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	<title>blogus &#187; equipamentos</title>
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	<description>o blog das aventuras do blagus</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Jan 2012 16:23:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O sonho da casa própria</title>
		<link>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/escolha-sua-barraca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você quer virar um caramujo, carregando a casa às costas, aqui estão os quesitos necessários para a escolha da sua barraca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quê casa de campo se com a barraca você pode ter uma vista diferente a cada dia ? Estar com ela às costas é sinal de mais pura liberdade, ou, na pior das hipóteses, de uma noite de sonho sequinho e  confortável. Mas assim como é difícil escolher entre uma kitnet na Cohab e um loft no Jardins, a escolha da tenda não é tarefa tão fácil quanto parece.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/01-DSC04476.jpg" alt="Vista do fundo do Saco do mamanguá em Paraty" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Casa de campo com uma vista diferente a cada dia</dd>
</dl>
</div>
<h3>Rede de intrigas</h3>
<p>Com a <a href="/akampando/">rede</a> você tem menos peso, volume e trabalho, mas a barraca pode te proteger melhor do frio, vento e chuva e ainda há aquela sensação gostosa de estar dormindo mais protegido. Eu costumo levar em consideração os seguintes pontos para escolher a barraca ao invés da rede, com base no destino de viagem:</p>
<ul>
<li>Inexistem árvores no local, como ambientes de montanha ou cerrado</li>
<li>Haverão mais pessoas de rede, diminuindo a quantidade de árvores disponíveis no local de acampamento</li>
<li>Possibilidade de vendaval, agravado por chuva lateral</li>
<li>Frio! Muito frio!</li>
<li>Lugares superpovoados em que não é confiável deixar seus pertences pendurados num canto ou esparramados no chão. Mas vamos sempre evitar esses lugares, certo?</li>
</ul>
<h3>Chutando o pau da barraca</h3>
<h3 class="excerpt">considerações para compra</h3>
<p>O primeiro fator a ser considerado (além do preço, é claro) é o <strong>tamanho</strong> da sua futura morada. Recomendo barracas de no máximo 3 lugares; acima dessa quantidade de pessoas, dividam seu acampamento em várias tendas. O tipo mais comum de barraca é a iglú, e este modelo tem excelente geometria: são altas, de paredes quase verticais e são muito confortáveis, possibilitando sentar-se dentro delas. Mas este conforto tem um contraponto que é a <strong>aerodinâmica</strong> comprometida. Portanto, considere se você vai usa-la em ambientes que ventam muito. Tentar dormir sendo quase levado pelo vendaval é uma experiência nada agradável (mas muito empolgante!). A <strong>geometria</strong> vai indicar o quão aerodinâmica é. Cada dia surgem no mercado modelos com desenhos mais modernos e acredito que as iglús um dia farão parte do passado, assim como hoje em dia ninguém mais usa as lendárias canadenses, em forma de V invertido. Os materiais evoluem rapidamente e quando a relação de peso e resistência das varetas não for mais um problema, veremos modelos bem mais inteligentes à disposição.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/02-DSC08280.jpg" alt="Uma fila de pequenas barracas no meio do mato" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma barraca enorme não caberia, mas várias pequenas cabem</dd>
</dl>
</div>
<p>Quanto a sua estrutura, existem basicamente dois tipos: as auto-portantes e as esticáveis. Se ao colocar as varetas a barraca fica em pé sozinha, e até permite ser deslocada de lugar, então ela é autoportante. Mas, se por outro lado, a barraca precisa ter seus speks fincados com certa pressão no solo de modo a estica-la e assim têla de pé, então você tem um modelo de armar à mão. As autoportantes são muito mais práticas, mas as esticáveis costumam ser mais leves. A maioria das autoportantes o é somente para a estrutura interna e a capa externa precisa ser esticada com speks. Se puder, compre uma barraca totalmente autoportante, em que a capa externa se encaixa nas pontas das varetas, deixando a tenda completamente portátil. Nem sonhe em comprar aquelas malditas barracas que armam em dois segundos; eu poderia escrever um artigo do tamanho desse falando de suas desvantagens.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/03-DSC02547.jpg" alt="Barraca Azteq Nepal montada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ótimo modelo de esticar: Azteq Nepal</dd>
</dl>
</div>
<p>A área que a barraca ocupa no chão é chamada de <strong title="pegada">footprint</strong>. A barraca normalmente é composta por duas camadas: a proteção interna, de um tecido fino ou tela e a capa externa, impermeável para proteger do orvalho e chuva. Entre essas duas camadas há um espaçamento, portanto o interior da barraca é quase sempre menor que o footprint. Essa relação vai dizer o quão eficiente ela é em termos de uso de espaço. Alguns modelos para climas quentes, bem mais leves, usam apenas uma lona: escolha estes modelos somente se você acampar em lugares quentes e com índice pluviométrico baixo.</p>
<p>O isolamento térmico e à chuva depende essencialmente do quão bem montada e esticada. Portanto, repita comigo: <em>&#8220;eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre, eu vou esticar minha barraca direitinho sempre&#8221;</em>. Quanto ao isolamento térmico, costumam ser divididas em 2 categorias: 3 estações e 4 estações. Adivinhe qual é a estação que o primeiro modelo não comporta, e escolha o modelo mais adequado as suas necessidades.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/04-DSC02070.jpg" alt="Barraca molhada de chuva" width="333" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Diga-me como monta sua barraca e te direi se terá uma noite de sono tranquila</dd>
</dl>
</div>
<p>Algo que não pode ser ignorado é o avancê ou vestíbulo. É a parte de lona externa que avança além da parte interna, criando um espaço para deixar equipamentos, como mochilas molhadas e botas sujas e que também será usado para cozinhar debaixo de chuva. Você conseguirá cozinhar de dentro da barraca sem se molhar? E com conforto? E a chama do fogareiro não vai gerar um incêndio ao ser aceso? Tenho <a href="https://lh6.googleusercontent.com/-a6Xq6DaTDbg/TBqW6O_nT6I/AAAAAAAAG80/FmhudYZDZSY/s640/DSC00220.JPG">uma barraca</a> que já me fez passar fome por não permitir cozinhar debaixo de um pé d&#8217;água, foi frustrante.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/05-DSC04103.jpg" alt="Cozinhando sob o avanço" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Só torça para não ser chuva de vento</dd>
</dl>
</div>
<p>Na loja em que você vai conhecer sua futura morada, monte-a por conta própria, com alguma (mas não muita) ajuda do vendedor. Procure contabilizar o tempo e a dificuldade de montagem, isso será muito importante num dia de chuva, frio ou cansaço. Entre, deite dentro dela, feche o zíper, vire-se, fique em várias posições: deitado com a cabeça de todos lados possíveis e sentado, na posição de cozinhar. Ter um monte de bolsos e fitas para pendurar seus badulaques é sempre vantagem e não acrescenta peso algum.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/06-P1000524.jpg" alt="Equipamentos pendurados pelo teto da barraca" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A favela está montada</dd>
</dl>
</div>
<p>Observe a qualidade das varetas e prefira as de alumínio ao invés das fibra de vidro. Estas últimas costumam rachar com o tempo, embora as de alumínio requerem cuidado extra para não amassar. Por fim, evite cores escuras. Escolha entre azul, verde, cinza (todos em tonalidades claras), laranja e amarelo.</p>
<h3>Com a barraca armada</h3>
<h3 class="excerpt">técnicas de uma casa itinerante</h3>
<p>Lave sua barraca somente se ela estiver nojentamente suja, e para isso o melhor mesmo é faze-lo delicadamente no tanque com água morna e sabão neutro. Confesso: mandei à lavanderia  certa vez e claro que foi a maior estupidez; hoje em dia não lavo minhas barracas. A terra que fica na parte em contato com o chão, num dia de calor e sol, irá se soltar com algumas palmadas. Caso você seja muito preciosista, pode comprar uma lona mais fina e barata e usa-la como footprint. Eu gosto da lona sobressalente para pôr logo à frente da porta, que servirá de tapete para a roda de amigos enquanto se faz a janta num bate-papo descontraído. Assim, todos poderão ficar descalços sem levar sujeira para dentro de casa ao entrar. Na manhã seguinte levante a barraca ainda armada, mas sem a capa externa e com a porta para baixo; sacuda-a energeticamente e a sujeira toda (e mais alguns grampos de cabelo, pilhas perdidas e moedas) vão cair, deixando-a limpinha para o próximo acampamento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/07-P1000472.jpg" alt="Barraca em pé para limpeza" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">É apenas para limpeza, não tente acampar assim</dd>
</dl>
</div>
<p>Enquanto a noite caia você distraidamente deixou a porta aberta enquanto fraternizava com seus amigos na lona azul do lado de fora e milhares de borrachudos sanguinolentos entraram no conforto do seu lar sem ser convidados. Ao tentar dormir aquele maldito zum-zum-zum te deixa louco e você começa a tentar a matança desses hereges, mas percebe que eles são imortais: repelente não os mata, as palmas só fazem barulho e cobrir-se com o saco de dormir na cabeça o sufoca. Que inferno de noite. Somente uma técnica poderá salva-lo: a técnica Jackson Pollock. Faça dela um jogo com seu companheiro: com polegares a postos e headlamps carregadas, espere-os ficarem quietos na parede branquinha. Pressione o polegar contra o maldito na parede e arraste-o alguns centímetros. A risca vermelha de sangue vai provar o ponto marcado. Vocês poderão contabilizar os pontos por borrachudo assassinado e volume de sangue espalhado. Aproveite a brincadeira para redecorar o interior de sua casa.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/08-DSC00345.jpg" alt="Rapaha Fanti dormindo tranquilamente de portas abertas" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amanhã ele vai acordar parecendo que está com catapora</dd>
</dl>
</div>
<p>Exceto em clicloviagens (e olhe lá), aquelas malditas maletas que acompanham o produto são totalmente desnecessárias. Me explico: a melhor geometria para guarda-las é dobrada em forma quadrada (sobreteto mais parte interna) no fundo da <a href="/infografico-mochila/">mochila</a>, dando-lhe um base plana para que fique em pé sozinha. As varetas vão em pé no corpo do mochilão. Insistir em coloca-la na sua sacolinha como veio de fábrica e amarra-la em qualquer lugar da cargueira é um pedido de sofrimento.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/09b-IMG_0852.jpg" alt="Lex pensando como vai guardar a barraca já desmontada" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Como guarda-la? Dobrada, oras!</dd>
</dl>
</div>
<p>Pena que todos os manuais que as acompanham sejam tão toscos e com regras impossíveis de cumprir. Uma delas é de nunca guardar a barraca molhada. A outra, de nunca cozinhar dentro dela. Oras, se você foi obrigado a desmontar o acampamento sob toró torrencial, como não guarda-la molhada? Se você está numa montanha alta, o frio lá fora é de congelar o esqueleto e você está morrendo de fome, como não cozinhar dentro de casa? Já que a gente precisa fazer essas bobagens, vamos fazer do melhor jeito possível. Evite isso como o diabo que foge da cruz, pois é realmente perigoso: imagine se a barraca pega fogo com você dentro ou morrer sufocado pela falta de oxigênio (bem, pelo menos será uma morte bem tranquila). Mas, se realmente não for possível evitar, faça o seguinte: abra o máximo possível a porta para ventilar (ou para sair correndo em caso de acidente). Amarre a base do fogareiro numa frigideira, fundo de panela ou alguma outra coisa plana e não-combustível. Sugiro sempre ter no equipamento fitas tire-up (enforca-gato ou hellerman, como preferir) para este fim. O maior perigo está na hora de ligar, pois é quando o fogareiro expele a maior chama. Procure liga-lo do lado de fora, e depois traga-o de volta com a chama estabilizada. Se o temporal for tão feio que nem isso é possível, mantenha uma panela grande (e vazia) por perto para tampar a chama alta caso necessário. Toda distância possível de sacos de dormir, isolante, paredes e teto, roupas ou qualquer outra coisa. E escolha a parte mais plana e estável do chão para isso. Ter a mão uma toalha molhada me parece boa idéia em caso de emergência. Técnica permitida apenas para fogareiros a gás e pressurizados, nunca-jamais para espiriteiras. Boa sorte!</p>
<div style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2012/01/10-DSC00162.jpg" alt="Vista de dentro da barraca num dia chuvoso" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Terá que cozinhar dentro da baraca? Atenção as instruções de segurança e boa sorte</dd>
</dl>
</div>
<p>A barraca é a nossa casa fora de casa. É um equipamento durável e que vai te acompanhar em várias aventuras, será presença garantida em suas fotos e memórias. É o símbolo máximo do campismo e servirá como um templo para deslumbrar-se como a vida lá fora é tão mais gostosa e verdadeira<span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>O primeiro a gente nunca esquece</title>
		<link>http://blog.blag.us/primeiros-equipas/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/primeiros-equipas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando você finalmente levanta seu traseiro gordo do sofá e decide sair para acampar, descobre que não tem equipamento para fazer isso. Este é um pequeno guia para você comprar seu primeiro kit de aventura sem precisar vender um rim para pagar a fatura do cartão de crédito]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esporte barato é futebol, vôlei ou basquete. O único equipamento especializado necessário é uma bola. Acampar com o mínimo de conforto e segurança requer um investimento inicial que, quando feito sem cuidado, lhe obriga a se prostituir para pagar a conta. Eu me empolgo a valer falando sobre as últimas novidades da PrincetonTec ou da SeaToSummit, mas, para ser realista, é muito difícil ter essas marcas como primeiro equipa — a não ser que você more <em>nos estrangêro</em>. Há também o agravante de quem está começando não tem certeza se realmente vai querer transformar isso numa atividade recorrente, e pode abandonar essa vida de mateiro sem aviso prévio.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_01e_DSC02898.jpg" alt="Lex Blagus subindo uma cachoeira" width="500" height="404" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Tudo indica que ele vai voltar mais vezes</dd>
</dl>
</div>
<p>Com o passar do tempo você vai substituindo seus equipas, quer seja por desgaste ou porque quer algo melhorzinho. Então, faça o planejamento de compras em duas ondas: a primeira, com itens de valor mais barato comprados ao mesmo tempo; e a segunda composta de marcas superiores, comprados com mais critério e mais tempo, substituindo a primeira onda aos poucos. A não ser que você seja o tio Patinhas beira o impossível ter do bom e do melhor na primeira trilha. Equipas de valor acima de R$ 500 eu recomendo comprar lá fora; o mercado brasileiro precisa de estímulo, mas simplesmente não dá para pagar três a cinco vezes mais caro só por isso. Comprar qualquer coisa barata requer atenção, porque há muita <a href="http://www.nautika.com.br/files2/Image/fit/omega_g.jpg">porcaria</a> à disposição. Garimpar é necessário, mas também é necessário saber reconhecer um bom equipamento.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_02a_DSC04073.jpg" alt="equipamentos pendurados em uma árvore" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Árvore de Natal</dd>
</dl>
</div>
<h3>Mochilão</h3>
<p>Não vou entrar nos detalhes técnicos pois <a href="/infografico-mochila/">já escrevi sobre o assunto</a>, além de um ótimo post do <a href="http://trekking.marionery.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/">Trekking Brasil</a>. Fazendo uma pesquisa para lhe indicar algo bacana, não tive escapatória: uma mochila minimamente boa custa em torno de R$ 400. É o equipa mas caro de nossa listinha. Escolhi modelos de 70 litros, grandes o suficiente para levar toooodos os equipamentos: atuais e futuros. Há quem ache isso um exagero, se for este o caso, procure por modelos menores, em torno de 60 litros.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_03c_DSC01346.jpg" alt="Celso e sua mochila" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A cara feia é por causa do preço</dd>
</dl>
</div>
<h3>Barraca</h3>
<p>As modelos iglú são as mais populares, portanto invista neste modelo. Barracas possuem uma gama muito variada de preços e quase sempre seu valor está atrelado à sua qualidade. Desnecessário comparar muito: compre o que seu bolso permitir (sem ser muito pão-duro); algo entre R$ 200 e R$ 300. <em>Pelamordideus</em> não compre <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">aquelas barracas gigantes</a> para 4 pessoas que mais parecem uma tenda de circo: camping selvagem é lugar de minimalismo. E aproveite para exercitar seu <a href="/infografico-barraca/">senso de organização</a> quando for usa-la.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_04a02_DSC07207.jpg" alt="Jô e Kad próximo a barraca da Speedy" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Igluzinha com banda larga</dd>
</dl>
</div>
<h3>Sleeping bag</h3>
<p>&#8230;ou saco de dormir é o equipa que vai lhe garantir uma noite de sono quentinha e confortável. Este equipamento vem com a especificação de temperaturas para o qual ele é recomendado (conforto, médio e extremo) e cada fabricante tem seu método de medição. Não caia na tentação de comprar aqueles colchonetes de supermercado (exceto se você for para um lugar muito quente). O modelo a ser comprado depende de alguns aspectos:</p>
<ul>
<li>das temperaturas médias dos lugares a serem visitados: montanhas são bem mais frias que praias</li>
<li>se você é homem ou mulher, calorento ou friorento, gordo ou magro</li>
</ul>
<p>O preço vai depender do modelo escolhido; sacos de dormir com maior isolação custam mais caro (e são mais volumosos). Algo bastate interessante é que a maioria possui zíper de lado específico, permitindo que você compre outro de mesmo modelo com zíper do lado oposto de modo a junta-los e então poder dormir de conchinha com sua compania mais querida.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_05c_DSC01265.jpg" alt="Celso e Kad deitados dentro de seus sleeping bags jogando dominó" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma partida de dominó num dia preguiçoso</dd>
</dl>
</div>
<h3>Isolante térmico</h3>
<p>Um pouco de ciência: o sleeping bag é quentinho porque é recheado de fibras ocas. Quando você usa o sleep, os microtubos sob a pressão do peso do seu corpo sem comprimem e por consequência deixam de bloquear o frio do chão. Em resumo: você passa um puta frio se não usar o isolante térmico entre o saco de dormir e o piso da barraca. Isso vale para as <a href="/akampando/">redes</a> também. Existem dois tipos de isolantes: os de EVA e os infláveis, sendo que a primeira categoria são baratíssimos, até R$ 30. É barato mas é importante, <em>porra</em>.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 385px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_06d_DSC00343.jpg" alt="Jô posando para foto exibindo sua mochila e respectivo isolante" width="375" height="500" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Isolante sempre à vista no teto da mochila</dd>
</dl>
</div>
<h3>Fogareiro e cozinha</h3>
<p>Barato meeesmo são as espiriteiras, aqueles fogareiros à álcool dos quais eu não gosto pois parecem muito perigosos. E então temos os fogareiros à cartucho de gás, bastante práticos mas às vezes bem chatos de encontrar à venda (tanto o fogareiro quanto o cartucho). Existem dois tipos de cartucho: de furar e de rosca. Compre o seu fogareiro pesquisando antes qual tipo encontra-se com maior facilidade na sua região. Os preços variam de R$ 50 a R$ 100. Sugiro pedir para alguém trazer dos <em>estrangêro</em> ou comprar no e-bay um lendário <a href="http://www.msrcorp.com">MSR</a> ou <a href="http://www.primus.se/">Primus</a> multi-combustível; é um salto gritante de qualidade e praticidade frente aos fogareiros a cartucho de gás.</p>
<p>Para panelas, compre modelos pequenos e baratos das lojas de um real (são bem mais leves) e corte fora os cabos (deixe apenas uma pequena ponta). Para os pratos, compre de plástico, a <a href="http://www.coza.com.br/">Coza</a> tem modelos muito bonitos e fácil de encontrar em supermercados. Cada trilheiro monta sua cozinha baseado em sua experiência culinária: mini-ralador, descascador de legumes, peneira para escorrer macarrão são alguns itens que podem fazer parte do seu equipamento. E <a href="/potes/">potes</a>, muitos <a href="/potes/">potes plásticos</a>!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_07a_DSC04029.jpg" alt="Cozinha do acampamaneto preparando um omelete, exibindo um pé no canto da foto" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cozinhando com os pés</dd>
</dl>
</div>
<h3>Headlamp</h3>
<p>Diferente da curva de preços das barracas e similar ao que acontece aos fogareiros, entre as headlamps boas e as não-tão-boas há um abismo de preços. Lanternas de cabeça xing-ling custam em média R$ 30 e bons modelos custam em torno de R$ 300. Inexistem modelos intermediários; pelo menos nada que valha a pena. Compre a xing-ling e reze para não chover!</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_08d_DSC00090.jpg" alt="Edú, Jô, Vê e Mario apontando headlamps uns para os outros" width="500" height="326" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Luzes para todos os lados</dd>
</dl>
</div>
<h3>Roupas</h3>
<p>Se você não vê mal algum em pagar R$ 150 numa boa calça técnica, R$ 80 numa camiseta dry e R$ 200 numa blusa, então faça uma visita a uma loja de aventura. Saiba que leitores do blogus tem descontinho camarada na <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a> Consolação. Mas se você prefere algo mais, hum, <em>básico</em>, não se desespere: calça de tactel que vira bermuda de qualquer camelô do Brás, camiseta dry da <a href="http://www.liquido.net.br/">Líquido</a> e alguma boa blusa de frio dão conta do recado. Uma blusa corta-chuva barata é bem difícil de achar, portanto compre uma boa capa de chuva e seja feliz. Procure investir num bom calçado, neste aspecto a marca <a href="http://www.bullterrier.com.br/">Bull Terrier</a> tem um ótimo custo-benefício.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_09f_DSC02083.jpg" alt="Edú exibindo seu casaco corta-chuva laranja" width="500" height="333" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O homem varal</dd>
</dl>
</div>
<h3>E muito, muito mais&#8230;</h3>
<p>Bastões de trekking, GPS, bússola de mapa, bolsa de hidratação, saco estanque, travesseiro inflável, facão, toalha técnica, tigelas&#8230; a lista não tem fim. Tenha em mente que quanto melhor seu equipamento, mais longe você poderá ir e com mais conforto.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full" src="/files/2011/09/primeiros-equipas_10a_DSC01378.jpg" alt="Equipamentos de aventura espalhados" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">De tudo um pouco</dd>
</dl>
</div>
<h3>Orçamento</h3>
<p>Uma pequena simulação de quanto você vai gastar com sua brincadeira.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 560px;">
<dt class="wp-caption-dt"><iframe src="https://docs.google.com/spreadsheet/pub?key=0AqqLB2znnYfOdExrOTZrYkYyRF9oT0FOWmQwNHFFVmc&amp;single=true&amp;gid=0&amp;output=html" width="550" height="275"></iframe></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: justify;"><a href="https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AqqLB2znnYfOdExrOTZrYkYyRF9oT0FOWmQwNHFFVmc&amp;hl=en_US">Abrir planilha no Google Docs</a><br /><img title="Atenção!" src="/files/2010/11/alertTransparent_E0DED9.gif" alt="alerta" width="11" height="11" /> Atenção: preços referentes à pesquisa feita em setembro de 2011. Preços e modelos sofrerão mudanças no decorrer do tempo. Utilize apenas como referência</dd>
</dl>
</div>
<p>A viagem não começa quando você coloca o pé na trilha. Ela começa muito antes, quando ao pegar o equipamento da prateleira da loja você imagina-se usando-o no mundo lá fora. Afinal de contas, <strong><em>a gente nunca cresce, a única coisa que muda é o preço dos brinquedos.</em></strong><span style="float: right;">▣</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Akampando</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 12:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>
		<category><![CDATA[Vertical]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixe a barraca em casa e durma numa confortável rede. Todas as vantagens, desvantagens e dicas para essa forma diferenciada de acampar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas que frescura é essa de escrever acampando com <strong>k</strong>? Bem, é que neste post eu vou falar do conjunto de rede <a href="http://www.kampa.com.br/">Kampa</a>, item que substituiu com honras as minhas barracas solo. Claro que este post não vale somente para esta marca de rede, mas qualquer uma de material sintético e com um toldo para chuva que possa ser utilizada em viagens de aventura. Tá sem grana? Tá bom, pode usar uma rede convencional de algodão com um toldo <em>prástico</em> por cima que também serve. Mas não reclame do peso depois (e nem que foi chamado de <a href="/trilheiro-pe-de-frango/">pé-de-frango</a>)&#8230;</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04046.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="500" height="333" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097257516486754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690"><img class="size-full" src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" mce_src="/files/2010/11/01-DSC04057.jpg" alt="Vê Mambrini curtindo um livro na rede Kampa" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Existe uma rede melhor que a internet  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483097260399338690">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Se você é brasileiro, sabe muito bem como uma rede funciona. Um apoio de cada um dos dois lados numa distância adequada, e <em>voilá</em>, você já pode ter um sono tranquilo. Mas no mundo outdoor precisamos de alguns acessórios, como um toldo para o caso de chuva e um mosquiteiro para lugares com muitos insetos. E o kit Kampa tem todos eles. O único acessório que eu não gostei foram os ganchos: é bem melhor comprar uma fita tubular de escalada e um par de mosquetes. Se você for seguir este conselho, compre uma fita um pouco comprida, pois nem sempre você acha uma distância ideal entre os pontos de apoio. Outra customização que eu fiz foi no toldo, cujo nome é Tarp Oca: troquei todos os cordõeszinhos originais por elásticos tubulares de 2mm, pois funcionam muito melhor.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402"><img class="size-full" src="/files/2010/11/02-SDC10279.jpg" alt="Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Upgrades na rede: mosquetão de escalada, fita tubular e elásticos<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060519743078402">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>No mato, é muuuito mais simples do que a barraca. Com esta última você precisa ficar &#8220;pescando&#8221; uma boa clareira para acampar. E precisa pensar no tamanho do chão da sua barraca também. Lugares inclinados, ou com chão de pedras, nem pensar. Mas com a rede, seus problemas acabaram! Qualquer cantinho com duas árvores equidistantes é o suficiente para você poder acampar tranquilamente. Bem, é mais confortável ter um chão liso e uma pequena clareira, especialmente para fazer o jantar, mas se você gosta de se enfiar no meio do mato sem ter certeza de onde vai passar a noite, é o equipamento certo. Por outro lado, é o equipamento errado se você vai para um lugar desprovido de árvores, como topo de montanhas.</p>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" mce_src="/files/2010/11/03-SDC10237.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060263404183954">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090"><img class="size-full" src="/files/2010/11/03-SDC10266.jpg" alt="Rede entre as rochas, em um cânion" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espaço para barraca, aqui? Nem pensar  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060453585665090">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Mais uma vantagem: seu peso e volume. Como não há varetas, você só tem que carregar os elegantes pacotinhos que a rede, tarp e mosqueteiro (cujo nome é Bug Stop) formam, com um bolso especificamente costurado neles próprios para este fim. O conforto é incomparável (leia o box no final desta página).</p>
<p>Ao contrário do que você pode estar pensando, é necessário continuar levando seu isolante térmico. Ao deitar sobre o saco de dormir, você comprime suas fibras de enchimento e estas perdem sua isolação térmica. Já passei bastante frio achando que não precisaria dele. Se for um destes novos modelos a ar, que pode ser esvaziado e dobrado, menos volume ainda na sua mochila. O da Azteq pode aparecer no mercado com um preço sedutor, mas descola logo nos primeiro uso. O da <a href="http://www.decathlon.com.br/BR/colchao-inflavel-a200-light-50722017/">Decathlon</a> foi uma excelente aquisição. Se você puder comprar um <a href="http://cascadedesigns.com/therm-a-rest/mattresses/category">Therm-a-rest</a>, conquistará minha admiração.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082"><img class="size-full" src="/files/2010/11/04-SDC10252.jpg" alt="Lex deitado confortavelmente em sua rede" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Se liga no pézinho do lado de fora  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060399911470082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Montar uma barraca debaixo de chuva é uma operação detestável. A barraca ficará toda molhada, e arrastar o equipa para dentro piora a situação. Com a Kampa essa atividade é um pouco menos traumática: monte primeiramente a Tarp Oca, e terá uma área coberta para terminar de montar todo o acampamento, protegido do toró. A rede ficará sequinha. Quer dizer, se você montar algo errado ou pegar uma chuva de vento pode se dar mal. Na Chapada Diamantina passamos alguns perrengues por conta disso, numa noite tivemos que acordar e fazer uma gambiarra com os cobertores de emergência e silvertape. No dia seguinte, o Celso, que teve seu sono interrompido porque sua rede estava encharcada, me acordou xingando o projetista da Tarp. Enquanto isso, eu dormia todo encolhido porque metade da minha rede molhou. Kampa, por favor aumente o tamanho da Tarp!!!</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098"><img class="size-full" src="/files/2010/11/05-DSC01331.jpg" alt="Celso arrumando o equipamento debaixo da Tarp Oca" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Celso não estava com cara de muitos amigos naquela manhã após a chuva<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01#5536551494704130098">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/ChapadaDiamantina01">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Aproveite e compre uma lona plástica para colocar no chão, pois, ao contrário de uma barraca, não há espaço para guardar o equipamento. Essa lona vai te ajudar a organizar tudo, trazer maior conforto e segurança para cozinhar a noite e também facilitar o fechamento da mochila na manhã seguinte, especialmente em lugares cujo chão é de pedras. Escolha uma lona com ilhóses nas beiradas, porque você também poderá amarrar num galho com cordins um pacotão contendo todas as tranqueiras, para evitar que algum bicho ousado roube algo (já aconteceu comigo, mais de uma vez).</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-IMG_0952.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Droga, onde foi parar o isqueiro?<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098205241221138">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066"><img class="size-full" src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" mce_src="/files/2010/11/06-SDC10263.jpg" alt="Equipamento sobre as pedras" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ainda procuro pelo gambá que roubou minhas barrinhas de cereal<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27#5421060419022234066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba27">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Em teoria, as redes suportam até 150 kg. Se você quer dormir com a namorada(o), e se a soma de vocês dois é acima disso, pode ser um problema. Bem, o Palmieri, meu querido amigo criador da rede, disse que nunca recebeu para manutenção uma rede que estourou por excesso de peso, e que é bem improvável que ela arrebente. Outra observação é onde você vai montar a rede: escolha árvores parrudas, com mais de 30cm de circunferência. Árvores mais finas vão entortar e você vai encostar no chão. Um fato chato é ter que ficar testando se a rede está numa altura adequada. Às vezes é necessário esticá-la tanto que ela fica na altura do peito, e subir nela pode se tornar uma cena hilariante. Máquinas fotográficas à postas nessses momentos. Quanto a Tarp, eu gosto de esticá-la sobre um varal feito de cordim resistente, isso me permite pendurar coisas como pote de água ou headlamp no teto com o auxílio de mosquetinhos simples. Se você souber nós, especialmente o prussik ou marchard, vai se dar bem.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370"><img class="size-full" src="/files/2010/11/07-IMG_0913.jpg" alt="Equipamento pendurado na cordinha do toldo" width="333" height="500" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Está com sede ou quer a headlamp? Basta esticar a mão<br />
• <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28#5483098059295672370">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba28">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p>Falando de pendurar, eu testei essa rede em altura: 30 metros, na pedreira abandonada onde eu escalo em Mairiporã, o famoso Dib. Adaptei o fogareiro para funcionar com segurança e pude fazer uma simulação de big-wall, que é uma técnica de escalada de grandes paredes, em que se leva mais de um dia para completar a escalada. Rapelei, instalei a Kampa com a ajuda de cordas e protegida por um teto de pedra. Cozinhei ali mesmo, e no dia seguinte desci. Dormi pouco porque não conseguia me conter de felicidade de estar deitado confortavelmente, pendurado ali no alto de uma montanha, e também para ver se tudo continuava no lugar. Pena que não tenho fotos disso, mas pretendo fazer mais vezes.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01116.jpg" alt="Celso em sua rede na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573111889639122">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
<p><!-- div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width:510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178"><img class="size-full" src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" mce_src="/files/2010/11/08-DSC01212.jpg" alt="Redes balançando na casa de máquinas" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Adequada para situações indoor também  • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29#5536573441873086178">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29" mce_href="http://picasaweb.google.com/blagus/Paranapiacaba29">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div -->
<p>Existem dois modelos de rede, a rede Adventure e a rede Joy. Esta última é um lançamento recente e eu ainda não pude testá-la, mas gostei das mudanças. O conjunto Kampa é vendida nas melhores casas do ramo, e seus preços são os seguintes:<br />
• <strong>Rede Adventure</strong> <em>(que ilustra este post)</em>: <strong>R$84</strong><br />
• <strong>Rede Joy</strong> <em>(aparentemente a melhor opção)</em>: <strong>R$74</strong><br />
• <strong>Tarp Oca</strong> <em>(indispensável)</em>: <strong>R$174</strong><br />
• <strong>Bug Stop</strong> <em>(somente se onde você for insetos forem um </em><em>problema</em><em>)</em>: <strong>R$93</strong><br />
<em style="margin-left: 10px;">(fonte: <a href="http://www.mundoterra.com.br/">Mundo Terra</a>)</em></p>
<p>O conjunto Kampa roubou a cena das barracas e cada vez que a uso, gosto mais (apesar do perregue na Chapada Diamantina). É leve, prática, confortável. Dê uma chance à ela também e você vai mudar sua forma de acampar.</p>
<p><strong><em>Boas aventuras!</em></strong></p>
<div>
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: left;"> <strong><em>Sobre a rede de dormir&#8230;</em></strong></p>
<p>A primeira citação nominal em português da rede de dormir foi feita em 27 de abril de 1500 pelo escrivão da frota portuguesa, Pedro Vaz de Caminha, na ocasião em que o Brasil foi descoberto. Segundo consta em seus relatos, os índios dormiam sobre redes altas, atadas pelas extremidades. De acordo com os registros recolhidos até hoje, as redes possuem o copyright sul-americano.</p>
<p>O nome “rede” foi dado pelos portugueses. Os índios a chamavam de “ini”.</p>
<p>“A cama obriga-nos a tomar o seu costume, ajeitando-nos nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos, repete, dócil e macia, a forma do nosso corpo. A cama é dura, parada definitiva. A rede é acolhedora, compreensiva, ondulante, acompanhando, morna e brandamente, todos os caprichos da nossa fadiga e as novidades imprevistas do nosso sossego. Desloca-se, incessantemente renovada, à solicitação física do cansaço. A rede colabora com a movimentação dos sonhos. Entre ela e a cama há a distância da solidariedade à resignação”</p>
<p><em>Luis da Camara Cascudo, Rede de Dormir: uma Pesquisa Etnográfica.</em><br />
<em>2ª ed. São Paulo: Global, 2003</em><span style="float: right; margin-right: 10px;"><em>(via site da <a href="http://www.kampa.com.br/pt/pt_prod_redejoy.asp">Kampa</a>)</em></span></p>
</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Quando a gente esquece</title>
		<link>http://blog.blag.us/quando-a-gente-esquece/</link>
		<comments>http://blog.blag.us/quando-a-gente-esquece/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 12:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Equipamento bom é aquele que a gente nem lembra que existe: uma mochila que está nas costas, mas sem pesar, um boot que não dói o pé. Sem contar as roupas técnicas. Esse é o motivo de gastarmos tanto tempo e dinheiro com bons equipamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é um bom equipa para você? Certamente é aquele que está sempre contigo nas aventuras, debaixo de chuva ou de sol. É especialmente aquele que está contigo desde que começou a trilhar, há um bom tempo atrás. Há pouco tempo eu &#8220;virei&#8221; todo meu equipa de aventura: com a aquisição da minha nova mochila e barraca nenhum equipamento com que eu me aventuro hoje é aquele mesmo que começou comigo. E no caso destes dois primeiros, eu deixei de usá-los com um aperto no coração. Dobrei carinhosamente a barraca (toda manchada de sangue dos borrachudos assassinados nas paredes), e a mochila eu vou mandar costurar e finalmente pendurá-la na <a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/5179344598/">lojinha</a>.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 343px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/1-01240035.jpg" alt="Lex e Topan voltando de trilha em Paranapiacaba com suas velhas mochilas" width="333" height="500" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Equipas velhos são como amigos de looonga data </dd>
</dl>
</div>
<p>Nenhum dos meus primeiros itens era de uma marca top. De quase ninguém é. A barraca era uma chinesa distribuída pela Capri e a mochila, uma Trilhas&amp;Rumos. Eles duraram mais de 10 anos! Nesse período eu tive tantos outros equipamentos que nem me arriscaria a contar: headlamps, bastões de caminhada, meias, roupas, camel backs, pratos, isolantes, panelas&#8230; eu fico me perguntando porque alguns duram tanto tempo a mais. Simplesmente não há resposta, acho que é tentativa e erro mesmo. Tive uma headlamp a dínamo que durou exatamente 4 horas: foi o tempo de eu sair com ela da loja, chegar ao meu destino e em 5 minutos uma chuvinha tola a matou afogada. Muitos equipas nem cogito em reclamar para o vendedor, afinal, foi mau uso meu. E assim vou experimentando e descobrindo o que é bom e o que é ruim.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/2-Paranapiacaba_01_021.jpg" alt="Lex e muitos bastões na trilha" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Bastões? Já tive muitos </dd>
</dl>
</div>
<p>Voltando a minha antiga mochila, com as devidas costuras e updates ela fica pronta para outra. Mas porque eu a troquei? Durante a caminhada, a barrigueira já gasta não tinha a mesma maciez de antes, machucava com grandes cargas. O acolchoado das costas, idem. A barraca, toda vez em que dormia nela ficava com vergonha de mim mesmo de tantas marcas de sangue espalhadas pela parede, e algumas goteiras em dias de chuva mais forte. Dou risada quando lembro de mim sozinho recortando e colando com silvertape sacolinhas de mercado para conter uma goteira (depois daquele dia fiz uma reforma com impermeabilizante). Um bom equipa passa despercebido, seu uso deve ser sempre confortável e ele deve cumprir invisivelmente a função para qual foi projetado. <strong>Você deve esquecer que ele existe</strong>.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/3-Paranapiacaba_01_024.jpg" alt="Lex consertando o boot da Vê com silvertape" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Acha exagero o rolo de silvertape? Ele pode salvar sua trip </dd>
</dl>
</div>
<p>Claro que isso vale para os equipas novos também. E um que passou a sua vida inteira me incomodando foi um maldito boot da Salomon. Até hoje não sei se ele é mesmo uma merda ou se eu escolhi o modelo errado (sei que ele era para montanha gelada). Também era apertado, porque o boot que tinha antes (um BullTerrier, muito confortável) laceou a valer, até demais, e eu queria um boot na medida certa. Então, anote: bons boots de caminhada não laceiam. Depois de quatro horas de subida no Pico do Corcovado em Ubatuba, com o Snake de um amigo (no tamanho certo), fiquei surpreso ao perceber que pela primeira vez eu apenas me preocupava em continuar andando e não sobreviver à dor insuportável nos meus pés. Comprei um snakão para mim e na Chapada Diamantina tive uma performance que nunca tive antes.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/4-DSC01342.jpg" alt="Vista da Chapada Diamantina" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Como diria Capitão Nascimento: “senta a bota nessa porra” </dd>
</dl>
</div>
<p>E com um boot maldito que foi o Salomon, nem me deu vontade de testar o excelente par de <a href="http://www.adventurezone.com.br/blog/2010/05/tecnologias-em-meias-conheca-lorpen/">meias Lorpen</a> que recebi do pessoal gente finésima da ProAtiva. Finalmente coloquei a Lorpen junto com o snakão e fui muito, mas muito feliz. Mario Nery já fez um excelente <a href="http://trekking.marionery.com/review-das-meias-lorpen/">review técnico desta meia</a> e nem vou entrar em detalhes. Vou dizer minha impressão: eu não notei sua existência. Mas ela ajudou a notar todas as outras meias e boots que usei no passado e dei risada do masoquismo que me submeti. A forma como a meia envolve seu pé nos lugares certos, aliada ao excelente boot, me fizeram andar 18 quilômetros em apenas 6 horas, em trilha difícil, com muitas subidas e descidas, e é claro, com o mochilão carregado às costas. A sua eficiência está comprovada na prática.</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/5-DSC03839.jpg" alt="As inacreditáveis meias Lorpen" width="500" height="287" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> As inacreditáveis meias Lorpen </dd>
</dl>
</div>
<p>Uma das últimas coisas que adquiri para o meu portfólio foram roupas técnicas. São itens caros e, convenhamos, não parece que compensa gastar nelas como uma lanterna ou um bastão de caminhada. &#8220;Roupa é apenas roupa&#8221;, eu pensava e tenho certeza que muita gente também. Errado. As calças de tactel que comprava nos camelôs do Brás foram minha primeira certeza que uma boa roupa técnica poderia valer a pena. É que pagar R$200 numa peça não me agradava muito. Hoje eu posso dizer que está tudo mais barato, mas há 5 ou 10 anos atrás, era coisa para poucos. As camisetas de crepe de poliamida que só havia por R$100 na Track&amp;Field e hoje a compro por R$20 na Líquido. Sempre invejei quando via alguém com uma calça da By, sabia que ao ter uma estaria vestido a caráter para a minha atividade. E estaria com uma roupa que me daria uma liberdade muito maior de movimentos ou teria uma durabilidade acima da média. Enquanto isso não acontecia, sofria com calças cargo de lona grossa (para aguentar a impiedosa ferrovia) ou passava situações ridículas em lojas de academia procurando um legging para escalar (aliás, a diferença incomparável é que o legging masculino tem um cordãozinho na cintura).</p>
<div style="text-align: left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"> <img class="size-full" src="/files/2010/10/6-DSC00100.jpg" alt="Lex tomando água num córrego com sua antiga calça e boot" width="500" height="375" /> </dt>
<dd class="wp-caption-dd"> Calça de lona e boot Salomon: não sentirei saudades </dd>
</dl>
</div>
<p>Sendo caro ou barato, industrial ou caseiro, famoso ou desconhecido, seu equipamento (roupas inclusas) deve te deixar à vontade para chegar onde você quiser chegar. E, é claro, voltar. No percurso de descoberta deles você terá algumas surpresas, esteja pronto para elas (leia-se: &#8220;leve silvertape&#8221;). E não se irrite quando um boot abrir o solado, ou uma mochila estourar, o velho ditado em aventura muitas vezes é lembrado: &#8220;o barato pode sair caro&#8221;. Não estamos falando necessariamente de preço. Estamos falando de ser um cliente pentelho nas lojas, testar bem antes de sair de casa, olhar todos os detalhes e principalmente comparar a concorrência. Salvo em algumas poucas lojas, nunca acreditar no vendedor. E quando você menos esperar, terá uma pequena lojinha de equipamentos particular <span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>Como organizar a mochila</title>
		<link>http://blog.blag.us/infografico-mochila/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
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		<description><![CDATA[Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do blogus com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (PDF ou Jpeg), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo pôster de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a milhares de pedidos de fãs ensandecidos que lotaram a redação do <em>blogus</em> com suas cartas, sem mais delongas, apresento o infográfico de como organizar a mochila. Se era só isso que você queria, pode escolher a versão desejada (<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">PDF</a> ou <a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Jpeg</a>), imprimi-lo e pendurar junto aos seus equipamentos, no melhor estilo <em>pôster de mulher pelada em borracharia</em>. Mas, se você quer mais dicas sobre esta nobre arte, revelada a poucos iniciados em cultos mágicos secretos dos sherpas das montanhas azuis, não deixe de ler o resto do artigo.</p>
<p><a name="#infografico"></a><br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg">Olhar o infográfico como imagem</a> (para visualizar aqui no blog)<br />
<a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.pdf">Baixar o infográfico em formato PDF</a> (em alta resolução no Acrobat Reader, para impressão)</p>
<div id="attachment_1344" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06.jpg"><img class="size-full wp-image-1344" title="O tão esperado infográfico" src="/files/2010/02/Organizando-a-mochila-v06-preview.jpg" alt="" width="500" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">O tão esperado infográfico</p></div>
<h3>Escolhendo a mochila</h3>
<p>Uma boa mochila cargueira é um equipa que dá gosto de adquirir porque costuma durar muuuito tempo. A minha Trilhas e Rumos Crampon 77 é o meu item mais antigo e está beirando os oito anos, mas com corpinho de dois. Já passou por uma cirurgia de redução de buracos e um botox para uma esticada nas linhas de expressão. Então, compre uma mochila decente (leia-se: gaste um pouco mais, seu pão-duro) porque no caso de uma escolha errada você terá que aturá-la por muito tempo (não soa <em>mesmo</em> como um casamento?).</p>
<p>Dê preferência por aquelas que tem muitas divisões e recursos técnicos (como acessos frontais, suporte à CamelBak, tampa telescópica, bolsos retráteis), mas que seja especialmente confortável. Sistemas de armação rígida são obrigatórios. Barrigueiras muito bem acolchoadas também. Dê preferência a uma que tenha muitos ajustes para vocês ficarem mais coladinhos um no outro.</p>
<div id="attachment_1341" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1341" title="Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum" src="/files/2010/01/mochila-DSC08565.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum</p></div>
<p>As marcas que recomendo são <a href="http://www.thenorthface.com.br/">The North Face</a>, <a href="http://www.deuter.com.br/">Deuter</a>, <a href="http://www.ospreypacks.com/">Osprey</a>, <a href="http://www.salewa.com/">Salewa</a> e <a href="http://www.curtlo.com.br/">Curtlo</a>. Não gosto das Trilhas e Rumos, mas na <a href="http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=130">Crampon Tech 77</a> (e somente na Crampon Tech 77) eles fizeram um excelente trabalho e eu acho que é essa a melhor relação custo/benefício. Explore cada mínimo detalhe da sua mochila, olhe como funciona cada zíper, descubra todos os compartimentos, saiba que lado da cama ela dorme, pergunte seu filme predileto. Ao chegar em casa, encha-a de coisas volumosas e pesadas (sacos de arroz, cobertores grossos, garrafas pet cheias de água) e peça ajuda de um universitário para fazer os devidos ajustes. Se você quer ser um bom aventureiro, prepare-se para ser tachado de louco.</p>
<div id="attachment_1337" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-1337" title="Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela" src="/files/2010/01/mochila-DSC00123.jpg" alt="" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Há quem ame tanto sua mochila ao ponto de dormir com ela</p></div>
<h3>Distribuição de peso</h3>
<p>A cerimônia de fechamento de mochila é um ritual nobre, que deve ser feito com critério e uma boa dose de nóias com organização. Faça-o um ou dois dias antes de sair para viajar, e se a trip tiver mais de 2 dias de duração, pode ter certeza que esta dança levará mais de 3 horas. Eu levo 5 horas, contadas a partir da hora de chegada do mercado, com os itens recém-comprados que vão no backpack, <em>como dizem os americanos</em>. Siga o infográfico e seja feliz. E não esqueça de usar sacos estanques em tudo que não pode molhar: roupas e saco de dormir, principalmente.</p>
<div id="attachment_1338" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1338" title="Não deixe sua mochila te castigar" src="/files/2010/01/mochila-DSC00953.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Não deixe sua mochila te castigar</p></div>
<h3>Pacotinho</h3>
<p>A mochila deve se comportar como um anão de jardim: deve ficar em pé sozinha. O maior segredo é colocar a barraca dobrada em forma quadrada ou retangular no fundo da mochila. Feito isso e estando descalço, comece a cômica cena de adentrar na mochila, e pisotear a barraca no fundo para ela ir assentando. Comece a preencher a mochila pelo seu corpo principal, deixando as bolsas laterais e superiores por último.</p>
<p>Aqui você percebe como é importante ter todos os itens que serão adicionados à ela muito bem distribuídos em uma mesa de modo que facilite sua decisão de qual será o próximo item a entrar. E conforme for adicionando as coisas, sacuda a mochila para assentar o conteúdo. Não tenha dó: pode bater a valer, ela nega, mas gosta. Só espero que você não more um apartamento cujo vizinho de baixo seja reclamão. Preencha todos os mínimos espaços vazios encaixando tudo bonitinho, e o mais importante: não deixe nenhuma ponta do que quer que seja. Certa vez, em Paraty, tive que esmurrar uma quina de panela que me incomodava nas costas. Depois disso, a sua tampa nunca mais se encaixou. E foi também depois deste episódio que eu passei a usar pratos rasos e colocá-los de pé em forma de escudo na parte que vai às costas. Conforto garantido. Se ao final sua mochila ficar em pé sozinha, parabéns. Caso contrário, tire tudo de dentro e comece novamente. No último fim de ano fui obrigado a fazer isso num dia de pressa: a mochila ficou péssima e perdi o dobro do tempo refazendo tudo.</p>
<div id="attachment_1339" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1339" title="Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho" src="/files/2010/01/mochila-DSC02873.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Foi engraçado ver a reação das pessoas ao chegar no trabalho</p></div>
<h3>Praticidade</h3>
<p>Tenha uma lista mental de qual item você irá precisar com mais frequência (headlamp, barrinha de cereal, CamelBak, GPS, casaco corta-chuva etc.). Estes serão os últimos a entrar e ficarão alojados nos bolsos lateriais e tampas superiores. Itens pendurados? <strong>Nem pensar</strong>! No máximo o boot de caminhada (enquanto você viaja confortavelmente de chinelão ou papete), mas prenda-o com alguns mosquetes, não confie nunca na fita de aperto sozinha.</p>
<div id="attachment_1340" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1340" title="Se for para pegar algo, que seja rápido" src="/files/2010/01/mochila-DSC07858.jpg" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Se for para pegar algo, que seja rápido</p></div>
<p>Se você já tem a sua fiel companheira, este artigo tem como objetivo apimentar a relação de vocês dois. Se você ainda não tem, procure uma agora mesmo! Ela está por aí no mundo, procurando por você também. Vocês viverão momentos felizes juntos e também passarão por algum perrengue. Mas não vão se desgrudar um segundo.</p>
<p><strong><em>Ótimas aventuras!</em></strong></p>
<p><strong><em>update:</em></strong> um ótimo post do Trekking Brasil sobre os <a href="http://trekking.marionery.com/diferenciais-na-escolha-de-uma-mochila-cargueira/">detalhes técnicos</a> de nossas queridas companheiras</p>
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		<title>Princeton Tec Apex</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 04:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Caving]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, amigos da aventura! Espero que o final de ano de vocês tenha sido tão bom quanto o meu, cheio de aventuras. Vai fazer quase um mês que eu não publico nada devido a essas correrias de fim-de-ano (para quem não aproveitou bem, o carnaval está chegando). No fim de 2009 fiz duas aquisições interessantíssimas: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amigos da aventura!</p>
<p>Espero que o final de ano de vocês tenha sido tão bom quanto o meu, cheio de aventuras. Vai fazer quase um mês que eu não publico nada devido a essas correrias de fim-de-ano (para quem não aproveitou bem, o carnaval está chegando). No fim de 2009 fiz duas aquisições interessantíssimas: um <a href="https://buy.garmin.com/shop/shop.do?cID=145&amp;pID=8703">GPS Garmin eTrex Vista HCx</a> e uma headlamp <a href="http://www.princetontec.com/?q=node/67">Princeton Tec Apex</a>. O GPS me deixou tonto com a quantidade de recursos, daria facilmente uma semana de curso (ou um livro bem grosso). Mas hoje vou focar na nova headlamp, pois ela me surpreendeu.</p>
<div id="attachment_1263" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1263" src="/files/2010/01/Apex-Recesso.jpg" alt="Meu solo de fim de ano na compania da rede Kampa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Meu solo de fim de ano na compania da rede Kampa</p></div>
<p>Antes de mais nada, não estou ganhando nada pelos elogios que eu vou fazer aqui! Ela é mesmo o estado-da-arte em lanternas de cabeça e certamente não há melhor no mundo. E já começa logo na sua estética. Entre toda camuflada, preta e uma laranja, claro que optei por esta última. Quando acesa, fica mais interessante ainda. O seu azimute (o ângulo que ela pode ser posicionada) é muito bom. Em caminhada, ela aponta corretamente para frente e, na cozinha do acampamento, ela aponta direitinho para baixo. Normalmente, as lanternas de cabeça incomodam um pouco os olhos, porque os LEDs na testa geram muito contraste por estar próximos ao olho, mas com esta lanterna isso magicamente não acontece.</p>
<div id="attachment_1257" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1257" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-02.jpg" alt="Não basta ser boa, tem que ser bela" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Não basta ser boa, tem que ser bela</p></div>
<p>Ela possui um cabulosíssimo MaxBright LED e 4 LEDs 5mm de alto brilho. Esses 4 LEDs parecem os LEDs convencionais vistos por aí, mas eles são realmente mais fortes. A Apex possui dois botões inteligentemente situados na parte inferior, o que também faz muita gente se confundir ao usá-la pela primeira vez. Os botões foram projetados para serem acionados com o polegar, enquanto segura-se a lanterna com o indicador, e possuem texturas diferentes para diferenciar suas funções, caso você se esqueça que lado executa qual função. À esquerda, liga-se o LED central de alta potência, alternando em forte e fraco. Não aponte esta luz para seus amigos: ela é muito forte e cega por alguns segundos. Eu ainda não consigo me conformar com a força deste LED, que ilumina para lá de 100 metros à frente. À direita, o acionamento dos quatro LEDS de alto brilho, em três estágios: forte, fraco e piscando. O Edu Amador também tem uma Apex e quando ligamos as duas em modo pisca descobrimos algo muito interessante: dois modelos idênticos, ligadas juntas não piscam na mesma frequência, as piscadas são aleatórias. Isso significa que elas foram projetadas para que, com três lanternas piscando, você consiga ter uma luz constante, no caso de pilhas fraca. É impressionante a atenção aos detalhes que esses engenheiros da Princeton Tec tiveram.</p>
<div id="attachment_1252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1252" src="/files/2010/01/Apex-Blagus-01.jpg" alt="Ceia de Natal a luz de velas e headlamps" width="500" height="334" /><p class="wp-caption-text">Ceia de Natal a luz de velas e headlamps</p></div>
<p>Ainda no que se refere a autonomia, quando as pilhas estão para acabar, a luz pisca rapidamente duas vezes. E logo um minuto depois ela pisca novamente (caso você não tenha percebido). Eu até tentei usar a energia até acabar, mas não consegui. Tive mais uma hora de autonomia depois do aviso. Mas você não precisa esperar o aviso, ela possui um pequeno LED de três cores em sua parte frontal que indica o tempo todo (mesmo quando desligada) o estado das pilhas: verde, amarelo e vermelho, em piscadas muito rápidas, o que foi a única coisa que não gostei: ele pisca tão rápido que não dá para distinguir qual é a cor do LED (até que o vermelho dá para ver, mas entre verde e amarelo não). Este LED piscando ajuda muito a acha-la no escuro (você também pode pensar que entrou um vaga-lume na barraca). Os quatro LEDs podem ficar ligados por horas a fio, não consegui esgotar as pilhas com eles. Estou sem pilhas recarregáveis, mas quando comprá-las terei a coragem de usá-la até esgotar. A intensidade do brilho é sempre constante, ao contrário de todas as lanternas do mercado que vão perdendo o brilho conforme as pilhas gastam.</p>
<div id="attachment_1259" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1259" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-04.jpg" alt="Ótimo azimute e um dissipador generoso" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Ótimo azimute e um dissipador generoso</p></div>
<p>Mas, espere, não ligue ainda: a Apex é estanque fator IPX7. O IP (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IP_Code">International Protection Rating</a>) é um índice internacional que indica o nível de proteção contra poeira e água de alguns aparelhos. A definição X7 indica que ela suporta ser submergida a menos de um metro de profundidade por volta de meia hora. Convenhamos que não vamos mergulhar com ela, isso é mais do que suficiente para fazer uma caverna molhada. Chuvas, então? Pode ficar tranquilo. Normalmente uso apenas duas fitas elásticas nas lanternas, mas por ser alimentada por 4 pilhas AA que ficam posicionadas na parte traseira, a fita superior se faz necessária (e me faz sentir que estou vestindo uma tanga na cabeça). Caso você precise trocar as pilhas, o compartilhamento delas é fechado por um fecho de girar (que possui uma estratégica fenda), e as presilhas de ajuste dos elásticos foram projetados com abas para ajudar na abertura.</p>
<div id="attachment_1254" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1254" src="/files/2010/01/Apex-Blagus-03.jpg" alt="O Edu garante: pode tentar afoga-la" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">O Edu garante: pode tentar afogá-la</p></div>
<p>No que se refere à segurança, temos alguns itens interessantes: o LED de 3 watts é bastante potente e tem um dissipador de calor dedicado ao seu resfriamento (você pode percebê-lo esquentar um pouco durante o uso, o que é muito normal). Além disso, há um sensor de temperatura que abaixa a luminosidade automaticamente caso o dissipador não esteja dando conta do recado. A parte das pilhas (que também é selada) possui uma espécie de catalisador para evitar explosões com pilhas que vazam gases tóxicos (já li que isso aconteceu com lanternas da Petzl).</p>
<div id="attachment_1261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1261" src="/files/2010/01/Apex-from-PT-06.jpg" alt="Trocando as pilhas" width="500" height="264" /><p class="wp-caption-text">Trocando as pilhas</p></div>
<p>Claro que tudo isso tem um preço, e a Apex é certamente uma das lanternas mais caras do mercado. O preço médio dela é R$500, mas quando eu penso em quanto já gastei em lanternas de cabeça vejo que este investimento valeu a pena. Porque esta é uma lanterna pra <strong>macho</strong> <span style="float:right;">▣</span></p>
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		<title>Equipamentos</title>
		<link>http://blog.blag.us/equipamentos/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 15:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Update: Este post virou uma página fixa deste blog que é atualizada periodicamente Olá meus amigos! Nada mais coerente do que um post de o que colocar na mochila, afinal é fim de ano e todos vocês estão indo para o mato, certo? Certo!? Pois bem, peguei minhas fotos do Flickr e com o interessantíssimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width:510px;"><strong>Update:</strong><br />
Este post virou <a href="/equipamento/">uma página fixa deste blog</a> que é atualizada periodicamente</div>
<p>Olá meus amigos!<br />
Nada mais coerente do que um post de o que colocar na mochila, afinal é fim de ano e todos vocês estão indo para o mato, certo? <em><strong>Certo!?</strong></em> Pois bem, peguei minhas fotos do Flickr e com o interessantíssimo recurso de notas pude marcar cada minímo detalhe do que levei nas viagens no decorrer destes anos. Divirta-se!</p>
<h3>Equipamento 1</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2621533647&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="500" width="375"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2621533647/" title="Gear 01 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3085/2621533647_000c7cc221.jpg" width="375" height="500" alt="Gear 01"/></a></iframe>novembro de 2004</div>
<p>Foto feita no meu primeiro grande solo de 5 dias em Parati, RJ. Foi muito interessante ter criado todos estes detalhes porque vejo os absurdos que carregava. A minha inexperiência foi contrária: ao invés de carregar coisas de menos, carregava demais. Pelo menos nunca me faltou nada.</p>
<p>Erros: carregava muita comida. O pão sírio eu dei para um casal numa praia em que passei. Sobrou comida para mais 3 dias (o ideal é que sempre sobre para 1 dia). Não mais separo comida de diferentes dias em diferentes saquinhos, é ruim para aloca-los na mochila, além de serem completamete desnecessários para os enlatados (alegria: hoje em dia muita coisa deixou de ser enlatada). Não carrego mais os copos (tenho um tupperware excelente para isso). Também não carrego mais os talheres-canivete (além de pequenos e pesados, hoje em dia tenho uns de plástico muito leves e resistentes). Carreguei muita roupa para um lugar muito quente e no verão. O butano foi completamente desnecessário (o maçarico cheio deu conta tranquilamente). Atualmente, com minha lanterna a dinâmo não preciso mais carregar tanto peso em pilhas. Xampú, condicionador e detergente são poluentes, devem ser usados com critério. Carrego bem menos em embalagens minúsculas, e levo somente em lugares em que não vou tomar banho ou lavar a louça num rio ou lago.</p>
<p>Acertos: o biscoitiho japonês é uma delícia e há muito tempo não o levo. Minhas pilhas regarregáveis estão velhas, estou usando alcalinas (são caras e mais poluentes), preciso comprar umas 4 para o GPS. Os sacos Zip-lock são estanque, muito melhor que as sacolinhas de mercado (que são apenas amarráveis pela alça). Pode parecer inútil, mas até hoje o espelho-disco-de-HD é muito eficiente. Para um friorento, ter levado o traje de neoprene foi bom para ter dado um mergulho num lago gelado. </p>
<h3>Equipamento 2</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4194378839&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4194378839/" title="Gear 02 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2672/4194378839_8f6f397dc8.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 02"/></a></iframe>dezembro de 2004</div>
<p>Foto feita as pressas para a viagem à Pedra Grande (Atibaia). Fiz esta viagem com minha ex-mulher por isso há itens femininos e alguns duplicados. Fomos relativamente leves pois seria uma viagem de uns 3 dias, mas mesmo assim deixamos muita comida com um casal que conhecemos no local e que estavam completamente despreparados. Hoje praticamente não há latas na minha cozinha.</p>
<p>Já me livrei há algum tempo da terrível mochila verde, que apesar de ter feito parte de boas aventuras tinha um geometria horrível. Nesta viagem a apelidamos de máquina de lavar: tudo ficava solto dentro dela e ia centrifugando enquanto andava. Outra coisa interessante é que eu quase não tinha roupas especificamente para aventura (com excessão do thermodry) e usava coisas do meu guarda roupa cotidiano. O espelho feito de disco de HD, o meu fogareiro Primus e a mochila Crampon 77 estão presentes até hoje. </p>
<h3>Equipamento 3</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2172255264&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2172255264/" title="Gear 03 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2216/2172255264_39861565ba.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 03"/></a></iframe>dezembro de 2007</div>
<p>Um salto no tempo desde a última foto, prestes a iniciar meu solo de 4 dias na Serra de Paranapiacaba. Desde que minha Nikon morreu no revillón de 2005, quase nenhuma de minhas aventuras teve registro fotográfico. Mas 3 anos mais tarde adquiri uma Sony Cybershot F717 e pude dar continuidade aos meus regitros. Comparando ao making-of anterior (Equipamento 02), você pode perceber muita diferença e novas tralhas. </p>
<h3>Equipamento 4</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 384px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2622359770&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="500" width="374"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622359770/" title="Gear 04 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3020/2622359770_72ede0cd8d.jpg" width="374" height="500" alt="Gear 04"/></a></iframe>maio de 2008</div>
<p>Trilha do Rio Moji com a Kad.</p>
<p>Acertos: com a Kad aprendi novos sabores na minha cozinha. Foi muito bom ter levado cebolinha, alho e bacon, assim como os ovos para o omelete (meu atual café da manhã padrão). Foi muito legal ter alguns incensos para deixar a barraca bem cheirosa (e seu peso e volume são irrisórios). O tupperware contendo uma embalagem de ovos adaptada se comportou muito bem. A comida foi bem planejada, deu certinho (lembrando que sobrou e deveria sobrar mais uma refeição para o caso de imprevistos)</p>
<p>Melhorias: a coitada da minha barraca iglusinha pede aposentadoria. Preciso urgente de uma ou duas calças para aventura. </p>
<h3>Equipamento 5</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2622362974&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622362974/" title="Gear 05 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3276/2622362974_83a9e88c81.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 05"/></a></iframe>junho de 2008</div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=2622366354&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/2622366354/" title="Gear 05: detail by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3068/2622366354_edb5185767.jpg" width="500" height="375" alt="Gear 05: detail"/></a></iframe>detalhes</div>
<p>Solo na ferrovia funicular abandonada, viagem de um final de semana.</p>
<p>Comparando com a primeira foto de equipamentos, hoje a margem de erro é muito menor. Carrego incomparavelmete menos peso e não sinto a falta de nada. Novos sabores na cozinha e nos contínuos, roupa na medida certa e poucos e bons equipamentos.</p>
<p>Me faltou os bastões de caminhada (que esqueci num taxi), uma barraca solo decente e uma calça boa. </p>
<h3>Equipamento 6</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4172099862&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="222" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4172099862/" title="Gear 06 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2520/4172099862_a88ff1e713.jpg" width="500" height="222" alt="Gear 06"/></a></iframe>novembro de 2009</div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4172100036&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="333" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4172100036/" title="Gear 06: food by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2621/4172100036_7499c874a7.jpg" width="500" height="333" alt="Gear 06: food"/></a></iframe>detalhes da comida</div>
<p>Trilha de aniversário com os amigos para o Rio Mogi.</p>
<p>Posso dizer que meu equipamento está completo e até me dou ao luxo de emprestar para os amigos quando estes não tem alguma coisa. A foto mostra duas barracas porque nesta trilha aconteceu exatamente essa situação: amigos &#8220;desbarracados&#8221; foram beneficiados pelos investimentos recentes. </p>
<p>Hoje em dia o peso carregado é mínimo e o equipamento é o mais adequado possível. Raramemente falta algo e o maior problema do passado foi sanado, que era sobrar coisas ou algumas delas não serem utilizadas. </p>
<p>Infelizmente esta foto não mostra as roupas técnicas nem os sacos estanque que servem para proteger os itens que não podem molhar. </p>
<h3>Equipamento 7</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4195179106&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="312" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/blagus/4195179106/" title="Gear 07 by Lex Blagus, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2584/4195179106_6783c8885a.jpg" width="500" height="312" alt="Gear 07"/></a></iframe>dezembro de 2009</div>
<p>Preparação para o solo no Vale da Morte. Consegui colocar à mostra o equipamento todo que será levado, sem excessões. Deu um trabalhão mas ficou legal.</p>
<p>Vou mais do que bem preparado para esta trilha: quase tudo vai dentro de um enorme saco estanque e isso significa que eu posso pular na água com mochila e tudo sem medo de molhar o equipa. O que não vai neste estanque vai em sacos estanques menores ou é a prova d&#8217;água.</p>
<p>Terei o orgulho de estreiar meu GPS novo e minha headlamp Apex (testados previamente). Também estou levando novas cartas topográficas em escala menor, o que me dará maior precisão na navegação (e esta é uma viagem exploratória). Quanto ao cardápio, será muito variado e não haverá repetição nenhum dia (valeu, <a href="http://sertra.blogspot.com/">Jô</a>!). </p>
<p>Algo interessante a se observar é a inexistência de uma barraca, levarei o conjunto Kampa que consiste numa rede e um toldo especial, feitos de um material que parece nylon de paraquedas. Já a usei anteriormente neste lugar e seus volumes e pesos são irrisórios comparado à uma barraca (por menor que esta seja). Basta achar duas árvores numa distância razoável e voilá! <span style="float:right;">▣</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
Pelo que você pode ver, a foto acima é de ontem. Isso significa que estou saindo para viajar e só volto ano que vem! Ótimas aventuras neste final de ano e aventuras com mais emoção ainda em 2009! Obrigado pelo apoio e carinho de todos vocês!!
</div>
<h3 style="font-style: italic;">Update</h3>
<p>O meu querido amigo <a href="http://www.flickr.com/photos/jeffsupertramp/4253692700/">Jeff SuperTramp</a> também fez seu making of de equipamentos</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;"><iframe src="http://www.elsewhere.org/mbedr/?p=4253692700&#038;v" frameborder="0" scrolling="no" height="375" width="500"><a href="http://www.flickr.com/photos/jeffsupertramp/4253692700/" title="Montagem_mochila_jan_2010 by jeff supertramp, on Flickr" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4006/4253692700_736096bebe.jpg" width="500" height="375" alt="Montagem_mochila_jan_2010"/></a></iframe>Equipa do Jeff, em janeiro de 2010</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pequenas grandes dicas</title>
		<link>http://blog.blag.us/pequenas-grandes-dicas/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 13:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Camping]]></category>
		<category><![CDATA[Trekking]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá meus amigos, Adoooro ver a cara de surpresa de qualquer pessoa que viaja comigo e fica pasma com o fato de que para absolutamente tudo tem uma pequena técnica para facilitar a vida. Algumas merecem posts completos, outras até infográficos, mas sobre algumas mais simples e dispersas eu vou escrever hoje. Diário Compre um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá meus amigos,</p>
<p>Adoooro ver a cara de surpresa de qualquer pessoa que viaja comigo e fica pasma com o fato de que para absolutamente tudo tem uma pequena técnica para facilitar a vida. Algumas merecem <a href="/potes/">posts completos</a>, outras até <a href="/infografico-barraca/">infográficos</a>, mas sobre algumas mais simples e dispersas eu vou escrever hoje.</p>
<dl>
<dt>
<h4>Diário</h4>
</dt>
<dd>Compre um caderninho de notas e um saco zip-lock. Este será seu diário de viagem a prova de chuva. Nele você vai anotar:</p>
<ul>
<li>As viagens que você fez: datas, lugares, com quem você foi. Poderá anotar um resumo do dia, os sentimentos e impressões. Poderá anotar também como chegar naquele local, direções de bifurcações, notas de pontos pelos quais passou que possam servir de referência para outras pessoas</li>
<li>O que sobrou e o que faltou, para que sua mochila não vá tão pesada ou para que você não se esqueça de nada na próxima vez</li>
<li>Os contatos dos amigos que fizer durante as viagens (deixe alguns dos seus cartõezinhos de visitas nele para facilitar a vida)</li>
</ul>
<p>Também tenho meu diário e foi a melhor coisa que já fiz. De vez em quando olho anotações antigas, ilustrações, pensamentos, idéias e receitas para matar saudades ou lembrar de algo. Se hoje eu trilho bem melhor do que ontem, esse caderninho foi parte essencial do processo.</p>
<div id="attachment_1037" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-full wp-image-1037" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_HPIM2374.jpg" alt="Kad relatando a viagem no diário" width="280" height="375" /><p class="wp-caption-text">Kad relatando a viagem no diário</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Fazendo seu próprio repelente com citronela</h4>
</dt>
<dd>Acha Off e Exposis caro? Vá ao centro de São Paulo, próximo ao PoupaTempo da praça da Sé e procure uma loja que vende essências. Compre um frasquinho de citronela e misture-a com água ou álcool. Voilá, repelente natural! Usei por muito tempo, mas agora estou proibido pois a <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a> não suporta mais o cheiro de banheiro que fica na mochila</p>
<div id="attachment_1027" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1027" title="Os borrachudos de Ilha Bela requerem repelente fluorescente" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_castelhanos-177.jpg" alt="Os borrachudos de Ilha Bela requerem repelente radioativo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Os borrachudos de Ilha Bela requerem repelente fluorescente</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Kit motel de higiene pessoal</h4>
</dt>
<dd>São bastante minimalistas, perfeitos para trilhar. Lembre-se apenas de não usar xampú nem sabonete em rios e lagos. Serve somente para o camping</dd>
<dt>
<h4>Espelho</h4>
</dt>
<dd>Desmonte um HD (disco rígido) velho e use seu disco. Leve e resistente, uso há anos. Além de manter sua vaidade (com o pente do kit motel acima) pode servir para sobrevivência</dd>
<dt>
<h4>Macrofotografia</h4>
</dt>
<dd>Se você quer fazer a foto de uma formiga, flor ou taturana, coloque uma lente de lupa na frente da câmera. Você acaba de fazer um adaptador macro improvisado</p>
<div id="attachment_1034" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1034" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC03794.JPG" alt="you can't touch this..." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">you can&#39;t touch this...</p></div>
</dd>
</dl>
<dl>
<dt>
<h4>Cobertor de emergência</h4>
</dt>
<dd>Nunca deixe de comprar um compacto e baratíssimo (R$12) cobertor de sobrevivência que pode salvar a sua vida em casos de emergência. São conhecidos casos de montanhistas experientes que morreram de hipotermia pela falta de um</dd>
<dt>
<h4>Testar o fogareiro</h4>
</dt>
<dd>Já pensou se ao final do dia ele não funcionar? O fogareiro deve ser sempre testado para evitar surpresas desagradáveis. Ainda mais no caso de espiriteiras em que você pode ter comprado sem querer aquele álcool de graduação menor que não pega fogo</dd>
<dt>
<h4>Sacos estanque</h4>
</dt>
<dd>Nunca deixe de colocar suas roupas e sleeping bag num saco estanque Montana ou SeaToSummit. Em caso de chuva forte ou se afundar sua mochila numa travessia por um rio você pode se dar mal, muito mal. Já aconteceu com um amigo meu, que ficou dois dias sem roupa e com o saco de dormir molhado com a barraca enxarcada debaixo de chuva torrencial</dd>
<dt>
<h4>Pano</h4>
</dt>
<dd>Leve nas suas viagens algumas flanelas Perfex. São ótimas para limpar as mãos enquanto se faz a janta (quase nunca você pode se dar ao luxo de ficar lavando as mãos) ou limpar o suor da testa durante a caminhada. São facílimas de lavar e secam rapidamente</dd>
<dt>
<h4>Lenços mega-comprimidos</h4>
</dt>
<dd>Essas inacreditáveis pastilhas transfoman-se num incrível lenço umedecido (e que seca rápido, caso queira usa-lo sêco) biodegradável. Suas aplicações são inimagináveis.</dd>
<dt>
<h4>Chinelo</h4>
</dt>
<dd>Nada como tirar o boot no final do dia. Carregue sempre seu chinelo (ou sandália) para ficar bem a vontade no acampamento</dd>
<dt>
<h4>Silvertape e suas mil e uma utilidades, parte 1</h4>
</dt>
<dd>A ideia de colocar silvertape em cima de uma pré-bolha (no pé) ou assadura por fricção (na virilha é o mais comum) pode parecer tola a primeira vista e sádica ao final do dia. Mas não é. Esparadrapo solta facilmente, e pelo suor da pele o silvertape fica facinho de se tirar no final do dia. Se você for muito peludo é que não tem muito jeito, nem com esperadrapo, band-aid ou durex (na pior das hipóteses, depile-se). Essa técnica já me livrou de futuras bolhas por muuuitas vezes, é muito utilizada por corredores de aventura e é bastante confortável.</dd>
<dt>
<h4>Silvertape e suas mil e uma utilidades, parte 2</h4>
</dt>
<dd>Para costurar uma roupa rasgada por um arbusto enxerido, coloque uma tira do lado de dentro e outra do mesmo tamanho do lado de fora. Se você for habilidoso e arredondar as pontas ele ficará lá por muuuuito tempo e vai dar um charme à sua peça. Lembre-se de que existem silver-tapes camuflados e coloridos. Já consertei um saco estanque usando esta técnica (o uso até hoje). Numa calça de tactel que eu tinha a &#8220;costura&#8221; durou mais de 2 anos sem precisar de reparos (acredite)</dd>
<dt>
<h4>Abraçadeiras plásticas e suas mil e uma utilidades</h4>
</dt>
<dd>As abraçadeiras plásticas podem lhe salvar a vida. Carregue-as sempre, em vários tamanhos. Em Parati fiz uma armação rígida para uma mochila que não a tinha com bambú e estas presilhas.</p>
<div id="attachment_1033" class="wp-caption aligncenter" style="width: 291px"><img class="size-full wp-image-1033" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00830.JPG" alt="fogareiro preso com abraçadeiras" width="281" height="375" /><p class="wp-caption-text">fogareiro preso com abraçadeiras</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Grampo de fotografia e suas mil e uma utilidades</h4>
</dt>
<dd>Mais uma maravilha do mundo moderno, o grampo de fotografia pode substituir um botão quebrado, um cinto que se soltou, serve de prendedor de roupa. Ao inserir a alça de um dentro do outro, você pode prender qualquer coisa uma a outra. Uso para pendurar lanterna no teto da barraca, saquinho de lixo suspenso do lado da barraca</p>
<div id="attachment_1035" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1035" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_HPIM2251.jpg" alt="grampo de fotografia para pendurar coisas" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">grampo de fotografia para pendurar coisas</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Currico</h4>
</dt>
<dd>Para viagens de caiaque, deixe uma linha de pesca pendurada com anzol e isca artificial amarrados ao cockpit e na água. Quem sabe não há um peixe no final do dia?</dd>
<dt>
<h4>Incenso</h4>
</dt>
<dd>Leve incenso para acender dentro da barraca, fica um cheirinho delicioso. Só cuidado para que suas cinzas não abram um furo chão. Pense bem onde apoiá-lo</p>
<div id="attachment_1039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1039" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_HPIM2411.jpg" alt="Não vá incendiar a barraca, sua besta" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Não vá incendiar a barraca, sua besta</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Tesoura</h4>
</dt>
<dd>Uma levinha mas com um bom corte pode ser extremamente útil: para abrir embalagens, cortar silvertape etc. Leve-a bem protegida, tente fazer uma bainha de silvertape, EVA ou isolante termo-retrátil</p>
<div id="attachment_1028" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1028" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00018-crop.jpg" alt="precisão absoluta no corte de cebolinha" width="500" height="396" /><p class="wp-caption-text">precisão absoluta no corte de cebolinha</p></div>
</dd>
</dl>
<dl>
<dt>
<h4>Prendendo a barraca com pedras</h4>
</dt>
<dd>Nunca vi uma barraca que viesse com um manual decente. Mesmo as minhas mais caras não vieram. Sobre aquela plaquetinha plástica com três furos pelos quais passa a cordinha de fixação serve para você retesar a cordinha e colocá-la em volta de uma pedra grande, caso não seja possível usar o spek</dd>
<dt>
<h4>Duas meias</h4>
</dt>
<dd>Para evitar bolhas use uma meia fina social debaixo da meia grossa de caminhada</dd>
<dt>
<h4>Enrolando a meia e colocando na boca do boot</h4>
</dt>
<dd>Ao tirar as meias no final do dia, enrole-as de modo que tampem a entrada de bichinhos no boot, se você gosta de deixá-los do lado de fora da barraca</p>
<div id="attachment_1030" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1030" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00058.JPG" alt="o boot faz parte do café da manhã" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">o boot faz parte do café da manhã</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Lavar panelas com areia</h4>
</dt>
<dd>Conheci um coreano maluco que dizia que a água da natureza limpava muito mais do que a água da cidade. É mais um ótimo motivo para não lavar suas panelas com detergente. Mas nem precisa se você está acampado na praia: areia é excelente para lavar a louça. Basta pegar um pouco dela com água e esfregar com as mãos que a sujeira sai todinha. Foi a única coisa que deixou meu fogareiro brilhando. Lembre-se de somente fazê-lo bem longe das fontes de água</p>
<div id="attachment_1029" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1029" src="/files/2009/10/pequenas-grandes-dicas_DSC00032.JPG" alt="saindo para lavar panelas" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">saindo para lavar panelas</p></div>
</dd>
<dt>
<h4>Limpando a barraca</h4>
</dt>
<dd>Ao desmontar o acampamento pela manhã, pegue sua barraca sem o sobreteto, mas ainda montada e chacoalhe-a de cabeça para baixo com a porta aberta apontanda para o chão. Toda sujeira vai sair e ela estará limpinha para o dia seguinte. Esta dica é especialmente útil para barracas iglú auto-sustentáveis. Em casa, é uma boa limpá-la com um aspirador de pó</dd>
</dl>
<dl>
<dt>
<h4>Secar o equipa</h4>
</dt>
<dd>Para evitar que tudo apodreça, ao chegar em casa deixe seu equipa secando à sombra, especialmente a barraca, cujo chão sempre fica úmido</dd>
<dt>
<h4>Deixe sleeping bag ao sol</h4>
</dt>
<dd>Para tirar o cheiro de cachorro molhado</dd>
<dt>
<h4>Guardar o saco de dormir aberto</h4>
</dt>
<dd>Ele esquenta como um forno de microondas porque ele é feito de fibras ocas. Ao comprimi-lo (para carregar na mochila ou deixa-lo guardado) você está diminuindo sua vida útil. Já que nem sempre há espaço no mochilão para deixa-lo apenas dobrado sem pressão, dê uma chance a ele pelo menos em casa. E observe esta dica para não comprar um cujo vendedor guarda (muito) comprimido: você já está comprando um produto com vida útil reduzida</dd>
<dt>
<h4>Limpar bastões sempre</h4>
</dt>
<dd>O mecanismo dos bastões de caminhada é extremamente sensível a oxidação. Ao chegar em casa, desmonte-o e lubrifique o mecanismo com vaselina</dd>
</dl>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<h5>Tornando-se um Peixe Grande</h5>
<p>Para minha surpresa, este blog é um dos cinco finalistas do<a href="http://www.peixegrande.com.br/"> concurso Peixe Grande</a> promovido pela <a href="http://www.revistawebdesign.com.br">revista WebDesign</a>, na categoria<a href="http://www.peixegrande.com.br/insc/juritecnico_finalistas.asp"> <strong>blogs</strong> pelo <strong>juri técnico</strong></a>. Independente do resultado, que agradecer desde já a <a href="http://sertra.blogspot.com/">Joana Rocha</a> que sempre me apoiou e incentivou em tudo, a <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrini</a> sem a qual esse projeto não seria o mesmo, a <a href="http://www.flickr.com/photos/27349799@N00/">Kad</a> que faz parte de muitas das histórias contadas aqui e todos os grandes amigos que fiz e continuo fazendo no decorrer deste trabalho. Agradecimentos como este são sempre injustos e eu certamente estou deixando de citar alguém importante, mas&#8230; vocês são todos importantes. Vejo vocês no meu aniversário no mato.</div>
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		<title>Adventure Sports Fair 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você provavelmente perdeu a Adventure Sports Fair que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à Verônica Mambrini, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa. Não bata no vidro com força • ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente perdeu a <a href="http://www.adventurefair.com.br/">Adventure Sports Fair</a> que aconteceu aqui em Sampa, no Pavilhão Imigrantes. Mas não tem problema. Eu fui lá por você, graças à <a href="http://gataderodas.blogspot.com/">Verônica Mambrin</a>i, a revisora oficial e palpiteira ocasional deste blog, que me colocou lá dentro, com direito a credencial de imprensa.</p>
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<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQktnh8VMI/AAAAAAAAE14/MvQusaqaG8o/s400/DSC01159.JPG" alt="Não bata no vidro com força" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Não bata no vidro com força • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967820738647234">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
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</div>
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<p>Não pude ir na quinta-feira, mas na sexta-feira estava bem tranquilo. Seria o dia ideal para as entrevistas que deixei para o sábado e domingo. Mas cheguei um pouco tarde (afinal, além do blog também tenho meu trabalho) e só deu tempo de dar uma volta geral e mergulhar de garrafa no tanque de mergulho. Além do tanque de mergulho, também havia uma pista de snowboard (claro que eu levei um tombaço e quase derrubei o instrutor), tanque para teste de caiaque (preferi não arriscar), uma carreta-frigorífica com gelo da Patagônia para teste de cramponagem e parede de escalada.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQkpAAUbjI/AAAAAAAAE1c/Ce_8IX-PTrM/s400/DSC01111.JPG" alt="A foto do tombo eu não publico" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A foto do tombo eu não publico<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967741409160754">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
<td>
<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 277px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk-44fUtI/AAAAAAAAE3o/v3viLaN3gAQ/s400/DSC01308.JPG" alt="Matando saudades de escalar" width="267" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Matando saudades de escalar<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968117454394066">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Eu esperava encontrar muito mais fabricantes conhecidos de equipamentos de aventura, assim como lojas. Neste aspecto, uma decepção. Dizem que a culpa é da crise; eu tenho minhas dúvidas. De qualquer modo, não deixou de ser bem divertido. Fiz questão de entrevistar alguns fabricantes e distribuidores e apresentar a vocês as novidades.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306"><img class="size-full" src="http://lh3.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlXSiVK9I/AAAAAAAAE50/Tk9CWWMxIhE/s400/DSC01576.JPG" alt="A Patagônia é um pouco mais espaçosa" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A Patagônia é um pouco mais espaçosa<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968536657636306">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>LioFoods</h3>
<p>Para a minha alegria, a empresa LioFoods/Berkka estava demonstrando sua linha de produtos liofilizados na feira. Se você não conhece liofilização, deveria: por um processo de sublimação, a água é completamente retirada dos alimentos, fazendo com que eles durem até 60 anos*! E este processo mantém todas as características nutricionais, bastando adicionar-lhes água para consumir. A gama de alimentos passíveis de liofilização é enorme: arroz, feijão, batata, carnes, aves, peixes, doces, sorvete&#8230; a imaginação é o limite. Mentira, tem uma limitação sim: frituras. Sem contar que é levíssimo: uma refeição completa pesa de 50 a 200 gramas. Ganhei algumas amostras e farei em breve um post completo sobre o assunto (e uma janta em casa). Ficou com água na boca? Dê uma olhada no caprichado <a href="http://www.liofoods.com.br/">website da LioFoods</a> e conheça a linha de alimentos, veja os preços e encomende sua próxima refeição.</p>
<p><small>* segundo testes de laboratório, mas mesmo um ou dois anos já é mais do que suficiente</small></p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298"><img class="size-full" src="http://lh6.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlDKeRSdI/AAAAAAAAE4E/n_mQ_ZbMVUo/s400/DSC01338.JPG" alt="===PHOTO CAPTION===" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Mandioca, milho e ervilha • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968190895737298">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<h3>YouDoFirst</h3>
<p><a href="http://www.youdofirst.com/">Esta empresa</a> estava apresentando dois produtos interessantes: um cauterizador para picadas de insetos e um sistema de carregadores solares. Quanto ao cauterizador, imagine o seguinte: um magiclick de acender fogão. Ao ser picado por algum inseto que lhe cause desconforto, você aplica este pequeno &#8220;choquinho&#8221; na pele e o alívio vem na hora. Não tem contra-indicações, é bastante higiênico, leve, compacto e não usa pilhas. Seu nome é Zap-it, e seu preço estimado é de R$22,90, mas ainda não está oficialmente a venda.</p>
<p>Mas o grande barato desta empresa são seus carregadores solares. O modelo BeOn tem um preço bastante agressivo: R$ 120,00. Pesa somente 100g, tem uma bateria integrada, saída USB e tem um mosquete integrado, sendo ideal para pendurar na mochila cargueira e carregar alguma coisa enquanto você trilha. Sem contar que é &#8220;bunitinho&#8221;: amarelo e preto. Observe que ele foi projetado para carregar celulares (ou qualquer coisa que carregue no USB), mas eu não teria pudor em fazer um suporte de pilhas com um conector USB para carregá-las. Em minha entrevista, o gerente comercial disse que estavam cogitando com o departamento de engenharia essa possibilidade.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQk7I4fzZI/AAAAAAAAE3Q/7svmKeCDWIg/s400/DSC01262.JPG" alt="O carregador solar que faltava: barato, leve e prático" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O carregador solar que faltava: barato, leve e prático<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968053029916050">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
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<p>Um produto que me chamou a atenção pelo seu preço foi o carregador graaande da BeOn, o <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968045730489522">modelo Expedition</a>. A eficiência deste carregador permite que você faça uma ligação de seu celular somente com a energia da célula. Este modelo custa em média R$650,00 (subtraia R$80 se você não quiser a maleta rígida que o acompanha). Assim como o Zap-it, este produto estava a venda somente na feira. Caso você tenha se interessado tanto quanto eu (esse carregador solar é meu próximo investimento), <a href="maito:info@youdofirst.com">entre em contato</a> com a YouDoFirst.</p>
<h3>Outex</h3>
<p>São as interessantíssimas bolsas-estanque para câmeras fotográficas que eu já conhecia há algum tempo e que estão na minha <a href="/marcas/">página de marcas</a>. Basicamente é uma bolsa de látex com um adaptador para a lente que permite fotografar nos ambientes mais hostis, como lama, chuva, areia, água do mar ou mesmo sob o leito de um rio. Tudo começou quando o cirurgião dentista José Carlos tentou fazer seus filhos pegarem gosto por fotografia: o que aconteceu é que eles viraram jipeiros e o bem-estar de suas câmeras se tornou um problema. Então o José inventou esse produto genial.</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082"><img class="size-full" src="http://lh4.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQklrZdvHI/AAAAAAAAE1E/tMEsprNdoEk/s400/DSC01092.JPG" alt="Blub, blub, blub... roupa de mergulho para câmeras fotográficas" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Blub, blub, blub&#8230; roupa de mergulho para câmeras fotográficas<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382967684337876082">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
</dl>
</div>
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<p>Observe que os 6 modelos de estanques são todos para câmeras DSLR, e servem para todos os modelos existentes desta categoria. Os preços variam de R$360 a R$600, e podem ser compradas no <a href="http://www.outex.com/">site da Outex</a>. Ha também alguns acessórios e outros modelos, como modelos com e sem grip de tripé, passa-cabo e uma capa de chuva (não-estanque) para fotojornalismo (leia-se: para aquelas objetivas enooormes).</p>
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<div style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378"><img class="size-full" src="http://lh5.ggpht.com/_rZuWhPEJ164/SrQlKA9wZmI/AAAAAAAAE4o/46eNrwDMtPM/s400/DSC01402.JPG" alt="Visão geral de parte da feira" width="400" height="267" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Visão geral de parte da feira<br />
<a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009#5382968308602529378">ver esta foto</a> • <a href="http://picasaweb.google.com/blagus/AdventureSportsFair2009">ver álbum completo</a></dd>
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<p>Já estou tentando escrever este post há duas semanas e não consegui terminar: ainda existem mais algumas novidades legais que eu vou publicar num próximo post.</p>
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		<title>Blogs, marcas e lojas</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lex</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caros leitores, Depois do post Leia, explore, aprenda achei que deveria criar páginas estáticas com links para as marcas e lojas de aventura que cataloguei naquele post. Além de faze-lo, explorei a internet em busca de blogs de aventura como este, que tem a intenção de lhe deixar babando de vontade de se aventurar por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores,</p>
<p>Depois do post <a href="/leia-explore-aprenda/">Leia, explore, aprenda</a> achei que deveria criar páginas estáticas com links para as marcas e lojas de aventura que cataloguei naquele post. Além de faze-lo, explorei a internet em busca de blogs de aventura como este, que tem a intenção de lhe deixar babando de vontade de se aventurar por aí</p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-737" title="photo-blagus-map" src="/files/2009/09/IMG_2957-500x375.jpg" alt="Explorando os mapas de Ilha Bela" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Explorando os mapas de Ilha Bela</p></div>
<p>Dividi em as páginas três categorias: <a href="/blogs/">blogs, sites e portais</a>, <a href="/marcas/">marcas</a> e <a href="/lojas/">lojas</a>. Os dois últimos vocês já conhecem, mas o primeiro é inédito. Ainda falta um sobre livros, mas só o farei quando minha biblioteca estiver mais completa</p>
<div id="attachment_744" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-744" title="photo-blagus-laptop-wine" src="/files/2009/09/DSC09950-edited-small-500x333.jpg" alt="Pela taça de vinho dá para entender porque a linguagem do blog é sempre informal" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Pela taça de vinho dá para entender porque a linguagem do blog é sempre informal</p></div>
<p>Essas páginas serão constantemente atualizadas, e sempre que houver alguma novidade avisarei no post seguinte</p>
<p>Boa leitura !</p>
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