, é só uma bicicleta mesmo. O fato é que quem me conhece pensa logo nela, é quase uma metade que me torna centauro. Uma mulher de bicicleta, seja voltando do mercado ou partindo para uma viagem solitária, é uma cena tão sedutora que os olhares tortos pouco a pouco estão virando presentinhos, links de reportagens sobre bikes, livros, mimos. Tenho amigos que pedalam comigo (na cidade e na estrada), e muitos que nunca pedalaram se animaram até a experimentar. Acho que tenho muita sorte: nem meus acidentes fizeram as pessoas que me amam pedirem para eu deixar de bicicletar (e é fato: quem pedala, cai. E isso não é o fim do mundo).</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/NaPaulista.jpg" alt="Posando na av. Paulista" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Somos uma só</dd>
</dl>
</div>
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<p>Se você pegar sua bicicleta empoeirada na garagem, há grandes chances de ser mordida pelo mesmo bichinho que me pegou. Começa com uma ida à padaria e quando você se dá conta, começa a sonhar em cruzar o continente a pedal. Modalidades como as cicloviagens e os Audax (provas de longa distância que chegam a 1.200 km em que o que vale é completar, sem ranking de vencedores) são perfeitas para mulheres. Você começa no plano, bufa e xinga nas primeiras subidas, chora de raiva com a lerdeza de trocar os primeiros pneus, quebra a cabeça ajustando freios e câmbios, e segue pedalando, pedalando, até que olha para trás e vê que muito marmanjo não teve as manhas de continuar.</p>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC00185.jpg" alt="Mario Amaya faz uma foto em Ilha Comprida" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ilha Comprida: cumprida</dd>
</dl>
</div>
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<h3>Pequeno manual prático para aventureiras de bike:</h3>
<ul>
<li>Um grupo de amigos confiável é uma família que vai te preparar para o mundo. Procure-os: eles estão te esperando loucos pelas primeiras pedaladas juntos</li>
<li>Aprenda a se virar. Sempre aparece um cavalheiro gentil para fazer o serviço por você. Não deixe ele resolver seu problema, mas peça para aprender. Vale fazer cursos e workshops de mecânica de bike</li>
<li>Quase todas as recomendações para uma trip de aventura de mochila nas costas valem aqui: saiba primeiros socorros, organize equipamentos eficientes e esteja fisicamente preparado para carregá-los e saiba usar tudo que está levando</li>
<li>Tenha um plano B. Se possível, um plano C e um plano D. Além de garantir que você vai passar mais tempo curtindo do que resolvendo perrengues, a sensação de tranqüilidade melhora seu rendimento de forma visível</li>
<li>Existem motivos reais para ter medo e existem coisas que colocaram na nossa cabeça. Para entrar no mundo da aventura, uma moça precisa aprender a distingui-los e se preparar para enfrentá-los</li>
<li>Planeje e procure pessoas que fizeram viagens semelhantes. Troque ideias, peça informações. Nunca houve tantas ferramentas para colocar interessados em viagens de bicicleta em contato no Brasil, e acredite, há uma verdadeira multidão pedalando</li>
<li>Pedale em cada oportunidade disponível. Nem todo mundo pode usar a bike como meio de transporte, mas fica muito mais difícil acostumar o corpo se você só pedala de fins de semana. Hoje, eu posso passar cerca de 10 horas numa bike quase sem dores, e pedalo tranqüilamente no dia seguinte (isso sem treino! Apenas com meus 10 km diários de ida e volta do trabalho)</li>
<li>Uma das coisas mais gostosas das viagens de bike, e que nem sempre as trips de mochila te oferecem é a possibilidade de conhecer gente bacana. Há muitos Brasis escondidos no Brasil. Sair de bike é estar aberto a ouvi-las, e há uma grande chance de ser convidado para uma cervejinha ou café. Sem esse espírito de compartilhamento, nem saia de casa <span style="float:right;">▣</span></li>
</ul>
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<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2010/10/DSC03778.jpg" alt="Brunch de bike em Pinheiros" width="500" height="401" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">E quando você menos esperar, a bike já fará parte da sua vida</dd>
</dl>
</div>
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]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Ilha Comprida de bike</title>
		<link>http://blog.blag.us/ilha-comprida-de-bike/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/ilha-comprida-de-bike/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 17:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Bike]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem só de caminhada vive o Blagus, do blogus, que é blog do Blagus. Já fazia bike há alguns anos atrás, mas depois de ter a bicicleta roubada (na qual eu investi uns R$3 mil), fiquei desanimado com a atividade e não voltei mais, exceto dois passeios bem legais, e em um deles levei o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem só de caminhada vive o Blagus, do blogus, que é blog do Blagus. Já fazia bike há alguns anos atrás, mas depois de ter a bicicleta roubada (na qual eu investi uns R$3 mil), fiquei desanimado com a atividade e não voltei mais, exceto dois passeios bem legais, e em um deles levei o equipa e rapel para descer uma cachoeira.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046954830182354"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfluXbt9I/AAAAAAAAFCM/XI7iLsGADVs/s400/DSC00258.JPG" alt="Specialized Stumpjumper" width="300" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Specialized Stumpjumper • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046954830182354">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Mas com os cutucões, pontapés e empurrões da <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/">Mario Amaya</a> e <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Vê Mambrini</a> eu fui seduzido a voltar. E em grande estilo: o Mario me emprestaria sua lendária Specialized Stumpjumper. É uma mountain bike da década de 90, e eu fiquei impressionado com sua leveza. Basta assoprar um pouquinho para trás e ela anda sozinha. O cassete traseiro parece um reloginho, com um som muito característico ao ser girado.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047006266656082"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfot-2BVI/AAAAAAAAFCg/eDPw3AzkkrU/s400/DSC02518.jpg" alt="O cassete da Specilizaed Stumpjumper" width="400" height="267" />.</a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O cassete da Specilizaed Stumpjumper • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047006266656082">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<h3>Preparativos</h3>
<p>A proposta era irresistível: cruzar a Ilha Comprida (no litoral sul de São Paulo) partindo de Iguape e com chegada em Cananéia. Desta vez eu abdiquei de bolar roteiros e detalhes: o Mario tem larga experiência no assunto e é um exímio navegador, além de me entregar a Stumpjumper devidamente configurada. A Jô, como de costume, é a chef de cozinha e costuma bolar nossos cardápios. E a Vê sempre bota a maior pilha em tudo e questiona muitos detalhes de forma muito pertinente. Desta vez eu era o aprendiz,  cabia-me ouvir e obedecer (como se eu conseguisse fazer isso, haha).</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077006273/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2536/4077006273_fd3239d7ab.jpg" alt="Vê, Jô e Lex com as bikes carregadas" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vê, Jô e Lex com as bikes carregadas • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077006273/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
</dl>
</div>
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<p>Não diferente de uma viagem de trekking, também pensamos em acampamento e refeições independentes. Parte do cardápio foi pensada em comprar peixes direto dos pescadores do local. O equipamento que nos faltava eram somente os alforges (para quem não conhece, é a &#8220;mochila&#8221; da bicicleta). Fomos à <a href="http://www.decathlon.com/">Decathlon</a>, que tem boa variedade com bons preços e eu comprei uma bolsa de guidão, lanterna traseira e alguma outra tranqueirinha. A Joana havia comprado pela internet dois alforges bem interessantes, em formato redondo e com excelente capacidade de carga. Organizar os alforges não é tão paranóico quanto <a href="/carta-dos-leitores/">organizar uma mochila</a>, e a única dica é deixar as coisas que possivelmente serão necessárias durante a viagem mais à mão. Coisas como barraca, roupas e fogareiro podem ficar no fundão e coisas como ferramentas de manutenção, pilhas e capa de chuva por cima, acessíveis. Na Mundo Terra comprei um levíssimo tênis da Salomon e um legging novo (invejo as mulheres, essa é uma peça do vestuário extremamente confortável). A escolha do legging ao invés de uma bermuda de ciclismo se deu pelo fato que eu não queria ficar com 2/3 da perna queimados e a marca branca da bermuda nas coxas. Sem contar que o legging me deixou com cara de francês speedeiro* maluco.<br />
<small>* termo vulgar para os ciclistas de bicicletas Speed de competição</small></p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076305301/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm4.static.flickr.com/3527/4076305301_8f0ab95c67.jpg" alt="Lex parecendo um francês maluco" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex parecendo um francês maluco • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076305301/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>Busão</h3>
<p>Chegamos a rodoviária da Barra Funda no último segundo. Nem deu tempo de colocar uma calça convencional por cima para parecer menos estranho. Socamos as quatro bikes nos bagageiros do ônibus e elas encaixaram muito bem. Pensei que teria que desmontar a roda da frente, alforges, sei lá, mas não. Entramos no ônibus do jeito que estávamos: mochilinhas de hidratação, capacetes e luvas. O assistente da compania rodoviária ainda estava se contorcendo de rir com a cena.</p>
<p>Fomos numa sexta-feira, véspera de feriado prolongado e por isso a viagem foi razoavelmente demorada (em torno de quatro horas). Chegamos em Iguape, uma cidadezinha muito bonita e pitoresca, com fachadas do começo do século e um povo extremamente amável. Passamos em frente a um barzinho com três garotas que nos deram um sonoro &#8220;bem vindos à Iguape&#8221;. Achamos tão legal que demos a volta e fomos tomar umas cervejas com elas. O bate-papo foi muito agradável. Depois de encerrada a balada, fomos a mais um barzinho jantar porções espetaculares de camarão e ostras. Em seguida, achamos uma pousada excelente para passarmos a noite.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046316178762418"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfAjNEarI/AAAAAAAAE-c/A9P6d0KXnNM/s400/DSC00158.JPG" alt="Bikes estacionadas em frente ao barzinho" width="400" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bikes estacionadas em frente ao barzinho • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046316178762418">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>Ride</h3>
<p>No sábado fez um belíssimo dia de sol. Aproveitamos para conhecer a Barra da Juréia, cujo caminho é uma bucólica estradinha muito bem asfaltada, com muitas curvas e ladeiras.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076303635/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2600/4076303635_b0994768f4.jpg" alt="Jô e Vê na bucólica estradinha rumo à Barra da Juréia" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Jô e Vê na bucólica estradinha rumo à Barra da Juréia • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4076303635/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
</dl>
</div>
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<p>Ao voltar da Barra da Juréia seguimos para a Ilha Comprida. Passamos pela ponte que liga o continente à ilha  e encontramos uma boa peixaria. Compramos uma deliciosa caldeirada e camarões para o jantar, que nossa chef preparou com couscous marroquino. Finalmente começamos a pedalar na Ilha Comprida, e que experiência maravilhosa. A areia é bastante dura e a praia muito larga. Daria para pousar um A380 com muita folga. O fim de tarde foi espetacular, com o sol no horizonte por um longo tempo.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4073157228/in/set-72157622602842181/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2495/4073157228_1fe2bd3215.jpg" alt="Lex, vê e Mario deixando seus rastros na areia" width="500" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, vê e Mario deixando seus rastros na areia • <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4073157228/in/set-72157622602842181/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> (esta foto) e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Encontramos um lugar excepcional para acampar: um bosque de pinheiros, com uma sombra preguiçosa. O chão ao redor era coberto pelas finas folhas secas das árvores e isso fazia com que não entrasse areia na barraca, deixando o chão macio. A areia também era bastante dura e foi uma maravilha a fixação dos speks para estender as barracas. Certamente foi o lugar mais confortável e prático que eu já acampei.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046723924110738"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfYSLIrZI/AAAAAAAAFBA/PA-pHQ8hBKc/s400/DSC02490.jpg" alt="Acampamento no bosque" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Acampamento no bosque • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401046723924110738">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Sem a pressa nenhuma acordei no domingo. Sempre sou o mais preguiçoso e o último a acordar. Fizemos café da manhã e continuamos nossa jornada. Estávamos no meio do caminho. Durante nossa jornada vimos muitos peixes mortos (incluindo um pinguim e um golfinho) na praia e bastante lixo trazido pela corrente também. Mas esse é o único ponto ruim da viagem, a enorme praia é normalmente vazia e a maior parte dos trechos são limpos, sendo perfeita para cicloturismo. E a extensão da Ilha Comprida permite que esta travessia seja feita em um final de semana (que nem precisa ser prolongado).</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077760822/in/set-72157622612540147/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2559/4077760822_5c3e7c8c93.jpg" alt="A noiva do Chucky" width="500" height="334" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A noiva do Chucky • <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/4077760822/in/set-72157622612540147/">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a> (esta foto)</dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>No final da tarde a melhor opção seria um camping. Antes de ir para lá compramos alguns peixes para a janta e tomamos umas cervejas no barzinho (que de pequeno não tinha nada) da praia. No camping havia uma árvore com uma tomada instalada em sua base e o chamamos de pé-de-luz. O Mario pôde carregar a bateria de sua câmera ali. Mais uma vez, nossa chef preparou uma comida espetacular: peixe ao molho de leite de côco, gengibre e curry e arroz com leite de côco.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047069997601666"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SvRfsbZfE4I/AAAAAAAAFC0/9lFWOr3eSzQ/s400/DSC02542.jpg" alt="Camping com muita infraestrutura" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Camping com muita infraestrutura • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida#5401047069997601666">ver esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a> (esta foto), <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Na segunda-feira tivemos que pegar uma estradinha de areia fofa até a balsa que nos deixaria em Cananéia. Foram quatro quilômetros bastante sofridos, com um sol desértico e quase sombra alguma. Pelo menos foi possível ir pedalando, escolhendo os pontos de areia mais dura. Chegamos à balsa, como de costume chamando a atenção devido nossas bicicletas carregadas.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4078024008/in/set-72157622602842181/"><img class="size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2587/4078024008_bfc88c17d9.jpg" alt="Sol fortíssimo obrigou Mario se cobrir com a capa da bike, além do chapéu" width="500" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Sol fortíssimo obrigou Mario se cobrir com a capa da bike, além do chapéu • <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/4078024008/in/set-72157622602842181/">esta foto</a><br />
ver álbuns completos: <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/IlhaComprida">Lex</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/sets/72157622602842181/">Jô</a> (esta foto) e <a href="http://www.flickr.com/photos/marioav/sets/72157622612540147/">Mario</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end generic photo --></p>
<p>Passamos um pouco da tarde em Cananéia, aguardando o ônibus que nos levaria de volta a São Paulo tomando mais cervejas e comendo petiscos marinhos. A viagem de volta foi bastante tranquila e ao chegar em São Paulo, na Barra Funda, Joana e eu ainda pedalamos carregados pelo minhocão até em casa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<h5>Eu sou Peixe Grande</h5>
<p>É com grandessíssimo orgulho que ganhei o concurso <a href="http://www.peixegrande.com.br/">Peixe Grande</a> (anúnciado no <a href="/pequenas-grandes-dicas/">último post</a>), na categoria blogs do juri técnico. Foram 776 projetos inscritos. Mais uma vez quero agradecer todos meus queridos amigos e leitores que sempre me motivaram e inspiraram a execução deste trabalho do qual tenho tanto orgulho.</p>
<p><strong><em>Cheers!</em></strong></div>
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		<title>Adventure Sports Fair 2009</title>
		<link>http://blog.blag.us/adventure-sports-fair-2009/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você provavelmente perdeu a Adventure Sports Fair que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à Verônica Mambrini, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa. Não bata no vidro com força • ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente perdeu a <a href="http://www.adventurefair.com.br/">Adventure Sports Fair</a> que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrin</a>i, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQktnh8VMI/AAAAAAAAE14/MvQusaqaG8o/s400/DSC01159.JPG" alt="Não bata no vidro com força" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não bata no vidro com força • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Não pude ir na quinta-feira, mas na sexta-feira estava bem tranquilo. Seria o dia ideal para as entrevistas que deixei para o sábado e domingo. Mas cheguei um pouco tarde (afinal, além do blog também tenho meu trabalho) e só deu tempo de dar uma volta geral e mergulhar de garrafa no tanque de mergulho. Além do tanque de mergulho, também havia uma pista de snowboard (claro que eu levei um tombaço e quase derrubei o instrutor), tanque para teste de caiaque (preferi não arriscar), uma carreta-frigorífica com gelo da Patagônia para teste de cramponagem e parede de escalada.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQkpAAUbjI/AAAAAAAAE1c/Ce_8IX-PTrM/s400/DSC01111.JPG" alt="A foto do tombo eu não publico" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A foto do tombo eu não publico<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk-44fUtI/AAAAAAAAE3o/v3viLaN3gAQ/s400/DSC01308.JPG" alt="Matando saudades de escalar" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Matando saudades de escalar<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Eu esperava encontrar muito mais fabricantes conhecidos de equipamentos de aventura, assim como lojas. Neste aspecto, uma decepção. Dizem que a culpa é da crise; eu tenho minhas dúvidas. De qualquer modo, não deixou de ser bem divertido. Fiz questão de entrevistar alguns fabricantes e distribuidores e apresentar a vocês as novidades.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlXSiVK9I/AAAAAAAAE50/Tk9CWWMxIhE/s400/DSC01576.JPG" alt="A Patagônia é um pouco mais espaçosa" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A Patagônia é um pouco mais espaçosa<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<h3>LioFoods</h3>
<p>Para a minha alegria, a empresa LioFoods/Berkka estava demonstrando sua linha de produtos liofilizados na feira. Se você não conhece liofilização, deveria: por um processo de sublimação, a água é completamente retirada dos alimentos, fazendo com que eles durem até 60 anos*! E este processo mantém todas as características nutricionais, bastando adicionar-lhes água para consumir. A gama de alimentos passíveis de liofilização é enorme: arroz, feijão, batata, carnes, aves, peixes, doces, sorvete&#8230; a imaginação é o limite. Mentira, tem uma limitação sim: frituras. Sem contar que é levíssimo: uma refeição completa pesa de 50 a 200 gramas. Ganhei algumas amostras e farei em breve um post completo sobre o assunto (e uma janta em casa). Ficou com água na boca? Dê uma olhada no caprichado <a href="http://www.liofoods.com.br/">website da LioFoods</a> e conheça a linha de alimentos, veja os preços e encomende sua próxima refeição.</p>
<p><small>* segundo testes de laboratório, mas mesmo um ou dois anos já é mais do que suficiente</small></p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlDKeRSdI/AAAAAAAAE4E/n_mQ_ZbMVUo/s400/DSC01338.JPG" alt="===PHOTO CAPTION===" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Mandioca, milho e ervilha • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<h3>YouDoFirst</h3>
<p><a href="http://www.youdofirst.com/">Esta empresa</a> estava apresentando dois produtos interessantes: um cauterizador para picadas de insetos e um sistema de carregadores solares. Quanto ao cauterizador, imagine o seguinte: um magiclick de acender fogão. Ao ser picado por algum inseto que lhe cause desconforto, você aplica este pequeno &#8220;choquinho&#8221; na pele e o alívio vem na hora. Não tem contra-indicações, é bastante higiênico, leve, compacto e não usa pilhas. Seu nome é Zap-it, e seu preço estimado é de R$22,90, mas ainda não está oficialmente a venda.</p>
<p>Mas o grande barato desta empresa são seus carregadores solares. O modelo BeOn tem um preço bastante agressivo: R$ 120,00. Pesa somente 100g, tem uma bateria integrada, saída USB e tem um mosquete integrado, sendo ideal para pendurar na mochila cargueira e carregar alguma coisa enquanto você trilha. Sem contar que é &#8220;bunitinho&#8221;: amarelo e preto. Observe que ele foi projetado para carregar celulares (ou qualquer coisa que carregue no USB), mas eu não teria pudor em fazer um suporte de pilhas com um conector USB para carregá-las. Em minha entrevista, o gerente comercial disse que estavam cogitando com o departamento de engenharia essa possibilidade.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk7I4fzZI/AAAAAAAAE3Q/7svmKeCDWIg/s400/DSC01262.JPG" alt="O carregador solar que faltava: barato, leve e prático" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O carregador solar que faltava: barato, leve e prático<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Um produto que me chamou a atenção pelo seu preço foi o carregador graaande da BeOn, o <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968045730489522">modelo Expedition</a>. A eficiência deste carregador permite que você faça uma ligação de seu celular somente com a energia da célula. Este modelo custa em média R$650,00 (subtraia R$80 se você não quiser a maleta rígida que o acompanha). Assim como o Zap-it, este produto estava a venda somente na feira. Caso você tenha se interessado tanto quanto eu (esse carregador solar é meu próximo investimento), <a href="maito:info@youdofirst.com">entre em contato</a> com a YouDoFirst.</p>
<h3>Outex</h3>
<p>São as interessantíssimas bolsas-estanque para câmeras fotográficas que eu já conhecia há algum tempo e que estão na minha <a href="/marcas/">página de marcas</a>. Basicamente é uma bolsa de látex com um adaptador para a lente que permite fotografar nos ambientes mais hostis, como lama, chuva, areia, água do mar ou mesmo sob o leito de um rio. Tudo começou quando o cirurgião dentista José Carlos tentou fazer seus filhos pegarem gosto por fotografia: o que aconteceu é que eles viraram jipeiros e o bem-estar de suas câmeras se tornou um problema. Então o José inventou esse produto genial.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQklrZdvHI/AAAAAAAAE1E/tMEsprNdoEk/s400/DSC01092.JPG" alt="Blub, blub, blub... roupa de mergulho para câmeras fotográficas" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Blub, blub, blub&#8230; roupa de mergulho para câmeras fotográficas<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Observe que os 6 modelos de estanques são todos para câmeras DSLR, e servem para todos os modelos existentes desta categoria. Os preços variam de R$360 a R$600, e podem ser compradas no <a href="http://www.outex.com/">site da Outex</a>. Ha também alguns acessórios e outros modelos, como modelos com e sem grip de tripé, passa-cabo e uma capa de chuva (não-estanque) para fotojornalismo (leia-se: para aquelas objetivas enooormes).</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlKA9wZmI/AAAAAAAAE4o/46eNrwDMtPM/s400/DSC01402.JPG" alt="Visão geral de parte da feira" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Visão geral de parte da feira<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Já estou tentando escrever este post há duas semanas e não consegui terminar: ainda existem mais algumas novidades legais que eu vou publicar num próximo post.</p>
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		<title>The longest way</title>
		<link>http://blog.blag.us/the-longest-way/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 15:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito trabalho e um pequeno problema de saúde: essa semana eu não consegui terminar o post que deveria ser publicado hoje. Enquanto isso não acontece, fiquem com The Longest Way, uma jornada feita pelo alemão Christoph Rehage, que em um ano caminhou 4.646km pela China e mostra em seu vídeo sua loooonga barba e cabelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito trabalho e um pequeno problema de saúde: essa semana eu não consegui terminar o post que deveria ser publicado hoje. Enquanto isso não acontece, fiquem com The Longest Way, uma jornada feita pelo alemão Christoph Rehage, que em um ano caminhou 4.646km pela China e mostra em seu vídeo sua loooonga barba e cabelo crescendo no decorrer do tempo</p>
<p><!-- begin video --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 400px;">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="225" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4636202&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="225" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4636202&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">The longest way • <a href="http://vimeo.com/4636202">ver este vídeo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end video --></p>
<p>Alguns detalhes:<br />
- Ele nunca completou seu objetivo inicial, que era caminhar da China à Alemanha.<br />
- Toda a distância foi percorrida a pé. Em alguns momentos em que você o vê em um avisão foi para resolver assuntos pessoais ou burocráticos.<br />
- Ele precisou de um ano de planejamento.<br />
- A autorização para isso não foi fácil. Ele teve que fazer várias viagens a Beijing para poder continuar.<br />
- As músicas do vídeo são: 1) Zhu Fengbo &#8211; &#8220;Olive Tree&#8221; and 2) The Kingpins &#8211; &#8220;L&#8217;aventurier&#8221; &#8211; visite o site dos The Kingpins se você quiser mais, tem algumas bem legais.<br />
- Não é uma foto por dia; em alguns deles foram feitas mais de uma para que o vídeo final ficasse mais interessante.<br />
- A base do projeto é o site <a href="http://www.thelongestway.com">www.thelongestway.com</a> onde ele publicou todo seu diário de viagem.</p>
<p><em>update:</em> recebi este vídeo há algumas semanas pelo <a href="http://costela.net/">Leo Costela</a></p>
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		<title>Um dublê para cenas perigosas</title>
		<link>http://blog.blag.us/duble-para-cenas-perigosas/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Ferroviário]]></category>
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		<category><![CDATA[Paranapiacaba]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá, amigos! A equipe da produtora Sala 21 está fazendo um filme que é uma mistura de documentário e ficção sobre um esquizofrênico e suas alucinações. É uma produção independente e seu roteiro foi criado tendo em mente a filmagem em Paranapiacaba. Por ser um local maravilhoso para as locações, de curta-metragem, o filme se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos!</p>
<p>A equipe da produtora Sala 21 está fazendo um filme que é uma mistura de documentário e ficção sobre um esquizofrênico e suas alucinações. É uma produção independente e seu roteiro foi criado tendo em mente a filmagem em Paranapiacaba. Por ser um local maravilhoso para as locações, de curta-metragem, o filme se tornou um média. &#8220;Há locação demais para roteiro de menos&#8221;, é o que o pessoal disse. O filme não tem nome definido ainda, e mesmo o nome provisório muda constantemente.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156844318351522"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SpvyKnJhYKI/AAAAAAAAEXM/4Gzefti_Mk8/s400/DSC00168.JPG" alt="Luz, câmera, ação !" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, câmera, ação ! • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156844318351522">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>De alguma forma o roteirista (que nem  sabe-se quem foi, dada a forma como ele são &#8220;sorteados&#8221;) sabia da existência da ferrovia abandonada. A diretora do filme recorreu a educadíssima MRS,  cuja assessoria de marketing não autorizou que a equipe passasse da primeira ponte durante as filmagens. Com a insistência digna de bons brasileiros, acharam um maluco na internet que tem um blog sobre a região e está sempre perambulando por lá (adivinha quem?). Com minha experiência tática convidaram-me para guiá-los até a casa de máquinas abandonada, para fazer as demais cenas. E de quebra me usar como dublê.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156756436426066"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SpvyFfw1nVI/AAAAAAAAEWw/OHe42Eq632c/s400/DSC00161.JPG" alt="Lex, Erik, Clemie e Ivan" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lex, Erik, Clemie e Ivan • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376156756436426066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- end Picasa horizontal photo --></p>
<p>Com tudo devidamente combinado, na sexta-feira Joana e eu fomos para a conhecida vila. Encontramos com a equipe de filmagem, combinamos os detalhes de como seria o dia seguinte. A equipe toda é muuuito legal, um mais educado e simpático do que o outro. Eles até tinham uma produtora-coordenadora de arteterapia (seja lá isso o que for). Fomos dormir razoavelmente tarde.</p>
<p><!-- begin Picasa horizontal photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376155363993323778"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spvw0cgiCQI/AAAAAAAAEQY/akSott-qxXo/s400/DSC00063.JPG" alt="locações exóticas logo na minha primeira cena" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Locações exóticas logo na minha primeira cena<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376155363993323778">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
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<p>No sábado entramos na ferrovia, pelos desvios que eu já conheço. A equipe: Joana (que foi para fotografar o &#8220;passeio&#8221;), a diretora Clemie, o diretor de fotografia Ivan e o assistente de produção Erik. Fizemos algumas cenas no túnel antes da ponte da Grota Funda e, naquele calor de rachar, eu tinha que usar um sobretudo de feltro megagrosso, uma calça jeans, coturno, camiseta de algodão e carregar uma mochila bem desconfortável. Mas vale tudo em nome da sétima arte!! Em seguida os levei à Casa de Máquinas. Todo mundo mandou muito bem na travessia das pontes.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dRzUMSM_HJg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/dRzUMSM_HJg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vou lhe colocar nos trilhos • <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dRzUMSM_HJg">ver este vídeo</a> • <a href="http://www.youtube.com/blagus">ver todos os vídeos</a></dd>
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<p>Na casa de máquinas P4 fizemos várias tomadas e uma delas é meu personagem (oh!) atravessando a ponte. Pausa para lanches e logo mais, mais algumas cenas. Terminado o trabalho, no caminho de volta fui o cameraman da travessia na ponte!</p>
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<dl class="wp-caption alignnone">
<dt class="wp-caption-dt"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LsLRwTD-vaY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/LsLRwTD-vaY&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só faltou o monociclo e a sombrinha • <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LsLRwTD-vaY">ver este vídeo</a> • <a href="http://www.youtube.com/blagus">ver todos os vídeos</a></dd>
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<p>Ao chegar na vila tomamos algumas cervejas, separamos os equipamentos e eles foram embora. Joana e eu passamos no bar da Zilda para comprar alguma coisa para jantar: nós voltaríamos à P4 para fazer rapel no domingo. Voltamos durante a noite, estava um tempo agradável. Pudemos ver uma turma descendo a trilha do Mogi, devido suas lanterninhas ziguezagueando no meio do mato. Armamos o acampamento dentro da casa de máquinas e fizemos a janta.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160159651759650"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv1LlumhiI/AAAAAAAAEoc/owch-h_auQM/s400/DSC00438.JPG" alt="Método inovador para abdominais" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Método inovador para abdominais • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160159651759650">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
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<p>No dia seguinte acordamos bem tarde, por volta do meio-dia (isso porque o sol batendo na barraca não nos deixava dormir) e brincamos um pouco nas duas pequenas vias de uns 10m que eu montei para a Joana treinar. O tempo começou a fechar e ficou muito tarde para eu montar a via grande de rapel, de 60m, no meio da ponte. Começou uma garoa fina, e uma neblina que não deixava ver um palmo à frente. Recolhemos o equipa, fechamos o mochilão e começamos a voltar. Era fim de tarde e começava a escurecer.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160625175241426"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv1mr8DItI/AAAAAAAAErc/r_hGvwohpoQ/s400/DSC00485.JPG" alt="O equipamento é seguro; quanto a ponte que eu tenho minhas dúvidas" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O equipamento é seguro; quanto à ponte que eu tenho minhas dúvidas • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376160625175241426">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Já escuro, no meio de uma neblina que cegava, caminhávamos com mochilas idiotamente pesadas (carregar equipa de vertical não é fácil) quando vinha subindo a ferrovia uma turma de 11 pessoas. Comecei a conversar com o cara que estava guiando a galera e fiquei sabendo que era aquela turma da lanterninha no Mogi, da noite anterior. Pouco depois, gritos desesperados de socorro. Joana já havia avançado pela última ponte e eu, alguns poucos metros. Confirmei verbalmente com ela minha volta e que eu iria ver o que aconteceu. Larguei minha mochila e saí correndo em direção ao pedido de socorro. Passei correndo, sumindo na neblina, por aqueles que mal conseguiam voltar, dado o cansaço e a inexperiência. Chegando na beira de uma ponte, estava o povo desesperado falando que um amigo deles havia caído. Não dava para ver nada, todo mundo desesperado, falando alto. Gritei por silêncio e pedi calma.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://img246.imageshack.us/img246/1851/galerasubindopontesmall.jpg" alt="{{{PHOTO CAPTION}}}" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Galera subindo a ferrovia durante a neblina</dd>
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<p>Virei para o rapaz caído no meio da mata e lhe perguntei: &#8220;Alex, você está muito dolorido? Quanto tempo você consegue ficar aí?&#8221; e ele me respondeu que aguentava 30 minutos. Mais uma baderna se iniciou, e tive que novamente pôr ordem na casa: &#8220;Calma! E silêncio. Há tempo para planejarmos o resgate. Não adianta sair correndo, senão mais gente vai se machucar&#8221;. Desci pela lateral com cuidado, e ao me certificar que estava seguro, falei para o guia descer também. Fomos descendo devagar e achamos o Alex sentado, ainda agarrado na árvore, mas no nível do solo. Ele havia caído de uns 5 metros (só pude medir voltando lá no final de semana seguinge, com sol). Ele estava bem, sem nenhum hematoma, nada quebrado, até estava conseguindo ficar em pé. Só tinha um baita corte na cabeça. Avisei a todos que ele estava bem, só precisava de um band-aid; mais tarde no hospital, ele levou 8 pontos.</p>
<p><!-- begin Image Shack photo --></p>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="http://img4.imageshack.us/img4/245/alexsorianohospitalsmal.jpg" alt="No hospital, 8 pontos. Mas sorrindo !" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">No hospital, 8 pontos. Mas sorrindo!</dd>
</dl>
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<p><!-- end Image Shack photo --></p>
<p>Eu ainda estava lá embaixo com ele e com o guia&#8230; O pessoal queria puxar o Alex para cima, mas tive que planejar de outra forma, mais coerente: pedi que com um facão abrissem a trilha lateral e se aproveitassem de uma antiga escada que havia no local, já coberta pela mata. Aberta a trilha, ajudamos o Alex a sair andando de seu local de aterrisagem. Ele foi devagar e se escorando até a Vila, mas andando por conta própria. Pelo escuro, logística e  agitação do momento, a Joana não fez nenhuma foto do ocorrido. Mais tarde, cheguei em casa moído pelo dia, minha mochila estava pesadíssima por causa do equipamento de vertical.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376159407110223394"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Spv0fySt9iI/AAAAAAAAEkU/4DVQvK5sqcM/s400/DSC00374.JPG" alt="Saída pela direita" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Saída pela direita • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22#5376159407110223394">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba22">ver álbum completo</a></dd>
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<p>No final de semana seguinte, voltamos lá para fazer o rapel que não havíamos conseguido desta vez. Sábado o fizemos e no domingo os seguranças nos tiraram de lá. Mas isso é assunto para outro post&#8230;</p>
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		<title>Morro do Pinga</title>
		<link>http://blog.blag.us/morro-do-pinga/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 20:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Relato da trilha feita de 9 à 11 de janeiro de 2004 entre Pindamonhangaba com destino a Campos do Jordão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saímos sexta-feira na maior correia.</p>
<p>Chegamos em Pindamonhangaba &#8211; etâ nome dificil &#8211; por volta das 23:00</p>
<p>Pegamos um táxi até o começo da estrada que levaria ao vale do Pinga. Ao que pagamos, o motorista disse &#8220;Ói moço, vô contá proceis, eu tava com um medão de cês cê assalto que eu vô até dá uma mijada. Ahhh ! Que mijada bôa ! Mijada de quem tava cu mêdo !!&#8221;</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032051354219970"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som9MZo0tcI/AAAAAAAAD5w/RR8R7BtdtaI/s640/DSCN2801.JPG" alt="Eu e o Edu Amador batendo papo no ônibus" width="580" /></a><br />
<small>Eu e o Edu Amador batendo papo no ônibus | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032051354219970">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Noite maravilhosa, ali mesmo achamos que a trip já tinha valido a pena por trilhar debaixo do clarão da lua que dispensava lanterna. Maravilhosas silhuetas sob o intenso &#8220;lumiar&#8221; da lua cheia. Cheia de luz, cheia de vida, cheia de beleza. Algum tempo de trilha a sede começou a bater. E todas as bicas d&#8217;água vinham de pastos, impossíveis de beber. E a sede castigando. Foi aí que eu vi o Edu lambendo as folhas de árvore para matar a sede&#8230; e nós tentando fazer as mais mirabolantes façanhas para conseguir água: balançando árvore, lambendo folhas&#8230; até que enfim uma trilhinha d&#8217;água se pareceu pouco mais confiável e enchemos nossos garrafões. Pouco tempo depois se via abaixo o vale do Pinga que tínhamos atravessado. E o pântano que nos metemos por engano. Trilhamos até as 3:30 quando armamos o primeiro acampamento. Nesse ponto, já estávamos na compania do Tom e do Hanks, dois fiéis cachorros viralatas que nos seguiram.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032188968762802"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som9UaSr_bI/AAAAAAAAD6o/5EEhcyCpkjw/s512/DSCN2814.JPG" alt="Tom e Hanks" /></a><br />
<small>Tom e Hanks | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032188968762802">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Na manhã seguinte um dog estava em cada canto da barraca &#8211; pensávamos que eles tinham ido embora ! Café da manhã reforçado, leite e pão sírio com queijo. Tom e Hanks ganharam sua parte por terem ficado de guarda. Por volta das 11:00, com o primeiro acampamento devidamente mochilado, nos metemos morro acima ! E bota morro acima nisso. Vista soberba, de Pindamonhangaba, dos campos de arroz, das cidades próximas&#8230; revi minha vista do acampamento de reveillón. Um pausa para descanso, fotos. Mistura-se o pózinho mágico à garrafa d&#8217;água e se tem um belo suco de frutas. Enfim, chega-se à casa do Gordo. Sem luz, de barro, exatamente entre o nada e o lugar algum. Mas a vista&#8230; ah, que vista. E lá estava o gordo.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032317984225858"><img src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som9b66XukI/AAAAAAAAD7I/XrKryHUjma8/s640/DSCN2821.JPG" alt="A vista... ah, que vista" /></a><br />
<small>A vista&#8230; ah, que vista | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032317984225858">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Seguindo GPS e um pouco de intuição, finalmente passamos o meu ponto de retorno no reveillón. Agora era tudo novo, desconhecido, surpreeendente. Surpreendente mesmo foi quando a gente perdeu a trilha, na verdade trilha essa que a gente nunca achou e nos embrenhamos pelo meio do mato. Agora sim a expressão &#8220;fazer uma trlha&#8221; fazia sentido, pois estávamos literalmente abrindo a trilha no peito, no meio de uma mata fechada, mas não estávamos num mato sem cachorro. Lá estavam Tom e Hanks, rindo de nós pois eram menores, mais ágeis e não carregavam mochilão. Sem facão, mas com cara e coragem, seguindo morro acima, contra as adversividades duma volumosa mochila, uma bela subida, mata fechada, e sem facão. Revezávamos quem ia na frente. Aquele estranho aparelho de posicionamento global dando as mais diferentes posições. E, quando menos esperávamos, um paredão de pedra, gotejando, e aí e gente entendeu o significado do morro do pinga: um morro que pinga constantemente. Contornando à esquerda, brigando com a mata, com muito escorregão, doído dum ataque de vespas, riscado de mato, algumas horas depois, e muita suadeira&#8230; chegamos ao topo.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032973472531458"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som-CEy9hAI/AAAAAAAAD-A/_pIeMe04COo/s640/DSCN2866.JPG" alt="O corpo estava cansado, mas a alma não" /></a><br />
<small>O corpo estava cansado, mas a alma não | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032973472531458">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Lugar íncrivel, mato da nossa altura e árvores queimadas: raios. Subi numa das poucas árvores que sobraram para ver a vista, 360º num raio de uns 50 quilômetros. Fantástico. Aquela brisa fria para nos resfriar um pouco. O Wolverine pegou a carta topográfica, alinhou com a bússola, consultou o GPS, alguma coisa estava errada, ainda não havia trilha nenhuma em lugar algum. E o problema agora não era mais a mata fechada, e sim o capim de metro e meio de altura. Depois de achada nossa posição, uma olhada de cima da árvore e a dura decisão: seguir viagem ? Nosso tempo se esgotava lentamente, nossas forças exauridas, somente mais duas ou três horas de sol, torres de TV visiveis, mas há um dia de caminhada por caminhos que não sabíamos de qual dificuldade seria. Água, água, água. Tom e Hanks mortos, onde parávamos, eles deitavam. Mas sempre conosco.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032683540378450"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som9xMtv81I/AAAAAAAAD8w/ph_hM5N1kMs/s640/DSCN2846.JPG" alt="Tom e Hanks sempre por perto" /></a><br />
<small>Tom e Hanks sempre por perto | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032683540378450">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Contornamos o Morro do Pinga de modo a tentar uma investida mais fácil pela parte de trás do morro. Capim de metro e meio, seguíamos com dificuldade também. Somente mais duas horas de sol. Finalmente achamos uma trilha de vacas num pasto alto. Pés doiam. A trilha parecia levar à algum lugar pois se abria cada vez mais, e muitos e muitos metros abaixo se revelava uma casa e muito parecia que aquele alto pasto nos levaria à uma fazenda. Toda aquela bosta deveria ter saído de alguma vaca ou cavalo, que de alguém deveriam pertencer, alguém esse que uma estrada deveria seguir para ali chegar. Mas o caminho se estreitou até sumir. Voltamos para negociar um segundo acampamento. O Edu pegou um TalkAbout, se livrou de sua mochila e foi fazer um reconhecimento mais abaixo, numa investida rápida. Nada, nada, nada. Recebia no walktalkie o desanimador boletim do Edu dizendo que nada mais havia lá embaixo. Sem trilhas, sem casas, muito menos alguma estrada.</p>
<p>Enquanto isso Wolverine e eu decidiamos a área do acampamento 2. Montado acampamento, pés merecidamente secos e no chinelão, hora do rango ! E que comida soberba preparamos&#8230; arroz tio João de ervas finas e curry com seleta de frutas e feijoada. Fazia tempo que eu não comia tanto e com tanta vontade. Fiz as contas e a última vez que eu havia comido foi na quinta-feira. E já era sábado. Ao final, demos comida para o Tom e o Hanks, que estavam nos acompanhando o tempo todo, fielmente.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032707709000306"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som9ymv_2nI/AAAAAAAAD84/c_tNsWqf8RU/s640/DSCN2848.JPG" alt="Acampamento 2" /></a><br />
<small>Acampamento 2 | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032707709000306">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>A água voltou a ser um problema. Tínhamos apenas dois litros para passar a noite e voltar para a casa do gordo, uma caminhada que cálculavamos ser de três horas. Dois litros d&#8217;água era muito pouco. Ainda mais depois de tanta comida. Enfim, merecida noite de sono. Duro é um aguentar o ronco do outro. Do lado de fora, Tom e Hanks, um de cada lado da barraca. Num determinado momento da noite um cavalo se aproximou e a dupla latiu ferozmente: bons companheiros de aventura.</p>
<p>Na manhã seguinte, apenas umas goladinhas de água na garrafa. Não teríamos como fugir de uma descida ao rio bem abaixo &#8211; o problema era atravessar a mata fechada para buscar água. Mas por sorte achamos uns rochedos dos quais vinham água que parecia ser um pouco melhor e deu para encher nossos 6 litros de reserva. Café da manhã com leite, como eu havia desejado na noite anterior ! Era de nossos planos acordar ao raiar e seguir viagem de volta, mas o cansaço fez com que a gente recolhesse o acampamento 2 somente lá pelas 10:00. Uma pausa para cortejar a vista, e mochila às costas e bastões na mão novamente !! Uma garrafa virou uma maravilhosa jarra de Tang abacaxi com pêra. E seguimos morro acima. E novamente no topo do morro, ou quase no topo, lá estavamos novamente a analizar a carta com bussola, GPS e alguém trepado numa árvore. Era duro ver as torres de TV e a trilha que as levava ao longe. Mas, enfim, seria necessário mais um dia ou dois. E voltamos a descer o morro, até encontrarmos um pequeno córrego, trilha essa que duas horas depois saiu na casa do gordo: em contrapartida das nossas 5 horas de subida.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032207192116178"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som9VeLeS9I/AAAAAAAAD6s/1HUIsGfakHY/s640/DSCN2815.JPG" alt="A casa do gordo" /></a><br />
<small>A casa do gordo | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371032207192116178">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Nova parada para o visual, fazer mais um suco, barrinhas de cereal, uma bela pausa para descanso, agora o relógio estava a nosso favor. Morro abaixo, voltando de nossa jornada, passamos pelo local do acampamento 1, e voltar se mostrou tão mais rápido. E agora, Wolverine e Edu poderiam curtir o cenario de dia e babar um pouco nas pedras que poderíamos escalar. E pausa para um também merecido banho de riacho !!! Tirar o fedor, sentir a hidromassagem natural, colocar roupas limpas, passar um desodorante. Depois disso, alguns quilômetros à frente, um pesqueiro com restaurante, e depois de matar a fome e, é claro, a do Tom (o Hanks havia ficado no riacho), depois de algumas cervejinhas, Wolverine e eu demos um tchibum no riacho do pesqueiro, coisa que só as crianças faziam&#8230; não sabíamos que havíamos encontrado a fonte da juventude. Seguindo um pouco mais, e de roupa seca pelo sol, uma carona de volta à Pindamonhangaba ao melhor estilo mochilão.</p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371033188620568738"><img src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/Som-OmSQCKI/AAAAAAAAD-4/TwjACS9uNsU/s640/DSCN2879.JPG" alt="Um banho, que alívio !" /></a><br />
<small>Um banho, que alívio ! | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga#5371033188620568738">ver esta foto</a> | <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/MorroDoPinga">ver álbum completo</a></small></p>
<p>Voltando a memória para o topo do morro do Pinga lembrei de minha mãe me perguntando &#8220;meu filho, porque você faz essas coisas ? Porque sofrer tanto ?&#8221; E a resposta não vinha a boca. Talvez porque não fosse uma resposta verbal. E foi estando lá que eu puder ter a resposta. É a privação de coisas bobas como água, banho, energia. É a conquista, é o visual, é o cheiro da mata, é a forma fisica, é o viver. É o largar de suas comodidades e viver às suas custas, carregando sua sobrevivência às costas. Não, isso ainda não responde a pergunta de minha mãe. Mas sentado, exausto eu achei a resposta. Na água fria do riacho tomando banho depois de dois dias eu achei a resposta. No olhar do Tom e do Hanks eu achei a resposta. E aqui, de volta a cidade, lembro do que o Wolverine me disse: &#8220;numa trip dessas você sempre volta diferente daquela pessoa que foi&#8221;</p>
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		<title>Vida de ponte</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 18:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre 2001 e 2004 eu passava meus finais de semana no famoso viaduto da av. dr. Arnaldo sobre a av. Sumaré aqui em Sampa City. Para quem não conhece, o viaduto fica sobre uma estação de metrô (Sumaré) e tem generosos 30 metros de altura. O metrô passa logo abaixo dela e é muito bonita. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 2001 e 2004 eu passava meus finais de semana no famoso <a href="http://maps.google.com.br/maps?cd=1&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.551036,-46.677504&#038;split=0&#038;t=h&#038;z=20">viaduto da av. dr. Arnaldo sobre a av. Sumaré</a> aqui em Sampa City. Para quem não conhece, o viaduto fica sobre uma estação de metrô (Sumaré) e tem generosos 30 metros de altura. O metrô passa logo abaixo dela e é muito bonita.</p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="/files/2010/03/Vida-de-Ponte-Viaduto-DSC00305.jpg" alt="" border="0"><br />Viaduto da av. dr. Arnaldo visto da av. Sumaré</div>
<p>O que era mais legal desse viaduto é que ele era palco dos esportistas radicais: todo mundo fazia rapel nele. Era só chegar com a sua corda e equipamentos, ancorar e descer. Ainda é muito comum ouvir pessoas que desceram ali. A técnica de longe mais executada ali é o rapel e isso era tema de incontáveis discussões e os escaladores torciam o nariz para o movimento dos &#8220;rapeleiros&#8221;. Outra técnica que algumas pessoas de conhecimento técnico mais elevado faziam era a tirolesa. E uma pequena &#8220;elite&#8221; fazia o rope jump.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aCryBJvi3X8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/aCryBJvi3X8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>O rope jump é muito parecido com o Bungee Jump, só que a diferença é que você salta com a corda esticada e faz um pêndulo gigante. Assustador ? Divertidíssimo ! Eu sempre ia na sexta-feira a noite e depois de certa hora todos estacionavam o carro em frente a minha ancoragem. Aquele lugar lotava ! Certas noites não havia local para ancorar. Sempre gostei muito das técnicas verticais e estudei muito para aprender a montar o meu rope jump. E comecei a pesquisar novas técnicas de ancoragem rápida e proteção mais eficiente do meu equipamento. Eu já preparava meu sistema para salto de uma até quatro pessoas e bolei sistemas de auto-resgate quando fui esquecido pelos amigos, ficando pendurado lá um tempão debaixo de chuva.</p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="http://img268.imageshack.us/img268/3307/imagem002t.jpg" alt="" border="0"><br />No parapeito do viaduto pronto para saltar</div>
<p>Tenho incontáveis histórias (das mais engraçadas às mais cabeludas) mas a que eu quero lembrar neste post foi aquele que ficou sendo por muito tempo o record mundial, o 11 mandamentos. Pulamos do viaduto, simultaneamente em 11 pessoas. Tudo começou quando o Fernando, Rafael e Band ficavam me contando do record deles, em oito. Então comecei a organizar junto com o pessoal do Sem Limite o novo recorde. Juntei meu equipa com o do David e contei com a ajuda incálculável do meu grande mestre Yoda, o Fernando. O que era para ser um rope de 10, na última hora foram 11. Ele chegou, se plugou junto de nós e coordenou o momento do pulo.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OsFJ7KXHQik&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OsFJ7KXHQik&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px;"><img src="http://img370.imageshack.us/img370/8711/dsc00332.jpg" alt="" border="0"><br />Os 11 Mandamentos</div>
<p>A ponte ficou por muito tempo &#8220;fechada&#8221; devido a serie de acidentes no rapel por rapeleiros irresponsáveis. Andei sondando o viaduto há pouco tempo e parece estar passível de voltar a saltar de lá. Estou atualizando meu equipamento e espero em poucos meses voltar a sentir a sensação de gravidade zero. Termino este post com o adrenadíssimo tributo ao Dan Osman, criador do Rope Jump.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9kBy4Op2niw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/9kBy4Op2niw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Paraty: em alto-mar</title>
		<link>http://blog.blag.us/paraty-em-alto-mar/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 00:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A principio, navegar de caiaque não tem segredos. Você está num barco simples com um remo, é fácil de concluir o que se deve fazer. Mas quando se tem mais de 50 quilos de equipamento e por volta de 20 quilômetros de percurso em alto-mar, com a possibilidade de chuva a coisa muda de figura. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A principio, navegar de caiaque não tem segredos. Você está num barco simples com um remo, é fácil de concluir o que se deve fazer. Mas quando se tem mais de 50 quilos de equipamento e por volta de 20 quilômetros de percurso em alto-mar, com a possibilidade de chuva a coisa muda de figura. Além do bom preparo físico, você precisa conhecer algumas coisinhas, como localização e um pouquinho sobre clima. Ter treinado algumas vezes antes numa represa calma é mais do que requerido. No que se refere a navegação, há um muuundo todo a ser descoberto: como ler uma carta nautica, saber o que é e como calcular a declinação magnética, e num mundo de tanta tecnologia um GPS se torna indispensável. E, ao contrário do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u395157.shtml">Padre Voador</a>, você precisa saber usa-lo, e muito bem. Saber nadar parece obvio, certo ?</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303210855562802" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDLsmu_jI/AAAAAAAABqM/JGZT_XbILh8/s576/DSC04008.JPG" alt="" border="0"></a><br />Carregando o barco para a partida&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303210855562802" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Um caiaque oceânico se difere em alguns aspectos; ele é sempre de modelo fechado, tem quilha, e normalmente bagageiros. Em nossa viagem alugamos um lindíssimo e premiadíssimo Opium Cabo Horn. É um barco comprido, e já ouvi relatos desse barco sendo mal usado e quebrando ao meio ao enfrentar uma onda agressiva. O bom preparo físico é requerido para poder virar o barco no ângulo certo na entrada de ondas mais altas. Sim, é um barato sentir o barco pular ao atravessar as ondas, mas a brincadeira tem limites. Quanto aos bagageiros, por mais fechados que eles pareçam ser, tudo, mas absolutamente tudo vai dentro de sacos-estanque. E por isso que os espetaculares sacos-estanque da <a href="http://www.montanaltda.com.br/">Montana</a> (ou <a href="http://www.seatosummit.com/">SeaToSummit</a>) são tão formidáveis. São extremamente leves e flexíveis. Mas também tem seu lado mal: furam facilmente. Para o equipamento fotográfico da Joana, uma câmera <a href="http://www.dpreview.com/reviews/sonydslra700/">Sony Alpha A700</a> e mais três lentes, compramos um estanque só para essa finalidade (e um só para a lente tele). Esse estanque ficou boiando no cockpit dela no primeiro dia, e ao chegar na primeira praia, surpresa: a camera estava sequinha. Nos cockpits do barco havia um bom espaço, e conosco levamos camel backs com água doce, barrinhas de ceral, câmeras, mapas, equipamento de mergulho (nadadeiras, snorkel, máscara) e outras bobagens. Também adaptei meu GPS e a bússola esférica (que ganhei da Cris) logo a minha frente para nunca perder o rumo.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710299256094466" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4d6V-D_wI/AAAAAAAAB4c/WGxkOZBAkjs/s800/DSC04014.jpg" alt="" border="0"></a><br />Instalando a bússola e o GPS&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710299256094466" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>O primeiro dia em Paraty foi torturante. O mal tempo nos impedia de sair, chovia aleatoriamente e tínhamos que ficar olhando o Cabo Horn, sequinho dentro de sua garagem. Sem contar que o camping não era nada barato, R$25/dia por pessoa. Tédio também faz parte das maiores aventuras, e ter calma nessas horas é tão importante quanto nos momentos de agitação. Mas no dia seguinte finalmente partimos, com um tempo ainda nublado. E justamente nesse primeiro dia de remos que faríamos o trecho mais longo, e mais saltado para o alto-mar. E remamos para o infinito e adiante. Claro que em determinado momento a chuva veio. Remar sob chuva no mar, que experiência inesquecível. </p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303267720149442" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDPAcTucI/AAAAAAAABqc/p4aZQF2IUl8/s576/DSC02939.JPG" alt="" border="0"></a><br />Rema, rema, rema&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303267720149442" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Algumas horas mais tarde chegamos a primeira praia para descansar, retirar água do cockpit e ver se a chuva havia feito alguma vítima. Tudo na mais perfeita ordem, e a chuva ia e voltava em minutos. Trajes de neoprene são mesmo indispensáveis para esportes aquáticos. Seguimos nosso rumo, agora mais acostumados pelas primeiras horas e não muito tempo depois encontramos um restaurante a beira do saco do Mamanguá. O restaurante pertencia a viúva do seu Vivinho (que ironia). Pausa para um cervejinha geladinha e foi lá mesmo que passamos nossa primeira noite. E a segunda também, pelo mal tempo. Estavamos chateados, alugamos o barquinho por cinco dias e já havíamos perdido dois. Eu havia levado dois charutos cubanos, naquela noite fui fumar um bem longe, no escuro e na compania dos cachorros. Estava feliz e triste  ao mesmo tempo. Depois fui brincar um pouco com a camera e fazer algumas fotos em alta exposição.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303479455236754" target="blank"><img src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDbVN4wpI/AAAAAAAABrE/a7FXuuSfiEc/s800/DSC04044.JPG" alt="" border="0"></a><br />Restaurante do seu Vivinho&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303479455236754" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710683867066882" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4eQuwdsgI/AAAAAAAAB8A/FPdNWxIrBeY/s800/DSC04103.jpg" alt="" border="0"></a><br />Nossa árvore de Natal&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304710683867066882" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No terceiro, mar de almirante e céu de brigadeiro (ou o contrário). Indo a Paraty Mirim para comprar alguns itens que claramente fariam falta mais tarde, até pudemos mergulhar um pocu. Paramos no meio do Saco do Mamanguá e pulei do caiaque, colocando nadadeiras, máscara e snorkel dentro da água. A Jô foi remando enquanto eu seguia o barco mergulhando. Paraty tem águas claríssimas e é incrível a sensação de estar levitando.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303750073489826" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIDrFWTmaI/AAAAAAAABsI/c-dJc5YQ4n8/s576/DSC04146.JPG" alt="" border="0"></a><br />De volta para o mar&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301303750073489826" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Mais tarde chegamos ao Restaurante da Ostra, do Dadico. Eles faziam uma caprichada porção de camarões, e Seu Dadico nos ofereceu um bom espaço para acampar. Resolvemos ficar lá mesmo e pedir mais uma porção dessa para nossa janta. A noite se iniciou o maior terror que já passei até hoje: fomos atacados pelos temíveis &#8220;porvinhas&#8221;. São borrachudos mínusculos<br />
que tem a inteligência de entrar por dentro do sobre-teto da barraca, passar facilmente pela tela e se juntar em dezenas, depois centenas e pouco mais milhares deles. Você pode ve-los se multiplicando bem na sua frente. São como Geremlins multiplicando-se após receberem uma gota de água. Dormir, impossível. Depois de mais de uma hora matando um-a-um, em menos de minutos eles multiplicavam-se novamente. Nem mesmo o tão elogiado repelente Exposis Extreme dava conta deles. Aliás, nem cócegas lhes fazia. Por volta das 4 ou 5 da manhã, não auentando mais ficar na barraca, fomos dormir numa casa em contrução logo a frente. Lá se foi uma noite pessimamente dormida.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304052879386610" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZID8tY25_I/AAAAAAAABtQ/2NF99ud2OZc/s800/DSC04270.JPG" alt="" border="0"></a><br />Restaurante da Ostra&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304052879386610" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No dia seguinte, quando fui acertar as contas com o seu Dadico, o cachorro dele, Pluto, me mordeu. Fiquei com um baita vermelhão na perna esquerda, e o coitado do seu Dadico, morrendo de vergonha. Seguimos nossa viagem adentro ao saco do Mamanguá com o nosso barco amarelinho o qual eu já tinha me apegado (e eu já me entristecia de pensar em devolve-lo). Chegando ao fundo do Mamanguá, entramos no rio Irió. Apesar do cheiro do mangue, aquele lugar é lindo. Milhares de caranguejos enooormes com suas pinças afiadas (era possível ouvir suas pinçadas !) fechavam o cacete pois era época de acasalamento. Haviam tantos caranguejos que até nos galhos acima do rio, lá estavam eles. Confesso que dava até medo, de tantos e tão grandes que haviam. Avançamos alguns poucos quilômetros pelo rio quando decidimos voltar. E no caminho de volta, o caiaque encalhou no mangue. Tive que descer do barco, me atolar até a cintura do que mais parecia uma fossa gigante e puxar o caiaque. Machuquei muito meu pé nos galhos submersos, e a cada passada subia ainda mais aquele cheiro&#8230; pelo menos eu sabia que era algo vegetal e mineral e que muito possivelmente devia fazer bem para a pele. Mas não foi uma tarefa nada fácil.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304614055703954" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEdX7t9ZI/AAAAAAAABvM/2pqV_SlKUSU/s800/DSC04414.JPG" alt="" border="0"></a><br />O rio Irió&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304614055703954" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304214046401298" target="blank"><img src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEGFyEYxI/AAAAAAAABuI/bdWJep5RqL0/s800/DSC04373.JPG" alt="" border="0"></a><br />Essa foto o mostra pouco menor que seu tamanho natural&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304214046401298" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Combinamos com o Paulo, o dono do caiaque, de entrega-lo na casa do Bebeti. Então, para lá fomos e achamos facilmente uma vez que eu havia marcado a localização no meu GPS. Como diria na música do Renato Russo: &#8220;lugar estranho com gente esquisita&#8230;&#8221; e aquela casa no meio do nada, com uma senhora muito idosa e não muito sociável e dois sujeitos saídos de um filme de terror adolescente (e um deles era o Bebeti). Mas não tinha jeito; tínhamos que acampar por lá pois não havia tempo para ir para Laranjeiras e nossas mochilas ainda estavam para ser entregues para nós. Então fomos arrumar nosso equipamento e o Bebeti e o amigo dele sentaram num banco do nosso lado. Acho que eles nunca viram tanto equipamento junto pois nos olhavam curiosamente, mas somente conversando entre eles. Mais um garoto apareceu por lá, e este bem mais sociável veio conversar conosco. Falávamos sobre a viagem, os porvinhas e o mangue.<br />&#8220;Já comeu caranguejo ?&#8221;, ele perguntou<br />&#8220;Não, tenho muita curiosidade&#8221;, respondi<br />&#8220;Então bóra caçar caranguejo no mangue !&#8221;<br />Não tive dúvida ! Peguei a câmera da Jô e fui pro meio do mangue, no fundo da casa caçar aqueles bichinhos que mais pareciam robozinhos. Não tive coragem de meter a mão na lama com medo de uma pinçada (afinal, já estava machucado demais), mas me prontifiquei a clicar a aventura. Encheram um saco enorme de caranguejos, que foram diretamente para a panela. Para quem nunca havia comido caranguejo, comi até demais. A Joana, que é baiana e cresceu comendo esses bichinhos, matou a saudade e esbaldou-se.</p>
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304256725641650" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEIkxl6bI/AAAAAAAABuQ/n2xS0hLF1io/s800/DSC04390.JPG" alt="" border="0"></a><br />Manguetown&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304256725641650" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304783784257890" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIEnQOKKWI/AAAAAAAABvk/1nRQkSWwqv0/s800/DSC04433.JPG" alt="" border="0"></a><br />&#8220;Fui no mangue catar caranguejo e conversar com o urubú&#8230;&#8221;&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304783784257890" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
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<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304711550309156258" target="blank"><img src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZ4fDKgWxaI/AAAAAAAACbI/jd8GEry4HII/s800/DSC04452.jpg" alt="" border="0"></a><br />Não sobrou nada&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5304711550309156258" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>Estava um agradável fim de tarde, e estávamos cansados e com sono. Eu consegui dormir algumas horas até anoitecer. A noite, o inferno novamente. Porvinhas multiplicavam-se dentro da barraca. Morrendo de sono e mal humorados, vestimos calça, meia e camiseta e cobrimos a cabeça com toalha. Foi a única forma de dormir um pouco, porque o calor era insuportável. Foram duas noites com pouquíssimas horas de sono. Por via das dúvidas, o facão estava ao meu lado, desembaiado.
<div style="font-size: 11px;"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304955862148978" target="blank"><img src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SZIExRQuZ3I/AAAAAAAABwE/QgdwefM6ImE/s800/DSC04459.JPG" alt="" border="0"></a><br />Cartão postal&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009#5301304955862148978" target="blank">ver esta foto</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paraty2008A2009" target="blank">ver álbum completo</a></div>
<p>No dia seguinte nossas mochilas chegaram. Com uma lágrima no olho despedi daquele formidável barquinho. Já sabia que iria sentir saudades dele e agora mesmo enquanto escrevo este artigo ainda sinto saudades. Me despedi do pessoal do Bebeti com alivio e um pouco de culpa pela minha desconfiança. Seguimos uma trilha tranquila até Laranjeiras. Já haviam passado cinco dias desde que chegamos a Paraty e eu ainda tinha onze dias</p>
<p> pela frente (Joana, apenas cinco).</p>
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